2.12.2010

CARNAVAL 2010: Novidades retrô no carnaval de Salvador

SALVADOR - A folia em Salvador celebra aniversários de dois marcos do carnaval baiano que se espalharam pelo restante do Brasil: os 60 anos da criação do trio elétrico por Dodô e Osmar e os 25 anos do surgimento da axé music. Por isso, a festa vai ser agitada como sempre, mas num clima retrô: Moraes Moreira, o primeiro cantor de trio da história, estará de volta, após dez anos de afastamento, por falta de patrocínio.
Até a novidade de exportação para outros estados é inspirada no passado: é o Rebolation, dança baseada na black music dos anos 70 que deu origem à uma música composta pelo filho de um tropicalista. O"Rebolation", do grupo de pagode Parangolé, é o hit do verão baiano. O autor da música é Nenel Capinam, filho do compositor José Carlos Capinam, em parceria com Léo Santana. A dança que deve acompanhá-la foi inspirada em passos usados por Toni Tornado e Michael Jackson nas décadas de 70 e 80. ( Para os mais animados: aprenda como dançar o Rebolation )
Os passos do Rebolation foram desenvolvidos em raves com música eletrônica, mas a música bate-estaca está longe de dar a tônica do carnaval soteropolitano: ele contará com a animação diária de 60 blocos, trios e bandas, dos mais variados estilos, e só vai terminar na Quarta-feira de Cinzas, com o arrastão da Timbalada, comandada por Carlinhos Brown. Moraes Moreira, a voz dos sucessos "Pombo-correio" e "Vassourinha elétrica", vai animar o carnaval do folião "pipoca", aquele que brinca sem abadá e sem a proteção de um cordão de isolamento. Moraes comanda um trio elétrico independente, o Chame Gente (nome que homenageia Dodô e Osmar).
A festa será mais intensa nos três circuitos tradicionais de Salvador: o Dodô, na orla marítima; o Osmar, no Centro, e o Batatinha, na entrada do Centro Histórico. Uma opção mais tranquila é o carnaval no Pelourinho, animado só por bandinhas. As grandes atrações da axé music têm se concentrado, nos últimos anos, no Circuito Dodô, onde também ficam os principais e mais disputados camarotes, como o Expresso 2222, do cantor Gilberto Gil e sua mulher, Flora. Também desfilam na orla as bandas Asa de Águia, Cheiro e Eva. Ivete Sangalo bate ponto com Chiclete com Banana, Jammil e a Timbalada. Pela programação da prefeitura, todos os desfiles começam por volta das 18h, mas os atrasos são muito comuns.
Se o circuito Dodô é caracterizado pela turma do axé, os desfiles no centro, do Circuito Osmar, trazem atrações mais diversificadas. Há muitos anos, sambistas do Rio costumam animar os foliões nos primeiros dias da festa, antes dos desfiles das escolas de samba. Por exemplo, o bloco Alerta Geral tem Dudu Nobre e Arlindo Cruz. Dudu repete a dose com músicos baianos do bloco Vem Sambar.
Já no Circuito Batatinha desfilam grupos pouco conhecidos de samba, afoxés, reggae e outros ritmos, além de blocos de homens vestidos de mulher. O programa encanta justamente pela diversidade e o exótico traduzido em entidades carnavalescas como o Acarão e a banda Setropeiro e a Levada do Jegue Tropical. Atrações tradicionais - e imperdíveis - são os desfiles dos blocos Olodum, saindo do Pelourinho; Ilê Aiyê, a partir da Liberdade, e o afoxé Filhos de Gandhy, saindo do Pelourinho, com Gilberto Gil na percussão.
Em todos estes lugares, fique atento à segurança e não dê bobeira. É um cuidado que não impede uma das principais atrações do carnaval de Salvador: confraternizar, conhecer gente nova. Só não estranhe se o folião com que você travar contato seja tão de fora quanto você mesmo. Um levantamento divulgado recentemente desmistifica a ideia de que a maioria dos moradores de Salvador brinca o carnaval na sua própria cidade. A pesquisa Comportamento dos Residentes em Salvador no Carnaval 2009, feita pela Secretaria de Cultura e a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia, indicou que apenas 19% da população (478 mil pessoas) participaram da festa. É quase o mesmo número de foliões de outros estados, cerca de 500 mil pessoas.
O carnaval do ano passado atraiu outros 100 mil soteropolitanos, mas esses estavam trabalhando. A pesquisa também apontou que pular fora de trios e blocos com abadás tem mais uma vantagem, além de ser de graça e ver Moraes Moreira se reencontrar com o carnaval baiano: é a melhor maneira de você deixar Salvador com novos amigos, e ter motivo para retornar. Dos moradores da cidade que aproveitaram a festa em 2009, 62,1% brincaram como folião pipoca.

