MAURO FERREIRA
Foi com a voz e imagem intencionalmente distorcidas que Erasmo Carlos apareceu, através do telão, no palco da casa carioca Vivo Rio, onde estreou a turnê nacional de seu show Rock'n'Roll na noite de sexta-feira, 25 de setembro de 2009. Como se fosse um dependente químico, o Tremendão dá um depoimento hilário para no fim confessar que seu vício irrecuperável é o rock'n'roll, celebrado no álbum de inéditas lançado em maio. Por essa genial abertura, o espectador já intui que o show vai ser uma festa de arromba. E é mesmo. Jovial como o CD que o inspirou, o show Rock'n'Roll junta Erasmo a músicos da nova geração. Nada menos do que três integrantes da banda - Pedro Loppez (baixo), Luiz Loppez (guitarra) e Alan Fontenele (bateria) - são oriundos do grupo Filhos da Judith, atuante na cena indie carioca. Eles injetam sangue novo numa banda que destaca previsivelmente as guitarras, tocadas em alto e bom som por Luiz, Billy Brandão e pelo pré-histórico Dadi, momentaneamente fora do seu ofício de baixista. No bis, Erasmo ainda convocou Liminha, produtor do disco, para subir ao palco e encorpar a banda como guitarrista em Cover - número valorizado pela inusitada invasão do palco por sósias de ícones do rock e da cultura pop como Elvis Presley (1935 - 1977), Marylin Monroe (1926 - 1962) e Roberto Carlos - e em Festa de Arromba, que termina num duelo de guitarras que evoca o espírito do bom e velho rock'n'roll que ainda anima Erasmo. Dez!
Aos 68 anos, Erasmo Carlos poucas vezes soou tão jovem em cena. Há todo um cuidado no show - desde as projeções até as hilariantes tiradas cênicas da abertura e dos covers - que faz de Rock'n'Roll o melhor espetáculo apresentado pelo artista nos últimos 20 anos. É fato que algumas músicas do disco novo, caso de Jogo Sujo, não renderam tudo o que poderiam na estreia. Chuva Ácida - para citar mais um exemplo - também caiu sem impacto no roteiro. São números que certamente ficarão mais azeitados e ajustados quando o show for para a estrada com seu repertório que engloba (quase) todos os grandes sucessos da carreira do cantor. Na intenção de contentar o público, Erasmo tocou somente metade das 12 músicas do álbum Rock'n'Roll, ignorando petardos como Um Beijo É um Tiro, parceria sua com Nando Reis. Mas é justamente essa preocupação com a satisfação popular que faz com o que o show tenha um mágico clima de celebração. Tanto que, nos refrãos de Sentado à Beira do Caminho e É Preciso Saber Viver, o cantor direciona o microfone para a platéia para que o público cante com ele num coro forte e popular.
"Rock'n'Roll não é somente rebeldia e contestação. É amor também", ressalta Erasmo, quase se justificando por cantar Mulher e Minha Superstar, sucessos radiofônicos que deram novo impulso à sua carreira no início dos anos 80. Conceitos à parte, entre músicas novas e velhas, Erasmo fez a festa. Os efeitos dos teclados de José Lourenço deram outra pele ao Negro Gato em constraste com a placidez bossa-novista do número seguinte, Noturno Carioca, parceria de Erasmo com Nelson Motta. Mais tarde, o peso das guitarras encorpa o Panorama Ecológico - tema pioneiro na defesa das causas ambientais - e dá tom heavy a Quero que Vá Tudo para o Inferno, o avassalador sucesso de Roberto Carlos em 1965, atualmente renegado pelo Rei por manias e por convicções religiosas. Os ótimos arranjos valorizam e renovam as músicas. Rock'n'Roll reitera a certeza de que Uma Guitarra É uma Mulher é, aliás, uma das grandes faixas do CD homônimo do show. E de que os sucessos das velhas tardes de domingo - Lobo Mau, Minha Fama de Mau, Vem Quente que Eu Estou Fervendo - continuam jovens como esse tremendo roqueiro quase setentão que, sem pudores, continua devotado aos vícios de sua juventude.
9.29.2009
9.28.2009
Festival de Teatro do Rio leva sete peças à Casa de Cultura Laura Alvim
RIO - Com sete peças, vai até 7 de outubro, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, a 16 edição do Festival de Teatro do Rio, organizado pela Universidade Veiga de Almeida. O homenageado deste ano é o ator Milton Gonçalves, que estará na abertura do evento, hoje, às 20h. Haverá uma mostra de fotografias sobre o ator e uma exibição de trechos de filmes nos quais ele atuou, além de um vídeo sobre Gonçalves.
A mostra competitiva das peças, com sessões gratuitas sempre às 20h, seguidas de debate, começa nesta terça-feira, com "Relações - Peça quase romântica", dirigida por Leandro Muniz.
Na quarta, vem "Viúva porém honesta", sob direção de Dudu Gama. A apresentação terá um debate com o diretor Guti Fraga, fundador do grupo Nós do Morro. "Filhos do Brasil", montagem com direção do músico Oswaldo Montenegro, será apresentada na quinta-feira, dia 1.
