7.21.2009

Espetáculo 'Hairspray' mantém o tom e o humor exigidos


Barbara Heliodora

RIO - Nos últimos anos, o sucesso do musical "Hairspray" tem sido ligado principalmente ao gimmick de ter um ator (no caso da versão de 2007 para o cinema, por exemplo, o mais que famoso John Travolta) no papel de Edna, mãe da gordinha adolescente que sonha em ser estrela de um show de televisão. Escrito nos anos 1980, no entanto, de início o musical ficava ainda mais americano do que é: tudo se passa no início da década de 1960, em Baltimore, parte integrante do Sul racista, justamente no tempo em que os movimentos e eventos em favor da integração racial estavam atingindo o auge e fazendo suas mais significantes vitórias.
(Elenco e diretor falam sobre adaptação do espetáculo da Broadway)
O preconceito contra a obediência a qualquer exagero da moda (como os casos de fenomenal engenharia capilar sustentada pelo generoso uso do laquê do título), assim como a exclusão do sonhado sucesso social em função da gordura, emprestavam a "Hairspray" uma modesta relevância, hoje perdida. Sobram o puro jogo teatral, a música e a dança, em torno da ideia da luta pelo sucesso em condições adversas. Tudo é levado para o exagero na criação dos personagens, principalmente os cabelos, um exagero alegre e sorridente. Os autores americanos foram muito bem traduzidos e adaptados por Miguel Falabella, o que permite a fluência de espetáculo.
" direção de Miguel Falabella é firmemente voltada para o tom e o humor que "Hairspray" exige e resulta alegre e divertida "
A encenação, em cartaz no Teatro Casa Grande, é fiel ao original, como é indispensável que seja, com Renato Scripilitti criando cenários de fácil mobilidade e clara identificação de locais, o fundo correto para as cores e exageros dos figurinos de Marcelo Pies, tudo buscando evocação de época, com o original por guia. É boa a luz de Maneco Quinderé, mas o desenho de som de Tocko Michelazzo é um tanto exagerado no volume. Da Broadway veio Jeff Whitting, que já era dono da coreografia e obtém ótimo rendimento de todo o elenco. Felipe Senna é o responsável pela direção musical e tem boa execução.
A direção de Miguel Falabella é firmemente voltada para o tom e o humor que "Hairspray" exige e resulta alegre e divertida, mantendo o tom americano, essencial, mas deixando-o simpático aos olhos e ouvidos brasileiros. O elenco está rendendo bem. No grupo central, Edson Celulari e Simone Gutierrez dão boa conta do recado; já Danielle Winits rende menos que Arlete Salles e Jonatas Faro. No numeroso elenco de apoio (que tem ótima atuação de conjunto), Ivana Domenico marca presença em três papéis, Heloisa de Palma cresce para o final, Bené Monteiro é uma revelação, e as três Dinamites, Corina Sabbas, Karin Hils e Bia Martins, são um dos pontos mais altos do espetáculo.
A popularidade dos musicais parece irrecusável, e "Hairspray" é um espetáculo alegre e atraente.


@Oi Casa Grande.
Rua Afrânio de Melo Franco 290, Leblon.
@Tel: 2511-0800.
@Qui e sex, às 21h. @Sáb, às 18h e às 21h30m.@ Dom, às 19h.
@Qui e sex: R$ 40 (balcão setor 3), R$ 80 (balcão setor 2), R$ 100 (plateia setor 1) e R$ 120 (plateia VIP e camarotes). @Sáb e dom: R$ 60 (balcão setor 3), R$ 100 (balcão setor 2), R$ 120 (plateia setor 1) e R$ 150 (plateia VIP e camarotes). 180 minutos (com intervalo).
Até 4 de outubro. Livre.

Sinfônica de Barra Mansa apresenta concertos no Festival Vale do Café

Em Barra Mansa: A orquestra se apresenta hoje na Igreja Matriz de São Sebastião, no Centro

A Orquestra Sinfônica de Barra Mansa fará cinco concertos na 7ª edição do Festival Vale do Café, que acontece desde sexta-feira (17) até domingo (26), em diversos municípios da região do Vale do Paraíba. Idealizado por Cristina Braga em 2003, o festival tem como objetivo criar um polo turístico cultural e acelerar o desenvolvimento econômico do interior do estado do Rio de Janeiro.

Todos os concertos da OSBM têm como solista um dos maiores violinistas clássicos da atualidade, Turíbio Santos, que também é diretor artístico do festival.

