Um pastor vigiava o seu rebanho, quando notou que este em determinadas ocasiões se mostrava mais alegre, saltando com enorme vivacidade. A repetição do fato aguçou-lhe a observação e o pastor notou que a energia de suas ovelhas se manifestava quando elas pastavam essas terras, as quais eram ricas de uma determinada planta cujo fruto comiam. Compreendeu então, que a reação era efeito da ingestão de tal planta. Curioso, fez uma experiência em si próprio. Tomou uma infusão que fez com os frutos da planta referida. Logo depois, sentiu um reforço de energias, bom humor, melhor disposição para o trabalho, e ao mesmo tempo, desaparecendo, o sono que o atacava quando em serviço. Tal bebida era o café e, segundo a lenda, assim começou a ser usado.
VASSOURAS, RJ
Antiga Estação Ferroviária Inaugurada em 1912 pelo então Presidente da República Marechal Hermes da Fonseca, ficou abandonada depois da extinção do ramal. Adquirida pela fundação Severino Sombra da Rede Ferroviária Federal, foi reformada em sua beleza antiga, tornando-se sede da Universidade Severiano Sombra.
PIRAI, RJ
O território do município de Piraí foi desbravado em conseqüência do trânsito realizado entre a região das Minas Gerais e Rio de Janeiro, através do Rio Paraíba.O núcleo primitivo desenvolveu-se junto à pequena capela de Santanna do Piraí, erguida por volta de 1772. A localidade rapidamente progrediu, atraindo iNúmeros colonos que buscavam terras férteis para seu cultivo. Nos meados do século XX a inauguração da Rodovia Presidente Dutra, ligando o Rio de Janeiro a São Paulo foi um importante acontecimento, pois essa rodovia passa justamente pela sede do município. Isso acabou inserindo Piraí numa rota fundamental da economia brasileira.
VALENÇA, RJ
Em 1789, foi iniciada a catequese dos habitantes de vários aldeamentos indígenas. Uma das primeiras providências tomadas pelos colonizadores foi a de construir uma tosca e pequena capela, no principal aldeamento dos Coroados e a sua 1ª missa em 1803, foi dedicada à Nossa Senhora da Glória de Valença em 1903. Com a abolição da escravatura o perfil sócio-econômico do Município foi redesenhado - a decadência da produção cafeeira deu lugar a criação de gado, transformando o Município em um dos maiores fornecedores de leite e exportador de laticínios. O setor industrial representa importante fonte de absorção de mão-de-obra. Valença tem também um forte potencial turístico, representado por seu clima, suas cachoeiras, rios e especialmente por suas antigas fazendas de café.
BARRA DO PIRAI, RJ
A cidade se chama Barra do Piraí, pois Barra quer dizer foz de um rio. E como em Barra do Piraí, o rio Piraí se lança no rio Paraíba do Sul, formando assim a foz do rio Piraí. Logo como Barra do Piraí é uma cidade cortada por dois rios; o rio Paraíba do Sul e o Piraí, nada mais adequado do que o seu nome. A origem de Barra do Piraí remonta aos meados do século XIX, quando se formaram dois povoados: São Benedito e Sant’ Ana. Elevada a município em 1890, começou a tornar-se importante e a desenvolver-se em 1864, com a chegada da estrada de ferro Dom Pedro II – mais tarde denominada Central do Brasil.A partir daí, progressivamente, Barra do Piraí cresceu e tornou-se o maior centro comercial da região cafeeira. Por Barra do Piraí circulava grande parte da riqueza do país.
VALE DO CAFÉ
O Vale do Café fluminense é a opção para quem quer manter distância das cidades grandes. Repleta de fazendas coloniais da época do ciclo cafeeiro, a região oferece oportunidades para casais apaixonados aproveitarem o frio e solteiros errantes tentarem encontrar suas caras-metades. O Vale do Café é o destino mais procurado por turistas no estado do Rio quando o frio chega, informa a Associação Brasileira de Agências de Viagens.
RIO - O cantor e compositor Moraes Moreira é a atração do Espaço MPB desta quinta-feira, no Botafogo Praia Shopping. Às 19h30m, o artista sobe ao palco no oitavo piso para mostrar seu repertório que mistura sucessos da época do grupo Novos Baianos e canções de sua trajetória solo. A entrada é gratuita. O set list se baseia no DVD gravado ao vivo na Feira de São Cristóvão, no ano passado. "Ferro na boneca", "Colégio de aplicação", "A menina dança", "Acabou chorare", "Brasil pandeiro" e "Preta pretinha" são alguns sucessos que o artista promete cantar.
Moraes Moreira @ Espaço MPB. Botafogo Praia Shopping: Praia de Botafogo 400, 8º piso. Qui, às 19h30m. Grátis
Na edição deste quarta-feira, o Segundo Caderno publica a breve reportagem sobre o documentário "Beyond Ipanema: Ondas brasileiras na música global”, que dois brasileiros radicados em Nova York, o produtor Béco Dranoff e o jornalista Guto Barra, idealizaram e dirigiram, e que está na Première Brasil do Festival do Rio. Serão quatro exibições, a partir deste sábado, dia 30, à meia-noite, no Cine Odeon.
Como o título anuncia, eles dão uma panorâmica na música brasileira que tem rodado o mundo, quase sempre a partir de sua entrada nos EUA. Desde de Carmen Miranda, como algumas lacunas (justificadas por ambos), eles passam por bossa nova, tropicália e chegam a fenômenos localizados e recentes como funk favela, Forró in the Dark, Garotas Suecas, uma escola de samba formada numa escola no Harlem e outras curiosidades...
O papo por e-mail com Béco (que lançou a carreira internacional de Bebel Gilberto, época em que o conheci) e Guto rendeu e, portanto, boto a entrevista aqui na íntegra, com direito a um clipe no filme no YouTreco.
1) Como surgiu a ideia desse filme e quanto tempo vocês levaram entre o roteiro e a finalização?
Béco Dranoff: O conceito de Beyond Ipanema foi criado por Guto, que me convidou para desenvolver o projeto com ele em meados de 2006. Levamos mais de três anos de pesquisa e trabalho para chegar a essa forma final do documentário, um processo que incluiu a produção de cerca de 50 entrevistas e mais de cem horas de imagens.
Guto Barra: Notamos que não faltavam compilações dedicadas aos diferentes gêneros brasileiros no mercado e bastante literatura, mas não havia um filme que retratasse um pouco dessa história. Como o assunto era bem familiar para a gente e havia um certo acesso a muitos dos artistas envolvidos, resolvemos entrar nesta empreitada por completo amor à música. Depois de passar mais de três anos envolvidos com o projeto, ainda continuamos a nos surpreender com o quanto a música brasileira afeta o público internacional - e sempre de maneiras diferentes.
