9.03.2009
Disney fará remake de clássico de animação dos Beatles
Inovador: Filme de 1968 impressiona pela qualidade visual Gabriel Menezes
A Disney fará uma nova versão do musical de animação "Yellow Submarino", lançado pelos Beatles em 1968. O remake, com previsão para 2012, será totalmente em 3D e tem à frente o diretor Robert Zemeckis, que tem no currículo clássicos como a trilogia "De Volta Para o Futuro" e "Forrest Gump". As informações foram divulgadas este mês pela revista de entretenimento norte-americana "Variety".
O diretor já vem trabalhando com produções em 3D nos últimos anos em filmes como "O Expresso Polar" e "Beowulf". Ambos utilizam a técnica "live action", onde as cenas são filmadas com atores e depois passam por um processo de digitalização.
A versão original de "Yellow Submarine" conta a história de Pepperland, um paraíso situado a 80 mil léguas submarinas, cercado de cor e música. Seus vizinhos, os Blue Meanies, atacam o lugar para acabar com a música. É então que os Beatles embarcam no submarino amarelo com o intuito de salvar este paraíso.
Durante a história tocam clássicos como "All You Need is Love", "Sgt Peppers..." e "Eleanor Rigby". Músicas que, de acordo com a matéria da "Variety", já teriam sido cedidas à Disney para a realização da nova versão.
Além da trilha sonora, a única participação dos Beatles no filme é nos minutos finais, quando eles aparecem em carne e osso e falam uma pequena mensagem de despedida. As vozes de Paul, John, George e Ringo na versão animada não foram feita pelos respectivos. Após o lançamento do filme, os músicos ficaram extremamente arrependidos desta decisão e chegaram a cogitar uma nova versão em que eles dublariam seus alteregos animados. Isto nunca aconteceu.
O álbum com a trilha sonora de "Yellow Submarine" foi lançado seis meses após o filme original. Ele continha somente algumas músicas presentes na versão cinematográfica mais as composições instrumentais de George Martin. Em 1999, o desenho foi reeditado digitalmente e foi lançado o álbum "Yellow Submarine Soundtrack", desta vez com todas as músicas dos Beatles no filme.
Qualidade e psicodelismo
Uma característica do "Yellow Submarine" original é a qualidade das animações que, mesmo feitas em 1968, chamam atenção até nos dias de hoje. Os produtores da nova versão têm a difícil missão de superar o trabalho criado pela equipe dos anos 60.
Uma dúvida que fica no ar é se a Disney irá manter o roteiro do filme original, que é extremamente psicodélico. Talvez hoje uma história deste tipo afastasse parte do público, mesmo com a força de ter a marca dos Beatles envolvida. Uma possibilidade é que a história seja adaptada, até mesmo para atrair o público mais jovem.
De qualquer forma, com certeza, esse vai ser um filme que dará muito que falar - seja bem ou mal!
Secretaria anuncia novas atrações do Cultura Para Todos
Confirmado: Zeca Baleiro se apresenta no dia 20 de outubro A votação que definiu as preferências dos moradores de Volta Redonda para as próximas apresentações do ‘Cultura Para Todos' já traz resultados. Além do cantor Rick Vallen, que recebeu mais de 30% dos votos e já tem show confirmado para o dia 6 de outubro, a secretaria de Cultura já definiu outros nomes: Dominguinhos, Zeca Baleiro e Toni Garrido.
Dominguinhos sobe no palco do Cine 9 de Abril no dia 12 de outubro. A apresentação de Zeca Baleiro acontece no dia 20 de outubro e no dia 27 é vez de Toni Garrido fazer o show.
A secretaria não divulgou os nomes dos artistas mais votados porque a contratação depende da adequação da agenda.
Duas sessões especiais acontecem nos próximos meses. No dia 7 de setembro a companhia de Ballet Deborah Colker faz uma apresentação do Cultura Para Todos, na Rua 23-B, na Vila Santa Cecília, em Volta Redonda. O evento acontece às 19h.
Já no dia 12 de outubro - Dia da Criança - o grupo Zé Perê traz o espetáculo Brincando de Roda, em duas apresentações, às 10h30min e às 15h30min.
Paraty em Foco promete atrair amantes da fotografia
O Festival Internacional de Fotografia Fnac - Paraty em Foco - vai invadir as ruas, praças e os principais prédios da cidade histórica, entre os dias 23 e 27 deste mês.A quinta edição do Festival oferece workshops, entrevistas, projeções e exposições que representam de forma significativa às tendências da arte. Além disso, ações sociais, leilões, encontro da blogosfera fotográfica. Também haverá festas durante as noites.
