Um pastor vigiava o seu rebanho, quando notou que este em determinadas ocasiões se mostrava mais alegre, saltando com enorme vivacidade. A repetição do fato aguçou-lhe a observação e o pastor notou que a energia de suas ovelhas se manifestava quando elas pastavam essas terras, as quais eram ricas de uma determinada planta cujo fruto comiam. Compreendeu então, que a reação era efeito da ingestão de tal planta. Curioso, fez uma experiência em si próprio. Tomou uma infusão que fez com os frutos da planta referida. Logo depois, sentiu um reforço de energias, bom humor, melhor disposição para o trabalho, e ao mesmo tempo, desaparecendo, o sono que o atacava quando em serviço. Tal bebida era o café e, segundo a lenda, assim começou a ser usado.
VASSOURAS, RJ
Antiga Estação Ferroviária Inaugurada em 1912 pelo então Presidente da República Marechal Hermes da Fonseca, ficou abandonada depois da extinção do ramal. Adquirida pela fundação Severino Sombra da Rede Ferroviária Federal, foi reformada em sua beleza antiga, tornando-se sede da Universidade Severiano Sombra.
PIRAI, RJ
O território do município de Piraí foi desbravado em conseqüência do trânsito realizado entre a região das Minas Gerais e Rio de Janeiro, através do Rio Paraíba.O núcleo primitivo desenvolveu-se junto à pequena capela de Santanna do Piraí, erguida por volta de 1772. A localidade rapidamente progrediu, atraindo iNúmeros colonos que buscavam terras férteis para seu cultivo. Nos meados do século XX a inauguração da Rodovia Presidente Dutra, ligando o Rio de Janeiro a São Paulo foi um importante acontecimento, pois essa rodovia passa justamente pela sede do município. Isso acabou inserindo Piraí numa rota fundamental da economia brasileira.
VALENÇA, RJ
Em 1789, foi iniciada a catequese dos habitantes de vários aldeamentos indígenas. Uma das primeiras providências tomadas pelos colonizadores foi a de construir uma tosca e pequena capela, no principal aldeamento dos Coroados e a sua 1ª missa em 1803, foi dedicada à Nossa Senhora da Glória de Valença em 1903. Com a abolição da escravatura o perfil sócio-econômico do Município foi redesenhado - a decadência da produção cafeeira deu lugar a criação de gado, transformando o Município em um dos maiores fornecedores de leite e exportador de laticínios. O setor industrial representa importante fonte de absorção de mão-de-obra. Valença tem também um forte potencial turístico, representado por seu clima, suas cachoeiras, rios e especialmente por suas antigas fazendas de café.
BARRA DO PIRAI, RJ
A cidade se chama Barra do Piraí, pois Barra quer dizer foz de um rio. E como em Barra do Piraí, o rio Piraí se lança no rio Paraíba do Sul, formando assim a foz do rio Piraí. Logo como Barra do Piraí é uma cidade cortada por dois rios; o rio Paraíba do Sul e o Piraí, nada mais adequado do que o seu nome. A origem de Barra do Piraí remonta aos meados do século XIX, quando se formaram dois povoados: São Benedito e Sant’ Ana. Elevada a município em 1890, começou a tornar-se importante e a desenvolver-se em 1864, com a chegada da estrada de ferro Dom Pedro II – mais tarde denominada Central do Brasil.A partir daí, progressivamente, Barra do Piraí cresceu e tornou-se o maior centro comercial da região cafeeira. Por Barra do Piraí circulava grande parte da riqueza do país.
VALE DO CAFÉ
O Vale do Café fluminense é a opção para quem quer manter distância das cidades grandes. Repleta de fazendas coloniais da época do ciclo cafeeiro, a região oferece oportunidades para casais apaixonados aproveitarem o frio e solteiros errantes tentarem encontrar suas caras-metades. O Vale do Café é o destino mais procurado por turistas no estado do Rio quando o frio chega, informa a Associação Brasileira de Agências de Viagens.
