Abba The Show
A semelhança entre os integrantes do conjunto cover e os do grupo original já causou confusão entre os fãs brasileiros. Trata-se de um tributo à banda sueca que marcou época na história da disco music com megahits como Dancing Queen, Mamma Mia e Waterloo. A banda toca na companhia de dez músicos, com regência do inglês Matthew Freeman. 16 anos. Vivo Rio (2 200 pessoas). Avenida Infante Dom Henrique, 85, Aterro do Flamengo, 2272-2900. Sexta (21), 21h30. R$ 100,00 (setor 3) a R$ 350,00 (camarote A e setor VIP). Bilheteria: 12h/21h (seg. a qui.); a partir das 12h (sex.). Estac. c/manobr. (R$ 12,00). IR. http://www.vivorio.com.br/.
Adriana Partimpim
Personagem inventada por Adriana Calcanhotto para entreter a criançada — e, por tabela, seus pais —, Partimpim está de volta para gravar DVD com o repertório do disco Dois. Ao lado de uma banda de respeito, formada por Davi Moraes, Moreno Veloso (guitarras), Domenico Lancelotti, Rafael Rocha (bateria e percussão) e Alberto Continentino (baixo), ela toca todas as faixas do CD, entre elas Alexandre, de Caetano Veloso, e O Homem Deu Nome a Todos os Animais, versão assinada por Zé Ramalho para música de Bob Dylan, além de Um Leão Está Solto nas Ruas, gravada por Roberto Carlos em 1964. Livre. Vivo Rio (2 200 pessoas). Avenida Infante Dom Henrique, 85, Aterro do Flamengo, 2272-2900. Sábado (22) e domingo (23), 17h. R$ 70,00 (setor 3) a R$ 150,00 (camarote A). Bilheteria: 12h/21h (seg. a sex.); a partir das 12h (sáb. e dom.). Estac. c/manobr. (R$ 12,00). IR. http://www.vivorio.com.br/.
Celso Fonseca
Gravado no Estrela da Lapa no ano passado, o CD e DVD Voz e Violão, que chega às lojas, serve de base para a apresentação. Além das autorais Slow Motion Bossa Nova, Febre e Sorte, o repertório tem contribuições de Rita Lee, Banda Eva e Claudinho e Buchecha. 14 anos. Modern Sound (120 lugares). Rua Barata Ribeiro, 502, loja D, Copacabana, 2548-5005, a Siqueira Campos. Segunda (17), 19h. Grátis. É necessário fazer reserva. Estac. c/manobr. (R$ 6,00 a primeira hora).
Chico Batera
Craque no instrumento que adotou como sobrenome, o músico que tocou no Beco das Garrafas e acompanhou Sergio Mendes nos Estados Unidos celebra cinquenta anos de carreira dedicado à bossa e ao samba-jazz. Ao vivo, ao lado da Orquestra Suburbana, ele interpreta Chico Buarque, Dori Caymmi e Gilberto Gil, além de duas próprias: Santeria, parceria com Paulo César Pinheiro, e Quem Me Ensinou Sabia. 14 anos. Modern Sound (120 lugares). Rua Barata Ribeiro, 502, loja D, Copacabana, 2548-5005, a Siqueira Campos. Terça (18), 19h. Grátis. É necessário fazer reserva. Estac. c/manobr. (R$ 6,00 a primeira hora).
Chris Brown
Aos 20 anos, o músico acumula duas indicações ao Grammy e um grande vexame: bateu na então namorada, a cantora Rihanna, depois de uma briga. Da nova geração de rappers americanos, mostra no Rio as canções de Graffiti, seu disco mais recente, e sucessos como Run It!, Yo (Excuse Me Miss), Gimme That, With You, Forever e Kiss Kiss. 15 anos. Citibank Hall (8 432 pessoas). Avenida Ayrton Senna, 3000, Barra (Shopping Via Parque). Informações, 0300 7896846 (9h/21h). Sexta (21), 22h. R$ 150,00 (pista) a R$ 300,00 (camarote e pista premium). Bilheteria: 12h/20h (seg. a qui.); a partir das 12h (sex.). Cc: todos. Cd: R e V. TM. Estac. (R$ 4,50). http://www.citibankhall.com.br/.
