7.30.2009





Cultura - Barra Mansa - RJ
"Três Caminhos"- Alan Carlos Rocha

Acontece no GREBAL a solenidade de lançamento do livro "Três Caminhos" do ilustre cidadão, advogado e historiador Alan Carlos Rocha.

Um evento de grande mérito, para ser prestigiado por todos que circulam pelos caminhos da arte e da cultura nesta cidade.

Dia: 31/07/2009
Hora:19h30min.
Local: Auditório José Lourenço - Sede do Grêmio Barramansense de Letras

Av. Argemiro de Paula Coutinho, 44 - Centro - Barra Mansa - RJ

(Clique na imagem para ampliar e saber mais...)




Banda Prime faz show em Volta Redonda nesta sexta

A boate Porão, em Volta Redonda, recebe o show da Banda Prime nesta sexta-feira, 31. A apresentação começa às 22h. Nos intervalos, Dj Badauê agita a noite. Os ingressos custam R$ 10 (masculino) e R$ 5 (feminino).Classificação: 18 anos
Boate Porão
Rua Miguel Couto Filho, 12, Jardim Amália - Telefone:(24) 3342-6727
Volta Redonda


Marcelo Cardoso canta MPB em Maringá

O Casebre Pub, em Maringá (Itatiaia), recebe o show de MPB, na voz de Marcelo Cardoso nesta sexta-feira, 31. O cantor sobe ao palco às 21h. O valor do couvert é R$ 8 por pessoa.Classificação: livre
Casebre Pub
Estrada dos Cavalos, s/nº, Maringá - Telefone:(24) 3387-1605
Itatiaia/RJ




Sexta com Penedo Winter Jazz


As atrações do 4º Penedo Winter Jazz desta sexta-feira, 31, serão os músicos Mauro Costa Júnior e Márvio Ciribelli. O violinista Mauro é convidado especial do pianista e produtor musical Márvio. O show começa às 20h. O valor do couvert é R$ 50.
Classificação: livre
Jazz Village Bistrô,Rua Toivo Suni, nº 33, Penedo
Telefone:(24) 3351 - 1275
Itatiaia/RJ

e-mail para esta coluna botecosdovaledocafe@gmail.com

Marco Luque volta à região para apresentar stand up

Sucesso no programa CQC, o ator e comediante Marco Luque volta à região no dia 14 de agosto. Com o stand up ‘Tamo Junto', apresentado no início de julho em Volta Redonda, Marco Luque vai levar humor a Resende, em 75 minutos do espetáculo.

Desde março deste ano, cerca de 20 mil pessoas já assistiram à apresentação que conta no palco experiências do ator. Falar de assuntos do cotidiano e acontecimentos pessoais é a maneira Marco Luque de transformar o evento em algo que vale a pena.

O ator também ganhou espaço na mídia com personagens como o motoboy ‘JacksonFive' e o taxista ‘Silas Simplesmente'.

O evento acontece no Teatro da Aman, às 21h, e a classificação é 14 anos.

De acordo com a produção do evento, não será permitida a entrada depois do início do espetáculo.

Mais informações pelo telefone: (24) 3354-1484

Barão Vermelho original reunido em gravação após 20 anos


Enviado por Rodrigo Pinto -

Na tarde desta segunda-feira, no Estúdio Dubrou, no Rio, Roberto Frejat, Dé, Maurício Barros e Guto Goffi se reuniram para gravar uma faixa que compuseram juntos para o disco solo de Goffi. Foi a primeira vez que o quarteto esteve junto gravando uma música inédita deles em mais de 20 anos.
O disco de Guto é o primeiro individual do baterista e fundador da banda. Depois de Frejat, Guto será o primeiro da formação original do grupo a lançar um álbum solo. Barros trabalhanda em um disco próprio e Dé vem mantendo o ritmo como compositor, baixista e produtor, sem previsão para lançamento de trabalho próprio.
O encontro dos barões originais alimenta sonhos secretos de fãs da banda, que apostam numa reunião das duas principais formações da banda carioca - a outra, inclui Fernando Magalhães, Rodrigo Santos e Peninha - para uma mega turnê comemorativa dos 30 anos do grupo, em 2010, 2011.
De cara, o que se sabe é que os barões superaram rusgas do passado e, nos últimos anos, vêm se aproximando, apesar dos trabalhos individuais. No lançamento de meu livro sobre a banda, no Circo Voador, os quatro haviam se encontrado com os novos integrantes, num show maravilhoso, histórico (na foto acima).

