5.29.2009

Colaboração Angela Chaloub

Filarmônica de Berlim toca Zequinha de Abreu / Aloysio de Oliveira

Quando Zequinha de Abreu e Aloysio de Oliveira poderiam supor que “Tico Tico no Fubá” fôsse tocado pela Filarmônica de Berlim!

"Tico-Tico no Fubá", choro composto por Zequinha de Abreu e Aloysio de Oliveira, é uma das músicas brasileiras mais conhecidas no mundo, especialmente por ter aparecido em cinco filmes americanos.

No vídeo anexo, "Tico-Tico no Fubá" é interpretado pela "Orquestra Filarmônica de Berlim",regida pelo maestro israelense/argentino Daniel Barenboim



A obrigação de soprar o bafômetro e o direito de não produzir prova contra si mesmo

Por Marciano Seabra de Godoi

Após a publicação da Lei 11.705, tem sido afirmado que ela seria inconstitucional ao permitir que a autoridade de trânsito obrigue (sob pena de sanções administrativas) o motorista envolvido em acidente de trânsito, ou suspeito de dirigir sob a influência de álcool, a se submeter a testes de alcoolemia.
" É juridicamente equivocada a afirmação de que o motorista suspeito de dirigir embriagado tem o direito constitucional de se recusar a se submeter ao teste do bafômetro "
É juridicamente equivocada a afirmação de que o motorista envolvido em acidente de trânsito ou suspeito de dirigir embriagado tem o direito constitucional de se recusar a se submeter ao teste do bafômetro. Com a obrigação de soprar o bafômetro, não se exige que o cidadão produza prova contra si mesmo. O que se tem é a obrigatoriedade de os condutores - porque praticam uma atividade que por sua natureza coloca em risco a vida de muitas outras pessoas - simplesmente permitirem que se lhes aplique uma medida de registro corporal que tem nítido caráter preventivo, além de eficácia comprovada em todo o mundo.
Por outro lado, é contraditório dizer que o condutor pode se recusar a soprar o bafômetro, mas não pode se recusar a se submeter a um exame clínico: ora, o exame clínico tanto quanto o teste do bafômetro é um registro corporal, e tal como no bafômetro pode ou não demonstrar que o examinado infringiu uma norma legal.

Na Espanha, país que reduziu drasticamente os acidentes e crimes de trânsito, o Tribunal Constitucional decidiu em 1985 que o dever de se submeter ao controle de alcoolemia não pode ser considerado contrário ao direito de não se confessar culpado. Em 1997, o Tribunal voltou a se pronunciar sobre o tema, desta vez deixando muito claro que tampouco pode ser vista na obrigação de soprar o bafômetro uma violação do direito de não fazer prova contra si mesmo. Também o Tribunal Europeu de Direitos Humanos já se manifestou no sentido de que a exigência de submeter-se ao teste do bafômetro não viola nenhum direito fundamental do cidadão.
" O principal objetivo do uso massivo do bafômetro não é incriminar pessoas, mas sim prevenir acidentes "
O principal objetivo do uso massivo do bafômetro não é incriminar pessoas (a maioria dos testes tende a dar negativo), mas sim prevenir acidentes. Dado esse caráter preventivo do teste do bafômetro, submeter-se a ele é algo que naturalmente se pode e deve exigir de todo aquele que obtém a autorização do Estado para praticar a atividade - por definição perigosa - de conduzir.
Se se instituísse o dever de todo piloto de avião se submeter ao teste do bafômetro antes do vôo, com a previsão de que a simples recusa implicaria imediata cassação do brevê, ninguém na sociedade brasileira estaria reclamando de vulnerações ao direito de não produzir provas contra si mesmo. Mas será que é tão difícil perceber que o risco envolvido no ato de conduzir é tão alto quanto o envolvido no ato de pilotar?
Uma norma essencial da nova legislação é aquela que define como crime conduzir veículo automotor na via pública com concentração de álcool por litro de sangue superior a 6 decigramas. Mesmo que o condutor não esteja dirigindo "como um bêbado", a presença desse teor alcoólico em seu sangue indica (e nenhum médico há de negar) um grave risco de acidentes, com mortes, mutilações e todas as desgraças que podem ocorrer ao condutor e a todas as pessoas que circulam nas vias públicas. É o uso massivo do bafômetro que tornará eficaz a repressão a tal crime, já que a lei indica um teor alcoólico preciso (6 decigramas), que um exame clínico (feito geralmente em condições precárias e somente algumas horas após o condutor ser parado pelo policial) não pode indicar.
" As ações judiciais contra a lei vêm aí, e espera-se que o Judiciário compreenda bem essa questão e não mate no nascedouro a nova e promissora política de tolerância zero "
Por isso se deve combater com muito vigor a afirmação - aparentemente inofensiva - de que devemos enfrentar o problema do álcool no trânsito, mas não com a obrigação de que os motoristas suspeitos soprem o bafômetro. Não há vulneração de nenhum dispositivo constitucional e as estatísticas mundiais demonstram que o uso massivo do bafômetro é medida essencial em qualquer política eficaz de combate ao álcool no trânsito.
No Brasil, a lei já está dando certo, pois nos últimos finais de semana caiu em 20% o número de internações nos hospitais em todo o Brasil decorrentes de acidentes de trânsito. As ações judiciais contra a lei vêm por aí, e espera-se que o Poder Judiciário compreenda bem essa questão jurídico-constitucional e não mate no nascedouro a nova e promissora política de tolerância zero estabelecida democraticamente pelos legisladores brasileiros.

