16 e 17 de fevereiro de 2011 – Quarta e quinta, às 19h30
Das reuniões familiares, passando pelos grandes prêmios e participações em musicais. Foi assim que tudo começou. Sucessos, quantos sucessos. “Meu romance com Laura”, “Pensando nela” ,(Bus Stop),” Alguém na Multidão”,” Mágoa”, “Ai de Mim”, entre outros.
Veio o tempo da Jovem Guarda e aquela família novamente e sempre reunida, fazia a imagem verdadeira do povo brasileiro; jeito humilde, quieto e de muito talento.
Mais tarde, já adultos, os GOLDEN BOYS ousaram vôos mais altos, gravaram muitas trilhas de novelas, vinhetas e prefixos de programas para o rádio e a tv e participaram de diversos movimentos da música popular brasileira, viajando por todo o Brasil e por diversos países, sempre representando o Brasil.
Como se pode ver, eles continuam na estrada, cantando e brincando e é por isso que o tempo parece não passar para eles e se você duvida, é só chamar pelos meninos dourados, GOLDEN BOYS, eles continuam os mesmos ou estão ainda melhores e cheios de experiência, segundo a opinião dos que os assistem e aplaudem sempre. Vale à pena conferir.
Teatro Rival Petrobras (472 lugares) - Rua: Álvaro Alvim, 33/37 - Cinelândia. Tel.: 2524-1666
16 e 17 de fevereiro de 2011 – Quarta e quinta, às 19h30
Ingressos: R$ 50,00 (Inteira). R$ 40,00 (Os 100 primeiros pagantes). R$ 25,00 (Estudante/ Idoso/ Professor da rede municipal).
Classificação: 16 anos
Site: www.rivalpetrobras.com.br
2.14.2011
2.12.2011
Sambar é Bom
sábado, dia 12/02 às 20h
Na versão “Trio” com Kiko Continentino (piano, vocais e arranjos),
Lucynha (voz e percussão) e Clauton Sales “Neguinho” (bateria, trompete e vocais)
É assim, com muita alegria, descontração e elegância, que o Sambar é Bom conta a história da origem do samba, desde o lundú “Isto é Bom” de Xisto Bahia (gravado em 1902), maxixes de Chiquinha Gonzaga, sambas-choro e por aí vai... Um repertório de samba, chôro, bossa, sambajazz, sambalanço e ritmos latinos.
“O grupo transita com muito swing e suavidade por um repertório de altíssima qualidade, digno dos grandes mestres da música brasileira, como Ernesto Nazareth, Cartola, Noel Rosa, Adoniran Barbosa, Pixinguinha, Ari Barroso, Dorival Caymmi, Jacson do Pandeiro, Baden Powel, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Roberto Menescal, Carlos Lyra, João Gilberto, Geraldo Pereira, João Donato, Chico Buarque, Jorge Benjor, Milton Nascimento, Rosa Passos, Djavan, entre tantos outros...
Com interpretações únicas e arranjos próprios este belíssimo trabalho é despojado e ao mesmo tempo sofisticado.
Gostoso de ouvir e bom pra dançar”. Djane Borba (produtora e musicista/Guararema-SP 2008)
Drink Café Humaitá - Piano Bar (2º andar)
NOITES DA LAPA NO HUMAITÁ
Música para ouvir e dançar
COUVERT ARTÍSTICO R$20,00
(Rua General Dionísio, 11 – Humaitá – Tel: 21-2527 2697)
Na versão “Trio” com Kiko Continentino (piano, vocais e arranjos),
Lucynha (voz e percussão) e Clauton Sales “Neguinho” (bateria, trompete e vocais)
É assim, com muita alegria, descontração e elegância, que o Sambar é Bom conta a história da origem do samba, desde o lundú “Isto é Bom” de Xisto Bahia (gravado em 1902), maxixes de Chiquinha Gonzaga, sambas-choro e por aí vai... Um repertório de samba, chôro, bossa, sambajazz, sambalanço e ritmos latinos.
“O grupo transita com muito swing e suavidade por um repertório de altíssima qualidade, digno dos grandes mestres da música brasileira, como Ernesto Nazareth, Cartola, Noel Rosa, Adoniran Barbosa, Pixinguinha, Ari Barroso, Dorival Caymmi, Jacson do Pandeiro, Baden Powel, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Roberto Menescal, Carlos Lyra, João Gilberto, Geraldo Pereira, João Donato, Chico Buarque, Jorge Benjor, Milton Nascimento, Rosa Passos, Djavan, entre tantos outros...
Com interpretações únicas e arranjos próprios este belíssimo trabalho é despojado e ao mesmo tempo sofisticado.
Gostoso de ouvir e bom pra dançar”. Djane Borba (produtora e musicista/Guararema-SP 2008)
Drink Café Humaitá - Piano Bar (2º andar)
NOITES DA LAPA NO HUMAITÁ
Música para ouvir e dançar
COUVERT ARTÍSTICO R$20,00
(Rua General Dionísio, 11 – Humaitá – Tel: 21-2527 2697)
2.11.2011
Elba e Ivete no Baile Municipal de Recife 2011
Para marcar a abertura do Carnaval do Recife 2011, será realizado, no dia 26 de fevereiro, no Chevrolet Hall, o 47º Baile Municipal do Recife. As cantoras Ivete Sangalo e Elba Ramalho [foto] deverão fazer um show repleto de frevo e ritmos pernambucanos. Haverá, ainda shows do Alceu Valença, André Rio, e Almir Rouche.
Os ingressos para o 47º Baile Municipal do Recife já estão à venda nos pontos de venda dos quiosques do Paço Alfândega e Shopping Boa Vista e nas lojas Tribos dos shoppings Recife, Tacaruna e Plaza.
Neste ano, para comprar o ingresso, vai ser necessário apresentar o CPF. A medida é para evitar a ação dos cambistas. O processo será feito da seguinte maneira: no ato da compra, o folião terá cadastrado o nome completo e o número do CPF (apenas o titular do CPF poderá realizar a compra). Esse cadastro poderá ser acessado por qualquer um dos pontos de venda. Assim, não será autorizada a venda a quem já atingiu a cota dos ingressos. Para cada CPF, poderão ser vendidos até quatro entradas. Pessoas jurídicas, através do CNPJ, poderão comprar até dez ingressos. O valor pode ser dividido em cinco vezes no cartão Hipercard.
Preço dos ingressos
•600 Mesa (para 4 pessoas) – esgotado
•50,00 Pista
Meia Entrada
A renda da venda de ingressos será revertida para instituições sociais. Portanto não terá venda de Meia Entrada.
