11.07.2009

Almir Sater em única apresentação neste sábado em São Paulo

Neste sábado, 07, o violeiro Almir Sater estará em São Paulo para uma única apresentação no palco do Credicard Hall. Acompanhado por sua viola caipira, Sater vai relembrar com o público clássicos de sua carreira e do cancioneiro sertanejo. “Tocando em Frente”, “Moreninha Linda”, “Rasta do Adeus”, “Um Violeiro Toca”, “Rasta Bonito”, “Sete Sinais” e “Razões” são algumas das músicas do repertório.
No palco Sater será acompanhado pelos músicos Cristiano Kotleinski, Rodrigo Melke Sater e Carlos Alberto de Souza (violão), Gisele Sater (vocal), Antonio José Correia Porto (baixo), Marcelus Publius Anderson (acordeon) e José de Ribamar Viana (percussão).
07/11/2009 - São Paulo/SP
Credicard Hall - Av. das Nações Unidas, 17.955
Classificação etária: Não será permitida a entrada de menores de 14 anos; 14 e 15 anos permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsáveis legais; 16 anos em diante livre.
Horário: 22h00
Informações: 11 2846-6010 / www.credicardhall.com.br
Ingressos:Camarotes Setor I R$ 120,00
Camarotes Setor II R$ 100,00
Mesas Setor Vip R$ 120,00
Mesas Setor I R$ 90,00
Mesas Setor II R$ 70,00
Poltronas Setor I R$ 80,00
Poltronas Setor II R$ 60,00
Platéia Superior R$ 50,00

Ney Matogrosso: Beijo Bandido


Se lembrarmos do último álbum e turnê de Ney Matogrosso - “Inclassificáveis” - e em seguida ouvirmos este novo disco, teremos a certeza que nenhum artista brasileiro assume e encarna tão bem em sua obra o espírito camaleônico e mutante.
“Beijo Bandido” não é uma continuação sonora do trabalho anterior. Enquanto “Inclassificáveis” trazia canções e interpretações pop e ao vivo, às vezes, até esbarrando no Rock, o novo álbum é mais sereno e o trabalho da banda - ainda que excelente - fica ao fundo, dando apóio à bela voz de Ney.
O novo álbum traz uma mistura de estilos que dialogam bem, cada um em seu espaço. Bolero, Valsa, Tango e até Choro.
O Chorinho aparece numa ótima releitura para “Bicho de Sete Cabeças II”, de Geraldo Azevedo. Mais uma bela versão para essa ótima música, ainda que não seja tão inspirada quanto a versão geralmente apresentada ao vivo por Zeca Baleiro, Fernando Nunes e Tuco Marcondes. Mas esta é uma das melhores do disco.
“Tango para Teresa”, que ficou conhecida nos anos 70 na voz de Ângela Maria, é a faixa que abre o álbum com mais uma ótima interpretação de Ney. Além de músicas retiradas do baú da MPB, também há composições mais recentes, como “A Cor do Desejo”, de Junior Almeida e Ricardo Guima. O instrumental traz algo de ibérico, principalmente pela percussão é o violino.
O gaúcho Vitor Ramil é o compositor de “Invento”, faixa que também merece destaque na interpretação de Ney e de onde o cantor tirou o título do álbum. Também há momentos destinados ao Pop, como em “Nada Por Mim” (Paula Toller / Herbert Vianna) e “Mulher Sem Razão (Dé Palmeira / Bebel Gilberto / Cazuza).
Além das interpretações marcantes de Ney, ainda há o mérito da escolha dos músicos que o ajudaram a construir esse ótimo álbum: Leandro Braga (piano), Lui Coimbra (violoncelo, violão), Ricardo Amado (violino) e Felipe Roseno (percussão).

11.06.2009

Caetano leva Grammy Latino de melhor álbum cantor/compositor



'Música de Tom Jobim' venceu vídeo musical/versão longa.

Grupo Calle 13, de Porto Rico, dominou premiação.