Marciano Seabra de Godoi é advogado e professor de Direito da PUC Minas

O sebo

RUY CASTRO

RIO DE JANEIRO - Sem alarde, na verdade quase em segredo, a Livraria São José fez 70 anos outro dia. É um dos sebos mais antigos -e à antiga- do Rio. Não vende LPs usados nem revistas velhas. Também não serve cafezinho, croquete ou refresco. Em compensação, seus funcionários, que estão lá há décadas, sabem tudo de livros, de qualquer época, escola ou estilo.
Quando comecei a frequentar a São José, em meados dos anos 60, ela ainda ficava nos números 38, 40 e 42 da própria rua São José, no Castelo. Pareciam cavernas, com prateleiras à guisa de costelas, livro até dizer chega. Ali comprei de Arsène Lupin e Charlie Chan, em lindas edições da Vecchi, ao intransponível "A Skeleton Key to James Joyce's "Finnegan's Wake'". Como se vê, eu era muito jovem.
Tão jovem, aliás, que, ao roçar cotovelos com Carlos Drummond, Lucio Cardoso e Agrippino Grieco entre as estantes, não ousava lhes dirigir a palavra. A São José era um ponto de encontro dos escritores. Nos dias de gala, abrigava as "tardes de autógrafos", em que os autores eram agraciados com "madrinhas" -algumas delas, Tonia Carrero, Bibi Ferreira, Odette Lara.
Perdi a conta das vezes em que matei aula na Faculdade Nacional de Filosofia e fui garimpar livros em suas bancadas. Devo ter sido o único estudante que matava aula não para jogar sinuca ou bater perna, mas para ir ao sebo. Sou grato à São José pelas centenas de livros que comprei lá. De certa maneira, vivo deles até hoje.
Em 1974, mudou-se para a rua do Carmo, e fui atrás. E, há tempos, mudou-se de novo, para a rua 1º de Março, onde continua. Hoje, seu forte são os livros jurídicos, que me interessam menos. Mas, a qualquer hora, vou achar ali "A Marca do Zorro", de Johnston McCulley, também da Vecchi, que procuro há anos.

Segunda edição do Comida di Buteco agita o Rio com 31 inscritos

Trinta e um bares, sete deles estreantes, participam da segunda edição do Festival Comida di Buteco (CDB) no Rio, que começa nesta sexta-feira (29.05) e segue por em mês. Há dez anos sucesso em Belo Horizonte, o evento promove uma saborosa competição entre os botecos, que inscreveram um petisco cada para ser avaliado junto com os quesitos Melhor Atendimento, Temperatura da Bebida e Higiene.

Os clientes também votam, assim como um corpo de jurados. É só chegar, sentar, comer, beber e votar. No ano passado, cerca de 100 mil pessoas frequentaram as casas inscritas no período do CDB. O mais bem votado foi o Original do Brás, que este ano aposta no "Doce Refúgio" (lombinho suíno folhado e versado à tamarineira).

Os critérios de avaliação são simples: a nota para o tira-gosto tem peso de 70% na contagem final. Os 30% restantes se dividem entre os três quesitos.
A principal novidade deste ano é a estreia de sete botecos: Adega Cesare's (Copacabana), Adega da Velha (Botafogo), Cachambeer (Cachambi), Adega Pérola (Copacabana), Gato de Botas (Vila Isabel) e Bar Rebouças (Jardim Botânico).

As receitas vão desde as mais simples, como o caldinho de feijão do Pavão Azul (Copacabana), até petiscos mais criativos, como o Rolmops, sardinhas marinadas no vinagre recheadas com cebola e temperos, da Adega Pérola. O kassler com mostarda escura do Bar Brasil (Centro) e a salada vinagrete de polvo do Jobi (Leblon) representam os clássicos, há décadas nos balcões.
O Mangue Seco (Lapa) inovou até no nome do prato, mostrando estar em dia com a reforma ortográfica: a linguicinha atolada no creme de aipim com catupiri e couve fininha foi batizada de Sem Trema na Linguiça.

Confira os botecos participantes, os petiscos inscritos e os preços:

Adega da Velha
Rua Paulo Barreto 25
Botafogo
Petisco: Carne de Sol com farofa, queijo coalho e aipim (R$33, a porção)
Adega Cesare's
Joaquim Nabuco 44
Copacabana
Petisco: Caldeirada aperitivo (R$18)
Armazém Cardosão
Rua Cardoso Junior 312
Laranjeiras
Petisco: Prupetinha do Cardosão (R$ 12, a porção com 12)
Adega Pérola
Rua Siqueira Campos 138
Copacabana
Petisco: Rolmops (R$5, a unidade)
Aconchego Carioca
Rua Barão de Iguatemi 388
Pça da Bandeira
Petisco: Purê de batata baroa com camarão (R$ 12)
Adonis
Rua São Luiz Gonzaga 2.156
Benfica
Petisco: Caldinho de rabada com torradas (R$ 10)
Antigamente
Rua do Ouvidor 43
Centro
Petisco: Pastel de costela (R$2,90, a unidade)
Academia da Cachaça
Av Armando Lombardi 800 - 65L
Barra da Tijuca
Petisco: Empada de queijo coalho com alecrim (R$ 4,90, a unidade)
Araguaia
Rua Araguaia 1709
Jacarepaguá - Freguesia
Petisco: Pão de alho especial (R$9, a porção)
Bar Urca
Rua Candido Gaffrée 205
Urca
Petisco: Quibe de peixe (R$ 10, porção com quatro)
Boteco Salvação
Rua Henrique de Novaes 55
Botafogo
Petisco: Bolinho de batata baroa com camarão (R$18, a porção com seis)
Bracarense
Rua José Linhares 85
Leblon
Petisco: Barquete de salmão (R$ 3,40, a unidade)
Bar Brasil
Avenida Mem de Sá 90
Lapa
Petisco: Kassler defumado com mostarda escura (R$ 34, a porção)
Bar do Mineiro
Rua Pascoal Carlos Magno 99
Sta Tereza
Petisco: Pastel de galinha à cabidela (R$18, a porção)
Beco do Rato
Rua Joaquim Silva 11
Lapa
Petisco: Escondidinho de jiló com linguiça (R$ 20, a porção)
Bar Rebouças
Rua Maria Angélica
Jardim Botânico
Petisco: Bolinho de camarão com catupiry (R$ 13, a porção)
Cachambeer
Rua Cachambi 475
Cachambi
Petisco: Costela no bafo (R$34,90, a porção para quatro)
Copão de Ouro
Rua Custódio Nunes 155
Ramos
Petisco: Caldo de siri (R$10, a tigela)
Enchendo Linguiça
Av. Engenheiro Richard, 2
Grajaú
Petisco: Linguiça Croc (batatas recheadas com linguiças artesanal e molhos, R$ 25,60, a porção)
Gato de Botas
Rua Torres Homem 118, loja C
Vila Isabel
Petisco: Bolinho de vagem (R$9, a porção)
Gracioso
Rua Sacadura Cabral 97
Saúde
Petisco: Croquete Gracioso (massa de milho, camarão e cheddar. R$3, a unidade)
Jobi
Avenida Ataulfo de Paiva 1166
Leblon
Petisco: Polvo à vinagrete (R$ 48)
Mangue Seco
Rua do Lavradio 23
Lapa
Petisco: Sem trema na linguiça (creme de aipim e catupiry recheado com linguiça fina. R$10)
Original do Brás
Rua Guaporé, 680
Brás de Pina
Petisco: Doce refúgio (Lombinho suíno folhado com molho de tamarindo)
Pavão Azul
Rua Hilário de Gouveia 71
Copacabana
Petisco: Caldinho de feijão temperado (R$4,50)
Petit Paulette
Rua Barão Iguatemi 408 A
Pça da Bandeira
Petisco: Croquelette (R$16, a porção)
Pontapé
Rua Maldonado 361
Ribeira, Ilha do Governador
Petisco: Croquete de arroz de brócolis com bacalhau (R$14, a porção)
Real Chopp
Rua Barata Ribeiro 319
Copacabana
Petisco: Bolinho de carne especial (R$12, a porção)
Siri
Rua dos Artistas, 2
Vila Isabel
Petisco: Filezinho de peixe com molho (R$44 , a porção grande)
Vanhargem
Praça Vanhagen 14
Maracanã
Petisco: Vaca Atolada (R$12, a porção)
Zeca's Bar
Rua Visconde de Abaeté 139
Vila Isabel
Petisco: Jiló empanado (R$10, a porção)

Francamente, Excelência!

Lucia Hippolito

farra com o dinheiro do contribuinte

Apanhado com a boca na botija recebendo mais de R$ 3.000,00 de auxílio-moradia, sendo proprietário de uma confortável residência em Brasília e dispondo ainda da residência oficial da Presidência do Senado, José Sarney pediu desculpas e alegou que não pediu auxílio-moradia e que "alguém" vem depositando em sua conta o auxílio-moradia desde meados de 2008.
(Na última terça-feira Sarney afirmara categoricamente que não recebia auxílio-moradia. Pelo visto, a memória voltou subitamente.)
O que dizer de um cidadão brasileiro que, checando sua conta bancária, encontra depósitos mensais de mais de R$ 3.000,00 e não tem a curiosidade de conhecer a identidade desse benfeitor anônimo que todo mês pinga um "capilé" em sua conta?
Sarney é um fofo!
E dizer que uma pessoa assim foi presidente da República por cinco longos anos!
José Sarney não é um iniciante na política. Bem ao contrário. Deputado federal em 1958 (há 51 anos!), governador em 1965 (com uma ajudinha do recém-criado SNI), senador, presidente da República, três vezes presidente do Senado. Sarney já foi tudo neste país.
Criou uma dinastia. Tem a filha e o filho na política.
Será que Sarney não sabe o que é certo e o que é errado? O que pode ser legalmente aceitável mas é eticamente inaceitável? Ou sabe e não se importa?
Um senador da República, presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, que tem residência em Brasília e tem ainda ao seu dispor a residência oficial do Senado, não lê seu contracheque ou não sabe que auxílio-moradia não se aplica?!
Desde a terceira eleição de Sarney para presidente do Senado, em 2009, os cidadãos brasileiros já tomaram conhecimento de que ele requisitou seguranças do Senado para fazer a segurança de sua residência em São Luís (MA), embora ele seja senador pelo Amapá.
Os cidadãos brasileiros também tomaram conhecimento de que, das 181 diretorias descobertas no Senado, pelo menos 50 foram criadas por José Sarney.
Os cidadãos brasileiros tomaram conhecimento, ainda, de que uma assessora para as campanhas de Sarney e da famiglia Sarney era também, nas horas vagas, diretora do Senado.
Flagrado, Sarney afastou a diretora... E a nomeou como assessora especial.
O que será que o senador Sarney pensa de nós, eleitores? Que somos um bando de bobos. Que aceitamos qualquer coisa.
Francamente, Excelência. Isto é inadmissível.
O melhor a fazer é renunciar à presidência do Senado. Além de devolver o dinheiro público, naturalmente

5.28.2009

1º Viradão Carioca - 48 hs de muita música

Alceu Valença e um dos artistas confirmados

Chega ao Rio de Janeiro a primeira edição da Virada Cultural do Rio de Janeiro, evento cultural que já é tradicional em São Paulo. Entre os dias 5 e 7 de junho, a capital carioca contará com 48 horas de programação ininterruptas de Shows. Inspirado na Virada Cultural Paulista, o Viradão Carioca 2009 contará também com peças de teatro, concertos, exposições, leituras, atividades circenses e exibições de filmes. Criado e coordenado pela Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Cultura, o Viradão Carioca terá a programação espalhada por diversos pontos da cidade, e com entrada gratuita ou a preços populares.