2) Entre a bossa nova e a recente (a partir dos anos 1990) redescoberta da tropicália (Tom Zé, Caetano, Gil, Mutantes...), o pessoal do jazz trocou figurinhas com Milton Nascimento (tem um importante disco dele com Wayne Shorter, “Native dancer”, e muitos outros), Ivan Lins foi gravado por meio mundo no jazz-pop (George Benson, Manhattan Transfer etc...) e percussionistas brasileiros fizeram escola. Por que essa gente ficou de fora do documentário? Também senti falta de menção a Sepultura, grupo que conseguiu uma forte entrada no segmento do metal...
BD: Por motivos de duração do filme, tivemos que optar e enfocar em alguns artistas e movimentos importantes. Entrevistamos Milton e Wayne Shorter, mas não pudemos falar de gente como Naná Vasconcelos, Paulinho Da Costa, Dom Um Romao e Djavan, que também tiveram papel importante na história. Idem com o Sepultura, teríamos que acrescentar mais um capítulo no filme só para contar a trajetória da banda. O nosso documentário não almeja ser a história definitiva da música do Brasil no mundo, mas sim um panorama geral sobre a sua influência e relevância fora do país. Quem sabe um dia fazemos o Beyond Ipanema 2 e contamos mais?
GB: No caso do Milton e do Wayne, como entrevistamos os dois, com certeza vamos acabar usando este material em um DVD ou outros formatos de distribuição do documentário. Também gostaria muito de ter entrado na história da Flora e do Airto, mas tivemos que fazer uma decisão criativa e focar em alguns assuntos. A história da música brasileira também passa por Laurindo Almeida, Luiz Bonfá, Bola Sete, Walter Wanderley e tantos outros. O Beyond Ipanema poderia ser transformado facilmente em uma série de vários episódios. Ou talvez em um livro.
3) Percebi também que vocês focaram mais a cena de Nova York, onde ambos moram, certo?
BD: Sim, principalmente por questões práticas e orçamentárias. Mas também porque foi onde nasceu a Bossa Nova para os americanos com o grande show do Carnegie Hall em 1962. Nova York é ainda um porto importantíssimo de passagem para todas as culturas do mundo.
GB: O documentário também reflete um pouco das nossas experiências pessoais vividas aqui em NY. O Béco esteve envolvido com vários dos projetos, eventos e artistas que são protagonistas da parte mais recente da história. Eu trabalhei como jornalista cultural aqui durante vários anos e acompanhei de perto principalmente a história de Tom Zé, Mutantes e David Byrne. Então fazia mais sentido seguir essa direção. Da mesma maneira como tivemos que nos concentrar em alguns temas e artistas, também achamos que abrir muito e tentar contar a história da música brasileira no mundo todo seria uma missão muito ambiciosa. Se fôssemos entrar no fascínio dos japoneses pela Bossa Nova ou o prestígio dos artistas brasileiros em alguns países da Europa, precisaríamos de mais algumas horas de filme...
4) É genial a descoberta das aulas de samba naquela escola do Harlem. Segundo a experiência de vocês, qual a chance de o samba crescer nos EUA? (Em Nova Orleans, conheci duas escolas de samba, formadas na maioria por estudantes americanos)
BD: Todas as artes brasileiras estão em grande evidência nos EUA e Europa, é uma hora ótima para a cultura nacional. A internet abriu definitivamente as portas do Brasil e os intercâmbios estão mais fortes do que nunca. Nas grandes cidades dos EUA hoje existem aulas de vários gêneros brasileiros: maracatu, frevo, capoeira, percussão. Como diz o David Byrne no filme, o Brasil é um dos poucos países no mundo a exportar tanta cultura. As crianças da escola no Harlem adoram as aulas de samba e isso indica que o ritmo poderia espalhar muito pelos EUA e pelo mundo afora.
GB: Para mim, uma das coisas mais incríveis é o samba acontecer em uma escola do Harlem especificamente, já que o bairro tem uma história musical tão rica. "Roubar" o espaço do hip hop entre teenagers americanos também é um grande feito! O professor da FDA, Dana Monteiro, acredita que também tem um lado prático que favorece a disseminação num ambiente escolar: é relativamente fácil de aprender (em seis meses eles já estão tocando), é animado e divertido. O samba também pode se beneficiar do fato de que pode se misturar facilmente ao hip hop, breakdance e ritmos latinos.
5) Apesar de algum reconhecimento nos meios universitário, musical, da intelligentzia em geral, nomes como Tom Zé, Caetano, Gil não penetram no mainstream. Já Bebel Gilberto, pelo menos nos dois primeiros CDs, conseguiu uma grande projeção – em Los Angeles e NY, eu me lembro de ouvir o disco dela em muitas lojas e muitos restaurantes. Segundo a análise de vocês, o que Bebel tem que eles não têm?
BD: Eu tenho um grande envolvimento com o lançamento da Bebel nos EUA e no mundo. Ao meu ver ela teve vários fatores que a favoreceram. Primeiro, seu talento natural, sua voz e musicalidade únicas. Segundo, os discos sempre incluíram canções em inglês ou que continham frases em inglês; sinto que isso a ajudou a chegar no mainstream americano. Também importante é o fato dela morar em Nova York e ter podido divulgar o seu trabalho como uma artista local, ter feito muitos shows, aparições em TV, emplacado músicas em filmes e séries de TV, enfim, muito trabalho na mídia local mesmo. Os discos foram incorporados no cotidiano americano e hoje ouve-se Bebel em muitas lojas, cafés, livrarias, e as pessoas reconhecem a sua voz.
GB: Acho que hoje em dia existem várias maneiras diferentes de se analisar a relevância dos artistas brasileiros nos Estados Unidos. Como sabemos bem, isso não está mais relacionado ao número de vendas de discos. Na minha opinião, esta relevância está no fato de que eles são citados como influência de artistas americanos, ganham menções na mídia tanto mainstream quanto alternativa, mantêm cenas (às vezes maiores, às vezes menores) em torno de seus trabalhos e conseguem fazer turnês com certa frequência. Isso acontece com Gil, Caetano, Tom Zé, Seu Jorge, Céu, Mutantes e vários outros. A internet também mudou bastante este cenário. A popularidade do CSS no YouTube é muito maior do que a de Sergio Mendes, que foi o artista brasileiro que mais vendeu discos nos EUA. É interessante ver como os artistas brasileiros estão sabendo aproveitar a evolução da mídia e dos meios de distribuição. A Céu, por exemplo, virou um grande sucesso de vendas por corta do Starbucks, o que é o sonho de muitos artistas americanos.
