7.07.2009

TEMPORADA DE 10 DE JULHO A 23 DE AGOSTO /2009
DE SEXTA A DOMINGO

INGRESSOS: R$ 40,00 / R$ 20,00 (PARA IDOSOS E ESTUDANTES)
INFORMAÇÕES: 22747012

Espaço Tom Jobim Cultura e Meio Ambiente
espaco@espacotomjobim.com.br
Rua Jardim Botânico, 1008
Jardim Botânico - Rio de Janeiro

Elizabeth Taylor chama funeral de Michael Jackson de "circo"

A atriz Elizabeth Taylor assegurou hoje na internet que não está disposta a participar da homenagem pública a seu amigo íntimo Michael Jackson, por considerar o evento um "circo".

A vencedora de dois prêmios Oscar afirmou no Twitter que rejeitou o convite para fazer parte da grande cerimônia, que acontece nesta terça em Los Angeles, em honra a Michael.

"Me pediram que falasse no Staples Center. Não posso ser parte de um circo público. E não posso garantir que diria algo coerente", afirmou a artista, que era muito próxima ao "rei do pop".

"Não acho que Michael quisesse que compartilhasse minha dor com milhões de pessoas. Como me sinto, é algo entre nós, não um evento público. Disse que não iria ao Staples Center e certamente não quero chegar a fazer parte disso. Amava-o demais", disse Elizabeth Taylor, de 77 anos.

CHARGE DO DIA

João Bosco lança 13 inéditas em álbum de tom 'cool'

Mauro Ferreira

Com um (entusiástico!) texto de apresentação escrito pelo poeta Eucanaã Ferraz, João Bosco vai lançar na próxima semana seu primeiro álbum de inéditas em sete anos. De tonalidade cool, Não Vou pro Céu, mas Já Não Vivo no Chão tem título extraído do penúltimo verso de Sonho de Caramujo, uma das quatro músicas compostas por Bosco com Aldir Blanc no disco que marca a retomada da célebre parceria iniciada nos anos 70, desativada na década de 80 e retomada em 2006. Navalha, Plural Singular e Mentiras de Verdade são as outras três parcerias de Bosco com Blanc que compõem o repertório do álbum, editado pelo selo MP,B com distribuição da Universal Music. Eis as 13 músicas do sucessor do forte Malabaristas do Sinal Vermelho (2002) e seus autores:

1. Perfeição (João Bosco e Francisco Bosco)
2. Navalha (João Bosco e Aldir Blanc)
3. Pronto pra Próxima (João Bosco e Carlos Rennó)
4. Tanto Faz (João Bosco e Francisco Bosco)
5. Pintura (João Bosco e Carlos Rennó)
6. Desnortes (João Bosco e Francisco Bosco)
7. Tanajura (João Bosco e Francisco Bosco)
8. Mentiras de Verdade (João Bosco e Aldir Blanc)
9. Jimbo no Jazz (João Bosco e Nei Lopes)
10. Plural Singular (João Bosco e Aldir Blanc)
11. Ingenuidade (Serafim Adriano)
12. Alma Barroca (João Bosco e Francisco Bosco)
13. Sonho de Caramujo (João Bosco e Aldir Blanc)

Volta Redonda - UniFOA

Os cursos de jornalismo prometem sobreviver

A decisão do Supremo Tribunal Federal, no mês passado, que derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão, dividiu estudantes de comunicação em todo país. Muitos temem a desvalorização da carreira e o enfraquecimento dos cursos oferecidos. Porém, segundo representantes dos centros universitários da região, pouca coisa vai mudar.

Afirma o reitor do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), Alexandre Habibe, que a profissão continua existindo e a formação vai se tornar um diferencial para aqueles que desejam ingressar na profissão: "Os cursos vão sobreviver, pois é fundamental esta base teórica e filosófica para o exercício de um bom jornalismo. Por isso, pretendemos continuar oferecendo o curso de comunicação, independente da resolução do STF".

