4.06.2009


GORDURAS TRANS

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% a 90% das pessoas que morrem de doença coronariana têm um ou mais fatores de risco diretamente associados a estilo de vida, hábitos alimentares, atividade física e outros passíveis de modificação.

As gorduras trans estão envolvidas diretamente a uma alimentação saudável do ponto de vista cardiovascular. Esse tipo de gordura desperta o interesse da indústria alimentícia por permitir maior prazo de validade, pela sua estabilidade durante a fritura e, por ser uma gordura semi-sólida, poder melhorar a palatabilidade de doces e manufaturados assados. Assim, esse assunto envolve interesses econômicos volumosos, representados pelas empresas de alimentação e pelas cadeias de fast-food. No Brasil, a utilização de gorduras hidrogenadas é ampla, e tem como objetivo melhorar as características físicas e sensoriais dos produtos. Esta gordura está presente na produção de margarina, sorvetes, pastéis, pães, biscoitos, batata frita, massas, cremes vegetais, bolos, tortas entre outros alimentos, sendo estes amplamente consumidos por crianças e adolescentes.

Os ácidos graxos trans foram, recentemente, incluídos entre os lipídios dietéticos que atuam como fatores de risco para doença arterial coronariana, modulando a síntese do colesterol e suas frações. O alto consumo de alimentos ricos em gorduras trans eleva o colesterol “ruim” LDL-colesterol e diminui o colesterol “bom” HDL-colesterol conferindo pré-disposição a doenças cardiovasculares e sobrepeso / obesidade.

Podemos evitar doenças coronarianas moderando o consumo de alimentos industrializados como salgadinhos de pacotes, biscoitos recheados, massas de bolos, tortas, sorvetes, margarinas e tudo que leva gordura hidrogenada, pipoca de microondas, além de vários itens de alimentos de fast food como batata frita, tortinhas doces, etc. Além disso, é importante que as pessoas fiquem atentas às informações nutricionais contidas nos rótulos e façam exercícios físicos regularmente.

Fonte: Schen, Ribeiro, 2008
Chiara, Schieri, Carvalho, 2003
Sociedade Brasileira de Cardiologia

Sandra Helena Mathias Motta
Nutricionista
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Vila Nova – 3326-5487
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sandranutti@yahoo.com.br

4.04.2009

A Palavra e o Som

Chico Buarque e Caetano Veloso no Rio de Janeiro. Um encontrou a voz na literatura e o outro nos blogs, shows, CDs...

O novo romance de Chico Buarque, o novo CD de Caetano Veloso e as trajetórias parelelas dos dois grandes artistas brasileiros