Os ingressos para o 47º Baile Municipal do Recife já estão à venda nos pontos de venda dos quiosques do Paço Alfândega e Shopping Boa Vista e nas lojas Tribos dos shoppings Recife, Tacaruna e Plaza.
Neste ano, para comprar o ingresso, vai ser necessário apresentar o CPF. A medida é para evitar a ação dos cambistas. O processo será feito da seguinte maneira: no ato da compra, o folião terá cadastrado o nome completo e o número do CPF (apenas o titular do CPF poderá realizar a compra). Esse cadastro poderá ser acessado por qualquer um dos pontos de venda. Assim, não será autorizada a venda a quem já atingiu a cota dos ingressos. Para cada CPF, poderão ser vendidos até quatro entradas. Pessoas jurídicas, através do CNPJ, poderão comprar até dez ingressos. O valor pode ser dividido em cinco vezes no cartão Hipercard.
Preço dos ingressos
•600 Mesa (para 4 pessoas) – esgotado
•50,00 Pista
Meia Entrada
A renda da venda de ingressos será revertida para instituições sociais. Portanto não terá venda de Meia Entrada.
2.10.2011
"Há canções demais nesse mundo",
Caetano Veloso
Há canções demais nesse mundo. Eu próprio já fiz uma quantidade ridícula delas. Quase sempre com muita ambição e pouco cuidado. Tento não fazer mais tantas. Penso muito em cantar canções já existentes, pois cantar me dá prazer (só não me dá mais porque não canto tão bem quanto acho que se deve cantar). Mas tenho hábito e necessidade de fazer canções.
Em parte para tentar pôr as já feitas por mim numa perspectiva mais favorável, isto é: melhorá-las. Gosto de "Coração Vagabundo", de "Uns", de quase todas as canções que fiz para o filme "Tieta do Agreste" e de algumas que fiz para "Orfeu". Gosto de "13 de Maio" e das novas que fiz para o disco gravado com Jorge Mautner. Me orgulho (o que é diferente de "gosto") de "Tropicália", "Terra", "Haiti", "Baby", "Fora da Ordem", "Livros". Gostaria que mais gente conhecesse "Motriz", "Mansidão", "Meu Rio", "Um Tom". Mas a impressão geral é de quase irrelevância.
No entanto, agora fiz esse "cê" com 12 músicas novas. Admito que já devia estar com vontade de fazer isso, pois na excursão do "A Foreign Sound" eu dizia, em todas as apresentações, que planejava fazer um disco "todo em português, todo de sambas, todos meus, todos inéditos". Era uma piada por causa do disco de canções americanas. Mas a verdade é que comecei a escrever sambas para um CD novo.
Um deles, "Diferentemente", eu cantava no próprio show em que anunciava
isso. Decidi que seriam 16 - e que o disco se chamaria "Dezesseis Sambas". Por um motivo ou por outro, fui me afastando dessa idéia. Ao menos por enquanto. Além de "Diferentemente" (que não entrou no "cê"), eu tinha feito um ("Luto") que dei pra Gal gravar, outro ("Tiranizar") em parceria com Cézar Mendes - e comecei mais uns quatro que ficaram inacabados. "Musa Híbrida" é o único que poderia ter ido para aquele disco e veio para este
As canções de "cê" são em geral curtas e foram compostas com a formação guitarra/baixo/bateria (e eventual teclado) em mente. Mostrei as músicas a Pedro Sá já com as linhas de arranjo esboçadas (às vezes definidas) no violão. Têm, quanto a isso (mas não só quanto a isso), parentesco com as composições de rock. Suponho que elas tenham a mesma atitude desabusada que, na época do tropicalismo (e também depois), me levava a dar mostras de interesse pela cultura de massas dominante (a dos países ricos - e às vezes até dos pobres - de língua inglesa), mas sem submeter-me a ela, nem mesmo tornar-me um especialista nela. Claro que hoje, velho, sei mais coisas do que sabia aos 24. E sei fazer melhor. Mas se alguém achar que o ar de revisão do rock dos anos 80 sob um critério punk é um lugar-comum dos grupos atuais que não evitei adotar em muitos momentos, estará certo. Não se trata, porém, de um disco de rock como os que ouço e me interessam: as músicas são minhas, minha voz continua a mesma, meus cabelos estão mais brancos do que pretos, menos cacheados e sempre mais curtos do que quando os tinha longuíssimos - ou mais longos do que quando decidi usá-los curtos.
Pedro Sá e Moreno são meus filhos (este último, biologicamente falando; nenhum dos dois no sentido artístico: são filhos na acepção familiar do termo). Estão nos seus trinta: têm uma vivência direta dos caminhos que tomou o gosto musical nas últimas décadas - e intervenções pessoais notáveis na orientação desses caminhos. Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado estão nos seus vinte. Foi Pedro quem sugeriu seus nomes quando ouviu meus temas e minhas idéias. E nossa comunicação foi tão clara que em poucos minutos de ensaio as peças ficavam prontas para ser gravadas. Todas. Nem uma só emperrou. Todos traziam logo idéias que levavam as minhas até as últimas e melhores conseqüências.
Esse disco é resultado de muitas conversas que tive com Pedro Sá nesses anos em que ele tem tocado comigo (desde "Noites do Norte").
Comentávamos o que ouvíamos, ouvíamos algumas coisas juntos, finalmente falamos em fazer um disco marcando posição na discussão crítica do rock. Seria o disco de uma banda fictícia, onde às vezes ele cantaria, às vezes eu (num personagem diferente e com a voz eletronicamente modificada), às vezes algum outro músico que viéssemos a convidar para compor a banda. Faríamos como os Gorillaz (aliás, gosto muito de Gorillaz). Pensei em fazer isso enquanto gravava o disco de sambas, numa perfeita clandestinidade. Contaríamos muito com a utilidade do pro-tools.
Ao mesmo tempo, eu sonhava fazer uma outra coisa totalmente diferente disso: um disco chamado "Novas Canções Sentimentais", todo voz-e-violão, todo de canções românticas feitas por mim, mas que parecessem essas lindas de Peninha ou de Fernando Mendes que gravei com grande sucesso comercial. Só "Tá Combinado" era uma canção já existente que entraria nesse projeto. Todo o mundo gosta de fazer sucesso. E a mim me traz felicidade poder fazer o que agrada a muita gente, ver que muitas pessoas me ficam gratas e gostando de mim. Sei que um disco assim teria receptividade fácil aqui e na Europa, no Japão (nos Estados Unidos também, possivelmente, dependendo da nitidez da execução e de haver pistas claras quanto ao que fosse sinceridade e ao que fosse ironia), talvez só na Inglaterra ninguém entendesse nada, como acontece freqüentemente. Ainda penso em fazer um disco assim. Mas é um projeto muito solitário. E eu a toda hora me inspirava mais para compor canções do tipo das que iriam pro disco clandestino de rock. Terminei fazendo um disco meu (não tenho esse espírito combativo todo para entrar na clandestinidade), com muito do que veio desse tipo de inspiração, uma canção que transbordou do pacote de sambas ("Musa Híbrida") e outra que meio veio do imaginário grupo das "Novas Canções Sentimentais" ("Não Me Arrependo") - sendo que esta última é (com "Minhas Lágrimas") um dos raros momentos autobiográficos de um disco que é quase a obra de um heterônimo.