De acordo com a secretária municipal de Cultura, o Viradão Carioca é totalmente diferente da Virada Cultural Paulista, embora seja inspirado nela. Segundo a secretária, a Virada Carioca terá 48 horas, ao contrário das 12 horas de São Paulo, daí o nome do evento de “Viradão Carioca”

Algumas atrações e programação já confirmadas para o Viradão Carioca.
Martinália
Beth Carvalho
Alceu Valença
Elba Ramalho
Elza Soares
Dudu Nobre
Blitz
DJ Malboro
Marina Lima
Elza Soares
Gustavo Lins
Luiza Possi
Moska
Sandra de Sá
Zélia Duncan
Toni Garrido
Bangalafumenga
Rodrigo Maranhão
Eletrosamba
Edu Krieger
Marcos Sacramento
Farofa Carioca

Bateria da Mocidade
Quatro grandes palcos que serão montados na Praça Quinze, em Santa Cruz, na Cidade do Samba e na quadra da Portela, em Madureira, serão os pontos principais do Viradão Carioca.

Shows no Palco da Praça Quinze
Começa, no dia 5, sexta-feira, às 21h, com Show de Dudu Nobre, MartNália e “virada” com o Dj Marlboro e outros Djs. Palco temático com o tema ‘O Rio de Janeiro, fevereiro e março’, e receberá a típica música carioca, do samba ao funk, do pop à MPB.

Shows no Palco Santa Cruz
Serão homenageados grandes maestros da música brasileira, como Tom Jobim, Nelson Cavaquinho e Heitor Villa-Lobos.

Palco na Cidade do Samba
receberá atrações que não são unicamente ligadas ao Carnaval. Com o tema ‘Outros sambas’, o palco vai mostrar como o ritmo se misturou a outras invenções musicais.

Shows na Quadra da Portela
estão programados shows em homenagem ao rei do baião, Luiz Gonzaga. Show de Elba Ramalho, na sexta-feira à noite, e Show de Alceu Valença, no sábado à tarde.

A programação do Viradão Carioca também poderá ser conferida nas lonas culturais e nos palcos itinerantes, que irão passar por bairros como Campo Grande, Pavuna, Méier, Bangu e Leme.

Shows na Lona Cultural de Vista Alegre
está previsto um Show/Tributo à Simonal, com Elza Soares e o grupo Farofa Carioca.

Shows na Lona Santa Cruz
Está previsto um Show/Tributo a Tim Maia, com Sandra de Sá e Toni Garrido

Viradão Carioca no Twitter
Você pode seguir o que rola no twiter do Viradão aqui, ou se preferir pode seguir o twitter do Próximo Show

Entrevista com Caetano Veloso


por Giuliano Cedroni

É assim que Caetano Veloso se mostra do alto de seus 66 anos: como se tivesse acabado de nascer – de novo. Em turnê pelo país com Zii e Zie, seu novo álbum de rock, está otimista com o Brasil de Lula, FHC, Serra, Dilma, Aécio, Ciro...

Caetano Veloso morreu. Também sinto muito... Aquele do tropicalismo, aquele dos Doces Bárbaros, do Cinema Falado, de Transa e Joia, que já não era o mesmo de Verdade Tropical nem de Qualquer Coisa... Aquele Caetano morreu. O Caetano dos ternos bem cortados, da apresentação no Oscar, da Paula Lavigne... Kaput. Talvez ainda reste um pouco do Caetano de Sampa, de Fina Estampa e Cê... Se bem que também não. O Caetano de hoje, mesmo, já não é nem o Caetano da entrevista que você tem em mãos, feita no fim de abril. O Caetano de hoje é o novo, e o novo é para poucos.
Um dos artistas mais completos em atividade no Brasil, Caetano está, segundo o próprio, entrando na “infância da velhice”. E está muito à vontade com isso. Nada de lipo, botox ou tinta no cabelo. No lugar de camisas peroladas, uma jaqueta jeans rasgada. No lugar de sapato bico fino, tênis baixo. E o baiano nunca esteve tão bonito...

Aos 66 anos, avô duas vezes, Caetano Emanuel Vianna Telles Velloso acaba de lançar seu álbum de número 42, o Zii e Zie. Musicalmente é uma continuação do anterior Cê, com a mesma jovem banda intitulada... Cê. Mas as letras deste de nada lembram as daquele. Se em Cê ele registrava sua separação de Paula Lavigne, mãe de dois filhos seus, agora ele canta Guantánamo, Leblon, Lapa, Lula, FHC, canta também outras mulheres e sobretudo o acerto do rock. Em todos os sentidos.

Caetano recebeu PODER num estúdio de som onde ensaiava para a turnê que tinha sua estreia marcada pra dali uma semana. Rodeado por garotos – sua banda é formada por três jovens músicos, dentre eles o brilhante guitarrista Pedro Sá –, o tropicalista consegue a difícil façanha de transitar entre a juventude sem parecer ridículo. Ao contrário, Caetano tem no olhar o brilho de um menino faminto por novas aventuras, com a diferença de que agora é senhor de seu próprio destino. Falou com pressa, afinal precisava ensaiar, e nesse momento de sua vida nada é mais importante que sua música. Críticas, mídia, flashes, nada disso é relevante. Isso sim é poder. E para lhe adocicar a boca entre uma resposta e outra, a mesma Coca-Cola de sempre.