Cristina Braga e Dado Villa-Lobos
No show A Harpista e o Roqueiro, Cristina divide o palco com o ex-guitarrista da banda Legião Urbana para mostrar as canções de seu próximo disco, Feito um Peixe. Nessa nova incursão da instrumentista pela música popular entram faixas autorais em parcerias com Moacyr Luz, Ricardo Medeiros, Jorge Mautner e Arthur Verocai. Ela ainda acompanha o guitarrista em Índio, sucesso da Legião. 10 anos. Sesc Ginástico (513 lugares). Avenida Graça Aranha, 187, Centro, 2279-4027, a Carioca. Quarta (19), 19h. R$ 20,00. Bilheteria: 13h/18h (ter.); a partir das 13h (qua.). www.sescrio.org.br.
Luiz Melodia
Enquanto prepara o próximo disco de inéditas, o cantor e compositor apresenta um repertório instigante, com Tudo Foi Ilusão, de Anísio Silva, Leros, Boleros, de Sérgio Sampaio, e Nada Tenho a Perder, de Roberto Carlos. 16 anos. Teatro Rival Petrobras (472 lugares). Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, 2240-4469, a Cinelândia. Quinta (20) a sábado (22), 19h30. R$ 50,00 (setor B) e R$ 60,00 (setor A). Bilheteria: 13h30/19h30 (seg. a qua.); a partir das 13h30 (qui. a sáb.). TT. www.rivalpetrobras.com.br.
Orquestra Lunar
Formado por dez mulheres, o conjunto encerra temporada de sua bem costurada fusão de choro, samba, bolero, baião, bossa nova e maxixe. As crooners Áurea Martins e Vika Barcellos dividem canções como Água de Cachoeira, de Jovelina Pérola Negra, e Grande Hotel, de Chico Buarque. 18 anos. Casa Rosa (800 pessoas). Rua Alice, 550, Laranjeiras, 2557-2562. Sexta (21), 23h. Mulheres: R$ 20,00. Homens: R$ 30,00. Cc: M e V. http://www.casarosa.com.br/.
Patty Ascher
Intérprete de jazz, a cantora participou de duas turnês do maestro francês Michel Legrand. Agora, sobe ao palco para mostrar Deu Jazz no Samba, CD com clássicos dos dois gêneros. 18 anos. Bar do Tom (350 lugares). Rua Adalberto Ferreira, 32, Leblon, 2274-4022. Sexta (21) e sábado (22), 22h. R$ 40,00 (setores par e ímpar) a R$ 60,00 (palco). Bilheteria: 9h/22h (seg. a qui.); a partir das 12h (sex. e sáb.). Cd: todos. Estac. c/manobr.
5.17.2010
5.16.2010
O DRUIDA É NOSSO
Hermeto Pascoal, mesmo sem saber surfar, pegou um tubo grande. E saiu sorrindo
Paulo Lima é fundador da editora e da revista Trip
Paulo Lima
Como fazer para se manter, em plena oitava década de vida, reconhecido como uma das mais criativas e inovadoras figuras num firmamento mais chapado de estrelas do que o céu de uma noite de verão em Arapiraca? Fato é que, se alguém conhece esse segredo, atende pelo nome de Hermeto Pascoal. Tornar-se uma quase unanimidade no congestionado panteão da música brasileira (e planetária), que para felicidade mundial produziu e produz figuras geniais em quantidade semi-industrial, definitivamente não é pouca coisa. De Miles Davis a um jumento rinchador, do assistente de som que roncava desavisado no estúdio a uma abelha nervosa, todo tipo de ser ou objeto capaz de produzir som já de alguma forma serviu de parceiro a esse legítimo misto de bardo e druida brasileiro.