3.24.2009
LENINE INDISPENSÁVEL
Lenine é um dos tantos artistas brasileiros que ainda fazem MÚSICA. Diferente de alguns tantos também consegue entrar na mídia, mais segmentada é verdade, mas o suficiente para divulgar seu trabalho e ser respeitado pelos mais diversos tipos de ouvintes. Por isso também é difícil classificar o seu som. Talvez o termo mais apropriado seja World Music. Com uma roupagem pop, misturando ritmos nordestinos como baião, coco, frevo e maracatu o pernambucano ainda encontra espaço para o samba, tudo embalado com a mais pura energia do rock. Lenine também sempre trabalha baladas com letras poéticas e melodias dissonantes e impressiona como tudo que faz soe ‘torto’e inovador. Letrista de muito bom gosto, consegue combinar muito bem o que fala e o que toca , o que o torna realmente um compositor diferenciado. Extraída do DVD ‘MTV Acustico’, a música Paciência é um bom exemplo do que é capaz esse violonista,cantor, compositor, arranjador e poeta.
Biffe é músico,jornalista,professor de bateria e proprietário do Instituto Musical Marcelo Biffe Contatos: 24 9945-1131
ALIMENTAÇÃO E OSTEOPOROSE
Osteoporose é a perda de massa óssea. Especificamente, osteoporose se refere à perda suficiente de massa óssea a ponto de causar fratura diante do mínimo trauma ou, até mesmo, sem trauma. É um processo influenciado por múltiplos fatores, alguns modificáveis e outros não. Entre os fatores modificáveis que contribuem para o desenvolvimento da osteoporose podemos citar o nível de estrogênio no sangue, a atividade física, o estado nutricional, a propensão à quedas e o pico de massa óssea. Os fatores não modificáveis são, principalmente, a idade, a raça, o sexo e a genética. O osso é o local de estocagem de mais de 90% do total de cálcio.
Levando-se em consideração que o aporte de cálcio no organismo feminino é relativamente menor, as mulheres adultas, principalmente aquelas que se aproximam da meia idade, devem investir em uma alimentação mais enriquecida com esse mineral, não abrindo mão do leite e seus derivados como queijos, iogurtes, coalhadas e também os vegetais de folhas verdes escuras (brócolis, couve-flor, espinafre e escarola), gema de ovo, sardinha, ostra e açaí.
O metabolismo do cálcio inicialmente se dá no intestino delgado, onde cálcio e fósforo são absorvidos por ação da vitamina D. A absorção do cálcio, não pode ser aumentada quando há deficiência do mesmo e de vitamina D.
A vitamina D, por sua vez, é obtida a partir da dieta e é ativada na pele por ação da irradiação solar. A vitamina D também estimula a reabsorção óssea, aumentando os níveis de cálcio no sangue. A absorção de cálcio e os níveis de vitamina D se reduzem nos estados de deficiência de estrogênio e retornam ao normal quando há reposição deste hormônio.
Alimentos ricos em vitamina D
óleo de fígado de bacalhau peixes como salmão, atum e sardinha leite margarina ovos fígado
Alimentos ricos em estrógeno
Soja Verduras de folhas verdes escuro Fazer uso desses alimentos sem a orientação de um nutricionista, pode se perigoso para sua saúde. Devido que alguns alimentos não interagem bem com outros e a absorção de nutrientes pode não acontecer da forma esperada.
Sandra Helena Mathias Motta Nutricionista – 09100018 Centro – 3323-3715 Vila Nova – 3326-5487 Cel – 8813-4072 sandranutti@yahoo.com.br
Começa nesta segunda-feira, 23, no Centro Cultural Fundação CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), a troca de alimentos não perecíveis por ingressos para o show do cantor e compositor Renato Teixeira (foto). A Orquestra Sinfônica da Fundação CSN recebe o cantor, num concerto especial, em comemoração dos 68 anos da Companhia. A apresentação será no dia 9 de abril (quinta-feira), no Cine 9 de Abril, a partir das 19h. A classificação é livre.
A entrada poderá ser adquirida de segunda a sexta-feira, de 8h às 18h. Os alimentos arrecadados serão doados a instituições de caridade da região.
O Centro Cultural Fundação CSN fica na rua 21, Vila Santa Cecília. O Cine 9 de Abril fica na rua 14, Vila Santa Cecília.