As apresentações começaram no último sábado (18), na Praça Barão de Campo Belo, em Vassouras. Ontem (20) foi a vez da população de Barra do Piraí receber a OSBM, na Igreja São Benedito, na Praça Nilo Peçanha. Em Barra Mansa a orquestra se apresenta hoje (21), na Igreja Matriz de São Sebastião, no Centro. Já na sexta-feira (24) o concerto acontece em Piraí, na Igreja Sant'Anna. Para finalizar o festival, no próximo domingo (26), a OSBM realiza um concerto de encerramento em Três Rios, no Teatro Nilo Peçanha, na Praça São Sebastião. Todas as apresentações são gratuitas e começam às 20h.

A OSBM, composta por cerca de 105 músicos, entre professores e monitores do Projeto Música nas Escolas, se apresentará sob a regência do maestro Guilherme Bernstein.

A dieta lulista emagrece o PT

Villas Boas Corrêa

A crise de debilidade que atacou o Partido dos Trabalhadores, fundado pelo maior líder operário do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, quando presidente do Sindicato dos Trabalhadores em São Bernardo do Campo, apresenta a singularidade, embora não seja o caso único da legenda que perde importância quando chega ao poder, enquanto os aliados, como o insaciável guloso PMDB incham como bola de soprar.
É exato que o PT começou a incomodar o presidente Lula com os escândalos iniciais da longa e interminável temporada, com os escabrosos casos do mensalão, para comprar adesões que fortalecessem a base parlamentar do governo e que foi qualificado como dos maiores da crônica do Congresso e do caixa dois para financiar a campanha da turma de casa.
Mas, o presidente tratou o seu partido como dono, alternando a generosidade na distribuição de empregos público, desde o inchaço com o maior ministério de todos os tempos, todos com vagas para acomodar os companheiros em dificuldades com momentos de irritação para a gula petista reconhecia a necessidade de atender aos aliados.
Se ao menos para engambelar o distinto público, o governo tivesse o pudor de discutir programas, avaliar a competência das indicações políticas teria evitado esta imagem da mistura caótica de bom e razoáveis escolhas, com outras que chegam ao ridículo.
E na véspera da campanha que bate a porta dos outros, pois o presidente disparou na frente, saltando o obstáculo dos prazos constitucionais, na campanha da candidatura da ministra Dilma Rousseff, da sua escolha pessoal e que o PT com muitos fazenda, os sinais dos ressentimentos começam a ocupar espaço no noticiário político.
No mais ostensivo dos exemplos, na realização do 19° Encontro Estadual do PT do Rio Grande do Sul. Sem meias palavras, começou por ignorar a orientação da direção nacional recomendando que não fosse antecipado o calendário eleitoral para atropelar as articulações de alianças nos estados.
O PT gaúcho não apenas mandou às favas o adiamento que só interessa à ministra-candidata a presidente da República como lançou a candidatura do ministro da Justiça, Tarso Genro e tornar pública a decisão de convidar o PDT brizolista para indicar o candidato a vice-governador.
No entusiástico discurso, o candidato-ministro Tarso Genro ressalvou que a seção gaúcha não tem nenhuma objeção a qualquer partido que queira aderir à candidatura de Dilma, “mas o palanque do PT, aqui é de esquerda e conversa com o centro, Saiba Dilma que o palanque que pode dar vitória é o do PT”.
E estamos conversados

"Casamento é o destino tradicionalmente oferecido às mulheres pela sociedade. Também é verdade que a maioria delas é casada, ou já foi, ou planeja ser, ou sofre por não ser." (Simone de Beauvoir)

Quero aproveitar esta citação de Simone Beauvoir para concluir a divulgação dos dados da Pesquisa/ Mulheres: Amor x Profissão.
O que mais chamou minha atenção no levantamento dos dados foi a enorme necessidade que, ainda hoje, a mulher tem de ter um companheiro que a sustente e seja seu protetor. Isto reforça a minha percepção constante de que grande parte da infelicidade feminina reside na expectativa do casamento. Portanto, hoje não quero escrever muito, apenas deixar um poema sobre o Amor. O mais fica para sua reflexão e elaboração.
Continuo aguardando seus comentários. conversandocomvocebotecos@gmail.com
Obrigada. Um abraço.
Márcia Modesto (Psicóloga/ Psicanalista/ Terapeuta Familiar Sistêmica)