E, seguindo o caminho de purificação do som que Pedro e Moreno foram abrindo, gravamos tudo em fita larga, sem pro-tools.
Todas as músicas do CD são tocadas pelos mesmos três músicos: Pedro Sá, Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado. E eu, claro, que, além de cantar (às vezes com Pedro, às vezes com Marcelo - só Ricardo não cantou no disco), toco meu velho violão, puxando as cordas (nunca consegui tocar batendo nas cordas como toda a geração rock e pós-rock faz), quase sempre as de náilon, mas, por duas vezes, umas de aço (com que não tenho nenhuma intimidade). Temos vontade de fazer o mesmo no palco.
A única participação especial é de Jonas Sá, na faixa "O Herói", em que ele, atendendo a uma sugestão de Moreno, faz aqueles vocais angelicais à Stevie Wonder (quando a contra-ironia chega ao auge) e, depois, na mesma faixa, aqueles vocais diabólicos (quando a dor do herói salta pra fora da tensão ironia/não-ironia) que fecham o album. Acho que "cê" é o único álbum meu, até agora, em que só há canções feitas por mim sozinho.
Caetano Veloso
Há canções demais nesse mundo. Eu próprio já fiz uma quantidade ridícula delas. Quase sempre com muita ambição e pouco cuidado. Tento não fazer mais tantas. Penso muito em cantar canções já existentes, pois cantar me dá prazer (só não me dá mais porque não canto tão bem quanto acho que se deve cantar). Mas tenho hábito e necessidade de fazer canções.
Em parte para tentar pôr as já feitas por mim numa perspectiva mais favorável, isto é: melhorá-las. Gosto de "Coração Vagabundo", de "Uns", de quase todas as canções que fiz para o filme "Tieta do Agreste" e de algumas que fiz para "Orfeu". Gosto de "13 de Maio" e das novas que fiz para o disco gravado com Jorge Mautner. Me orgulho (o que é diferente de "gosto") de "Tropicália", "Terra", "Haiti", "Baby", "Fora da Ordem", "Livros". Gostaria que mais gente conhecesse "Motriz", "Mansidão", "Meu Rio", "Um Tom". Mas a impressão geral é de quase irrelevância.
No entanto, agora fiz esse "cê" com 12 músicas novas. Admito que já devia estar com vontade de fazer isso, pois na excursão do "A Foreign Sound" eu dizia, em todas as apresentações, que planejava fazer um disco "todo em português, todo de sambas, todos meus, todos inéditos". Era uma piada por causa do disco de canções americanas. Mas a verdade é que comecei a escrever sambas para um CD novo.
Um deles, "Diferentemente", eu cantava no próprio show em que anunciava
isso. Decidi que seriam 16 - e que o disco se chamaria "Dezesseis Sambas". Por um motivo ou por outro, fui me afastando dessa idéia. Ao menos por enquanto. Além de "Diferentemente" (que não entrou no "cê"), eu tinha feito um ("Luto") que dei pra Gal gravar, outro ("Tiranizar") em parceria com Cézar Mendes - e comecei mais uns quatro que ficaram inacabados. "Musa Híbrida" é o único que poderia ter ido para aquele disco e veio para este
As canções de "cê" são em geral curtas e foram compostas com a formação guitarra/baixo/bateria (e eventual teclado) em mente. Mostrei as músicas a Pedro Sá já com as linhas de arranjo esboçadas (às vezes definidas) no violão. Têm, quanto a isso (mas não só quanto a isso), parentesco com as composições de rock. Suponho que elas tenham a mesma atitude desabusada que, na época do tropicalismo (e também depois), me levava a dar mostras de interesse pela cultura de massas dominante (a dos países ricos - e às vezes até dos pobres - de língua inglesa), mas sem submeter-me a ela, nem mesmo tornar-me um especialista nela. Claro que hoje, velho, sei mais coisas do que sabia aos 24. E sei fazer melhor. Mas se alguém achar que o ar de revisão do rock dos anos 80 sob um critério punk é um lugar-comum dos grupos atuais que não evitei adotar em muitos momentos, estará certo. Não se trata, porém, de um disco de rock como os que ouço e me interessam: as músicas são minhas, minha voz continua a mesma, meus cabelos estão mais brancos do que pretos, menos cacheados e sempre mais curtos do que quando os tinha longuíssimos - ou mais longos do que quando decidi usá-los curtos.
Pedro Sá e Moreno são meus filhos (este último, biologicamente falando; nenhum dos dois no sentido artístico: são filhos na acepção familiar do termo). Estão nos seus trinta: têm uma vivência direta dos caminhos que tomou o gosto musical nas últimas décadas - e intervenções pessoais notáveis na orientação desses caminhos. Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado estão nos seus vinte. Foi Pedro quem sugeriu seus nomes quando ouviu meus temas e minhas idéias. E nossa comunicação foi tão clara que em poucos minutos de ensaio as peças ficavam prontas para ser gravadas. Todas. Nem uma só emperrou. Todos traziam logo idéias que levavam as minhas até as últimas e melhores conseqüências.
Esse disco é resultado de muitas conversas que tive com Pedro Sá nesses anos em que ele tem tocado comigo (desde "Noites do Norte").
Comentávamos o que ouvíamos, ouvíamos algumas coisas juntos, finalmente falamos em fazer um disco marcando posição na discussão crítica do rock. Seria o disco de uma banda fictícia, onde às vezes ele cantaria, às vezes eu (num personagem diferente e com a voz eletronicamente modificada), às vezes algum outro músico que viéssemos a convidar para compor a banda. Faríamos como os Gorillaz (aliás, gosto muito de Gorillaz). Pensei em fazer isso enquanto gravava o disco de sambas, numa perfeita clandestinidade. Contaríamos muito com a utilidade do pro-tools.
