8.27.2009

ZÉLIA DUNCAN NO CANECÃO

Confiante no novo repertório, a cantora e compositora apresenta todas as músicas inéditas do novo disco, Pelo Sabor do Gesto, que chega ao Rio depois de passar por Niterói e São Paulo. Estão garantidas Tudo sobre Você, em parceria com John Ulhoa, do Pato Fu, e a bela faixa-título, versão em português para As-Tu Déjà Aimé?, de Alex Beaupain. Em Todos Os Verbos, Zélia canta e faz tradução simultânea da letra para a linguagem de sinais. Das antigas, volta a entoar Flores e Intimidade. Canecão (1 800 lugares). Avenida Venceslau Brás, 215, Botafogo, 2105-2000. Sábado (29), 22h. R$ 60,00 a R$ 120,00. Bilheteria: 12h/21h20 (seg. a sex.); a partir das 12h (sáb.). Cd.: todos. IC e TT. www.canecao.com.br.

Shows Rio de Janeiro

ADRIANA CALCANHOTO
Após pouco mais de um ano, a cantora gaúcha encerra temporada do disco Maré. Além do repertório do álbum, que tem Teu Nome Mais Secreto, Porto Alegre e Mulher sem Razão, Adriana mostra algumas canções de Maritmo (1998), a exemplo dos sucessos Vambora, Asas e Mais Feliz. Sua banda inclui o baixista e guitarrista Alberto Continentino, o tecladista Bruno Medina, o baterista e percussionista Marcelo Costa e Domenico Lancellotti nas bases eletrônicas. Livre. Espaço Tom Jobim (500 lugares). Rua Jardim Botânico, 1008, Jardim Botânico, 2274-7012. Quinta (27) a sábado (29), 20h30. Bilheteria: 15h/18h (seg. a qua.); a partir de 15h (qui. a sáb.). R$ 50,00. Estac. grátis a partir de 17h.

ANA CAÑAS
Produzido por Liminha, o novo disco da cantora paulista apresenta uma pegada mais rock. Hein? exibe trabalho autoral em que não faltam parcerias com o amigo Arnaldo Antunes, entre elas Na Multidão, A Menina e o Cachorro, Coçando e Aquário. Ao vivo, Ana presta tributo a Gilberto Gil, em sua versão para Chuck Berry Fields Forever. 15 anos. Canecão (2 000 lugares). Avenida Venceslau Brás, 215, Botafogo, 2105-2000. Quinta (27), 21h30. R$ 50,00 a R$ 100,00. Bilheteria: 12h/21h20 (seg. a qua.); a partir das 12h (qui.). Cd.: todos. IC e TT. www.canecao.com.br.

BANGALAFUMENGA
Surgido como bloco carnavalesco no Jardim Botânico, o grupo tem três discos lançados e um repertório que vai além da batucada. O último CD, Barraco Dourado, levou o Prêmio de Música Brasileira na categoria melhor banda pop/rock. No programa, composições do líder Rodrigo Maranhão - Chapéu Mangueira, Mãe d'Água e a faixa-título -, além de versões para Lourinha Bombril, Fio Maravilha, Manguetown e Eu Também Quero Beijar. 18 anos. Fundição Progresso (1 500 pessoas). Rua dos Arcos, 24, Lapa, 2220-5070. Sábado (29), 0h. R$ 20,00 (com filipeta) e R$ 30,00. Bilheteria: 10h/13h30 e 14h/18h (seg. a sex.); a partir das 12h (sáb.). www.fundicaoprogresso.com.br.

BOSSACUCANOVA
Temperar a bossa nova com drum'n'bass era a ideia inicial. Deu tão certo que o trio expandiu os horizontes e agora comemora dez anos de carreira lançando o disco Ao Vivo, gravado no Canecão há dois anos. Marcelinho Da Lua (DJ), Marcio Menescal (baixo) e Alex Moreira (piano) transformam Essa Moça Tá Diferente, Samba da Minha Terra e Balanço Zona Sul, além de apresentar as inéditas Bom Dia Rio, parceria com Nelson Motta, e Previsão, feita a oito mãos com Adriana Calcanhoto. Com participação de Kátia B. 16 anos. Varanda do Vivo Rio (1 000 lugares). Rua Infante Dom Henrique, 85, Aterro do Flamengo, 2272-2900. Quinta (27), 20h30. R$ 25,00 (para quem mandar e-mail para promocaoradiompbfm@gmail.com) e R$ 30,00. Bilheteria: 12h/21h (seg. a qua.); a partir das 12h (qui.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. IR. Estac. c/manobr. (R$ 12,00). www.vivorio.com.br.