Para Viver um Grande Amor
Carlos Drummond de Andrade

É preciso abrir todas as portas que fecham o coração.
Quebrar barreiras construídas ao longo do tempo,
Por amores do passado que foram em vão
É preciso muita renúncia em ser e mudança no pensar.
É preciso não esquecer que ninguém vem perfeito para nós!
É preciso ver o outro com os olhos da alma e se deixar cativar!
É preciso renunciar ao que não agrada ao seu amor...
Para que se moldem um ao outro como se molda uma escultura,
Aparando as arestas que podem machucar.
É como lapidar um diamante bruto para fazê-lo brilhar!
E quando decidir que chegou a sua hora de amar,
Lembre-se que é preciso haver identificação de almas!
De gostos, de gestos, de pele...
No modo de sentir e de pensar!
É preciso ver a luz iluminar a aura,
Dando uma chance para que o amor te encontre
Na suavidade morna de uma noite calma...
É preciso se entregar de corpo e alma!
É preciso ter dentro do coração um sonho
Que se acalenta no desejo de: amar e ser amada!
É preciso conhecer no outro o ser tão procurado!
É preciso conquistar e se deixar seduzir...
Entrar no jogo da sedução e deixar fluir!
Amar com emoção para se saber sentir
A sensação do momento em que o amor te devora!
E quando você estiver vivendo no clímax dessa paixão,
Que sinta que essa foi a melhor de suas escolhas!
Que foi seu grande desafio... e o passo mais acertado
De todos os caminhos de sua vida trilhados!
Mas se assim não for...
Que nunca te arrependas pelo amor dado!
Faz parte da vida arriscar-se por um sonho...
Porque se não fosse assim, nunca teríamos sonhado!
Mas, antes de tudo, que você saiba que tem aliado.
Ele se chama TEMPO... seu melhor amigo.
Só ele pode dar todas as certezas do amanhã...
A certeza que... realmente você amou.
A certeza que... realmente você foi amada

7.20.2009

Ciclo de palestras na ABL traz visões diferentes sobre as relações Brasil-França

João Pimentel

RIO - Mais de 400 anos depois de Villegagnon, uma nova invasão: oito dos mais renomados intelectuais que atuam no meio acadêmico francês, nas áreas de filosofia, filologia, literatura, historiografia e antropologia, além da crítica, participam do ciclo de palestras "A França volta ao Petit Trianon", que acontece até quinta-feira (23.07), na Academia Brasileira de Letras. As conferências, coordenadas pelo presidente da casa, Cícero Sandroni, serão abertas ao público e terão tradução simultânea.
O ciclo foi criado por Sandroni a partir da reforma do Petit Trianon, sede da Academia desde 1923, quando o prédio foi doado pelo governo francês. O imóvel histórico é uma réplica idêntica à construída por Maria Antonieta no Palácio de Versalhes.
- A rainha queria um espaço dentro do palácio para ter a sua intimidade. Essa foi a origem do Trianon original. O arquiteto Antoine Gabrielli criou então essa joia neoclássica. O próprio Lúcio Costa atestou a perfeição da cópia. Como o Ano da França no Brasil coincidiu com a restauração que recuperará o projeto original, decidimos fazer o gesto simbólico de devolução do prédio - diz Sandroni.
Ele lembra que o prédio, originalmente, foi sede do pavilhão francês nas comemorações do centenário da independência do Brasil, em 1922. Desta época, por exemplo, é o prédio que abriga o consulado americano, na mesma Avenida Presidente Wilson, antiga Avenida das Nações.
Confira a programação completa do ciclo:

TERÇA-FEIRA (21.07): 10h - "Francofilia" (Commment peut-on être francophone?)
Xavier North - Linguista e Delegado Geral da Língua Francesa do Ministério da Cultura e das Comunicações da França.
11h20m: "O francês e o português entre as línguas românicas" (Le Français et le Portugais parmi les langues romanes)
Henriette Walter - Linguista e professora na Universidade Haute-Bretagne em Rennes,
Membro do Conceil International de la Langue Française, é conhecida internacionalmente como uma das maiores especialistas em Fonologia. É autora de Aventura das línguas no ocidente (Mandarim Editora 2001).
***
QUARTA-FEIRA (22.07):
10h: "Ficção teórica" (Fiction Thèorique)
Henri-Pierre Jeudy - Sociólogo. Pesquisador e professor do Centre de la Recherche Scientifique e do Laboratório de Antropologia das Instituições e das Organizações Sociais. Autor de obras sobre o pânico, o medo, a catástrofe, as memórias coletivas e os patrimônios. Ente seus livros publicados: O corpo como objeto de arte (Estação Liberdade, 2002), Le Désir de catastrophe (Aubier, 1990).
11h20m: "O Brasil e o 'modelo' francês" (Le Brésil et le 'modèle' français)
Pierre Rivas - Professor Emérito de Literatura Comparada na Universidade Paris X. Tradutor e autor do primeiro estudo sistemático sobre a presença do Brasil e de Portugal nas letras francesas de 1880 a 1935, publicado no Brasil com o título "Encontro entre literaturas: França, Portugal e Brasil".
***
QUINTA-FEIRA (23.07): 10h: "Imprensa e livrarias de origem francesa" (Perdition et découverte: presse et librairies d'origine française)
Jacqueline Penjon - Professora de Língua, Literatura e Civilização Brasileira na Universidade Paris III. Autora da tese "Ser professor de português em Paris".
11h20m: "A História, representação do passado e medida do tempo" (L'Histoire, reprèsentation du passé et mesure du temps)
Roger Chartier - Diretor da École des Hautes Études em Sciences Sociales, em Paris, Professor especializado em história cultural e história da leitura. Entre seus livros publicados no Brasil: História da vida privada (Cia das Letras, 2009); Inscrever e apagar (UNESP, 2007), Do palco a página (Casa da Palavra, 2002).

Academia Brasileira de Letras - Av. Presidente Wilson 203, Castelo. Tel.: 3974-2500

Benedetto Lupo é o solista dos concertos que a OSB realiza no fim de semana


Luiz Paulo Horta

RIO - O pianista italiano Benedetto Lupo é o solista dos concertos que a Orquestra Sinfônica Brasileira realiza neste fim de semana, na Sala Cecília Meireles, sob a regência de Andrew Grams. No programa, o Concerto para a mão esquerda de Ravel, peças de Nino Rota, Dukas e Chabrier. Com boa carreira na Europa e nos Estados Unidos, Lupo estará quinta-feira (23.07) na Fundação Eva Klabin fazendo música de câmara com um quarteto de cordas que tem os violinos de Michel e Bernardo Bessler (quinteto de Schumann e um quarteto de Haydn).
Quarta-feira (22.07), na Sala, a série Pianissimo da Dell'Arte termina com o pianista espanhol Iván Martín, que vai tocar, entre outras peças, as "Danças Espanholas", de Granados. Aos 31 anos, Martin desenvolve intensa carreira na Europa e nos Estados Unidos.
Nesta terça (21.07), no Ibam, apresentação do tenor venezuelano Andrés Perillo, tendo ao piano Andrés Roig.

Sala Cecília Meireles:
Largo da Lapa 47, Lapa. Tel: 2332-9160.
Fundação Eva Klabin.
Av. Epitácio Pessoa 2.480, Lagoa. Tel: 3202-8550

ROGÊ

Cantor e compositor identificado com um pop de acento carioca, o músico debruça-se sobre o samba nas apresentações do disco Brasil em Brasa, lançado no início do ano. Ele mostra algumas canções próprias tiradas do baú e parcerias mais recentes, como a faixa-título, feita com Arlindo Cruz e Gabriel Moura. Além de algumas incursões de Chico Buarque pelo gênero, Rogê exibe, dele, Catinga de Suingue e Samba Pode Esperar. 18 anos. Carioca da Gema (300 pessoas). Avenida Mem de Sá, 79, Lapa, 2221-0043. Terça (21), 21h. R$ 17,00.

TANIA MALHEIROS

No repertório da cantora, clássicos do samba como Praça Onze, de Herivelto Martins e Grande Otelo, e Tem que rebolar, de José Batista e Magno de Oliveira, eternizada por Ciro Monteiro e Elizete Cardoso. Outros grandes nomes que ganham interpretação de Tânia Malheiros são Wilson Moreira, Nei Lopes, Nelson Sargento, Paulo César Pinheiro, Délcio Carvalho e Dona Ivone Lara. 18 anos. Rio Scenarium (1 000 pessoas). Rua do Lavradio, 20, Centro, 3147-9000. Terça (21) e quarta (22), 22h. R$ 15,00. Cc.: todos. Cd.: todos. www.rioscenarium.com.br.