Ao mesmo tempo, eu sonhava fazer uma outra coisa totalmente diferente disso: um disco chamado "Novas Canções Sentimentais", todo voz-e-violão, todo de canções românticas feitas por mim, mas que parecessem essas lindas de Peninha ou de Fernando Mendes que gravei com grande sucesso comercial. Só "Tá Combinado" era uma canção já existente que entraria nesse projeto. Todo o mundo gosta de fazer sucesso. E a mim me traz felicidade poder fazer o que agrada a muita gente, ver que muitas pessoas me ficam gratas e gostando de mim. Sei que um disco assim teria receptividade fácil aqui e na Europa, no Japão (nos Estados Unidos também, possivelmente, dependendo da nitidez da execução e de haver pistas claras quanto ao que fosse sinceridade e ao que fosse ironia), talvez só na Inglaterra ninguém entendesse nada, como acontece freqüentemente. Ainda penso em fazer um disco assim. Mas é um projeto muito solitário. E eu a toda hora me inspirava mais para compor canções do tipo das que iriam pro disco clandestino de rock. Terminei fazendo um disco meu (não tenho esse espírito combativo todo para entrar na clandestinidade), com muito do que veio desse tipo de inspiração, uma canção que transbordou do pacote de sambas ("Musa Híbrida") e outra que meio veio do imaginário grupo das "Novas Canções Sentimentais" ("Não Me Arrependo") - sendo que esta última é (com "Minhas Lágrimas") um dos raros momentos autobiográficos de um disco que é quase a obra de um heterônimo.
E, seguindo o caminho de purificação do som que Pedro e Moreno foram abrindo, gravamos tudo em fita larga, sem pro-tools.
Todas as músicas do CD são tocadas pelos mesmos três músicos: Pedro Sá, Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado. E eu, claro, que, além de cantar (às vezes com Pedro, às vezes com Marcelo - só Ricardo não cantou no disco), toco meu velho violão, puxando as cordas (nunca consegui tocar batendo nas cordas como toda a geração rock e pós-rock faz), quase sempre as de náilon, mas, por duas vezes, umas de aço (com que não tenho nenhuma intimidade). Temos vontade de fazer o mesmo no palco.
A única participação especial é de Jonas Sá, na faixa "O Herói", em que ele, atendendo a uma sugestão de Moreno, faz aqueles vocais angelicais à Stevie Wonder (quando a contra-ironia chega ao auge) e, depois, na mesma faixa, aqueles vocais diabólicos (quando a dor do herói salta pra fora da tensão ironia/não-ironia) que fecham o album. Acho que "cê" é o único álbum meu, até agora, em que só há canções feitas por mim sozinho.
Caetano Veloso
Discografia de Mercedes Sosa volta às lojas em edições remasterizadas
Dois anos após a morte de Mercedes Sosa, parte da discografia da cantora argentina será relançada em CD com áudio remasterizado. Voltam às lojas os discos gravados por “la negra” entre 1975 e 2005.
Os álbuns serão relançados pela Universal Music e será a primeira vez que alguns títulos serão lançados em formato de CD. Ficam de fora do relançamento os discos lançados pela cantora entre 1959 e 1973.
Mercedes Sosa nasceu em 09 de julho de 1935 e morreu em 04 de outubro de 2009. É considerada uma das principais vozes da América Latina e ganhou diversos prêmios por seu trabalho artístico, além de tr sido uma importante ativista política.
Os álbuns serão relançados pela Universal Music e será a primeira vez que alguns títulos serão lançados em formato de CD. Ficam de fora do relançamento os discos lançados pela cantora entre 1959 e 1973.
Mercedes Sosa nasceu em 09 de julho de 1935 e morreu em 04 de outubro de 2009. É considerada uma das principais vozes da América Latina e ganhou diversos prêmios por seu trabalho artístico, além de tr sido uma importante ativista política.
Portela começa a trabalhar em novas alegorias

Duas equipes de profissionais de diversas áreas estão reunidas na Cidade do Samba e também na sede da Portelinha para fazer em pouco menos de um mês o trabalho realizado em quase um ano e destruído pelas chamas.
Na Cidade do Samba, no bairro Gamboa, o carnavalesco Roberto Szaniecki é o responsável pela coordenação dos trabalhos. Já na sede da Portelinha, em Madureira, quem comanda os trabalhos é a priemira-dama da agremiação, Val Carvalho.O incêndio ocorrido na última segunda-feira, 07, destruiu os barracões da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), da Portela, e das escolas União da Ilha e Grande Rio.
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Carnaval 2011
Virada Cultural 2011: primeiros nomes começam a circular na internet
A nova edição da Virada Cultural na capital paulista será realizada nos dias 16 e 17 de abril, em diversos pontos da cidade. Oficialmente os organizadores do evento ainda não divulgaram os artistas que participarão este ano, mas alguns nomes já começam a circular na internet.
O portal de notícias Último Segundo divulgou em sua editoria de Cultura que o músico norte-americano Edgar Winter é uma das atrações internacionais a tocar este ano na Virada.Com mais de 40 anos de carreira, o músico ficou famoso nos anos 70 com sua mistura de Blues, Jazz e Rock. Seu disco mais recente é “Rebel Road”, lançado em 2008 e que traz a colaboração de seu irmão Johnny Winter e do guitarrista Slash.
Os organizadores da Virada Cultural ainda não confirmaram a apresentação de Edgar Winter no evento. No site do músico também não consta show no Brasil ou outro país da América do Sul. O jeito é aguardar a divulgação oficial dos produtores do evento.
2.09.2011
Wanda Sá e Dodô Ferreira
10 a 13 de fevereiro de 2011
O Ministério da Cultura e o Banco do Brasil patrocinam e apresentam “Com Você Perto de Mim”, série de 20 shows musicais que acontecerão do dia 20 de janeiro ao dia 20 de fevereiro de 2011, reunindo 05 artistas. Cada um deles estará acompanhado no palco de um único musico e irá fazer 4 shows com o mesmo repertório, de quinta a domingo, às 20h, no Teatro III, do CCBB.
A idealização do projeto é do maestro, pianista e arranjador Hélvius Vilela, que morreu em 28 de janeiro de 2010. Doris Mota, que viveu com o maestro e tem duas filhas desta relação, realiza o projeto junto com o produtor Marcelo Aouila, promovendo um tributo ao maestro Hélvius Vilela, que seria o diretor musical do projeto. Para compor esta série, foram convidados artistas que tiveram ligação direta com o maestro.
O projeto consiste em shows de MPB, onde o artista estará acompanhado de um músico com a platéia ao seu redor. Daí o titulo do projeto “Com você perto de mim”.
Nesta primeira temporada, os artistas e as datas de apresentação são:
10 a 13 de fevereiro - Wanda Sá e Dodô Ferreira - participação de João Cortez.17 a 20 de fevereiro - Carlos Lyra e Ricardo Costa.
