10.04.2009

Aos 74 anos, morre cantora argentina Mercedes Sosa



O Globo, com informações da Globonews TV RIO - O corpo da cantora argentina Mercedes Sosa, que morreu na manhã deste domingo, está sendo velado na sede do Congresso Nacional argentino, em Buenos Aires. A artista de 74 anos estava internada desde o dia 18 de setembro no Sanatorio de la Trinidad, em Palermo, Buenos Aires, e seu estado de saúde se agravou na última semana, devido a problemas renais que afetaram o sistema cardiorrespiratório e órgãos vitais. A cantora estava em coma e respirava com a ajuda de aparelhos. A cremação do corpo está prevista para segunda-feira, no cemitério de Chacarita.
"La Negra", como ela era conhecida carinhosamente por seu cabelo escuro, foi apontada como "a voz da maioria silenciosa", por sua defesa dos pobres e sua luta pela liberdade.
"Nesta data, na cidade de Buenos Aires, Argentina, temos que informar que a senhora Mercedes Sosa, a maior artista da Música Popular Latino-americana, nos deixou", afirmou sua família em uma nota. "Haydé Mercedes Sosa nasceu no dia 9 de julho de 1935 na cidade de San Miguel de Tucumán. Com 74 anos e uma trajetória de 60 anos, ela transitou por diversos países do mundo... e deixou um grande legado", acrescentou a mensagem da família.
O Brasil começou a despertar para a riqueza da voz de Mercedes Sosa em 1976, após um dueto da cantora argentina com Milton Nascimento. A faixa "Volver a los 17", da compositora chilena Violeta Parra - de quem Mercedes foi uma das principais intérpretes - virou um dos maiores destaques do hoje clássico álbum "Geraes". A partir daí, a barreira da língua não mais impediu que brasileiros se apaixonassem pelo marcante timbre de contralto de Mercedes Sosa e por seu repertório, entre canções folclóricas e de conteúdo político e social.
Os discos de Mercedes passaram a ser lançados regularmente no Brasil. A cantora gravou novos encontros com artistas da MPB como Fagner, Chico Buarque e, recentemente, Caetano Veloso - em outubro de 2008, aproveitando a visita de Mercedes ao Rio, para receber a Ordem do Mérito Cultural, em cerimônia realizada no Teatro Municipal.
Para Fagner, ela deixou a lição de ser uma "guerreira". "Ela tinha importância fundamental na música da América Latina. Nos momentos difíceis que passamos, ela virou a grande bandeira", disse ele à Globonews TV, referindo-se à luta da cantora argentina contra os regimes ditatoriais da América do Sul. "Perdi uma grande amiga. Com ela entrei nos países da América Latina cantando. Perdi uma pessoa muito próxima e generosa. Ficam as lições de uma mulher guerreira e de voz linda, que colocou sua arte a serviço das causas mais importantes."
A faixa com Caetano fez parte do disco de duetos, lançado este ano, com um variado leque de convidados, incluindo ainda a colombiana Shakira, o uruguaio Jorge Drexler e a mexicana Julieta Venegas.
Mercedes Sosa foi descoberta aos 15 anos, ao participar de um concurso de uma rádio em sua cidade. Seu primeiro álbum, "La voz de la zafra", foi lançado em 1962, com repertório calcado em canções folclóricas. Os dois seguintes, "Canciones con fundamento" (1965) e "Yo no canto por cantar" (1966), já em seus títulos deixavam claro o engajamento político de La Negra, apelido que ganhou devido aos longos e lisos cabelos negros.
Peronista na juventude, Mercedes alinhou-se à esquerda a partir dos anos 1960. Em 1979, perseguida pela ditadura militar argentina, ela se exilou na Europa, vivendo em Paris e Madri. Nos anos 1990, foi opositora do presidente Carlos Menen e, depois, apoiou seu sucessor, Néstor Kirchner.
"Na realidade, eu nasci para cantar. Minha vida está dedicada a cantar, a buscar canções e a cantá-las", afirmou em uma entrevista em 2005. "Se entrasse em política, teria que descuidar do mais importante para mim, que é o folclore."
Independentemente das posições políticas, Mercedes merece ser ouvida por sua grande voz e seu repertório, em discos como "El grito de la tierra", "Homenaje a Violeta Parra", "Cantada Sudamericana", "Interpreta Atahualpa Yupanqui", "Corazón Americano" (com Milton Nascimento e León Gieco) e "Alta fidelidad" (com Charly García). Seu último disco, "Cantora, vol. 1", teve três indicações ao Grammy Latino