Por Heitor Ferraz, José Flávio Júnior e João Gabriel de Lima

Numa cena do filme Invasões Bárbaras, um dos clássicos da primeira década do século 21, um grupo de professores de história elabora a teoria da "quantidade de inteligência". Segundo eles, por razões aleatórias, existem determinados momentos e lugares com alta concentração de gente talentosa, e essas pessoas fazem a diferença em suas épocas. São citadas no filme a Florença de Dante e Boccaccio e a Filadélfia dos "pais fundadores" da revolução americana. Aplicando a teoria à vida cultural brasileira, pode-se dizer que o país viveu uma espécie de auge nos anos 60 e 70, explosão criativa da música popular (e, por mais que se cunhem teorias pretensamente sociológicas — a mais famosa e absurda diz que a arte floresce em períodos de ditadura —, nada explica isso além da sorte). Primeiro veio a bossa nova de Tom Jobim e João Gilberto. Depois, a MPB surgida nos festivais, com Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Tom Zé e Gilberto Gil. Esses músicos têm em comum, além do talento, a carreira extremamente longa, que dura até os dias de hoje. Numa coincidência digna da teoria da inteligência aleatória de Invasões Bárbaras, dois desses artistas darão à luz novas criações neste mês de abril. Saem o novo CD de Caetano Veloso, Zii e Zie, e o novo romance de Chico Buarque, Leite Derramado. Disco e livro são pontos de chegada de trajetórias paralelas — e o lançamento simultâneo provoca reflexões sobre a cultura brasileira e sobre o caminho que ambos percorreram para chegar até aqui.
Não existem mais artistas como Chico Buarque e Caetano Veloso — os ícones de geração, os compositores que são chamados a opinar sobre todos os assuntos. Nos anos 90, o poeta carioca Bruno Tolentino (1940-2007) observou, numa entrevista famosa, que no Brasil eram os cantores populares, e não os escritores ou intelectuais da academia, que pautavam o debate cultural. Tolentino emitiu sua observação em tom de crítica — ele via isso como um sintoma de decadência. O que faltou em seu raciocínio foi observar que acontecia o mesmo no resto do mundo. Se os anos 40 e 50 foram dos escritores e filósofos, em que nomes como Norman Mailer e Jean-Paul Sartre pontificavam sobre todos os assuntos, os 60 e 70 foram dos astros da música pop. Artistas como John Lennon, Paul McCartney, Bob Dylan e David Bowie, entre outros, eram considerados as "antenas" de um período de intensa mudança cultural e de costumes. É um pouco espírito de época, mas também mérito de uma geração excepcionalmente talentosa — é só pensar que apenas no ano de 1966 foram lançados pelo menos três álbuns clássicos da música de todos os tempos, Blonde on Blonde (Bob Dylan), Pet Sounds (Beach Boys) e Revolver (Beatles). Cantores como Chico Buarque e Caetano Veloso eram as versões brasileiras desse fenômeno. É uma simplificação, no entanto, entender tudo isso apenas como marca de um tempo, ignorando as peculiaridades e contribuições particulares de cada artista.
Numa comparação redutora porém ilustrativa, Chico e Caetano estão para a MPB assim como Bob Dylan e David Bowie para o pop internacional. Dylan e Chico se destacam mais pela qualidade de suas letras do que por suas performances, em geral discretas, em shows. Mais do que bons compositores, letristas e intérpretes fulgurantes, Bowie e Caetano são famosos pelas diversas reviravoltas que deram em suas carreiras, captando diferentes espíritos de época. Bowie usou sintetizadores para falar de viagens espaciais nos anos 60, foi andrógino nos 70 (era o principal nome do glitter, o velho e colorido rock-lantejoula) e voltou a ser roqueiro nos 80. Caetano surgiu no tropicalismo dos anos 60, escreveu o "hino do desbunde" nos anos 70 (a música Odara), foi pioneiro na utilização de sonoridades do pop na MPB da década de 1980 (o marco é o memorável álbum Velô) e ainda promoveu o relançamento de clássicos da música latina nos 90. Tudo isso enquanto Chico Buarque lapidava seu estilo de composição calcado nas raízes da MPB — e Bob Dylan se aprimorava cada vez mais em sua peculiar fusão de blues e música country engajada.
Neste mês em que Caetano e Chico lançam seus novos CD e romance, é interessante comparar os pontos de chegada das duas trajetórias. Chico, o compositor que fazia incursões no teatro e criava personagens em suas letras (Pedro Pedreiro, Ana de Amsterdam, Bárbara), se tornou escritor. Continuou fazendo música embora tenha declarado, em entrevistas, que considerava a canção uma "arte de juventude", em contraposição à literatura, que seria uma forma de criação mais madura (leia texto ao lado). Enquanto isso, Caetano dava nova reviravolta em sua carreira ao se aproximar de músicos jovens e lançar um álbum antológico, Cê. Não parou por aí: criou um blog, lançou músicas na internet, testou-as no show e as reuniu no novo álbum, Zii e Zie, tornando-se talvez o artista brasileiro da área musical que melhor entendeu a interatividade dos novos tempos (leia texto a partir da página 32). Tempos estes em que a multiplicidade de criadores de todas as áreas explode na internet. Em que não existe mais o que se chamava antigamente de mainstream. Em que, no Brasil ou lá fora, se observa o fim dos ícones de geração — e não se espera mais que cantores sejam "antenas da raça" ou falem sobre todos os assuntos. Nestes tempos de cauda longa, Caetano Veloso e Chico Buarque encontraram, cada um a seu modo, suas vozes. Chico na literatura. Caetano nos sites de música, no blog, no show, no CD...

