12.06.2009

Calcanhotto refaz conexões antenadas em 'Três'


Resenha de Show
Evento: Lançamento do DVD Palavra Encantada
Título: Três
Artista: Adriana Calcanhotto, Domenico Lancellotti e
Moreno Veloso (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Auditório Ibirapuera (SP)
Data: 2 de dezembro de 2009
Cotação: * * * * 1/2

Mauro Ferreira
Não é mera projeção a imagem de árvores vista na foto tirada no bis da apresentação especial do show Três, realizada na noite de quarta-feira, 2 de dezembro de 2009, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo (SP). A paisagem é verdadeira e, no bis, se tornou o cenário natural do belo show que juntou Adriana Calcanhotto, Domenico Lancellotti e Moreno Veloso sob o feliz pretexto de promover o lançamento em DVD do filme Palavra Encantada, nas lojas na próxima semana em edição da gravadora Biscoito Fino. Enquanto Calcanhotto entoava o hit gay Nature Boy, os portões do fundo do auditório foram abertos e deixaram à mostra as árvores do Parque Ibirapuera, por onde o trio saiu correndo ao fim da apresentação, com a adesão de Arnaldo Antunes, que foi o convidado especial da apresentação e voltou à cena para encerrar o bis com seu samba Alegria. Iluminados por 48 refletores, os quatro artistas correram saltitantes pelo parque num efeito cênico e visual que deslumbrou o público que lotou o auditório para ver a primeira apresentação em São Paulo (SP) desse show que estreou em 2005, na edição carioca do festival Percpan, e já percorreu algumas cidades da Europa sem nunca ter cumprido temporada regular no Brasil (Três merecia inclusive um registro).
O belo efeito visual do show foi a cereja de um bolo delicioso. Três refez e expôs as conexões antenadas de Calcanhotto com Moreno e Domenico, integrantes do trio + 2. Já no primeiro número - a poliglota Chanson Doil Mot Son Plan et Prim, em que a cantora entoa versos do poeta provençal Arnaut Daniel na companhia do violoncelo tocado por Moreno - ficou evidente que tais conexões jamais seriam óbvias. Para começar, Três não é um show em que Calcanhotto canta acompanhada pela entrosada dupla. O show é dos três. Mesmo. A cantora até domina naturalmente o microfone, respondendo pelos versos de músicas como Justo Agora e Sem Saída. Contudo, Domenico e Moreno também cantam enquanto extraem barulhinhos bons de seu arsenal de instrumentos. Por mais que as vozes deles sejam opacas, ambas se ajustam bem ao espírito de Três. A abordagem bossa-novista de música do Olodum - Deusa do Amor, cantada por Moreno, que já a gravou num dos discos do trio + 2 - é o primeiro grande momento do show e exemplo da esperteza das conexões musicais e poéticas (o filme Palavra Encantada discute as relações entre música e poesia a partir de ideia original de Marcio Debellian). Outra boa sacada foi reviver O Nome da Cidade - a música que Caetano Veloso compôs para Maria Bethânia com inspiração no livro A Hora da Estrela, de Clarice Lispector (1920 - 1977) - e, na sequência, apresentar (na voz de Moreno) A Beira e o Mar, o tema de Roberto Mendes e Jorge Portugal que deu título ao álbum lançado por Bethânia em 1984 com a gravação original de O Nome da Cidade. Em A Beira e o Mar, Domenico evoca a vivacidade rítmica do Recôncavo Baiano com sons de games. O balanço que é evocado novamente em Não Acorde, Neném (parceria inédita de Moreno com Domenico). Ainda no fértil terreno pop baiano, Calcanhotto realça os tons vivos de A Cor Amarela, música alegre e inspirada lançada por Caetano Veloso no disco Zii e Zie (2009).
Convidado especial da apresentação, Arnaldo Antunes se ajustou rapidamente ao delicado tom musical e póetico do show em bloco que linkou por precisas afinidades temáticas as músicas Para Lá, Lua Vermelha (especialmente iluminada com a união das vozes de Calcanhotto e Antunes), Aquário e Se Tudo Pode Acontecer. Com Arnaldo já fora de cena, Moreno entoou Vambora - canção lançada por Calcanhotto em 1998 no álbum Maritmo - num solo que, na segunda metade, se transformou num dueto com a autora da música. E veio, então, o segundo grande momento do show: I'm Wishing, tema composto por Walt Disney (1901 - 1966) para o desenho Branca de Neve e os Sete Anões. As mordidas de Calcanhotto numa maçã interferiram intencionalmente no número, numa amostra lúdica das experimentações esboçadas em Te Convidei pro Samba, tema (inventivamente...) cantado por Domenico em número em que o trio explora dissonâncias com espírito indie. No fim, Calcanhotto realça nuances e agudos em versão arrebatadora de Music, o hit de Madonna, turbinado com citações de funk (Som de Preto) e sucesso de Carmen Miranda (I Like You Very Much) - além de inserção de versos do repertório dos Titãs recitados por Arnaldo Antunes (Eu Não Sei Fazer Música). Tudo conectado com o espírito tropicalista que pontua a música composta e cantada por Adriana Calcanhotto. Três é dez!!!