10.03.2009

Um dos diretores do filme do Rio 2016, Fernando Meirelles vibra, mas espera que brasileiros fiscalizem autoridades


 Bianca Kleinpaul
RIO - Unindo a cultura da prática de esportes do carioca à natureza privilegiada da cidade, os filmes da campanha Rio 2016 contribuíram no apelo emotivo da apresentação da candidatura para sede das Olímpiadas. Um dos responsáveis pela realização dos três vídeos apresentados esta sexta-feira pelo comitê olímpico brasileiro em Copenhage, o cineasta Fernando Meirelles admite que "ali era hora de pegar pela emoção mesmo".
- Os argumentos racionais já haviam sido todos expostos durante o ano - justifica o diretor paulista, conhecido mundialmente por "Cidade de Deus", justamente um filme que levou às telas a realidade da violência com o tráfico de drogas nas favelas do Rio.
Meirelles diz que fazer filmes lindos sobre o Rio não é nada difícil: "A cidade é mesmo deslumbrante, basta abrir a câmera e pronto". Mas aproveita o clima de euforia para alertar a todos nós, cidadãos brasileiros. "Com forcinha do Ministério Público, devemos acompanhar passo a passo prazos e custos" com as obras para os Jogos Olímpicos.
- Com isso feito, essa poderá ser mesmo uma oportunidade única para a cidade, que merece ser mais bem tratada do quem tem sido nesses últimos anos de Garotinhos, Rosinhas e Cesar Maias - afirmou Meirelles em entrevista ao site do jornal O Globo, por email.
O diretor, que foi anunciado esta sexta-feira como um dos nomes para assinar um curta-metragem para o projeto 'Rio, eu te amo' , acompanhou do Rio de Janeiro a cerimônia em Copenhage, ao lado da equipe que fez, no total, sete filmes para o Comitê Olímpico. Inclusive com todos os outros que estavam na Dinamarca e em São Paulo, sede de sua produtora O2 Filmes. "Foram centenas de emails trocados esta manhã", diz ele, que espera um "boom esportivo no país" com esta vitória. Além de Meirelles participaram dos filmes Rio 2016 outros diretores, como César Charlone, Nando Olival, Renato Rossi, Rodrigo Meirelles e Paulo Caruso
 


Apostas para a reta final do Festival do Rio 2009

Enviado por Rodrigo Fonseca -
Mesmo com a esnobada de Quentin Tarantino, que cancelou sua vinda ao Brasil alegando fadiga, o Festival do Rio 2009 não vai perder sua pose na reta final. Até quinta-feira, dia 8 de outubro, quando saem os ganhadores do troféu Redentor na Première Brasil, a maratona de 310 filmes, vindos de 60 pátrias diferentes, vai emplacar iguarias inéditas.
Vai ter gente sofrendo com o “bode” de Gael García Bernal em “Corações em conflito”, de Lukas Moodyson, assim como vai ter espectador rindo das provocações do documentarista Nelson Hoineff em “Caro Francis”. Para paladares mais afeitos a dramas políticos, “London River” é uma produção anglo-africana a ser apreciada sem moderação. E para a patota da violência, rola sangue em “A batalha dos 3 reinos”, de John Woo.
Entre os filmes indicados no Rio Show passado, vale lembrar que é uma obrigação conferir Meryl Streep cozinhando e fazendo fofuras em “Julie & Julia” e as sangrentas matanças empreendidas por Brad Pitt em “Bastardos inglórios” — embora Tarantino não mereça.

'White material’: Embora Isabelle Huppert não venha para conferir a retrospectiva em sua homenagem, o Festival do Rio teve o carinho de incluir novos trabalhos da atriz francesa em diferentes seções, como a Panorama, que exibe esta produção inédita de Claire Denis. Indicado ao Leão de Ouro em Veneza, o filme arranca um belo desempenho de Isabelle no papel de Maria, dona de uma plantação de café numa província da África assolada por uma guerra civil. Na mostra Panorama.