Fonte: Diário do Vale


SESC - Barra Mansa - RJ

Turismo - passeios e excursões

CLUBE DA CAMINHADA - CONSERVATÓRIA

O Circuito da Serenata é uma caminhada de 10 quilômetros, integrante do calendário do Anda Brasil, da Confederação Brasileira de Caminhadas. O programa inclui apresentações de música, aferição da pressão arterial, alongamento muscular e degustação de frutas, doces e café.
18/7, 6h30. R$ 15 (comerciários), R$ 30. SESC Barra Mansa





Acordo Ortográfico - Manifesto em Paraty

Marcelino Freire participou da manifestação na FLIP Paraty

Um antigo casarão de Paraty foi palco no dia 3/07 de um protesto contra o acordo assinado entre oito países de língua portuguesa para uniformizar a ortografia. Os autores angolano Ondjaki e brasileiro Marcelino Freire acusaram o acordo de atender a interesses comerciais e chamaram a atenção para o impacto das novas regras para as próximas gerações. As informações são da Agência Brasil.

"Eu adotei o acordo para os textos que publico, mas o faço com profundo pesar. Trata-se de uma questão comercial", disse Freire, autor de Balé ralé.

As reservas de Ondjaki quanto à implantação do acordo recaem sobre a educação infantil. "Como vamos educar, do ponto de vista da grafia, as próximas gerações? Qual é o plano para as crianças?", questionou o angolano, que publicou Bom dia, camaradas.

Os dois participaram da mesa literária Acordo ortográfico em questão, na Casa da Cultura, dentro da programação oficial da VII Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).


Cinema - Barra Mansa


Jean Charles

Jean Charles é um eletricista mineiro, que chega a Londres para morar com os primos. Em 22 de julho de 2005 ele é morto por agentes do serviço secreto britânico no metrô local, confundido com um terrorista.


Veja a programação de sua cidade em:
http://www.cineshownet.com.br




Sorteados para velório de Jackson vendem ingressos


Sorteados para velório de Jackson já oferecem ingressos na internet(foto)
Ingressos que foram sorteados pela internet chegavam até US$ 15 mil em sites de leilões on-line.


No site de leilões eBay, por exemplo, diversos códigos de acesso que permitiam aos fãs confirmar o seu ingresso eram vendidos por quantias que rondavam os US$ 500 – embora em alguns leilões esse valor subisse para US$ 1 mil, US$ 2 mil e até US$ 15 mil.
É difícil comprovar se esses valores oferecidos foram de fato pagos e se as pessoas vão poder usufruir dos ingressos adquiridos de segunda mão, pois os organizadores puseram em prática diversas medidas para evitar uma bolha de especulação em torno da última homenagem ao cantor em corpo presente.
Os organizadores enviaram e-mails para 8.750 pessoas que tiraram a sorte entre cerca de 1,6 milhão que se inscreveram para o sorteio de 17,5 mil ingressos (cada vencedor terá direito a duas entradas) realizado no sábado.
No domingo, os escolhidos aleatoriamente foram notificados por e-mail e tinham até as 23h59 do próprio domingo, horário do Pacífico americano (3h59 desta segunda-feira em Brasília), para acionar o código online. Muitos leilões virtuais se realizaram dentro desta janela de tempo.
Ao receber seus ingressos impressos, nesta segunda-feira, os sorteados terão um bracelete colocado no braço, sem o qual não poderão entrar no ginásio Staples Center, em Los Angeles, onde o funeral será realizado. Ao longo do processo, organizadores verificarão documentos de identidade para garantir que os que forem ao velório são os mesmos que se inscreveram online.
A questão, no entanto, é que cada vencedor receberá um segundo bracelete, correspondente ao segundo ingresso. O que quer dizer, como admitiu em uma entrevista à rede americana CBS o próprio porta-voz do Staples Center, Michael Roth, que "teoricamente, o segundo bracelete pode ser vendido".
A empresa AEG Live, proprietária do ginásio, havia anunciado que 11 mil ingressos permitirão aos fãs assistir ao velório dentro do Staples Center.
Os outros 6,5 mil ingressos permitirão que se acompanhe o evento em um telão em um teatro ao lado

Música e teatro no Projeto Cultura para Todos


Nesta terça-feira, 7, as atrações do Cultura Para Todos, em Volta Redonda são: a peça "Pais Criados Trabalhos Dobrados" e o cantor Ciron Silva. O objetivo do projeto é promover atrações culturais, de graça, para a população todas as terças-feiras. O evento ainda valoriza os artistas da cidade, que farão os shows de abertura.
A programação segue até dia 28 de julho, no Cine Nove de Abril, na Rua 14, na Vila Santa Cecília.
As apresentações serão realizadas sempre às 19h e 21h. Classificação 18 anos

Sesc Três Rios promove ‘Inverno com Arte’