A correnteza do rio vai levando aquela flor O meu bem já está dormindo zombando do meu amor zombando do meu amor
Na barranceira do rio o ingá se debruçou E a fruta que era madura a correnteza levou a correnteza levou a correnteza levou, ah
E choveu uma semana e eu não vi o meu amor O barro ficou marcado aonde a boiada passou Depois da chuva passada céu azul se apresentou Lá na beira da estrada vem vindo o meu amor vem vindo o meu amor vem vindo o meu amor
Ôu dandá, ôu dandá, ôu dandá, ôu dandá
E choveu uma semana e eu não vi o meu amor O barro ficou marcado aonde a boiada passou
A correnteza do rio vai levando aquela flor E eu adormeci sorrindo Sonhando com nosso amor Sonhando com nosso amor Sonhando...
Ôu dandá ...
Eternamente, Clô!
Falar de Clodovil Hernandes, "dá muito pano pra manga"!... Aqui, uma pequena homenagem para "O Imortal da Moda Brasileira".
Como estilista, Clodovil ou Clô, como alguns o chamavam, era talentoso e criativo. De personalidade irreverente, sabia muito bem dar suas alfinetadas com muito bom humor! Formou-se professor, depois de estudar em colégio interno, e desde bem jovem, seu talento para a moda já se destacava. Como estilista de Alta Costura influenciou a moda brasileira. Inteligente e versátil, trabalhou fazendo shows, teatro, figurinos teatrais, e também socializou a moda através de vários programas na TV. Deixou tudo!... (Segundo dizem, ele andava decepcionado com os rumos da moda!) Em 2006 foi eleito Deputado Federal com altíssimo índice de votação, por São Paulo..
Pérolas do Discurso Político de Clodovil...
"Digo aos senhores que a única coisa de que tenho medo --já me fizeram muito medo aqui, como estrangeiro que sou nesta Casa-- é da expressão 'decoro parlamentar'. Eu não sei o que é decoro, com um barulho destes enquanto um deputado fala. Eu não sei o que é decoro, porque aqui parece um mercado! Nós representamos o país! Não entendo por que há tanto barulho enquanto um orador está falando. Nem na televisão, que é popular, fazem isso."
Primeiro discurso na Câmara dos Deputados, em 2007
Só hoje, a poesia dá lugar para "o não tão poético" das pérolas de Clô!...
"-Aff! Esse papo não combina com meu perfume francês"
"-Família é que nem dente: quanto mais longe um do outro melhor, pra não juntar sujeira no meio" "
-Menina você tem uma cara de Galeria Pagé! Mas que coisa hein..."
"-Tão bonita, tão talentosa, e com uma cabeçona desse tamanho, parece um caqui japonês...."
"-Menina, você está enoooorrrme! Minha nossa! Cuidado com os operários, hein! Essa gente adora mulheres assim"
"-Querida, o máximo que você poderá vir a ser é Rainha da Primavera Gay de Rondonópolis!"
"-Não adianta, quem nasceu para Maria do Bairro, nunca vai ser Maria Clara Diniz!"
"-Olha essa blusinha até que é bonitinha, mas como você está muito gorda, ficou péssimo"
Clodovil Hernandes (17/06/1937 - 17/03/2009).
"Fotos: Clodovil Hernandes, na época estilista, em uma capa de revista "Cruzeiro" de 1971. Ao centro, o deputado Clodovil em 2009.A última, o estilista num desfile de suas criações (sem referência de data e local)."
Discomunal, um disco obrigatório que deveria ser reeditado em CD.
por Sérgio Lima
Em 1968 o quarteto 004, que hoje não existe mais, para promover o lançamento do seu primeiro disco, fez um show que depois virou um disco memorável: Discomunal.
Neste show, o quarteto 004 reuniu um time de craques. Estavam presentes Baden Powell, Marcia, o hepteto de Paulo Moura, Chico Buarque, Eumir Deodato e o maestro Antônio Carlos Jobim.
A apresentação do espetáculo ficou a cargo de Millor Fernandes. Vejam como ele apresentou Tom Jobim:
O Tom participa de 3 faixas no disco tocando piano. A primeira música é Bom Tempo, do Chico, junto com Chico Buarque, o quarteto 004 e Eumir Deodato. Depois vem Retrato em Branco e Preto, um arraso! E finalmente "Wave" - ou na versão em português com letra: “Vou te contar”. O Chico Buarque, na entrevista que ele deu pra gente e está neste site, disse que ele só escreveu esta frase da música. O resto é tudo letra do Tom. Vocês não podem deixar de ouvir este disco.