Com direção de Celina Sodré, "A caixa preta de Medeia" tem sessão na sexta, dia 2. Sábado, vem "Meu nome é M", dirigida por Ribamar Ribeiro. Domingo é a vez de "A filha da chacrete", de Fernando Maatz. E na próxima segunda, dia 5, vem "Cantigas do sol", de Vital Santos. A entrega dos troféus será no dia 7.
TERÇA (29.09)
- "Relações - Peça quase romântica": dirigido por Leandro Muniz, o espetáculo é formado por pequenas cenas independentes entre si que falam sobre diferentes relacionamentos amorosos.
Debate com Jair Ribeiro.
QUARTA (30.09)
- "Viúva porém honesta": de Nelson Rodrigues, dirigida por Dudu Gama e encenada pelo grupo Cia do Foco, a montagem conta a história da filha do dono de um grande jornal que, viúva, decide não se sentar nunca mais.
- Debate com Guti Fraga.
QUINTA (01.10)
- "Filhos do Brasil - O musical": de Oswaldo Montenegro, mescla de canções e cenas coreografadas inspiradas em textos populares de várias regiões do país, encenada pela Cia Mulungo.
Debate com Susanna Kruger.
SEXTA (02.10)
- "A caixa preta de medéia": com prólogo de Heiner Muller e adaptação do texto de Eurípedes, a montagem dirigida por Celina Sodré apresenta personagens fragmentadas em suas personalidades.
- Debate com Maurício Gonçalves.
SÁBADO (03.10)
- "Meu nome é M": comédia dirigida por Ribamar Ribeiro e encenada pelo grupo Os Cênicos Cia de Teatro, é um monólogo apresentado por M, que conta histórias inusitadas de sua vida.
Debate com Jean Wyllys.
DOMINGO (04.10)
- "A filha da chacrete": dirigido por Fernando Maatz e encenado pelo grupo Roda e Avisa Produções, mostra as descobertas de uma criança e sua relação com o mundo.
- Debate com Sergio Mota.
SEGUNDA (05.10)
- "Cantigas do sol - Dom Quixote de cordel": musical dirigido por Vital Santos e encenado pela Dramart Produções, é um espetáculo popular inspirado na poesia de Zé Dantas, Humberto Teixeira e outras de domínio público, que conta a história de um dos ícones da cena musical e cultural do país: Luiz Gonzaga.
- Debate com Cissa Guimarães.
XVI Festival de Teatro do Rio
@ Casa de Cultura Laura Alvim:
Av. Vieira Souto 176, Ipanema - 2332-2015. 20h. Não recomendado para menores de 16 anos. Até 5 de outubro.
A mostra competitiva das peças, com sessões gratuitas sempre às 20h, seguidas de debate, começa nesta terça-feira, com "Relações - Peça quase romântica", dirigida por Leandro Muniz.
Na quarta, vem "Viúva porém honesta", sob direção de Dudu Gama. A apresentação terá um debate com o diretor Guti Fraga, fundador do grupo Nós do Morro. "Filhos do Brasil", montagem com direção do músico Oswaldo Montenegro, será apresentada na quinta-feira, dia 1.
Com direção de Celina Sodré, "A caixa preta de Medeia" tem sessão na sexta, dia 2. Sábado, vem "Meu nome é M", dirigida por Ribamar Ribeiro. Domingo é a vez de "A filha da chacrete", de Fernando Maatz. E na próxima segunda, dia 5, vem "Cantigas do sol", de Vital Santos. A entrega dos troféus será no dia 7.
TERÇA (29.09)
- "Relações - Peça quase romântica": dirigido por Leandro Muniz, o espetáculo é formado por pequenas cenas independentes entre si que falam sobre diferentes relacionamentos amorosos.
Debate com Jair Ribeiro.
QUARTA (30.09)
- "Viúva porém honesta": de Nelson Rodrigues, dirigida por Dudu Gama e encenada pelo grupo Cia do Foco, a montagem conta a história da filha do dono de um grande jornal que, viúva, decide não se sentar nunca mais.
- Debate com Guti Fraga.
QUINTA (01.10)
- "Filhos do Brasil - O musical": de Oswaldo Montenegro, mescla de canções e cenas coreografadas inspiradas em textos populares de várias regiões do país, encenada pela Cia Mulungo.
Debate com Susanna Kruger.
SEXTA (02.10)
- "A caixa preta de medéia": com prólogo de Heiner Muller e adaptação do texto de Eurípedes, a montagem dirigida por Celina Sodré apresenta personagens fragmentadas em suas personalidades.
- Debate com Maurício Gonçalves.
SÁBADO (03.10)
- "Meu nome é M": comédia dirigida por Ribamar Ribeiro e encenada pelo grupo Os Cênicos Cia de Teatro, é um monólogo apresentado por M, que conta histórias inusitadas de sua vida.
Debate com Jean Wyllys.