E, se esse segredo existir, passa certamente pela capacidade de se manter aberto, escancarado até, para tudo o que está ao nosso alcance, mas que passa despercebido a 99% dos mortais comuns. A imagem que você contempla aqui foi feita em 1987, pelo fotógrafo e hoje mago das lentes do cinema Paulo Vainer. Hermeto, então com 51 anos de idade, topou sem pestanejar a proposta de vestir uma roupa de borracha de mergulho que cobria seu corpo dos tornozelos ao pescoço e produzia um calor fenomenal. Como se não bastasse, portava numa das mãos, uma prancha de surfe nova em folha. Nossa ideia era colocá-lo num tubo.
O cenário não poderia ser mais desajeitado e insalubre: a estreita passarela que corre colada à parede do túnel da avenida 9 de Julho, artéria paulistana largamente conhecida e permanentemente obstruída.
O que seria dessa ideia no mundo de hoje, quando qualquer fulano com duas musiquinhas no MySpace já exige toalhas, proseccos e iogurtes nos camarins?
Hermeto não só topou como adorou, gritava com os carros que passavam, se deliciava com o ruído ensurdecedor dos motores, escapamentos e buzinas. Enquanto todos ouviam barulho, ele lia sinfonias, sorria, se divertia como se estivesse na Lua, um cosmonauta russo pisando em Plutão.
Saindo dali, ainda teve tempo de botar as barbas de molho. Não no sentido figurado, mas molhando mesmo os fios brancos de sua farta pelagem facial num singelo copo d’água, esticando um chumaço da barba, como se fosse uma harpa, e tocando “Parabéns a Você” claro
e bom som. Não duvide, saiu afinado e está gravado.
Hermeto é genial. E faz tempo.
Maior violonista brasileiro, Hélio Delmiro se queixa de preconceito por ser pastor evangélico
Antônio Carlos Miguel
RIO - Hélio Delmiro diz que tem um problema. Se a conversão ao credo evangélico, há 24 anos, ajudou-o em muitas questões particulares, hoje, profissionalmente, ele se sente "limado", vítima de preconceito, esquecido por cantoras e produtores:
- Eu não sou mais "o cara", virei "um dos" - comenta, sem falsa modéstia, pouco antes de subir ao pequeno palco do Lapinha e mostrar que continua sendo... o cara, o maior violonista/guitarrista brasileiro.
Artistas de diferentes gerações avalizam. Ed Motta diz adorar Delmiro, e justifica:
- Acho que, no Brasil, o primeiro solo de guitarra no idioma jazzístico foi o que ele fez, brilhantemente, no LP "O som brasileiro de Sarah Vaughan". O tema é "Preciso aprender a ser só", de Marcos Valle, e o solo de Hélio é histórico.
O autor desse clássico, Marcos Valle, faz coro:
- O solo de Hélio em "Preciso aprender a ser só" é lindo, seu violão é memorável.
RIO - Hélio Delmiro diz que tem um problema. Se a conversão ao credo evangélico, há 24 anos, ajudou-o em muitas questões particulares, hoje, profissionalmente, ele se sente "limado", vítima de preconceito, esquecido por cantoras e produtores:
- Eu não sou mais "o cara", virei "um dos" - comenta, sem falsa modéstia, pouco antes de subir ao pequeno palco do Lapinha e mostrar que continua sendo... o cara, o maior violonista/guitarrista brasileiro.
Artistas de diferentes gerações avalizam. Ed Motta diz adorar Delmiro, e justifica:
- Acho que, no Brasil, o primeiro solo de guitarra no idioma jazzístico foi o que ele fez, brilhantemente, no LP "O som brasileiro de Sarah Vaughan". O tema é "Preciso aprender a ser só", de Marcos Valle, e o solo de Hélio é histórico.
O autor desse clássico, Marcos Valle, faz coro:
- O solo de Hélio em "Preciso aprender a ser só" é lindo, seu violão é memorável.