‘Vida de balconista

- Ator e autor da divertidíssima peça “Os ruivos”, Pedro Monteiro divide com o cineasta judoca Cavi Borges a direção desta aula de cultura pop rodada em uma noite, tendo Matheus Solano, o galã da nova novela das oito, como protagonista. Incluída na mostra Novos Rumos, que já revelou pérolas como “A falta que nos move”, de Christiane Jatahy, a produção acompanha a jornada de loucuras de um atendente de videolocadora. Na mostra Première Brasil.

‘Tulpan’: Vencedor do prêmio principal da mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes de 2008, esta comédia dramática de Sergei Dvortsevoy é o maior destaque de ficção da mostra Expectativa. O cineasta tira um raio X das tradições de sua pátria natal, o Casaquistão, ao acompanhar os esforços de um rapaz recém-saído do serviço militar para arranjar uma noiva e tornar-se senhor de seu próprio destino, vivendo como pastor. Na mostra Expectativa.

‘The burning plain’:
 Roteirista latino-americano de maior projeção internacional, o escritor mexicano Guillermo Arriaga, que escreveu “Babel” e “Amores brutos”, estreia na direção de longas narrando perdas e danos afetivos em um filme em que tramas paralelas se cruzam. Charlize Theron, gerente de um restaurante em Portland que descarta todos os homens com quem vai para a cama, é a pessoa mais triste entre cinco personagens à cata de redenção. Na mostra Panorama.

‘The time that remains’: Diretor do delicioso “Intervenção divina”, o palestino Elia Suleiman fez valer seu lema “Sou um estrangeiro em todos os lugares” neste drama de tons autobiográficos indicado à Palma de Ouro em Cannes. Revendo memórias de sua própria família, Suleiman trabalha também como ator numa história que resgata as discussões políticas em torno da criação do Estado de Israel e as consequências éticas de seu processo de formação. Na mostra Panorama.

‘London River’: Nascido em Mali, Sotigui Kouyaté ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Berlim por seu desempenho neste drama de Rachid Bouchareb. Kouyaté interpreta Ousmane, um muçulmano africano que vive na França. Ele tece uma delicada relação com Elizabeth (Brenda Blethyn), uma britânica há tempos longe da capital inglesa. Os dois têm filhos em Londres e se conhecem por lá depois de atentados terroristas na cidade, em 2005. Na mostra Panorama.

‘Corações em conflito’: Gael García Bernal injeta fôlego a este drama que rendeu ao sueco Lukas Moodysson, diretor de “Para sempre Lilya”, uma indicação ao Urso de Ouro no Festival de Berlim. O título original, “Mammoth”, faz referência ao peso paquidérmico que a indiferença gera sobre as relações humanas, como se um mamute sapateasse sobre o amor. Gael e Michelle Williams formam um casal que se fratura depois que ele viaja para a Tailândia. Na mostra Panorama.

‘Herbert de perto’:

Cinéfilo algum vai se sentir um gaiato no navio do rock brasileiro depois que conferir esta cinebiografia do vocalista do Paralamas do Sucesso, assinada por Pedro Bronz e Roberto Berliner. Ganhadora do prêmio de melhor direção em Paulínia, a produção passa em revista a trajetória musical de Herbert Vianna e o fatídico acidente que o deixou paraplégico em 2001. Os realizadores partem de Vianna para construir um retrato da superação. Na mostra Première Brasil.

‘A batalha dos 3 reinos’: Doze anos após a consagração nos EUA com “A outra face” (1997), John Woo desceu para o enésimo escalão dos cineastas estrangeiros com carreira em Hollywood. Por isso, o diretor retornou à China, onde estruturou este caríssimo épico orçado em US$ 80 milhões. No ano 208 d.C., o primeiro-ministro Cao Cao (Zhang Fengyi) articula uma estratégia para derrubar forças rebeldes de reinos rivais ao seu. Nas batalhas, a câmera lenta de Woo se farta. Na mostra Panorama.

Caro Francis’:
Ganhador do prêmio do júri popular no Festival de Paulínia, em agosto, esta cinebiografia documental do mais famoso jornalista de opinião do país, Paulo Francis (1930-1997), é o segundo trabalho do crítico e cineasta Nelson Hoineff no Festival do Rio. Após o furacão “Alô, alô, Terezinha”, Hoineff resgata as memórias do intelectual que fazia polêmica denunciando a falta de inteligência entre as classes dominantes do país. Na mostra Première Brasil.