DOMINGO (04.10)
- "A filha da chacrete": dirigido por Fernando Maatz e encenado pelo grupo Roda e Avisa Produções, mostra as descobertas de uma criança e sua relação com o mundo.
- Debate com Sergio Mota.
SEGUNDA (05.10)
- "Cantigas do sol - Dom Quixote de cordel": musical dirigido por Vital Santos e encenado pela Dramart Produções, é um espetáculo popular inspirado na poesia de Zé Dantas, Humberto Teixeira e outras de domínio público, que conta a história de um dos ícones da cena musical e cultural do país: Luiz Gonzaga.
- Debate com Cissa Guimarães.
XVI Festival de Teatro do Rio
@ Casa de Cultura Laura Alvim:
Av. Vieira Souto 176, Ipanema - 2332-2015. 20h. Não recomendado para menores de 16 anos. Até 5 de outubro.
Filme didático conta história do rock brasileiro
MAURO FERREIRA
A despeito de a sua narrativa ter tom didático (no caso, justificado pelo fato raro de se tratar de um documentário primordialmente direcionado às escolas), o filme Rock Brasileiro - História em Imagens tem cacife para despertar interesse de todos os devotos do já cinquentenário rock'n'roll. O roteiro de Kika Serra traça, de forma cronológica, a evolução do rock made in Brazil desde a fase pré-Jovem Guarda - quando o filme Sementes da Violência (1955) fez brotar nos jovens nacionais a ânsia de tocar sua guitarra - até a geração de bandas dos anos 2000, representada por nomes com NX Zero e Fresno. Através da didática narração em off e dos muitos depoimentos colhidos entre nomes de todas as gerações, num amplo painel que vai de Erasmo Carlos a Pitty, passando pelo produtor Rick Bonadio, o diretor Bernardo Palmeiro consegue abordar (mesmo que de forma superficial) todas os fatos e as características relevantes das (várias) gerações do rock brasileiro.
"Cada vez que você tenta definir o rock, você queima a língua", ressalta João Barone, o baterista do trio carioca Paralamas do Sucesso, logo no início do documentário. Com toda a razão. Por isso mesmo, o filme cresce quando os entrevistados discutem as tendências de cada geração. "A Tropicália nada mais foi do que uma Jovem Guarda num estágio cultural maior", defende Erasmo Carlos. O filme ressalta o papel pioneiro de Rita Lee nos anos 70 - década em que o rock brasileiro ficou submerso no underground e influenciado pelo sons progressivos - por conta de seus discos bem-sucedidos do ponto de vista comercial. Assim como lembra o pioneirismo de Raul Seixas (1945 - 1989) ao fundir esse mesmo rock com os ritmos nordestinos. E a importância que os festivais Rock in Rio (1985) e Hollywood Rock (1988) tiveram para a consolidação do mercado de música pop que se abriu a partir do verão de 1982 com o estouro da Blitz. Quando a narrativa chega aos anos 90, década caracterizada pela fusão do rock com ritmos nacionais, o filme enfatiza o forte papel da MTV na propagação de bandas como Skank e O Rappa. E Pitty se faz notar pela sinceridade de seu depoimento, em especial ao dizer que, de todas as bandas que misturaram rock com música brasileira, a única que não lhe pareceu artificial foi a Nação Zumbi. Enfim, como a toda hora surgem adolescentes fascinados pelo poder e status de tocar uma guitarra, o filme cai bem nas escolas para mostrar a esses garotos que o rock nacional, entre altos e baixos, também tem história(s).
Resenha de Filme
Título: Rock Brasileiro - História em Imagens
Direção: Bernardo Palmeiro
Roteiro: Kika Serra
Cotação: * * *
Em cartaz no Festival do Rio
(Sessões entre 25 de setembro e 3 de outubro de 2009)
A despeito de a sua narrativa ter tom didático (no caso, justificado pelo fato raro de se tratar de um documentário primordialmente direcionado às escolas), o filme Rock Brasileiro - História em Imagens tem cacife para despertar interesse de todos os devotos do já cinquentenário rock'n'roll. O roteiro de Kika Serra traça, de forma cronológica, a evolução do rock made in Brazil desde a fase pré-Jovem Guarda - quando o filme Sementes da Violência (1955) fez brotar nos jovens nacionais a ânsia de tocar sua guitarra - até a geração de bandas dos anos 2000, representada por nomes com NX Zero e Fresno. Através da didática narração em off e dos muitos depoimentos colhidos entre nomes de todas as gerações, num amplo painel que vai de Erasmo Carlos a Pitty, passando pelo produtor Rick Bonadio, o diretor Bernardo Palmeiro consegue abordar (mesmo que de forma superficial) todas os fatos e as características relevantes das (várias) gerações do rock brasileiro.