Veloso falou de Cê & FHC, de Lula & Obama, de Veja & Daslu, de Mangabeira & Gabeira e de como ele próprio “não seria ninguém sem o samba”. Ouvindo-o, me dei conta de que seu maior poder é o de se reinventar. Poderia fazer como a maioria e criar mais do mesmo, nadando nas águas tranquilas de quem domina um único estilo, um único discurso. Todos os seus colegas fazem isso, até mesmo seu mestre João Gilberto. Mas não. A cada novo movimento artístico lançado, Caetano se arrisca e chega junto. Foi assim com o rock dos anos 80, com o mangue, o rap, o funk carioca. Sem mencionar o baião, o forró, o folk, o axé, o sertanejo, o jazz, o coco.

Não tem jeito, Caetano não censura nem tem censura. Sofre da total falta de preconceitos, o que talvez explique o talento de se repensar de forma verdadeira e periódica. Poucos músicos de destaque no mundo conseguem tal proeza. Podemos contar nos dedos: Dylan, Madonna, David Bowie, Byrne. Talvez Bono, quando não está tentando salvar o mundo. No Brasil só mesmo Tom Zé. Zii e Zie vem para provar isso – mais uma vez. E prova também que o garoto de Santo Amaro da Purificação chegou num altar no qual não se trata tanto do resultado e sim do processo. His journey is the destination. Enquanto o camaleão estiver interessado em novos olhares, novos cortes de cabelo, novas gírias... estaremos salvos. Caetano é o satélite avançado que filtra o melhor do novo e nos devolve em ondas clássicas. É o surfista prateado do Brasil. Em um aforismo irresponsável, é o próprio Brasil.

“Acho melhor ser do que não ser.” A frase, que talvez resuma a si próprio, foi dita num jardim de bambus no Japão, quando Caetano excursionava com o álbum A Foreign Sound. A cena foi incluída no corte final de Coração Vagabundo, documentário de Fernando Grostein Andrade que segue o baiano por shows em São Paulo, Nova York, Tóquio e Osaka. Com estreia marcada para julho deste ano, o filme traz um retrato inédito do artista em um momento de profunda transição que, de certa forma, culminou em Zii e Zie. “Eu sou do sol, quero ser lúcido e feliz”, declara. E é assim que ele se mostrou na entrevista a seguir, lúcido e feliz.

PODER: No seu novo álbum, tem-se a impressão de que o som é mais calmo, mas, ao mesmo tempo, as letras são mais amplas e fortes que em Cê. É isso mesmo?
CAETANO: Não sei se as letras são mais fortes, mas seguramente são mais amplas. Cê é muito restrito, quase que um tema só. É uma letra, né? C...

PODER: Você já tocou com bandas grandes e músicos consagrados. Agora está com três garotos. Como tem sido a experiência?
C: Muito boa. Eles são muito, muito bons e nosso diálogo é muito claro. O gosto musical, a decisão a respeito de arranjos, a escolha de canções – qualquer coisa que um de nós diga, os outros três entendem logo. Não há nem tempo para pensar em como funcionam as diferenças, entendeu? É muito imediata nossa comunicação: fala, a gente sabe; toca, já entende.

PODER: Na canção “Falso Leblon”, você faz uma descrição interessante da cultura de baladas, ecstasy e maconha. Voltou a se interessar pela boemia jovem?
C: Eu nunca me desinteressei dela. Mas não gosto de drogas. Odeio cocaína. Tudo: odeio a maneira como as pessoas aspiram, odeio o fedor do corpo de quem cheira. Odeio a cultura de economia paralela ilegal que cresceu por causa do consumo da cocaína. Da boemia, me interessam as pessoas.

PODER: Com o aparecimento das drogas sintéticas, o consumo de cocaína teria diminuído. Mas, agora, os números indicam que voltou com tudo. Você sente isso nas suas andanças pela jovem boemia?
C: Eu ouvi falar isso que você está dizendo. E fico triste. Veja a cocaína em forma de crack, por exemplo. O crack é o único negócio que me balança. Seu efeito é muito rápido e destrói muita gente pobre e desavisada. Seu aparecimento abalou minha decisão de princípio, que é ser a favor da legalização das drogas.

PODER: Outro dia, você escreveu no seu blog: “Folha, Veja, Fasano, Daslu, Sala São Paulo, Museu da Língua Portuguesa. Tudo isso faz pensar o quanto Sampa é influente e interessante”. Não é novidade que você tem uma relação conflituosa com a Veja. Mesmo assim acha que a revista faz de São Paulo uma cidade mais interessante?
C: Não há dúvida e isso não depende de concordância. Mas não estava ali fazendo qualquer julgamento moral ou político. Muita gente ficou ofendida por eu incluir não a Veja, mas a Daslu e até o Fasano. Eu acho a Veja mais complicada do que a Daslu. Mas não estava preocupado com isso. É apenas uma lista de coisas que mostram a força da cidade.

PODER: Veja criticou duramente seu novo disco...
C: Eu não li. Até quero ler. Eu leio a Veja às vezes, sabia? Quando viajo de avião eu compro. Porque é uma revista boa, dá pra ler. A gente fica com raiva de umas coisas, ri de outras. Você tem a Veja que fala do nosso disco, Pedro [Sá, guitarrista da banda]?. Me empresta? Eu vi você falar um pouco mas não sei o conteúdo...

PODER: No release do álbum à imprensa, você diz que o disco saúda a era FHC-Lula e a ambição do Brasil de ter uma ascendência no cenário internacional. Ao mesmo tempo, estamos vivendo um período de descrença nos políticos...
C: Uma descrença nos nossos parlamentares, né? Por outro lado, nunca vi político tão bem aprovado e tão bem equilibrado quanto o Lula. FHC, enquanto foi bem avaliado pela população, também era assim. O aspecto ideológico, a ideia de melhorar a sociedade, isso veio com a esquerda – que sempre esteve muito descolada da prática real. O Lula faz bem essa jogada de representar os anseios da esquerda e ser superpragmático. Ele e FHC marcam um nível muito elevado entre governantes.

