3.16.2009


Márcia,
Estou com 37 anos, sou solteira, tenho meu apartamento e vivo só.
Moro no Rio de Janeiro, tenho estabilidade financeira e me sinto realizada no trabalho, enfim, uma vida boa.
Acontece que estou muito aflita, me apaixonei por um “garoto” de 20 anos, estagiário da empresa que trabalho, estou em pânico. Não sei se encaro ou se saio correndo.
Uma relação assim tem chance de dar certo? Me ajuda! Obrigada pela oportunidade.

Nome fictício: Suely

Suely,
Você não é a única que se apavora diante de uma situação assim. Vários fatores, principalmente os culturais e sociais, levam as pessoas a desistirem de viver este tipo de relação.
De fato, não é fácil ir contra padrões estabelecidos, além do que vocês vivem etapas de vidas diferentes, o que estabelece diferenças nas expectativas e demandas de cada um.
Tudo isso complica, mas não invalida e impossibilita a relação.
O mais importante é que os dois se preparem para enfrentar críticas, olhares, cobranças, etc. O fato de vocês se fortalecerem para enfrentar a sociedade pode contribuir para o fortalecimento da relação.
Como não a conheço, não sei de sua história familiar, porém, com certeza este apaixonamento está dentro do seu script de vida, moldado por padrões conhecidos e aprendidos na sua família.
É necessário que faça uma reflexão e analise o motivo dessa paixão agora.
Será que você precisa de alegria, de movimento, de renovação, de reviver sentimentos do início da juventude?
Você quer ir contra algo ou alguém?
Se sente emocionalmente despreparada para uma relação madura?
Está faltando o que? Será que ele tem tudo isto para oferecer ou é só um reflexo do seu desejo?
Amar pode dar certo independente de toda e qualquer diferença, mas para tanto tem de ser AMOR com maiúscula, o resto é ilusão!
De qualquer forma, como diz o velho ditado popular: “O coração tem razões que a própria razão desconhece”.
Reflita, se no final se sentir segura para arriscar, ARRISQUE!Seja feliz!

Psicóloga, Psicanalista, Terapeuta de Casais e Famílias, Orientadora Vocacional e Profissional.
Estabelecida há 30 anos na cidade do Rio de Janeiro.

O objetivo deste espaço é gerar a possibilidade de reflexão em torno do tema proposto e de maneira nenhuma poderá substituir o processo psicoterápico.
· A identidade de quem pergunta será sempre preservada.

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