
6.13.2009
6.12.2009

CHICO & CAETANO FESTA IMODESTA
Abrindo o segundo programa da série que apresentaram na TV Globo em 1986, Chico Buarque e Caetano Veloso cantaram "Festa Imodesta", que o compositor baiano compôs especialmente para o colega gravar em 1974.
Era uma homenagem também aos convidados daquela noite, Tom Jobim e Astor Piazzola, dois dos maiores músicos e compositores populares do século XX.
Esta edição do programa teve a direção de Daniel Filho.
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Achados
Vem ai " Arte na Intimidade"

Olá, Amigos blogueiros!
Brevemente o nosso Botecos do Vale do Café estreará mais uma coluna. Para esta missão convidei o amigo e um dos grandes músicos e arranjadores da nossa região, o engenheiro Marco Antonio Hauegen,(foto) que estará aqui com vocês em: "Arte na Intimidade"
Nesse novo espaço teremos entrevistas com artistas regionais e nacionais, focando principalmente músicos e compositores, mas, também haverá espaço para poesia, teatro e muito mais.
O objetivo dessa coluna é conhecer um pouco da vida desses artistas, seus costumes, pensamentos e o que os levou a seguirem a carreira. Também avaliaremos o que nossa região oferece em termos de mercado, o que precisa ser feito e por aí afora... E para isto, convidei uma pessoa talentosa que muitos de vocês do meio artístico já conhecem e que os nossos leitores irão conhecer: Marco Antonio Hauegen, conhecido como Marcial, um dos grandes músicos da nossa região.
Experiência musical em trinta anos de estrada.
Bem, o Marco é Engº Mecânico, mas tem a música como inspiração de vida. Resumindo, o cara começou com Bandas como The Brother's (na primeira formação), 2001 e Batokens (na última formação). Participou de vários festivais universitários no Estado de São Paulo; do Festival da Femupi em Pirai; do Festival Canta Rio Sul e de muitos shows pelos bares da vida, através da Secretaria de Cultura de Volta Redonda, tendo em destaque a abertura de um Show com Beto Guedes na Vila Santa Cecília para um público de quase 10.000 pessoas. Esteve em Show com Lô Borges no Casarão (com a casa cheia). Participou do Projeto Cênico e Musical com a Orquestra Sinfônica da Fundação CSN, onde se destacou diante de um público de 3.000 pessoas, no Recreio do Trabalhador. Fato que resultou em gravação em DVD. Nestas últimas apresentações, esteve acompanhado de sua extinta Banda "Viajando com o Trem Mineiro" cuja inspiração principal era o "Clube de Esquina"; ou seja: Milton Nascimento, Flávio Venturinni, Wagner Tiso, Beto Guedes, Lô Borges, Márcio Borges, Fernando Brant e tantos outros...
Marco "No Trilho das Canções"...
Em breve o Marco (nome artístico), lançará um CD intitulado "No Trilho das Canções", onde todas as músicas e letras são inéditas e de sua autoria e mais uma de Milton Nascimento (autorizado pelo próprio) e Ronaldo Bastos, intitulada "Pablo" (nome do filho de Milton Nascimento). Claro que este CD será também apresentado em nosso blog, para vocês curtirem algumas faixas.
Ao vivo e já confirmado, Marco estreará numa apresentação no Doc Emporium em Penedo no fim de Julho, que já está chegando!... Só aguardar para conferir!
Artistas e arteiros da Região preparem-se, pois vem aí "Arte na Intimidade"!