PODER: No passado, eram da mesma turma.
C: No conjunto, é muito bom que FHC tenha vencido as eleições por causa da criação do Plano Real, e que Lula tenha mantido isso. Acho muito cafona o José Dirceu falar em herança maldita, já que o governo Lula continuou a política econômica que foi instaurada antes. Henrique Meirelles é uma figura mais representativa daquilo que Lula combatia quando estava na oposição do que qualquer outra do governo FHC. O antagonismo PT-PSDB é superficial, eleitoral e fingido de ambas as partes. Tudo bem, política tem esses componentes também, mas não submeto minha observação a essa mascarada

PODER: Esses aspectos são mais importantes do que a discussão da lama no Congresso?
C: O Brasil produziu figuras políticas como Marina Silva e Fernando Gabeira. São figuras que, independentemente do que vem acontecendo no plano mais genérico, têm uma responsabilidade ética, têm ideias às quais devem lealdade. E são acompanhadas, conscientemente, por grandes grupos da sociedade. Isso é uma coisa nova, boa, diferentemente do acompanhamento meramente fisiológico e do acompanhamento ao estilo torcida ideológica, como a esquerda fazia antes.

PODER: Você parece otimista diante do nosso cenário político...
C: Estou dizendo que esses aspectos são melhores do que esses outros, horrendos, de que todo o mundo fala.

PODER: A farra das passagens aéreas no Senado acabou atingindo o próprio Gabeira. Acha que ele se saiu bem fazendo um mea-culpa?
C: Gabeira agiu como sempre age. É até muito notável que ele seja parlamentar há tanto tempo e tão pouco da cultura atrasada politicamente o tenha contaminado. Todos no Brasil sabem quem é o Gabeira. E a Marina Silva também – é um grande quadro. Depois, é importantíssimo que o Lula tenha finalmente convidado o Roberto Mangabeira [Unger] para o governo.

PODER: Você o apoiava antes, não é?
C: Desde os anos 80 que apoio o Mangabeira. A imprensa se recusava a botar minhas declarações. Por mais de dez anos cortaram o nome dele das minhas entrevistas. Você que é da imprensa deve dizer: não é inacreditável?

PODER: Se te dessem poder para mudar a estrutura política do país, você teria hoje alguma ideia aprumada do que fazer?
C: Não, mas o Roberto Mangabeira tem. Não estou dizendo que suas ideias se tornariam benéficas – mas ele tem ideias e elas são interessantes.

PODER: O que você achou da sugestão, um tanto irônica, do senador Cristovão Buarque de fazer um plebiscito para decidir se o Congresso deve ou não continuar existindo?
C: Não sou muito plebiscitarista não. Porque você não pode ficar fazendo plebiscito para tudo, senão vira a ditadura da maioria. Não é assim. Mas eu gosto de Cristovão, acho ele bacana, aquela ênfase na educação... É um velho negócio brasileiro, isso de que a educação vai resolver tudo. É importante mesmo. Se alguém pegar esse assunto com garra e disser que vai botar isso para funcionar, pode representar uma grande mudança para o Brasil. Agora, isso de plebiscito para ver se tem ou não Congresso, não acho interessante. Tem de mudar as regras a partir de como elas são. Congressista não tem de ter muita vantagem, tem de ter é desejo de contribuir. Sua atuação não deveria representar uma subida na escala social e econômica. Não deveria ter esse apelo. Você deveria querer ser deputado para contribuir na organização das coisas.

PODER: O cenário das próximas eleições para presidente apresenta até agora quatro candidatos: Serra, Aécio, Dilma e Ciro. Tem alguma preferência?
C: Não. Já votei no Ciro. Gosto dele desde que foi prefeito de Fortaleza. Mas, quanto mais se aproximou do poder central, mais apareceram nele características que me deixariam preocupado caso ele tivesse poderes mais amplos. Eu o achei um pouco destemperado e um pouco como se estivesse deslumbrado demais consigo mesmo. Sinto dizer isso, porque quero bem a ele demais. Eu o sinto de longe como um amigo. Estou dizendo isso com sinceridade. Agora, de alguma forma, Lula está certo: os candidatos são todos bons, todos de esquerda. Não acho que ser de esquerda é necessariamente bom, não. Mas, no caso dos quatro, são quatro bons candidatos de esquerda.

PODER: Vivemos hoje uma terrível crise financeira mundial e uma das grandes frases do Lula sobre o assunto foi aquela em que, ao lado do primeiro-ministro Gordon Brown, culpou os brancos de olhos azuis. O que achou da declaração?
C: Li um artigo da Maureen Dowd, do New York Times, que achei muito interessante. Até traduzi e botei no meu blog. Apesar de dizer que o Lula estava querendo competir com o papa em falar besteira (o papa tinha dito que a camisinha espalha a Aids), ela termina constatando que a sua fala tinha tocado em um nervo sensível e real. Lula tem isso, né? Ele está sempre correndo o perigo de passar do limite. Tem realmente uma intuição rica e profunda. A história dele, a personalidade, tudo contribui para que ele tenha isso.

PODER: Na semana seguinte Obama o encontra e diz que ele é o cara...
C: This is my man! E depois fala que ele é boa pinta. Não é, né?...

PODER: Qual o sentido de um sujeito como Obama assumir a Presidência dos EUA?
C: Tem um valor simbólico tal como o caso de Lula e, por outro lado, significa de fato a disposição da revolução americana, que é uma revolução em curso. Os EUA são um país revolucionário. E que permanece fiel aos princípios da sua revolução, na medida do possível. A eleição de Obama vai contra tudo o que Bush representou e que estava já demasiado longe dos ideais da revolução.