Revista BRAVO! Abril/2009

THE NEW BOSSA Luciana Souza


A nova bossa anunciada já no título do sétimo CD de Luciana Souza - ótima cantora paulista radicada nos Estados Unidos - não é exatamente nova. Para quem conhece álbuns magistrais de Luciana, como o recente Duos II (2006), The New Bossa é, de certa forma, decepcionante. Mesmo sendo um bom disco. A idéia de trazer músicas de compositores como Sting (When We Dance) e Leonard Cohen (Here It Is, parceria com Sharon Robinson) para o universo da velha bossa não é original e dá até ao disco um caráter previsível que todos os trabalhos anteriores da artista não tinham. Mesmo porque a música de alguns dos autores, como a canadense Joni Mitchell (Down to You), já nasce em atmosfera de intimismo confessional que pouco se altera no transporte para a bossa. O que torna o álbum de fato interessante é o alto padrão de qualidade da produção de Larry Klein (marido da artista) e, sim, o refinamento do canto cool de Luciana Souza, que consegue prender a atenção do ouvinte num dueto com James Taylor (em Never Die Young), num cover de Michael McDonald (I Can Let Go Now) e num belo registro da já batida Waters of March, de Antonio Carlos Jobim, um dos pilares dessa bossa que já não consegue ser renovada com facilidade. Pela voz de Luciana Souza, vale ouvir The New Bossa.

Título: The New Bossa
Artista: Luciana Souza
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * *

4.02.2009

Canções de Chico inspiram escritores

Enviado por Miguel Conde -28/3/2009

Exemplo obrigatório sempre que alguém resolve discutir (mais uma vez) se afinal letra de música é ou não poesia, o cancioneiro de Chico Buarque (ao lado, em foto de Sérgio Barzaghi/Diário de S. Paulo, num show em 30-08-2006) serve agora de inspiração para dez escritores reunidos num livro de contos que será lançado no final do ano pela Companhia das Letras (registre-se, a propósito, que em seu depoimento no documentário “Palavra encantada”, de Helena Solberg, Chico diz que letras e poemas até podem se aproximar, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, como diria o filósofo).
Quem teve a ideia foi o produtor cultural Rodrigo Teixeira, também responsável pelo projeto Amores Expressos.
— Foi num dia em que eu estava ouvindo a Monica Salmaso cantar “O velho Francisco” num show. Gosto muito do Chico, mas nesse dia específico a voz dela conversou comigo mais do que de costume. Comecei a prestar atenção na letra e a ver um filme nela — lembra.
Com aval de Chico para tocar o livro, ele chamou o jornalista e escritor Ronaldo Bressane, que ficou encarregado de reunir os autores.
— Foi muito divertido, tipo montar equipe de botão — diz Bressane. — A gente queria craques, revelações e jogadores polivalentes. Outro eixo para a escolha do escrete foi a variedade não só de registro literário como de “descarioquice”: pensamos em caras que não teriam nada a ver com o universo carioca buarqueano, para exaltar sua brasilidade e até universalidade.

Entre os autores, há quatro estrangeiros: os argentinos Alan Pauls (“Ela faz cinema”) e Rodrigo Fresan (“Outros sonhos”), o moçambicano Mia Couto (“Olhos nos olhos”) e o mexicano Mario Bellatin (“Construção”). Os brasileiros são André Sant’Anna (“Brejo da Cruz”), Cadão Volpato (“Carioca”), Carola Saavedra (“Mil perdões”), João Gilberto Noll (“As vitrines”), Luis Fernando Verissimo (“Feijoada completa”) e Xico Sá (“Folhetim”).