"Cada vez que você tenta definir o rock, você queima a língua", ressalta João Barone, o baterista do trio carioca Paralamas do Sucesso, logo no início do documentário. Com toda a razão. Por isso mesmo, o filme cresce quando os entrevistados discutem as tendências de cada geração. "A Tropicália nada mais foi do que uma Jovem Guarda num estágio cultural maior", defende Erasmo Carlos. O filme ressalta o papel pioneiro de Rita Lee nos anos 70 - década em que o rock brasileiro ficou submerso no underground e influenciado pelo sons progressivos - por conta de seus discos bem-sucedidos do ponto de vista comercial. Assim como lembra o pioneirismo de Raul Seixas (1945 - 1989) ao fundir esse mesmo rock com os ritmos nordestinos. E a importância que os festivais Rock in Rio (1985) e Hollywood Rock (1988) tiveram para a consolidação do mercado de música pop que se abriu a partir do verão de 1982 com o estouro da Blitz. Quando a narrativa chega aos anos 90, década caracterizada pela fusão do rock com ritmos nacionais, o filme enfatiza o forte papel da MTV na propagação de bandas como Skank e O Rappa. E Pitty se faz notar pela sinceridade de seu depoimento, em especial ao dizer que, de todas as bandas que misturaram rock com música brasileira, a única que não lhe pareceu artificial foi a Nação Zumbi. Enfim, como a toda hora surgem adolescentes fascinados pelo poder e status de tocar uma guitarra, o filme cai bem nas escolas para mostrar a esses garotos que o rock nacional, entre altos e baixos, também tem história(s).
Resenha de Filme
Título: Rock Brasileiro - História em Imagens
Direção: Bernardo Palmeiro
Roteiro: Kika Serra
Cotação: * * *
Em cartaz no Festival do Rio
(Sessões entre 25 de setembro e 3 de outubro de 2009)
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Suzana Amaral volta a impressionar o cinema brasileiro com 'Hotel Atlântico'
RIO - Quase um quarto de século depois da consagração internacional de "A hora da estrela", Suzana Amaral volta a impressionar o cinema brasileiro com um exercício de realismo mágico: "Hotel Atlântico", exibido dentro da competição da Première Brasil na noite de sábado.
Baseada na obra homônima do escritor gaúcho João Gilberto Noll, a produção investe na estrenheza ao narrar a viagem de um ator sem nome (Júlio Andrade, de "Cão sem dono") pelo Sul do Brasil, à cata de experiências sensoriais que lhe garantam algum norte existencial. Na jornada, ele encara tipos e situação bizarras, pondo sua integridade física em risco.
- Eu queria um universo que fosse real e não real, sem explicações lógicas. Por vezes, tive vontade de ligar para o Noll para saber o que ele pretendia com determinadas situações, mas preferi enfrentar essa dificuldade sozinha - disse Suzana, de 77 anos.
Antes da exibição de "Hotel Atlântico", o público carioca teve a chance de conferir pela primeira vez o grande vencedor do Festival de Paulínia: "Olhos Azuis", de José Joffily, apresentado como atração hors-concours.
Vai ser difícil para as produções em competição na Première superar a seqüência em que um americano moribundo (David Rasche, o Sledge Hammer do seriado "Na mira do tira") aprende a dançar forró com uma garota de programa (Cristina Lago).
Sting volta ao Brasil em novembro
O cantor Sting volta ao Brasil em novembro para uma única apresentação. A informação sobre o retorno do músico ao país foi divulgada na coluna de Mônica Bergamo no jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira, 25.
Segundo a informação divulgada pelo jornal, o ex-vocalista do grupo The Police fará um único show no dia 22 de novembro em São Paulo, no encerramento do festival Natura Nós / About Us.
No site oficial de Sting ainda não há a confirmação do show em território brasileiro. A última passagem do músico pelo país foi no final de 2007, junto com o Police.
Dia Mundial da Alimentação “Alcançar a Segurança Alimentar em Época de Crise”.
Definições, Nutrição x Agenda 21, Nutrição x Agricultura, Nutrição x Meio Ambiente, Segurança Alimentar e Nutricional, fome · Tagged Nutrição, fome, Direito à alimentação, sustentabilidade, dia mundial alimentação, eventos
Há um mês do Dia Mundial da Alimentação conheça melhor sobre esta data.
Histórico
Em novembro de 1979 durante a Conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) foi instituído o Dia Mundial da Alimentação. O dia escolhido foi 16 de outubro, aniversário da FAO.
Há 28 anos esta data é comemorada em cerca de 180 países.
Fonte: http://www.fao.org/getinvolved/worldfoodday/worldfoodday-history/en/ ( consultada em 7/07/09)
Objetivos
Tornar o público consciente quanto à natureza da fome no mundo;
Estimular uma atenção maior em todos os países e um esforço maior nacional, bilateral, multilateral e governamental para este fim;
Estimular a cooperação econômica e técnica entre países em desenvolvimento;
Promover a participação das populações rurais, especialmente das mulheres e dos grupos menos privilegiados, nas decisões e atividades que afetam suas condições de vida;
Aumentar a consciência pública da natureza do problema da fome no mundo;
Pover a transferência de tecnologias ao mundo em desenvolvimento;
mentar sempre mais o sentido de solidariedade nacional e internacional na luta contra a fome, a má nutrição e a pobreza.
