Um pastor vigiava o seu rebanho, quando notou que este em determinadas ocasiões se mostrava mais alegre, saltando com enorme vivacidade. A repetição do fato aguçou-lhe a observação e o pastor notou que a energia de suas ovelhas se manifestava quando elas pastavam essas terras, as quais eram ricas de uma determinada planta cujo fruto comiam. Compreendeu então, que a reação era efeito da ingestão de tal planta. Curioso, fez uma experiência em si próprio. Tomou uma infusão que fez com os frutos da planta referida. Logo depois, sentiu um reforço de energias, bom humor, melhor disposição para o trabalho, e ao mesmo tempo, desaparecendo, o sono que o atacava quando em serviço. Tal bebida era o café e, segundo a lenda, assim começou a ser usado.
VASSOURAS, RJ
Antiga Estação Ferroviária Inaugurada em 1912 pelo então Presidente da República Marechal Hermes da Fonseca, ficou abandonada depois da extinção do ramal. Adquirida pela fundação Severino Sombra da Rede Ferroviária Federal, foi reformada em sua beleza antiga, tornando-se sede da Universidade Severiano Sombra.
PIRAI, RJ
O território do município de Piraí foi desbravado em conseqüência do trânsito realizado entre a região das Minas Gerais e Rio de Janeiro, através do Rio Paraíba.O núcleo primitivo desenvolveu-se junto à pequena capela de Santanna do Piraí, erguida por volta de 1772. A localidade rapidamente progrediu, atraindo iNúmeros colonos que buscavam terras férteis para seu cultivo. Nos meados do século XX a inauguração da Rodovia Presidente Dutra, ligando o Rio de Janeiro a São Paulo foi um importante acontecimento, pois essa rodovia passa justamente pela sede do município. Isso acabou inserindo Piraí numa rota fundamental da economia brasileira.
VALENÇA, RJ
Em 1789, foi iniciada a catequese dos habitantes de vários aldeamentos indígenas. Uma das primeiras providências tomadas pelos colonizadores foi a de construir uma tosca e pequena capela, no principal aldeamento dos Coroados e a sua 1ª missa em 1803, foi dedicada à Nossa Senhora da Glória de Valença em 1903. Com a abolição da escravatura o perfil sócio-econômico do Município foi redesenhado - a decadência da produção cafeeira deu lugar a criação de gado, transformando o Município em um dos maiores fornecedores de leite e exportador de laticínios. O setor industrial representa importante fonte de absorção de mão-de-obra. Valença tem também um forte potencial turístico, representado por seu clima, suas cachoeiras, rios e especialmente por suas antigas fazendas de café.
BARRA DO PIRAI, RJ
A cidade se chama Barra do Piraí, pois Barra quer dizer foz de um rio. E como em Barra do Piraí, o rio Piraí se lança no rio Paraíba do Sul, formando assim a foz do rio Piraí. Logo como Barra do Piraí é uma cidade cortada por dois rios; o rio Paraíba do Sul e o Piraí, nada mais adequado do que o seu nome. A origem de Barra do Piraí remonta aos meados do século XIX, quando se formaram dois povoados: São Benedito e Sant’ Ana. Elevada a município em 1890, começou a tornar-se importante e a desenvolver-se em 1864, com a chegada da estrada de ferro Dom Pedro II – mais tarde denominada Central do Brasil.A partir daí, progressivamente, Barra do Piraí cresceu e tornou-se o maior centro comercial da região cafeeira. Por Barra do Piraí circulava grande parte da riqueza do país.
VALE DO CAFÉ
O Vale do Café fluminense é a opção para quem quer manter distância das cidades grandes. Repleta de fazendas coloniais da época do ciclo cafeeiro, a região oferece oportunidades para casais apaixonados aproveitarem o frio e solteiros errantes tentarem encontrar suas caras-metades. O Vale do Café é o destino mais procurado por turistas no estado do Rio quando o frio chega, informa a Associação Brasileira de Agências de Viagens.
RIO - Dois shows agitam a programação da galera que faz parte da tribo do reggae esta semana. Nesta quinta-feira, a banda The Original Wailers resgata no palco do Canecão hits de Bob Marley. No sábado, a cantora Dezarie volta ao palco da Fundição Progresso.
Dezarie
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Liderada pelos guitarristas Al Anderson e Junior Marvin, que integraram a banda de Bob Marley, a banda jamaicana The Original Wailers passa pelo Rio na turnê que está fazendo este ano pela América Latina. No Canecão, eles prometem tocar hits como "Shot the sheriff", "Could you be love", "Get up, stand up", "Is this love" e "Redemption song".