Segurança com dez mil PMs e três mil cartas de aviso

A segurança dos foliões em Salvador será feita por dez mil policiais militares, e a Secretaria de Segurança espalhou câmeras nas avenidas e ruas para tentar identificar eventuais punguistas e agressores. Pela segunda vez consecutiva, as autoridades usaram o correio para que este ano não seja igual aquele que passou para cerca de três mil pessoas detidas por diversos delitos na folia de 2009: elas receberam cartas aconselhando-as a se comportarem, e que lembram que a polícia está de olho.
Para seguir atrás do trio elétrico sem a proteção dos blocos com cordas, é preciso ter cuidado com agressões físicas e a ação de ladrões, os crimes mais praticados durante a festa. Mas mesmo quem desfila de abadá dentro das cordas precisa ter algumas precauções. A recomendação é de que os foliões só saiam dos blocos no final do percurso do trio e, de preferência, em grupo.
No circuito Dodô, pela orla, fique longe do Morro do Cristo, situado no meio do percurso, pois o local é propício para a fuga de bandidos, pelos seus vários acessos às praias. Na mesma região, o Beco da Off, na Rua Marques de Leão com a Avenida Oceânica, um reduto GLS, atrai um outro tipo de "L": ladrões. Fique atento também na parada final dos trios, em Ondina.
No circuito Osmar, os pontos críticos são o Relógio de São Pedro, na Avenida Sete; a Ladeira do São Bento; a curva de entrada na Rua Carlos Gomes, logo após a Praça Castro Alves, e o trecho em frente à Casa d'Itália. Nestes locais, os cantores de trio preferem parar o show para diminuir a confusão, o que às vezes facilita a ação de assaltantes.
Os foliões de Salvador terão à disposição 236 leitos em vários postos médicos, instalados em pontos estratégicos nos três circuitos da folia. Sete estão localizados no circuito Dodô (Barra-Ondina), cinco no Osmar (Campo Grande) e um no Batatinha (Pelourinho), cada um deles com uma ambulância. Duas unidades de recuperação de pessoas alcoolizadas ficarão na retaguarda em cada circuito.
Serviço:
Horários dos shows e da folia nos bairros de Salvador: www.portaldocarnaval.ba.gov.br/2010/Capa/

CARNAVAL DE OUTRORA

Dircinha Batista_"Minha Terra tem Palmeiras"

Um número musical de Dircinha Batista no filme "Mulheres à Vista" (1959).

Dircinha canta "Minha Terra tem Palmeiras", marchinha que ironiza algumas características brasileiras, como a mamata e o jabaculê.

2.11.2010

BRASIL DE BOLA CHEIA EM PORTUGAL

CLICK NA IMAGEM PARA AMPLIAR




Clapton chama ZZ Top, Jeff Beck, B.B. King e João Gilberto para festival

O guitarrista Eric Clapton anunciou uma nova edição do Crossroads Guitar Festival, evento idealizado pelo músico que reúne diversos guitarristas e violonistas em prol de uma instituição criada por Clapton para o tratamento de dependentes químicos localizado em Antigua, no Caribe.
Este ano o festival será realizado em 26 de junho no Toyota Park, em Chicago. O Crossroads Guitar Festivel já foi realizado em 2004 e 2007.
Para a edição 2010 a produção do evento já confirmou 26 músicos que participarão do evento. Entre eles estão Jeff Beck, Steve Winwood, B.B. King, Sheryl Crow, John Mayer, Robert Cray, Albert Lee, Jimmie Vaughan, as bandas Allman Brothers e ZZ Top, e o músico brasileiro João Gilberto.
O site oficial do festival organizado por Eric Clapton é