As apresentações acontecerão no palco do Teatro III do CCBB, do dia 20 de janeiro ao dia 20 de fevereiro, de quinta a domingo às 20h.
Preço: R$ 10,00 (Inteira) e R$5,00 (Meia)
Censura: 10 anos
Data e Horário: dia 20 de janeiro ao dia 20 de fevereiro, de quinta a domingo às 20h.
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro. Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
Tel: (21) 3808-2020 - Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 21h.www.bb.com.br/cultura.
SHOWS RIO DE JANEIRO
BETO GUEDES
Mineiro de Montes Claros, o cantor, compositor e guitarrista formou seu novo repertório através da votação dos fãs, feita ao longo de dez meses em seu site. Ao vivo, ele mostra as escolhidas pelo público, além de seu novo disco: em Outros Clássicos, Beto Guedes apresenta antigas composições com novos arranjos. Ao lado de sua banda, ele interpreta sucessos como Sol de Primavera, O Sal da Terra e Amor de Índio. 16 anos. Teatro Rival Petrobras (472 lugares). Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, 2240-4469, a Cinelândia. Sexta (11) e sábado (12), 19h30. R$ 55,00 a R$ 65,00. Bilheteria: 13h30/19h30 (seg. a qui.); a partir de 13h30 (sex. e sáb.). TT. www.rivalpetrobras.com.br.
CIBELLE E CONVIDADOS
Organizado com curadoria de Nelson Motta, o Festival Sonoridades recebe a cantora Cibelle, que acaba de lançar o terceiro disco: Las Vênus Resort Palace Hotel. Radicada em Londres, a artista multimídia paulista começou a carreira em 1999, ao lado do produtor Suba. Seu primeiro disco solo foi lançado em 2003. Ao lado de Cibelle estarão os convidados Thalma de Freitas, cantora da Orquestra Imperial, e Wladimir Gasper, com sua batida eletrônica. Numa mistura de gêneros, o repertório terá faixas próprias e covers como Mango Tree, tirado da trilha sonora da série de filmes do agente secreto James Bond. 14 anos. Oi Futuro Ipanema (120 lugares). Rua Visconde de Pirajá, 54, Ipanema, 3201-3010, a General Osório. Sexta (11) e sábado (12), 21h. R$ 15,00.
DORINA
A sambista carioca lança seu sétimo CD, Brasileirice, com participação especial de Mart’nália na faixa inédita Soberana. No bem cuidado repertório, Dorina homenageia Dona Ivone Lara em Pagode para D. Ivone, composição de Mauro Diniz, e apresenta Dor de Amor, de Belchior e Fagner, além das inéditas Festa de Vida, parceria dela com Roberto Chama, e Mercado da Ilusão, samba-choro de Monarco e Mauro Diniz. 16 anos. Teatro Rival Petrobras (472 lugares). Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, 2240-4469, a Cinelândia. Terça (8), 19h30. R$ 40,00. Bilheteria: 13h30/19h30 (seg..); a partir de 13h30 (ter.). TT. www.rivalpetrobras.com.br.
LOBÃO
Sempre polêmico, o roqueiro volta aos palcos do Circo para comemorar o sucesso de sua autobiografia, 50 Anos a Mil, lançada no fim do ano passado pela Ediouro. Durante a feitura do livro, Lobão compôs as inéditas Das Tripas Coração e Song for Sampa, este um tributo a São Paulo, onde vive e trabalha atualmente. O músico também abastece seu repertório com faixas da nova coletânea Box 81-91 + DVD Acústico MTV Lobão, na qual resgata sucessos como Me Chama, Vida Bandida, Sozinha Minha, em versões com novos arranjos. 18 anos. Circo Voador (2 000 pessoas). Arcos da Lapa, s/nº, Lapa, 2533-0354. Sexta (11), 23h. R$ 50,00. Bilheteria: 12h/19h (ter. a qui..); a partir de 12h (sex.). IC. www.circovoador.com.br.
RITA RIBEIRO
Na comemoração dos sete anos de lançamento do CD Tecnomacumba, a intérprete maranhense recebe como convidados duas vozes da música brasileira dos anos 90 — seu conterrâneo Zeca Baleiro e o paraibano Chico César. Em uma mistura de MPB, ritmos étnicos e batidas eletrônicas, a cantora apresenta, ainda, composições recém-incorporadas a seu repertório, como Mamãe Oxum, já gravada por Zeca Baleiro, e Caxambu, sucesso de Almir Guineto. 16 anos. Vivo Rio (4 500 lugares). Avenida Infante Dom Henrique, 85, Aterro do Flamengo, 2272-2900. Sexta (11), 22h. Estac. c/manobr. (R$ 15,00). IR. R$ 40,00 (pista) a R$ 80,00 (camarote A). Bilheteria: 12h/21h (seg. a qui.); a partir de 12h (sex.). Estac. c/manobr. (R$ 15,00). IR. www.vivorio.com.br.
SAMBA E OUTRAS COISAS
Aos 77 anos, Dóris Monteiro participa do projeto para comemorar seus sessenta anos de carreira, iniciada em 1949, num programa de calouros da Rádio Nacional. De voz doce e sincopada, passou pela rádios Guanabara e Tupi. No repertório entram Copacabana, de Braguinha, Mocinho Bonito e Banca do Destino, de Billy Blanco, e clássicos da bossa nova. Livre. Teatro Sesi (350 lugares). Avenida Graça Aranha, 1, Centro, 2563-4163, a Cinelândia. Sexta (11), 12h30. Grátis. Senhas distribuídas uma hora antes do show.
SESC RIO NOITES CARIOCAS
Instalado no Píer Mauá e com o patrocínio do Sesc Rio, o projeto reúne teatro, exposição e outras manifestações culturais, mas o forte continua sendo a música. Dando continuidade à extensa programação prevista, na sexta (11) é a vez de Zeca Pagodinho apresentar o espetáculo Vida da Minha Vida, com músicas do CD homônimo, o 21º da carreira do sambista. No repertório, O Garanhão, hit da novela Passione, Orgulho do Vovô, parceria dele com Arlindo Cruz, e Poxa, samba da década de 70 resgatado por Pagodinho especialmente para o disco. Em formato acústico, Lulu Santos apresenta no sábado (12) uma penca de sucessos — entre outros, A Cura, Tempos Modernos, Como uma Onda e Apenas Mais uma de Amor —, além da inédita E Tudo Mais e de pérolas de seu lado B, a exemplo de Dinossauro do Rock. Na quinta (10), em encontro dos mais esperados, o bamba da bossa nova Roberto Menescal e Andy Summers, ex-guitarrista do The Police, mostram ao vivo o repertório do DVD United Kingdom of Ipanema. Com o apoio da cantora Chris Delanno e outros músicos, eles vão de Chega de Saudade a clássicos do Police, como Roxanne e Message in a Bottle. 18 anos. Armazém 4 (2 800 pessoas). Avenida Rodrigues Alves, s/nº, Centro, 9875-7736 e 9875-5691. Quinta (10), 20h. R$ 30,00. Sexta (11) e sábado (12), 22h. R$ 80,00. Domingo (13), 18h30. R$ 30,00. Bilheteria: 12h/21h (ter. a qui. e dom.); a partir de 12h (sex. e sáb.). Cc: todos. IC. Estac. R$ 10,00 (domingo) e R$ 20,00 (sexta e sábado). www.sescrionoitescariocas.com.br.