Responsável pela edição da obra, Thyago Nogueira diz que os autores escolheram formas variadas de diálogo com as canções, alguns inserindo trechos da letra em diálogos, outros fazendo referências mais indiretas. João Gilberto Noll diz que seu conto tem elementos autobiográficos:

— Sempre que ouvia “As vitrines”, eu imaginava o ambiente da Galeria Menescal, em Copacabana. Transpus esse cenário para o conto, me estendendo um pouco para a galeria onde ficava o cinema Condor, poucos passos adiante. Esse lugar de multidões e muito trânsito me deu a nota inicial. Talvez tenha escolhido essa canção por me remeter para a rua, para os espaços públicos. Grande parte dos meus livros tem nas ruas um forte estímulo para a ação. É o que acontece nesse conto, que é uma homenagem ao Rio da minha juventude. O protagonista é um gaúcho recém-chegado na cidade. Como seria o meu quadro nos inícios dos anos 70.

Já Carola Saavedra desenvolveu dramaticamente a situação de traição e ciúme apresentada em “Mil perdões”, explorando a ambiguidade da música de Chico:
— A letra de “Mil perdões” é bastante direta, e ao mesmo tempo muito sutil. Nela, a mulher perdoa o homem por havê-lo traído, dando a entender que se ela o traiu, a culpa foi dele, que o seu ciúmes contribuiu para que ela o fizesse. Por outro lado, sugere outra alternativa, a de que a mulher tire da traição um prazer sádico, um prazer que surge da humilhação que ela impõe ao homem. Essa impossibilidade de classificar certo e errado num relacionamento amoroso é o que mais me interessou. Gosto da ambiguidade, da ideia de que todos somos inocentes e todos somos culpados nesses casos

"Para Lennon & McCartney"

Milton canta acompanhado do grande Hélio Delmiro (guitarra) e Wagner Tiso (piano) em 1983

Para Lennon e McCartney

Composição: Marcio Borges / Fernando Brant / Lô Borges

Por que vocês não sabem do lixo ocidental?
Não precisam mais temer
Não precisam da solidão
Todo dia é dia de viver
Por que você não verá meu lado ocidental?
Não precisa medo não
Não precisa da timidez
Todo dia é dia de viver
Eu sou da América do Sul
Eu sei, vocês não vão saber
Mas agora sou cowboy
Sou do ouro, eu sou vocês
Sou do mundo, sou Minas Gerais
Por que vocês não sabem do lixo ocidental?
Não precisam mais temer
Não precisam da solidão
Todo dia é dia de viver
Eu sou da América do Sul
Eu sei, vocês não vão saber
Mas agora sou cowboy
Sou do ouro, eu sou vocês

4.01.2009


Um café com notícias muito interessantes!

Pão com manteiga: Depois de todos os noticiários sobre processos de agressão contra Luana Piovani, Dado Dolabella apareceu no casamento do filho de Francisco Cuoco, Diogo Cuoco, muito bem acompanhado. O ator estava feito "pão com manteiga" com nova namorada, a publicitária Viviane Sarahyba, um grude só! A moça tem 23 anos e é prima da modelo Daniela Sarahyba. Será que ela tentou pegar o buquê ?


Café fervente: Depois de todas as pancadarias... Para Rihanna, não basta que Chris Brown esteja arrependido das agressões. A cantora quer que o ex-namorado peça perdão em rede nacional no programa de Oprah Winfrey, segundo a revista "Look".

Chris Brown estaria avaliando a possibilidade, já que está preocupado com a opinião da sociedade americana em relação a ele. O mea culpa também serviria para aliviar a possibilidade de Chris ir para a prisão. Tem gente que se arrisca, né?