Discomunal - Gravado Ao Vivo No Teatro Toneleros Este álbum é um registro histórico de um encontro de grandes artistas, ocorrido no Teatro Toneleros em 1968. O show aconteceu para o lançamento de estréia do disco do Quarteto 004, um grupo vocal na linha do MPB 4. O espetáculo foi apresentado pelo escritor e humorista Millôr Fernandes e teve a participação (além do Quarteto 004) de Tom Jobim, Baden Powell, Chico Buarque, Hepteto Paulo Moura, Eumir Deodato e Márcia. Não é preciso dizer mais nada, né? O toque tá dado...
LINK PARA DOWNLOAD: http://rapidshare.com/files/200142143/Discomunal-zl.zip
Márcia,
Tenho 25 anos e até hoje não decidi que profissão seguir, isto me deixa muito angustiada. Comecei o curso de Direito por causa do meu pai, não gostei e parei. Depois, por influência do meu avô materno, fui fazer Odontologia, também não me encontrei. Agora minha mãe tem insistido para que eu faça Psicologia, diz que tem tudo a ver comigo e também era o curso do sonho dela, mas não conseguiu fazer. Você acha que tem alguma coisa que possa fazer para sair deste conflito? Aguardo sua resposta ansiosa. Obrigada.
Nome fictício: Aline
Oi Aline,
O momento da escolha profissional, em geral, é muito angustiante. O receio de errar, de perder tempo, de não ser bem sucedido, tudo isso aparece nessa hora. Pelo que relatou a família tem tentado ajudar decidindo por você, o que de fato não resolve, só aumenta sua confusão. Você pergunta se tem algo a fazer, claro que sim. Buscar a psicoterapia para ajudá-la a entender e solucionar o que a aprisiona e a impede de caminhar em direção a vida adulta me parece de fundamental importância.
Uma das portas de acesso ao mundo adulto é a profissão e o trabalho. Será que você está com receio de crescer, de enfrentar novas formas de viver? A independência a assusta? Reflita! Quanto à escolha profissional três condições são fundamentais: BUSCAR O CONHECIMENTO DE SI MESMA (quem você é, seus gostos, interesses, afinidades) BUSCAR CONHECER AS PROFISSÕES (saber o que faz, o que estuda, o mercado de trabalho, onde estudar) e por último, INTEGRAR OS DOIS CONHECIMENTOS ANTERIORES (quem eu sou combina com o perfil da profissão que penso escolher?) Além disso, converse com as pessoas, discuta suas dúvidas, procure interagir com quem exerce a atividade que pretende, mas NA HORA DE DECIDIR, DECIDA SOZINHA! Um bom trabalho de Orientação Vocacional e Profissional também está indicado. Desejo que encontre o melhor caminho.
Psicóloga, Psicanalista, Terapeuta de Casais e Famílias, Orientadora Vocacional e Profissional. Estabelecida há 30 anos na cidade do Rio de Janeiro.
O objetivo deste espaço é gerar a possibilidade de reflexão em torno do tema proposto e de maneira nenhuma poderá substituir o processo psicoterápico. · A identidade de quem pergunta será sempre preservada.
Abro a janela, e em minha paróquia não visitada por sabiás, um sabiá está cantando. O ouvido não se enganou, e é fácil de explicar. Nesta manhã, um sabiá múltiplo e comemorativo gorjeia em cada árvore de cada bairro do Rio, da Tijuca ao Leblon, pela chegada dos cinquenta anos do sabiá-mor, vulgo Tom Jobim.
O pássaro desenvolve um canto geral, em nome das aves amadas por Tom, inclusive o matita-perê, que não nasceu lá muito melodioso, e o jereba, ou urubu de cabeça vermelha, do qual obviamente não se exigem primores vocais. E sua ária festiva é justa homenagem da natureza ao compositor que soube captar para nós, entre canções de amor sofrido ou exultante, a palpitação, o lirismo surdo, o secreto recado das águas de março, das madeiras e lejes que compõem o mais antigo cenário de vida. Cenário que vamos destruindo metodicamente, em vez de preservá-lo e restaurá-lo como opção para o triste viver urbano a que nos condenamos por inclinação suicida.