12.05.2009



Irmandade do Blues lança DVD com Andreas Kisser e Andre Matos

Andre Matos e Vasco Faé ao vivo
Já está disponível nas lojas o primeiro trabalho ao vivo da banda Irmandade do Blues. Lançado em formato CD e DVD, “Ao Vivo” traz o registro de uma apresentação realizada em junho de 2008 no SESC Santo André. Este show contou com a participação de dois convidados especiais: o guitarrista Andreas Kisser e o vocalista Andre Matos.
“Ao Vivo” traz no repertório um apanhado de canções lançadas pelo grupo nos dois primeiros álbuns de estúdio: “Veneno” (1996) e “Good Feelings” (2007). Além de composições próprias a banda apresenta também versões para “Highway 49” (Chester Burnet), “Mean Old World” (Walter Jacobs), “Crossroads” (Robert Johnson) e “I Gotta Woman” (Ray Charles), “Rock and Roll” (Led Zeppelin) e “Mercedes Benz” (Janis Joplin).
"É um DVD fiel ao som que fazemos nos shows e nos CDs, uma mistura equilibrada dos dois CDs que lançamos somada a experiência que ganhamos”, comenta o vocalista Vasco Fae.
“E gravar isso em Santo André, terra onde o Blues se consolidou após o festival de Ribeirão Preto na década de 80, foi muito importante, pois além da Irmandade do Blues ter nascido em Santo André, mais especificamente no saudoso bar Jazz’n Blues, foi nesse mesmo local que as principais bandas de Blues nacionais também despontaram nas décadas de 80 e 90. Então é uma honra ter levado esse público tão inteirado no assunto em um local como o SESC Santo André, que tanto apóia a cultura”.
A Irmandade do Blues é formada por Vasco Faé (guitarra, gaita, voz), Edu Gomes (guitarra), Sílvio Alemão (baixo) e Fernando Lóia (bateria). Confira abaixo o repertório do CD e DVD “Ao Vivo”:
01. Give It Up
02. I’m Moving
03. Line’M
04. Highway 49
05. Mean Old World
06. When I Be Back
07. Crossroads
08. Lose Your Mind Away
09. Good Feelings
10. South Bound Train
11. Mercedes Benz
12. I Got The Blues
13. Boom Boom
14. Feelin’ Alright
15. I Got A Woman
16. Rock And Roll
A banda faz o show de lançamento de “Ao Vivo” no próximo dia 09 em Bauru, no interior de São Paulo. Confira:
09/12/2009 - Bauru/SP
SESC Bauru - Av. Aureliano Cárdia, 6-71
Horário: 21h00
Ingressos: grátis
Informações: 14 3235-1750 / http://www.sescsp.org.br/