5.15.2010
Discos imperdíveis
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5.14.2010
O guitarrista Lucio Maia, da banda Nação Zumbi, deu um susto nos fãs nesta quarta-feira, 12, ao públicar uma mensagem em sua conta no Twitter. Pouco antes das 11h00 o músico publicou uma mensagem dizendo “Amigos, a Nação Zumbi acabou...”. Como era de se esperar, a repercussão foi proporcionalmente inversa ao tamanho do texto.Mas logo em seguida o guitarrista completou a notícia: “...ACABOU DE ASSINAR COM A CAFUNÉ PRODUÇÕES!!!”, terminando assim com a inquietação dos fãs que bombardearam o músico com mensagens sobre o suposto anúncio de término da banda.
Durante todo o dia o assunto foi comentado pelo Twitter, com alguns fãs inclusive irritados pela brincadeira. “Galera, chazinho de boldo com camomila... Agradeço à todos vcs que são entusiasta desta banda que só tem um compromisso: música e diversão”. Maia contou também que ainda este ano a Nação Zumbi deve lançar um novo álbum de estúdio e um DVD.
“Existe melhor jeito de divulgar uma notícia? Hahahaha... 216 RTs!!! Desculpem a brincadeira. Com apenas a notícia da assinatura, duvido que teria tantos RTs. Beijos pras minas, abraços pros manos e um dedo médio pros nervosinhos”. Parece que o músico estava certo, visto a repercussão da brincadeira.
Roça ‘n’ Roll 2010: ingressos promocionais estarão à venda em breve
Começa no próximo dia 20 de maio a venda de ingressos promocionais para a 12º edição do festival Roça ‘n’ Roll. Até o dia 06 de junho, quem comprar o ingresso promocional a R$ 60,00 (interia) leva também a camiseta oficial do evento. O valor sem a camiseta é de R$ 30,00.A nova edição do Roça ‘n’ Roll será realizada no dia 12 de junho na Fazenda Estrela, na zona rural da cidade mineira de Varginha. Sim amigo, a cidade do famoso ET brasileiro... Além dos shows com bandas de estilos diferenciados dentro do Metal, o festival terá diversas outras atividades. Estão programados campeonatos de Guitar Hero, air guitar, e o já tradicional Torneio de Truco.
A programação musical deste ano conta com as apresentações das bandas Almah, Bittencourt Project, Torture Squad, Tuatha De Danann, Salário Mínimo, Agouro, Agrotóxico, Corpse Grinder, Kamala, Hammurabi, Murder Ride, Alpha Scorpii, Lothloryen, Unliver, Mercuryio Projectile e Ravenland.
Em breve a organização do evento também vai divulgar os nomes dos grupos que tocarão na tenda Aqui o Bixo Pega. Confira:
12/06/2010 - Varginha/MG
Fazenda Estrela - Rod. Varginha - Monsenhor Paulo, km 2
Ingressos: R$ 60,00 (inteira com camiseta do Roça) e R$ 30,00 (meia-entrada)
Postos de vendas: lojas Tribo S.A. e Wanger (Varginha/MG) e Cabelo Tattoo (Alfenas/MG).
Venda pela internet: ticketroca@gmail.com e info@rocainroll.com.
Informações: http://www.rocainroll.com/
Lucas Silveira faz show intimista e sessão de autógrafos na próxima segunda
O vocalista Lucas Silveira, integrante da banda Fresno, tem um encontro marcado com os fãs na próxima segunda-feira, 17, em São Paulo. O cantor fará um show intimista apresentando ao público as músicas do primeiro álbum de seu projeto solo, o Beeshop.O ingresso para o evento será trocado por 1 kg de alimento não perecível. A troca será feita às 18h00, uma hora antes do início do show. Apenas 99 senhas serão disponibilizadas.
17/05/2010 - São Paulo/SP
Livraria Cultura - Av. Chucri Zaidan, 902 (Market Place Shopping Center)
Horário: 19h00 (show)
Ingressos: 1 kg de alimento não perecível
Informações: 11 3474-4033
Velhas Virgens agitam a ‘saudosa maloca’ na Virada Cultural
O homenageado Adoniran
A banda Velhas Virgens é uma das muitas atrações da nova edição da Virada Paulista que será realizada neste final de semana na cidade de São Paulo. Para este ano, o grupo prepara um show inédito prestando uma homenagem a um dos maiores nomes da música paulista, João Rubinato, o Adoniran Barbosa.A homenagem a Adoniran Barbosa será no palco Rock montado na Avenida São João, próximo a Rua General Osório, de frente para a Av. Ipiranga. O show será na madrugada de domingo, 16, às 03h30.
