8.24.2009

Leopoldina recebe festival africano com atrações internacionais no fim de semana


RIO - A histórica estação de trem da Leopoldina vai se transformar num reduto africano da próxima sexta-feira (28.08) até domingo (30.08). No festival Back2Black, haverá atrações internacionais de celebração do continente como pólo de discussão política e difusor de cultura. Serão três dias de conferências e manifestações político-culturais tendo à frente nomes como a ativista política moçambicana Graça Machel, esposa do líder da luta contra o Apartheid Nelson Mandela, e o ex-ministro e artista Gilberto Gil, entre muitos outros.
A ideia principal dos organizadores é estimular a discussão e a reflexão a partir de temas que abrangem desde a atual situação no continente até o futuro da África, passando pelo desenvolvimento político-social a partir das artes. Além de Graça Machel, vêm diretamente da África para participar dos painéis o músico senegalês Youssou N'Dour, que também faz show, e o escritor e pintor sul-africano Breyten Breytenbach, um dos nomes mais fortes de resistência ao apartheid nos anos 1960.

Completam a lista internacional o cineasta sul-africano vencedor do Oscar Gavin Hood (pelo filme "Tsotsi"), o escritor angolano José Eduardo Agualusa - curador das conferências do evento -, o humanista popstar irlandês Bob Geldof e a economista zambiana Dambisa Moyo, autora do recém-lançado livro "Dead Aid", que defende a polêmica tese de que a ajuda internacional piora a vida dos africanos. Do Brasil, além de Gil, destaque para as participações de Alberto da Costa e Silva, Kátia Lund e MV Bill.
A parte musical tem participações de Marisa Monte, banda Black Rio (com Ed Motta e Mano Brown e MC Ice Blue, ambos do Racionais MCs, que homenageiam Tim Maia), Mart´nália, D. Ivone Lara, Marina Lima, Luiz Melodia, Maria Gadu, Margareth Menezes e Rodrigo Maranhão. Da África, vêm Angelique Kidjo (Benin), Paulo Flores (Angola) e Mayra Andrade (Cabo Verde). Omara Portuondo, de Cuba, completa a lista.

Para criar o clima na Leopoldina, a cenógrafa Bia Lessa transforma o local em uma pequena África, com mapas, textos e fotos espalhadas pelo espaço, além da montagem da instalação permanente "Somos todos Africanos. Somos todos Humanos. Back to Black".
Todo o evento será documentado e, no fim do ano, o material será consolidado e dará origem ao Back2Black Manifesto, conjunto com livro, exposição e documentário cinematográfico.

Confira a programação completa:

28 DE AGOSTO (SEXTA-FEIRA)
Conferência "Construindo utopias"
Das 20h às 21h30m, com: Bob Geldof: cantor, compositor e ativista irlandês, o ex-Boomtown Rats (e Cavaleiro da Coroa Britânica), responsável pelo megafestival Live Aid, em benefício da Etiópia, e posteriormente, pelo Live 8, de toda a África; e Breyten Breytenbach, artista sul-africano e um dos grandes nomes na luta contra o Apartheid. Mediação: José Eduardo Agualusa, premiado escritor e cronista Angolano
Shows: "As vozes da África e do Brasil"
22h - Gilberto Gil (acústico)
23h30m - Youssou N'Dour (participação: Marisa Monte)

29 DE AGOSTO (SÁBADO)
Conferência: "Cultura e desenvolvimento"
Das 20h às 21h30m, com: Gavin Hood, cineasta sul-africano, Youssou N'Dour e MV Bill. Mediação: Kátia Lund.
Shows
22h - Mv Bill
23h30m - Banda Black Rio - show em homenagem a Tim Maia, com Ed Motta, Mano Brown e Ice Blue (Racionais
Mcs)
1h - "Encontro das periferias": Funk carioca, com DJ Sany Pitbull e bailarinos; kuduro de Angola, com DJ Znobia e bailarinos; e krumping de Los Angeles, com DJs Goofy, Miss Prissy, Deuce, Bad Newz e Out Law.