Durante a produção do filme, pudemos sentir de perto o quanto todo esse movimento vem abrindo as portas para a música brasileira no "subconsciente médio" internacional. A sensação que ficou para mim é que não saber alguma coisa sobre a música brasileira hoje em dia nos EUA é uma coisa quase inaceitável. Muitas vezes nos surpreendemos ao conversar com algum "leigo" vindo do mid-west americano e a pessoa, logo após admitir não saber nada sobre o Brasil, conta que "adora" Seu Jorge, que viu a participação dele em "A Vida Marinha com Steve Zissou" e comprou o disco... Quando mostramos o filme na Nova Zelândia, há poucas semanas, vimos que o CSS é uma febre por lá. Ou seja, são fenômenos isolados, sim, mas são tantos fenômenos paralelos, que o resultado é impressionante e praticamente único.
6) Como vocês mostram no filme, e a dupla do Thievery Corporation conta, batidas brasileiras já foram incorporadas ao idioma de DJs e produtores contemporâneos. Até que ponto o público consumidor identifica a origem desse balanço? O que Gilberto Gil fala, de que o mundo está se tornando de alguma forma brasileiro, também converge para essa questão: até que ponto a identidade brasileira se mantém nessa globalização cultural?
BD: O que mostramos no Beyond Ipanema é justamente isso, a penetração às vezes direta e às vezes subliminal da nossa música e cultura. O Brasil sempre foi "globalizado", isso parece estar na nossa essência, as fusões culturais e raciais brasileiras são incríveis. Isso agora se reflete na nossa exportação cultural de volta ao mundo. Não é só em música, mas em moda, design, fotografia, street art, dança contemporânea, etc... O mundo admira muito o poder criativo do brasileiro, das nossas propostas e soluções para tudo. A Tropicália já pregava que tudo ia se misturar e isso aconteceu.
GB: Com certeza muitas vezes as pessoas não sabem de onde aquele beat vem - e nem querem saber. Percebemos que cada público conecta com a música brasileira por motivos diferentes. O público jovem de música eletrônica hoje se liga no ritmo do funk carioca, mesmo sem entender as letras, eles gostam da sonoridade crua; o povo do psychedelic folk se identifica com a filosofia tropicalista; os jazzistas se conectam com a sofisticação harmônica e assim por diante. Em vários desses casos, existe essa identificação com artistas específicos, mas sem necessariamente passar por uma conexão mais profunda com o Brasil. Talvez a identidade de todos os países vá ficar mais diluída com toda essa globalização, mas acho que isso tem seu lado positivo, no sentido de que as pessoas podem ficar mais abertas para conhecer coisas diferentes.
7) Vi na página da banda que Garotas Suecas está com uma razoável agenda americana em outubro. Qual o circuito que eles fazem por aí?
GB: O GS fez uma entrada bem interessante aqui, bem despretensiosa, usando a internet e o poder da música ao vivo. Eles fizeram bastante barulho no último South by Southwest e ganharam atenção online. O interessante é o fato de que eles cantam em português e isso não parece estar sendo uma barreira para a banda. Acho que eles têm tudo para entrar no mesmo circuito de rock alternativo que é fanático pelos Mutantes.
8) Como o subtítulo do filme já diz, a música brasileira vai e volta: qual a próxima ou a atual onda brasileira nos EUA? A verdade é que depois da bossa nova, ainda não rolou nada com a mesma força em bloco, o que temos são casos isolados. E, no que não deixa de ser saudável, com diferentes vertentes: forró, funk-favela, bossa-eletrônica, neo tropicália etc...
BD: Creio que devido à fragmentação e democratização das fontes de informações, estamos vivendo um momento muito fértil de abundância artística. Eu acho bom que não exista só um movimento exclusivo de nada. Hoje, quem ouve funk carioca, pode ouvir bossa, heavy metal e boleros... por que não? Sinto que os gêneros e categorias estão caindo em desuso. Acho que existem dois tipos de música em geral: a que a gente gosta e a que a gente não gosta - e isso é totalmente individual.
GB: Acho que nada, nunca mais, vai ter o mesmo sucesso de vendas e penetração na cultura pop americana que a Bossa Nova teve. São outros tempos, as mudanças na indústria fonográfica e a fragmentação da mídia não permitiriam. Realmente o grande valor hoje está na diversidade e no fato de que todas as mini-cenas existem paralelamente sem muito investimento em marketing por parte de selos e gravadoras. O fato de que sempre tem espaço para novos artistas brasileiros, com a nossa música continua voltando em cada década, também é um grande feito.
9) Por fim, quais os planos para lançamento e distribuição do filme?
Béco & Guto: Beyond Ipanema ainda não tem um distribuidor no Brasil. A representação internacional está sendo feita pela FiGa Films, baseada em Los Angeles, e procuramos os parceiros certos para associações no Brasil e outros países. No momento estamos estudando qual será a melhor estratégia de distribuição, pensando inclusive em um mix de cinema/tv/online.
Alias, essa edição do Festival do Rio tem muito filme ligado à música, até entre os de ficção, como o da noite de abertura, "Taking Woodstock", de Ang Lee, ou o já algumas vezes comentado aqui "Os Famosos e os Duendes da Morte", de Esmir Filho, que parte de um romance, de Ismael Caneppele, no qual o personagem é um jovem gaúcho do interior vidrado em Bob Dylan.
e as sessões para quem se interessar por "Beyond Ipanema", que recomendo, são:
Beyond Ipanema, trailer oficial com legendas
SAB (26/9) 23:59 Cine Odeon
SEG (28/9) 18:10 Est Gávea
SEG (28/9) 22:30 Est Gávea 1
QUI (1/10) 17:00 Cinema Nosso
SEX (2/10) 20:00 Ponto Cine
Resende com Salão da Primavera até outubro
O 37º Salão da Primavera de Resende está a disposição do público. Das 228 obras de artes plásticas inscritas, 98 foram selecionadas e compõem a exposição do Museu de Arte Moderna da cidade. Os interessados podem visitar a mostra até 30 de outubro (sexta-feira), de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A entrada é de graça. Mais informações pelo telefone (24) 3355-3220. O Museu fica na Rua Dr. Cunha Ferreira, nº 104, no Centro Histórico
Barra Mansa com aulas de balé de graça
Os estudantes da rede pública de Barra Mansa contam com aulas de balé clássico de graça. A iniciativa faz parte do projeto Dança & Magia, criado em 2006. O objetivo é descobrir e valorizar novos talentos do balé clássico. Os interessados podem se inscrever no local. É necessário ter mais de 6 anos, estar matriculado em escola pública, levar duas fotos 3x4, cópia de certidão de nascimento, comprovante de residência e atestado médico. As aulas são de graça e acontecem no SEST/SENAT de Barra Mansa, Rua Severino Saretta, nº 5 – Barbará. os dançarinos vão encenar o balé natalino “O Quebra-Nozes” na abertura das comemorações de natal de Barra Mansa.