CarnaRock 80: Alternativa para a folia em São Paulo

Kid Vinil
Nem só de samba vive o carnaval. Esse é o mote de festa CarnaRock 80, uma alternativa para quem prefere curtir a folia ao som de rock. A festa, promovida pelo Projeto Autobahn, acontece nos dias 13 e 15 de fevereiro, em São Paulo.
No dia 13, ao lado dos DJs residentes do projeto - Marcos Vicente, Paully Le Bon e Fernando Martinuzzo - Clemente (Inocentes) e Kid Vinil comandam as pick ups. No dia 15 o convidado é Bacalhau, atualmente baterista da banda Ultraje a Rigor.
O Projeto Autobahn já conta com 16 anos e é referência para quem gosta da boa música dos anos 80, com festas freqüêntes na capital paulista. O site do projeto, no endereço www.anos80.com.br, é uma verdadeira homenagem à década e conta com diversos conteúdos além de música.

Confira abaixo o serviço do CarnaRock 80:

Dias 13 e 15/02/2010 - São Paulo/SP
Hotel Cambridge - Av. 9 de julho, 210
Horário: 22h00
Ingressos: R$ 20,00 (homens) e R$ 15,00 (mulheres) com nome na lista
Classificação etária: 18 anos
Informações: 11 3101-8826 / www.anos80.com.br

Necrópsia no corpo de Michael Jackson confirma vitiligo e uso de peruca

Com a divulgação nesta terça-feira, 09, do relatório da necrópsia realizada no corpo de Michael Jackson, alguns detalhes sobre a real situação do cantor vieram à tona. Segundo os documentos do instituto médico legal de Los Angeles, Jackson tinha vitiligo, usava peruca e tinha cicatrizes pelo corpo.
Segundo os documentos, Jackson tinha apresentava calvície frontal, com cabelos “esparsos e ligados a uma peruca. A retirada da peruca revelou cabelos naturais curtos, escuros e naturalmente cacheados, medindo aproximadamente 3,8 centímetros”.
Sempre que questionado sobre o clareamento de sua pele, Jackson afirmava que tinha vitiligo e não fazia nenhum tratamento para ‘deixar de ser negro’, como algumas pessoas insinuavam. O relatório do legista confirma que o cantor sofria da doença que causa a perda da pigmentação da pele, deixando manchas brancas pelo corpo. Em Jackson a maior concentração era no peito, abdome, rosto e braços.
Nos documentos ainda constam que o corpo do cantor apresentava cicatrizes no nariz, atrás das duas orelhas, ombro, pescoço, pulsos e joelho. A morte de Michael Jackson foi causada por intoxicação aguda pelo anestésico propofol.

Vocalista do Killswitch Engage abandona turnê

O vocalista da banda Killswitch Engage, Howard Jones, será substituído temporariamente por Phil Labonte, do All That Remais. O motivo da saída temporária do cantor não foi divulgado, mas há especulações de que o motivo seja um problema de coluna.
O Killswitch Engage está atualmente em turnê pelos Estados Unidos junto com as bandas The Devil Wears Prada e Dark Tranquillity. A turnê tem datas agendadas até o final de março e, pelo menos nos próximos shows, Labonte continua no posto de Jones.