30 DE AGOSTO (DOMINGO)
Conferência: "A África na construção do mundo. O Futuro"
Das 17h às 18h30m, com Dambisa Moyo, economista pós-graduada pelas Universidades de Harvard e Oxford, nascida em Lusaka, na Zâmbia. Condena o envolvimento de celebridades com a causa Africana, afirmando que a única chance do continente para o desenvolvimento é o investimento interno e a conscientização dos governos locais; Graça Machel, terceira esposa de Nelson Mandela e também viúva do ex-presidente de Moçambique, Samora Machel, com trabalho humanitário premiado diversas vezes; e Gilberto Gil. Mediação: Alberto da Costa e Silva.
Show "Celebração do samba", conduzido por Mart'nalia
19h -
Do Brasil: Mart'nalia, Dona Ivone Lara, Luiz Melodia, Marina Lima, Maria Gadu, Margareth Menezes, Rodrigo Maranhão.
Da África: Angelique Kidjo (Benin), Paulo Flores (Angola), Mayra Andrade (Cabo
Verde) e Omara Portuondo (Cuba).

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Back2Black Festival @ Estação Leopoldina.
Rua Francisco Bicalho s/n, Leopoldina - 2535-9848.
Sex e sab, a partir das 19h.
Dom, a partir das 16h. Preços (cheios e promocionais): palestra e show: R$ 80; show: R$ 60. Combo 2 dias (palestras + shows): R$130. Combo 3 dias (palestras + shows): R$160. Não recomendado para menores de 16 anos.
Pontos de venda: Fnac (Barra), Piraquê (Lagoa), Modern Sound (Copacabana), Bougainville (Tijuca), São Bento (Niterói), Três Pontos (Campo Grande), Alfa Brasil (Jacarepaguá), e internet (www.ingressorapido.com.br)
Por Angela Chaloub

A MÚSICA SEGUNDO TOM JOBIM

Em 1984, foi ao ar pela TV Manchete uma série de programas musicais chamada "A Música Segundo Tom Jobim". Com direção de Nelson Pereira dos Santos, o programa era gravado na casa do maestro, no Jardim Botânico, no Rio (rua Peri), com a participação de convidados recebidos muito à vontade por ele e seu piano.

No primeiro programa da série, Tom e Gal Costa, em companhia de Dori e Danilo Caymmi, fizeram uma homenagem a Ary Barroso, contando histórias e lembrando de algumas canções do grande compositor brasileiro.

Aparecem no vídeo: "Pra Machucar Meu Coração", "Faceira", "Canta Brasil" (Alcir Pires Vermelho), "Tema de Amor Por Gabriela" (Tom Jobim) e "Aquarela do Brasil".


FRASE DO DIA

“Pobre Mercadante: até para sair da liderança tem que pedir autorização ao Lula.”

Deputado Fernando Gabeira (PV-RJ)


COPA FEST – Instrumental Brasileiro no Copacabana Palace

"Dos dias 28 a 30 de agosto, no Copacabana Palace, o Festival “Copa Fest” apresenta ao público de hoje uma proposta de imersão no som instrumental que se originou no Beco das Garrafas. O evento vai reunir artistas que lá tocaram, como Paulinho Trompete, Paulo Moura, Sergio Barrozo, Osmar Milito e João Donato, com jovens músicos que reverenciam seus mestres e repertórios, dando novos contornos à música instrumental brasileira. Duos, trios, bandas e DJs se reunirão em uma celebração inédita da tradição e irreverência do som do Beco das Garrafas. O Convidado Especial MPB FM vai ao festival com um acompanhante e direito a consumação. Vai perder essa? Clique no link abaixo."
Quem quiser concorrer a 2 ingressos com direito a consumação, inscreva-se em www.mpbfm.com.br/promocao.asp

Fabio Porchat apresenta stand up em Volta Redonda


Fábio Porchat estará em Volta Redonda na próxima quarta-feira (26). O redator do ‘Zorra Total' e apresentador do programa ‘De Perto Ninguém é Normal', do GNT, traz para a região mais um espetáculo de stand up. Na apresentação de ‘Fora do Normal', o ator promete levar ao público observações de fatos cotidianos e também experiências pessoais.

O stand up vai acontecer às 21h30min, no Teatro Gacemss - na Vila Santa Cecília, em Volta Redonda. A abertura do espetáculo sera feita por Danilo Calegari.

