6.14.2009

'Na cabeça'


Marcos Sacramento reúne em CD violonistas em torno de repertório inédito, clássicos e raridades

Leonardo Lichote

RIO - Quando os violonistas Luiz Flávio Alcofra, Zé Paulo Becker e Rogério Caetano fizeram o primeiro ensaio para o novo CD do cantor Marcos Sacramento, "Na cabeça" (Biscoito Fino), havia apenas um arranjo pronto, de Caetano: "Último desejo", de Noel Rosa, para os três violões. Becker lembra:
- O arranjo era cabeleira! Não era fácil, não. Fui para casa e pensei: "Ah, é? Vocês vão ver" - brinca.
Becker, portanto, caprichou, assim como Caetano e Alcofra. Os três dividem os arranjos do disco de Sacramento e são seus únicos instrumentistas. Ou seja, "Na cabeça" é um CD de apenas voz e violões - formato que já rendeu bem com artistas como Ney Matogrosso e Cássia Eller.
Ouça 'Na cabeça', do disco
"Apenas", é claro, é modo de dizer. Sacramento - com seu canto que une ritmo, força e malícia - é uma das grandes vozes de sua geração. E os três músicos são prestigiados representantes do violão brasileiro contemporâneo, fruto da revalorização e renovação do choro a partir do fim dos anos 1980. Seus nomes estão em grupos como o Trio Madeira Brasil e o Água de Moringa, além de terem CDs solo e participação em projetos de artistas que vão de Elza Soares a Maria Bethânia, passando por Zeca Pagodinho.
- O formato de violões e voz não é novidade, mas nossa viagem é particular - avalia Sacramento. - Tocar um repertório voltado para o samba sem ter os instrumentos de ritmo é um desafio. Mas fiquei tranquilo, pois tinha a mão direita deles.
Para Caetano, a atuação da mão direita que se ouve em "Na cabeça" é característica da escola brasileira de violão:
- A necessidade de segurar o ritmo é própria do nosso violão, assim como as cordas soltas, que soam livremente.
A herança de mestres como Baden Powell, Dino Sete Cordas, Meira e Raphael Rabello é citada na conversa - ao lado das lições dos contemporâneos Marco Pereira, Yamandú Costa e Maurício Carrilho. Na opinião de Sacramento, estão todos lá, de alguma forma.
- É um disco que soa natural, mas tem coisas de dificuldade enorme, não dá para ter cifra no encarte. É tipo: "Não façam isso em casa, é só para profissionais". Apesar de não ter aquela postura de "olha como a gente toca paca", ele traz a sofisticação de tudo o que foi incorporado pelo violão brasileiro nas últimas décadas. Porque há uma evolução clara, o violão de Sinhô não é o que se toca hoje, há outros caminhos, levadas.
Para chegar ao resultado que se ouve em "Na cabeça", eles se lançaram numa pesada rotina de ensaios, que os permitiu gravar ao vivo, os quatro juntos no estúdio. Os arranjos foram pensados para que o trio não misturasse suas cordas. O sete cordas de Caetano sustenta a baixaria (o fraseado das cordas graves do instrumento), enquanto Becker e Alcofra se alternam entre as regiões médias e agudas. O produtor Carlos Fuchs separou os três na mixagem: Alcofra é ouvido no lado esquerdo; Becker, no direito; e Caetano, ao centro, nas duas caixas.
Acompanhado dos violões, Sacramento imprime sua interpretação a sambas inéditos, canções garimpadas e regravações de clássicos. Há cinco composições dos artistas envolvidos no projeto: "Na cabeça" (Alcofra e Sacramento), "Um samba" (Fuchs/Sacramento); "Calúnia" (Alcofra); "Canto de quero mais" (Becker e Moyseis Marques); e "Pavio" (de Alcofra e Sérgio Natureza), uma homenagem a Paulinho da Viola. As sílabas "pa" e "vio" são as primeiras do nome do sambista.
- Natureza fez a letra para Paulinho musicar, mas ele achou delicado, por se tratar de uma homenagem a ele - conta Alcofra, que fez um samba-choro nos moldes de obras de Paulinho (a introdução remete a "Choro negro").
Cartola ("Sim") e Noel Rosa ("Último desejo") são recriados com naturalidade - sem descaracterização, mas tampouco reverência excessiva.
- Não tivemos a preocupação de torná-las irreconhecíveis. Quisemos apenas retomá-las com frescor - diz Sacramento. - Aqui no Brasil vejo um preconceito com os clássicos na música, o que não acontece no teatro. Quando gravei "Memorável samba" (CD de 2003, apenas com sambas dos anos 1930 aos 50), cheguei a ouvir: "Mas não tem nenhuma sua?". Como se o cantor precisasse compor. Há essa ideia aqui. E a figura do intérprete? Outro dia vi uma jovem cantora dizer que agora ia começar a compor. Como assim? Não funciona desse jeito.