QUARTETO EM CY

As tarimbadas cantoras do grupo encerram a série de shows Saudades de Dolores Duran, em homenagem aos cinquenta anos de morte da cantora e compositora (1930-1959). Além de parcerias de Dolores com Tom Jobim, Cyva, Cybele, Cynara e Cylene mostram alguns dos sucessos que ganharam fama pelos vocais do quarteto. Livre. Centro Cultural Light (194 lugares). Avenida Ma-rechal Floriano, 168, Centro, 2211-4515, Metrô Presidente Vargas. Quinta (23), 12h30 e 18h30. Grátis. Distribuição de senhas uma hora antes.

LEBLON JAZZ FESTIVAL

Depois do sucesso da primeira realização, o festival ganha mais uma edição. A principal atração do palco montado na Rua Dias Ferreira, no trecho entre a Rua Professor Azevedo Marques e a Avenida Ataulfo de Paiva, é o casal sensação Marcelo Camelo e Mallu Magalhães. Outras atrações da tarde são o guitarrista Victor Biglione, o saxofonista George Israel e a banda Os Roncadores. Livre. Praça Cazuza. Rua Dias Ferreira, em frente ao número 15, Leblon. Sábado (25), 13h às 21h. Grátis.

MORAES MOREIRA
Há um ano o músico baiano subiu ao palco da Feira de São Cristóvão para desfiar grandes sucessos da carreira. O registro do show chega às lojas no DVD A História dos Novos Baianos e Outros Versos, que Moreira agora lança na Lapa. Estão no repertório Ferro na Boneca, do início da trajetória, além de clássicos que ganharam fama na época dos Novos Baianos, a exemplo de Acabou Chorare, Pombo Correio, Preta Pretinha e Festa do Interior. Com participação de Pepeu Gomes. Na abertura, o som fica por conta da banda Vulgo Qinho e os Caras. 18 anos. Circo Voador (2 500 pessoas). Arcos da Lapa, s/nº, Lapa, 2533-0354. Sábado (25), 22h. R$ 40,00. Bilheteria: 12h/18h (seg. a qui.); a partir de 20h (sex. e sáb.). IC. www.circovoador.com.br.

4º PENEDO WINTER JAZZ

A grande atração do fim de semana de shows do festival é a francesa Manu Le Prince. Dividindo-se entre a França e o Brasil, Manu costuma se apresentar em clubes de jazz parisienses e festivais europeus. Na serra, ela conta com a participação do saxofonista franco-argelino Idriss Boudrioua e do multi-instrumentista Arismar do Espírito Santo, que a acompanham em obras de Michel Legrand, Tom Jobim, Fátima Guedes e Cole Porter. Esta é uma ótima oportunidade para ver Espírito Santo em ação com a guitarra. Reconhecido como um artista completo, o guitarrista tem a sua maneira de tocar e compor harmonias inusitadas como marca registrada. Antes, na sexta (24), a atração é o bluesman J.J., ao lado do quarteto César Machado. Aos trinta anos de carreira, Jackson tocou com grandes nomes do gênero. Seu primeiro conjunto, Rocking Teens, tinha entre seus integrantes Jimi Hendrix. Do ex-parceiro, ele exibe Little Wing. Jazz Village Bistrô (60 lugares). Rua Toivo Suni, 33 (Hotel Pequena Suécia), Penedo, (24) 3351-1275. Sexta (24), 21h. R$ 100,00. Sábado (25), 21h. R$ 50,00. Cc.: todos. Cd.: todos. www.jazzvillage.com.br.

TURBILHÃO CARIOCA

Surgido de uma das oficinas de percussão do Monobloco, o grupo mostra que Carnaval pode ser o ano inteiro apresentando versões de músicas conhecidas acompanhadas de poderosa percussão. O cavaquinhista Pedro Buarque puxa Isso Aqui Tá Bom Demais, de Dominguinhos, Frevo Mulher, de Zé Ramalho e Festa do Interior, de Moraes Moreira. Também estão previstos sambas-enredos clássicos da União da Ilha, do Salgueiro e da Imperatriz. Entre outros, É Hoje e Liberdade! Liberdade! costumam agitar a pista. 18 anos. Posto 8 (386 pessoas). Avenida Rainha Elizabeth, 769, Ipanema, 2523-1703. Domingo (26), 20h. R$ 15,00 (mulher) e R$ 30,00 (homem). Bilheteria: 16h/22h.