Pinga com mel: Figurinha fácil dos desfiles de Richie Rich, Pamela Anderson mais uma vez brilhou na passarela do estilista, desta vez, ao lado de uma enorme travesti loira. Na hora de cumprimentar Richie, Pamela precisou segurar os seios, para que eles não pulassem para fora. O desfile aconteceu durante o Rock Fashion Week, neste sábado, 28, em Miami Beach.
Pra aparecer vale tudo!


Café frio: O cantor Michael Jackson alugou uma mansão de 28 quartos em Kent, condado próximo de Londres. Até aí, nada demais. O curioso é que a construção, datada no século XIX, fica ao lado de cavernas conhecidas como mal-assombradas por moradores da região. Segundo o "The Sun", aparições fantasmagóricas já foram reportadas nas cavernas, que formam uma espécie de labirinto cavado em tempos remotos por saxões, druidas e romanos.

Michael se muda para a mansão em junho, e sua turnê pela Inglaterra começa em julho. Se ele quiser inspiração para cantar "Thriller", é só dar uma passadinha nas cavernas. É assustador, segundo o jornal britânico.
O que seria mais assustador, a mansão ou o próprio?


Fotos: reprodução
Fonte: Ego - Notícias

Para um cafezinho fashion, leia sobre moda em: V Vitrine

Para um café poético clique em: V Vitrine Literária

3.30.2009


Oi Márcia,

Tenho acompanhado sua coluna e hoje tomei coragem para escrever. Tenho 35 anos, casada há 7 anos e com duas meninas, uma de 7 e a outra de 4 anos. Estou muito infeliz no casamento, acho que fiz a escolha errada, fico com medo de me separar por causa de minhas filhas. Qual será a melhor saída para resolver este conflito?
Nome fictício: Simone

Simone
Que bom que você decidiu compartilhar sua dúvida, com certeza quando dividimos nossos receios sempre um pouco de luz aparece no caminho.
Pelas poucas informações que enviou suponho que casou grávida, o que muitas vezes, pelo inesperado da situação, gera muita tensão no início da vida a dois. A chegada do primeiro filho inaugura a família, vocês passaram rapidamente da condição de casal à de família.
O casal precisa de um tempo para se estruturar e se organizar e no seu caso parece que esse tempo foi muito pequeno, já marcado pelo compromisso de um filho.
Além disso, quando casamos levamos na bagagem diversas influências que podem ajudar ou complicar a relação conjugal.
Costumo dizer aos casais que me procuram que um fator de dificuldade é conciliar as diferenças já que um vem da família A, o outro da família B, então o desafio é criar um novo sistema C, onde os valores, projetos, afinidades, interesses deverão ser trabalhados a dois para a constituição dessa nova família.
Vocês conversam sobre a relação? Conseguem discutir as diferenças e caminhar para o consenso? Mantêm um espaço para o casal, com saídas a dois?
Existem alguns aspectos no casamento que são extremamente sensíveis ao stress, tais como:
· A sexualidade do casal
· Interferência das famílias de origem
· Divergências na educação dos filhos
· Diferenças culturais, sociais e econômicas
· Projetos comuns
· Planejamento financeiro

Avalie, junto com ele, estes pontos. Com certeza a principal causa da dificuldade da separação não é as filhas, mas sim tudo o que os uniu e precisa ser revisto e renovado.
Se puder, busque uma terapia de casal.
Muita paz e harmonia para vocês!

