BRASÍLIA - A eleição presidencial de 1989 foi marcada por agressões e ataques pessoais dos três principais personagens: os candidatos Fernando Collor de Mello (PRN), que seria eleito presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou em segundo lugar, e o então presidente da República, José Sarney. Era ladrão para lá, corrupto para cá e ditador de opereta para acolá. Collor ameaçava pôr os corruptos do governo Sarney na cadeia, se eleito. Sarney processou Collor por injúria e difamação. No calor da campanha, o alagoano xingou Lula de cambalacheiro. Foi eleito e não botou ninguém na cadeia. Acabou ele próprio apeado do cargo após dois anos de poder.
Depois de 20 anos, com Lula na Presidência, os três arqui-inimigos políticos transformaram-se em aliados em torno da base do governo petista, o que surpreendeu até os governistas, mostra reportagem de Gerson Camarotti e Maria Lima, publicada neste domingo pelo jornal O GLOBO. As declarações de cada um para justificar a repentina amizade se baseiam na alegação de que todos foram alvo de campanhas difamatórias e injustiças. Outra argumentação é que não foram eles que mudaram, mas o tempo e a política. De forma reservada, interlocutores de Lula dizem o que mais mudou nessas duas décadas: o pragmatismo e a necessidade de governabilidade.
A relação de Lula com Sarney foi construída de forma gradual e, aparentemente, sem grandes traumas. Em 2002, o atual presidente do Senado apoiou a eleição de Lula. Mas a aproximação de Lula com Collor foi um processo mais lento e "difícil" para o presidente, segundo relato de Lula a um interlocutor.
Lula até hoje tem na memória os ataques de Collor na campanha, na qual foi atingido com um golpe abaixo da linha da cintura: a acusação de tentativa de aborto da filha Lurian. Sarney também foi alvo de Lula e Collor, que acusaram seu governo de corrupção.
11.15.2009

Margareth edita Naturalmente ao Vivo em 2010

Chega ao Brasil o DVD de Simon com os amigos
Mauro Ferreira

Chicas desafiam a crise e lançam primeiro DVD
Três anos após editar o seu primeiro CD, Quem Vai Comprar Nosso Barulho? (de 2006), o grupo Chicas desafia a apatia da indústria do disco e apresenta seu primeiro registro ao vivo de show, gravado no Teatro Rival (RJ). Em Tempo de Crise Nasceu a Canção chega às lojas - pela Biscoito Fino - nos formatos de CD e de DVD. Além de rebobinar dez músicas do primeiro álbum, as Chicas cantam músicas inéditas em suas vozes. Casos de Divino Maravilhoso (Caetano Veloso e Gilberto Gil) e de Androginismo, música obscura de Kledir Ramil, lançada nos anos 70 pelo grupo Almôndegas. Nos extras do DVD (e também no CD), há Caras e Bocas, o tema de abertura da novela homônima, cuja gravação das Chicas deu projeção nacional ao quarteto formado em 1996 por Amora Pêra, Fernanda Gonzaga, Isadora Medella e Paula Leal.