Nascimento de Gonzagão é comemorado com sete dias de eventos

Entre os dias 07 e 13 de dezembro a cidade de Exu, no sertão do Araripe, em Pernambuco, será palco para diversas atividades em celebração à vida e obra de Luiz Gonzaga, nascido no local há 97 anos. Os eventos fazem parte do projeto Viva Gonzagão e será a última etapa do Festival Pernambuco Nação Cultural, da Fundarpe.
Estão programados encontros de sanfoneiros, de bandas filarmônicas, desafio de cantores e cortejo de vaqueiros e aboiadores, entre outras atividades. Entre os diversos artistas que se apresentarão durante os sete dias do evento estão Dominguinhos e Geraldo Azevedo.
Também faz parte da programação a 100ª aula-espetáculo do escritor Ariano Suassuna, que será realizada no colégio Bárbara de Alencar, no centro de Exu. Neste evento Suassuna mostrará uma peça comemorativa, junção dos espetáculos Nau e A Cadência, O Castelo e A Cantoria, com artistas contracenando com o repentista Oliveira de Panelas.
Outro evento da comemoração é o lançamento do filme “Volta Para Casa Luiz” e do livro “Pernambuco, Imagens e Histórias”, de Marcos Carvalho e Bibi Saraiva. A programação completa dos sete dias do projeto Viva Gonzagão está disponível no site http://www.nacaocultural.pe.gov.br/.

Nação Zumbi grava DVD na próxima semana em Recife

Comemorando 15 anos do lançamento do álbum de estréia, “Da Lama ao Caos”, a banda Nação Zumbi anuncia a gravação de um novo DVD ao vivo. O show será realizado no próximo dia 09, quarta-feira, no Marco Zero da capital pernambucana.
O grupo divulgou no site oficial que este show especial contará com a participação de alguns convidados. Estão confirmadas as presenças de Siba, Fred 04, Arnaldo Antunes e da banda Paralamas do Sucesso. A Nação Zumbi e os convidados estão ensaiando e decidindo os momentos de participação de cada artista no show, mas a banda mantém segredo sobre isso.
O show faz parte da programação da Feira Música Brasil 2009 que será realizado entre 09 e 13 de dezembro.

12.04.2009

Dominguinhos lança DVD com três shows em São Paulo


Dominguinhos está lançando o primeiro DVD ao vivo de sua carreira e apresenta para o público de São Paulo este novo trabalho em três apresentações. O sanfoneiro, cantor e compositor toca neste final de semana no Teatro Fecap, na capital paulista
Os shows serão nesta sexta, sábado e domingo, dias 04, 05 e 06, e contarão com a participação especial da cantora Liv Moraes, filha de Dominguinhos. O músico será acompanhado no palco por João Magalhães Neto (guitarra), Thiago Passos de Almeida (baixo), Flávio Lima da Silva (triângulo), Fabio Freire Miguel (zabumba), Francisco de Maria (bateria) e Geraldo Santana de Almeida (agogô).
O público que comparecer aos shows poderá curtir e relembrar sucessos compostos por Dominguinhos e outros compositores como “De Volta Pro Aconchego”, “Isso Aqui Tá Bom Demais”, “O Xote das Meninas”, “Tico-Tico no Fubá”, “Pedras Que Cantam”, “João e Maria”, “Só Quero Um Xodó” e “Lamento Sertanejo”, entre outras.
De 04 a 06/12/2009 - São Paulo/SP
Teatro Fecap - Av. Liberdade, 532
Classificação etária: 14 anos
Horário: 21h00 (04 e 05) e 19h00 (06)
Ingressos: R$ 30,00
Informações: 11 2626-0929 / http://www.teatrofecap.com.br/