Caetano Veloso conquistou o Grammy Latino de Melhor Álbum Cantor/Compositor, por seu "Zii e Zie", na entrega dos prêmios da Academia Latina de Gravação, nesta quinta-feira (5), em Las Vegas.
O Grammy Latino de Melhor Vídeo Musical/Versão Longa foi para "Música de Tom Jobim", de Roberto Carlos e Caetano Veloso.
"Depois da guerra", da Oficina G3, recebeu o Grammy Latino de Melhor Álbum Cristão em Português.
A entrega do Grammy Latino foi dominada pelo grupo porto-riquenho Calle 13, que levou quatro dos cinco prêmios que disputava.
Calle 13 recebeu o prêmio de Gravação do Ano, e seus integrantes René Pérez e Eduardo Cabra ganharam em Melhor Álbum de Música Urbana ("Los de atrás vienen conmigo"), Melhor Canção Alternativa ("No hay nadie como tú") e Melhor Vídeo Musical Versão Curta ("La perla").

As últimas de Caetano Veloso, em entrevista exclusiva


        Foto: Fábio Motta/AE

Cantor e compositor baiano traz de volta a SP o show 'Zii e Zie' e fala sobre Brasil, violência, eleições...

Sonia Racy, de O Estado de S. Paulo
'Sempre achei que o Brasil é um país com destino de grandeza e uma originalidade fatal', diz o cantor e compositor Caetano Veloso.