Programação : 'O animal mais forte do mundo' está entre as atrações

Música, dança e exposição estão em destaque na 3ª edição do projeto Inverno com Arte, promovido pelo Sesc Três Rios, de amanhã (7) até domingo (12). O objetivo do evento é democratizar o acesso ao bem cultural e contribuir para a formação de público, levando aos moradores uma série de espetáculos de sucessos consagrados em palcos e teatros das principais capitais do país. As atrações têm entrada gratuita, mas é preciso retirar senha na recepção do Sesc.

hoje(7), o espetáculo "Ritornelo", co-dirigido pelo bailarino e coreógrafo Bruno Cezário, será apresentado no Teatro Celso Peçanha, às 20h. Criado para comemorar os 20 anos de trajetória da companhia, foi considerado o melhor espetáculo de dança de 2008 pelo Jornal do Brasil por votação popular on line e indicação pelas críticas de O Globo, Jornal do Brasil e Revista Bravo.

Outra atração do projeto leva a assinatura da dupla de pesquisadores, coreógrafos e bailarinos Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira. Eles apresentam o espetáculo "O Animal Mais Forte do Mundo", no dia 8 (quarta-feira), também no Teatro Celso Peçanha, às 20h. O espetáculo traz a marca de seus criadores: a busca do diálogo entre as diferentes formações artísticas - uma erudita, outra popular.

No segmento das artes plásticas, as telas do artista Cimar Rocha devem envolver os visitantes da mostra "Encontro de Cores", nos cinco dias do evento, na galeria do Sesc Três Rios.

No sábado (11), o público poderá conferir, também no Teatro Celso Peçanha, às 20h, o show de lançamento do CD "Caleidoscópio", de Henrique Band, com diferentes ritmos. O primeiro CD solo autoral de Henrique Band é uma multiplicidade sonora que retrata por onde o músico, compositor, produtor e arranjador circulou nos últimos anos.

Entre os trabalhos mais recentes do músico estão participações como saxofonista em faixas dos álbuns de Ana Carolina, João Sabiá e Mário Adnet, além da trilha sonora do novo filme de Arnaldo Jabor, "A Suprema Felicidade", criada por Cristovão Bastos.

SERVIÇO
SESC Três Rios - Rua Nelson Viana 327 - Telefone: (24) 2252-6454
Teatro Celso Peçanha - Praça São Sebastião s/nº
Capacidade - 320 lugares
Senhas: 2 ingressos por pessoa
Distribuição gratuita de ingressos no SESC Três Rios:
A partir do dia 3 para o dia 7 de julho
Dia 7 para os dias 8 e 9 de julho
Dia 9 para os dias 10, 11 e 12 de julho
De terça a sexta, das 9h às 21h e no sábado e domingo, das 9h às 18h


SONNIA GUERRA EM EXPOSIÇÃO NO MAM DE RESENDE

O Museu de arte Moderna de Resende abre no próximo dia 10, às 19 horas, a exposição "Cores, Sonnia Guerra", com obras da artista carioca que iniciou sua carreira em 1982. É a primeira vez que Sonnia Guerra expõe em Resende, cidade onde viveu por alguns anos, enquanto seu marido servia na Academia Militar das Agulhas Negras.

e-mail para esta coluna botecosdovaledocafe@gmail.com
Colaboração Angela Chaloub

Meu Caro Amigo
Composição: Chico Buarque / Francis Hime

Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus

7.06.2009


ARTE NA INTIMIDADE COM FIGURÓTICO

É com o maior prazer que faço a minha primeira entrevista , ou melhor dizendo, um bate papo descontraído com um dos maiores guitarristas não só da nossa , região mas eu amplio , pois o que esse cara toca é a nível de Brasil .
A idéia desse encontro é vocês conhecerem um pouco da intimidade do artista, por isso o nome da coluna. Estou falando do guitarrista e compositor Figurótico.

Tudo bem irmão, preparado p/ um bate papo na intimidade ?
Figurótico – Claro, Kiba... Perdão, Marco! Na minha vida não tenho muitos segredos não... mas alguns a gente pode revelar aqui.

Arte na Intimidade - Figura , eu garanto que muita gente não saiba o seu nome ou se vc já teve outros apelidos quando era criança , estou errado ?
Figurótico - Você está certo. Meu nome é Edson Flávio e já que você mencionou, eu tive sim apelidos anteriores na época do Colégio Verbo Divino, em que os meus amigos me chamavam de Pimenta, de tento rir da cara dos outros e ficar vermelho. Depois me apelidaram de Ultraje, por causa da banda. A galera sabia que eu era fanático e chegava ao ponto de ligar umas trinta vezes pra rádio pra que eles ficassem no primeiro lugar. Coisa de criança mesmo.