Museus da região guardam raridades
Em toda a região sul do estado, moradores e visitantes podem aproveitar a riqueza histórica e cultural que os museus locais disponibilizam.
Quem chega ao Centro de Visitantes de Itatiaia, por exemplo, pode conhecer de forma didática a história do Parque Nacional, trilhas, cachoeiras e todas as espécies da flora e fauna do local. Já em Levy Gasparian, no Museu Rodoviário (foto), o visitante fica por dentro do desenvolvimento rodoviário brasileiro. São peças utilizadas na primeira rodovia do país, como: tratores, caminhões, ônibus, selos, fotografias, mapas, carroças, etc.
Existem museus para todos os gostos: belas-artes, arqueologia, ciência, tecnologia, arte moderna, industriais, etc. Na região, a maior parte deles se baseia na história, cultura e gastronomia dos municípios. Visitar os museus é garantia de conhecimento, lazer e muita diversão. Os lugares guardam raridades e mistérios e mexem com o imaginário de todos os curiosos.
Conheça os museus do sul do estado:
Angra dos Reis: Igreja de Nossa Senhora da Lapa e Boa Morte - Museu de Arte Sacra
Conservatória: Museu Sacro da Matriz de Santo Antônio Museu da Seresta e da Serenata Museu Vicente Celestino e Gilda Abreu Museu Silvio Caldas, Gilberto Alves, Guilherme de Brito e Nelson Gonçalves Museu Vicente Celestino
Ilha Grande Presídio Ilha Grande
Itatiaia: Museu do Parque Nacional
Levy Gasparian: Museu Rodoviário de Paraibuna (foto)
Miguel Pereira: Museu Francisco Alves Museu do Município Núcleo Histórico e Ferroviário (Museu do Trem)
Paty do Alferes: Museu da Cachaça Museu de Arqueologia da Aldeia de Arcozelo
Paraíba do Sul: Museu da Inconfidência - Sebollas
Paraty: Forte Defensor Perpétuo Museu de Arte Sacra
RIO - Oito filmes, oito propostas de pensar o futuro do cinema brasileiro. O Festival do Rio criou para esta edição, que começa na quinta-feira, uma mostra chamada Novos Rumos, apenas com filmes de cineastas dando seus primeiros passos na realização de longas-metragens.
Não é exagero imaginar que, daqui a alguns anos, os diretores presentes na Novos Rumos poderão ser selecionados para a competição da Première Brasil, a mostra que apresenta anualmente o que há de melhor no cinema brasileiro.
A coluna Liquidificador, da revista Megazine, fez três perguntas para estes cineastas. As respostas estão abaixo.
1. Quais ingredientes você juntou para fazer seu filme?
2. Se você tivesse que escolher uma das opções, qual seria: sucesso comercial ou reconhecimento crítico? Por quê?
3. Seu filme já tem distribuição garantida?
A FALTA QUE NOS MOVE, de Christiane Jatahy
1. Cinco anos de pesquisa de linguagem. Dez procedimentos para a filmagem. Cinco excelentes atores. Três câmeras na mão. Uma única locação. Uma mistura instigante de documentário e ficção. E muitos parceiros de primeira trabalhando juntos para realizar um filme inovador e contundente.
2. Podem ser as duas coisas? Reconhecimento crítico e reflexivo sobre o trabalho e público entusiasmado lotando a sala do cinema. Por que não?
3. Ainda não mostramos para um distribuidor, mas estamos confiantes.
FLUIDOS, de Alexandre Carvalho
1. Paixão, suor e saliva para convencer a todos que era possível fazer um filme de ficção ao vivo, com os atores encenando, a equipe captando as imagens, eu editando, tudo isso no mesmo momento em que o filme está sendo projetado na tela do cinema.
2. Os filmes são feitos para serem vistos. Não há nada mais gratificante do que uma sala lotada, com o público refletindo com seu filme.
3. Ainda não. Procuro distribuidoras que se interessem em levar essa experiência inédita de um longa feito ao vivo para mais espectadores.
INVERSÃO, de Edu Felistoque
1. Primeiro colhi fatos enquanto filmava meu documentário (inédito) "Território 9ponto8". Depois, adicionei pitadas de ficção para chegar a um roteiro "popular". Cobri com uma camada de drama psicológico e suspense e levei ao "forno", dando a "forma" final... meio "cabeça", meio "popular".
2. Com todo respeito aos críticos, gosto muito de falar com o público. Mas uma coisa pode caminhar junto com a outra. Foi pensando assim que tentei fazer um filme "híbrido" que atenda aos dois lados.
3. Sim, a distribuição será pela Califórnia Filmes.
O PARAÍBA, de Samir Abujamra
1. Arrumei uma pequena câmera semiprofissional (dessas que todo mundo tem), entrevistei meu pai e minha mãe e me mandei para a Paraíba com uma vaga noção do que iria fazer lá, sem nenhum tipo de produção, sem saber nem mesmo para onde ir depois que o avião pousasse.
2. Nenhuma das duas opções. O único reconhecimento que importa é o do espectador.
3. A única coisa que podemos garantir é que, além da exibição no Festival do Rio, o filme terá uma sessão popular na Feira de São Cristóvão.
INTRUSO, de Paulo de Moraes Fontenelle
1. Os ingredientes que utilizamos para realizar o "Intruso" foram muita criatividade, bastante trabalho em equipe e uma grande vontade de realizar um sonho.
2. Eu escolho o sucesso comercial, porque isso é sinônimo de um grande público. O mais importante, para mim, é que o maior número de espectadores tenha a possibilidade de assistir e se emocionar com o filme.
3. Não.
SEM FIO, de Tiaraju Aronovich
1. Se fôssemos julgar pelo filme, os ingredientes seriam sangue, cocaína e porrada! Brincadeiras à parte, acredito que os principais ingredientes foram vontade e determinação, além de fé e ousadia.
2. Se "sucesso comercial" significar sucesso junto ao público, não tenha dúvida de que eu ficaria com essa opção. A gente faz arte para agradar ao público e, é claro, a nós mesmos. Se a crítica curtir a obra, melhor ainda.
3. Eu poderia dizer que sim, pois já recebemos algumas propostas. Só não menciono nomes, pois ainda não batemos o martelo.