So um milagre salva Mercedes Sosa


O estado de saúde da cantora argentina Mercedes Sosa se agravou nesta sexta-feira (2) e só um milagre poderá salvá-la, disse um sacerdote que a visitou para lhe ministrar o sacramento da extrema unção no hospital de Buenos Aires onde ela está internada.
Sosa é uma das intérpretes mais conhecidas da música regional latino-americana e a mais famosa artista argentina depois de Carlos Gardel e Astor Piazzolla. Ela foi internada semanas atrás depois de sofrer uma complicação renal, mas seu estado piorou nos últimos dias por causa de uma falha cardiorespiratória.

10.02.2009

2016: RIO SERÁ A SEDE OLÍMPICA


Lello Lopes
Depois de três tentativas fracassadas, o Brasil finalmente ganhou a disputa pela sede dos Jogos Olímpicos. Agora, o governo brasileiro pode se preparar para colocar a mão no bolso. O projeto brasileiro é estimado em R$ 25,9 bilhões, cifra sem precedentes na história do esporte nacional.
Dinheiro para isso, garantem as autoridades, existe. "Entre as dez maiores economias do mundo, só o Brasil nunca organizou os Jogos Olímpicos", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles também fez coro. "Nós temos a 10ª maior economia do mundo e o Banco Mundial prevê que seremos a quinta até 2016. Já somos o quinto maior mercado publicitário do mundo e ainda estamos crescendo. E graças ao descobrimento do maior campo petroleiro do mundo, temos também grande reserva de petróleo. Nossa força econômica traz a certeza que podemos ter os jogos olímpicos".
O Rio de Janeiro bateu nesta sexta-feira Madri na rodada final da disputa para conquistar o direito de organizar os Jogos de 2016. Com isso, encerra um sonho que começou em 1992 e que já custou mais de R$ 180 milhões só em candidaturas. Chicago e Tóquio também foram superadas pelos cariocas.
Com a vitória, o Rio se torna a primeira cidade sul-americana a ser sede de uma Olimpíada. Além disso, faz o Brasil repetir os feitos de México, Alemanha e Estados Unidos, que organizaram, com diferença de dois anos, os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo.
A caminhada brasileira rumo à sede da Olimpíada se iniciou em 1992, com a frágil campanha de Brasília para abrigar os Jogos de 2000. O Rio entrou na disputa duas vezes, para as Olimpíadas de 2004 e 2012, antes de sair finalmente vencedor.
A campanha Rio 2016 começou tímida. Na fase inicial da candidatura, o Rio de Janeiro ficou em quinto lugar na avaliação realizada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), atrás até mesmo de Doha, que não foi à fase final porque proprôs os Jogos em um período de extremo calor.
Com o tempo, a candidatura carioca entrou nos eixos. A campanha maciça feita pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, frente aos membros do COI, aliada à influência do ex-presidente da Fifa João Havelange e o corpo a corpo realizado por Pelé fizeram com que o Rio conquistasse os votos decisivos da eleição.
A apresentação desta sexta-feira também influenciou no resultado. O Brasil se defendeu em quatro idiomas (inglês, francês, espanhol e português) e contou com discursos de Havelange, Nuzman, Sergio Cabral (governador do Rio), Eduardo Paes (prefeito da cidade), Henrique Meirelles (presidente do Banco Central), Isabel Swan (medalhista olímpica) e do presidente Lula, que pediu ao COI "vencer o desafio" de expandir os Jogos Olímpicos.
O discurso do presidente Lula e o projeto do Rio de Janeiro comoveram os membros do Comitê Olímpico Internacional. Na votação, a cidade de Chicago, que era apontada até como favorita, foi a primeira a ser eliminada. O resultado provocou reações de surpresa e festa no centro de imprensa do Bella Center, onde a eleição foi realizada.
Logo em seguida foi a vez de Tóquio ser eliminada, para a tristeza dos atletas japoneses que acompanharam a apuração ao lado dos jornalistas. Ficaram para a final Rio de Janeiro e Madri. E, após uma hora de espera, a cidade brasileira foi finalmente anunciada como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.
Agora, com a vitória, o Rio de Janeiro precisa acabar com a desconfiança de que cometerá os mesmos erros do Pan. Para colocar os Jogos Pan-Americanos de 2007 de pé o Rio gastou bem mais do que estava previsto no orçamento e não entregou alguns pontos chaves do projeto, como a melhoria na rede de transporte.
O transporte, aliás, é um dos pontos fracos do projeto para 2016. O sistema de hotelaria da cidade também causa preocupação, uma vez que o Rio ainda não tem a garantia de que todos os quartos prometidos serão entregues.
Para resolver os problemas, o Rio de Janeiro apostou no maior orçamento entre as cidades finalistas. A Olimpíada de 2016 vai custar cerca de US$ 14 milhões, com os gastos divididos entre os governos federal, estadual e municipal e a iniciativa privada.
Enquanto isso, o clima é de festa. A expectativa é que 100 mil pessoas compareçam à praia de Copacabana para comemorar a vitória carioca.