Porque Tom é isso aí: o vibrátil rapaz da cidade, que leva para Ipanema e leblon uma alma ressoante de rumores da floresta, perto da qual ele nasceu. Se ama o papo no bar, com amigos ("a cerveja locupleta os vazios da alma", diz ele), será por invencível delicadeza, que ainda agora o fez declarar a Cristina Lira: "Eu só tenho feito gostar das pessoas". E reconhecendo que "as conversas de bar procuram o longo caminho do equívoco", um dia propôs a um amigo distante "estabelecer sesmarias aéreas" de sociedade com ele. Tom sabe voar sobre miudezas e convencionalismos que atrapalham a verdadeira comunicação, sob aparência de estimulá-la.
Se vai aos Estados Unidos, para gravar sua música em nível técnico mais apurado, até nisto segue política de pássaro, que emigra na hora sazonal e volta religiosamente ao habitat na hora certa. E ao voltar, continua tão brasileiro quanto era ao sair, que isso é raiz e sobrenome dele: Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, nos papéis civis. De resto, incriminá-lo de americanização, a mim parece inverter o sentido das coisas. Tom leva para a América do Norte uma límpida, sensível imagem brasileira, que lá nos faz menos desconhecidos e até amados por quem distingue, através da música, o temperamento nacional de que ela resulta. (Exportação cultural, que corresponde ao nosso interesse econômico.)
Esse generoso, espontaneo ser urbano-silvestre que é o maestro Jobim representa muita coisa mais do que uma sensibilidade pequeno-burguesa que modula crônicas de amor para consumo da classe média, a que logo adere uma suposta classe alta. É antes um criador musical que concentra o espírito do Brasil antigo, situando-o na atualidade sob condições novas. Estabelece uma continuidade emocional em formas tão cristalinas que sentimos, graças ao seu talento, a novidade dos estados permanentes de alegria, tristeza e cisma, vividos pela nossa gente, à margem de estilos e modas. Um Nazaré e um Tom dispensam colocação didática na história da música brasileira. E em Tom esse sentir brasileiro é também um sentir dos ventos, das ramagens, dos seixos, das vozes de passarinhos, que não são cariocas nem fluminenses, é a "geologia moral" do Brasil, que procuramos esquecer mas subsiste como explicação maior da gente.
Tom Jobim, deputado eleito pelos sabiás, canários e curiós para falar, não aos povos da Zona Sul, mas a toda criatura capaz de ouvir e de entender pássaros, trazendo-nos uma interpretação melódica da vida. Isso que ele faz tão bem, cativando a todos. Ou a quase todos, pois seria vão esperar que os amantes do barulho erguido à categoria de música estimassem o antibarulho, o refinamento do som organizado em fonte de prazer estético e explicação do homem por si mesmo. O som de Tom, o som que uma fada (iara, sereia, camena?) lhe deu há 50 anos, presente das matas da Tijuca ao futuro morador do Leblon, ao mais despreocupado dos mestres, e por isso também o mestre que é mais agradável reverenciar.
Quando um coração que está cansado de sofrer, Encontra um coração também cansado de sofrer, É tempo de se pensar, Que o amor pode de repente chegar.
Quando existe alguém que tem saudade de outro alguém E esse outro alguém não entender, Deixa esse novo amor chegar, Mesmo que depois seja imprescindível chorar.
Que tolo fui eu que em vão tentei raciocinar Nas coisas do amor que ninguém pode explicar! Vem, nós dois vamos tentar... Só um novo amor pode a saudade apagar.
Black Rio em Movimento
Gosto é uma coisa inexplicável. Pode ser moldado, lapidado, mas sempre tem algo muito pessoal. Baseado nisso e ouvindo novamente o disco Movimento, último lançamento da Banda Black Rio, é que percebi dois extremos: tem coisas maravilhosas e outras equivocadas. O trabalho da banda com a formação original, mesmo quando gravou músicas com arranjos mais simples era mais consistente. Músicas como Carrossel, Magia do Prazer, Tomorrow e Aquarius são lamentáveis enquanto Nova Guanabara, Mistérios da Raça, Sexta-Feira Carioca, Deixa-me Sonhar e Candeia seguem no padrão da Black Rio original. A levada do baixo de Cláudio Rosa em Deixa-me Sonhar é top e os arranjos voltados para o funk, mas com uma pegada brazuca são do mais alto nível. Produzido por William Magalhães, tecladista e filho do maestro Oberdan Magalhães, saxofonista e mentor da Black Rio, o disco conta com músicos do mais alto nível além da participação do trombonista Lúcio, integrante da formação original. Pesquisando com o jornalista Marcus Modesto sobre a discografia da banda, encontramos um vídeo raro que tem como surpresa a participação do grande tecladista barramansense, Reginaldo Francisco, o Dom Pi. O filme é de 1982 com a música Central do Brasil e a Black Rio em grande performance.Assistam!