2.10.2010

Música no Museu


Os Clássicos do e no Carnaval

O Carnaval é uma manifestação cultural que adquire várias facetas dependendo das características de cada país, região e povo. Máscaras, fantasias e suntuosidade, simbiose de sons, o sacro e o profano se misturando sem choque, além de críticas e sátiras aparecem em animadas paradas e cortejos, surpreendendo a todos. No Brasil, o Rio de Janeiro continua sendo o grande palco da folia, embora ecoe alegria até nos recantos mais remotos do país. Dos antigos entrudos/corsos aos Ranchos, Frevos, Sociedades e famosos bailes até aos atuais blocos de ruasincluindo os "blocos de sujos"e "Super Escolas de Samba S.A.", o percurso foi longo e passou por inúmeras transformações. Mas as marchinhas, marchas-rancho, sambas e mesmo outras "experimentações" se eternizaram, ficando na memória da população, revelando estórias, nomes e situações curiosas (e, às vezes, também tristes) pois, afinal, tudo é tema, tudo é Carnaval.
Música no Museu inova mais uma vez. Apresenta os Clássicos do Carnaval dando-lhe um enfoque diferente, músicos de formação clássica apresentam programas em torno de temas, Mulher no Carnaval, Modismos no Carnaval, Tristeza e Saudade no Carnaval, Dinheiro no Carnaval. Trata-se de um trabalho de pesquisa realizado pelo musicólogo Luiz Carlos de Almeida Araújo. Outros destaques, Chiquinha Gonzaga a Paulinho da Viola, Ari Barroso, os 100 anos de Noel Rosa,
Paralelamente, no período de carnaval, os clássicos com programas dedicados aos grandes nomes, de Beethoven, Mozart, Bach ao nosso Villa-Lobos, mas também passando pela produção contemporânea brasileira. Trata-se dos Clássicos no Carnaval. Esta versatilidade é uma proposta que Musica no Museu apresenta em sua programação de fevereiro.
Serão 23 apresentações no mês e com três outras novidades, a inclusão do Museu do Pontal agregando a Zona Oeste ao projeto e também o Museu Carmen Miranda, no Parque do Flamengo, além da apresentação musica-literatura com o programa de Monteiro Lobato, Patativa do Assaré, Manuel Bandeira e Ataulfo Alves feito pela Maria Pompeu, Amaury de Lima e Kiko Chavez na Biblioteca Nacional e, assim, entrando nas comemorações dos seus 200 anos.

Esperamos por vocês. Sds Sergio da Costa e Silva- Diretor de Musica no Museu- http://www.musicanomuseu.com.br/

Madonna se encontra nesta quarta com governador José Serra

A cantora Madonna estará em São Paulo na tarde desta quarta-feira, 10, para uma reunião com o governador José Serra no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. O encontro está marcado para as 16h00.
Na reunião Madonna vai apresentar ao governo paulista propostas de projetos sociais que ela pretende implantar no Brasil através da ONG Success for Kids. Em novembro do ano passado a cantora apresentou alguns desses projetos para autoridades do Rio de Janeiro.
Madonna está no Brasil a convite do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, para assistir aos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Rio. A artista ficará no camarote do governador durante a festa do próximo dia 14.

Produtora de Ivete Sangalo quer trazer Justin Timberlake ao Brasil

A produtora Caco de Telha, que pertence à cantora baiana Ivete Sangalo, estuda a possibilidade de trazer para o Brasil o cantor norte-americano Justin Timberlake.
A informação foi divulgada na coluna de Mônica Bergamo publicada no jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira, 09. Ao falar sobre o ex-integrante do grupo N’Sync, Ivete disse que “ele é demais”. Não foram dados detalhes sobre o quanto essa intenção de trazer o cantor ao país está concretizada.
Ivete Sangalo abriu o show de Beyoncé na capital paulista no último sábado, 06, e volta a se apresentar antes da diva norte-americana nesta quarta-feira, 10, em Salvador.

Camisa de Vênus disponibiliza vídeos da estréia com nova formação

Os baianos da banda Camisa de Vênus disponibilizaram na internet vídeos do primeiro show da nova turnê, realizado no último dia 29, em Salvador. A apresentação marcou a estréia oficial da nova formação, contando com o vocalista Eduardo Scott.
Nesta turnê o Camisa comemora 30 anos de formação do grupo e mostra ao público cerca de 25 músicas que marcaram a carreira da banda e ajudaram a escrever parte da história do Rock nacional.
A atual formação do grupo conta com três integrantes da formação original, Robério Santana (baixo), Karl Franz Hummel (guitarra) e Gustavo Mullen (guitarra). Completam a banda o baterista Louis Bear e o vocalista Scott.
Os vídeos da apresentação estão disponíveis no canal da banda no YouTube. O endereço é www.youtube.com/user/bandacamisadevenus. Confira o grupo apresentando o clássico “O Adventista”:



Bossa e Jazz no Carnaval

MARVIO CIRIBELLI QUARTETO NO SANTO SCENARIUM NO SÁBADO DE CARNAVAL

O pianista Marvio Ciribelli estará fazendo um super alternativo show no Sábado de Carnaval (13/Fevereiro) na cidade do Rio de Janeiro. Uma ótima opção para quem quer ouvir bossa nova, jazz e choro antes de cair na folia de Momo. O show acontecerá no Santo Scenarium, local que já está marcando presença na Cena Cultural do Rio de Janeiro por apresentar sempre excelentes shows instrumentais. Marvio Ciribelli, que acaba de lançar na Europa um CD junto do lendário John Lawton (do grupo Uriah Heep), estará se apresentando seu próprio trabalho com seu quarteto formado por Paulo Diniz (bateria), Alex Rocha (contrabaixo) e Jhonson de Almeida (trombone). Serão músicas de seu 10º CD, entitulado "Ao Vivo com Aditivo" e gravado no Montreux Jazz Festival, na Suiça, somadas a novos arranjos do pianista. Então, no Repertório, Rio (Menescal e Bôscoli); Retrato em Branco e Preto (Chico Buarque); Mo'Better Blues (Bill Lee), O Corta Jaca (Chiquinha Gonzaga), Mó di Bão (Marvio Ciribelli e Marcelo Martins); Samba Partido (Marvio Ciribelli) e Apanhei-te Cavaquinho (Ernesto Nazareth).
Serviço: Marvio Ciribelli Quarteto no Santo Scenarium (bossa, choro e jazz) Com Jhonson de Almeida (trombone); Paulo Diniz (bateria) e Alex Rocha (contrabaixo) Dia 13 de fevereiro às 21h30. R$ 8,00 Rua do Lavradio, 36 - Centro Antigo, Rio de Janeiro (RJ) Reservas: 21 3147 9007 Cartões: Todos Classificação Etária: 18 anos. Contato: Marvio Ciribelli. marvioci@ar.microlink.com.br
Dia 13, sábado às 21h30

2.09.2010

CARNAVAL DE OUTRORA

Sassaricando Virginia Lane

A Vedete do Brasil ,Virginia Lane
canta um de seus maiores sucessos,
"Sassaricando".

A marchinha foi sem dúvida o maior sucesso do carnaval de 1952.
Nesta cena, Virgínia aparece no auge de seu talento e beleza.
Cena do filme TUDO AZUL de 1952, dirigido por Moacyr Fenelon.



Morre o cantor sertanejo Pena Branca

Morreu na noite desta segunda-feira, 08, o cantor José Ramiro Sobrinho, importante artista da música sertaneja que atendia pelo nome de Pena Branca. O cantor estava com 70 anos e foi vitima de enfarte.
Pena Branca passou mal em sua residência, no bairro do Jaçanã, em São Paulo, e foi levado às pressas ao pronto-socorro da região. O horário da morte foi às 18h10. A esposa do cantor, Maria de Lourdes, chegou a passar mal ao saber da morte do marido, foi medicada e liberada em seguida.
O velório e enterro serão realizados no Cemitério Parque dos Pinheiros. Os horários não foram divulgados.
Pena Branca iniciou sua carreira ao lado do irmão Ranulfo Ramiro da silva, o Xavantinho, em 1962. Juntos os cantores e violeiros se tornaram um dos mais importantes nomes da música caipira. Xavantinho faleceu em 1989, aos 57 anos.

Roberta Campos prepara lançamento do segundo álbum

Roberta e Dadi
A cantora e compositora Roberta Campos está preparando o lançamento de seu segundo álbum de estúdio. O novo álbum ainda não teve o título divulgado e nem a data de lançamento, mas em breve estará disponível nas lojas.
Para o repertório do novo trabalho Roberta selecionou algumas composições lançadas anteriormente no seu primeiro álbum independente, lançado em 1998, “Para Aquelas Perguntas Tortas”, e também composições novas. Entre as músicas do álbum estão “Sinal de Fumaça” (Roberta Campos e Nô Stopa) e “Para Aquelas Perguntas Tortas” (Roberta Campos).
Nessas duas faixas a artista contou com a participação do músico Dadi que colabora tocando órgão Hammond e Fender Rhodes. Os músicos que gravaram o disco com Roberta são Lourenço (bateria), Dunga (baixo), Christian Oyens (guitarras, violões, slides, lap steel e metalofone), Humberto Barros (teclados) e Sasha Amback (Fender Rhodes e teclados).
As gravações foram realizadas no Estúdio Tambor, no Rio de Janeiro, com produção assinada por Rafael Ramos.