Domingo 14 jun SCM 11h
Pablo Rossi piano
Luiz Gustavo Carvalho piano
Marcos Arakaki regência
Programa
Sinfonia nº 31 em Ré maior, K. 297 “Paris” (Mozart), Concerto para dois pianos e orquestra (Poulenc), Dança macabra (Saint-Saens)
Preço: R$ 2,00
SÉRIE SALA DE MÚSICA
CORAL SÃO VICENTE A CAPELA
Segunda 15 jun SCM 16h30min
Patrícia Costa regência
Programa
Obras de Chico Buarque, Guinga, Caetano Veloso, Lenine, entre outros
Entrada franca
IV RIOHARP FESTIVAL – CONCERTO DE ENCERRAMENTO
Segunda 15 jun SCM 20h30min
Catherine Michel harpa
Michel Legrand piano
Programa
Clássicos franceses
Preço: R$ 150,00 (platéia)
R$ 120,00 (platéia superior)
AFROSAMBAJAZZ
ORQUESTRA AFROJAZZSAMBA
Terça 16 jun SCM 20h30min
Mario Adnet violão e voz
Philippe Baden Powell piano e voz
Programa
Canto de Xangô, Canto de Iemanjá, Canto de Ossanha, Berimbau, Lamento de Exú (Baden Powell e Vinícius de Moraes), Suíte Yansan (Baden Powell, Ildázio Tavares e Silvia Powell)), Pai, Sermão (B. Powell e Paulo C. Pinheiro), Alodé, Domingo de Ramos, Nhem Nhem Nhem, Lamento de Preto Velho (B. Powell)
Preço: R$30,00 (platéia)
R$ 20,00 (platéia superior)
ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA
2º CONCERTO ÔNIX - A
Quinta 18 jun SCM 20h
Joshua Bell violino
Roberto Minczuk regência
Programa
Um americano em Paris (Gershwin), Concerto para violino (Barber), Dapnis et Chloé, Suítes 1 & 2 (Ravel)
Preço: R$172,00 (platéia)
R$ 88,00 (platéia superior)
CONCERTOS INTERNACIONAIS
Sexta 19 jun SCM 20h
Hilary Hahn violino
Programa
A criação (Haydn)
Preço: R$ 30,00 (platéia)
R$ 15,00 (platéia superior)
R$ 1,00 (estudante da rede oficial de ensino de música)
ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA
2º CONCERTO ÔNIX - B
Sábado 20 jun SCM 16h
Joshua Bell violino
Roberto Minczuk regência
Programa
Um americano em Paris (Gershwin), Concerto para violino (Barber), Dapnis et Chloé, Suítes 1 & 2 (Ravel)
Preço: R$172,00 (platéia)
R$ 88,00 (platéia superior)
ORQUESTRA PETROBRAS SINFÔNICA
DJANIRA IV
Sábado 20 mai às 20h. e Domingo 21 mai às 17h. SCM
Javier Logioia Orbe regência
Programa
Le tombeau de Couperin (Ravel), Danças Romenas (Béia Bartók), Pulcinella: suíte para pequena orquestra (Stravinsky)
Preço: R$ 30,00 (platéia)
R$ 20,00 (platéia superior)
BRASILEIRO SAXOFONE
Segunda 22 jun SCM 20h30min
Nailor Proveta saxofone
Participantes
Cristóvão Bastos, Maurício Carrilho, Luciana Rabello, Paulo Aragão, Marcus Thadeu
Programa
Quem é vc? (Pixinguinha), Ternura (K-Ximbinho), Choro e Divertimento, Choro de uma valsa (Nailor Proveta), Inclemência (César Guerra-Peixe), Stanats (Moacir Santos), Moacirsantosiana 5 (Mauricio Carrilho), Caminho da saudade (Radamés Gnattali), Linda Érika (Luis Americano), Implorando (Anacleto de Medeiros), Não me digas não (Cristóvão Bastos e Paulinho da Viola), Saxofone, por que choras? (Ratinho)
Preço: R$ 10,00
Terça 23 mai SCM 20h
Jean Louis Steuermann piano
Programa
Variações Goldberg (Bach)
Preço: R$ 100,00 (platéia)
R$ 70,00 (platéia superior)
ORQUESTRA DE SOPROS DA UFRJ
Quinta 25 jun SCM 19h
VILLA-LOBOS PARA ORQUESTRA DE SOPROS
Eduardo Monteiro flauta
José Francisco Gonçalves oboé
Cristiano Alves clarineta
Aloysio Fagerlande fagote
Programa
Fanfarra, para sopro e percussão (Rafael Bezerra), Concerto Grosso para quarteto de sopros e orquestra de sopros, Choros nº 5 e Fantasia em três movimentos em forma de choros (Heitor Villa-Lobos), Sinfonia para Orquestra de Sopros (Sérgio di Sabbato)
Entrada franca
Sábado 27 jun SCM 19h30min
ORATÓRIO ELIAS DE FELIX MENDELSSOHN
Solistas
Marcelo Coutinho, Veruschka Mainhard, Carolina Farias, Ricardo Tuttmann, Ana Cecília Rebelo, Manuela Vieira, Rejane Ruas, Cyrano Sales, Guido Rossmann
Preço: R$ 40,00 (platéia)
R$ 30,00 (platéia superior)
ORQUESTRA SINFÔNICA DE BARRA MANSA
Domingo dia 28/6 às 17:00.