Caetano Veloso faz show no Vivo Rio em benefício do projeto Pró Criança Cardíaca



RIO - O Vivo Rio será palco na próxima segunda-feira (05.10) do show beneficente "Caetano Veloso - Voz e violão", que celebra os 13 anos do projeto Pró Criança Cardíaca, idealizado e comandado pela cardiologista infantil Rosa Célia Pimentel. Para atiçar a curiosidade do público, Caetano manterá o repertório em segredo. Os ingressos para os camarotes, frisas e outros setores já estão à venda nas bilheterias do Vivo Rio e no site Ingresso Rápido . As entradas para a área VIP podem ser compradas no projeto Pró Criança pelo telefone 3239-4510.
O Pró Criança Cardíaca é um projeto social, sem fins lucrativos, que atende e examina cerca de 50 crianças por semana. Os pacientes recebem atendimento odontológico, para prevenir infecções cirúrgicas, além de cestas básicas, roupas e brinquedos. Em 13 anos, mais de 14.699 crianças carentes foram atendidas pela instituição.
Em 2009, Dra. Rosa Célia abraçou um novo projeto: a construção do Hospital Pró Criança, para cirurgias e internações dos pacientes com doenças coronarianas. O hospital terá 72 leitos e vai oferecer 30% da sua capacidade para tratamento cardiológico gratuito a crianças carentes. Fruto de doações da sociedade e de empresários, o Hospital Pró Criança tende a diminuir consideravelmente a fila para as cirurgias cardíacas. O objetivo é inaugurar a unidade em 2010.
'Caetano Veloso - Voz e violão'
Vivo Rio.
Av. Infante Dom Henrique 85, Parque do Flamengo.
Seg(05), 20h30m.
R$ 500 (área VIP), à venda somente através do telefone 3239-4500; R$ 200 (Camarote A); R$ 120 (Camarote B); R$ 140 (Setor 1); R$ 120 (Setor 2); R$ 100 (Setor 3); R$ 80 (Frisa)