Arte na Intimidade - Como foi uma parte da sua juventude e do que vc fazia e o que vc gosta de fazer hoje alem de ser um músico ?
Figurótico – Como a maioria dos jovens, quis ser jogador de futebol, só que era goleiro. Sonhava em defender o Flamengo, gostava na época do Dasayev (União Soviética, seleção de 82) e do Fillol, argentino que veio defender o Mengão. Joguei futebol de campo no Barra Mansa e salão pelo Municipal. Agarrei bem, acredite. Foi nessa época que comecei a conhecer o rock’n roll. Nessa época já estudava violão, e quando assisti ao show do Ultraje no canecão, em 87 e coisa começou a mudar. Em 2002 fui para o Rio cursar jornalismo. Aqui em Barra Mansa escrevi algum tempo no Folha do Interior. Gosto de dar umas caminhadas por BM, que é um tempo bom para se pensar em composição, principalmente as inacabadas no computador. E claro, ler sobre esse universo literário musical, biografias... A última a ser lida foi do Sting, agora tem a do Clapton que estou ansioso para lê-la. Gosto também do “On the Road”, do Kerouac. Livro que mudou a vida de muita gente; fez Bob Dylan sair de casa, Jim Morrison fundar o The Doors... Ah, e leitura de jornal também é obrigatória.

Arte na Intimidade - E ai vc é um bom garfo e do que vc gosta ?
Figurótico - Pelas tradições da minha família que é descendente de italiano, gosto de massa. Não troco por nada, nem por churrasco, nem por doce, nada! Pizza tradicional é o suficiente.

Arte na Intimidade - Mudando de assunto , vc tem medo de alguma coisa ?
Figurótico - Tenho medo de altura, pode ser até de pára-peito de edifico muito grande já fico tonto.

Arte na Intimidade - Já pensou em fazer sucesso nacional e ja´pensou como deve ser do outro lado?
Figurótico - Sim, claro! Seria hipócrita se dissesse o contrário. Mas são fatores demais para serem conjugados e a coisa acontecer. Nos que abrangem trabalho, competência, auto-avaliação, autocrítica, não estou mal. Mas existem outros como: sorte, pessoas certas – e dispostas a dar um empurrão – dinheiro, e blá-blá-blá...
O mercado esta cada vez mais difícil, principalmente no âmbito do rock’n roll. Acho que a web ajuda e atrapalha ao mesmo tempo. As gravadoras estão pessimistas, não sabem o que virá, que modelo irá (se é que existirá) substituir o antigo. Ainda vai ser possível vender música? O governo daqui a algum um tempo poderá impor um controle na disposição de vídeos, por exemplo, que estão na net? Andei participando de palestras e cursos no Rio, com dono de gravadora, empresários, onde esse tema é constantemente abordado. E o que está se dizendo, não é nada animador. Lembra da música da Plebe, “Contrato milionário, grana, fama e mulheres...”? Pois é, não sei se ainda vão existir contratos milionários com bandas de rock.

Arte na Intimidade - Vc teve um tempo no Rio de Janeiro , como foi sua passagem neste período ?
Figurótico – Foi uma grande fase minha, acho que a melhor. Culturalmente, musicalmente, foi a época que mais compus, mais estudei, li, vi shows. Vibrei morando lá. Sempre tive aquela visão espetacular nas voltas de Cabo Frio, quando passamos pela ponte Rio-Niterói e avistamos o Rio brilhando na noite escura. Toquei em barzinhos de Copacabana, Barra. Até sem microfone toquei, na base do gogó e o violão desligado, pois o lugar não permitia som devido ao baixo volume exigido, que se chamava Ponto da Bossa Nova. E eu não toquei nenhuma bossa lá... Curti muito o Maracanã e no roteiro etílico/gastronômico ia muito ao Cervantes, tomar chope, comer sanduíche de pernil com abacaxi, alugar o Fausto Fawcett; batia cartão na Pizzaria Guanabara, vendo as mulheres da noite carioca às 4, 5 da manhã; e tomava minha dose semanal de rock’n roll no Empório.