Biffe é músico,jornalista,professor de bateria e proprietário do Instituto Musical Marcelo Biffe Contatos: 24 9945-1131
O Festival Vale do Café foi criado em 2003, sendo idealizado por Cristina Braga primeira harpista da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e dirigido por Turíbio Santos, considerado um dos maiores violonistas clássicos da atualidade. O festival acontece anualmente na região Sul-Fluminense no chamado Vale do Café, que é composto pelas cidades de: Vassouras, Valença, Rio das Flores, Piraí, Engenheiro Paulo de Frontin, Paty do Alferes, Paracambi, Miguel Pereira, Mendes, Barra do Piraí, Pinheiral, Barra Mansa, Paraíba do Sul e Volta Redonda.
O festival apresenta concertos de música nas fazendas, shows em praça pública e promove oficina de música com crianças da região. Também são realizados curso de música que ensinam instrumentos como Clarineta, Violino, Trompete e Piano.
Em 2009 foi realizado entre os dias 17 e 26 de julho, com a proposta de "resgatar fortemente o patrimônio imaterial, estimulando o amor à natureza e divulgar o patrimônio histórico e arquitetônico abrangendo os diversos municípios da região do Vale do Café".
Até 2009, mais de 450 mil pessoas já haviam participado das cinco edições do evento.
http://www.festivalvaledocafe.com/
Hotel Extratos - maps.google.com.br - (0xx)24 3343-4824 -
Dexter Hotel - www.dexterhoteis.com.br - (0xx)24 3345-3000 -
FAZENDAS DE BARRA MANSA
Fazenda Bocaina
Localizada na Estrada Barra Mansa / Bananal, possui arquitetura rural do século XIX. Apresenta um estado de conservação muito bom e um portão de acesso ao jardim, cujo trabalho de serralheria merece destaque.
Fazenda Santo Antônio
Construída no início do século XIX, apresenta planta e fachada bem características das fazendas de café. Encontra-se em precário estado de conservação e precisa de obras urgentes de recuperação.
Fazenda da Posse
A primeira construção erguida em Barra Mansa data de 1764. Trata-se de um casarão em estilo colonial, totalmente restaurado, um marco do surgimento do município. Atualmente, funciona como Centro Cultural, abrigando cursos e exposições de arte.
Fazenda Criciúma
A Fazenda foi construída em 1872, pelo fazendeiro de café e empresário, com atividades comerciais na França, Manoel Gomes de Carvalho (Barão do Rio Negro). Criciúma foi uma das mais importantes produtoras de café da região. Ao longo dos anos, a construção histórica sofreu pequenas modificações, mantendo algumas linhas arquitetônicas que lembram o Palácio Rio Negro de Petrópolis.
Fazenda Sant’ana do Turvo
Construída em 1826, por Joaquim Manuel de Carvalho (Primeiro Barão de Amparo), foi a maior produtora de café na região. Na época, ocupando uma área de 700 alqueires e possuindo 250 escravos, chegou a produzir, anualmente, 180 mil arrobas de café. Em bom estado de conservação, é um dos bons exemplos da arquitetura rural do século XIX, contando com 12 quartos, três salões e outras dependências. Localiza-se no limite com o distrito de Nossa Senhora do Amparo, o que faz com que seja considerada parte daquele distrito. Floresta da CicutaUma área ecológica destinada a preservação da fauna, mananciais, vegetação, estudos e recreação. A floresta encontra-se na Fazenda Santa Cecília, de propriedade da Companhia Siderúrgica Nacional e ocupa uma área de aproximadamente 132 hectares.
Mata do Pavão
Situada no distrito de Rialto, é uma das áreas remanescentes mais representativas da Mata Atlântica e encontra-se em excelente estado de conservação. Segundo moradores locais, ainda podem ser encontrados representantes da fauna ameaçados de extinção, como a onça parda (Felix sussuarana), porco do mato (Cateto), várias espécies de aves, além da exuberante flora nativa.