Eventos 2009 – Brasil
Brasil, a Semana Mundial de Alimentação, de 11 a 17 de outubro, deverá ter uma vasta programação nacional. Assim como acontece todos os anos, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), órgãos públicos e entidades parceiras participarão de inúmeros eventos pelo país.
Neste ano, uma das metas do Consea é ver aprovada no Congresso Nacional a PEC 047/2003, que inclui a alimentação entre os direitos sociais de todos os brasileiros. A PEC já foi aprovada pelo Senado e tramita na Câmara, onde está sendo analisada por uma Comissão Especial.
Fonte : http://www.fomezero.gov.br/noticias/dia-mundial-da-alimentacao-2009-alcancar-a-seguranca-alimentar-em-epoca-de-crise
Sandra Helena Mathias Motta
Nutricionista
Vila Nova- 3326-5487
Centro – 3322-3715
Celular – 8813-4072
E-mail- sandranutti@yahoo.com.br
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Nutrição
PAGODE JAZZ SARDINHA'S CLUB

Donos de uma instigante mistura musical de jazz com ritmos brasileiros, o grupo prepara o terceiro disco. A apresentação traz seis músicas inéditas com a marca do septeto, além de sucessos antigos como Transmestiço, Gente da Ilha e Pagode Jazz Sardinha's Club. 18 anos. Centro Cultural Carioca (200 lugares). Rua do Teatro, 37, Centro, 2252-6468, Metrô Carioca. Terça (29), 21h. R$ 20,00.
MOMBAÇA

ALAÍDE COSTA
Convidada do projeto Quase Sete, a cantora homenageia Dolores Duran (1930-1959) interpretando clássicos compostos pela artista que marcou época no fim da década de 50, às vésperas do estouro da bossa nova. No repertório entra uma inédita de Dolores, feita em parceria com Edinho, do Trio Irakitan, que Alaíde aprendeu de ouvido. Das parcerias com Tom Jobim, estarão presentes Se É por Falta de Adeus e Por Causa de Você. Livre. Teatro Gonzaguinha (200 lugares). Rua Benedito Hipólito, 125 (Centro de Artes Calouste Gulbenkian), Praça Onze, 2221-6213, Metrô Praça Onze. Terça (29), 18h45. Grátis.
CINEBONDE

GALOCANTO

MARCOS SACRAMENTO

RILDO HORA

OSMAR MILITO

ZÉLIA DUNCAN

e-mail para esta coluna botecosdovaledocafe@gmail.com
Nando Reis mostra seu lado são-paulino em livro infantil

Nando Reis foi convidado pela editora para contar nesse livro os principais momentos da história do São Paulo Futebol Clube em uma obra voltada para o público infantil. A série “Meu Time do Coração” visa resgatar a magia do futebol por meio da literatura.
O novo título tem textos de Nando Reis e ilustrações do artista plástico Rodrigo Andrade, que também estará no evento junto com o cantor autografando exemplares do livro.
Já participaram do projeto Humberto Gessinger (Grêmio), Gabriel o Pensador (Flamengo), Evandro Mesquita (Fluminense) e Fernanda Abreu (Vasco da Gama), todos escrevendo sobre o time do coração.
28/09/2009 - São Paulo/SP
Livraria Cultura - Av. Paulista, 2.073 - Conj. Nacional
Horário: 18h30
Informações: 11 3170-4033
Ambas com 81 anos, Jeanne Moreau e Agnès Varda falam no Rio de seus cinemas
Joias francesas
RIO - De um lado, a diva Jeanne Moreau, musa da geração que via na estrela de "Jules et Jim" (1962), de François Truffaut, a síntese sensual da liberdade. Do outro, a diretora Agnès Varda, para quem a estrutura dos filmes era uma forma narrativa tão importante quanto as histórias de obras como "Cléo das 5 às 7" (1961) e "As duas faces da felicidade" (1965). Ambas nascidas em 1928, a atriz francesa e a cineasta franco-belga são as primeiras convidadas internacionais a prestigiarem esta edição do Festival do Rio. Neste sábado, às 10h45m, Jeanne estará no Cine Odeon ao lado de Carlos Diegues, que a dirigiu em "Joanna Francesa" (1973), para compartilhar com o público experiências de seus 60 anos de carreira. Na segunda-feira, às 18h, ela fará um debate na Maison de France. Já Agnès veio ao Brasil para exibir a autobiografia documental "As praias de Agnès", que terá sessões amanhã, às 15h50m e às 20h10m, no Estação Vivo Gávea. Nas entrevistas a seguir, as duas, aos 81 anos, explicam ao GLOBO por que ainda acreditam na força do cinema.
Lá se vão 36 anos desde sua vinda ao Brasil para as filmagens de "Joanna Francesa" (1973), de Cacá Diegues.