RIO - À exceção de alguns momentos mais incisivos, Caetano Veloso deixou claro, na entrevista ao Estado, semana passada, na sede da Natasha Produções, no Rio, que a maturidade lhe subiu à cabeça. Uma boa sabedoria emerge, fácil, da sua tranquilidade interior. O posicionamento rebelde do início da carreira, que às vezes assumia as cores da esquerda, deu lugar, hoje, a um discurso racional, realista. Que nada tem, no entanto, das desilusões de quem perdeu a esperança - e isso transparece, com força, quando anuncia sua opção pela candidatura de Marina Silva. "Não posso deixar de votar nela. É por demais forte, simbolicamente, para eu não me abalar. Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem."
Sobre as mudanças propostas na Lei Rouanet, Caetano se esquiva: " Eu sou daquelas moças... não estudei direito", diz o artista que, na era da tecnologia, não usa sequer o celular, não gosta do Twitter, mas se comunica sempre por e-mail.
E cadê as novas pessoas com a força do talento de um Caetano, um Gil ou Chico? O mundo hoje é de gente pré-fabricada pelo marketing e meios de comunicação? Nada disso. Para Caetano, houve uma mudança tecnológica imensa e também desdobramentos históricos. "Fico me perguntando: aqueles pintores que ficaram famosos, foram mais sagazes em seduzir príncipes ou reis, ou eram mesmo os mais talentosos? Ou foram os que combinaram melhor as duas coisas? Ou os que tiveram a sorte de encontrar um príncipe que gostou deles? A diferença hoje passa por outros canais." E isso é bom ou é ruim? "Nem bom nem ruim, é o que é."
Caetano volta a São Paulo amanhã - por três dias - para seu show Zii e Zie, no Citibank Hall. Que depois, em 2010, transformará em turnê internacional: março pela América Latina, abril nos EUA, julho Europa e talvez Austrália e Ásia em setembro. Só ao final dele é que pensará no futuro de seu futuro. Aqui. trechos da conversa.
Como você vê o Brasil?
Acabei de ler no New York Times que, possivelmente, o Brasil é o País mais importante do mundo para o qual estão voltados todos os olhos do mundo. Não que o artigo todo seja a favor, é até crítico e contra. Mas parte do pressuposto de que o Brasil é um êxito histórico aos olhos deles, estrangeiros, muito maior do que a gente imagina. Partem do pressuposto de que o Brasil é algo grandioso e falam justamente sobre as provas de que o País não superou o que há de horrendo nele. Se referindo à derrubada daquele helicóptero por traficantes no Rio, à violência, e a uma passividade do Brasil em relação às finanças internacionais, como que dizendo que o País deveria liderar uma virada nessa questão.
E você, o que acha?
Sempre achei que o Brasil é um país com destino de grandeza e uma originalidade fatal.
O que é uma "originalidade fatal"?
Somos um país de dimensões continentais, cujo povo fala português nas Américas, com uma população altamente miscigenada... São muitos fatores estranhos... O português é considerado assim o "túmulo de espírito". O próprio padre Antonio Vieira disse isso da língua. No entanto, essas desvantagens apontam para uma originalidade enorme, que a gente pode ou não aproveitar. Então eu gosto, por exemplo, de uma entrevista do (ex-ministro) Mangabeira (Unger) no Estadão sobre a Amazônia, em que ele diz que o Brasil devia fazer dela uma experiência de vanguarda tecnológica e de desbravamento de atitudes com relação ao desenvolvimento sustentável. Uma coisa de grande ambição, experimental. Acho que essas visões é que apontam para a verdadeira vocação do Brasil. É assim que eu penso. E olhe que minha candidata à Presidência é Marina Silva.
Você já escolheu?
Pode botar aí. Não posso deixar de votar nela. É por demais forte, simbolicamente para eu não me abalar. Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é uma cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem. Mas olha, eu concordo com o Mangabeira sobre a vanguarda tecnológica e o desbravamento.
 Parece uma contradição?
 Mas é assim.
Talvez não seja. Em nenhum momento o Mangabeira fala em destruição, em uso não sustentável...
Não sei se a Marina diria dessa forma. E acho que há, sim, uma tensão da posição dela em relação à de Mangabeira, embora ela seja a minha candidata. Se ela for, voto nela, com a esperança de que ela, com sensatez que sempre demonstra, acolha a complexidade da realidade. E, no poder, seja mais pragmática que Lula. E mais elegante, o que já é.
A Marina teria condições de gerir um país deste tamanho?
Acho que ela é muito responsável e muito sensata. Se empenhar as energias para ganhar e se tornar capaz disso, ela levará a sensatez ao ponto de poder gerir. Suponho que agora ela não parece ter essa capacidade, com as coisas como estão.
Serra faria um bom governo?
Pode fazer. O Serra foi um excelente ministro da Saúde. Agora, ele é o tipo do cara que, se tivesse ganho no lugar de Lula, em 2002, teria trazido mais problemas à economia brasileira. Ele teria feito um governo mais à esquerda e a economia talvez tivesse problemas que não está tendo porque o Lula fez a economia de direita. E ouve os conselhos de Delfim Neto, que o Serra não ouviria. O Lula foi mais realista que o rei. Foi bom, a economia deslanchou.