Padre Fábio de Melo lidera lista dos mais vendidos em 2009

Padre Fábio de Melo
Em épocas de vendas baixas o seguimento religioso se mostra ainda forte no número de CDs e DVDs vendidos no país. A Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD) divulgou a lista com os títulos mais vendidos em 2009 e entre os 10 títulos de CDs mais vendidos estão três álbuns do Padre Fábio de Melo.
Na lista de DVDs, também entre os 10 mais vendidos, está um do Padre Fábio de Melo, dois do Padre Marcelo Rossi e outro do Padre Reginaldo Manzotti. Os padres dividem a lista com as duplas Zezé Di Camargo & Luciano, Victor & Leo, Bruno & Marrone, as cantoras Ivete Sangalo e Xuxa e o álbum comemorativo de Roberto Carlos que reúne diversas convidadas.
O único título internacional que figura na lista dos 10 mais vendidos em 2009 é a cantora Beyoncé com seu mais recente trabalho, “I Am... Sasha Fierce”. Confira

abaixo a lista com os CDs e DVDs mais vendidos no Brasil em 2009:

CDs
01. Iluminar (Som Livre 2009) - Padre Fábio de Melo - 264 mil
02. Zezé Di Camargo & Luciano (Sony Music 2008) - Zezé Di Camargo & Luciano - 261 mil
03. I Am... Sasha Fierce (Sony Music 2008) - Beyoncé - 239 mil
04. Elas Cantam Roberto Carlos (Sony Music 2009) - Vários artistas - 206 mil
05. Promessas (Som Livre 2009) - Vários artistas - 205 mil
06. Eu e o Tempo ao Vivo (LGK Music / Som Livre 2009) - Padre Fábio de Melo - 196 mil
07. Borboletas (Sony Music 2008) - Victor & Leo - 181 mil cópias
08. Vida (LGK Music / Som Livre 2008) - Padre Fábio de Melo - 180 mil
09. Ao Vivo em Uberlândia (Sony Music 2007) - Victor & Leo - 152 mil
10. Ao Vivo e em Cores (Sony Music 2009) - Victor & Leo - 130 mil

DVDs
01. XSBP 8 (Som Livre 2008) - Xuxa - 371 mil cópias
02. Eu e o Tempo ao Vivo (LGK Music / Som Livre 2009) - Padre Fábio de Melo - 294 mil
03. Elas Cantam Roberto Carlos (Sony Music 2009) - Vários artistas - 154 mil
04. Paz Sim, Violência Não - Volume 2 (Sony Music 2008) - Padre Marcelo Rossi - 145 mil
05. Creio em Deus do Impossível (Som Livre 2009) - Padre Reginaldo Manzotti - 129 mil
06. Ao Vivo e em Cores (Sony Music 2009) - Victor & Leo - 82 mil
07. Pode Entrar - Multishow Registro (Universal Music 2009) - Ivete Sangalo - 81 mil
08. Ao Vivo em Uberlândia (Sony Music 2007) - Victor & Leo - 81 mil
09. Paz Sim, Violência Não - Volume 1 (Sony Music 2008) - Padre Marcelo Rossi - 81 mil
10. De Volta aos Bares (Sony Music, 2009) - Bruno & Marrone - 74 mil

Moacir Santos - Coisas (1965)