DOENÇA DE ALZHEIMER

A Doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, degenerativa, isto é, que produz atrofia, progressiva, com início mais freqüente após os 65 anos. Produzindo assim, a perda das habilidades de pensar, raciocinar, memorizar. Que afeta as áreas da linguagem e produz alterações no comportamento.

As causas da Doença de Alzheimer ainda não estão conhecidas, mas sabe-se que existem relações com certas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas (conjunto de funções intelectuais). Alguns estudos apontam como fatores importantes para o desenvolvimento da doença:
Aspectos neuroquímicos: diminuição de substâncias através das quais se transmite o impulso nervoso entre os neurônios, tais como a acetilcolina e noradrenalina.

Outras possíveis causas

Aspectos ambientais: exposição/intoxicação por alumínio e manganês.

Aspectos infecciosos: como infecções cerebrais e da medula espinhal.

Pré-disposição genética em algumas famílias, não necessariamente hereditária.

No idoso com demência, o ato de alimentar-se pode ser mais complicado, pois pela confusão mental e pela dificuldade de realizar até as mais simples tarefas, como "fazer seu próprio prato" e levar o garfo à boca, pode gerar stress, cansaço para ele e seus cuidadores.

O controle do peso do idoso é importante e deve ser feito mensalmente. Na doença de Alzheimer e nas outras patologias que cruzam com demência, em fases mais avançadas, os idosos podem apresentar perda de peso, lenta e gradual, mesmo com a dieta correta e adequada.

Se o idoso tem bom apetite, não apresenta problemas para engolir, é independente na mesa, e alimenta-se com (carnes, ovos, leite, cereais, legumes, verduras, pães, sucos, frutas), ótimo!

Agora, se é um idoso dependente, que necessita de ajuda para comer, engasga com facilidade, mastiga com dificuldade a dieta tem que ser pastosa, temos que variá-la ao máximo, para não causar desnutrição, principalmente de proteínas.

DIETA PASTOSA RICA EM PROTEÍNAS ANIMAIS


MINGAU: enriquecer o leite com frutas liquidificadas ou amassadas, gema de ovo pré-cozida ou geleia de frutas


VITAMINAS: adicionar ao leite, farináceos à base de cereais integrais, com ou sem açúcar, sorvetes em massa, leite em pó.

CARNE: liquidificadas e adicionar em purês.

VEGETAIS FOLHOSOS: adicionar a purês.

CEREAIS: Papa de arroz, angu.

LEGUMINOSAS: amassar com garfo ou passar em peneira fina.

SOPAS: Tipo cremes, preparadas em molho branco; à base de leguminosas liquidificadas, ou fubá com adição de carnes.

PÃES: de forma sem casca; adicionadas ao leite (papinha); doces ou roscas.

QUEIJOS: cremosos ou em pastas.

SOBREMESAS: pavês, mousses, pudins, arroz doce, curau, frutas cozidas ou em pasta.

LÍQUIDOS: leite ou iogurtes batidos com farináceos ou frutas; sucos de frutas e legumes com adição de farináceos.

*Borges, V.C.; Silva, M.L.T.; Waitzberg,D.L.; Desnutrição e terapia nutricional na Dç de Alzheimer. Revista Brasileira de Alzheimer. 1997; 01: 09-13.