UM OUTRO OLHAR SOBRE ELE
Mensal, a programação do projeto dedicado à diversidade musical da periferia do Rio inclui performance e apresentações de dança, a partir de 12h30. Na estreia, a parte musical fica aos cuidados da Banda Art.1. Fundado em 2005, como resultado de oficinas de percussão e bateria para jovens na cidade de Macaé, o grupo tirou o nome do artigo 1º do Código Civil, que versa sobre direitos e deveres do cidadão. Música negra e MPB misturam-se em repertório próprio. Completa o programa a participação do DJ Machintal e do MC Slow. Livre. Centro Cultural Banco do Brasil — Teatro II (155 lugares). Rua Primeiro de Março, 66, Centro, 3808-2007. Terça (8), 19h. R$ 6,00.
VERÃO DO MORRO
A programação do Morro da Urca durante o mês de fevereiro já levou para o topo da montanha a dupla sertaneja César Menotti e Fabiano, no show de abertura. Nesta semana é a vez de Jorge Ben Jor animar o público com seus tarimbados hits de samba-rock, tais como W/Brasil, A Minha Menina e Ive Brussel. Além de Ben Jor, a cantora Monique Kessous apresenta faixas de seu primeiro disco-solo, lançado em outubro do ano passado. Em meio a composições próprias entram duas regravações: Sonhos, de Peninha, e Bloco do Prazer, frevo lançado por Nara Leão que fez sucesso na voz de Gal Costa. Completam o programa o DJ Nepal e o repertório de choro dos alunos da Escola Portátil de Música. 18 anos. Morro da Urca (2 000 pessoas). Avenida Pasteur, 520, Urca, 2546-8450. Sexta (11), 22h. R$ 88,00. Bilheteria: 12h/20h (seg. a qui.); a partir de 12h (sex.). Cc: todos. Cd: todos. IR. www.veraodomorro.com.br.
VERÃO DO RIO
Na Marina da Glória, a programação inspirada pela estação mistura música, cinema e gastronomia. Dividido em cinco ambientes temáticos, o espaço receberá shows e exibições de produções recentes do cinema nacional. Na sexta, dia de abertura (11), Ana Carolina apresenta no Espaço Praia os sucessos O Avesso dos Ponteiros, A Canção Tocou na Hora Errada e algumas novidades — duas delas são uma versão de Odeio, de Caetano Veloso, e o samba Ela é Bamba. No sábado (12), o pernambucano Lenine entoa ao vivo músicas do CD Labiata. Estão previstas, entre outras, Aquilo que Dá no Coração, É o que me Interessa e Lá Vem a Cidade. 18 anos. Marina da Glória (3 500 lugares). Avenida Infante Dom Henrique, s/nº, 2215-1559 e 2262-2155. Sexta (11) e sábado (12), 0h30. R$ 70,00. Ingressos à venda nos Postos BR (Parque dos Patins, Bougainville, Parque das Rosas, São Bento) ou pelo 3344-5500. Cc: todos. Cd: todos. TT. www.veraodorio.com.br.
VERÃO OI FM
Paulo Moska, na quinta (10), e Tulipa Ruiz, na sexta (11), encerram a concorrida série gratuita de espetáculos promovidos pela rádio carioca no Arpoador. O cantor e compositor Moska apresenta músicas de seu último álbum, Muito Pouco, lançado em 2010 pela Biscoito Fino. Novidades como Deve Ser Amor, Soneto do Seu Corpo e Sinto Encanto dividem espaço com os sucessos Lágrimas de Diamante e Pensando em Você. Tulipa Ruiz, nova voz da cena paulista que caiu nas graças dos cariocas, exibe as delicadas composições de seu CD de estreia, Efêmera, a exemplo da faixa-título, da poética A Ordem das Árvores e da baladinha Só Sei Dançar com Você. Parque Garota de Ipanema. Avenida Francisco Bhering, s/nº, Copacabana. Quinta (10) e sexta (11), 19h. Grátis.
ZEZÉ MOTTA
Talentosa atriz com mais de quatro décadas de carreira, Zezé também é uma exímia cantora — deu expediente como crooner em casas noturnas nos anos 70 e, entre outros discos gravados, dividiu o clássico Quarteto Negro (1987) com Paulo Moura, Djalma Correia e Jorge Degas. Ao vivo, ela reúne no repertório Dores de Amores e Magrelinha, de Luiz Melodia, Trocando em Miúdos, de Chico Buarque e Francis Hime, Prazer Zezé, de Rita Lee e Roberto de Carvalho, Crioula, de Moraes Moreira, e Senhora Liberdade, de Wilson Moreira e Nei Lopes. Centro Cultural Light (194 lugares). Avenida Marechal Floriano, 168, térreo, Centro, 2211-4515. Sexta (11), 18h30. Grátis. Senhas distribuídas uma hora antes. www.light.com.br.
DÉLCIO LUIZ E CONVIDADOS
Músico carioca, Délcio começou a carreira no grupo de pagode Só Preto Sem Preconceito, na década de 80. Tem músicas gravadas por Exaltasamba, Alexandre Pires e Grupo Molejo. Em cartaz no Rival até o fim de fevereiro, ele se apresenta nesta semana ao lado de Jorge Aragão, Péricles, do Exaltasamba, e dos integrantes do Fundo de Quintal. Além das conhecidas Cartão Postal e Desliga e Vem, exibe algumas inéditas. 16 anos. Teatro Rival Petrobras (472 lugares). Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, 2240-4469, a Cinelândia. Segunda (7), 19h30. R$ 40,00. Bilheteria: a partir de 13h30 (seg.). TT. www.rivalpetrobras.com.br.