e-mail para esta coluna botecosdovaledocafe@gmail.com

Festival de MPB vira filme

A onda dos documentários musicais pode ser comparada a outra onda sonora ocorrida no Brasil, lá pelo fim dos anos 1960, quando o país praticamente parava para acompanhar os festivais de música. Num encontro entre os dois tempos, um documentário, claro, está em curso para contar os fatos do III Festival de MPB da TV Record (1967), considerado o mais importante da História. Dirigido por Ricardo Calil e Renato Terra, o filme tem o título provisório de "A noite que mudou a MPB".
- Historicamente, o cinema brasileiro sempre buscou energia e inspiração na música popular, desde as chanchadas até "2 filhos de Francisco". No caso dos documentários recentes, existe um desejo de investigar uma manifestação cultural que não apenas é muito bem-sucedida como também reflete a complexidade da sociedade brasileira como nenhuma outra, incluindo aí o cinema - explica Calil.
"A noite..." deve ser lançado até o fim do ano. O filme vai trazer entrevistas com artistas e jurados daquele festival, como Sérgio Ricardo, Chico Buarque, Caetano, Gil, Edu Lobo, Chico Anysio e Roberto Carlos.
- Nós acreditamos que o momento retratado, a final do III Festival da Record, ajuda a entender a ebulição cultural e política daquela época e, quem sabe?, do que aconteceu depois com nossa música, nosso país e com os fundamentais artistas que estiveram lá - diz Calil.
Mas não é só. A lista de documentários com temática musical programados para este ano ou em produção é imensa, sem preconceito com gênero, tendências ou origem. "Mamonas, o documentário", de Claudio Khans, resgata a história dos Mamonas Assassinas. "Favela on blast", de Leandro HBL e Diplo, é um retrato da cultura em torno do funk. "Contratempo", de Malu Mader e Mini Kerti, mostra a trajetória de

jovens do projeto Villa-Lobinhos. "Palavra (en)cantada", de Helena Solberg, cria uma ponte entre MPB e poesia. "Loki - Arnaldo Baptista", de Paulo Henrique Fontenelle, é uma cinebiografia do Mutante. "O homem iluminado", de Nelson Pereira dos Santos, mostra Tom Jobim a partir da visão das mulheres de sua vida. "O homem que engarrafava nuvens", de Lírio Ferreira, traz vida e obra do compositor Humberto Teixeira. "Raul, o início, o fim e o meio", de Adrian Cooper, relembra Raul Seixas. "O milagre de Santa Luzia", de Sergio Rozenblit, viaja pelo Brasil ao som da sanfona. E "L.A.P.A.", de Cavi Borges e Emilio Domingos, este em cartaz desde o ano passado, trata do hip-hop no Rio. Ufa!
Calma lá: ufa nada.
- A música é a principal vertente da nossa cultura e, portanto, acho natural o cinema focar o assunto. Fora isso, é uma forma de preservar nossa memória, já que personagens riquíssimos como Macalé, Arnaldo Baptista e Simonal, por exemplo, não são lembrados no rádio e na TV - diz João Pimentel, crítico de música do GLOBO, que, com Marco Abujamra, dirigiu "Jards Macalé: um morcego na porta principal", um dos lançamentos de 2009.
Mesmo depois de citar uma série de filmes, provavelmente ainda estamos esquecendo de algum. É que a música brasileira tem espaço para muitas outras cenas de cinema. Opa, "Cena de cinema" não é o título de uma música do Lobão? Olha aí mais um possível documentário musical.

Este vídeo foi montado com as duas apresentações do frevo GABRIELA, em 21/10/1967, noite final do histórico III Festival da Música Popular Brasileira, no Teatro Record Centro, São Paulo.

Carla Bruni canta para Nelson Mandela em Nova York

NOVA YORK - Carla Bruni-Sarkozy participou no sábado à noite, em Nova York, de um concerto organizado para celebrar o aniversário do líder sul-africano Nelson Mandela. A primeira-dama da França, que cantou em público pela primeira vez depois de seu casamento com o presidente Nicolas Sarkozy em fevereiro de 2008, foi acompanhada por Dave Stewart, ex-membro do Eurythmics. Sarkozy assistiu à apresentação.
Aretha Franklin, Stevie Wonder, Queen Latifah e Cindy Lauper também estiveram, entre outros artistas, no Radio City Music Hall, para celebrar os 91 anos de Mandela, primeiro presidente da África do Sul depois do apartheid.
Mandela não esteve presente, mas enviou uma mensagem que foi exibida em um telão.
Fonte Reuters