7.11.2009

Michael Moore promete desejo e paixão em novo filme

LOS ANGELES - O cineasta incendiário Michael Moore está imprimindo um viés romântico a seu documentário mais recente, ao qual deu o título "Capitalism: A love story" ("Capitalismo - Uma história de amor"). Depois de atacar a administração Bush em "Fahrenheit 11 de Setembro" e o setor de saúde norte-americano em "S.O.S. Saúde", Moore está voltando sua atenção à situação da economia global em seu novo filme, previsto para chegar aos cinemas em 2 de outubro pelas mãos da Overture Films e da Paramount Vantage. No blog do Bonequinho: Moore 'pede' dinheiro para ajudar corporações
Ele disse em comunicado na quinta-feira que já era hora de fazer um "filme sobre relacionamentos".
"Será um filme perfeito sobre namoro. Tem tudo: desejo, paixão, romance e 14 mil empregos eliminados por dia. É um amor proibido, cujo nome ninguém ousa pronunciar. Mas vamos revelar seu nome: Capitalismo", disse ele.
Os distribuidores do filme disseram que Moore, 55 anos, está voltando a tratar do tema que lançou sua carreira: o impacto desastroso exercido sobre as vidas dos cidadãos norte-americanos e outros pelo domínio das grandes empresas e a busca desregrada do lucro.
Moore falou da devastação econômica no filme que o lançou, em 1989, "Roger e Eu", no qual documentou o efeito do declínio da General Motors sobre sua cidade natal, Flint, no Michigan.
Ele recebeu um Oscar por "Tiros em Columbine", de 2003, um estudo sobre o controle de armas de fogo, e no ano seguinte lançou o incendiário "Fahrenheit 11 de Setembro", atacando sem dó o ex-presidente George W. Bush e a guerra contra o terrorismo. O filme virou sucesso de bilheteria.
A Overture, pertencente à Liberty Media Corp., será responsável pela distribuição de "Capitalism" nos cinemas norte-americanos, e as vendas internacionais ficarão a cargo da Paramount Vintage, pertencente à Viacom.

O registro do reencontro de Clapton e Winwood

Mauro Ferreira

Não por acaso, a capa do CD e do DVD duplos Live from Madison Square Garden - que registram o reencontro de Eric Clapton com Steve Winwood nos palcos, em fevereiro de 2008, no célebre palco de Nova York (EUA) - remete à psicodelia dos anos 60. Amigos desde 1964, as biografias de Clapton e de Winwood começam a se cruzar profissionalmente em 1969, ano em que o guitarrista e o tecladista integraram o Blind Faith, um dos grupos pioneiros na fusão de rock e blues. A banda se formou e se dissolveu em 1969, tendo lançado um único álbum e feito uma única turnê. Mas deixou marcas nos trabalhos de ambos. É por isso que Clapton e Winwood abrem o show com Had to Cry Today, uma das músicas do solitário álbum do Blind Faith (outras quatro, como Can't Find my Way Home, são apresentadas ao longo do roteiro de 20 números). Neste vigoroso reencontro, Clapton e Winwood celebram também o guitarrista Jimi Hendrix (1942 - 1970) - ícone daqueles efervescentes anos 60 - em Little Wing e em Voodoo Chile. O DVD exibe no disco 2 documentário sobre as obras de Clapton e Winwood - The Road to Madison Square Garden, com entrevistas recentes com os músicos - e Rambling on my Mind, uma espécie de making of das três apresentações que lotaram o Madison Square Garden, agora perpetuadas neste registro ao vivo que festeja os 40 anos do lendário Blind Faith com a maestria dos dois gigantes do quarteto

7.10.2009

Jovem brasileira de 17 anos 'virou a cabeça' de Obama durante cúpula do G-8 na Itália