TIO SAMBA
Liderada pelos cantores Carlos Mauro e Simone Lial, a big band de samba encerra a temporada no Centro. As apresentações divulgam o lançamento de É Batata!, disco dedicado à obra da pequena notável Carmem Miranda. Através de música e figurinos, o grupo busca reviver o espírito dos anos 30. Livre. Centro Cultural Justiça Federal (142 lugares). Avenida Rio Branco, 241, Centro, 3261-2555, a Cinelândia. Terça (8), 19h. R$ 20,00.
Mineiro de Montes Claros, o cantor, compositor e guitarrista formou seu novo repertório através da votação dos fãs, feita ao longo de dez meses em seu site. Ao vivo, ele mostra as escolhidas pelo público, além de seu novo disco: em Outros Clássicos, Beto Guedes apresenta antigas composições com novos arranjos. Ao lado de sua banda, ele interpreta sucessos como Sol de Primavera, O Sal da Terra e Amor de Índio. 16 anos. Teatro Rival Petrobras (472 lugares). Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, 2240-4469, a Cinelândia. Sexta (11) e sábado (12), 19h30. R$ 55,00 a R$ 65,00. Bilheteria: 13h30/19h30 (seg. a qui.); a partir de 13h30 (sex. e sáb.). TT. www.rivalpetrobras.com.br.
CIBELLE E CONVIDADOS
Organizado com curadoria de Nelson Motta, o Festival Sonoridades recebe a cantora Cibelle, que acaba de lançar o terceiro disco: Las Vênus Resort Palace Hotel. Radicada em Londres, a artista multimídia paulista começou a carreira em 1999, ao lado do produtor Suba. Seu primeiro disco solo foi lançado em 2003. Ao lado de Cibelle estarão os convidados Thalma de Freitas, cantora da Orquestra Imperial, e Wladimir Gasper, com sua batida eletrônica. Numa mistura de gêneros, o repertório terá faixas próprias e covers como Mango Tree, tirado da trilha sonora da série de filmes do agente secreto James Bond. 14 anos. Oi Futuro Ipanema (120 lugares). Rua Visconde de Pirajá, 54, Ipanema, 3201-3010, a General Osório. Sexta (11) e sábado (12), 21h. R$ 15,00.
DORINA
A sambista carioca lança seu sétimo CD, Brasileirice, com participação especial de Mart’nália na faixa inédita Soberana. No bem cuidado repertório, Dorina homenageia Dona Ivone Lara em Pagode para D. Ivone, composição de Mauro Diniz, e apresenta Dor de Amor, de Belchior e Fagner, além das inéditas Festa de Vida, parceria dela com Roberto Chama, e Mercado da Ilusão, samba-choro de Monarco e Mauro Diniz. 16 anos. Teatro Rival Petrobras (472 lugares). Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, 2240-4469, a Cinelândia. Terça (8), 19h30. R$ 40,00. Bilheteria: 13h30/19h30 (seg..); a partir de 13h30 (ter.). TT. www.rivalpetrobras.com.br.
LOBÃO
Sempre polêmico, o roqueiro volta aos palcos do Circo para comemorar o sucesso de sua autobiografia, 50 Anos a Mil, lançada no fim do ano passado pela Ediouro. Durante a feitura do livro, Lobão compôs as inéditas Das Tripas Coração e Song for Sampa, este um tributo a São Paulo, onde vive e trabalha atualmente. O músico também abastece seu repertório com faixas da nova coletânea Box 81-91 + DVD Acústico MTV Lobão, na qual resgata sucessos como Me Chama, Vida Bandida, Sozinha Minha, em versões com novos arranjos. 18 anos. Circo Voador (2 000 pessoas). Arcos da Lapa, s/nº, Lapa, 2533-0354. Sexta (11), 23h. R$ 50,00. Bilheteria: 12h/19h (ter. a qui..); a partir de 12h (sex.). IC. www.circovoador.com.br.
RITA RIBEIRO
Na comemoração dos sete anos de lançamento do CD Tecnomacumba, a intérprete maranhense recebe como convidados duas vozes da música brasileira dos anos 90 — seu conterrâneo Zeca Baleiro e o paraibano Chico César. Em uma mistura de MPB, ritmos étnicos e batidas eletrônicas, a cantora apresenta, ainda, composições recém-incorporadas a seu repertório, como Mamãe Oxum, já gravada por Zeca Baleiro, e Caxambu, sucesso de Almir Guineto. 16 anos. Vivo Rio (4 500 lugares). Avenida Infante Dom Henrique, 85, Aterro do Flamengo, 2272-2900. Sexta (11), 22h. Estac. c/manobr. (R$ 15,00). IR. R$ 40,00 (pista) a R$ 80,00 (camarote A). Bilheteria: 12h/21h (seg. a qui.); a partir de 12h (sex.). Estac. c/manobr. (R$ 15,00). IR. www.vivorio.com.br.
SAMBA E OUTRAS COISAS
Aos 77 anos, Dóris Monteiro participa do projeto para comemorar seus sessenta anos de carreira, iniciada em 1949, num programa de calouros da Rádio Nacional. De voz doce e sincopada, passou pela rádios Guanabara e Tupi. No repertório entram Copacabana, de Braguinha, Mocinho Bonito e Banca do Destino, de Billy Blanco, e clássicos da bossa nova. Livre. Teatro Sesi (350 lugares). Avenida Graça Aranha, 1, Centro, 2563-4163, a Cinelândia. Sexta (11), 12h30. Grátis. Senhas distribuídas uma hora antes do show.
SESC RIO NOITES CARIOCAS
Instalado no Píer Mauá e com o patrocínio do Sesc Rio, o projeto reúne teatro, exposição e outras manifestações culturais, mas o forte continua sendo a música. Dando continuidade à extensa programação prevista, na sexta (11) é a vez de Zeca Pagodinho apresentar o espetáculo Vida da Minha Vida, com músicas do CD homônimo, o 21º da carreira do sambista. No repertório, O Garanhão, hit da novela Passione, Orgulho do Vovô, parceria dele com Arlindo Cruz, e Poxa, samba da década de 70 resgatado por Pagodinho especialmente para o disco. Em formato acústico, Lulu Santos apresenta no sábado (12) uma penca de sucessos — entre outros, A Cura, Tempos Modernos, Como uma Onda e Apenas Mais uma de Amor —, além da inédita E Tudo Mais e de pérolas de seu lado B, a exemplo de Dinossauro do Rock. Na quinta (10), em encontro dos mais esperados, o bamba da bossa nova Roberto Menescal e Andy Summers, ex-guitarrista do The Police, mostram ao vivo o repertório do DVD United Kingdom of Ipanema. Com o apoio da cantora Chris Delanno e outros músicos, eles vão de Chega de Saudade a clássicos do Police, como Roxanne e Message in a Bottle. 18 anos. Armazém 4 (2 800 pessoas). Avenida Rodrigues Alves, s/nº, Centro, 9875-7736 e 9875-5691. Quinta (10), 20h. R$ 30,00. Sexta (11) e sábado (12), 22h. R$ 80,00. Domingo (13), 18h30. R$ 30,00. Bilheteria: 12h/21h (ter. a qui. e dom.); a partir de 12h (sex. e sáb.). Cc: todos. IC. Estac. R$ 10,00 (domingo) e R$ 20,00 (sexta e sábado). www.sescrionoitescariocas.com.br.