Os ingressos já estão à venda na secretaria do Gacemss e custam R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia). Mais informações

* Cultura Para Todos - Terça com Ivan Lins

No Cine 9 de Abril, na Vila Santa Cecília, em Volta Redonda, continuam as atrações do projeto, que é realizado toda terça-feira. A entrada é gratuita e as apresentações são às 19 e 21 horas. Retirada de ingressos: na bilheteria do cinema, a partir de 8 horas, às segundas e terças-feiras. Obrigatório entregar um litro de leite em caixinha por ingresso.Dia 25 Terça, Ivan Lins;(foto) abertura, Ranieri Os Pinto. Dia 1º de setembro; Leila Pinheiro. Abertura, Vicente Lima. Dia 8, peça "Onde Está Você Agora?", com Bruno Gagliasso; abertura, Auryston Franco. Dia 15, Malu Magalhães; abertura, Figurótico. Dia 22, "Comédia em Pé", com Fernando Caruso; abertura, Jorge Guilherme. Dia 29, Elba Ramalho; abertura, Grupo de Teatro Arte em Cena, com o esquete teatral "A Linha do Tempo". Informações: (24) 3339-4200.

* III Festival CineMúsica

- Em Conservatória, nos dias 4, 5, 6 e 7 de setembro. Este ano, o evento celebrará a "tradição clássica", lembrando os 50 anos da morte de Villa-Lobos. O público poderá conferir cirandas em concertos sinfônicos, cênicos e cortejos. Além de quatro dias de muito cinema e música, existe a opção do "Sabor CineMúsica", evento gastronômico. Programação gratuita. www.festivalcinemusica.com.br

Paraty em Foco -


Festival Internacional de Fotografia FNAC - Quinta edição. De 23 a 27 de setembro. Vagas limitadas. O evento é realizado pela Galeria Zoom, de Paraty, e pelo Estúdio Madalena, de São Paulo. As inscrições para todos os eventos já estão abertas e podem ser feitas pelo site: www.paratyemfoco.com

V Concurso de Poesia do Glan-VR -

As inscrições terminam no dia 29 e o resultado será divulgado no boletim da instituição e no site (www.glan.com.br), após o dia 15 de setembro. A entrega dos prêmios será no dia 24 de outubro, às 19h30min, na festa de lançamento da "XXIV Coletânea de Contos e Poesias do Grêmio Literário de Autores Novos de Volta Redonda", no Gacemss. Os trabalhos devem ser entregues na Livraria Veredas do Pontual Shopping (Vila Santa Cecília), de segunda-feira a sábado. Ou enviados pelos Correios à Caixa Postal 84002, CEP 27255-970, Volta Redonda, RJ. O carimbo postal valerá como comprovante de data. Valor da inscrição: R$ 10,00. Mais informações: (24) 3343-1721, (24) 3338-7237 e (24) 9901-6758. Ou: glan@glan.com.br

e-mail para esta coluna botecosdovaledocafe@gmail.com

LUI DO VALE APRESENTA DE DILERMANDO A BADEN NO SESC BARRA MANSA

O violonista Lui do Vale elaborou o show “ De Dilermando a Baden”, com o intuito de homenagear grandes mestres do instrumento. Em destaque, Américo Jacomino, Dilermando Reis, Garoto, Luis Bonfá, Hélio Delmiro, Paulinho Nogueira e Baden Powel, incluindo também o Professor Dito e os irmãos Neném e Ovídio Bonfá, com os quais teve a honra de trabalhar. Lui incluirá no repertório, puramente instrumental, composições suas e também tem como objetivo ressaltar a técnica que trabalha. Conhecida como Chord Melody, a técnica destaca os três elementos da música : Harmonia, Melodia e Ritmo. O show terá 22 músicas com duração aproximada de uma hora e meia e estreará nesta sexta dia 28 no SESC de Barra Mansa. A idéia é levar o projeto a outras cidades do país.

Lui participou de vários trabalhos incluindo bandas de baile e um período com a Banda Sinfônica da Fundação Educacional de Barra Mansa (FEBAM). Estudou com Hiramm, especialista em improviso e choro e cita Neném e Bonfá como maiores influências de seu estilo atual com acordes melódicos. O músico fez várias apresentações no Bistrô Jazz de Búzios, participou do projeto Rota Musical do Sesc e tem trabalhado em Paraty e Maringá. Nesse novo trabalho com produção do jornalista Marcus Modesto, participação do baterista Marcelo Biffe, do baixista maguinho e na percussão Valentim, Lui pretende dar um novo passo em sua carreira. É só conferir!

Rio de Janeiro City of Splendour documentário 1936.

James A. Fitzpatrick's documentary series "Traveltalk" ("The Voice of the Globe"), released in 1936.