o 'Jogando no quintal' leva campeonato de improvisação para o Teatro Clara Nunes



Ana Carolina Morett

RIO - No futebol, é comum que os mais belos lances surjam de um simples improviso, às vezes quando a jogada é considerada praticamente impossível. Que tal, então, uma "partida" em que o vencedor é aquele que faz as melhores improvisações? No espetáculo "Jogando no quintal", essa receita deu tão certo que após sete anos de apresentações em São Paulo seus integrantes fizeram as malas para uma turnê nacional, que chega ao Rio nesta quinta-feira (30.07), no Teatro Clara Nunes. Em campo, ou melhor, no palco, seis palhaços divididos em dois times criam cenas a partir de temas escolhidos pelo público, que dá o apito final e julga quem é melhor no improviso.

Toda a atmosfera é de um jogo de futebol. Além das equipes azul e laranja, temos um árbitro e uma banda, que cria melodias ao vivo. Nos vestimos como atletas, mas a bola são os temas sugeridos pela plateia. Temos até aquecimento, só que é feito com distribuição de caipirinhas. A improvisação hoje em dia está na moda, mas o nosso caso é diferente porque ela é feita por palhaços - explica César Gouvêa, um dos fundadores do grupo.
O espetáculo é dividido por rodadas. Em uma delas, por exemplo, cada time tem que improvisar uma cena em dez segundos a partir de uma palavra sugerida pelo público. Em outra, um objeto é a fonte de inspiração. Segundo estimativas do ator e palhaço profissional, mais de 180 mil pessoas já conferiram o resultado desta ideia, que foi colocada em prática pela primeira vez no seu próprio quintal:
- Encontrei meu amigo Marcio Ballas no projeto Doutores da Alegria, do qual fazíamos parte, e falei sobre meu interesse em fazer teatro de forma autônoma, alternativa. Ele tinha acabado de voltar da Europa e me falou sobre campeonatos de improvisão. Começamos a pesquisar essa linguagem, e convidamos outros palhaços. Até que montamos o espetáculo e fizemos a estreia na minha casa mesmo, para 75 pessoas.
Depois de alguns meses "jogando no quintal", o grupo começou a fazer apresentações em locais alugados, como a quadra de uma escola pública e até mesmo um circo. Em 2007, eles conseguiram patrocínio, começaram a ter retorno financeiro, e o espetáculo ganhou sua temporada aos finais de semana. No ano passado, foram convidados para o XI Festival Ibero Americano de Teatro de Bogotá, na Colômbia, onde venceram o Campeonato Mundial de Match de Improvisação.
- Lá não estávamos caracterizados. Era um formato diferente, com o qual não estávamos acostumados, porque tivemos que jogar de acordo com as regras do campeonato. Mas nós usamos essa relação com o público que temos como palhaços, e surpreendentemente vencemos - diz Gouvêa.
Mais notícias no site do Rio Show. Confira

"Jogando no quintal" - Teatro Clara Nunes. Rua Marquês de São Vicente, 52 / 3º piso - Shopping da Gávea. Tel: 2274-9696. De quin (30.07) a dom (02.08). Quin a sáb, 21h; dom, 20h30m. R$ 30

Ana Cañas existe


Enviado por Leonardo Lichote -

O CD de estreia de Ana Cañas, cantora que vinha de temporada badalada no Baretto (SP) e chegava com o aval de Chico Buarque, foi um balde de água fria nas boas expectativas. As composições eram ingênuas e a sonoridade MPálidaB, exangue.
Foi, portanto, sem expectativa nenhuma que ouvi o recém-lançado "Hein?". O efeito foi exatamente o oposto. O disco tem problemas e a falta de maturidade de Ana como compositora e artista ainda aparece (curiosamente, em algumas canções assinadas com o veterano Arnaldo Antunes). Mas corre sangue nas veias do CD e, comparado com a estreia, é um salto gigantesco. Pela primeira vez, a cantora mostra personalidade. Não há mais momentos de ingenuidade rasgada como havia no primeiro. E há boas canções, redondas, bem cantadas e tocadas. Como "Esconderijo", que acaba de ganhar um clipe com direção de Selton Mello. Você pode assisti-lo aqui.
Enfim, Ana Cañas - ao contrário do que nos fazia crer seu primeiro CD - existe.
Por Angela Chaloub

Raul Seixas entrevistado por Nelson Motta
Na década de 70, na época do lançamento do LP "Há dez mil anos atrás". Depois da entrevista Raul canta "Os números", parceria com Paulo Coelho