JEANNE MOREAU: Pois é. Peço desculpas por ter perdido muitas palavras do português que aprendi naquela ocasião. Basicamente, o que sobrou foi "Bom-dia!", "obrigada", "madrugada". Estou vindo aqui agora depois de uma temporada intensa de trabalho. Passei o verão inteiro sem férias, preparando uma peça ("The war of the Sons of Light against the Sons of Darkness", com direção do cineasta israelense Amos Gitai), que reúne referência à civilização grega, ao Império Romano e a diferentes questões históricas. Mas quando a Ilda (Santiago, uma das diretoras do Festival do Rio) me procurou e comentou do trabalho de grupos de artistas ligados a favelas, como o Nós do Morro, achei que era importante vir e conhecê-los. Vou visitá-los neste fim de semana (a atriz vai conhecer o grupo no Vidigal, neste sábado, às 16h).
Que memórias ficaram de sua visita a um Brasil que se repensava culturalmente a partir das reflexões do Cinema Novo?
JEANNE: Há anos, eu venho descobrindo a força do cinema brasileiro nos grandes festivais de cinema, como Cannes, onde eu fiquei impressionada com "Cidade de Deus". Senti essa força ao ver os filmes brasileiros dos anos 1960 e 1970. O Cinema Novo foi um movimento que soube traduzir a condição política e social do país de vocês como se fosse um gesto revolucionário. E é isso o que me interessa ver: filmes que busquem operar uma transformação no ser humano. Foi em função dos filmes daquela época que eu aceitei filmar "Joanna Francesa" com Cacá Diegues. Ainda me lembro de muita coisa que vi quando cheguei aqui aquela vez.
Por exemplo?
JEANNE: Vim para o Brasil com meu amigo Pierre Cardin (estilista que desenhou figurinos da atriz em "Joanna Francesa"), e havia um café em Ipanema, que acredito não existir mais, onde bebi várias batidas. Conversei muito sobre cinema ali antes de partir para Alagoas, onde as filmagens aconteceram. Fiz um grande amigo nessa época, o maquiador Ronaldo de Abreu. Tempos depois, soube que Ronaldo estava maquiando Sophia Loren e Catherine Deneuve na Europa.
A memória filmada por praias e espelhos
"As praias..." tem uma proposta inovadora. Em alguns momentos é lúdico, noutros é emotivo, há instantes mais realistas. Essa composição foi planejada?
AGNÈS VARDA: Se você não faz parte da grande indústria, o que é o meu caso, é preciso ser original, gostar de estar à margem. Eu me sinto livre para fazer com que meus filmes encontrem as pessoas. E não estou falando de bilheteria. Estou falando de conexão com o espectador, de compartilhar emoções. Ao assistir a "As praias...", você sorri, chora, lamenta, sente afeto.
Seu aniversário de 80 anos teve a ver com a decisão de fazer uma obra autobiográfica?
AGNÈS: Sim, claro. O "zero" tem alguma coisa de diferente. Os dois números vinham se aproximando de mim, quase me batendo. Eram um "oito" e um "zero" chegando perto. Eu precisava fazer alguma coisa sobre isso (risos).
Por que as praias?
AGNÈS: Foi um jeito que encontrei para contar a história tendo o mar, que eu adoro, como fio condutor. O filme não é sobre mim, é sobre mim e os outros. Na primeira cena, eu viro espelhos ao contrário, para mostrar os outros: os amigos, a família, pessoas que conheci.
No filme, sua vida é contada a partir de sua obra. É sempre assim? A vida está sempre impressa em seu trabalho?
AGNÈS: Às vezes a vida vai se embrenhando por meus filmes. Mas isso não quer dizer que eu faça confidências sobre minha vida. São somente algumas histórias, como o nascimento da minha filha e minha relação de mais de 30 anos com Jacques Demy.
As cenas de "As praias..." com o Demy são bastante tocantes. Foi difícil para a senhora ter aquelas lembranças?
AGNÈS: Não, foi bom lembrar. O que foi duro foi perder o Jacques. Mas acho que nós dois ficamos juntos o máximo que pudemos, até o fim. Além disso, ele está vivo em filmes como "Os guarda-chuvas do amor". Nós amamos o cinema, algumas pessoas amam os filmes de Jacques. Ele está neste amor. Eu sinto falta dele, da sua companhia, mas ele não se foi. O cinema dele ainda está aqui.
RIO - De um lado, a diva Jeanne Moreau, musa da geração que via na estrela de "Jules et Jim" (1962), de François Truffaut, a síntese sensual da liberdade. Do outro, a diretora Agnès Varda, para quem a estrutura dos filmes era uma forma narrativa tão importante quanto as histórias de obras como "Cléo das 5 às 7" (1961) e "As duas faces da felicidade" (1965). Ambas nascidas em 1928, a atriz francesa e a cineasta franco-belga são as primeiras convidadas internacionais a prestigiarem esta edição do Festival do Rio. Neste sábado, às 10h45m, Jeanne estará no Cine Odeon ao lado de Carlos Diegues, que a dirigiu em "Joanna Francesa" (1973), para compartilhar com o público experiências de seus 60 anos de carreira. Na segunda-feira, às 18h, ela fará um debate na Maison de France. Já Agnès veio ao Brasil para exibir a autobiografia documental "As praias de Agnès", que terá sessões amanhã, às 15h50m e às 20h10m, no Estação Vivo Gávea. Nas entrevistas a seguir, as duas, aos 81 anos, explicam ao GLOBO por que ainda acreditam na força do cinema.