E Dilma?
Não tenho ideia. Ela tem um trabalho de pura gestão, mas sem experiência de poder político direto. Ela nunca foi eleita a coisa nenhuma.
A Marina tem?
Ela tem. Os candidatos são todos de nível bom. Vou falar em Aécio, de quem eu gosto muito. Talvez seja meu favorito entre os gestores. Porque acho que o Serra talvez ficasse mais isolado que o Aécio. E a Dilma talvez ficasse muito presa ao esquema estabelecido de ocupação dos espaços estatais pelo governo do PT.
Qual a função do Estado no processo de desenvolvimento?
Não tenho uma ideia precisa. Simpatizo muito com a tradição liberal inglesa e anglófona. Mas não me identifico plenamente com a ideia de Estado mínimo, de liberdade para as transações.
Antes da crise econômica, você era a favor do Estado mínimo?
Não. Eu tinha uma certa raiva daquela onda de Margaret Thatcher e Ronald Reagan, embora simpatize com o liberalismo de língua inglesa. Sempre me vem à cabeça a ideia de que a Margaret Thatcher estaria dizendo algo do tipo "eu privatizaria o ar, se pudesse..." Acho que ela chegou mesmo a dizer isso, pelo menos corre a lenda a respeito. E quando eu vejo essa gente dizer que a única coisa que deve mover as pessoas é o desejo de lucro tenho vontade de me agarrar em São Francisco de Assis, entendeu?
O Estado tem que mexer na Lei Rouanet?
Não sou muito bom nesse negócio. Sou como umas moças que eram bonitas e apareciam nuas nos filmes, e tinham de ter uma opinião política. Eu sou assim. Não sei se tem que mudar. Fico com pena do leitor de jornal, quando sai assim "a excursão de tal cantora foi recusada", ou "foi aprovada", ou ainda "pode captar". Para música popular, o máximo da captação é 30%. Mas 30 % de quê? O público lá sabe o que é isso? Para música clássica, pode chegar a 100%... Mas repito: eu sou daquelas moças... não estudei direito.
Mas voltando ao Estado brasileiro, ele é eficiente?
Meu pai foi funcionário público, dedicadíssimo à sua função. Embora estatísticas provem o contrário, ele contrariava as estatísticas. Então eu tenho uma ideia de que o serviço público pode ser amado, a pessoa pode dar todo seu sangue àquilo. E que não apenas o lucro capitalista é a única motivação.
O Estado deve ser um regulador...
Justamente, a ideia é essa. Que ele seja o regulador do equilíbrio de forças. Os governos têm de se submeter à lei, para estar representando o Estado.
Mas é o problema: cumpre-se a lei?
Não, muitas vezes não. Mas esse negócio de Estado muito forte não me atrai. Acho que ele tem de ser firme, mas não tem de ser um Estado de força. A lei tem de ser nítida, obedecida por todos, em primeiro lugar por quem manda. Ele não tem de se meter, tem de regular, para criar um equilíbrio. Agora, é preciso saber se os seres humanos têm essa saúde mental para querer que as coisas funcionem assim. A vida é complicada, dolorosa, difícil, as pessoas na verdade vão para atitudes muito irracionais... Sabe quem eu acho que tem o discurso mais interessante sobre como a gente, em coletividade, se comporta e como é complicado ter esperança? Freud. Acho que Freud fala de modo mais interessante sobre possibilidades do homem como ser social, do que os marxistas e do que muitos liberais. Pessoas não podem ter esses poderes enormes.
E o que acha da América Latina? No que ela está se transformando com pessoas que têm esses poderes enormes?
Tem uma recaída num negócio que é tradicional aqui, a figura do líder populista - uma linha demagógica liderada por Hugo Chávez. Mas o interessante é que Lula tem um papel bem diferente disso. Lula é um grande líder populista, mas é mais pragmático - mesmo com essa euforia em que entrou desde a posse até hoje. Ter tido Fernando Henrique e Lula em seguida é um luxo. Saíram melhor que a encomenda, ambos.
O Rio tem um desafio, de se pôr em ordem até 2016. Vai dar?
Ele tem de conseguir alguma coisa. Eu li na semana passada, no The Economist, que um dos agravantes para o Rio é o relativo igualitarismo da economia do tráfico. A revista não dá ênfase à derrubada do helicóptero, falam é da economia do tráfico. Que os drug lords do Rio não têm aquela vida de carrões, dinheiro, mulheres... diferentemente do resto da sociedade, onde as diferenças são abissais. A gente devia atentar pra isso.
Algum dia pensou em se mudar?
Não, nunca.
A violência o assusta?
Sempre assusta, até em filmes. Mas não vivo com medo.
As pessoas perderam a capacidade de se indignar?
Não acredito muito nisso. Hoje as pessoas aceitam a violência, o Congresso com essa corrupção toda... O povo não é tolo assim. Hoje há mais exposição dessas coisas. . Então não é que as coisas mudaram, é que elas vieram à tona. Suponho que o povo percebe. Passei um ano no Rio e vi como eram as coisas, não se pode dizer que era melhor. E não se falava muito do assunto. Ele apenas veio à tona. Mas olha, vir à tona é uma melhoria.
Como você se relaciona com a tecnologia?
Sou um pouco parcimonioso. Por exemplo, não tenho celular. Nunca tive. Vivo como se estivesse em 1957. Sei que o celular veio bem depois, mas eu ajo com relação a isso como se fosse 1957. Escolhi esse ano porque é um ano que eu gosto.
E o Twitter?
Twitter não. Eu gosto muito de e-mail