Sandra Helena Mathias Motta
Nutricionista
Centro – (24) 3322-3715
Vila Nova – (24) 3326-5487
Celular –(24) 8813-4072
sandranutti@yahoo.com.br

6.13.2009

6.12.2009

Colaboração Angela Chaloub

CHICO & CAETANO FESTA IMODESTA

Abrindo o segundo programa da série que apresentaram na TV Globo em 1986, Chico Buarque e Caetano Veloso cantaram "Festa Imodesta", que o compositor baiano compôs especialmente para o colega gravar em 1974.

Era uma homenagem também aos convidados daquela noite, Tom Jobim e Astor Piazzola, dois dos maiores músicos e compositores populares do século XX.

Esta edição do programa teve a direção de Daniel Filho.

Vem ai " Arte na Intimidade"


Olá, Amigos blogueiros!

Brevemente o nosso Botecos do Vale do Café estreará mais uma coluna. Para esta missão convidei o amigo e um dos grandes músicos e arranjadores da nossa região, o engenheiro Marco Antonio Hauegen,(foto) que estará aqui com vocês em: "Arte na Intimidade"

Nesse novo espaço teremos entrevistas com artistas regionais e nacionais, focando principalmente músicos e compositores, mas, também haverá espaço para poesia, teatro e muito mais.

O objetivo dessa coluna é conhecer um pouco da vida desses artistas, seus costumes, pensamentos e o que os levou a seguirem a carreira. Também avaliaremos o que nossa região oferece em termos de mercado, o que precisa ser feito e por aí afora... E para isto, convidei uma pessoa talentosa que muitos de vocês do meio artístico já conhecem e que os nossos leitores irão conhecer: Marco Antonio Hauegen, conhecido como Marcial, um dos grandes músicos da nossa região.

Experiência musical em trinta anos de estrada.

Bem, o Marco é Engº Mecânico, mas tem a música como inspiração de vida. Resumindo, o cara começou com Bandas como The Brother's (na primeira formação), 2001 e Batokens (na última formação). Participou de vários festivais universitários no Estado de São Paulo; do Festival da Femupi em Pirai; do Festival Canta Rio Sul e de muitos shows pelos bares da vida, através da Secretaria de Cultura de Volta Redonda, tendo em destaque a abertura de um Show com Beto Guedes na Vila Santa Cecília para um público de quase 10.000 pessoas. Esteve em Show com Lô Borges no Casarão (com a casa cheia). Participou do Projeto Cênico e Musical com a Orquestra Sinfônica da Fundação CSN, onde se destacou diante de um público de 3.000 pessoas, no Recreio do Trabalhador. Fato que resultou em gravação em DVD. Nestas últimas apresentações, esteve acompanhado de sua extinta Banda "Viajando com o Trem Mineiro" cuja inspiração principal era o "Clube de Esquina"; ou seja: Milton Nascimento, Flávio Venturinni, Wagner Tiso, Beto Guedes, Lô Borges, Márcio Borges, Fernando Brant e tantos outros...

Marco "No Trilho das Canções"...

Em breve o Marco (nome artístico), lançará um CD intitulado "No Trilho das Canções", onde todas as músicas e letras são inéditas e de sua autoria e mais uma de Milton Nascimento (autorizado pelo próprio) e Ronaldo Bastos, intitulada "Pablo" (nome do filho de Milton Nascimento). Claro que este CD será também apresentado em nosso blog, para vocês curtirem algumas faixas.

Ao vivo e já confirmado, Marco estreará numa apresentação no Doc Emporium em Penedo no fim de Julho, que já está chegando!... Só aguardar para conferir!

Artistas e arteiros da Região preparem-se, pois vem aí "Arte na Intimidade"!

CONCERTO OSB JOVEM

Domingo 14 jun SCM 11h

Pablo Rossi piano
Luiz Gustavo Carvalho piano
Marcos Arakaki regência

Programa
Sinfonia nº 31 em Ré maior, K. 297 “Paris” (Mozart), Concerto para dois pianos e orquestra (Poulenc), Dança macabra (Saint-Saens)