Arte na Intimidade - Alguma desilusão ?
Figurótico – Ter chegado pra morar lá nos anos 2000, só não foi 100% porque já não era o Rio dos 80. O fechamento de rádios de rock como Cidade e Fluminense, ajudou o Rio a ficar bem distante de São Paulo e Brasília, que ganham de lavada da cidade maravilhosa nesse aspecto.

Arte na Intimidade - Um desejo atual ?
Figurótico - Tocar em São Paulo e Brasília.

Arte na Intimidade - Lembranças musicais que vc curtiu aqui na cidade ?
Figurótico – Rock in Rua, em 86; Lobão, em 87 com “Vida Bandida” no Ilha Clube; Titãs com “Go Back”, em 1988, e em meados de 90 a Caravana Subindo Prá Maromba, no Gaia Grill, com mais de quarenta músicos dando canja.

Arte na Intimidade - Religião ?
Figurótico - Católico Apostólico Romano e acredito demais em Deus.

Arte na Intimidade - Conselho pra quem quer fazer Rock ?
Figurótico - Não escute rádio, leia a “História do Rock Brasileiro” do Dapieve e escute Deep Purple e Eric Clapton.

Arte na Intimidade - Você já fez alguma musica p/ alguém e esse alguém até hoje não sabe ?
Figurótico - Já, mais vai chegar o dia pra revelar.

Arte na Intimidade Futuro da musica na Região ?
Figurótico - Visão pessimista, os espaços estão ficando todos iguais tocando a mesma música! A luz do túnel está longe ainda, principalmente para o Rock.

Arte na Intimidade - Uma casa aberta p/ musica boa ?
Figurótico – Piano’s Bar do Hotel Embaixador, que abriu as portas para o rock’n roll de vez!!!

Arte na Intimidade - Quem é a sua Tropa Fiel ?
Figurótico - Magoo, Prado, Vitão, Leibnitz e uma porrada de gente de Volta Redonda.

Arte na Intimidade - E no Domingo , qual é ?
Figurótico - Depois de tocar quinta, sexta e sábado, costumo fazer uma Via Crucis pelo bairro do Ano Bom indo da Estação do Bacalhau, passando pelo Gaia, Amarelinho, Papabru, Sensei e futuramente, quando abrir, o Fronteira, dos meus amigos Maninho e Teco. Vale dizer que do lado de cá do Rio também está bem servido de boteco: Bistrô do Serrate, Jorginho, Colarinho e Borracha.

Arte na Intimidade - Figura , antes de mais nada muito obrigado pelo bate papo aqui no " Arte na Intimidade " e vc quer deixar algum recado ?
Figurótico – Pra quem não conhece ainda , o meu site é www.figurotico.com , um abraço p/ todos que navegam no site botecos do vale do café .

Zélia faz show leve com sons e gestos saborosos



Resenha de Show
Título: Pelo Sabor do Gesto
Artista: Zélia Duncan
(em foto de Mauro Ferreira)
Local: Teatro Municipal de Niterói (RJ)
Data: 4 de julho de 2009



Zélia Duncan reedita no show Pelo Sabor do Gesto a delicadeza elegante do álbum que o inspirou. O show - que estreou na noite de sábado, 4 de julho de 2009, no principal teatro de Niterói, cidade natal da artista - confirma o excelente momento de Zélia. Talvez pelo fato de ser dirigida em cena por uma atriz, Ana Beatriz Nogueira, a cantora nunca esteve tão leve, linda e solta no palco. Escorada na direção musical do baixista Ézio Filho, quase sempre hábil na intenção de tranpor para o show a sonoridade suave do disco (urdida pelos produtores Beto Villares e John Ulhoa), Zélia seduz o espectador com espetáculo moldado com sons e gestos saborosos. É emocionante, por exemplo, a iniciativa de traduzir a letra de Todos os Verbos (parceria de Zélia com Marcelo Jeneci) para a linguagem dos deficientes auditivos em singela homenagem a uma fã portuguesa, Marta Morgado, que driblou problemas de audição ao tomar contato com a música de Zélia. Tocou o público.