Workshop
Consagrados nomes da fotografia nacional e internacional apresentarão workshops que abordam temas contemporâneos de grande interesse para fotógrafos profissionais e amadores.
Todos os workshops acontecem das 9h às 17h, tendo alguns duração de um dia e outros duração de dois dias. Workshops nacionais de um dia custam R$ 280,00; nacionais de dois dias custam R$ 380,00. Workshops internacionais de um dia custam R$ 450,00; internacionais de dois dias custam R$ 600,00.
Mais informações no site: www.paratyemfoco.com.br.

CABARÉ CARUSO
Estreia da temporada de apresentações dos irmãos Chico e Paulo Caruso que misturam música e humor. No primeiro de três fins de semana, Paulo folga. Dividem o palco com Chico o mágico Ramade, o cartunista Aroeira e os músicos Cláudio Damatta, Luiz Manoel Guimarães e Gustavo Pereira. A trupe propõe uma abordagem ilusionista do universo das canções. 18 anos. Teatro Café Pequeno (120 lugares). Avenida Ataulfo de Paiva, 269, Leblon, 2294-4480. Sexta (4) e sábado (5), 21h, e domingo (6), 20h. R$ 30,00. Bilheteria: 15h/21h (ter. a qui.); a partir das 15h (sex. a dom.). www.cabarecaruso.com.br.
COMPANHIA ESTADUAL DE JAZZ
Depois da apresentação no Festival Internacional de Jazz de Montreal, o conjunto volta aos palcos cariocas na formação de quarteto com o pianista Sergio Fayne, o guitarrista Fernando Clark, o baterista Chico Pessanha e o contrabaixista e humorista do Casseta & Planeta Reinaldo Figueiredo. No repertório sobressaem arranjos que misturam Caetano Veloso com Cole Porter, Tom Jobim com Jimi Hendrix e Villa-Lobos com Tim Maia. 18 anos. TribOz (80 lugares). Rua Conde de Lages, 19, Lapa, 2210-0366 e 9291-5942. Sábado (5), 21h. R$ 20,00. Estac. no nº 44 (R$ 5,00). www.triboz-rio.com.
CURUMIM E GUIZADO
Amigos unidos pelo afrobeat, os músicos mostram seus últimos trabalhos. O multi-instrumentista Curumim traz composições de Japan Pop Show, com participação de Lucas Santtana, e Guizado exibe o repertório de Punx, além de lançar a inédita O Marisco. Nos intervalos, entra em ação o som da festa Makula. 18 anos. Circo Voador (2 500 pessoas). Arcos da Lapa, s/nº, Lapa, 2533-0354. Sábado (5), 22h. R$ 40,00. Bilheteria: 12h/18h (seg. a sex.); a partir das 20h (sáb.). IC. www.circovoador.com.br.
HELOISA FERNANDES
Fruto de estudos sobre o repertório perenizado no clássico Melodias Registradas por Meios Não-Mecânicos (livro em quatro volumes, com material folclórico coletado nos anos 30 por Mário de Andrade, Oneyda Alvarenga, Martin Braunweiser e Camargo Guarnieri), o disco Candeias traz seis composições da pianista. Ao lado de Zeca Assumpção (baixo) e do percussionista Ari Colares, Heloísa apresenta sua interpretação contemporânea para as raízes sonoras do país. Livre. Auditório Guiomar Novaes (153 lugares). Largo da Lapa, 47, Lapa (anexo à Sala Cecília Meireles), 2224-3913. Domingo (6), às 20h. Grátis.
JOSÉ ROBERTO BERTRAMI
Um dos fundadores do trio instrumental Azymuth, o tecladista repete a receita que consagrou o grupo na década de 70, uma mistura balançante de jazz, funk e samba. Ele mostra o repertório de Aventura, CD-solo lançado no fim de julho. Além da suingada faixa-título, sobressai a suave No Tempo da Bossa. José Roberto toca com o filho Victor Bertrami (bateria) e Rômulo Duarte (baixo). Santo Scenarium (120 lugares). Rua do Lavradio, 36, Centro, 3147-9007. Sábado (5), 21h30. R$ 8,00. Cc.: todos. Cd.: todos. santoscenarium.blogspot.com.
OUTRO69
Existe uma mística em torno de 1969 que a banda carioca Os Outros pretende reviver neste projeto. Além de marcar quarenta primaveras do festival de Woodstock, foi o último ano de carreira dos Beatles e o último de Caetano Veloso e Gilberto Gil no Brasil antes de partirem para o exílio. Alguns sucessos desses e de outros artistas, como Roberto Carlos, The Doors, Os Mutantes e Marvin Gaye, aparecem em versões que contarão com a participação de Amora Pêra, Qinho e Pedro Rocha. 18 anos. Drinkeria Maldita (450 pessoas). Rua Aires Saldanha, 98, Copacabana, 3439-1978, metrô Cantagalo. Sexta (4), 22h. R$ 15,00 (quem mandar e-mail para listaamigashow@gmail.com) e R$ 20,00.