PODER: Com Obama, os EUA estão tentando se reinventar. O Brasil também tem essa capacidade?
C: O Brasil tem mostrado ao longo do tempo muita incompetência. Mas desenvolveu uma superação disso que aos meus olhos é consideravelmente rápida. Você devia ler – e recomendar a todos que lessem – uma entrevista recente do Mangabeira na Gazeta Mercantil. Ele fala sobre como uma crise pode ser uma oportunidade para o Brasil. Eu, de minha parte, observo que o Brasil partiu de situações bastante desvantajosas e convive com situações especialmente desvantajosas. O próprio fato de falarmos português é uma enorme desvantagem comparativa. No entanto, é também uma bênção. Se não tivessem sido os portugueses os colonizadores do Brasil, não haveria o samba. E eu não posso me imaginar sem o samba. Nem a mim, nem ao Oscar Niemeyer, nem a Marilena Chauí.

* O jornalista e roteirista Giuliano Cedroni é diretor de conteúdo da Prodigo Films. Ele assina o roteiro de Coração Vagabundo, documentário sobre Caetano Veloso com estreia marcada para julho.

5.27.2009

Tributo a Roberto Carlos reúne quatro gerações de cantoras no Teatro Municipal de São Paulo


50 anos de carreira

Márcia Abos e João Sorima

SÃO PAULO - "Nunca na minha vida imaginei que fosse viver uma noite como esta, com todas essas meninas maravilhosas, essas artistas incríveis, cantando aquilo que eu tenho cantado. Jamais pensei na minha vida em coisa igual". Foi assim que um emocionado Roberto Carlos agradeceu a homemagem de pelo menos quatro gerações de cantoras brasileiras - de Nana Caymmi a Sandy, de Wanderléa a Ana Carolina - aos seus 50 anos de carreira. O show aconteceu na noite desta terça-feira no Teatro Municipal de São Paulo. Será exibido pela TV Globo neste domingo, após o Fantástico. Depois vai virar CD e DVD.
A celebração pelos 50 anos de carreira do 'Rei' lotou os 1.500 lugares do Municipal e reuniu uma platéia eclética que incluiu desde o DJ Zé Pedro, passando pelo ministro dos Esportes, Orlando Silva, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a dona da Daslu, Eliana Tranchesi, e a ex-modelo Luiza Brunet. As 20 divas da música popular fizeram uma releitura do repertório de Roberto, incluindo sucessos da Jovem Guarda - "As curvas da estrada de Santos", na linda voz de Paula Toller - até a fase romântica, com "Proposta", interpretada por Zizi Possi.
Foram mais de duas horas e meia de apresentação até que o homenageado da noite pisasse no palco. Roberto entrou aos acordes de "Emoções" com a platéia em pé para recebê-lo. Vestia um terno preto com acabamentos em azul e camisa azul claro. Entrou em cena e disse:
- Dramas, romances, paixões. Um entrar e sair de ilusões durante 50 anos. Tudo isso sem saber se é para rir ou chorar - para depois emendar com os versos "se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi".
A noite começou com Hebe Camargo, que com fôlego e afinação em seus 80 anos, cantou "Você não sabe". Uma a uma as divas foram se sucedendo no palco, acompanhadas por uma orquestra de cerca de 30 músicos e seis backing vocals. Zizi e Luiza Possi cantaram em italiano "Canzone per te". O vozeirão de Alcione incendiou o Municipal com "Sua estupidez", de Roberto e Erasmo. Fafá de Belém interpretou "Desabafo" e a soprano Celine Imbert cantou "A distância".
Wanderlea, a 'Ternurinha', foi aplaudida em cena aberta quando cantou "Você vai ser o meu escândalo", depois de fazer dueto com Daniela Mercury em "Esqueça". Com minissaia e uma bota de cano alto preta, bem ao seu estilo na Jovem Guarda, Wanderlea ganhou um buquê de flores vermelhas e rosas de um fã e o segurou nos braços em quase todo seu número. Daniela também cantou sozinha "Se você pensa". Entrou acompanhada de dois bailarinos com o microfone desligado e teve que repetir sua entrada. A Bahia foi representada também por Ivete Sangalo e Claudia Leitte.
Fernada Abreu deu suingue ao show com sua interpretação de "Todos estão surdos". Mart'nália fez um samba com "Só você não sabe" e Ana Carolina com sua potente voz foi aplaudida duas vezes em cena aberta com a intepretação de "Força estranha", de Caetano Veloso. Um dos pontos altos da noite foi a apresentação da atriz Marília Pera, que fez uma espécie de perfomance da música "120, 130, 150 por hora", de Roberto e Erasmo. Nana Caymmi fez uma bela interpretação de "Não se esqueça de mim" e Sandy cantou "As canções que você fez para mim".
Um dos melhores momentos do show aconteceu quase na apotesose, quando o 'Rei' terminou de cantar "Emoções". Em volta dele, as 20 cantoras entraram em cena para uma declaração coletiva de amor, cada uma cantando um trecho de "Como é grande o meu amor amor por você". O quase sempre tímido Roberto, ganhou beijos, afagos e carinhos. Cantava trechos da música e também retribuiu com muitos beijinhos e carinhos. Regidas por Hebe Camargo, as cantoras 'brigavam' pelo microfone para se declarar ao 'Rei'. Uma justa homenagem a um dos artistas mais importantes do país. O público adorou e cantou junto.