UFRJ aposta em corrida de barcos para promover uso de energia solar


RIO - Uma corrida de barcos movidos à energia solar. Essa é a proposta do primeiro Desafio Solar Brasil, que vai acontecer entre os dias 16 e 24 de outubro, na baía de Paraty, no litoral sul do estado. O evento, que está sendo organizado pelo Pólo Náutico da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), pretende estimular o desenvolvimento de tecnologias focadas em energias alternativas limpas e promover a aplicação dessas energias em embarcações de serviço, recreio e transporte de passageiros no Brasil.
Durante os nove dias do rali, 20 embarcações da classe A (com seis metros de comprimento) vão percorrer cerca de 240 quilômetros na baía de Paraty. Serão realizadas um total de oito etapas, que incluem uma prova técnica, um prólogo e seis provas - todas de 40 quilômetros em média.
A ideia de realizar o evento surgiu no ano passado, depois que uma equipe da UFRJ participou da última edição do Frisian Solar Challenge , competição realizada a cada dois anos na Holanda, que se constitui no principal evento europeu para embarcações solares. Neste evento, a UFRJ participou com uma embarcação própria projetada e construída no Pólo Náutico, a qual recebeu o nome de Copacabana e ficou na sétima colocação geral e na quarta na classe A, num total de 48 equipes européias.
De acordo com o coordenador-geral do Pólo Náutico da UFRJ e responsável pela criação da competição no Brasil, Fernando Amorim, a escolha da classe A para a corrida se deu porque ela requer menos investimentos por parte das equipes. Segundo ele, o objetivo é fazer com que os participantes usem a criatividade e o improviso para encontrar soluções eficientes e inovadoras.
"A utilização de fontes alternativas de energia deixou de ser ficção científica e passou a ser realidade. Em países como a Holanda e a Bélgica, mais de 30% da energia consumida são produzidas por meios alternativos. No Brasil, o potencial de fontes limpas ainda é muito mal aproveitado e, por isso, muita energia é desperdiçada", explica Amorim.
Além de equipes do Rio de Janeiro, o Desafio Solar vai contar com a participação de equipes de outros estados do Brasil e de uma equipe holandesa, que virá a convite da UFRJ. O objetivo é que a competição brasileira articule instituições e universidades da América Latina e, futuramente, seja incluída como uma das etapas do circuito internacional. Os organizadores do evento também esperam que ele atraia representantes de empresas do setor marítimo, de instituições educacionais e de centros de pesquisa do mundo inteiro, e que sirva para a troca de experiências e conhecimento sobre energia solar.

10.01.2009

MAUA JAZZ


Terceira edição do festival de música instrumental. Nas apresentações de abertura, o Julio Bittencourt Trio, formado pelo baterista Julio, Benjamin "BJ" Bentes (baixo) e Luciano Bittencourt (guitarra e violão), exibe standards brasileiros e americanos, além de improvisos sobre as obras de Bach e Villa-Lobos. Sempre nos fins de semana, entre as próximas atrações estão previstos nomes como Wagner Tiso, Gilson Peranzzetta e Mauro Senise. 18 anos. Terra da Luz Jazz Club (60 lugares). Estrada Maringá de Minas, s/nº (pousada Terra da Luz), Visconde de Mauá. Reservas, (24) 3387-1306 e 3387-1545. Sexta (2) e sábado (3), 22h. R$ 25,00 e R$ 30,00.


CAPITAL INICIAL
De volta ao Rio, a banda exibe o disco Multishow ao Vivo Capital Inicial. Estão confirmadíssimos sucessos como Independência e Fogo. Também serão lembrados os tempos do Aborto Elétrico, grupo seminal do rock brasiliense que trazia na sua formação o líder da Legião Urbana Renato Russo e dois integrantes do grupo: Fê (bateria) e Flávio Lemos (baixo). 15 anos. Citibank Hall (8 430 pessoas). Avenida Ayrton Senna, 3000 (Shopping Via Parque), Barra. Informações, 0300 7896846 (9h/21h). Sábado (3), 22h. R$ 50,00 a R$ 120,00. Bilheteria: 12h/20h (seg. a sex.); a partir das 12h (sáb.). Cc.: todos. Cd.: R e V. TM. Estac. (R$ 4,50). www.citibankhall.com.br.

COMPANHIA ESTADUAL DE JAZZ
Formado pelo pianista Sergio Fayne, o guitarrista Fernando Clark, o baterista Chico Pessanha e o contrabaixista e humorista do Casseta & Planeta Reinaldo Figueiredo, o conjunto é a atração do projeto Em Casa. No repertório sobressaem arranjos que misturam Caetano Veloso a Cole Porter, Tom Jobim a Jimi Hendrix e Villa-Lobos a Tim Maia. 18 anos. Zozô (300 lugares). Avenida Pasteur, 520, Urca, 2295-5659. Sábado (3), 21h30. R$ 60,00.

DANIEL PEREIRA
Depois de lançar o disco Ganha-Pão, o cantor volta à Lapa. Figurinha fácil nos blocos da cidade, Daniel interpreta as bem-humoradas Feira da Vovó e Doca e Carolina. Completam o programa canções de Bezerra da Silva, Kid Morengueira, Chico Buarque e Paulinho da Viola. 18 anos. Bar Balneário (260 pessoas). Rua Mem de Sá, 63, Lapa, 2222-0328. Sábado (3), 22h. R$ 14,00 (até 23h) e R$ 18,00.