Iluminada com sensibilidade por Aurélio de Simoni, Zélia Duncan apresenta no show todas as 14 músicas do CD Pelo Sabor do Gesto. É ato de coragem que expressa a confiança da artista neste trabalho tão renovador. A faixa-título, que Zélia canta sentada enquanto toca violão, é o número que traduz com perfeição o espírito leve e poético do disco. Mas as demais canções também chegam envolventes ao palco. Boas Razões, Ambição (a obscura canção de Rita Lee que soa ainda mais sedutora em cena), Telhados de Paris, Se Um Dia me Quiseres... As novas músicas vão sendo apresentadas em roteiro redondo - veja post abaixo - e nem parece que elas são novas para o público da artista. Intimidade, parceria de Zélia com Christiaan Oyens que em 1996 deu título ao terceiro álbum da cantora, é a primeira música fora do disco a ser apresentada. E, nela, fica especialmente perceptível a graciosa movimentação de Zélia em cena. E o que dizer de Tudo Sobre Você? Seu acabamento pop é tão perfeito que a platéia interage imediata e espontaneamente com a cantora no número (repetido no bis após Benditas), acompanhando a letra e marcando com palmas o ritmo dessa primeira parceria de Zélia com John Ulhoa.

Zélia enfatiza no roteiro as músicas de Pelo Sabor do Gesto, mas extrapola o repertório do disco com boas sacadas que ratificam sua capacidade de incursionar por repertório alheio sem nunca cair no óbvio. Quem se lembraria de I Love You?, fox maroto e irônico, perdido entre tantos clássicos lançados por Roberto Carlos em seu álbum de 1971? Pois Zélia lembrou e presta seu tributo aos 50 anos de carreira do Rei com abordagem lúdica do tema, ao fim do qual simula um instrumento de sopro com a boca. Permeia I Love You a mesma fina ironia que pontua Felicidade, outro número off-disco. Envolta em barulhinhos bons feitos pela banda, Zélia quase recita os versos de Luiz Tatit. Esse tom meio confessional seria bisado em Duas Namoradas, a inédita de Itamar Assumpção (1949 - 2003) - feita em parceria com Alice Ruiz - que Zélia desvenda em seu oitavo álbum solo. Ainda dentro do universo indie, Defeito 10: Cedotardar expõe a verve de Tom Zé, parceiro de Moacyr Albuquerque neste tema já lapidado por Thaís Gullin, cantora emergente, em seu primeiro álbum, de 2006.

Enfim, um show lindo e redondo. Coesão perceptível nos vocais harmoniosos de Os Dentes Brancos do Mundo (a jóia que Zélia encontrou no baú dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle), na economia quase silenciosa de Sinto Encanto (pérola atual de Zélia com Moska) e no suingue bailante que desabrocha em Flores. No fim, há sensível homenagem a Michael Jackson (1958 - 2009) - "Uma pessoa tão revolucionária quanto solitária" - com Nem Tudo, uma das duas parcerias de Zélia com Edu Tedeschi (a outra, Aberto, cresce no show). E é com o último apropriado verso dessa música, "Nem tudo que acaba aqui deixa de ser infinito", que Zélia encerra o show, então já certa de que sua saída de cena não tira do espectador a sensação de leveza deixada por esse espetáculo de sons e gestos saborosos que, a partir de julho, percorrerá o Brasil.

VEJA O VÍDEO DO SHOW DE ZÉLIA DUNCAN NO TEATRO MUNICIPAL DE NITERÓI


Moonwalker em DVD

Moonwalker é um dos filmes “nonsense” mais divertidos da história. Lembro-me da minha infância assistindo a esse filme em looping em fita VHS, claro, sempre adiantando a cena dos bonecos de massa que sempre me deram medo.
Com a morte do Rei do Pop, seu nome estourou na mídia mais uma vez, algo que não acontecia há anos. Sempre é bom lembrar esse ídolo pelo seu talento e não pelas suas polêmicas e qual melhor maneira de se fazer isso? Adquirindo o DVD de Moonwalker que será relançado esse mês no Brasil!
Apesar de eu acreditar que todos conhecem a história, vale relembrar que o filme que mais parece um longo videoclipe conta a história de um extra-terrestre que auxilia três crianças a combater um grupo de traficantes. O filme é um espetáculo com toques de humor e momentos parodiando a própria carreira do cantor.
Se você se interessou, saiba que em algumas lojas o DVD já está em pré-venda com preço sugerido de R$ 29,90 e previsão de lançamento para o dia 16 de julho. Na boa, eu recomendo com muita força, vale cada centavo gasto principalmente pelo momento épico do clipe Smooth Criminal.( enviado por César Diego Calixto )


ÁUREA MARTINS NA CAIXA CULTURAL

Quarta (8) e quinta (9), 19h30. R$ 15,00.