'À deriva', de Heitor Dhalia, estreia em meio à luta dos filmes autorais por espaço nas telas


Rodrigo Fonseca

RIO - Aplaudido no Festival de Cannes, "À deriva", de Heitor Dhalia, estreia nesta sexta-feira, em meio à alegria de produtores que comemoram os 10,5 milhões de espectadores contabilizados pelo cinema nacional entre 1 de janeiro e 30 de junho. Esse total de público corresponde a um crescimento de 167% em relação à venda de ingressos de 2008, limitada a 8.820.000 pagantes. Os números atuais podem até dar orgulho a todas as tribos de realizadores, mas, na prática, aplicam-se mais a blockbusters do que ao chamado "filme de arte", cuja ambição estética não se dobra a regras mercadológicas.

O próprio Dhalia dirigiu um longa que é um exemplo de surpresa no "filme de arte": "O cheiro do ralo", que, em 2007, chegou a 170 mil pagantes quando se esperavam apenas 20 mil - diz Pedro Butcher, editor do site Filme B, que analisa o mercado exibidor brasileiro. - O problema é que exemplares do chamado "filme de arte", nicho que antes fazia média de mil pagantes por cópia, hoje custam a alcançar essa marca.
Neste ano em que as comédias "Se eu fosse você 2", "Divã" e "A mulher invisível" exponenciaram a renda da cinematografia brasileira às cifras do milhão, o conceito de "filme de arte" passou a ser aplicado nos mais variados projetos. O rótulo é dado tanto às radicalíssimas experiências de cineastas como Julio Bressane - cujo longa-metragem mais recente, "A erva do rato", patina há quase um mês à cata de telas - quanto a obras pautadas pela delicadeza como o drama de locações litorâneas dirigido por Dhalia. Só que enquanto o primeiro, rodado por um veterano do cinema marginal, vai viajar o Brasil com uma única cópia, o longa do diretor de "O cheiro do ralo" chega com 40 cópias, ou seja, com energia para brigar.
" Será que os filmes não têm público ou é a gente que não chega a esse público? "
- Truffaut acreditava que a maturidade de um diretor vem quando ele consegue falar o que quer e ainda assim fazer sentido para uma grande audiência. O que eu estou buscando é fazer cinema de qualidade artística, mas acessível. Não sou contra um cinema mais radical, árido. Até por que um filme acha seu público tenha ele o tamanho que tiver - diz Dhalia, que exibirá "À deriva" no dia 3 no 19 Cine Ceará, em disputa pelo troféu Mucuripe.
Depois de "Nina" (2004) e "O cheiro do ralo" (2006), o cineasta pernambucano de 39 anos narra em "À deriva" as turbulências que cercam a adolescência de Filipa (Laura Neiva), jovem que acompanha a separação de seus pais: Clarice (Débora Bloch) e Matias (o astro francês Vincent Cassel, de "O ódio").
- Eu nunca vou saber onde "O cheiro do ralo" seria capaz de chegar se saísse com cem cópias e não com 20. E se "À deriva", que está circulando pelo mundo e já foi vendido para, no mínimo, 15 países, viesse com 80 cópias, e não 40? - questiona Dhalia, que concorreu com o drama de Filipa na mostra Un Certain Regard de Cannes.
No início da Retomada, filmes que hoje seriam tratados como iguarias para poucos, como "Central do Brasil" ou "Carlota Joaquina", foram além da fronteira do milhão. Este ano, dos filmes na linhagem de "À deriva", o mais bem-sucedido foi "Budapeste", de Walter Carvalho, com 85 mil pagantes.
- "Em meu lugar", de Eduardo Valente, que estreia em outubro também entra nessa categoria - diz Pedro Butcher, da Filme B. - E há "Tempos de paz", de Daniel Filho, que por ser um filme de época, baseado em uma peça, limita o público.

Diretor do maior sucesso da Retomada, "Se eu fosse você 2", Daniel Filho entra em circuito em 14 de agosto com a adaptação de "Novas diretrizes em tempos de paz", do dramaturgo Bosco Brasil, questionando a noção de filme de arte:
- A classificação como arte é pretensiosa. Por que não tem pintura de arte, teatro de arte, música de arte, balé de arte etc?
E o que dizer do cinema de Bressane, grife de autoralidade há quatro décadas?
- "A erva do rato" não tem distribuição no Brasil, mas estamos em cartaz na França há seis semanas - diz Marcello Maia, produtor do longa de Bressane. - Será que os filmes não têm público ou é a gente que não chega a esse público?