As imagens de um Rio não tão antigo assim, mas de uma época em que o Rio ainda podia ser chamado de "Cidade Maravilhosa". Setenta anos se passaram desde que essas imagens foram feitas e, de lá para cá, muita coisa mudou (para pior). A destruição atingiu o pavilhão Mourisco, em Botafogo, o Palácio Monroe, os edifícios da Av. Rio Branco, a Casa Mauá. Nada como ver as imagens para conferir.


Considerações sobre o Perdão

"O perdão é a chave para a liberdade."
Sempre que se fala do ato de perdoar imediatamente surge a idéia de que esta atitude está relacionada à uma postura religiosa. De fato, é uma prática naturalmente esperada de uma pessoa que tem respeito e amor pelo próximo, mas perdoar não precisa ser uma experiência mística ou sobrenatural.Antes de mais nada perdoar é fazer uma escolha pela própria paz e pela recuperação da saúde física e mental.

Ø O QUE O PERDÃO NÃO É:·

Perdoar não é fechar os olhos para a ofensa recebida.
· Não é esquecer (ou passar uma borracha) sobre o que aconteceu e causou sofrimento.
· Não é desculpar, minimizar ou negar a afronta.
· Não significa se reconciliar com quem causou o dano.
· Não é fechar os olhos à mentira.

Ø PERDOAR É:·

Se liberar do passado.
· Reconhecer que não pode mudar os fatos ocorridos.
· Procurar novas maneiras de obter o que quer ao invés de reprisar mentalmente seu sofrimento.
· Só porque alguém o fez sofrer não significa que o sofrimento é para sempre.
· Levar a vida em frente depois de um abandono, traição ou outra situação que tenha provocado mágoa.
· Focar em novos objetivos.
· Mudar a história sobre a mágoa. O ato do perdão tira a pessoa da posição de vítima.
· Reconhecer que a principal angústia é resultado dos sentimentos feridos e pensamentos sobre o que o feriu há 10 minutos ou há 10 anos.
· Desistir de esperar das outras pessoas, ou da vida, o que elas não podem dar.
· Recuperar seu poder sobre a própria vida.
· Aprender a procurar amor, beleza e bondade ao seu redor.

Perdoar nada mais é do que deixar ficar no tempo o que causou dor e sofrimento.

LEMBRE-SE: O PERDÃO É BENEFÍCIO PARA QUEM DÁ.
Um abraço.

Márcia Modesto (Psicóloga/ Psicanalista/ Terapeuta Familiar Sistêmica) conversandocomvocebotecos@gmail.com

Lázaro Ramos vira Michael Jackson e solta a voz em Salvador

Michael Jackson? Não, Lázaro Ramos. O ator gravou caracterizado como o cantor para um dos quatro episódios de "Ó, paí ó" que estão em produção em Salvador. No programa (dirigido por Olivia Guimarães), Roque (Lázaro) subirá num trio elétrico com Carlinhos Brown para cantar a música "Black or white" em homenagem a Jackson que, como o personagem mesmo dirá em cena, "não é preto nem é branco, homem ou mulher, adulto ou criança. É simplesmente o melhor cantor pop".
Lázaro, que na vida real faz aulas de canto, também vai soltar a voz num outro episódio, dirigido por Monique Gardenberg. Ele interpretará a canção inédita "Eu quero ver a Bahia tremer", composta por Nizan Guanaes e a banda TH. De Salvador, o ator conta que é fã de Michael Jackson:
- E quem não gosta de Michael Jackson?! Eu gostava muito, era fã, tenho os DVDs dele e, pelo menos da minha geração, é o artista pop que mais influenciou pessoas e que mais eu acompanhei a carreira. Lembro que na minha adolescência era tradição esperar a estreia de um clipe dele no ''Fantástico".