CLAUDIA TELLES
Filha de Sylvia Telles (1934-1966), e também cantora, Claudia mostra ao vivo as composições do disco Quem Sabe Você. A bossa nova domina o repertório, inclusive nas inéditas de Johnny Alf, Ai Saudade, e de Roberto Menescal, autor da faixa-título. Em homenagem à mãe, ela desfia Sem Você pra Que, parceria de Sylvinha com Chico Anysio. Outras programadas são Reza, de Edu Lobo e Ruy Guerra, Felicidade Vem Depois, de Gilberto Gil, e Minha Namorada, de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes. 16 anos. Livre. Sala Baden Powell (506 lugares). Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360, Copacabana, 2548-0421, metrô Cardeal Arcoverde. Sexta (28) e sábado (29), 20h. R$ 20,00. Bilheteria: 15h/18h (ter. a qui.); a partir das 15h (sex. e sáb.).

COPA FEST
16 anos. Copacabana Palace (274 lugares). Avenida Atlântica, 1702, Copacabana, 2548-7070. Sexta (28), 20h: David Feldman Trio. R$ 120,00. 23h: Paulinho Trompete e Banda Sambop. R$ 160,00. Sábado (29), 18h: Pagode Jazz Sardinha's Club. R$ 60,00. 20h30: João Donato e Paulo Moura. R$ 80,00. 23h: Zé Luis e Banda Magnética, 23h. R$ 160,00. Domingo (30), 18h: Osmar Milito Trio. R$ 160,00. Bilheteria: 10h/18h (seg. a qui.); a partir das 10h (sex.); a partir das 12h (sáb. e dom.). Estac. c/manobr. (R$ 15,00) TT. www.copafest.com.br.

DADO VILLA-LOBOS
Ex-integrante da banda Legião Urbana, o guitarrista e cantor apresenta composições de seu primeiro álbuns-solo, Jardim de Cactus, assinadas por Paula Toller, Fausto Fawcett, Beto Guedes e Caetano Veloso. Caixa Cultural (226 lugares). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, 2544-4080, metrô Carioca. Sexta (28) e sábado (29), 19h30. R$ 15,00. www.caixa.gov.br/caixacultural.

DA GHAMA
Guitarrista do Cidade Negra, o músico exibe seu primeiro disco-solo, Violas e Canções, lançado no mês passado. Estão previstas Carta Grega, parceria com George Israel, Ciranda, com Marcos Valle, e Tesouro Perdido, com Bernardo Vilhena. 14 anos. Teatro Rival Petrobras (472 lugares). Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, 2240-4469, metrô Cinelândia. Quinta (27), 19h. R$ 30,00. Bilheteria: 13h30/19h30 (seg. a qua.); a partir as 13h30 (qui.). TT. www.rivalbr.com.br.

e-mail para esta coluna bbotecosdovaledocafe@gmail.com

Fagner Borbulhas de Amor no Vivo Rio

Sábado (29), 22h.

Uma Canção no Rádio é o novo disco do cantor e compositor cearense, ainda fiel ao romantismo exacerbado que marca sua carreira desde Borbulhas de Amor. A bela faixa-título, feita em parceria com Zeca Baleiro, mostra que Fagner não perdeu a mão para compor. No repertório, uma canção destoa do clima apaixonado do restante do disco: a contundente Martelo, de Oliveira do Ceará, Adamar e Gabriel o Pensador.

Durante minha carreira sempre procurei dar prioridade nos meus shows à qualidade das músicas, técnicos de som, luz e assistentes, em lugar de outros artifícios tão usados e abusados nos espetáculos.
Acredito que com estes elementos, aliados à força da interpretação, podemos fazer da participação do público uma bela interação para o show.
A nova temporada de 2009 não vai ser diferente. Com a motivação de estar apresentando o novo CD, que tem a participação dos músicos que fizeram a gravação, vamos buscar dar vida nova não só às músicas mais conhecidas como também aquelas outras do repertório que nem sempre temos a oportunidade de cantar.
Este é para mim um momento muito especial por estar cantando sempre aquilo que me emociona e ter ao meu lado o público tão carinhoso como o que me acompanha e me prestigia.