País sem pianos
RUY CASTRO.
RIO DE JANEIRO - Notícia desta semana alerta para um fato preocupante: a queda a quase zero no interesse pelo piano entre os jovens brasileiros. Em vários Estados, concursos importantes, destinados a formar futuros solistas, deparam com um número insignificante de inscrições. E não se trata de desinteresse pela música -porque outros instrumentos, talvez mais imediatos, continuam prestigiados.
O Brasil e o piano têm uma bela história juntos. Os dois conquistaram seu espaço quase ao mesmo tempo no século 19: o piano, sobre o cravo; o Brasil, sobre a sua condição de colônia. O próprio príncipe dom Pedro era pianista. Em pouco tempo, o piano tornou-se um móvel obrigatório nas nossas casas, tanto quanto o toucador e a escarradeira. Permitiu também que muitos escravos, que o aprenderam, levassem vida melhor.
Desde então, num país em que o violão sempre pareceu onipresente, a grande música, do ponto de vista do compositor, passou decisivamente pelo piano. É só citar Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Freire Junior, Zequinha de Abreu, Sinhô, Ary Barroso, Custodio Mesquita, Alcyr Pires Vermelho, Vadico, Johnny Alf, Tom Jobim, Marcos Valle, Francis Hime, Edu Lobo, João Donato. E os arranjadores, os solistas, os acompanhadores?
Um motivo para o declínio do piano nas casas brasileiras pode ter sido a verticalização das cidades -não é fácil transportar um piano para o 10º andar. Outro pode estar no fato de que leva mais tempo para formar um pianista do que um médico ou engenheiro, sem nenhuma garantia de que um dia ele possa viver das pretinhas. Mas todo estudante de piano precisa chegar a profissional? A educação musical, por si, não deveria ser suficiente?
Tom Jobim me disse que o piano fez o homem acabar de descer da árvore. Mas talvez a árvore seja o nosso destino.
RIO DE JANEIRO - Notícia desta semana alerta para um fato preocupante: a queda a quase zero no interesse pelo piano entre os jovens brasileiros. Em vários Estados, concursos importantes, destinados a formar futuros solistas, deparam com um número insignificante de inscrições. E não se trata de desinteresse pela música -porque outros instrumentos, talvez mais imediatos, continuam prestigiados.
O Brasil e o piano têm uma bela história juntos. Os dois conquistaram seu espaço quase ao mesmo tempo no século 19: o piano, sobre o cravo; o Brasil, sobre a sua condição de colônia. O próprio príncipe dom Pedro era pianista. Em pouco tempo, o piano tornou-se um móvel obrigatório nas nossas casas, tanto quanto o toucador e a escarradeira. Permitiu também que muitos escravos, que o aprenderam, levassem vida melhor.
Desde então, num país em que o violão sempre pareceu onipresente, a grande música, do ponto de vista do compositor, passou decisivamente pelo piano. É só citar Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Freire Junior, Zequinha de Abreu, Sinhô, Ary Barroso, Custodio Mesquita, Alcyr Pires Vermelho, Vadico, Johnny Alf, Tom Jobim, Marcos Valle, Francis Hime, Edu Lobo, João Donato. E os arranjadores, os solistas, os acompanhadores?
Um motivo para o declínio do piano nas casas brasileiras pode ter sido a verticalização das cidades -não é fácil transportar um piano para o 10º andar. Outro pode estar no fato de que leva mais tempo para formar um pianista do que um médico ou engenheiro, sem nenhuma garantia de que um dia ele possa viver das pretinhas. Mas todo estudante de piano precisa chegar a profissional? A educação musical, por si, não deveria ser suficiente?
Tom Jobim me disse que o piano fez o homem acabar de descer da árvore. Mas talvez a árvore seja o nosso destino.