Preço: R$ 2,00


SÉRIE SALA DE MÚSICA

CORAL SÃO VICENTE A CAPELA

Segunda 15 jun SCM 16h30min

Patrícia Costa regência

Programa
Obras de Chico Buarque, Guinga, Caetano Veloso, Lenine, entre outros

Entrada franca


IV RIOHARP FESTIVAL – CONCERTO DE ENCERRAMENTO

Segunda 15 jun SCM 20h30min

Catherine Michel harpa
Michel Legrand piano

Programa
Clássicos franceses

Preço: R$ 150,00 (platéia)
R$ 120,00 (platéia superior)


AFROSAMBAJAZZ

ORQUESTRA AFROJAZZSAMBA

Terça 16 jun SCM 20h30min

Mario Adnet violão e voz
Philippe Baden Powell piano e voz

Programa
Canto de Xangô, Canto de Iemanjá, Canto de Ossanha, Berimbau, Lamento de Exú (Baden Powell e Vinícius de Moraes), Suíte Yansan (Baden Powell, Ildázio Tavares e Silvia Powell)), Pai, Sermão (B. Powell e Paulo C. Pinheiro), Alodé, Domingo de Ramos, Nhem Nhem Nhem, Lamento de Preto Velho (B. Powell)

Preço: R$30,00 (platéia)
R$ 20,00 (platéia superior)


ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA
2º CONCERTO ÔNIX - A

Quinta 18 jun SCM 20h

Joshua Bell violino
Roberto Minczuk regência

Programa
Um americano em Paris (Gershwin), Concerto para violino (Barber), Dapnis et Chloé, Suítes 1 & 2 (Ravel)

Preço: R$172,00 (platéia)
R$ 88,00 (platéia superior)


CONCERTOS INTERNACIONAIS

Sexta 19 jun SCM 20h

Hilary Hahn violino

Programa
A criação (Haydn)

Preço: R$ 30,00 (platéia)
R$ 15,00 (platéia superior)
R$ 1,00 (estudante da rede oficial de ensino de música)


ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA
2º CONCERTO ÔNIX - B

Sábado 20 jun SCM 16h

Joshua Bell violino
Roberto Minczuk regência

Programa
Um americano em Paris (Gershwin), Concerto para violino (Barber), Dapnis et Chloé, Suítes 1 & 2 (Ravel)

Preço: R$172,00 (platéia)
R$ 88,00 (platéia superior)


ORQUESTRA PETROBRAS SINFÔNICA
DJANIRA IV

Sábado 20 mai às 20h. e Domingo 21 mai às 17h. SCM

Javier Logioia Orbe regência

Programa
Le tombeau de Couperin (Ravel), Danças Romenas (Béia Bartók), Pulcinella: suíte para pequena orquestra (Stravinsky)

Preço: R$ 30,00 (platéia)
R$ 20,00 (platéia superior)


BRASILEIRO SAXOFONE

Segunda 22 jun SCM 20h30min

Nailor Proveta saxofone

Participantes
Cristóvão Bastos, Maurício Carrilho, Luciana Rabello, Paulo Aragão, Marcus Thadeu

Programa
Quem é vc? (Pixinguinha), Ternura (K-Ximbinho), Choro e Divertimento, Choro de uma valsa (Nailor Proveta), Inclemência (César Guerra-Peixe), Stanats (Moacir Santos), Moacirsantosiana 5 (Mauricio Carrilho), Caminho da saudade (Radamés Gnattali), Linda Érika (Luis Americano), Implorando (Anacleto de Medeiros), Não me digas não (Cristóvão Bastos e Paulinho da Viola), Saxofone, por que choras? (Ratinho)

Preço: R$ 10,00


Terça 23 mai SCM 20h

Jean Louis Steuermann piano

Programa
Variações Goldberg (Bach)

Preço: R$ 100,00 (platéia)
R$ 70,00 (platéia superior)


ORQUESTRA DE SOPROS DA UFRJ

Quinta 25 jun SCM 19h

VILLA-LOBOS PARA ORQUESTRA DE SOPROS

Eduardo Monteiro flauta
José Francisco Gonçalves oboé
Cristiano Alves clarineta
Aloysio Fagerlande fagote

Programa
Fanfarra, para sopro e percussão (Rafael Bezerra), Concerto Grosso para quarteto de sopros e orquestra de sopros, Choros nº 5 e Fantasia em três movimentos em forma de choros (Heitor Villa-Lobos), Sinfonia para Orquestra de Sopros (Sérgio di Sabbato)

Entrada franca


Sábado 27 jun SCM 19h30min

ORATÓRIO ELIAS DE FELIX MENDELSSOHN

Solistas
Marcelo Coutinho, Veruschka Mainhard, Carolina Farias, Ricardo Tuttmann, Ana Cecília Rebelo, Manuela Vieira, Rejane Ruas, Cyrano Sales, Guido Rossmann

Preço: R$ 40,00 (platéia)
R$ 30,00 (platéia superior)


ORQUESTRA SINFÔNICA DE BARRA MANSA

Domingo dia 28/6 às 17:00.