Lá se vão 36 anos desde sua vinda ao Brasil para as filmagens de "Joanna Francesa" (1973), de Cacá Diegues.
JEANNE MOREAU: Pois é. Peço desculpas por ter perdido muitas palavras do português que aprendi naquela ocasião. Basicamente, o que sobrou foi "Bom-dia!", "obrigada", "madrugada". Estou vindo aqui agora depois de uma temporada intensa de trabalho. Passei o verão inteiro sem férias, preparando uma peça ("The war of the Sons of Light against the Sons of Darkness", com direção do cineasta israelense Amos Gitai), que reúne referência à civilização grega, ao Império Romano e a diferentes questões históricas. Mas quando a Ilda (Santiago, uma das diretoras do Festival do Rio) me procurou e comentou do trabalho de grupos de artistas ligados a favelas, como o Nós do Morro, achei que era importante vir e conhecê-los. Vou visitá-los neste fim de semana (a atriz vai conhecer o grupo no Vidigal, neste sábado, às 16h).
Que memórias ficaram de sua visita a um Brasil que se repensava culturalmente a partir das reflexões do Cinema Novo?
JEANNE: Há anos, eu venho descobrindo a força do cinema brasileiro nos grandes festivais de cinema, como Cannes, onde eu fiquei impressionada com "Cidade de Deus". Senti essa força ao ver os filmes brasileiros dos anos 1960 e 1970. O Cinema Novo foi um movimento que soube traduzir a condição política e social do país de vocês como se fosse um gesto revolucionário. E é isso o que me interessa ver: filmes que busquem operar uma transformação no ser humano. Foi em função dos filmes daquela época que eu aceitei filmar "Joanna Francesa" com Cacá Diegues. Ainda me lembro de muita coisa que vi quando cheguei aqui aquela vez.
Por exemplo?
JEANNE: Vim para o Brasil com meu amigo Pierre Cardin (estilista que desenhou figurinos da atriz em "Joanna Francesa"), e havia um café em Ipanema, que acredito não existir mais, onde bebi várias batidas. Conversei muito sobre cinema ali antes de partir para Alagoas, onde as filmagens aconteceram. Fiz um grande amigo nessa época, o maquiador Ronaldo de Abreu. Tempos depois, soube que Ronaldo estava maquiando Sophia Loren e Catherine Deneuve na Europa.
A memória filmada por praias e espelhos
"As praias..." tem uma proposta inovadora. Em alguns momentos é lúdico, noutros é emotivo, há instantes mais realistas. Essa composição foi planejada?
AGNÈS VARDA: Se você não faz parte da grande indústria, o que é o meu caso, é preciso ser original, gostar de estar à margem. Eu me sinto livre para fazer com que meus filmes encontrem as pessoas. E não estou falando de bilheteria. Estou falando de conexão com o espectador, de compartilhar emoções. Ao assistir a "As praias...", você sorri, chora, lamenta, sente afeto.
Seu aniversário de 80 anos teve a ver com a decisão de fazer uma obra autobiográfica?
AGNÈS: Sim, claro. O "zero" tem alguma coisa de diferente. Os dois números vinham se aproximando de mim, quase me batendo. Eram um "oito" e um "zero" chegando perto. Eu precisava fazer alguma coisa sobre isso (risos).
Por que as praias?
AGNÈS: Foi um jeito que encontrei para contar a história tendo o mar, que eu adoro, como fio condutor. O filme não é sobre mim, é sobre mim e os outros. Na primeira cena, eu viro espelhos ao contrário, para mostrar os outros: os amigos, a família, pessoas que conheci.
No filme, sua vida é contada a partir de sua obra. É sempre assim? A vida está sempre impressa em seu trabalho?
AGNÈS: Às vezes a vida vai se embrenhando por meus filmes. Mas isso não quer dizer que eu faça confidências sobre minha vida. São somente algumas histórias, como o nascimento da minha filha e minha relação de mais de 30 anos com Jacques Demy.
As cenas de "As praias..." com o Demy são bastante tocantes. Foi difícil para a senhora ter aquelas lembranças?
AGNÈS: Não, foi bom lembrar. O que foi duro foi perder o Jacques. Mas acho que nós dois ficamos juntos o máximo que pudemos, até o fim. Além disso, ele está vivo em filmes como "Os guarda-chuvas do amor". Nós amamos o cinema, algumas pessoas amam os filmes de Jacques. Ele está neste amor. Eu sinto falta dele, da sua companhia, mas ele não se foi. O cinema dele ainda está aqui.