5.13.2010
2 SHOWS com MILTON NASCIMENTO no centro do país (maio 2010)
Lô Borges
13/05/2010 - 21:00s
Teatro Rio Vermelho do Centro de Convenções - GOIÂNIA
Endereço: Rua 4, 1400 - Centro
***
MILTON NASCIMENTO
&
Quarteto
15/05/2010 - 23:00s
Evento: AVA MARANDU - CAMPO GRANDE / MS
PRAÇA DO RÁDIO CLUBE (Entre as Ruas Pedro Celestino e Padre João Crippa e Afonso Pena c/ Barão do Rio Branco)
***
QUARTETO:
Kiko Continentino, Wilson Lopes, Gastão Villeroy (Bruno Migliari em Cpo. Grde.), Lincoln Cheib
***
ENTREVISTA COM MARCUS MODESTO
JORNALISMO
Qual é sua especialidade? De que assuntos você trata?
Blog voltado para a divulgação de Eventos Culturais,Shows,Relação de Bares,Restaurantes, Pousadas,Hoteis e Fazendas da Região do Vale do Café
Em que meios você trabalhou?
Televisão e Jornais Diários
Um endereço web onde possamos ver algo sobre você?
www.botecosdovaledocafe.blogspot.com
Uma série de fatores envolve o processo que transforma uma pauta em notícia.
Claro que o bom senso do jornalista é o que determina o que será ou não notícia, pois o profissional analisa a realidade dos fatos e a transmite para o público. Portanto, nem tudo o que acontece torna-se notícia O que é para você a objetividade?
Ser claro, honesto e objetivo
Qual é a melhor manchete que você leu?
Sinceramente eu não sei...talvez Obama na Casa Branca...
Qual é a manchete que você gostaria de ver algum dia nos jornais?
Acabou a impunidade no Brasil
Que jornal você compra aos domingos? Onde você o lê?
não compro
A liberdade de expressão acaba onde começa a linha editorial da mídia?
Sim. A liberdade de expressão sempre termina quando começam os interesses dos proprietários do veículo e seus interesses comerciais.
O jornalismo de analise e investigação está se perdendo?
Acredito que sempre haverá espaço para o jornalismo de análise, principalmente para um público mais exigente que busca uma informação mais apurada.
Quanto ao jornalismo investigativo penso que está cada vez mais escasso. Muitos profissionais não querem arriscar suas vidas por causa de uma notícia.
Com uma câmera em cada telefone, cada cidadão se transforma em um correspondente?
Não. Não são os aparelhos tecnológicos que transformam um cidadão comum em um jornalista correspondente. É necessário um olhar crítico sobre a realidade a ser avaliada, o que só pode ser feito com qualidade por um profissional da comunicação.
Como você explica o auge do jornalismo dedicado ao show business?
Porque tem público e porque é um tipo de jornalismo extremamente barato de ser produzido. Basta colocar um fotojornalista em qualquer lugar da moda e esperar a primeira celebridade de ocasião aparecer e está feita uma notinha.
Qual é sua posição sobre o direito dos famosos a sua intimidade?
A fama tem seu preço e só estão nela àqueles que realmente se dispuseram a pagar o que ela pede. Sua intimidade passa a pertencer ao público, como regra de contrato pela glória e pelo glamour recebido.
O que você pode nos ensinar sobre a arte da entrevista?
Entrevistar não é fácil, exige treino, preparo, mas principalmente sensibilidade. Depende muito também do entrevistado, mas é básico saber: entrevistas devem fluir como uma conversa. Por isso é importante que o jornalista esteja à vontade e deixe o entrevistado mais à vontade ainda, assim, ele diz mais do que pretendia dizer, e isso transforma a matéria, leva além.
Mas para que o jornalista fique à vontade, é importante que ele se prepare bem antes de partir para a entrevista, estudando bem a pessoa com quem irá conversar, saber de sua história, sua trajetória, os fatos mais marcantes. Além disso, é imprescindível ter claro na mente o que se quer revelar desta personalidade, tirar dela o que as pessoas querem realmente saber. Quando se faz isso com transparência e honestidade, fica fácil e prazeroso.