VIDA DE BALCONISTA, de Cavi Borges e Pedro Monteiro
1. Os ingredientes foram: muita vontade de filmar e produzir, uma turma com interesses cinematográficos iguais e uma boa ideia.
2. Sempre quis o reconhecimento crítico mas para viver de cinema e ser um cineasta de profissão o sucesso comercial é muito importante. Tentar conciliar as duas coisas seria o ideal.
3. Já distribuímos uma parte do material nos celulares, outra na internet, agora estamos indo para os cinemas e por fim para o DVD. O filme faz parte de um projeto multimídia objetivando o aproveitamento de todas as mídias.
MORGUE STORY - SANGUE, BAIACU E QUADRINHOS, de Paulo Biscaia Filho
1. Ué? Os ingredientes estão no próprio título: sangue, baiacu e quadrinhos. E também tem uma tremenda paixão da equipe e do elenco.
2. Olha, um pouco de sucesso comercial seria bom, pois já gastei uma boa grana do próprio bolso para fazer o filme. O "Morgue Story" parece uma amante: dá prazer, mas também dá trabalho e custa caro.
3. Não. A distribuição é justamente o Santo Graal do cinema.
RIO - Desta terça-feira (22.09) até domingo (27.09), mulheres de cinco nacionalidades vão mostrar que são cheias de graça no Espaço Sesc, em Copacabana. Não se trata de um concurso de beleza, mas da terceira edição do festival internacional de comicidade feminina "Esse monte de mulher palhaça", que exibe 11 espetáculos, duas oficinas, uma palestra e o show de abertura, de Silvia Machete, às 20h, tudo a preços populares.
Silvia Machete canta 'Simplesmente mulher'
Há representantes nacionais (de Rio de Janeiro, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e Brasília) e quatro atrações internacionais (de Áustria, Argentina, França e Moçambique).
Assista a trecho de espetáculo da francesa Jeannick Dupont
O projeto é idealizado pelo grupo "As Marias da Graça" em parceria com o Sesc Rio. A ideia é criar um espaço de reflexão e ação, com a intenção de ampliar a atuação dessas artistas.
Confira a programação completa:
OFICINAS
De terça (22.09) a sexta (25.09), das 14h às 17h: Oficina de Comicidade. Ministrante: Jeannick Dupont (França). Somente para palhaças profissionais - 12 vagas. Inscrições: asmariasdagraca@asmariasdagraca.com.br
As alunas trabalharão as relações de poder entre duas ou três parceiras através de jogos corporais e rítmicos e de exercícios de improvisação. Conflitos, níveis de poder, mas também cumplicidade. Como encontrar o prazer, as variações e as emoções que nascem desta relação clownesca ancestral entre o Branco e Augusto.
PALESTRA
Sexta, às 11h: Papo-Cabeça Palhaça
Bate-papo entre as artistas do festival e representantes da sociedade com objetivo de traçar planos para o fortalecimento da mulher palhaça no Brasil e ações de intercâmbio.
ESPETÁCULOS
TERÇA (22.09)20h: "Eu não sou nenhuma santa", com Sílvia Machete. Direção: Roberto Oliveira.
QUARTA (23.09) 19h: "Mulher na TPM até o Diabo treme" (Volta Redonda, Rio de Janeiro)
21h: Cabaré: Mestra de Cerimônias: Florencia Santangelo/Cucaracha (grupo Roda Gigante, Rio de Janeiro)
- "Nado Sincronizado" (As Claurinas, Niterói). Bailarinas/Palhaças: Carolina Caneca/Baixa Renda, Thaísa Jatobá/Bocona e Teresa Santos/Pescoço. Direção: Marcos Ácher.
- "Ponto de Ôns" (Grupo Tripetrepe, Belo Horizonte). Atriz/Palhaça: Cida Mendes/Cidoca. Direção: Iolene de Stéfano.
- "As divas do ringue" (Trupe Delas, Rio de Janeiro). Elenco: Cristina Moura, Bruma Saboia e Mariana Hartung. Criação e Direção Musical: Cristina Moura.
- "Como fazer uma poção do amor" (Rio de Janeiro). Criação e Atuação: Daniela Piveta/Girassol e Patrícia Ubeda/Charlote.
- "Poráguabaixo" (Chapecó). Michelle Silveira/ Barrica.
- "As Abelhas Indianas" (Trupe-Circo Guaraciaba, Sorocaba). Atrizes/Palhaças: Guaraciaba Malhone, Iracema Cavalcante e Luciana Malhone. Direção: Márcia Jardim.
- "A Boneca Miota" (Cia. Carroça de Mamulengos, Juazeiro do Norte). Brincantes: Maria Gomide, Isabel Gomide e Luzia Gomide.
QUINTA (24.09) 19h: "Decripolou" (Recife, Pernambuco). Com a atriz/palhaça-brincante Odília Nunes/ Bandeira. Direção: Odília Nunes.
21h: "Parece ser que me fue" (Buenos Aires, Argentina). Com a atriz/palhaça Marina Barbera/Marta. Direção: Raquel Sokolowicz.
SEXTA (25.09) 19h: "Treuer wie Feuer / Fiel como Fogo" (Áustria). Com a atriz/palhaça Elke Maria Riedmann/ Brenda Feuerle.
21h: "As Caixas, as trouxas e a fronha" (Brasília). Com a atriz/palhaça Antonia Vilarinho/Palhaça Fronha. Direção: Adelvane Néia.
SÁBADO (26.09) 19h: "Poste Restante/Correio Postal" (França). Com a atriz/palhaça Jeannick Dupont/Huguette Espoir. Direção: Lory Leshin.
21h: "Sobre Tomates, Tamancos e Tesouras"| (Barão Geraldo, Campinas). Com a atriz/palhaça Andréa Macera / Mafalda Mafalda (Barracão Teatro). Direção e Sonoplastia: Rhena de Faria.
DOMINGO (27.09) 16h: "Show De/Para/Com/Ou Mágicas" (Brasília). Com a atriz/palhaça Manuela Castelo Branco/ Matusquella.
19h: Cabaré: Mestra de Cerimônias: Maíra Kesten
- "A Equilibrista" (Circo Grock - Natal, Rio Grande do Norte). Atriz/Palhaça: Gena Leão/Ferrugem.
- "Aviso Prévio" (Recife). Palhaças: Enne Marx/Mary En (Doutores da Alegria) e Nara Menezes/Aurhelia). Direção: Adelvane Néia (Humatriz Teatro, Campinas).
- "Shei-lá e seu violão" (Grupo Roda Gigante, Rio de Janeiro). Atriz/Palhaça: Julia Schaeffer /Shei-lá.