UM OUTRO OLHAR SOBRE ELE
Mensal, a programação do projeto dedicado à diversidade musical da periferia do Rio inclui performance e apresentações de dança, a partir de 12h30. Na estreia, a parte musical fica aos cuidados da Banda Art.1. Fundado em 2005, como resultado de oficinas de percussão e bateria para jovens na cidade de Macaé, o grupo tirou o nome do artigo 1º do Código Civil, que versa sobre direitos e deveres do cidadão. Música negra e MPB misturam-se em repertório próprio. Completa o programa a participação do DJ Machintal e do MC Slow. Livre. Centro Cultural Banco do Brasil — Teatro II (155 lugares). Rua Primeiro de Março, 66, Centro, 3808-2007. Terça (8), 19h. R$ 6,00.
VERÃO DO MORRO
A programação do Morro da Urca durante o mês de fevereiro já levou para o topo da montanha a dupla sertaneja César Menotti e Fabiano, no show de abertura. Nesta semana é a vez de Jorge Ben Jor animar o público com seus tarimbados hits de samba-rock, tais como W/Brasil, A Minha Menina e Ive Brussel. Além de Ben Jor, a cantora Monique Kessous apresenta faixas de seu primeiro disco-solo, lançado em outubro do ano passado. Em meio a composições próprias entram duas regravações: Sonhos, de Peninha, e Bloco do Prazer, frevo lançado por Nara Leão que fez sucesso na voz de Gal Costa. Completam o programa o DJ Nepal e o repertório de choro dos alunos da Escola Portátil de Música. 18 anos. Morro da Urca (2 000 pessoas). Avenida Pasteur, 520, Urca, 2546-8450. Sexta (11), 22h. R$ 88,00. Bilheteria: 12h/20h (seg. a qui.); a partir de 12h (sex.). Cc: todos. Cd: todos. IR. www.veraodomorro.com.br.
VERÃO DO RIO
Na Marina da Glória, a programação inspirada pela estação mistura música, cinema e gastronomia. Dividido em cinco ambientes temáticos, o espaço receberá shows e exibições de produções recentes do cinema nacional. Na sexta, dia de abertura (11), Ana Carolina apresenta no Espaço Praia os sucessos O Avesso dos Ponteiros, A Canção Tocou na Hora Errada e algumas novidades — duas delas são uma versão de Odeio, de Caetano Veloso, e o samba Ela é Bamba. No sábado (12), o pernambucano Lenine entoa ao vivo músicas do CD Labiata. Estão previstas, entre outras, Aquilo que Dá no Coração, É o que me Interessa e Lá Vem a Cidade. 18 anos. Marina da Glória (3 500 lugares). Avenida Infante Dom Henrique, s/nº, 2215-1559 e 2262-2155. Sexta (11) e sábado (12), 0h30. R$ 70,00. Ingressos à venda nos Postos BR (Parque dos Patins, Bougainville, Parque das Rosas, São Bento) ou pelo 3344-5500. Cc: todos. Cd: todos. TT. www.veraodorio.com.br.
VERÃO OI FM
Paulo Moska, na quinta (10), e Tulipa Ruiz, na sexta (11), encerram a concorrida série gratuita de espetáculos promovidos pela rádio carioca no Arpoador. O cantor e compositor Moska apresenta músicas de seu último álbum, Muito Pouco, lançado em 2010 pela Biscoito Fino. Novidades como Deve Ser Amor, Soneto do Seu Corpo e Sinto Encanto dividem espaço com os sucessos Lágrimas de Diamante e Pensando em Você. Tulipa Ruiz, nova voz da cena paulista que caiu nas graças dos cariocas, exibe as delicadas composições de seu CD de estreia, Efêmera, a exemplo da faixa-título, da poética A Ordem das Árvores e da baladinha Só Sei Dançar com Você. Parque Garota de Ipanema. Avenida Francisco Bhering, s/nº, Copacabana. Quinta (10) e sexta (11), 19h. Grátis.
ZEZÉ MOTTA
Talentosa atriz com mais de quatro décadas de carreira, Zezé também é uma exímia cantora — deu expediente como crooner em casas noturnas nos anos 70 e, entre outros discos gravados, dividiu o clássico Quarteto Negro (1987) com Paulo Moura, Djalma Correia e Jorge Degas. Ao vivo, ela reúne no repertório Dores de Amores e Magrelinha, de Luiz Melodia, Trocando em Miúdos, de Chico Buarque e Francis Hime, Prazer Zezé, de Rita Lee e Roberto de Carvalho, Crioula, de Moraes Moreira, e Senhora Liberdade, de Wilson Moreira e Nei Lopes. Centro Cultural Light (194 lugares). Avenida Marechal Floriano, 168, térreo, Centro, 2211-4515. Sexta (11), 18h30. Grátis. Senhas distribuídas uma hora antes. www.light.com.br.
DÉLCIO LUIZ E CONVIDADOS
Músico carioca, Délcio começou a carreira no grupo de pagode Só Preto Sem Preconceito, na década de 80. Tem músicas gravadas por Exaltasamba, Alexandre Pires e Grupo Molejo. Em cartaz no Rival até o fim de fevereiro, ele se apresenta nesta semana ao lado de Jorge Aragão, Péricles, do Exaltasamba, e dos integrantes do Fundo de Quintal. Além das conhecidas Cartão Postal e Desliga e Vem, exibe algumas inéditas. 16 anos. Teatro Rival Petrobras (472 lugares). Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, 2240-4469, a Cinelândia. Segunda (7), 19h30. R$ 40,00. Bilheteria: a partir de 13h30 (seg.). TT. www.rivalpetrobras.com.br.
TIO SAMBA
Liderada pelos cantores Carlos Mauro e Simone Lial, a big band de samba encerra a temporada no Centro. As apresentações divulgam o lançamento de É Batata!, disco dedicado à obra da pequena notável Carmem Miranda. Através de música e figurinos, o grupo busca reviver o espírito dos anos 30. Livre. Centro Cultural Justiça Federal (142 lugares). Avenida Rio Branco, 241, Centro, 3261-2555, a Cinelândia. Terça (8), 19h. R$ 20,00.