Ela é carioca

RIO - É brasileira, de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, e tem apenas 17 anos, a jovem que "virou a cabeça" de Barack Obama na reunião do G-8, grupo das nações mais ricas do mundo mais a Rússia, em Áquila, na Itália. Em um momento de descontração, o presidente dos EUA foi fotografado olhando na direção da jovem Mayara Rodrigues Tavares, representante da Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, sob o olhar de aprovação do presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Nascida e criada no Barro Vermelho, comunidade carente de Urucrânia, Mayara embarcou para a Itália no dia 3. Ansiosa, ela disse na época, em entrevista ao GLOBO, que não esperava ser escolhida para representar o Brasil e o Unicef numa das reuniões mais importantes do mundo. Além dela, apenas outros três adolescentes brasileiros, dos núcleos chamados de Semi-Árido e Criança Amazônica, participaram da reunião do G-8.
- É uma sensação inexplicável. Não acreditava que poderia fazer algo assim, pois me sentia mais uma tentando lutar, em vão, por direitos não respeitados. Agora, dá para acreditar que tudo vai dar certo - afirmou a adolescente, que cursa o segundo ano do ensino médio numa escola em Santa Cruz.
Mayara foi escolhida após participar da Plataforma de Centros Urbanos - uma pesquisa realizada pela Unicef sobre os direitos reais das crianças e dos adolescentes em todo o mundo. No Rio, o estudo foi feito em comunidades de Santa Cruz, no Complexo do Alemão e no Morro Chapéu Mangueira, no Leme.
Mayara faz parte de um grupo que divulga os direitos da criança e do adolescente com o objetivo de garantir uma vida digna para jovens que moram em comunidades carentes. Seu sonho é estudar Serviço Social para ajudar não só a sua comunidade, mas todas aquelas que vivem em condições semelhantes.
Fonte: O Globo

Jerry Lee Lewis faz Show em SP, Porto Alegre e Curitiba

Jerry Lee Lewis é a lenda viva do Rock and Roll, mestre dos pianos e reconhecido por suas performances explosivas e músicas como “Great balls of fire”, “Breathless”, “Whole lotta shakin’ goin’ on”, “High School Confidential”, vem fazer Shows em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. Essa será a segunda visita do cantor e pianista de 73 anos ao Brasil, seu primeiro show no por aqui foi há dezesseis anos.

Sobre Jerry Lee
Jerry Lee Lewis demonstrou talento natural para o piano desde cedo. Assim como Elvis Presley, ele cresceu cantando música gospel nas igrejas, mas logo foi expulso por má-conduta Jerry Lewis nunca deixou de fazer turnês, e os fãs que o viram se apresentar dizem que ele ainda consegue fazer um show único, sempre imprevisível, empolgante e pessoal. O último álbum “Last Man Standing” (2006) teve um grande sucesso de público e de crítica, sendo considerado por muitos como um dos melhores álbuns da carreira de Lewis.

Sobre o Show
Durante suas apresentações, Jerry Lee Lewis faz jus a sua fama de o “verdadeiro Rei do Rock”. Não é incomum que o músico chute o banquinho do piano para tocar em pé, deslize e bata suas mãos pelas teclas, suba no instrumento e pise nas teclas e até mesmo sente nelas. Uma de suas performances explosivas e memoráveis incluiu botar fogo ao seu piano de cauda no final uma apresentação.

Sobre o último CD
Em 2006, Jerry lançou “The Last Man Standing”, seu primeiro trabalho de estúdio desde 1995. O nome do álbum remete ao próprio músico, pois é o último “sobrevivente” seus contemporâneos musicais, como Elvis Presley, Carl Perkins e Johnny Cash – o “quarteto de um milhão de dólares” e considerados os fundadores do Rock’n’ Roll. Elvis foi o primeiro a morrer, em 1977. Perkins faleceu em 1988 e Cash em 2003. Por isso que Jerry Lee Lewis se considera “o último a ficar em pé”. Entre os músicos que colaboraram no CD estão Mick Jagger e Keith Richards, o ex-Beatle Ringo Starr, Eric Clapton e B.B. King. Em 2007, o músico falou sobre sua carreira, como define o Rock ‘N’ Roll e demonstrou pela primeira vez sua técnica no piano no DVD “Jerry Lee Lewis – Killer Piano”.

Show de Jerry Lee Lewis em Porto Alegre
Dia: 16/09_ quarta
Local do Show e Bilheteria: Pepsi On Stage

Show de Jerry Lee Lewis em São Paulo
Dia: 18/09_ sexta
Local do Show e Bilheteria: Credicard Hall

Show de Jerry Lee Lewis em Curitiba
Dia: 20/09_ domingo
Local do Show e Bilheteria: Teatro Positivo