Dentro do programa o concerto no. 5 de Beethoven. Regência: Guilherme Bernstein; Solista: Simone Leitão.


SÉRIE SALA DE MÚSICA

BANDA DO COLÉGIO SALESIANO DE SANTA ROSA

Segunda 29 jun SCM 16h30min

Alexandre Baluê regência

Programa
Semper Fidelis (J.Philip Sousa), Homenagem a Villa-Lobos, Gaúcho (Chiquinha Gonzaga), É preciso saber viver (Roberto e Erasmo Carlos), Cartoon Symphony (Larry Clark), Into the Joy of Spring (James Swearingen)

Entrada franca


SÉRIE MÚSICA DE CÂMARA OSRJ

ORQUESTRA DE SOLISTAS DO RIO DE JANEIRO

Terça 30 jun AGN 19h

Rafael de Barros de Castro regência

Programa
Septeto (saint-Saens), Trio para clarineta, trompete e violoncelo (Cláudio Santoro), Quinteto para clarineta e cordas (Brahms)

Preço: R$10, 00


Ingressos a venda nas bilheterias da Sala Cecília Meireles ou pelo site www.ingresso.com

Estacionamento ao lado da Sala gratuito para membros da Associação dos Amigos da Sala Cecília Meireles
O Cineclube do Jardim tem como objetivo promover a discussão da sétima arte a partir da exibição de ciclos de filmes nacionais e estrangeiros, seguidos de debate, a serem conduzidos pelo cineasta Walter Lima Jr. As sessões do Cineclube são quinzenais, com início às 19h, na sala multimídia do Centro de Visitantes. A sala de exibição tem capacidade para apenas 35 lugares, que serão preenchidos nos dias de sessão do Cineclube da seguinte maneira: uma lista de reserva será disponibilizada a cada sessão no Centro de Visitantes, pelo telefone 3874-1808, para que os associados do Cineclube incluam seus nomes. As reservas deverão ser confirmadas até 15 minutos antes do início de cada sessão, no local. Caso a lotação não tenha sido esgotada, serão disponibilizados os lugares restantes até cinco minutos antes de cada sessão. O Jardim Botânico oferecerá estacionamento gratuito no local para os associados do Cineclube nas noites de exibição.
Para associar-se, clique aqui.

Dia 16 de junho
RED RIVER (Rio Vermelho), de Howard Hawks com John Wayne, Montgomery Clift, Walter Brennan.
Em preto e branco. USA, 1948 - 133 minutos. Legendas em português.

O MUSICAL EM PRETO E BRANCO

Dia 23 de junho
LE MILLION (O Milhão), de René Clair com Annabella, René Lefevre. Em preto e branco. França, 1931 - 85 minutos. Legendas em português.

Dia 30 de junho
LOVE ME TONIGHT (Ama-me esta noite), de Rouben Mamoulian com Maurice Chevalier e Jeanette MacDonald. Em preto e branco (USA, 1932) - 96 minutos. Legendas em português

Dia 7 de julho
SWING TIME (Ritmo Louco), de George Stevens com Fred Astaire e Ginger Rogers. Em preto e branco. (USA, 1936) - 103 minutos. Legendas em português

Dia 14 de julho
CABIN IN THE SKY (Uma cabana no céu), de Vincente Minnelli com Eddie "Rochester" Anderson, Ethel Waters, Lena Horne, Louis Armstrong. Em preto e branco (USA, 1943) - 100 minutos. Legendas em espanhol ou inglês.