9.27.2009
Exposição "Arquitetura do Medo" de André Gardenberg no MAM-BA
André Gardenberg
Nascido em 1956, em Salvador ,BA, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1975, cursando a Faculdade de Jornalismo na Universidade Estácio de Sá (RJ), de 1974 a 1978. Durante os anos do curso superior, começou a interessar-se pela fotografia, realizando alguns trabalhos documentais. Especializou-se em fotos de imagens em movimento, trabalhando por alguns anos com esporte, para, em seguida, se dedicar a trabalhos ligados a dança, teatro, cinema, música. Em 2001, cria o conceito de sua primeira exposição, ‘Arquitetura do Tempo’, na qual busca subverter o código da moda e da indústria de beleza, que tratam as rugas como restos de vida que devem ser extirpados, escondidos ou transformados. Essa Exposição "Arquitetura do Medo"é a segunda parte da trilogia iniciada com ‘Arquitetura do Tempo’, com livro da Editora Cosac Naify com foco no homem contemporâneo. A violência urbana criou uma nova estética nas cidades. Modernidade e barbárie coabitam o mesmo espaço, com a incorporação de elementos semelhantes aos hábitos medievais de defesa. Mudou não apenas a estética. O homem também se modificou. Ciente da nova realidade, o fotógrafo André Gardenberg voltou suas lentes para essa questão urbano-humanística e, com ‘Arquitetura do Medo’, dá continuidade à sua investigação sobre temas que envolvem a existência humana no mundo contemporâneo.
O Museu de Arte Moderna da Bahia recebe de 29 de setembro a 25 de outubro, na Galeria Subsolo, a exposição Arquitetura do Medo, do baiano radicado no Rio de Janeiro, André Gardenberg. A mostra que tem abertura no dia 28 de setembro, às 19h, já passou pelo Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro e pela Pinacoteca de São Paulo e pelo SESC de Campinas e traz, através de fotos coloridas, uma reflexão sobre a nova arquitetura urbana, pautada pelo medo da violência.
Com curadoria de Diógenes Moura, ‘Arquitetura do Medo’ é a segunda exposição da trilogia de André Gardenberg em sua investigação sobre temas que envolvem a existência humana no mundo contemporâneo. Na primeira, Arquitetura do Tempo, ele mostrou ao público sua visão sobre o envelhecimento nos dias de hoje, trazendo à tona o eterno conflito da vida x morte e a inútil tentativa de parar o tempo.
No MAM – BA a exposição reúne 80 fotos coloridas de André Gardenberg realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife. Através delas, o artista traça um painel da estética das grades, misto de adorno e proteção que a partir das últimas décadas do século passado foi se incorporando à paisagem da arquitetura brasileira.
“As imagens selecionadas nos dão a sensação de vermos o mapa do Brasil de cima e percebermos que ele está enjaulado”, define Diógenes. “Tento retratar todas essas barreiras, grades e cercas que, ao invés de proteger a sociedade, acaba por aprisioná-la atrás de si. Por meio desse recorte da realidade é possível enxergar uma nova cidade,
aflita e aprisionada pelo medo”, resume André Garenberg.
ABERTURA
28.09.09 SEGUNDA, 19H
EXPOSIÇÃO
29.09 À 25.10.09
TERÇA À DOMINGO, DAS 13 ÀS 19H
SÁBADO DAS 13 ÀS 21H

O Museu de Arte Moderna da Bahia recebe de 29 de setembro a 25 de outubro, na Galeria Subsolo, a exposição Arquitetura do Medo, do baiano radicado no Rio de Janeiro, André Gardenberg. A mostra que tem abertura no dia 28 de setembro, às 19h, já passou pelo Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro e pela Pinacoteca de São Paulo e pelo SESC de Campinas e traz, através de fotos coloridas, uma reflexão sobre a nova arquitetura urbana, pautada pelo medo da violência.
Com curadoria de Diógenes Moura, ‘Arquitetura do Medo’ é a segunda exposição da trilogia de André Gardenberg em sua investigação sobre temas que envolvem a existência humana no mundo contemporâneo. Na primeira, Arquitetura do Tempo, ele mostrou ao público sua visão sobre o envelhecimento nos dias de hoje, trazendo à tona o eterno conflito da vida x morte e a inútil tentativa de parar o tempo.
No MAM – BA a exposição reúne 80 fotos coloridas de André Gardenberg realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife. Através delas, o artista traça um painel da estética das grades, misto de adorno e proteção que a partir das últimas décadas do século passado foi se incorporando à paisagem da arquitetura brasileira.
“As imagens selecionadas nos dão a sensação de vermos o mapa do Brasil de cima e percebermos que ele está enjaulado”, define Diógenes. “Tento retratar todas essas barreiras, grades e cercas que, ao invés de proteger a sociedade, acaba por aprisioná-la atrás de si. Por meio desse recorte da realidade é possível enxergar uma nova cidade,
aflita e aprisionada pelo medo”, resume André Garenberg.
ABERTURA
28.09.09 SEGUNDA, 19H
EXPOSIÇÃO
29.09 À 25.10.09
TERÇA À DOMINGO, DAS 13 ÀS 19H
SÁBADO DAS 13 ÀS 21H