Jane e Biglione dão bonito olhar nacional a Ella


Mauro Ferreira

Cantora brasileira de técnica irretocável, Jane Duboc se une ao mais brasileiro dos guitarristas argentinos, Victor Biglione, para abordar o repertório de Ella Fitzgerald (1917 - 1996), uma das divas imortais do jazz. Jane e Biglione dão "um olhar brasileiro sobre canções que marcaram época", como ambos anunciam já na contracapa do bom álbum produzido pela dupla, arranjado pelo guitarrista e editado pela gravadora Rob Digital. Quando é dado na medida, o olhar resulta bonito. A exemplo de Here Is That Rainy Day (1953), adornada na introdução e no fim com sons que evocam a obra soberana de Heitor Villa-Lobos (1887 - 1959). A afinidade entre o jazz e a Bossa Nova é ressaltada em Night and Day (1932) e em Come Rain or Come Shine (1946). Já os toques de baião e marcha-rancho inseridos em Satin Doll (1953) não chegam a fazer diferença na faixa (na qual Jane se revela hábil nos scats, área onde Ella sempre foi mestra). Da mesma forma que a pegada nordestina que a dupla tenta imprimir em Ain't Got Nothing But the Blues (1937). Por sua vez, Stormy Weather (1933) ganha algumas células rítmicas de samba. Já Bonita (Tom Jobim, 1964, na versão em inglês de Ray Gilbert) soa reverente ao refinado universo musical da grande dama norte-americana do jazz. Enfim, originado de show (Dear Ella) apresentado pela dupla em 1996, Tributo a Ella Fitzgerald é disco classudo, valorizado tanto pelo canto límpido de Jane Duboc - ora encarando repertório à altura de sua voz - quanto pela guitarra precisa de Victor Biglione.

Resenha de CD
Título: Tributo a
Ella Fitzgerald
Artista: Jane Duboc
e Victor Biglione
Gravadora: Rob Digital
Cotação: * * * *

8.22.2009

Estado do Rio se firma na produção de boa cachaça

Chico Junior

O ranking 2009 das melhores cachaças do Brasil, de acordo com a revista Playboy, mostra duas coisas bem interessantes.

A primeira é óbvia: as melhores cachaças do Brasil continuam sendo produzidas em Minas Gerais. Das 20, Minas emplacou oito, incluindo a primeira, a excepcional Anísio Santiago/Havana, vice-campeã no ranking de 2007. E a segunda: Vale Verde, campeã de 2007. E a terceira: Claudionor. E a quarta: Germana.
Mas em quinto vem uma agradável surpresa, a Magnífica, do meu amigo João Luiz Coutinho (foto), produzida na Fazenda do Anil, em Miguel Pereira. No último ranking, feito em 2007, estava em nono, ou seja, subiu quatro posições. Mais que isso, é a melhor colocada além das mineiras.

Há anos acompanho o trabalho do João Luis, a sua permanente busca da melhoria do seu produto, no cuidado com o controle de qualidade.

E o quinto lugar da Magnífica não é um fato isolado, quando falamos de produção de boa cachaça no Estado do Rio. Além dela, emplacamos mais três: Maria Izabel, de Paraty (7ª), Nêga Fulô, de Nova Friburgo (11ª) e Rochinha 12 Anos, de Barra Mansa (20ª).

Então, com quatro cachaças entre as 20 melhores do país, o Estado do Rio é o segundo produtor nacional de cachaça de qualidade.

Confira o Ranking Playboy 2009 das melhores cachaças nacionais.

1.Anísio Santiago / Havana (Salinas, MG)
2.Vale Verde (Betim, MG)
3.Claudionor (Januária, MG)
4.Germana (Nova União, MG)
5.Magnífica (Miguel Pereira, RJ)
6.Canarinha (Salinas, MG)
7.Maria Izabel (Paraty, RJ)
8.Cachaça da Tulha (Mococa, SP)
9.Casa Bucco Ouro (Bento Gonçalves, RS)
10.Volúpia (Alagoa Grande, PB)
11.Nêga Fulô (Nova Friburgo, RJ)
12.Armazém Vieira Ônix (Florianópolis, SC)
13.Armazém Vieira Tradicional (Florianópolis, SC)
14.Tabaroa (Bichinho, MG)
15.Santo Grau Coronel Xavier Chaves (Cel. Xavier Chaves, MG)
16.Sapucaia Velha (Pindamonhangaba, SP)
17.Weber Haus Reserva Especial (Ivoti, RS)
18.Dona Beja (Araxá, MG)
19.Serra Preta (Alagoa Nova, PB)
20.Rochinha 12 Anos (Barra Mansa, RJ)