SHOW ACÚSTICO DO YAHOO NO BARRIL 8000
Barril 8000 Recreio - 7 de setembro, 21h
O Yahoo vai realizar show acústico no Barril 8000 dando continuidade às comemorações dos 20 anos de carreira! A Banda espera reencontrar vários amigos, parceiros de trabalho e a galera dos fã clubes que nunca deixou de acompanhá-los, além de uma nova geração de público formada através do conhecimento da história do grupo. Vale a pena conferir, pois é um show emocionante com hit´s do começo ao fim, acompanhada da capacidade musical da Banda! Participação especial da Banda Antiquarius, uma novo artista lançado pelo Grupo Yahoo. Segunda-feira 7 de setembro, 21h R$ 25,00 Barril 8000 Recreio - Av. Das Américas, Nº 14.835 - Recreio Dos Bandeirantes Reservas: (21) 3150-9050
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Duas obras inéditas de Mozart são executadas pela primeira vez
Mozart começou a compor aos 5 anos de idadeDuas obras para piano compostas por Wolfgang Amadeus Mozart e recentemente descobertas foram apresentadas ao público pela primeira vez neste domingo, na Áustria.
O recital ocorreu na casa onde o compositor morou entre 1773 e 1780, em sua cidade-natal, Salzburgo, e que hoje é um museu.
As peças estavam no arquivo da Fundação Mozarteum Internacional, mas apenas em julho foram identificadas como composições de Mozart.
Ambas as obras - o primeiro movimento de um concerto e um prelúdio - foram executadas no próprio piano do músico.
Criança
Há informações de que as duas peças foram compostas antes de Mozart completar 10 anos de idade.
Ele começou a compor ao 5 anos de idade e sua obra contêm mais de 600 peças, entre óperas, música de câmara, peças para coral e concertos para piano. Ele morreu em 1791, aos 35 anos.
Esta não é a primeira vez que se descobre uma obra póstuma de Mozart.
Em janeiro, uma peça que ficou escondida durante anos em uma biblioteca na França foi executada pela primeira vez.
Disco ao vivo de Baden, de 1966, ganha reedição

MAURO FERREIRA
Um dos grandes discos ao vivo da vasta obra fonográfica de Baden Powell (1936 - 2000), lançado originalmente pela gravadora Elenco em 1966 sob a produção de Aloysio de Oliveira, Ao Vivo no Teatro Santa Rosa ganha nova e oportuna reedição em CD pela gravadora Biscoito Fino. O álbum - que já havia chegado ao formato digital em 2003, dentro da caixa que embalou 13 títulos da discografia áurea do violonista - registra um show de sucesso feito por Baden no extinto teatro carioca. No show, o violonista se apresentou na companhia de um trio liderado pelo pianista Oscar Castro Neves. No repertório, entre temas autorais como Consolação e Berimbau, Baden toca a Valsa de Eurídice - do parceiro Vinicius de Moraes (1913 - 1980) - e o Prelúdio em Ré Menor, de Bach (1685 - 1750). A reedição da Biscoito Fino traz a capa original criada dentro da estética clean da gravadora Elenco.
9.02.2009
Manifestação de vida não é desordem!

Amir Haddad
Amir HaddadO teatro é uma arte pública; não nasceu necessariamente na rua, mas é uma arte de espaços abertos. Levar o teatro para as ruas significa devolvê-lo ao seu lugar de origem, recuperando sua natureza de atividade pública que se realiza nos espaços abertos das cidades. Centro e periferia. Recupera o conceito mesmo de espaços públicos para o encontro da população. Assim a idéia de espaço publico fica muito maior do que a idéia de rua, conforme a concebemos hoje nas cidades modernas.
Quando vamos às ruas para fazer algum trabalho, por menor que ele seja, sabemos muito bem que estamos retrocedendo na história para avançarmos em direção a um novo tempo e a uma maneira muito nova, embora evidentemente muito antiga, de ocupação dos espaços públicos urbanos e de diálogo com seus cidadãos, sem nenhuma espécie de discriminação, a começar pelo custo do ingresso, absolutamente inexistente dada a natureza pública do evento. Pensamos uma outra cidade e portanto um outro futuro. Mas encontramos grandes dificuldades para implantação destas pequenas utopias. As políticas publicas oficiais são extremamente privatizantes e excludentes, e as praças e ruas cada vez mais perdem suas características de lugares públicos para o convívio urbano indiscriminado e se transformam em espaços fechados onde o cidadão não encontra abrigo.