EDUARDO DUSSEK
No espetáculo Dussek Na Sua, o cantor, compositor e pianista apresenta antigos sucessos e as faixas de Amor & Humor, seu mais recente disco. Dono de uma visão sarcástica para as mazelas do mundo, Dussek garante momentos divertidos com seus comentários entre uma música e outra. 12 anos. Teatro Abel (538 lugares). Rua Mário Alves, 2, Icaraí, Niterói, 2195-9800. Sábado (3), 21h; domingo (4), 20h. R$ 50,00. Bilheteria: a partir das 15h (sáb. e dom.).


FLAVIO VENTURINI
A sonoridade do Clube da Esquina está presente na seleção de canções do último disco do músico mineiro, Não Se Apague Essa Noite. Venturini mostra Recomeçar, parceria com Ronaldo Bastos, e O Melhor do Amor, dele e de Torquato Neto. 16 anos. Teatro Rival Petrobras (472 lugares). Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, 2240-4469, Metrô Cinelândia. Sexta (2) e sábado (3), 19h30. R$ 40,00 e R$ 50,00. Bilheteria: 13h30/19h30 (seg. a qui.); a partir das 13h30 (sex. e sáb.). TT. http://www.rivalbr.com.br/.

JOTA QUEST
De volta ao Rio, a banda mineira promove o disco La Plata, recém-indicado ao Grammy Latino. Depois de emplacar os hits La Plata e Vem Andar Comigo, a música da vez é Seis e Trinta, que ganhou videoclipe dirigido por Gringo Cardia. As três estão no repertório. 18 anos. Fundição Progresso (5 000 pessoas). Rua dos Arcos, 24, Lapa, 2220-5070. Sexta (2), 23h. R$ 50,00 a R$ 70,00 (mulheres) e R$ 60,00 a R$ 80,00 (homens). Bilheteria: 10h/13h30 e 14h/18h (seg. a qui.); a partir das 14h (sex.). http://www.fundicaoprogresso.com.br/

ZECA DA CUÍCA
Resultado de uma parceria entre a Casa do Artista Afro-Brasileiro e o Retiro dos Artistas, a apresentação do instrumentista nascido no Morro de São Carlos tem a participação de Nelson Sargento e Elaine Machado. No repertório, Grito de Guerra, Lapinha, Ronco da Cuíca e Disritimia. Acompanham os bambas o violonista Gilberto Vieira, o percussionista Luciano Fogaça, o pandeirista Rui Silva e o cavaquinista Pedro Cantalice. O ingresso dá direito à feijoada. Livre. Retiro dos Artistas (700 pessoas). Rua Retiro dos Artistas, 571, Jacarepaguá, 2424-1986. Sábado (3), 13h. R$ 20,00.

EDUARDO DUSSEK NO TEATRO ABEL


Teatro Abel - Sábado 3, 21h; domingo 4, 20h.
Eduardo Dussek é hoje um artista multifacetado. Além de cantor e compositor, ele carrega um forte lado teatral (trabalha também como ator, autor, diretor e compositor para teatro). Isso faz com que seus shows sejam altamente engraçados, e com outros focos além da música. Há textos, brincadeiras e pequenas performances que fazem com que o roteiro não fique limitado apenas à exposição de uma seqüência de músicas de sua autoria ou com outros parceiros.
Ele brinca, conversa com a platéia, conta fatos ligados às canções e à atualidade, fala sobre a cidade, a data comemorativa e os assuntos pertinentes combinados com os contratantes e patrocinadores, com um humor inteligente e um tipo particular de deboche refinado. O espectador vai se envolvendo no clima de cada canção e acaba se sentindo como se estivesse numa festa na casa do artista, unindo com humor o motivo do evento, citando figuras, fatos e personagens ligados ao tema do acontecimento, divertindo e aproximando a platéia. No espetáculo Dussek Na Sua, o cantor, compositor e pianista apresenta antigos sucessos e as faixas de Amor & Humor, seu mais recente disco. Dono de uma visão sarcástica para as mazelas do mundo, Dussek garante momentos divertidos com seus comentários entre uma música e outra. 12 anos. Teatro Abel (538 lugares). Rua Mário Alves, 2, Icaraí, Niterói, 2195-9800. Sábado (3), 21h; domingo (4), 20h. R$ 50,00. Bilheteria: a partir das 15h (sáb. e dom.).