- "Felicidade" (Campinas, São Paulo). Atriz/Palhaça: Pérola Regina/Dorotéia.
- "Avareza" (Barueri e São Paulo). Atrizes: Aline Moreno e Nana Pequini. Direção: Jairo Matos.
- "Sassaricos da Sassah" (Rio de Janeiro). Concepção, atuação e texto: Ruth Mezeck.
- "Tá bom, tá bom!". Atrizes/Palhaças: Helena de Campos/Belinha e Priscila de Souza Lucena/Kambuca. Direção: Rogério Rodrigues.
- "Amor sob Pressão Violenta" (Maputo, Moçambique). Atriz/Palhaça: Célia Ruth Chachuaio. Peça gentilmente cedida pelo escritor Mabombo.
21h - "Encerramento" - Comemoração 20 anos da Palhaça Margarida (Adelvane Néia - Barão Geraldo, Campinas).
Esse monte de mulher palhaça @ Espaço Sesc.
Rua Domingos Ferreira 160, Copacabana - 2547-0156. De terça (22.09) a domingo (27.09). Ter, às 20h. Qua a sáb, 19h e 21h. Dom, 17h e 19h.
R$ 4 (comerciários), R$ 8 (estudantes, idosos), R$ 16. Livre
Entre os dias 1º e 16 de outubro (quinta a sexta-feira), o Teatro Gacemss, em Volta Redonda, realiza o 6º Festival Gacemss da Criança. O objetivo é promover a inclusão social e incentivar a cultura entre as crianças. São 20 apresentações que acontecem às 9h30 e às 13h45. Os ingressos custam R$ 16 (inteira), R$ 8 (alunos de escolas privadas) ou R$ 6 (alunos de escolas privadas mais 1 kg de alimento não perecível) e R$ 5 (estudantes da rede pública). É necessário agendar a participação de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h30, pelo telefone (24) 3342-4202. Teatro Gacemss Rua 14, número 22, Vila Santa Cecília Telefone:(24) 3342-4202 Volta Redonda/RJ
confira a programação.
Dia 1º (quinta-feira) O Cascudo Douradinho em: Amiga Lata, Amigo Rio Dia 2 (sexta-feira) Felicidade Dia 4 (domingo) Aladdin Dia 5 (quinta feira) Brasileirinhos - Uma História Reinventada Dia 6 (terça feira) A Cigarra e a Formiga Dia 7 (quarta-feira) Fios Mágicos Dia 8 (quinta-feira) Pica-Pau Dia 9 (segunda-feira) Aquele Menino do Cabelo Roxo Dia 12 (segunda-feira) Rei Atchim Dia 13 (terça-feira) Em Busca dos Cinco Elementos Dia 14 (quarta-feira) As Aventuras de Timão e Pumba Dia 15 (quinta-feira) A Pequena Sereia Dia 16 (sexta-feira) A Descoberta da Joaninha
Depois de representar o País em um show falando sobre a história das Marchinhas do Carnaval Carioca na Embaixada do Brasil no Paraguai, o Cantor Julio Giannini e o Grupo É dO qUe hÁ" voltam ao palco do Espaço Cultural Rio Carioca, em Laranjeiras no dia 25 de Setembro, às 20horas apresentando o espetáculo "CHORO, SAMBA E BOSSA NA TERRA DA CANÇÃO", numa exaltação a boa Música Popular Brasileira.
No Show o cantor faz um passeio pela história da antiga boemia carioca, recriando canções de Ary Barroso, Cartola, Noel Rosa, e fazendo ainda uma homenagem a Bossa Nova de Tom Jobim e Vinícius de Moraes.
O Espetáculo relembra ainda outros grandes compositores e cantores da MPB como: Chico Buarque, Ivan Lins, Dorival Caymmi e Paulinho da Viola. Há homenagens ainda à Clara Nunes e a Carmen Miranda.
Durante esse delicioso trajeto pelo romantismo urbano da Música Popular Brasileira, Julio Giannini emociona também ao trazer algumas citações poéticas de sua autoria, que ajudam a contar a história do show.
O Cantor Julio Giannini já se apresentou em casas como: Vinícius Bar, Espaço Cultural Correia Lima, Palpite Feliz, Centro Cultural Light, Cotton Club Café, Espaço Maurice Valansi e no próprio Espaço Rio Carioca.
O Grupo de choro instrumental "É dO qUe hÁ" formado por Beto Boscarino, que é responsável pelos renovados Arranjos e pelo Cavaquinho, Lélia Brazil na Flauta, e Mário Louro no Violão acompanha o cantor, trazendo a suavidade dos sambas e choros do início do século passado. Compondo ainda o espetáculo, temos a participação do percussionista Igor Higa.
O Espaço Rio Carioca fica na Rua das Laranjeiras, nº 307 - nas Casas Casadas, em Laranjeiras. O Couvert custa R$20,00. Reservas pelo telefone (21) 2225-7332.
Shows Nesta semana
ODETTE ERNEST DIAS Aos 80 anos, a flautista recebe o cantor e percussionista Menwar, das Ilhas Maurício. Acompanhada por banda que inclui seus filhos Andrea (flauta), e Jaime (violão), a instrumentista de formação erudita exibe um programa que vai de Villa-Lobos a Debussy, passando por Sabiá, de Tom Jobim, e canções tradicionais das Ilhas Maurício. Livre. Espaço Tom Jobim (500 lugares). Rua Jardim Botânico, 1008, Jardim Botânico, 2274-7012. Terça (22), 20h30. Bilheteria: 15h/18h (seg.); a partir das 15h (ter.). R$ 50,00. Estac. grátis a partir de 17h.
KATIA DOTTO Revelada no festival Humaitá pra Peixe, a cantora apresenta Amabile, disco produzido por Erika Nande, da banda Penélope, com composições autorais das duas. 18 anos. Cinematheque Música Contemporânea (240 lugares). Rua Voluntários da Pátria, 53, Botafogo, 2286-5731, a Botafogo. Terça (22), 21h. R$ 20,00. Cc.: todos. Cd.: todos. www.matrizonline.com.br.
BRATUQUES Produzido pelo selo Delira Música, o projeto tem como anfitrião o percussionista Marco Lobo. Ao lado do pianista e tecladista Kiko Continentino, do baterista Erivelton Silva, do baixista Gastão Villeroy e do saxofonista e flautista Widor Santiago, ele recebe convidados para noites dedicadas à música brasileira. Na estreia, os violonistas João Bosco e Luiz Brasil apresentam composições próprias. Não deve faltar O Ronco da Cuíca, de Bosco e Aldir Blanc, que está no próximo disco de Brasil. Livre. Sala Baden Powell (508 lugares). Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360, Copacabana, 2548-0421. Terça (22), 20h30. R$ 20,00. Bilheteria: a partir de 15h (ter.). TT.