Nos 20 anos da morte de Raul Seixas, surgem música censurada e imagens inéditas


João Pimentel
RIO - Mesmo após 20 anos de sua morte, o baú de Raul Seixas parece tão grande quanto o interesse das novas gerações pelo artista. Uma passeata em São Paulo, esta sexta-feira, promovida pelo fã-clube oficial do roqueiro; livros; e um documentário, "Raul Seixas, o início, o fim e o meio", dirigido por Walter Carvalho e Evaldo Mocarzel, previsto para estrear nos cinemas em dezembro, estão no pacote da efeméride. Mas um lançamento em especial, que chega às lojas esta sexta, aniversário da morte do cantor, traz boas novidades. Produzido por Marco Mazzola, "20 anos sem Raul Seixas" traz uma reedição, em DVD, do documentário "Raul Seixas também é documento", lançado em 1998, e o relançamento de um CD que traz, como bônus, uma canção inédita, "Gospel" (ouça aqui) , censurada durante a ditadura militar.
Assista a trecho do DVD, em que o músico passeia na Disney com Paulo Coelho
Qual a música mais marcante da carreira de Raul Seixas?
A música proibida integraria a trilha sonora da novela "O rebu", encomendada a Raul e Paulo Coelho pela Rede Globo, em 1974. Ganhou um novo nome, "Por quê?" (ouça aqui) , e uma letra mais amena - apesar de não ter nada demais, além das questões filosóficas e existenciais clássicas das letras da dupla. No disco, a música foi gravada pela cantora Sônia Santos e não passa perto de sucessos como "Eu nasci há dez mil anos atrás", "Gita", "Eu também vou reclamar", "Medo da chuva" e "Al Capone".
O curioso da censura é que o disco da trilha original tem como abertura "Como vovó já dizia", que parece um deboche com a própria ditadura: "Quem não tem visão bate a cara contra o muro". Outra música da trilha, "Um som para Laio", só de Raul, também não parece mais amena que a censurada: "O que você tem pra dizer ouvi há cem anos atrás/ O que eu faço agora você não sabe mais".
Há uma explicação para o baú de Raul Seixas ser tão profícuo. O roqueiro doidão, sem papas na língua, que idealizou a Sociedade Alternativa e "pulava o muro no fundo do quintal da escola" era muito organizado com sua obra, como se tivesse a certeza da "imortalidade". Por isso, apesar de ter morrido jovem, aos 44 anos, de pancreatite aguda, causada pelo excesso de bebida, ele deixou um acervo enorme que, explorado de tempos em tempos, sempre apresenta novidades.
Pois, quando aconteceu o episódio da censura, ele não se fez de rogado e, sabendo que aquele não seria o estado permanente das coisas, gravou uma fita, apenas com voz e violão, com a letra original. Esse material, guardado por 35 anos, foi encontrado por Mazzola em 1998, quando remexia em seus arquivos para produzir "Documento", um álbum com músicas de Raul vertidas para o inglês pelo próprio compositor.
- As gravações foram feitas em 4 e 8 canais. Retirei, na época, a voz e o violão originais de Raul para um tratamento técnico, devido às más condições das fitas. Chamei os músicos que tocavam com ele na época. Transferi tudo para 48 canais, e o Jota Moraes transcreveu os arranjos originais - conta Mazzola.
Mas o disco, na época, foi lançado sem "Gospel", pois não daria tempo para Mazzola resolver as questões autorais com as três filhas do cantor, suas herdeiras. Ou seja, o CD que chega agora com o kit que inclui o documentário é o relançamento do de 1998, com as versões feitas por Raul, como "Fool's gold" ("Ouro de tolo"), "Orange juice" ("SOS") e "Morning train" ("Trem das sete"); leituras raras das suas "Check up", "Rockixe", além de "Faça, fuce, force", inédita até a feitura do projeto. Há também uma versão para "Asa branca", clássico de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, "White wings".
Para refazer "Gospel", Mazzola juntou à voz e ao violão de Raul a guitarra de Frejat, o banjo/dobro de Chris Oyens, a bateria de Marcelo da Costa, o piano de Maurício Barros, o baixo de Bruno Migliari e o clarinete de Dirceu Leite, além de um coro gospel.
Hoje também chega às bancas de jornal o livro "Metamorfose Ambulante - Vida, alguma coisa acontece; morte, alguma coisa pode acontecer", de Mário Lucena, Laura Kohan e Igor Zinza, abordando a morte na vida e na obra de Raul Seixas. O livro trará como brinde o CD da cantora portuguesa Carina Freitas, com a música "Alquimia", uma homenagem ao roqueiro que se tornou tema de novela em Portugal.