6.29.2010

Maria Rita, Zeca Baleiro, Nando Reis e Jorge Ben Jor juntos em festival

No dia 28 de agosto a Arena Anhembi, em São Paulo, será palco para as apresentações de quatro importantes nomes da Música Popular Brasileira. Estão confirmadas as apresentações da cantora Maria Rita e dos cantores Nando Reis, Zeca Baleiro e Jorge Ben Jor que vão se revezar no palco da primeira edição do Festival Nova Brasil.
O festival é realizado pela emissora Nova Brasil FM, rádio especializada em MPB que comemora em 2010 uma década de atividade. Os ingressos para o festival custam entre R$ 70,00 e R$ 120,00 e já estão à venda. Confira as informações:

28/08/2010 - São Paulo/SP
Arena Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1.209
Horário: 18h00
Ingressos: R$ 70,00 (pista), R$ 120,00 (cadeira / camarote)
Informações: http://www.novabrasilfm.com.br/

Silvia Machete assina contrato para lançamento de novo álbum

A cantora Silvia Machete é a nova contratada da gravadora Coqueiro Verde. Silvia assinou um contrato com o selo e passa a ser o primeiro nome feminino entre os artistas da gravadora. A estréia pela Coqueiro Verde será com o lançamento de seu segundo álbum, “Extravaganza”.
O novo álbum de Silvia foi gravado no estúdio Toca do Bandido, no Rio de Janeiro, e traz composições próprias e canções escritas por outros artistas como Nelson Jacobina, Jorge Mautner, Marcos Valle, Paulo Sergio Valle, Mariozinho Rocha, Milton Nascimento e Fernando Brandt.
Uma das composições do disco é uma parceria de Silvia e o ‘tremendão’ Erasmo Carlos, “Feminino Frágil”.

Maria Rita faz série de apresentações no Tom Jazz

Nesta segunda-feira, 28, a cantora Maria Rita fez a segunda apresentação de uma série de shows agendados no Tom Jazz, em São Paulo. Nestes shows Maria Rita mistura canções de seus álbuns e composições de outros artistas em apresentações mais intimistas. Os shows também estão agendados para os dias 05 e 12 de julho.
Entre as canções preparadas para o show estão “Conceição dos Coqueiros” (Lula Queiroga), “Santana” (Junio Barreto), “Cupído” (Claudio Lins), “Perfeitamente” (Fred Martins e Francisco Bosco), “Só de Você” (Rita Lee), “A história de Lily Braun” (Edu Lobo e Chico Buarque) e “Soledad” (Jorge Drexler), entre outras.
“Fiz esse show para me divertir, com uma proposta despretenciosa que não tem vínculo com nenhum projeto específico ou gravações futuras. Um show só nosso com um roteiro que emociona, mata saudades e explora novas possibilidades”, comentou a cantora. No palco Maria Rita será acompanhada pelos músicos Tiago Costa (piano), Sylvinho Mazzucca (baixo) e Cuca Teixeira (bateria).

28/06, 05 e 12/07/2010 - São Paulo/SP
Tom Jazz - Av. Angélica, 2.331
Ingressos: R$ 150,00
Informações: 11 3255-0084 / www.tomjazz.com.br

Pitty disponibiliza primeira música de projeto paralelo

Você conhece a banda Agridoce? Os fãs mais ardorosos da cantora Pitty provavelmente já conhecem, mas para quem não sabe, o Agridoce é o projeto paralelo da cantora em parceria com o guitarrista Martin Mandezz, que também integra sua banda principal.
O Agridoce é um projeto com músicas mais suaves e calmas em relação ao que o público está acostumado a ouvir da cantora, seguindo o estilo folk. A dupla lançou na internet a primeira música dessa união, chamada “Dançando”, e pode ser ouvida através do perfil no MySpace.
O endereço para ouvir a primeira amostra desse novo trabalho é www.myspace.com/somagridoce.

Erasmo Carlos é o mais recente homenageado na RockWalk Brasil

Quando a parceria Erasmo e Roberto Carlos era algo constante há décadas atrás, talvez não se soubesse quem era o lado mais Rock n’ Roll da dupla. Mas, com o passar dos anos - e olhando para trás - dá para perceber o espírito roqueiro do ‘Tremendão’.
Por isso é mais do que merecida a inclusão de Erasmo Carlos na RockWalk Brasil, a Calçada da Fama do Rock Brasileiro. O cantor deixou as marcas de suas mãos e sua assinatura na placa de concreto no último dia 18 de junho, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
A placa de concreto agora faz parte do acervo do RockWalk Brasil e será uma das peças a ficar em exposição no futuro parque temático da RockWalk Brasil. O site do projeto, com fotos, vídeos e outros detalhes sobre a Calçada da Fama do Rock Brasileiro, estão disponíveis no site oficial: www.rockwalk.com.br.