Caetano Veloso fala de CAJUÍNA

Numa excursão pelo Brasil com o show Muito, creio, no final dos anos 70, recebi, no hotel em Teresina, a visita de Dr. Eli, o pai de Torquato. Eu já o conhecia pois ele tinha vindo ao Rio umas duas vezes. Mas era a primeira vez que eu o via depois do suicídio de Torquato. Torquato estava, de certa forma , afastado das pessoas todas. Mas eu não o via desde minha chegada de Londres: Dedé e eu morávamos na Bahia e ele, no Rio (com temporadas em Teresina, onde descansava das internações a que se submeteu por instabilidade mental agravada, ao que se diz, pelo álcool). Eu não o vira em Londres: ele estivera na Europa mas voltara ao Brasil justo antes de minha chegada a Londres. Assim, estávamos de fato bastante afastados, embora sem ressentimentos ou hostilidades. Eu queria muito bem a ele. Discordava da atitude agressiva que ele adotou contra o Cinema Novo na coluna que escrevia, mas nunca cheguei sequer a dizer-lhe isso. No dia em que ele se matou, eu estava recebendo Chico Buarque em Salvador para fazermos aquele show que virou disco famoso. Torquato tinha se aproximado muito de Chico, logo antes do tropicalismo: entre 1966 e 1967. A ponto de estar mais freqüentemente com Chico do que comigo. Chico eu eu recebemos a notícia quando íamos sair para o Teatro Castro Alves. Ficamos abalados e falamos sobre isso. E sobre Torquato ter estado longe e mal. Mas eu não chorei. Senti uma dureza de ânimo dentro de mim. Me senti um tanto amargo e triste mas pouco sentimental. Qaundo, anos depois, encontrei Dr. Eli, que sempre foi uma pessoa adorável, parecidíssimo com Torquato, e a quem Torquato amava com grande ternura, essa dureza amarga se desfez. E eu chorei durantes horas, sem parar. Dr. Eli me consolava, carinhosamente. Levou-me à sua casa.D. Salomé, a mãe de Torquato, estava hospitalizada. Então ficamos só ele e eu na casa. Ele não dizia quase nada. Tirou uma rosa-menina do jardim e me deu.Me mostrou as muitas fotografias de Torquato distribuídas pelas paredes da casa.Serviu cajuína para nós dois. E bebemos lentamente.
Durante todo o tempo eu chorava. Diferentemente do dia da morte de Torquato, eu não estava triste nem amargo. Era um sentimento terno e bom, amoroso, dirigido a Dr. Eli e a Torquato, à vida. Mas era intenso demais e eu chorei. No dia seguinte, já na próxima cidade da excursão, escrevi Cajuína.

A letra Cajuína

Existirmos a que será que se destina
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina



PIRÂMIDE ALIMENTAR

Alimentar é dar ao organismo os nutrientes necessários a sua manutenção. Os nutrientes são encontrados nos alimentos, que podem ser tanto de origem vegetal como animal. Os alimentos são partidos em pequenas porções pelos processos de digestão e absorção, que começa na boca, através da mastigação, e termina nos intestinos, onde os nutrientes são absorvidos, para serem usados nas células, tecidos, músculos, órgãos, enfim por todo organismo.

"Pirâmide Alimentar é um instrumento, de orientação para uma alimentação mais saudável". Ela constitui um guia para uma alimentação saudável, onde você pode escolher os alimentos a consumir, dos quais pode obter todos os nutrientes necessários, e ao mesmo tempo, a quantidade certa de calorias para manter um peso adequado.

A pirâmide possui 4 níveis com 8 grandes grupos de produtos, de acordo com a sua participação relativa no total de calorias de uma dieta saudável. Os alimentos dispostos na base da pirâmide devem ter uma participação maior no total de calorias da sua alimentação, ao contrário dos alimentos dispostos no topo da pirâmide, que devem contribuir com a menor parte das calorias de toda a sua alimentação. Cada grupo de alimentos é fonte de nutrientes específicos e essenciais a uma boa manutenção do organismo.