Show Tô no Clima para salvar o planeta


No domingo (6/12), no Parque do Ibirapuera, acontece um grande evento gratuito, com shows de Zélia Duncan, Mariana Aydar, Simoninha e Gabriel, o Pensador
Campanha Tô no Clima
O principal objetivo do evento é mobilizar a sociedade brasileira a pressionar líderes nacionais e globais para que não seja adiado o compromisso de firmar um novo acordo climático global durante a durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP-15), que acontece de 7 a 18 de dezembro em Copenhague, na Dinamarca.
Chegar a um acordo tem sido difícil, já que os países relutam em assumir os custos e o peso político para estabelecer novas regras para a produção do que consumimos e a energia que utilizamos. Outro problema é que nações desenvolvidas e em desenvolvimento jogam a responsabilidade pelo novo acordo umas para as outras e não chegam a uma decisão nenhuma!
Show no Parque Ibirapuera
Aderiram à causa do evento Zélia Duncan, Mariana Aydar, Simoninha e Gabriel, O Pensador, que apresentarão pocket shows gratuitos na área externa do Auditório do Ibirapuera. As apresentações serão intercaladas com a participação de convidados, exibição de depoimentos de lideranças políticas, celebridades e vítimas das mudanças climáticas, assim como intervenções da sociedade civil sobre o tema.
Enquanto ocorrem os shows na área externa do Auditório, na Marquise do Ibirapuera, diversas ONGs que trabalham com o tema compartilham informações sobre seus projetos e desenvolvem atividades lúdicas que divertem toda a família, como a exibição de filmes sobre o tema, oficinas sobre temas socioambientais, contadores de histórias, pinturas de rosto para a garotada, totens para mensurar pegadas de carbono, entre outras. O evento conta com o apoio da Prefeitura de São Paulo, Secretaria do Verde do Município de São Paulo, Auditório Ibirapuera e Natura.
Dia: 06/12 _domingo
Local: área externa do Auditório do Ibirapuera
End: Avenida Pedro Álvares Cabral s/n
Horário: a partir das 10h
Acesso gratuito para todas as atividades e shows

LULA, O FILHO DO BRASIL

Eu particulamente não concordo  com o que a professora Aileda de Mattos Oliveira escreve. Mas como o blog e um espaço democrático publicamos abaixo o seu artigo.

Chega-nos ao conhecimento mais uma demonstração de desequilíbrio psíquico do pífio representante da nação brasileira. A partir de sua ascensão, foram-se perdendo valores que cultivávamos como habituais normas de conduta. Essas mudanças são consequências das alterações semânticas, aceitas pelos órgãos jornalísticos, hoje, também, pouco afeitos à limpidez das idéias. Tais alterações são produtos dos erros de raciocínio e da falta de intimidade vocabular, que a incontinência verbal do senhor feudal, pela repetição,torna-as vernaculares. Tudo isso, aliado à esperteza de um espírito pusilânime, tem o poder de corromper os alicerces de todos os poderes da República.
Se a mentira passa à verdade; se o corrupto contumaz deve ser respeitado por não ser um homem comum; se uma organização terrorista, que inferniza os trabalhadores rurais, torna-se uma instituição lutadora em defesa dos direitos dos sem-terra, é transformar os antônimos negativos em palavras representativas de uma nova ética em curso.
Para que se consuma o novo dicionário da sordidez política brasileira, necessário se torna conhecer, a fundo, em todas as dimensões, o seu autor, personagem central de sua própria propaganda político-eleitoreira.
O autoendeusamento torna-o réu confesso do desequilíbrio de que acima nos referimos. Considerar-se a si próprio Filho do Brasil, é exigir a legítima paternidade, a um país que já sofreu todos os vexames do filho que não passa de um bastardo.
Como se não bastasse as ofensas de sua diplomacia,ofende-se mais ainda a nação, anunciando a sordidez de cobrar do país a herança que acredita ter direito e pretende obtê-la, através da delegação de poderes de seus iguais, nas urnas em 2010. É mais uma indenização cobrada ao país, considerado culpado pelo filho ilegítimo,pela tendência inata de sua família, de não ter vocação para o trabalho. O filme que ilustra a vida do responsável pela obra de estropiamento da língua coincidentemente? será levado à exibição em primeiro de janeiro de 2010.
Regredimos ao populismo desenfreado do brizolismo e percebemos, claramente, a existência de dois Brasis: o que trabalha e estuda para o desenvolvimento nacional e o que vive de estelionato político, sorvendo os impostos pagos pelo primeiro dos Brasis. Em toda imoralidade, encontra-se a logomarca da Globo, que não pode perder dividendos, mesmo que seja patrocinando um retorno aos filmes da velha fase macunaímica da miséria colorida. Não há outro digno representante deste (para mim) repugnante personagem da baixa estima brasileira, criação de Mário de Andrade, que o etílico Lula.
Alguém da escória da personagem do filme em questão deve ter sido o idealizador do título e da narrativa. O embriagado de álcool e de poder tomou posse do Brasil e está alijando, aos poucos, a parte consciente da sociedade, mas ainda sonolenta, para os esconsos vãos que se tornarão guetos dentro em pouco, se não tomarmos uma veemente atitude. Já imagino este filmeco sendo veiculado no agreste, nos sertões, arrebanhando os ingênuos e estimulando-os ao analfabetismo, à bebida e à rebelião. A pressão para um conflito entre brasileiros está se fazendo prenunciar no horizonte. Esta indecência de filme, se consentirmos, se não reagirmos, se não clamarmos contra a mídia que lhe dará vida, poderá servir de estopim para tomadas de posição sérias que não vão deixar de fora a guarda particular do ébrio presidente: o MST.
Como dizem os traficantes do Rio, "está tudo dominado". Eles sabem o que dizem, infelizmente. Tudo está dominado, porque está corrompido pelo dinheiro fácil em troca da traição e da sabotagem. Apenas por patriotismo,sem levarmos nenhuma vantagem, porque pertencemos a outro grupamento ético, que não leu o glossário lulista, sabotemos o filmeco do palhaço de Garanhuns, desde já,para que, no ato da divulgação, caia no ridículo o Filho bastardo do Brasil, que bem poderia ser o Filho de outra coisa que já sabemos o que é. Embora não pareça, o caldeirão da divisão de classes já começou a esquentar.
Como não tem a coragem de seu comparsa Chávez e é um poltrão como o Zelaya, usa desses artifícios ultrapassados, mas que caem como uma luva sobre a multidão de ignorantes do interior do país.
Aileda de Mattos Oliveira
Prof.ª Dr.ª de Língua Portuguesa
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