Aos 74 anos, o baterista Wilson das Neves vive a fase mais ativa de sua carreira

Antônio Carlos Miguel
RIO - "Ô sorte!" O bordão criado por Wilson das Neves nunca foi tão apropriado. Aos 74 anos, o baterista que, já sexagenário, virou compositor e cantor, e, recentemente, também ator, tem muito o que comemorar. Na semana que vem, chega às lojas, pela MP,B/Universal, seu terceiro disco solo, "Pra gente fazer mais um samba" (com show de lançamento dia 14 de julho, no Estrela da Lapa); na Inglaterra, a gravadora Far Out acaba de editar "Que beleza", mais um CD dos Ipanemas, grupo do qual foi um dos fundadores e fez apenas um LP, em 1964, renascendo 35 anos depois graças à paixão de um produtor britânico; um documentário sobre sua vida, "O samba é meu dom", está sendo dirigido pelo mineiro Cristiano Abud; enquanto nos shows da Orquestra Imperial, Seu Wilson, como é tratado por seus jovens colegas de palco, é reverenciado como um popstar.

Sim, algumas doses de sorte, outras de aprendizado e trabalho, como conta, enquanto saboreia mais um chope e reclama da proibição ao fumo, na varanda de um bar na Cinelândia:

- Por volta dos 6 anos, nas festas na casa de minha tia, na Praça Tiradentes, eu já ficava de olho no baterista, Suruba, que até hoje não sei por que tinha esse nome. Depois, minha mãe me levava pro candomblé, e lá eu também me ligava nos atabaques. A música é algo divino, e foi ela que me escolheu, a música se engraçou comigo - relembra ele, que, agora, já percebe no primeiro bisneto, João, de 1 ano e 6 meses, a mesma tendência.
Pode ser um dom divino, mas Das Neves aproveitou as oportunidades. Aos 14 anos, incentivado por outro baterista, Bituca (Edgar Nunes Rocca), pegou as manhas do instrumento e encontrou seu estilo, que logo foi notado. Hoje, contabiliza gravações para mais de 600 artistas ("Tenho tudo anotado em casa"). De Tom Jobim, a partir da trilha de "Orfeu da Conceição", em 1956 - "Eu tocava no Dancing Brasil e, num dos intervalos, fui chamado para passar no estúdio da Odeon, ali perto", relembra -, a Chico Buarque, de quem é baterista fiel há quase três décadas. De Elza Soares, com quem dividiu um LP, em 1968 - "Viajávamos apenas os dois para shows na Argentina. Em Buenos Aires, ela tinha um bom violonista, que, mesmo argentino, tocava samba" -, ao "filho de John Lennon".

" Quem bate é Mike Tyson, Maguila... A bateria é um instrumento como outro qualquer, e o importante é a nuance. Ela tem que ser tratada com carinho "

- Quando esteve no Brasil, ele queria alguém com uma batida antiga. Perguntei se estava me chamando de velho, mas, claro, fomos, Sean, Daniel Jobim e eu, pro estúdio. Fizemos apenas uma música, que, acho, nunca foi lançada - conta Das Neves, que, como ensina num trecho do documentário "O samba é meu dom" já no YouTube, um dos segredos de sua batida é exatamente "não bater na bateria". - Quem bate é Mike Tyson, Maguila... A bateria é um instrumento como outro qualquer, e o importante é a nuance. Ela tem que ser tratada com carinho. Mais do que ouvir, tem que sentir o ritmo.
Inúmeros instrumentistas e cantores sentiram isso. Num texto para o novo CD, Chico Buarque, geminiano como ele, conta: "Conhecia Wilson das Neves dos discos, reconhecia de cara sua batida, vez por outra o peruava através do vidro de estúdios de gravação. Hoje não subo ao palco sem ele."
Do outro lado do Atlântico, o DJ e produtor inglês Joe Davis, dono da gravadora Far Out, também foi capturado pelo estilo de Das Neves. Colecionador de música brasileira, Davis percebeu que aquela batida diferente que o cativara em discos diversos tinha um mesmo nome nos créditos.
- Em meados dos anos 90, durante a gravação de um disco do Azymuth, comentei com Ivan Conti (o baterista do trio de jazz-funk-samba carioca) de minha paixão por Wilson e de como adoraria encontrá-lo e desenvolver um projeto de percussão afro - conta Davis, que, primeiro, produziu os discos do Grupo Batuque e, em seguida, sugeriu recriar os Ipanemas. - Ivan e Wilson fizeram contato com Neco (violonista da primeira formação, que morreu em 2009), e, em 1999, lançamos "The return of The Ipanemas", completando o grupo com músicos jovens.