Grupo de pães, massas, tubérculos: Fonte de carboidratos, nutriente fornecedor de energia. Pães, massas e biscoitos integrais são ainda boa fonte de fibras, que ajudam no bom funcionamento do intestino.
Grupo das frutas e hortaliças: Ótimas fontes de vitaminas e sais minerais, dentre eles, antioxidantes que diminuem o efeito deletério do estresse oxidativo e dos radicais livres. Também possuem boa quantidade de fibras.
Grupo das carnes: São alimentos compostos basicamente de proteína, muito bem utilizada por nosso organismo para produção de tecidos, enzimas e compostos do sistema de defesa. Além disso, são ricas em ferro e vitaminas B6 (pirixodina) e B12 (cianocobalamina), tendo sua ingestão (nas quantidades adequadas) efeito preventivo nas anemias ferropriva e megaloblástica.
Grupo do leite e derivados: São os maiores fornecedores de cálcio, mineral envolvido na formação de ossos e dentes, na contração muscular e na ação do sistema nervoso. Além disso, possuem uma boa quantidade de proteína de boa qualidade.
Açúcares e óleos: são pobres em relação ao valor nutritivo, sendo considerados, por isso, calorias vazias.
Ingerir no mínimo 2 litros de água por dia é importante para manter o organismo equilibrado e hidratado.

Fontes: SBD e Dra. Sonia Philippi
Sandra Helena Mathias Motta
Nutricionista
Centro – 3323-3715
Vila Nova – 3326-5487
sandranutti@yahoo.com.br

3.27.2009

Na linha retrospectiva, alinhavamos alguns momentos de Preta Gil, filha de Gilberto Gil, cantora, ousada, polêmica e irreverente...

Alfinetadas:
Por Michelle Licory

2009 - Durante o desfile da Redley no Fashion Rio, Toni Garrido fez uma reclamação sobre a falta de negros na passarela. Preta Gil deu força: ''Já que ele falou, eu reitero. Negro também é grande consumidor no Brasil. Me visto como qualquer pessoa, e consumo. A moda não é democrática. No meu discurso (sobre padrão de beleza) eu continuo sozinha... Me pergunto se essas modelos são realmente bonitas. Pra mim, essas garotas são de outro planeta.”
Foto: Reprodução
Fonte: http://contigo.abril.com.br
Pano pra manga:
2008 - No principio, era só a foto de uma “famosa” levando um “caldo” na badalada praia de Ipanema, no Rio. Depois vieram as piadas, a mágoa e finalmente o processo de Preta Gil contra os humoristas do programa “Pânico na TV” por danos morais. A decisão judicial em primeira instância saiu e eles foram condenados a pagar R$ 100 mil à cantora. O resultado da ação serviu para ela expurgar a paranóia que ela não tinha, mas que adquiriu ao longo do episódio – Preta ficou nove meses sem ir à praia -, e também para ela começar a pensar em ajudar outras mulheres. A cantora quer usar a indenização para montar uma ONG que pretende ajudar gordinhas a lidar melhor com o corpo.
Foto: Reprodução
Fonte: Ego - Notícias
Pouco pano: 2003 - A cantora e atriz, Preta Gil, lançou seu primeiro disco com grande ousadia. (Foi muita linha pra pouco pano!) A capa do primeiro álbum da filha de Gilberto Gil, traz Preta Gil do jeito que veio ao mundo, ou seja, nua.

O disco intitulado "Prêt-à-Porter" ('pronto para vestir', no Francês), da gravadora Warner. Na capa mostra Preta enrolada 'para presente' nas famosas fitas de Nosso Senhor do Bonfim. A surpresa veio no encarte, onde a cantora aparece com os seios e o bumbum de fora.

Preta revelou que a vontade de mostrar seu corpo é antiga, mas não realizou antes por não se encaixar nos padrões convencionais de beleza. "Já que nenhuma revista vai me convidar para posar nua, resolvi aproveitar o encarte de meu CD para realizar esse sonho, pois é um espaço meu e eu posso fazer o que eu quiser", declarou a cantora em uma entrevista.

Para a revista Época, Preta disse que é "gordinha sim" e que não pretende ser Gisele Bündchen. "Já tive um filho, quilos a mais, estrias e celulite. Fiz lipo, tomei remédio, fui parar no hospital por ficar sem comer. Hoje acho meu corpo bonito, sensual".
Fonte: http://portalamazonia.globo.co

A capa com o Preta Gil nua e mais aqui!