A vencedora do Prêmio da Música Brasileira na categoria melhor cantora de MPB pelo trabalho com Até Sangrar faz duas apresentações. Apesar dos 46 anos de carreira, o disco é o segundo lançado pela intérprete. Nas apresentações, que terão participação de Emílio Santiago, Áurea apresenta músicas dos dois álbuns. Entre outras, a dupla canta Valsa Dueto, de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes. No segundo dia, a cantora recebe a saxofonista Daniela Szpilman para Retrato em Branco e Preto, de Tom Jobim e Chico Buarque. A voz segura da intérprete também mostra ao público Há um Adeus e Flor da Rua. 18 anos.
Caixa Cultural (226 lugares). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, 2544-4080. Quarta (8) e quinta (9), 19h30. R$ 15,00. www.caixa.gov.br/caixacultural.

ALCIONE NO CANECÃO

A cantora mostra um pouco do disco Acesa, a ser lançado no fim do mês, no show beneficente em prol das vítimas das enchentes no Maranhão. A Marrom também cantará sucessos da carreira ao lado dos artistas convidados Emílio Santiago, Mart'nália e Nana Caymmi. 14 anos. Canecão (2 000 lugares). Avenida Venceslau Brás, 215, Botafogo, 2105-2000. Quarta (8), 21h30. R$ 50,00 a R$ 200,00. Bilheteria: 12h/21h20. Cd.: todos. IC e TT. www.canecao.com.br.

BETO GUEDES NO TEATRO RIVAL

A turnê do disco Em Algum Lugar volta ao Rio. O mineiro apresenta seu rock alto-astral, com sucessos como Sonhando o Futuro, da trilha sonora da novela Como uma Onda. Os fãs também poderão ouvir Sol de Primavera, Amor de Indio, O Sal da Terra e Feira Moderna. 16 anos. Teatro Rival Petrobras (450 lugares). Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, 2240-4469, Metrô Cinelândia. Quarta (8), 19h30. R$ 40,00 e R$ 50,00. Bilheteria: 13h30/19h30 (seg. a sex.); a partir das 15h (sáb.). TT. www.rivalbr.com.br

DÉO RIAN NO RIO SCENARIUM

Discípulo do mestre Jacob do Bandolim, o instrumentista revisita dois importantes discos do gênero em curta temporada no Rio Scenarium. Os dois volumes de Inéditos de Jacob do Bandolim têm entre as preciosidades Sapeca Iaiá, Adylia e Saltitante. Não ficam de fora composições mais conhecidas como Noites Cariocas, Doce de Coco, Assanhado e Santa Morena. Rian sobe ao palco ao lado do violão de sete cordas de André Bellieny, do cavaquinho de Ubiratan e de seu filho, o pandeirista Bruno Rian, 18 anos. Rio Scenarium (1 000 pessoas). Rua do Lavradio, 20, Centro, 3147-9000. Terça (7) a quinta (9), 19h. R$ 15,00. www.rioscenarium.com.br.

JOÃO BOSCO E NOSSO TRIO

A atração do projeto Sete em Ponto é o músico e compositor João Bosco, que sobe ao palco para mostrar sucessos dos trinta anos de carreira. Estão programadas Desenho de Giz, Papel Maché e Memória da Pele. A noite será aberta pelo Nosso Trio, formado pelo guitarrista Nelson Faria, o contrabaixista Ney Conceição e o percussionista Kiko Freitas. Com dois discos gravados, os rapazes apresentam um jazz autoral com direito a muita improvisação. 14 anos. Teatro Carlos Gomes (685 lugares). Praça Tiradentes, 19, Centro, 2224-3602, Metrô Carioca. Terça (7), 19h. R$ 10,00. Bilheteria: 14h/18h (seg. a dom.).

MÔNICA MONTONE

A cantora e compositora faz um trabalho que mistura solos de guitarra a poesia. Autora de um livro de poemas, Mônica mostra suas composições próprias, que fazem referências a Bob Dylan, Raul Seixas e Sérgio Sampaio. No repertório do show estão Marinheiros, Te Amo de Amor, Mulher de Minutos e Sartre de Banda. 18 anos. Cinematheque Música Contemporânea (240 lugares). Rua Voluntários da Pátria, 53, Botafogo, 2286-5731, EMetrô Botafogo. Quarta (8), 22h. R$ 25,00. Cc.: todos. Cd.: todos. www.matrizonline.com.br

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