Desde sempre, as manifestações de vida têm sido confundidas com desordem. O que mobiliza imediatamente uma reação contrária, a favor da ordem. Nesta "reação" as cidades e suas ruas vão sendo limpas e saneadas e neste "arrastão" da ordem vai de entulhada tudo o que as ruas ou as cidades poderiam estar produzindo de novo ou surpreendente.
Sonho com uma cidade luminosa, onde a criatividade humana possa se manifestar livremente sem estar submetida aos controles ideológicos, artísticos, morais e administrativos a que hoje estas manifestações estão sujeitas. Santa Catarina tirou os malabaristas dos sinais luminosos; o Ademir Leão, que toca sax nas ruas do Rio, foi proibido de tocar, voltou por exigência popular. Por força de meu ofício, foi grande meu contato com o "povo de rua", de toda espécie. Como diria Galileu Galilei, não foi pouco o que eu aprendi com essa gente. Porém, pelo andar da carruagem, não será esta a cidade que iremos desenvolver, e sim outra "perfeitamente" asseada e saneada, onde qualquer homem branco dominante possa andar sem perigo de ser ameaçado. Conseguiremos essa "perfeição" étnica, política, racial, como queria Hitler?
Se tivéssemos tantos artistas nas ruas como temos desempregados, marginais e polícia, nossa cidade seria melhor. Ou será que achamos que vivemos no melhor dos mundos e que basta limpá-lo para mantê-lo em "ordem"?
Amir Haddad é diretor teatral
Menos de um ano após a assinatura do Ato Institucional nº 5, que instaurou a fase mais dura do regime militar, com cassações de direitos políticos em massa e prisão e torturas de adversários, estreava em São Paulo a montagem brasileira do musical Hair, no palco do Teatro Aquarius, mais tarde Teatro Zaccaro, no bairro do Bixiga.
A iniciativa, ousada para a época, deveu-se a Ademar Guerra, responsável por várias realizações pioneiras do teatro brasileiro e que vinha de uma temporada exitosa com a polêmica peça Marat/Sade, de Peter Brook.
Ademar e o produtor Altair Lima tiveram que vencer várias dificuldades. Primeiro, a descrença de empresários teatrais de que era possível montar um musical do porte de Hair no Brasil. Depois de vencida esta resistência, veio outro problema: a censura.
A montagem original era repleta de cenas em que os atores apareciam nus, o que desagradou a censura. Seguiu-se uma penosa negociação e, ao final, os censores concordaram em que a nudez dos atores seria mostrada apenas uma única vez na peça, em uma cena com apenas um minuto de duração e na qual os atores deveriam permanecer absolutamente imóveis.
Apesar das restrições, Ademar deu um tratamento requintado à cena, que caiu no gosto do público e da crítica e é lembrada até hoje como um dos grandes momentos do teatro brasileiro.
Hair marcou a estréia de vários jovens atores e atrizes, que depois se tornaram famosos por suas atuações no teatro, cinema e televisão. O elenco inicial era composto por Armando Bogus, Sônia Braga, Maria Helena, Altair Lima, Benê Silva, José França, Neusa Maria, Maria Regina, Marilene Silva, Laerte Morrone, Aracy Balabanian, Gilda Vandenbrande, Bibi Vogel e Acácio Gonçalves.
Sônia Braga, então com 18 anos, foi a grande estrela da peça, mas quase ficou de fora do elenco, pois não contava com a simpatia do diretor Ademar Guerra e só foi aceita por conta da insistência de Altair Lima. Entre os que se encantaram com Sônia, estava Caetano Veloso que compôs Tigresa em sua homenagem. Sônia era a tigresa de unhas negras e íris cor de mel, que trabalhou no Hair.
Ao longo da carreira da peça, que se estendeu até 1972, entraram as atrizes Ariclê Perez e Edyr Duqui (que depois faria parte do grupo musical As Frenéticas) e os atores Antonio Fagundes, Nuno Leal Maia, Ney Latorraca, Denis Carvalho, Buza Ferraz e Wolf Maia.
A direção musical da peça foi de Cláudio Petraglia, a coreografia, de Márika Gidali e a tradução das músicas para o português, de Renata Pallotini.
01. Aquarius
02. Donna
03. Ás de Espadas
04. Manchester Inglaterra
05. Sou Preto, Não Tenho
06. Ar
07. Tenho Vida
08. Hair
09. Minha Convicção
10. Fácil Dizer Não
11. Pra Onde Vou
12. Hare Krishna
13. Frank Mills
14. Crioulos
15. Olhos Abertos
16. Que Obra de Arte o Homem é
17. Bom Dia Estrela
18. Deixe o Sol Entrar
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