16 anos. Vivo Rio (4 000 lugares). Rua Infante Dom Henrique, 85, Aterro do Flamengo, 2272-2900. Sábado (29), 22h. R$ 70,00 a R$ 140,00. Bilheteria: 12h/20h (seg. a sex.); a partir das 12h (sáb.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. IR. Estac. c/manobr. (R$ 12,00). www.vivorio.com.br.

Brasil sedia em 2010 o Womad, festival de world music criado por Peter Gabriel

SÃO PAULO - O Brasil sediará a primeira edição sul-americana do World of Music, Arts and Dance (Womad), festival de world music criado em 1982 pelo músico britânico Peter Gabriel. O evento acontecerá entre os dias 3 e 5 de setembro de 2010 na Bahia, em Costa do Sauípe, a 75 km de Salvador capital baiana. Ainda não foram confirmados os artistas e grupos que participarão do festival.
Em 27 anos de existência, o Womad já realizou mais de 145 edições em 22 países e ilhas ao redor do mundo. Um total de mais de 1.500 artistas de 90 nacionalidades diferentes já se apresentaram para um público estimado em mais de 1,5 milhão de pessoas.
Na primeira edição do Womad, apresentaram-se artistas como Peter Gabriel, Don Cherry, The Beat, The Drummers of Burundi, Echo & The Bunnymen, Imrat Khan, Prince Nico M' barga, Simple Minds e Ekome. O festival revelou nomes como Neneh Cherry, Youssou N'Dour, Afro-Celt Sound System, The House Martins, Nusrat Fateh Ali Khan e Asian Dub Foundation.
Atualmente, o Womad conta com edições anuais ou bienais em pelo menos seis países (Reino Unido, Espanha, Itália, Austrália, Nova Zelândia e Cingapura). Ter o Brasil no circuito era um antigo desejo de seus fundadores.
- Depois de quase três décadas de crescimento do festival e do papel pioneiro de fazer reconhecer a world music como um gênero internacional, o Womad está orgulhoso de ter a oportunidade de trabalhar no Brasil e na América do Sul pela primeira vez - diz Chris Smith, diretor do Womad.
A idéia é realizar o festival na íntegra no Brasil, com três palcos simultâneos e eventos paralelos: o Global Village, reunindo tendas de ONGs e instituições dedicadas a causas do meio-ambiente, sustentabilidade, energia limpa e atividades sociais; o "Taste the world", que oferece comida típica de mais de 100 países e um workshop culinário ministrado pelos próprios artistas do line-up como forma de apresentar a cultura de seus locais de origem; a "Villa Womad", com tendas para a venda de roupas, instrumentos, bijuterias e artesanato; uma programação intensa de workshops musicais e de dança; e, por fim, uma área infantil com atividades musicais, recreativas e educacionais.
Embora não costume se apresentar no festival, Peter Gabriel ainda responde por sua direção artística. Ex-vocalista do grupo Genesis, Peter Gabriel lançou seu primeiro disco solo em 1977.
A filosofia do Womad é não ter atrações estelares na programação.
- Não há headliners nem atrações de apoio. São todos artistas internacionais de qualidade. Uma seleção diversificada de artistas de primeira-classe vindos de todas as partes do mundo. O festival representa a idéia evoluída de como a música do mundo pode ser apresentada e entendida - explica Chris.

8.26.2009

Barbara Heliodora: Aderbal Freire-Filho se sai bem do desafio de adaptar 'Moby Dick'