12.03.2009




O Rappa toca no Rio, Belo Horizonte e POA em dezembro

Divulgando o mais recente lançamento, o álbum "7 Vezes", a banda O Rappa tem shows marcados pelo país nesse mês de dezembro. Neste final de semana, a banda se apresenta no Rio de Janeiro. Depois segue para Minas Gerais e Porto Alegre.
Formada em 1993, a banda se destacou pelas letras de cunho social e pela mistura de reggae, rock, samba e música africana com sons eletrônicos. As atuais apresentações contam com as novas canções mas não deixam de lado as músicas que se tornaram 'hits' ao longo da carreira do grupo como “Minha alma”, “Me deixa” e “Reza Vela”.
O cenário do show foi montado e idealizado por Zé Carratu, pioneiro do grafismo paulistano com quem O Rappa trabalhou em 2003, na turnê de "O Silêncio que precede o esporro". O projeto levou em consideração a grande quantidade de shows que a banda costuma fazer e foi desenvolvido em tecido com bordados e aplicações, fácil de desmontar e levar para qualquer lugar. A iluminação é de Thomas Hyeatt, que já trabalha com O Rappa há 11 anos, enquanto a direção ficou a cargo de Ricardo Vidal e Tom Sabóia, produtores do CD.
Confira mais informações sobre os próximos shows da banda:
05/12/2009 - Rio de Janeiro/RJ
Citibank Hall - Av.Ayrton Senna, 3000
Horário: 22h00
Ingressos: de R$ 40,00 a R$ 250,00
Classificação etária: Permitida a entrada e permanência de adolescentes a partir de 15 anos (inclusive), desacompanhados
Informações: www.citibankhall.com.br
11/12/2009 - Belo Horizonte/MG
Chevrolet Hall - Av. Nossa Senhora do Carmo, 230
Horário: 22h00
Ingressos: de R$ 90,00 a R$ 220,00. primeiro lote esgotado
Classificação etária: 16 anos (haverá venda de bebidas alcoólicas)
Informações: 31 2191-5700 / www.chevrolethallbh.com.br
17/12/2009 - Porto Alegre/RS
Opinião - José do Patrocínio, 834
Horário: 23h00
Ingressos: R$ 40,00 (1º lote) e R$ 50,00 (2º lote)
Pontos de venda (a partir de 03/12): Lojas Trópico: Shoppings Iguatemi, Moinhos, BarraShoppingSul, Praia de Belas e Bourbon Ipiranga
Vendas online: http://www.opiniaoingressos.com.br/
Informações: 51 8401-0104 / http://www.opiniao.com.br/