Dentro do programa o concerto no. 5 de Beethoven. Regência: Guilherme Bernstein; Solista: Simone Leitão.
SÉRIE SALA DE MÚSICA
BANDA DO COLÉGIO SALESIANO DE SANTA ROSA
Segunda 29 jun SCM 16h30min
Alexandre Baluê regência
Programa
Semper Fidelis (J.Philip Sousa), Homenagem a Villa-Lobos, Gaúcho (Chiquinha Gonzaga), É preciso saber viver (Roberto e Erasmo Carlos), Cartoon Symphony (Larry Clark), Into the Joy of Spring (James Swearingen)
Entrada franca
SÉRIE MÚSICA DE CÂMARA OSRJ
ORQUESTRA DE SOLISTAS DO RIO DE JANEIRO
Terça 30 jun AGN 19h
Rafael de Barros de Castro regência
Programa
Septeto (saint-Saens), Trio para clarineta, trompete e violoncelo (Cláudio Santoro), Quinteto para clarineta e cordas (Brahms)
Preço: R$10, 00
Ingressos a venda nas bilheterias da Sala Cecília Meireles ou pelo site www.ingresso.com
Estacionamento ao lado da Sala gratuito para membros da Associação dos Amigos da Sala Cecília Meireles
Marcadores:
Programação Sala Cecília Meireles

Para associar-se, clique aqui.
Dia 16 de junho
RED RIVER (Rio Vermelho), de Howard Hawks com John Wayne, Montgomery Clift, Walter Brennan.
Em preto e branco. USA, 1948 - 133 minutos. Legendas em português.
O MUSICAL EM PRETO E BRANCO
Dia 23 de junho
LE MILLION (O Milhão), de René Clair com Annabella, René Lefevre. Em preto e branco. França, 1931 - 85 minutos. Legendas em português.
Dia 30 de junho
LOVE ME TONIGHT (Ama-me esta noite), de Rouben Mamoulian com Maurice Chevalier e Jeanette MacDonald. Em preto e branco (USA, 1932) - 96 minutos. Legendas em português
Dia 7 de julho
SWING TIME (Ritmo Louco), de George Stevens com Fred Astaire e Ginger Rogers. Em preto e branco. (USA, 1936) - 103 minutos. Legendas em português
Dia 14 de julho
CABIN IN THE SKY (Uma cabana no céu), de Vincente Minnelli com Eddie "Rochester" Anderson, Ethel Waters, Lena Horne, Louis Armstrong. Em preto e branco (USA, 1943) - 100 minutos. Legendas em espanhol ou inglês.
JOHN FORD: DUAS OBRAS MESTRAS
Dia 21 de julho
THE GRAPES OF WRATH (Vinhas da Ira), com Henry Fonda, Jane Darwell. John Carradine. Em preto e branco. (USA, 1940) - 129 minutos. Com legendas em português.
Dia 28 de julho
HOW GREEN WAS MY VALLEY (Como era verde o meu vale), com Maureen O'Hara, Walter Pidgeon,
Donald Crisp. Em preto e branco. (USA, 1941) - 118 minutos. Com legendas em português.
As sessões são realizadas todas as terças-feiras, às 19 horas, no Centro de Visitantes do Jardim Botânico, uma bela casa colonial frente ao Espaço Tom Jobim. A entrada é franca e dá-se pelo portão onde entram os carros, na rua Jardim Botânico.
6.11.2009

ORQUESTRA AFROJAZZSAMBA NA SALA CECILIA MEIRELES
Mario Adnet violão e voz Philippe Baden Powell piano e voz

Afrosambajazz (título criado por Philippe, filho mais velho de Baden) será interpretado no palco pela quase totalidade dos músicos que gravaram o cd. A banda, dirigida por Mario Adnet (violão e voz) e Philippe (piano e voz), é formada por: Marcos Nimrichter (piano elétrico e acordeom), Jorge Helder (baixo acústico), Jurim Moreira (bateria), Armando Marçal (percussão), Jessé Sadoc (trompete), Eduardo Prado (trompa), Everson Moraes (trombone), Joana Adnet (clarinete e voz), Henrique Band (sax alto e flautas), Edú Neves (sax tenor e flautas), Teco Cardoso (sax barítono e flautas) e a participação de Antonia Adnet (violão de 7 cordas).