Barbara Heliodora

RIO - Após outras experiências com a encenação de obras literárias narrativas sem o uso de adaptações para a forma dramática, Aderbel Freire-Filho enfrenta agora a desafiadora encenação de "Moby Dick", de Herman Melville, em uma nova forma que faz uso frequente da literal leitura do texto. A obra de Melville, mais do que consagrada, é a concretização de uma monumental tarefa de expressar o constante e grandioso conflito entre o obcecado baleeiro Capitão Ahab, que sacrifica não só a própria vida como a de seu barco, o Pequod, e de boa parte de sua tripulação na alucinada busca de Moby Dick, a baleia branca que um dia lhe arrancara uma perna. A obra de Melville é extraordinária pela arte com que é feito o uso da palavra para expressar, a um só tempo, a imensa ação física da busca e a dimensão do delírio mental e por vezes espiritual de Ahab.
O que Aderbal faz é tentar reverter esse processo, tornando ação viva o que Melville descreve - naturalmente preservando o que é dialogado como parte da ação - mas recorrendo à forma original, com as várias leituras de trechos da obra, já que seria impossível encenar toda a sua monumentalidade. Esse recurso híbrido, elaborado com cuidado, não chega a ser totalmente bem-sucedido, não só pela dimensão da obra original mas também porque o crescendo da tensão é tão bem realizado como obra literária que nem sempre o espetáculo consegue encontrar o seu equivalente.
" A encenação tem aspectos impecáveis "

A encenação tem aspectos impecáveis:

o cenário de Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque é precioso, um quadrilátero que representa o deque do Pequod, rico em detalhes de equipamento tanto para navegação quanto para a pesca, enquanto os figurinos de Kika Lopes são adequados porém bem menos evocativos do que o cenário. As músicas e a direção musical de Tato Taborda fazem modesta contribuição, sem alcançar qualquer autenticidade no espírito da tripulação, mas a iluminação de Maneco Quinderé é irretocável, com manhãs, noites, tempestades e climas emocionais dando ao todo a vida que o cenário pede.
A direção de Aderbal Freire-Filho corresponde sem dúvida a seu entusiasmo pelo texto, mas se perde um pouco em agitações e gritarias desde o início, o que prejudica a progressiva intensificação da narrativa épica.
Chico Diaz é um Capitão Ahab um pouco nervoso demais, o que deixa sua figura menos forte do que aparece em Melville, mas, dada essa linha, faz um bom trabalho. Isio Ghelman (Starbuck), Orã Figueiredo (Stubb) e André Mattos (Flask) se empenham com entusiasmo, porém o uso constante de gritos os torna por vezes igualmente monocórdios, e os recursos para que os quatro atores façam vários papéis são um pouco simples demais, mesmo que a intenção acabe transparecendo.
Tentar encenar "Moby Dick" é tarefa de tal monta que as ressalvas são feitas a partir de uma qualidade considerável na realização em cartaz no Teatro Poeira.

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'Moby Dick'.
Teatro Poeira: Rua São João Batista 104, Botafogo. Tel: 2537-8053. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 19h. R$ 40 (qui e sex) e R$ 50 (sáb e dom). 130 minutos. Até 23 de novembro

Filme dos Titãs chega ao DVD com (seis) clipes

Mauro Ferreira

De 2008, o documentário que (re)contou a história do grupo Titãs somente através de imagens de arquivo, Titãs - A Vida até Parece uma Festa, chega ao DVD neste mês de agosto de 2009 com bons extras. Além de dez minutos de novas cenas, não incluídas no filme, os extras reapresentam seis clipes de hits do grupo remixados em áudio 5.1 e partituras das 42 músicas ouvidas no (ótimo) filme. Flores, Saia de mim, Isso, Epitáfio, A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana e Será que é Isso que Eu Necessito? são os seis vídeos exibidos no DVD. As partituras foram extraídas do songbook oficial da banda e estão disponíveis para download em computador. O DVD sai pela Warner Music - gravadora que abrigou os Titãs entre 1984 e 1998.

ESTRÉIA NACIONAL: ESTRELA BRAZYLEIRA A VAGAR CACILDA!!


DIREÇÃO: ZÉ CELSO MARTINEZ CORREA5/6/7 E 12/13 DE SETEMBRO 18HORAS

INGRESSOS:
R$ 40,00 (INTEIRA)
R$ 20,00 MEIA ENTRADA (IDOSOS E ESTUDANTES)
VENDAS NA BILHETERIA: A PARTIR DE 31 DE AGOSTO DE 2009 (DE 15H AS 18H)
INFORMAÇÕES: 22747012

Espaço Tom Jobim Cultura e Meio Ambiente
espaco@espacotomjobim.com.br
Rua Jardim Botânico, 1008
Jardim Botânico - Rio de Janeiro