11.05.2009


Dinho emite carta endereçada aos fãs

O vocalista Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, publicou uma carta no site oficial da banda comentando sobre seu estado de saúde e agradecendo aos fãs pelo apoio nesse momento delicado.
Dinho continua internado em observação na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e não tem previsão de alta. O cantor caiu do palco de uma altura de três metros em um show na noite de sábado, 31, em Patos de Minas/MG.
Segundo a assessoria da banda, Dinho escreveu a carta de um smartphone e ele mesmo a publicou na internet.

Segue abaixo o texto:

Caros amigos, em primeiro lugar, agradeço a consternação e preocupação pelo meu estado de saúde.
Gostaria de dizer que todo dia me sinto um pouco melhor, no entanto, estou na UTI e continuarei aqui até sábado em observação.
O que aconteceu foi grave, mas tenho plena consciência de que poderia ter sido muito pior. Cai de um palco de 3 metros de altura e só não morri porque fui amparado pelos fãs. Voluntariamente ou não. Quebrei três costelas, trinquei seis vértebras, levei cinco pontos no queixo, machuquei meus rins, minha cabeça e meus dentes. Tenho dificuldade de me concentrar, de abrir os olhos – a luz me incomoda. Portanto, não posso receber visitas de todos que comparecem ao hospital.
Por fim, quero reiterar o agradecimento à solidariedade e às mensagens que vêm dos quatro cantos do País. Isso não para de me lembrar qual o propósito da minha vida: nossos fãs.
Muito obrigado,
Amo vocês e estarei logo melhor
Pensamento positivo!
Dinho

Beach Boys traz a Surf Music ao Brasil

A veterana banda Beach Boys anunciou um único show em território nacional. A apresentação está marcada para o dia 02 de dezembro e será realizada no palco do Credicard Hall, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda para clientes Citibank, Credicard e Diners. A venda para o público em geral começa no dia 11.
O grupo vem ao Brasil tendo à frente o vocalista Mike Love, único integrante da clássica formação original que contava com os irmãos Brian, Carl e Dennis Wilson, além de Al Jardine. A atual formação tem os músicos Bruce Christian Love (guitarra), Randell Kirsch (baixo), Tim Bonhomme (teclado), John Cowsill (percussão) Scott Totten (guitarra) e Johnston (teclado), além de Mike Love.
Dois integrantes do quinteto original são falecidos. Dennis Wilson morreu afogado em 1983, e Carl Wilson morreu em 1998 devido a um câncer. Al Jardine continua na estrada com a banda Endless Summer e Brian Wilson segue em carreira solo.
02/12/2009 - São Paulo/SP
Credicard Hall - Av. das Nações Unidas, 17.955
Classificação etária: Não será permitida a entrada de menores de 14 anos; 14 e 15 anos permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsáveis legais; 16 anos em diante livre.
Horário: 21h30
Informações: 11 2846-6010 / www.credicardhall.com.br
Ingressos:
Camarotes No Setor I - R$ 340,00
Camarotes No Setor II - R$ 300,00
Cadeiras Do Setor Vip - R$ 340,00
Cadeiras Do Setor I - R$ 320,00
Cadeiras Do Setor II - R$ 300,00
Poltronas No Setor I - R$ 250,00
Poltronas No Setor II - R$ 220,00
Platéia Superior Setor I - R$ 100,00
Platéia Superior Setor II - R$ 100,00
Platéia Superior Setor III - R$ 80,00

"O Brasil sente Saudades"

Citei Lévi-Strauss nominalmente em “O estrangeiro”. Era a famosa frase depreciativa da Baía de Guanabara. Em “Tristes trópicos”, ele diz que ela “parece uma boca desdentada”. Citei-o também, indiretamente, em “Um índio” (“num claro instante”), “Tem que ser você” (“o amor-mentira” é a tradução que ele fez do modo como os nambiquaras se referem ao homossexualismo masculino praticado pelos jovens da tribo), “Fora da ordem” (“aqui tudo parece que ainda é construção mas já é ruína”) e no filme “O cinema falado”: a frase em que Luiz Zerbini diz “Picasso não é um bom pintor; por causa dele se negligenciou toda uma tradição de adestramento nos ateliês” é tirada de uma entrevista que ele deu sobre arte moderna. As outras citações vêm todas de “Tristes trópicos”, um livro extraordinário, que ficou sempre todo vivo na minha lembrança: eu o li em 1967 e até hoje não preciso nem olhá-lo para lembrar cada trecho, cada ideia.
Li também outros livros dele depois. Sempre com grande admiração. O caleidoscópio de mitos em “O cru e o cozido” é uma maravilha, mas a introdução sobre a música me marcou mais. Ele não gostava de cultura pop e não gostaria de ser citado por um cantor brasileiro, mas eu me senti sempre atraído pelo seu pensamento e seu estilo. Modestamente, me refiro a ele com familiaridade. Eu gostava também de ele ser longevo. E do jeito de ele falar, como um judeu sábio e irônico. Mas me agastava com as reações dele contra a arte de vanguarda. Embora não ache seus argumentos nesse campo propriamente desprezíveis.
Meu analista, MD Magno, diz que todo o papo de linha entre natureza e cultura traçada pela proibição do incesto é furado. Me convence. Mas Lévi-Strauss foi uma das mentes mais lúcidas e um dos estilos mais elegantes com que tomei contato em minha vida adulta. Em “Saudades do Brasil” ele fala com carinho das possibilidades de grandeza de civilizações amazônicas pré-cabralinas. Agora eu sinto que o Brasil sente saudades dele (que foi um crítico duríssimo da nossa vida “civilizada”).
CAETANO VELOSO é músico e escritor