O espetáculo no Rio, acontece em 16 de junho, terça-feira, às 20h30, na Sala Cecília Meireles com as participações especiais do violonista Marcel Powell (filho caçula de Baden) e da cantora Mônica Salmaso.
Programa
Canto de Xangô, Canto de Iemanjá, Canto de Ossanha, Berimbau, Lamento de Exú (Baden Powell e Vinícius de Moraes), Suíte Yansan (Baden Powell, Ildázio Tavares e Silvia Powell)), Pai, Sermão (B. Powell e Paulo C. Pinheiro), Alodé, Domingo de Ramos, Nhem Nhem Nhem, Lamento de Preto Velho (B. Powell)
Terça 16 jun Sala Cecilia Meireles (SCM) 20h30min
Preço: R$30,00 (platéia)
R$ 20,00 (platéia superior)
Sala Cecília Meireles - Largo da Lapa, 47 – Centro. CEP 20021-170 - Telefones: 2332-9160 / 2332-9176
www.salaceciliameireles.com.br
Fonte: SCM
Ricardo Rocha apresenta Elias, de Mendelssohn

Parceria inédita leva Cia Bachiana Brasileira e Orquestra Sinfônica Nacional à Sala Cecília Meireles, para a integral do oratório ELIAS, de Mendelssohn.
Num ano em que grandes montagens musicais ficam inviabilizadas por causa da reforma do Teatro Municipal, cabe à Cia. Bachiana Brasileira, em inédita parceria com a Orquestra Sinfônica Nacional e sob a direção do maestro Ricardo Rocha, a execução da obra de maior envergadura desta temporada no Rio de Janeiro: o grande e épico oratório Elias, a obra-prima do compositor Felix Mendelssohn Bartholdy.
A apresentação está marcada como ponto alto das comemorações em torno dos 200 anos de nascimento do compositor e dos 10 anos da própria Cia. Bachiana, que além de sua profícua produção de gravações em CDs, DVDs e programas para TV e rádio, teve montagens eleitas em 2007 e em 2008 entre as dez melhores destes anos pelo jornal O Globo, reconhecimento que a consagrou como um dos grupos mais importantes da cena musical carioca.
A Orquestra Sinfônica Nacional-UFF, por sua vez, inicia os preparativos para a comemoração, em 2011, do seu Jubileu de Ouro. São 50 anos de dedicação à difusão da música e cultura brasileiras e mais de 200 gravações (LPs, CDs e DVDs, Rádio e Televisão) que a colocam com destaque como uma das principais Orquestras do Brasil. Neste concerto, estréia sua nova fase no Rio de Janeiro, conduzida por uma Comissão Artística formada inteiramente por músicos que estão apostando numa reformulação total de seu antigo modelo de gestão, trabalhando no resgate de sua missão original e investindo na qualidade e na maior participação de seus músicos nos destinos do próprio conjunto.
Além da OSN, a montagem deste grande épico conta com as 42 vozes do coro da Cia. Bachiana, aí incluídas a participação especial das 9 vozes do Madrigal Vox in Vias (direção: Rigoberto Moraes) e nove solistas, sendo o quarteto principal formado pelo barítono Marcelo Coutinho no papel-título do Elias, Veruschka Mainhardt, soprano, Carolina Farias, contralto, e Ricardo Tuttmann, tenor. O quinteto solista do coro é formado por Ana Cecília Rebelo, soprano, Manuela Vieira, soprano, Rejane Ruas, contralto, Cyrano Sales, tenor, e Guido Rossmann, baixo.
Sem contar com patrocínio algum, a Cia. Bachiana Brasileira está confeccionando até os próprios figurinos para a montagem. A tradução do libreto original em alemão fica a cargo do próprio maestro, para que o público possa acompanhar a ação através das legendas projetadas em português.