O crítico Hugo Sukman, em O Globo, achou o título perfeito para seu artigo: De volta às melhores Coisas da vida. Coisas é o disco do compositor, arranjador, maestro e instrumentista Moacir Santos, de 1965 – dez faixas intituladas simplesmente Coisas (numeradas de 1 a 10, mas fora de ordem), embora algumas tenham recebido letra e títulos com que circularam fora do disco (Coisa n.º 5, por exemplo, ficou conhecida no mundo profano como Nanã e, por muitos anos, rendeu um providencial dinheiro a seu letrista Mario Telles).
Coisas só agora volta ao lugar de onde nunca deveria ter ficado ausente: as prateleiras das lojas. E volta com uma força, uma originalidade e uma beleza que, se se disser que foi gravado ontem, ninguém terá razão para duvidar. Mas é claro que ele vem de outros tempos, de outro mundo, outro país – um país também chamado Brasil, mas onde havia uma indústria, dita fonográfica, que estranhamente trabalhava com música.
Esses 39 anos de sumiço dizem muito sobre as cabeças que presidem nossas gravadoras. Coisas foi produzido originalmente pela Forma, o pequeno e corajoso selo que o produtor carioca Roberto Quartin conseguiu sustentar durante três anos na década de 60. A Forma era uma espécie de Elenco, só que ainda mais atrevida e experimental. Vencido pelo mercado, Quartin vendeu as matrizes de seu catálogo (18 formidáveis LPs) para a então Philips, que depois se tornou a Polygram e hoje é a Universal. A poderosa compradora contentou-se em ser apenas a dona da Forma: sentou-se em cima, não fez nada com os discos e, até outro dia, não deixou que ninguém fizesse. O próprio Quartin levou as décadas seguintes tentando convencê-la a repor em circulação o catálogo completo, do qual Coisas era a jóia da coroa – sem sucesso. Quartin morreu em abril último, amargurado porque seu grande disco afinal iria sair, mas isoladamente e por iniciativa de outro selo, o MP,B, sem a sua participação. Triste para Quartin, que devia ter seus motivos para ser um homem difícil – mas, pelo menos, Coisas aí está.
Foi o último e o melhor disco de “samba-jazz” feito no Brasil daquela época: uma obra-prima de música instrumental, com raízes ardentemente brasileiras e uma certa tintura jungle, ellingtoniana, que parece brotar dessas mesmas raízes. Seria fácil dizer que, em tais raízes, está a música ancestral negra. E deve estar mesmo – mas não só: Moacir era e é um músico completo, que se abeberou de toda a tradição clássica européia, apenas fazendo-a curvar-se à sua orgulhosa negritude. (Foi o primeiro maestro negro da Rádio Nacional, furando a hegemonia – benigna – dos mestres Radamés Gnatalli, Leo Peracchi e Lyrio Panicalli.) E Coisas é o epítome da sofisticação e da modernidade que impregnavam alguns criadores daquela fase, empenhados em buscar nos ritmos populares do Nordeste e dos morros do Rio as bases para uma revitalização da música brasileira. Coisa n.º 6, por exemplo, que soa como um baião de quermesse, tornou-se Dia de Festa ao ganhar letra de Geraldo Vandré e foi gravado pelo mesmo Vandré. Nas outras faixas, misturados a improvisações jazzísticas, riffs e ataques de big band, há ecos de xaxado, coco e maracutu.
Mas, alto lá: com Moacir (assim como em Baden Powell), não tinha essa demagogia de recolher folclore – a música saída “do povo” era apenas uma plataforma para toda espécie de pesquisa melódica, harmônica ou rítmica. A prova está logo de saída, na primeira faixa (Coisa n.º 4), em que o sax-barítono e o trombone-baixo começam uma marcação pesada e repetitiva que se estende por todo o número e, em contexto mais “primitivo”, talvez fosse feita por tambores. Era a África, sem dúvida, mas filtrada pelo Beco das Garrafas, em Copacabana – por mais que isso fosse perigoso politicamente. O texto de capa do LP original, escrito por Quartin e reproduzido no encarte do CD, sentia a necessidade de enfatizar que Moacir Santos não era um músico "de direita" ou "de esquerda", mas apenas um músico, e a música desconhece a política. Era uma preocupação vigente e, hoje, pode parecer primária ou irrelevante. Mas só quem viveu o clima daquele tempo, com o Brasil ainda no começo da ditadura, consegue avaliar a intensidade da patrulha (exigiam-se "tomadas de posição") e o sentimento de culpa que se apossava dos músicos voltados somente para a arte, estigmatizados por não fazerem de cada acorde um comício.