Brasil passa a concorrer no GBOB, um dos maiores concursos de grupos 'indies' do mundo

Banda Rustic, da China, vencedora do GBOB - Global Battle Of The Bands em 2009

RIO - Brasil entrou no roteiro de um dos maiores concursos de bandas independentes do mundo. O Global Battle of the Bands (GBOB) acontece desde 2004 e seleciona grupos de mais de 30 países para se enfrentarem pelo título de Melhor Banda Nova do Mundo em uma final em Londres. A banda vencedora leva US$ 100 mil em prêmios, que incluem uma turnê com dez datas no Reino Unido, uma semana de gravação em um estúdio londrino e US$ 10 mil em dinheiro, além de marketing internacional. As inscrições estão abertas até 31 de julho ou até o preenchimento das vagas.
- Trabalhava como agente de bandas inglesas e brasileiras na Inglaterra quando conheci um dos diretores artísticos da Sony na Polônia, que foi um dos jurados do GBOB England em 2009. Ele me apresentou o projeto, e fiquei louco. Quando ele me disse que nenhum país da América do Sul participava, vislumbrei a possibilidade de trazer o projeto para o Brasil. Então escrevi uma proposta e apresentei ao diretor internacional do concurso. Eles acharam maravilhoso poder trazê-lo para cá - conta o diretor nacional do GBOB Brasil, Filipe Gomes, que tem no currículo a produção de festivais como o pernambucano Abril Pro Rock.
Todos os grupos inscritos terão a oportunidade de apresentar seu trabalho - apenas canções próprias e inéditas, independentemente do gênero - em uma das seletivas realizadas em setembro em quatro capitais: Rio (Teatro Odisseia), São Paulo (Manifesto Bar), Porto Alegre (Bar Opinião) e Recife (Burburinho). Os vencedores de cada etapa se enfrentarão na final brasileira, que acontece em novembro, no Circo Voador, quando uma banda será escolhida para representar o país na final internacional da competição, em dezembro, em Londres, com as despesas pagas pelo concurso.
 Cada grupo vai poder tocar duas músicas em dez minutos. As apresentações serão julgadas por uma comissão formada por profissionais especializados em música e em produção cultural. O público também tem direito a voto, que tem peso de 50% na decisão - explica Filipe Gomes.
Para participar da competição, cada banda precisa preencher o formulário de inscrição disponível no site Gbobbrazil.com , escolher uma cidade para se apresentar e pagar uma taxa de R$ 50 por integrante.
Na última edição do concurso, a banda chinesa Rustic desbancou grupos de países como Inglaterra, Noruega, Israel, Irlanda e Nepal. Vencedores de edições anteriores do GBOB chegaram a assinar contratos com grandes gravadoras, como Warner, Universal e EMI.
- O festival é fantástico por dar uma chance real para bandas independentes em todo o mundo - conclui Gomes.

6.28.2010

ROBERTO MENESCAL & WANDA SÁ

                                    Lançamento do CD “Declaração”
Uma das mais importantes e duradouras parcerias da bossa nova, Roberto Menescal e Wanda Sá lançam o CD Declaração (Albatroz Music). Este disco é uma forma de revisitar o histórico LP Wanda Vagamente, de Wanda Sá, um dos clássicos da bossa-nova e, principalmente, um disco cult, que completa 46 anos de sucesso, no topo da lista dos mais vendido do Brasil nas últimas décadas.
Gravado com a formação de guitarra semiacústico de Menescal, contrabaixo de Adriano Giffoni e a voz de Wanda Sá - Declaração comemora, além das mais de quatro décadas de lançamento do famoso LP, o primeiro trabalho feito por Menescal como arranjador e produtor musical. “É um novo-velho projeto que foi inspirado no clima intimista da canção do LP, Inútil paisagem (Tom Jobim/Aloysio de Oliveira), de 1964, que acidentalmente foi registrada na formação de violão, guitarra e contrabaixo”, conta Menescal.
A idéia deste CD vem de muito longe, ou seja, de 1964, quando Menescal produziu o Vagamente e a música Inútil Paisagem foi gravada apenas com acompanhamento do contrabaixo de Sergio Barrozo e a guitarra elétrica de Menescal para a voz de Wanda. De certa maneira, eles tentavam fazer o som de um LP que adoravam, Julie is Her Name, da cantora e atriz americana Julie London, acompanhada apenas de um baixo e uma guitarra (a do fabuloso Barney Kessell, ídolo de Menescal). Mas o histórico registro da música neste formato aconteceu por acaso, na trilha de acontecimentos históricos.