Mais conhecido do grande público por obras como Sonho de uma Noite de verão, com a famosa marcha nupcial, ou a Sinfonia Escocesa, Mendelssohn já aos 27 anos de idade se deixou enlevar pela história do profeta que resistiu ao culto do ídolo Baal e às perseguições ordenadas pela rainha Jezabel. Foram necessários dez anos de trabalho para a realização deste seu Elias, sua mais importante composição. “Como o drama da vida humana se repete através das gerações, a temática é mais do que atual, se pensarmos no deus Baal dos mercadores fenícios, agora representado pelo deus "Mercado" de nossa contemporaneidade, impondo o modelo predatório das economias baseadas no consumo que devora o planeta, os valores do espírito e as relações pessoais, tornadas igualmente descartáveis”, reflete Ricardo Rocha.
Com suas quase duas horas e meia de duração divididas em duas partes, a obra é gigantesca também em termos de intensidade. O coro é exigido o tempo todo: participa da ação ora como povo de Israel, ora como a congregação de sacerdotes de Baal ou ainda como coro de anjos. Não é por menos que os cantores estão recebendo orientações de condicionamento físico para enfrentar os 140 minutos em pé nos estreitos praticáveis da Sala Cecília Meirelles.
Após algumas apresentações com enorme sucesso, a versão final da obra teve sua estréia em 16 de abril de 1847 em Londres, sob a regência do próprio Mendelssohn, que em 4 de novembro daquele mesmo ano veio a falecer de derrame aos 38 anos de idade.
Apesar de não se ter notícia de qualquer montagem completa desta monumental obra no Rio de Janeiro até hoje, sendo portanto inédita sua apresentação, haverá apenas uma única récita. “É uma pena que tenha de ser assim, mas quem estiver lá, entenderá porque é obra de tão rara montagem, no Brasil e no mundo”, finaliza Ricardo Rocha, alertando a todos para não perderem esta oportunidade.
SERVIÇO
Sala Cecília Meireles
Largo da Lapa, 47
Dia 27 de junho, às 19h30
Ingressos: R$ 40 (platéia) e R$ 30 (balcão)
(R$ 20 e R$ 15 para estudantes e pessoas acima de 60 anos)
Mais informações: 2245-0058 (Cia. Bachiana) e 2629-5259 (OSN)
6.10.2009
Festas e shows românticos abrem a programação do Dia dos Namorados

RIO - O já tradicional Baile dos Namorados da Orquestra Imperial abre nesta quarta-feira, no Canecão, a programação romântica e festiva do Rio para a semana do Dia dos Namorados. O clima de romance continua até sábado, com shows e festas para embalar casais, sejam os já unidos ou os que ainda vão se formar.
Os músicos da Orquestra Imperial promovem o baile com repertório que passa por bolero, temas dos anos 60 e clássicos dos salões de antigamente, tudo com novos arranjos, dançantes, é claro. Nos intervalos, como de costume, o DJ Marlboro e equipe Big Mix tocam os clássicos do funk carioca.
Na sexta-feira, outros dois shows com veia romântica aflorada são opções para os casais aproveitarem o 12 de junho. Também no Canecão, o soulman da Filadélfia Billy Paul solta a voz para hits como "Let's stay together", "Your song" e "Me and Mrs. Jones". O cantor promete uma homenagem à bossa nova, intitulada "I wish you love".
Fonte: RioShow
O Choro e o Viradão Cultural
No recente Viradão Cultural, promovido pela Prefeitura do Rio de Janeiro, causou estranheza a forma com que o primeiro e mais autêntico gênero musical carioca, o Choro, foi tratado.
Nos cerca de 300 eventos culturais, chamou atenção a ausência de nomes tradicionais do gênero, dentre eles: Altamiro Carrilho, Hamilton de Holanda, Zé da Velha, Joel Nascimento, Déo Rian, Paulo Moura, Época de Ouro, Galo Preto, Maurício Carrilho, Henrique Cazes, Água de Moringa, Luciana Rabello, Luiz Otavio Braga, Eduardo Neves, Silvério Pontes, Paulo Sergio Santos, Nó em Pingo d’Água e paramos aqui, pois a lista é extensa. Em suma, as apresentações de choro corresponderam a cerca de 1% dos eventos musicais, isso em pleno Rio de Janeiro.
Estamos falando da cidade onde esse gênero centenário nasceu, e partir daqui se tornou internacional, e que teve como diletos construtores: Irineu de Almeida, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Jacob do Bandolim, Chiquinha Gonzaga e Waldir Azevedo, ilustres cariocas, que, certamente, não aprovariam esse tratamento.