Confira abaixo o set list completo

Hebe Camargo - "Você não sabe" (Roberto e Erasmo Carlos)
Zizi e Luiza Possi - "Canzone per te" (Sergio Endrigo e Sergio Bartotti)
Zizi Possi - "Proposta" (Roberto e Erasmo Carlos)
Alcione - "Sua estupidez" (Roberto e Erasmo Carlos)
Fafá de Belém - "Desabafo" (Roberto e Erasmo Carlos)
Céline Imbert - "A distância" (Roberto e Erasmo Carlos)
Daniela Mercury - "Se você pensa" (Roberto e Erasmo Carlos)
Daniela Mercury e Wanderlea - "Esqueça" (Mark Anthony, versão de Roberto Côrte Leal)
Wanderlea - "Você vai ser o meu escândalo" (Roberto e Erasmo Carlos)
Rosemary - "Nossa canção" (Luiz Ayrão)
Fernanda Abreu - "Todos estão surdos" (Roberto e Erasmo Carlos)
Paula Toller - "As curvas da estrada de Santos" (Roberto e Erasmo Carlos)
Marília Pêra - "120,130,150 por hora" (Roberto e Erasmo Carlos)
Marina Lima - "Como dois e dois" (Caetano Veloso)
Sandy - "As canções que você fez pra mim" (Roberto e Erasmo Carlos)
Mart'nália - "Só você sabe" (Roberto e Erasmo Carlos)
Adriana Calcanhotto - "Do fundo do meu coração" (Roberto e Erasmo Carlos)
Nana Caymmi - "Não se esqueça de mim" (Roberto e Erasmo Carlos)
Ana Carolina - "Força estranha" (Caetano Veloso)
Ivete Sangalo - "Os seus botões" (Roberto e Erasmo Carlos)
Ivete Sangalo - "Olha" (Roberto e Erasmo Carlos)
Roberto Carlos - "Emoções" (Roberto e Erasmo Carlos)
Todos - "Como é grande o meu amor por você" (Roberto e Erasmo Carlos)

DELÍCIAS MEXICANAS EM RESENDE!

Você gosta da culinária mexicana? Gosta de Nachos, Tacos, Tortillas e Quejadilhas?
E você sabe que não precisa sair de Resende para saborear uma dessas delícias? Ou todas...

Onde? No Cosa Nostra, ali na Beira Rio. Isso mesmo. Agora o Cosa Nostra oferece mais uma opção no cardápio: delícias mexicanas! Tudo de bom, não é? O preço também é tudo de bom! O problema é escolher qual comer... Todas são deliciosas e fartas.

Agora, feche seus olhos e realize a cena: você, no deck do Cosa Nostra, saboreando uma das delícias mexicanas, bebendo um saboroso vinho (ou uma cerveja bem gelada, se preferir), tendo ao lado uma boa companhia (pode ser no plural também) e desfrutando de uma linda vista noturna da cidade...

Realizou a cena? O Cosa Nostra fica na Av. Saulo Rachid, nº 31. Prefere reservar? Quer mais informações? Então, anote o telefone: (24) 33552317.

Importante: o restaurante também oferece a opção Delivery, para os preguiçosos de plantão...rs. O telefone é o mesmo aí de cima, ok?

JÁ CHEGA, NÃO É? ISSO TEM FIM?

FALANDO DO MEU TIME

Mais um na mira do STJD. Depois do péssimo exemplo de Juan (no lance com o Maicosuel, lembram?), agora é a vez de Airton. O zagueiro rubronegro poderá pegar de 120 a 540 dias de suspensão pelo pisão na barriga de Nilmar. Gancho merecido, vamos combinar. Os jogadores do Flamengo estão fazendo um papelzinho miserável...Foi-se o tempo do futebol arte....

SEM NOÇÃO

Para que tanta violência em campo? Já não basta a violência que rola do lado de fora dos estádios, no dia a dia de todos nós? Esporte e agressão física? Fala sério! Todo mundo empenhado em fazer campanha contra a violência nos estádios e o péssimo exemplo vem justamente do gramado? Acredito que se os dirigentes de cada clube punissem rigorosamente seus jogadores a cada falta violenta, isso acabaria. Multa altíssima e banco. Dependendo da gravidade da falta, nem banco! Aff!!!

AINDA É TEMPO

E não me venham com argumentos. Não existe motivo nenhum que justifique tanta violência dentro de campo! Que contratem psicólogos, terapeutas, o que for preciso. Que tratem do mau humor e da falta de espírito esportivo desses jogadores que se acham e que perdem a noção do que é o esporte de verdade. Que aprendam a ser gente, e não continuem agindo como animais irracionais. Esses jogadores, calados já estão errados! Os dirigentes dos clubes precisam agir rapidamente, antes que seja tarde.

TRICOLORES ENLOUQUECIDOS

E alguns indivíduos da torcida do Fluminense surtaram de vez. A invasão na tarde de ontem, durante o treino da equipe, em Laranjeiras, foi um ato de extrema violência e falta de respeito. Invadiram o gramado, partiram pra cima dos jogadores e ainda agrediram Diguinho.

A mídia divulgou que o volante tricolor respondeu de forma grosseira à indagação de um “torcedor” (apontado como chefe da gangue), motivo que justificou um soco no estômago do jogador. Pode isso?


OS "ESCOLHIDOS"


Além de Diguinho, o apoiador Thiago Neves, o zagueiro Edcarlos e o lateral-direito Eduardo Ratinho foram os principais alvos do protesto. E Ratinho foi "homenageado" com a seguinte faixa: "Se Eduardo Ratinho é jogador, eu sou astronauta".

CONCLUSÃO

Entendo que a torcida tenha o direito de protestar contra os jogadores, a diretoria do clube, enfim. Entendo que os torcedores tenham o direito de protestar contra o mau desempenho do time. Mas, peraí! Existem maneiras e maneiras de protestar! Invadindo o campo? Agredindo os jogadores? Fala sério...Se essa galerinha do mal usasse o bom senso (?), a educação (??) e a inteligência (???), teriam talvez, quem sabe, alcançado seu objetivo...Aliás, qual era mesmo o objetivo do grupo? Tumultuar? Atrapalhar o treino? Mostrar que são agressivos e irracionais? Ah, sim. Objetivo alcançado. Sorry.

Pois é. Jogadores e torcedores estão virando caso de polícia...