Pessoas famosas que você entrevistou
Mieli,Lula,Francis Hime, José Dirceu, MPB4, etc....etc.... O jornalismo blog está revolucionando a profissão?
Sim, levando em conta que o jornalista tem maior liberdade para opinar sobre questões que, em um veículo normal, não poderia.
O jornalismo de papel desaparecerá?
Não acredito nisto
O que você pensa de imprensa gratuita que se distribui nas cidades?
Devido aos recursos limitados, costuma ser de baixa qualidade na grande maioria (existem exceções). No entanto, acredito que quanto maior o alcance da imprensa, mais democrática ela se torna e, para isso, a gratuidade às vezes é um item importante.
Algo sobre ciclismo
Algum lema ou principio ético esclarece suas decisões em momentos de confusão?
A verdade
Que conselho você dá a alguém que acaba de sair da faculdade e quer se introduzir na profissão?
Sempre conferir a fonte e publicar a verdade
Entrevista publicada
Read more: http://www.whohub.com/imprensa#ixzz0nqDzJ5H9
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Entrevistas
Skank Mineirão ao Vivo, show de gravação de cd/dvd no Estádio
ao vivo do grupo Skank, que comemora 20 anos de carreira. No dia 19 de junho, os organizadores esperam receber mais de 30 mil pessoas para o novo Cd/Dvd Skank Mineirão Ao Vivo, que será lançado no segundo semestre de 2010.
Os fãs escolhem as músicas favoritas do Próximo Show, CD e DVD
O grupo Skank quer saber, dentre 32 músicas selecionadas por ela, 20 faixas qual que você colocaria no set list do próximo show de gravação ao vivo no Mineirão. Participe!, você tem até o dia 16 de maio para escolher, entre agora no site e comece a votar!
Cada leitor poderá sugerir sua lista uma vez por dia e não precisa escolher as mesmas músicas toda vez, podendo fazer combinações diferentes. As músicas mais votadas formarão a lista dos fãs e será encaminhada aos integrantes da banda: Samuel Rosa, Haroldo Ferretti, Henrique Portugal, e Lelo Zaneti, que montará o setlist definitivo. Mas atenção! Não quer dizer que o repertório do público será, também, o repertório da banda no Próximo Show, mas com certeza, o desejo dos fãs é muito importante para o Skank!
SHOW SKANK AO VIVO NO MINEIRÃO
Quando: 19 de junho de 2010 _ sábado
Local: Estádio Mineirão – Belo Horizonte – MG
Preço do ingresso: Show Grátis – Não haverá venda de ingressos para o show. As entradas serão distribuídas pelos patrocinadores e também entre os cadastrados no Clube Skank
O dia em que traduzi Renato Russo
Millôr Fernandes
Meu cartaz aumentou muito com a galera da faixa etária entre 15 e 20 anos, depois que Renato Russo me citou duas vezes em seus shows, como guru não sei de quê. Não muito tempo depois, José Costa Netto, meu advogado e agente de direitos autorais, me telefonou dizendo que Russo queria que eu ― profissionalmente ― traduzisse um poema (musical) dele. Recusei, achando que fosse tradução do português pro inglês. Não acredito em quem faz traduções pra outra língua que não a sua. (Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo, tradução pro inglês feita por ele mesmo, tradução que não li, mas me dizem excelente, é exceção. Mas com maluco não só não se discute como é melhor não estabelecer regras).
De pura curiosidade pedi pra ler o poema. Minha estranheza foi enorme ― o poema, dedicado a um grande amigo dele, Cazuza, era denso, misterioso, cheio de sub-intenções, e em excelente inglês. Como uma pessoa que escrevia inglês assim me pedia para fazer a tradução? De qualquer forma topei traduzir, depois que o agente combinou o preço, altamente profissional. Altamente profissional, também, Renato Russo não hesitou diante do preço, bem, os da Legião Urbana não sabiam se o último show deles tinha 10 ou 60.000 espectadores. 