Esse lastimável equívoco se dá, paradoxalmente, num momento de grande atividade, com a consolidação de experiências vitoriosas no campo do ensino musical como as desenvolvidas pela Escola Portátil de Música, a Escola de Música da Rocinha e a Associação de Compositores da Baixada Fluminense, que, somados, receberam nos dois últimos anos, mais de mil e quinhentos jovens alunos interessados no aprendizado desse gênero.
Regularmente, músicos de choro são convidados para se apresentar em palcos pelo país e no exterior, e os turistas que aqui chegam, vem com recomendação especial de conhecer o "... chorinho carioca..."
O choro representa hoje uma rede social organizada, que tem lutado para preservar seus acervos e divulgá-los, com resultados expressivos, como atestam os trabalhos realizados pelo Instituto Jacob do Bandolim, que numa parceria com o Museu da Imagem e do Som vem digitalizando o enorme acervo deixado por seu patrono, o que inclui 6.000 partituras e 400 horas de gravações, e pelo Instituto Casa do Choro, que promove o resgate de milhares de partituras dos pioneiros do Choro, no Séc. XIX, material disponibilizado à sociedade.
Enfim, se é louvável a iniciativa de se tentar dinamizar a cena musical por intermédio de um evento midiático, por outro lado, os gestores municipais devem ficar atentos para que, em função das pressões de mercado e patrocinadores, não se permita a redução do espaço que naturalmente pertence às manifestações culturais que contam com raízes sociais e que se mantêm em constante processo de crescimento e renovação, cujo principal exemplo é o Choro, que, por sinal, vai muito bem, sempre pujante e criativo.
Rio de Janeiro, 8 de junho de 2009
Instituto Casa do Choro e Instituto Jacob do Bandolim
Nos cerca de 300 eventos culturais, chamou atenção a ausência de nomes tradicionais do gênero, dentre eles: Altamiro Carrilho, Hamilton de Holanda, Zé da Velha, Joel Nascimento, Déo Rian, Paulo Moura, Época de Ouro, Galo Preto, Maurício Carrilho, Henrique Cazes, Água de Moringa, Luciana Rabello, Luiz Otavio Braga, Eduardo Neves, Silvério Pontes, Paulo Sergio Santos, Nó em Pingo d’Água e paramos aqui, pois a lista é extensa. Em suma, as apresentações de choro corresponderam a cerca de 1% dos eventos musicais, isso em pleno Rio de Janeiro.
Estamos falando da cidade onde esse gênero centenário nasceu, e partir daqui se tornou internacional, e que teve como diletos construtores: Irineu de Almeida, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Jacob do Bandolim, Chiquinha Gonzaga e Waldir Azevedo, ilustres cariocas, que, certamente, não aprovariam esse tratamento.
Esse lastimável equívoco se dá, paradoxalmente, num momento de grande atividade, com a consolidação de experiências vitoriosas no campo do ensino musical como as desenvolvidas pela Escola Portátil de Música, a Escola de Música da Rocinha e a Associação de Compositores da Baixada Fluminense, que, somados, receberam nos dois últimos anos, mais de mil e quinhentos jovens alunos interessados no aprendizado desse gênero.
Regularmente, músicos de choro são convidados para se apresentar em palcos pelo país e no exterior, e os turistas que aqui chegam, vem com recomendação especial de conhecer o "... chorinho carioca..."
O choro representa hoje uma rede social organizada, que tem lutado para preservar seus acervos e divulgá-los, com resultados expressivos, como atestam os trabalhos realizados pelo Instituto Jacob do Bandolim, que numa parceria com o Museu da Imagem e do Som vem digitalizando o enorme acervo deixado por seu patrono, o que inclui 6.000 partituras e 400 horas de gravações, e pelo Instituto Casa do Choro, que promove o resgate de milhares de partituras dos pioneiros do Choro, no Séc. XIX, material disponibilizado à sociedade.
Enfim, se é louvável a iniciativa de se tentar dinamizar a cena musical por intermédio de um evento midiático, por outro lado, os gestores municipais devem ficar atentos para que, em função das pressões de mercado e patrocinadores, não se permita a redução do espaço que naturalmente pertence às manifestações culturais que contam com raízes sociais e que se mantêm em constante processo de crescimento e renovação, cujo principal exemplo é o Choro, que, por sinal, vai muito bem, sempre pujante e criativo.
Rio de Janeiro, 8 de junho de 2009
Instituto Casa do Choro e Instituto Jacob do Bandolim