ELZA SOARES E ALEX RIBEIRO A atração principal do projeto Sete em Ponto é a diva Elza Soares, às voltas com um repertório de sucessos da carreira. Em Salve a Mocidade, ela recebe Alex Ribeiro. Filho de Roberto Ribeiro, cantor e compositor imperiano, Alex interpreta outras músicas que fizeram sucesso na voz do pai, a exemplo de Todo Menino É um Rei. 14 anos. Teatro Carlos Gomes (685 lugares). Praça Tiradentes, 19, Centro, 2224-3602, a Carioca. Terça (22), 19h. R$ 10,00. Bilheteria: 14h/18h (seg. e ter.).
I LOVE JAZZ Em sua primeira edição, o festival recebe convidados franceses e americanos. A grande atração é a pianista Judy Carmichael, fera do swing jazz e da técnica conhecida como stride, que se apresenta no último dia, na quarta (23), ao lado do saxofonista Harry Allen. Na mesma noite tem a The New Orleans Joymakers, comandada pelo clarinetista Orange Kellin. Sobem ao palco na segunda (21) a nova-iorquina Catherine Russell e o Pink Turtle, que traz da França versões jazzísticas de sucessos do pop das últimas três décadas. Na terça (22), a Benny Goodman Centennial Band revive os grandes momentos da era do swing. Livre. Oi Casa Grande (926 lugares). Avenida Afrânio de Melo Franco, 290, Leblon, 2511-0800. Segunda (21) a quarta (23), 20h30. R$ 40,00 a R$ 150,00. Bilheteria: a partir das 15h (seg. a qua.). Cc.: todos. Cd.: todos. Estac. no Shopping Leblon (R$ 4,00 por duas horas). www.ilovejazz.com.br.
JOÃO CALLADO Compositor, arranjador e bamba do cavaquinho, o músico dos grupos Semente, Cordão do Boitatá e Abraçando o Jacaré apresenta as composições próprias de seu primeiro, e ótimo, disco-solo. Com participação dos cantores Soraya Ravenle, em Risquei Teu Nome na Areia, e Alfredo Del Penho, em Vazio. 14 anos. Modern Sound (120 lugares). Rua Barata Ribeiro, 502, loja D, Copacabana, 2548-5005, a Siqueira Campos. Terça (22), 19h. Grátis. É necessário fazer reserva. Estac. c/manobr. (R$ 6,00 a primeira hora). www.modernsound.com.br
LOALWA BRAZ Ex-líder do grupo Kaoma, a cantora relembra os tempos da lambada com os mega-hits Chorando Se Foi e Dançando Lambada. Também estão programadas músicas do disco-solo Recomeçar, de 2004. 16 anos. Teatro Rival Petrobras (472 lugares). Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, 2240-4469, a Cinelândia. Quarta (23) e quinta (24), 19h30. R$ 40,00 e R$ 50,00. Bilheteria: 13h30/19h30 (seg. e ter.); a partir das 13h30 (qua. e qui.). TT. www.rivalbr.com.br
VOCA PEOPLE Liderado por Lior Kalfo e Shai Fishman, o grupo israelense demonstra habilidade surpreendente para recriar os sons de todo tipo de instrumento apenas com as vozes de seus oito integrantes. Com esse recurso, e muito bom humor, eles encaram um repertório eclético que vai dos hits Billie Jean, Sex Bomb e I Like to Move It a Beethoven e Mozart. 16 anos. Vivo Rio (4 000 lugares). Rua Infante Dom Henrique, 85, Aterro do Flamengo, 2272-2900. Quarta (23), 22h30. R$ 120,00. Bilheteria: 12h/20h (seg. e ter.); a partir das 12h (qua.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. IR. Estac. c/manobr. (R$ 12,00). www.vivorio.com.br.
e-mail para esta coluna botecosdovaledocafe@gmail.com
O carioca Otávio Castro, que é um jovem mestre da gaita, representou o Brasil na última edição da Society for the Preservation and Advancement of the Harmonica (SPAH), que aconteceu no mês passado na Califórnia. Com uma pequena gaita diatônica, dessas mais usadas no blues e no folk, ele esbanja técnica, tirando sons que normalmente só são conseguidos nas gaitas maiores. O vídeo que repasso abaixo flagra Otávio em ação no encontro da SPAH deste ano, utlizando uma Hering Golden Blow afinada em Dó.
Por Angela Chaloub
A Moça Do Sonho
Composição: Chico Buarque / Edu Lobo
Súbito me encantou
A moça em contraluz
Arrisquei perguntar: quem és?
Mas fraquejou a voz
Sem jeito eu lhe pegava as mãos
Como quem desatasse um nó
Soprei seu rosto sem pensar
E o rosto se desfez em pó
Por encanto voltou
Cantando a meia voz
Súbito perguntei: quem és?
Mas oscilou a luz
Fugia devagar de mim
E quando a segurei, gemeu
O seu vestido se partiu
E o rosto já não era o seu
Há de haver algum lugar
Um confuso casarão
Onde os sonhos serão reais
E a vida não
Por ali reinaria meu bem
Com seus risos, seus ais, sua tez
E uma cama onde à noite
Sonhasse comigo
Talvez
Um lugar deve existir
Uma espécie de bazar
Onde os sonhos extraviados
Vão parar
Entre escadas que fogem dos pés
E relógios que rodam pra trás
Se eu pudesse encontrar meu amor
Não voltava
Jamais
O Festival Vale do Café foi criado em 2003, sendo idealizado por Cristina Braga primeira harpista da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e dirigido por Turíbio Santos, considerado um dos maiores violonistas clássicos da atualidade. O festival acontece anualmente na região Sul-Fluminense no chamado Vale do Café, que é composto pelas cidades de: Vassouras, Valença, Rio das Flores, Piraí, Engenheiro Paulo de Frontin, Paty do Alferes, Paracambi, Miguel Pereira, Mendes, Barra do Piraí, Pinheiral, Barra Mansa, Paraíba do Sul e Volta Redonda.
O festival apresenta concertos de música nas fazendas, shows em praça pública e promove oficina de música com crianças da região. Também são realizados curso de música que ensinam instrumentos como Clarineta, Violino, Trompete e Piano.
Em 2009 foi realizado entre os dias 17 e 26 de julho, com a proposta de "resgatar fortemente o patrimônio imaterial, estimulando o amor à natureza e divulgar o patrimônio histórico e arquitetônico abrangendo os diversos municípios da região do Vale do Café".