Fazenda Rochinha
Cuidadosamente restaurada, mantém as características da arquitetura do final do século XVIII, quando o chamado estilo colonial marcava as construções rurais. Desde 1902, destaca-se pela excelência de sua cachaça artesanal, ROCHINHA, comercializada atualmente em todo o Brasil e com adiantados projetos de exportação.
Fazenda São Lucas Brandão
Pertenceu inicialmente ao comendador Lucas Antônio Monteiro de Barros, benfeitor da cidade que deu início à construção da Câmara Municipal de Barra Mansa. Durante o ciclo do café, destacou-se como uma das principais produtoras da região. Sua sede data do final do século XIX, encontrando-se em bom estado de conservação.
Hotel Fazenda Sertãozinho
Sua construção foi iniciada em 1833 e concluída 54 anos mais tarde. No local havia uma capela e, desde essa data, vem recebendo reparos e reformas que, possivelmente, podem ter alterado as linhas arquitetônicas da fachada. O interior conserva o traçado original.
Igreja Nossa Senhora do Amparo
Construída por iniciativa do Visconde do Rio Bonito, então Presidente da Província do Rio de Janeiro, sua fachada elegante e sem excessos de adornos é um bom exemplo da arquitetura neoclássica religiosa. O prédio mantém-se em bom estado de conservação e não sofreu nenhuma alteração interna ou externa.
Artesanato Stella Carvalho
Construído pela Associação das Damas de Caridade de Amparo, em 1981. Entre seus objetivos estão o incentivo às habilidades artesanais e a facilitação do acesso ao mercado de vendas, cujos resultados revertem para as artesãs, como uma espécie de cooperativa. O projeto foi do Engenheiro Luiz Roberto Correia Reche e mostra uma fachada com esquadria em estilo colonial, mantendo o clima do cenário histórico de Amparo. As colchas de retalhos produzidas pelo artesanato são famosas, conhecidas inclusive em outros países, tornando-se um referencial de Amparo.
Fazenda Ribeirão Claro
Foi construída em 1845, por João Chrisóstomo de Vargas, no melhor estilo da época. Um imponente solar mantém o traçado e mobiliário originais, conservando sua autenticidade pelas gerações seguintes.
O Rio também tem roça
Nem mesmo os cariocas sabem que o estado sediou inúmeras fazendas históricas (cerca de 170 de acordo com o Preservale) que iniciaram o rico Ciclo do Café no pais. Foi por volta de 1810 que as primeiras fazendas iniciaram suas culturas cafeeiras, encontrando na região do Vale do Rio Paraíba do Sul, as melhores condições climáticas e de solo. O apogeu do ciclo do café deu-se na maior parte do séc. XIX. Era tempo de Barões poderosos e das Sinhás aristocráticas e seus solares. Tempo dos escravos no eito, o café secando no interior, a roda d’água girando, as sacas de muitas arrobas em lombo de mulas serra abaixo, até o porto do Rio de Janeiro.
Contudo, o século finda, e os descendentes dos barões - que viveram o apogeu do Ciclo do Café - vêem acontecer o que mais temiam: a abolição do sistema escravagista em 1888 e o fim da Monarquia com o advento da República um ano após.
Com a queda do ciclo fluminense do café, a produção expandiu-se para o interior de São Paulo que se transforma na capital oficial do café, tendo como pólos principais as cidades de Campinas e Ribeirão Preto, que já utilizavam mão-de-obra assalariada. No estado do Rio, muitas fazendas do estado são então abandonadas após a abolição, terminando hipotecadas ao Banco do Brasil. Em meados do séc. XX, muitas delas se convertem em fazendas de gado leiteiro, suas terras servindo de pasto. Atualmente várias estão sendo restauradas com a ajuda do instituto Preservale e transformadas em atrações turisticas, pousadas e hotéis, no circuito histórico chamado "Vale do Café" que esta sendo considerado pelos profissionais de turismo como o "Vale do Loire Brasileiro"."
FAZENDA RESGATINHO
Fazenda Resgatinho - Rod.SP 64 Km 323 - Estância Histórica e Ecológica de Bananal-SP