JOHN FORD: DUAS OBRAS MESTRAS

Dia 21 de julho
THE GRAPES OF WRATH (Vinhas da Ira), com Henry Fonda, Jane Darwell. John Carradine. Em preto e branco. (USA, 1940) - 129 minutos. Com legendas em português.

Dia 28 de julho
HOW GREEN WAS MY VALLEY (Como era verde o meu vale), com Maureen O'Hara, Walter Pidgeon,
Donald Crisp. Em preto e branco. (USA, 1941) - 118 minutos. Com legendas em português.

As sessões são realizadas todas as terças-feiras, às 19 horas, no Centro de Visitantes do Jardim Botânico, uma bela casa colonial frente ao Espaço Tom Jobim. A entrada é franca e dá-se pelo portão onde entram os carros, na rua Jardim Botânico.

6.11.2009


ORQUESTRA AFROJAZZSAMBA NA SALA CECILIA MEIRELES

Mario Adnet violão e voz Philippe Baden Powell piano e voz

Os afrosambas compostos por Baden Powell , entre meados dos anos 60 e início dos 80, formam um dos mais belos e impressionantes conjuntos de canções da música popular brasileira. Agora, quatro décadas depois da primeira gravação de alguns deles no clássico disco com Vinicius de Moraes, os arranjadores, instrumentistas e produtores Mario Adnet e Philippe Baden Powell retomam a série de composições do extraordinário músico, mesclando temas conhecidos e diversas obras inéditas. O resultado do trabalho de ambos é o CD Afrosambajazz (Biscoito Fino) que comprova que a música que saiu do violão e do talento de Baden Powell tem um inesgotável potencial de enovação.

Afrosambajazz (título criado por Philippe, filho mais velho de Baden) será interpretado no palco pela quase totalidade dos músicos que gravaram o cd. A banda, dirigida por Mario Adnet (violão e voz) e Philippe (piano e voz), é formada por: Marcos Nimrichter (piano elétrico e acordeom), Jorge Helder (baixo acústico), Jurim Moreira (bateria), Armando Marçal (percussão), Jessé Sadoc (trompete), Eduardo Prado (trompa), Everson Moraes (trombone), Joana Adnet (clarinete e voz), Henrique Band (sax alto e flautas), Edú Neves (sax tenor e flautas), Teco Cardoso (sax barítono e flautas) e a participação de Antonia Adnet (violão de 7 cordas).

O espetáculo no Rio, acontece em 16 de junho, terça-feira, às 20h30, na Sala Cecília Meireles com as participações especiais do violonista Marcel Powell (filho caçula de Baden) e da cantora Mônica Salmaso.

Programa
Canto de Xangô, Canto de Iemanjá, Canto de Ossanha, Berimbau, Lamento de Exú (Baden Powell e Vinícius de Moraes), Suíte Yansan (Baden Powell, Ildázio Tavares e Silvia Powell)), Pai, Sermão (B. Powell e Paulo C. Pinheiro), Alodé, Domingo de Ramos, Nhem Nhem Nhem, Lamento de Preto Velho (B. Powell)
Terça 16 jun Sala Cecilia Meireles (SCM) 20h30min
Preço: R$30,00 (platéia)
R$ 20,00 (platéia superior)
Sala Cecília Meireles - Largo da Lapa, 47 – Centro. CEP 20021-170 - Telefones: 2332-9160 / 2332-9176
www.salaceciliameireles.com.br
Fonte: SCM

Ricardo Rocha apresenta Elias, de Mendelssohn


Parceria inédita leva Cia Bachiana Brasileira e Orquestra Sinfônica Nacional à Sala Cecília Meireles, para a integral do oratório ELIAS, de Mendelssohn.

Num ano em que grandes montagens musicais ficam inviabilizadas por causa da reforma do Teatro Municipal, cabe à Cia. Bachiana Brasileira, em inédita parceria com a Orquestra Sinfônica Nacional e sob a direção do maestro Ricardo Rocha, a execução da obra de maior envergadura desta temporada no Rio de Janeiro: o grande e épico oratório Elias, a obra-prima do compositor Felix Mendelssohn Bartholdy.