Até 2009, mais de 450 mil pessoas já haviam participado das cinco edições do evento.
http://www.festivalvaledocafe.com/
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FAZENDAS DE BARRA MANSA
Fazenda Bocaina
Localizada na Estrada Barra Mansa / Bananal, possui arquitetura rural do século XIX. Apresenta um estado de conservação muito bom e um portão de acesso ao jardim, cujo trabalho de serralheria merece destaque.
Fazenda Santo Antônio
Construída no início do século XIX, apresenta planta e fachada bem características das fazendas de café. Encontra-se em precário estado de conservação e precisa de obras urgentes de recuperação.
Fazenda da Posse
A primeira construção erguida em Barra Mansa data de 1764. Trata-se de um casarão em estilo colonial, totalmente restaurado, um marco do surgimento do município. Atualmente, funciona como Centro Cultural, abrigando cursos e exposições de arte.
Fazenda Criciúma
A Fazenda foi construída em 1872, pelo fazendeiro de café e empresário, com atividades comerciais na França, Manoel Gomes de Carvalho (Barão do Rio Negro). Criciúma foi uma das mais importantes produtoras de café da região. Ao longo dos anos, a construção histórica sofreu pequenas modificações, mantendo algumas linhas arquitetônicas que lembram o Palácio Rio Negro de Petrópolis.
Fazenda Sant’ana do Turvo
Construída em 1826, por Joaquim Manuel de Carvalho (Primeiro Barão de Amparo), foi a maior produtora de café na região. Na época, ocupando uma área de 700 alqueires e possuindo 250 escravos, chegou a produzir, anualmente, 180 mil arrobas de café. Em bom estado de conservação, é um dos bons exemplos da arquitetura rural do século XIX, contando com 12 quartos, três salões e outras dependências. Localiza-se no limite com o distrito de Nossa Senhora do Amparo, o que faz com que seja considerada parte daquele distrito. Floresta da CicutaUma área ecológica destinada a preservação da fauna, mananciais, vegetação, estudos e recreação. A floresta encontra-se na Fazenda Santa Cecília, de propriedade da Companhia Siderúrgica Nacional e ocupa uma área de aproximadamente 132 hectares.
Mata do Pavão
Situada no distrito de Rialto, é uma das áreas remanescentes mais representativas da Mata Atlântica e encontra-se em excelente estado de conservação. Segundo moradores locais, ainda podem ser encontrados representantes da fauna ameaçados de extinção, como a onça parda (Felix sussuarana), porco do mato (Cateto), várias espécies de aves, além da exuberante flora nativa.
Fazenda Rochinha
Cuidadosamente restaurada, mantém as características da arquitetura do final do século XVIII, quando o chamado estilo colonial marcava as construções rurais. Desde 1902, destaca-se pela excelência de sua cachaça artesanal, ROCHINHA, comercializada atualmente em todo o Brasil e com adiantados projetos de exportação.
Fazenda São Lucas Brandão
Pertenceu inicialmente ao comendador Lucas Antônio Monteiro de Barros, benfeitor da cidade que deu início à construção da Câmara Municipal de Barra Mansa. Durante o ciclo do café, destacou-se como uma das principais produtoras da região. Sua sede data do final do século XIX, encontrando-se em bom estado de conservação.
Hotel Fazenda Sertãozinho
Sua construção foi iniciada em 1833 e concluída 54 anos mais tarde. No local havia uma capela e, desde essa data, vem recebendo reparos e reformas que, possivelmente, podem ter alterado as linhas arquitetônicas da fachada. O interior conserva o traçado original.
Igreja Nossa Senhora do Amparo
Construída por iniciativa do Visconde do Rio Bonito, então Presidente da Província do Rio de Janeiro, sua fachada elegante e sem excessos de adornos é um bom exemplo da arquitetura neoclássica religiosa. O prédio mantém-se em bom estado de conservação e não sofreu nenhuma alteração interna ou externa.
Artesanato Stella Carvalho
Construído pela Associação das Damas de Caridade de Amparo, em 1981. Entre seus objetivos estão o incentivo às habilidades artesanais e a facilitação do acesso ao mercado de vendas, cujos resultados revertem para as artesãs, como uma espécie de cooperativa. O projeto foi do Engenheiro Luiz Roberto Correia Reche e mostra uma fachada com esquadria em estilo colonial, mantendo o clima do cenário histórico de Amparo. As colchas de retalhos produzidas pelo artesanato são famosas, conhecidas inclusive em outros países, tornando-se um referencial de Amparo.
Fazenda Ribeirão Claro
Foi construída em 1845, por João Chrisóstomo de Vargas, no melhor estilo da época. Um imponente solar mantém o traçado e mobiliário originais, conservando sua autenticidade pelas gerações seguintes.
O Rio também tem roça
Nem mesmo os cariocas sabem que o estado sediou inúmeras fazendas históricas (cerca de 170 de acordo com o Preservale) que iniciaram o rico Ciclo do Café no pais. Foi por volta de 1810 que as primeiras fazendas iniciaram suas culturas cafeeiras, encontrando na região do Vale do Rio Paraíba do Sul, as melhores condições climáticas e de solo. O apogeu do ciclo do café deu-se na maior parte do séc. XIX. Era tempo de Barões poderosos e das Sinhás aristocráticas e seus solares. Tempo dos escravos no eito, o café secando no interior, a roda d’água girando, as sacas de muitas arrobas em lombo de mulas serra abaixo, até o porto do Rio de Janeiro.
Contudo, o século finda, e os descendentes dos barões - que viveram o apogeu do Ciclo do Café - vêem acontecer o que mais temiam: a abolição do sistema escravagista em 1888 e o fim da Monarquia com o advento da República um ano após.
Com a queda do ciclo fluminense do café, a produção expandiu-se para o interior de São Paulo que se transforma na capital oficial do café, tendo como pólos principais as cidades de Campinas e Ribeirão Preto, que já utilizavam mão-de-obra assalariada. No estado do Rio, muitas fazendas do estado são então abandonadas após a abolição, terminando hipotecadas ao Banco do Brasil. Em meados do séc. XX, muitas delas se convertem em fazendas de gado leiteiro, suas terras servindo de pasto. Atualmente várias estão sendo restauradas com a ajuda do instituto Preservale e transformadas em atrações turisticas, pousadas e hotéis, no circuito histórico chamado "Vale do Café" que esta sendo considerado pelos profissionais de turismo como o "Vale do Loire Brasileiro"."
FAZENDA RESGATINHO
Fazenda Resgatinho - Rod.SP 64 Km 323 - Estância Histórica e Ecológica de Bananal-SP