Akon será a atração internacional do Festival de Verão de Salvador

Akon, atração internacional do festival
A organização do Festival de Verão de Salvador divulgou a programação da próxima edição do evento. O festival está programado para ser realizado entre os dias 20 e 23 de janeiro de 2010, na capital baiana.
A edição de 2010 do evento terá 21 atrações no palco principal, incluindo o cantor Akon que voltará ao Brasil três anos após se apresentar por aqui. A apresentação do cantor será no sábado, dia 23, último dia do festival.
Também se apresentarão no palco principal do festival Claudia Leitte, Daniela Mercury, Caetano Veloso, Charlie Brown Jr., Victor & Leo, Marcelo D2, Aviões do Forró, NX Zero e Paralamas do Sucesso, entre outros.
Confira informações sobre os ingressos para o festival:
Ingressos Individuais
 Pista Inteira: R$ 64,00
 Pista Meia: R$ 32,00
 Camarote Vip Pepsi: R$ 142,00
 Camarote Baladas: R$ 76,00
Ingressos Passaportes 4 dias
 Passaporte Pista Inteira: R$ 198,00 (6x R$ 33,00)
 Passaporte Pista Meia: R$ 99,00 (6x R$ 16,50)
 Passaporte Camarote Vip Pepsi: R$ 483,00 (6x R$ 80,50)
 Passaporte Camarote Baladas: R$ 249,00 (6x R$ 41,50)
Detalhes sobre postos de vendas em todo o Brasil e sobre as demais atrações estão disponíveis no site oficial: ibahia.globo.com/festival.

Uma literatura nos trópicos



Ensaios sobre dependência cultural

Silviano Santiago
Ensaio 220 páginas

Publicado originalmente em 1978, esta coletânea confirma Silviano Santiago como um dos maiores críticos de sua geração e, por mais impressionante que possa parecer, os temas deste livro continuam atuais.
A maior parte dos onze ensaios aborda o tema — ou "obsessão", como prefere o autor — da dependência cultural. Desatando esse antigo nó a partir de novas e diferentes pontas, ele explora toda a complexidade da relação entre o criador dos países periféricos e a cultura das antigas metrópoles. Para o ensaísta, "o escritor latino-americano vive entre a assimilação do modelo original e a necessidade de produzir um novo texto que afronte o primeiro e muitas vezes o negue".
Assim o problema se recoloca ao longo dos ensaios em diferentes situações. Seja entre os autores latino-americanos e a literatura européia, seja no modo como o português Eça de Queiroz, autor de O primo Basílio, desarticula seu "modelo Madame Bovary", de Flaubert, ou ainda na forma como a geração do tropicalismo repensa suas relações com a cultura americana.
Distanciando-se da convenção que pretende manter a figura do crítico preso exclusivamente às linhas de poemas, romances e ensaios literários, o autor se empenha na leitura de modas, idéias e atitudes. A noção do "texto" a ser decifrado pelo crítico é ampla o bastante para que nela caibam o significado oculto tanto de uma canção como do ato de vestir uma determinada roupa. "O intérprete é, em suma, o intermediário entre texto e leitor, fazendo ainda deste o seu próprio leitor", argumenta. Em seus ensaios, Silviano revisita temas "clássicos" como os romances Dom Casmurro, de Machado de Assis; O ateneu, de Raul Pompéia; e A bagaceira, de José Américo de Almeida, mas também reflete sobre, por exemplo, a relação de Caetano Veloso com a mídia.
Escritos entre o fim dos anos 60 e o início da década de 70, estes ensaios lançam luz sobre um período fascinante da cultura brasileira. Problematizam questões de uma época marcada pela arte de Hélio Oiticica e Lygia Clark, o teatro de José Celso Martinez Correa, a música de Caetano e Gil, a poesia de mimeógrafo, a imprensa da contracultura (Bondinho, Rolling Stone) e as primeiras obras de Sérgio Sant'Anna, tema de um dos ensaios do volume. Estes textos compõem a contribuição de um crítico que preferiu não esperar a poeira assentar para dar seu testemunho, tendo a coragem de arriscar novas reflexões no calor da hora.
Sobre o autor
Silviano Santiago, além de crítico, é autor de várias obras de ficção e ensaios, como Em liberdade, Stella Manhattan, Viagem ao México, Keith Jarret no Blue Note, Uma história de família e De cócoras, todos publicados pela Rocco