Festival de Cultura na Baixada

Acontece entre os dias 17 e 19, e 24 e 26 de julho, o 1° Festival de Novas Culturas em Austin. A meta é mobilizar e inserir novas expressões culturais no bairro, que fica localizado no município de Nova Iguaçu. A previsão é que 16 artistas se apresentem, entre eles grupos e solos de rap, reggae, rock e MPB. Todas as atrações são oriundas da Baixada Fluminense.
O diretor do projeto, Filipi Santos, diz que além de pluralizar a cultura na região, existe a intenção de fazer com que as famílias voltem a sair para as ruas. Segundo ele, por conta da violência que predomina na maioria dos eventos em Austin, acaba por deixar os moradores do bairro acuados. “Pensamos nas crianças, por isso durante o evento haverá um pula-pula, e para os jovens e adultos além dos shows, vai ser montada uma feira de artesanato, bem como uma praça de alimentação, ou seja, o evento é para todos”, explica o diretor.
O evento é organizado pelo grupo sócio-educativo e cultural Movimento Unido de Austin (M.U.D.A). O M.U.D.A reúne jovens que preocupados com a educação e a cultura dos jovens que vivem no bairro, buscam valorizar outras formas de cultura. A iniciativa parte da carência de expressões culturais e artísticas no bairro de Austin.
Sabendo que existem outros grupos artísticos espalhados pela localidade, o projeto tem como principal objetivo a propagação destes artistas invisíveis, dando assim a devida visibilidade aos seus trabalhos e elevando sua auto-estima.
Filipi frisa que é importante deixar claro que a intenção desta ação é fomentar. “Alguns moradores sentem a necessidade de atividades como esta no bairro onde vivem. Os que buscam outras formas de cultura, além das que são oferecidas, têm que se deslocar para o Centro de Nova Iguaçu, ou mesmo a cidade do Rio de Janeiro”, afirma o diretor do projeto.

1° Festival de Novas Culturas em Austin
Dias: 17, 18, 19 e 24, 25, 26 de julho
Horário: sextas e sábados às 19h e aos domingos às 16h
Entrada Franca
Local: Rua Miguel Furtado – Austin – Nova Iguaçu


e-mails para esta coluna botecosdovaledocafe@gmail.com

Gente Fina

Martha Medeiros

Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa.
Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação.
Todos a querem por perto.
Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões, quando necessário.
É simpática, mas não bobalhona.
É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados:
sabe transgredir sem agredir.
Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana..
Te ajuda, mas permite que você cresça sozinho.
Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não é para agradar.
Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada
e num castelo no interior da Escócia.
Gente fina não julga ninguém - tem opinião, apenas..
Um novo começo de era, com gente fina, elegante e sincera.
O que mais se pode querer?
Gente fina não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e,
como o próprio nome diz, não engrossa.
Não veio ao mundo pra colocar areia no projeto dos outros.
Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra.
Gente fina é que tinha que virar tendência.
Porque, colocando na balança, é quem faz a diferença..

7.09.2009


PAZ SEM VOZ É MEDO

Na última semana de junho foi amplamente divulgado um evento previsto para acontecer no domingo, dia 28 do mesmo mês, no Morro Santa Marta, favela em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O convite chamava para uma roda de funk, que começaria às 16 horas em uma praça do morro. O material de divulgação informava que o objetivo do encontro era “chamar atenção para a proibição das manifestações de cultura popular, impossibilitadas de acontecer desde o início da ocupação do morro pela polícia”. Na sexta-feira, dia 26, dois dias antes do evento, a organização foi comunicada que a roda de funk havia sido proibida pela polícia.

Convite da Roda de Funk que foi canceladaA roda de funk que não aconteceu no Santa Marta foi organizada pela Associação de Profissionais e Amigos do Funk (ApaFunk) e militantes do movimento Funk é Cultura. Eles vêm organizando eventos nesse estilo há pelo menos um ano e a roda já passou por universidades, diversas comunidades e até na Central do Brasil, no Centro do Rio. Promover uma roda de funk, aliada a outros elementos da cultura dos espaços populares, como o grafite e apresentações de break, foi uma das formas que aqueles que vêm lutando pelo reconhecimento do funk como expressão cultural, encontraram para se manifestar e promover o ritmo.

A roda prevista para acontecer no Santa Marta, entretanto, tinha um objetivo mais específico do que levar adiante a luta que vem sendo conduzida por MC’s e militantes. Lá, como bem explicitava o convite, a intenção era se manifestar contra proibições que vêm sendo impostas em favelas recém ocupadas por forças policiais. Semanas antes, o movimento havia feito o mesmo na Cidade de Deus, comunidade ocupada de forma semelhante.

Em declarações dadas a jornais, o comandante do 2º Batalhão da PM (Botafogo) disse que a roda foi proibida porque não é permitida a realização de bailes naquela região. O comandante só não levou em conta que o que havia sido planejado para acontecer no Santa Marta não era um baile funk, mas sim um encontro entre artistas e moradores, à tarde, gratuito, sem fins lucrativos, numa praça e ao som de funk, mas também de rap e o que mais surgisse.