Teatro Rival Petrobras (472 lugares) Rua: Álvaro Alvim, 33/37 - Cinelândia.
Dia 30 de junho de 2010 – Quarta, às 19h30. Preço: R$ 50,00 (Inteira), R$ 40,00 (Os 100 primeiros pagantes)
R$ 25,00 (Meia). Classificação: 16 anos. Reservas: 2524-1666

Neta de Caymmi escapa de apadrinhamento e lança disco

Ela nunca ouviu ninguém falar mal do avô, morto em 2008. Ele foi seu padrinho, contava-lhe histórias infindas, cantou o mar como ninguém e deixou um legado incontestavelmente genial. O pai acompanhava Tom Jobim na fase da afinadíssima Banda Nova. O tio é respeitado pelas soluções harmônicas de seu violão e também tem um baú vasto de composições. Já a tia ainda dá provas de ser uma das maiores cantoras do País, rasgando o peito com interpretações emotivas. Aos 34 anos, Juliana Caymmi lança seu primeiro disco carregando um sobrenome de muito peso. Neta de Dorival, filha de Danilo e sobrinha de Dori e Nana, com personalidade, ela avisa não querer uma carreira guiada por apadrinhamentos.
Quando tinha 13 anos ela decidiu estudar canto popular na Universidade Livre de Música Tom Jobim (ULM). Passou na prova sem ninguém saber de sua ligação com os verdadeiros Caymmi. Ainda hoje, o máximo de empurrões que a cantora recebe da família são elogios. "Meu violão é sofrível. Para compor, tenho a felicidade de me desprender do instrumento, uso para tocar apenas uns três acordes para depois vir algum santo harmonizar para mim. Quando fiz "Moço", titio Dori ouviu e achou de uma espontaneidade tremenda. Nem dava muita bola pra música, mas depois de um elogio desses, passei a botar fé nela", diz Juliana
Outra ajuda que ela recebe dos parentes são composições. No tema que abre o disco, ela já havia decidido gravar "Vento Noroeste", do pouco incensado, porém genial Elpídio dos Santos. Na mesma faixa, Juliana decidiu gravar "Flecha de Prata", composta por seu pai Danilo em homenagem à avó Stella Maris, que faleceu 11 dias antes do avô Dorival. Do tio Dori, além de elogios, ela pôde contar com "Desenredo" (parceria com Paulo César Pinheiro). Tarefa complicada já que a música já havia ganhado registros respeitáveis, como o da tia Nana, do Boca Livre e do próprio Dori. "Decidi gravá-la de última hora, no estúdio, com o Ricardo Matsuda. Fiquei reticente, sabia que só deveria gravar se fosse pra fazer algo diferente do que já tinha sido feito", diz a cantora.
Mas por que Juliana, desde pequena convivendo com o meio musical, decidiu lançar um disco só agora? Sem nunca ter contado com pedidos da família para que lhe abrissem portas em gravadoras - naturalmente não queria isso -, ela casou cedo, aos 17 anos, teve uma filha aos 19. Sabedora das dificuldades de se viver de música no Brasil e incerta em relação a seguir uma carreira, começou a estudar Direito. Chegou a gravar um álbum em parceria com o marido, mas a separação acabou engavetando o CD.
Agora, finalmente lançando o primeiro disco, "Para Dança a Vida", já que o álbum só chega às lojas em setembro, pelo selo Kalamata), Juliana mostra-se segura para trilhar longa estrada. E ela sabe que ainda tem muito a amadurecer. Talvez pela entrega excessiva em algumas faixas, a voz da cantora oscila um pouco, embora, no geral, ela seja extremamente afinada. Quem pegar o disco pensando em ouvir uma nova Nana vai se desapontar. Tudo porque a representante da terceira geração dos Caymmi não quer ser sombra do passado, muito menos imitar ninguém. Tem personalidade própria e, contando com a ajuda do arranjador, produtor e violonista Ricardo Matsuda, conseguiu fazer um disco muito diversificado, mas com unidade.
Prova disso são as etéreas "Vento Noroeste" e "Flecha de Prata", a bossa moderna "Guanabara" (Fred Martins), "Coco Praieiro" (Eudes Fraga e Paulo César Pinheiro), a pop "Não Só Pela Chuva" (Fred Martins e Marcelo Diniz) e o samba "Porque Sou Carioca" (da própria Juliana em parceria com sua mãe, Ana Terra). "Não vou dizer que consegui em todas as faixas passar o máximo de emoção, tenho noção disso. Sem contar que não é um disco de amor rasgado, é bem variado." (Lucas Nobile - AE)