Pois aconteceu que Moacir Santos, despolitizado como era, também teve de marchar para uma espécie de auto-exílio nos Estados Unidos. Não porque fosse “alienado” ou “participante”, mas pela brusca mudança de rumos na música brasileira a partir do iê-iê-iê, que liquidou com a possibilidade de sobrevivência no Brasil de artistas como ele. A passagem de 1965 para 1966 marcou esse corte – porque, nos três anos anteriores, o próprio Moacir nunca trabalhara tanto e estivera presente, como arranjador ou compositor, em alguns dos melhores discos lançados no país. Apenas em 1963 eram dele os arranjos de Vinicius & Odette Lara, que foi o LP n.º 1 da Elenco; de pelo menos uma faixa (Nanã, em vocalise) de Nara, o disco de estréia de Nara Leão, também na Elenco; de várias faixas de Baden Powell Swings With Jimmy Pratt, idem Elenco, em que Baden toca as Coisas n.º 1 e n.º 2; e de todos os arranjos de Elizete Interpreta Vinicius, lançado pela Copacabana, com quatro de suas canções que levaram letra de Vinicius, entre as quais Se Você Disser Que Sim e Menino Travesso, e com o seu nome em destaque na capa.
Em 1964, Moacir assinou arranjos de Você Ainda Não Ouviu Nada – pelo menos, os de Nanã e Coisa n.º 2 –, o disco de Sergio Mendes & Bossa Rio na Philips que muitos, então, consideraram o melhor do gênero feito no Brasil. Mas, no mesmo ano, esse disco seria superado pelo sensacional Edison Machado É Samba Novo, na CBS, com quatro de seus temas (Se Você Disser Que Sim, Coisa n.º 1, Menino Travesso e o já onipresente Nanã) no repertório e Moacir impregnando todo o disco com o som cheio e noturno de seus arranjos, mesmo nos de autoria do saxofonista J.T. Meirelles. O Brasil era tão outro país que permitia que uma cantora quase desconhecida – Luiza, 22 anos, professora do Colégio São Paulo, em Ipanema –, ao estrear em disco na RCA Victor, tivesse o solicitadíssimo Moacir como arranjador. (O LP, Luiza, não aconteceu, e a excelente cantora, pelo visto, encerrou ali a carreira. Mas é outro legítimo Moacir Santos, à espera de que o relancem em CD.) Nos intervalos, Moacir compôs também a música para filmes com que o cinema brasileiro (“novo” ou não) tentava atingir a maioridade: Seara Vermelha, do italiano Alberto D’Aversa (1963), e Ganga Zumba, de Carlos Diegues, Os Fuzis, de Ruy Guerra, e O Beijo, de Flavio Tambellini, todos de 1964, nos quais nasceram várias Coisas. Tudo isto, na verdade, era uma preparação para o Coisas propriamente dito – que, ao ser finalmente lançado, em 1965, logo teria de enfrentar uma atmosfera adversa à sua proposta. A Forma afundou, o disco desapareceu e, pelas quatro décadas seguintes, o LP só reapareceria ocasionalmente nos sebos – até também sumir deles e se tornar uma preciosidade de US$ 200 no mercado internacional.
O que aconteceria se a lição de Coisas (e de outros discos de seu estilo) tivesse sido disseminada em 1965? Tudo é especulação, mas é provável que a música instrumental moderna brasileira não conhecesse a penúria que atravessou nas décadas seguintes. O próprio Coisas era uma continuação das experiências nos discos menos dançantes das orquestras de Severino Araújo e Zaccarias, escolados nas gafieiras cariocas dos anos 40 e 50. Deve-se citar também o desaparecimento das orquestras de rádio, TV, boates e as das próprias gravadoras como fator decisivo para o declínio da música instrumental no Brasil – porque foram elas que permitiram a existência de um disco como Coisas. Para Moacir Santos, com 40 anos em 1966, só restava ir embora. E ele foi – para Los Angeles, onde já está há 38 anos.
A volta do disco pode completar a redescoberta brasileira de Moacir, iniciada em 2001 com o lançamento de Ouro Negro pelos mesmos produtores da nova edição de Coisas: Mario Adnet e Zé Nogueira. Ouro Negro era espetacular – mas Coisas é o produto original, com Moacir em pessoa, não apenas de caneta e batuta na mão, mas armado de seu possante sax-barítono. Hoje, aos 78, Moacir não pode mais tocar, por problemas de saúde, mas a mão que compõe e arranja é a mesma de há 40 anos.

Ruy Castro

Clique aqui para baixar o disco/Download the album - RapidShare