A proibição imposta no Santa Marta nos remete à pior face do Estado, a do autoritarismo e da discriminação. Como imaginar uma cidade diferente e a consolidação de novas sociabilidades quando a polícia proíbe manifestações da cultura popular? Como concretizar o exercício da cidadania se o próprio Estado promove ações que inviabilizam a superação de estereótipos?

Os acontecimentos no morro contradizem as afirmações de “promoção da cidadania” e “pacifismo” tão presentes no discurso que permeia as recentes incursões policiais no Rio de Janeiro. Cabe ao Estado repensar este tipo de atuação e a todo o resto da sociedade a tarefa de não admitir que fatos como esses se repitam. Se o desejo de todos é uma cidade una, de paz e transformada, apenas através da intervenção unificada dos sujeitos é que será possível construí-la, não por meio do medo ou da opressão.
e-mail para esta coluna botecosdovaledocafe@gmail.com

Bambas do samba sobem aos palcos cariocas


José Raphael Berrêdo

RIO - Os fãs de samba têm a difícil missão de escolher entre shows de três bambas nesta sexta-feira (10.07): Zeca Pagodinho, Beth Carvalho ou Paulinho Viola, que tocam respectivamente no Citibank Hall, no Circo Voador e no Canecão. O único que dá uma colher de chá e se apresenta novamente (outras cinco vezes) é Paulinho da Viola, em cartaz de sexta a domingo até o dia 19 de julho. Mais uma opção sem concorrência é Alcione, que recebe Emílio Santiago, Mat'nália e Nana Caymmi no palco do Canecão nesta quarta-feira (08.07), com arrecadação em prol das vítimas das enchentes no Maranhão.
Até Zeca Pagodinho ficaria em cima do muro na hora de escolher entre as apresentações que concorrem com a gravação do DVD de seu show "Uma prova de amor", esta sexta no Citibank:
- Eu iria me multiplicar e ir nos dois - esquiva-se.
Depois de turnê bem sucedida pelas principais cidades do país, o álbum do cantor vai virar DVD com participações da Velha Guarda e de Jorge Ben Jor.
- Com certeza é um presente daquele lá de cima. Junto com a banda Muleke (que acompanha Zeca) vamos "botar fogo" no Citibank - promete.

O show será dividido em blocos que irão representar as várias "provas de amor" feitas pelo artista por meio da música. O povo brasileiro, os mitos, a malandragem e a mulher estão entre os homenageados no show com direção musical de Paulão 7 Cordas e arranjos metais de Eduardo Neves. No total, serão 24 canções, entre inéditas e velhos sucessos.
Enquanto Zeca grava seu DVD, Paulinho da Viola apresenta para o público o show que deu origem ao premiado Acústico MTV, nas lojas e nas rádios desde 2007. O cantor fica no Canecão até dia 19, às sextas, sábados e domingos.
No Circo Voador, também esta sexta, Beth Carvalho faz show com repertório dedicado à Lapa, com participação da cantora e compositora Mariana Aydar. Juntas, as duas vão de "Desesperar Jamais" (de Ivan Lins e Vitor Martins) e "Maior é Deus" (de Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro), gravadas por ambas.

- Preparei um repertório especial para os fãs, com um pout-pourri de sambas-enredo, além de fazer homenagem a Ataulfo Alves, mestre mineiro que completaria 100 anos este ano - conta a cantora, que vai interpretar "Ai que saudades da Amélia" e "Leva meu samba", do compositor que completaria cem anos em 2 de maio deste ano.
Beth faz ainda outro pout-pourri, de marchinhas de carnaval, além de lembrar sucessos como "Coisinha do pai" (Jorge Aragão, Almir Guineto e Luiz Carlos), "O que é o que é" (Gonzaguinha), "Folhas secas" (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito) e "As rosas não falam" (Cartola). A apresentação faz parte do projeto TAM Paixão pelo Rio.
A primeira dos quatro bambas a se apresentar, nesta quarta, é Alcione, em um show beneficente para arrecadar fundos para as vítimas das enchentes no Maranhão, estado natal da artista. A Marrom recebe convidados ilustres como Emílio Santiago, Mat'nália e Nana Caymmi para cantar sucessos da carreira e mostra um pouco do repertório do disco "Acesa", que será lançado no fim do mês. ( Leia mais na coluna Café Impresso )