Festival Villa-Lobos traz os 17 quartetos de cordas do compositor

Eduardo Fradkin

RIO - Começa nesta sexta-feira (06.11) a 47ª edição do Festival Villa-Lobos, com uma programação em homenagem ao cinquentenário de morte do compositor. O evento promovido anualmente pelo Museu Villa-Lobos ocorrerá simultaneamente com um ciclo temático idealizado pela Sala Cecília Meireles, e os dois acabaram se fundindo. Em meio a obras sinfônicas, pianísticas e violonísticas, o destaque serão os 17 quartetos de cordas, executados na íntegra pela primeira vez ao vivo no Brasil.
As qualidades das obras para piano e violão de Villa foram reconhecidas graças a intérpretes famosos que as apadrinharam, como Arthur Rubinstein e Andrés Segovia. Mas, no campo dos quartetos, ele sempre ficou na sombra de Béla Bartók e Dmitri Shostakovich, que dominaram o gênero no século XX.
Os quartetos do brasileiro, porém, têm grandes qualidades: contêm várias ideias originais, exploram harmonias inusitadas, por vezes reprocessam melodias de caráter popular (o que Bartók também fez) e abrangem quatro décadas.
CONFIRA OS DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO:
PARIS DE VILLA-LOBOS:

O ciclo temático programado pela Sala Cecília Meireles se une ao festival e proporciona o seu concerto de abertura, nesta sexta-feira (06.11), às 20h. No programa, as "Bachianas brasileiras nº 3" e a "Élégie" de Villa-Lobos e a sinfonia n 3 de Prokofiev, com a Orquestra Petrobras Sinfônica e o pianista Eduardo Monteiro. Os demais concertos do ciclo serão dias 7, 8, 18, 19, 20 e 21.
QUARTETOS DE CORDAS:
A integral, a cargo do Quarteto Radamés Gnattali, começa na próxima terça-feira (10.11), às 20h, com os quartetos nº 1, nº 8 e nº 15. Os concertos seguintes serão dias 13, 16, 18, 21, 24 e 28. Os dois primeiros da série acontecerão no Museu Villa-Lobos, em Botafogo, os do dia 16 ao dia 21 serão no Auditório Guiomar Novaes (anexo à Sala Cecília Meireles), e os dois últimos voltarão a ser abrigados no museu.
INTEGRAL PARA VIOLÃO:
No dia 17, às 18h30m, o músico Paulo Pedrassoli tocará todas as obras para violão solo de Villa-Lobos no Auditório Guiomar Novaes.
TRIOS DE CORDAS:
O Trio Aquarius toca as quatro obras dias 16 e 17, no Auditório Guiomar Novaes.
Museu Villa-Lobos - Rua Sorocaba 200, Botafogo. Tel: 2246-8364 / 2266-1024. Grátis
Sala Cecília Meireles - Largo da Lapa 47, Centro. Tel: 2332-9160 / 2332-9176. R$ 5
Auditório Guiomar Novaes (Anexo à Sala Cecília Meireles) - Rua Teotônio Regadas s/n. Tel: 2332-9160 / 2332-9176. R$ 5