A apresentação está marcada como ponto alto das comemorações em torno dos 200 anos de nascimento do compositor e dos 10 anos da própria Cia. Bachiana, que além de sua profícua produção de gravações em CDs, DVDs e programas para TV e rádio, teve montagens eleitas em 2007 e em 2008 entre as dez melhores destes anos pelo jornal O Globo, reconhecimento que a consagrou como um dos grupos mais importantes da cena musical carioca.

A Orquestra Sinfônica Nacional-UFF, por sua vez, inicia os preparativos para a comemoração, em 2011, do seu Jubileu de Ouro. São 50 anos de dedicação à difusão da música e cultura brasileiras e mais de 200 gravações (LPs, CDs e DVDs, Rádio e Televisão) que a colocam com destaque como uma das principais Orquestras do Brasil. Neste concerto, estréia sua nova fase no Rio de Janeiro, conduzida por uma Comissão Artística formada inteiramente por músicos que estão apostando numa reformulação total de seu antigo modelo de gestão, trabalhando no resgate de sua missão original e investindo na qualidade e na maior participação de seus músicos nos destinos do próprio conjunto.

Além da OSN, a montagem deste grande épico conta com as 42 vozes do coro da Cia. Bachiana, aí incluídas a participação especial das 9 vozes do Madrigal Vox in Vias (direção: Rigoberto Moraes) e nove solistas, sendo o quarteto principal formado pelo barítono Marcelo Coutinho no papel-título do Elias, Veruschka Mainhardt, soprano, Carolina Farias, contralto, e Ricardo Tuttmann, tenor. O quinteto solista do coro é formado por Ana Cecília Rebelo, soprano, Manuela Vieira, soprano, Rejane Ruas, contralto, Cyrano Sales, tenor, e Guido Rossmann, baixo.

Sem contar com patrocínio algum, a Cia. Bachiana Brasileira está confeccionando até os próprios figurinos para a montagem. A tradução do libreto original em alemão fica a cargo do próprio maestro, para que o público possa acompanhar a ação através das legendas projetadas em português.

Mais conhecido do grande público por obras como Sonho de uma Noite de verão, com a famosa marcha nupcial, ou a Sinfonia Escocesa, Mendelssohn já aos 27 anos de idade se deixou enlevar pela história do profeta que resistiu ao culto do ídolo Baal e às perseguições ordenadas pela rainha Jezabel. Foram necessários dez anos de trabalho para a realização deste seu Elias, sua mais importante composição. “Como o drama da vida humana se repete através das gerações, a temática é mais do que atual, se pensarmos no deus Baal dos mercadores fenícios, agora representado pelo deus "Mercado" de nossa contemporaneidade, impondo o modelo predatório das economias baseadas no consumo que devora o planeta, os valores do espírito e as relações pessoais, tornadas igualmente descartáveis”, reflete Ricardo Rocha.

Com suas quase duas horas e meia de duração divididas em duas partes, a obra é gigantesca também em termos de intensidade. O coro é exigido o tempo todo: participa da ação ora como povo de Israel, ora como a congregação de sacerdotes de Baal ou ainda como coro de anjos. Não é por menos que os cantores estão recebendo orientações de condicionamento físico para enfrentar os 140 minutos em pé nos estreitos praticáveis da Sala Cecília Meirelles.

Após algumas apresentações com enorme sucesso, a versão final da obra teve sua estréia em 16 de abril de 1847 em Londres, sob a regência do próprio Mendelssohn, que em 4 de novembro daquele mesmo ano veio a falecer de derrame aos 38 anos de idade.

Apesar de não se ter notícia de qualquer montagem completa desta monumental obra no Rio de Janeiro até hoje, sendo portanto inédita sua apresentação, haverá apenas uma única récita. “É uma pena que tenha de ser assim, mas quem estiver lá, entenderá porque é obra de tão rara montagem, no Brasil e no mundo”, finaliza Ricardo Rocha, alertando a todos para não perderem esta oportunidade.

SERVIÇO
Sala Cecília Meireles
Largo da Lapa, 47
Dia 27 de junho, às 19h30
Ingressos: R$ 40 (platéia) e R$ 30 (balcão)
(R$ 20 e R$ 15 para estudantes e pessoas acima de 60 anos)
Mais informações: 2245-0058 (Cia. Bachiana) e 2629-5259 (OSN)