Dezarie, a diva nascida nas Ilhas Virgens, apresenta o repertório de seu disco mais recente, "Eaze the pain" (2008). Na volta à Lapa dois anos após o show que lotou a Fundição, ela canta acompanhada pelo multiinstrumentista Ron Benjamin e pelo guitarrista Edmund, ambos integrantes da banda Midnite. A noite será aberta pelas bandas Bob Marley Cover e Monte Zion.
RIO DE JANEIRO - O pianista, compositor e cantor Johnny Alf fará 80 anos no dia 19 próximo. Se todos os artistas que ele influenciou se dessem as mãos, a corrente humana iria de Vila Isabel, na zona norte do Rio, onde nasceu, em 1929, a Santo André, no ABC paulista, onde mora há dois anos, numa casa de repouso, desde que se submeteu a uma cirurgia e a um longo tratamento. Exceto por alguns shows promovidos por seus fãs -Leny Andrade, Alayde Costa, Emilio Santiago, Cibele Codonho-, não se sabe de homenagens à altura da sua importância. Neste aniversário, ele mereceria um ciclo inteiro de espetáculos reunindo músicos de sua turma (ainda há muitos na praça) e das gerações mais novas, reconstruindo sua obra em vários contextos: orquestra, pequeno conjunto, piano solo, vozes, gafieira, jam session. Os museus da Imagem e do Som do Rio e de São Paulo promoveriam palestras e debates sobre o estado de coisas na música popular quando ele apareceu ao piano de uma boate carioca em 1952 e de como, pouco depois, tivemos a bossa nova. O próprio Johnny gravaria um extenso depoimento para esses museus. Uma TV produziria um especial a seu respeito. Uma editora lançaria seu songbook. E seus discos, sempre difíceis de encontrar, seriam relançados. Mas não há nada disso programado. Johnny não tem aposentadoria nem plano de saúde. Vive de uma pequena poupança e dos caraminguás de seus direitos autorais -e olhe que ele é o autor dos sambas "Rapaz de Bem" e "Fim de Semana em Eldorado", do baião "Céu e Mar", dos sambas-canção "O Que é Amar" e "Eu e a Brisa" e de muitos outros standards da música brasileira. Os 80 anos de Johnny começam daqui a alguns dias e levarão um ano para se completar. Ainda há tempo para homenageá-lo. De preferência, com ele ao piano. Aqui fica a homenagem do "Botecos do Vale do Café".
Homenagem do 'Botecos do Vale do Café' no Centenário de Ataulfo Alves
MEUS TEMPOS DE CRIANÇA
(Composição: Ataulfo Alves)
Eu daria tudo que eu tivesse
Pra voltar aos dias de criança
Eu não sei pra que que a gente cresce
Se não sai da gente essa lembrança
Aos domingos, missa na matriz
Da cidadezinha onde eu nasci
Ai, meu Deus, eu era tão feliz
No meu pequenino Miraí
Que saudade da professorinha
Que me ensinou o beabá
Onde andará Mariazinha
Meu primeiro amor, onde andará?
Eu igual a toda meninada
Quanta travessura que eu fazia
Jogo de botões sobre a calçada
Eu era feliz e não sabia
ATAULPHO ALVES JUNIOR MEUS TEMPOS DE CRIANÇA COMPOSIÇÃO ATAULFO ALVES Uma das poucas imagens do compositor na televisão brasileira.
O recente lançamento pela Biscoito Fino do CD comemorativo dos 30 anos de carreira de Elba Ramalho, Balaio de Amor, impõe curioso desafio à mais importante gravadora indie do mercado fonográfico brasileiro: fazer o disco de Elba (em foto de Renato Filho) chegar ao seu principal público-alvo. Parece fácil, mas pode vir a ser difícil se não houver alteração na rota de distribuição. Até então, a Biscoito Fino sempre lançou CDs e DVDs dirigidos às chamadas elites. Até mesmo os recentes álbuns de Maria Bethânia e Chico Buarque - as duas maiores estrelas da companhia - foram trabalhos que não miravam o chamado povão. Não é o caso de Balaio de Amor, álbum em que Elba faz pulsar novamente sua veia popular com a gravação de canções e xotes românticos de pegada mais simples (nem por isso menos interessante). No seu nicho de mercado, centrado nas classes A e B, a Biscoito Fino sempre encontrou um público disposto a pagar mais por um produto de qualidade mais apurada. Inclusive na parte gráfica. Gente habituada a comprar discos pela internet. Mas o CD de Elba precisa chegar em outras classes e meios para encontrar o seu público. Se a gravadora vencer esse desafio, todos têm a ganhar...
EVENTO LEMBRA 100 ANOS DE COMPOSITOR DE “AMÉLIA”
“Leva Meu Samba” é o título do show em homenagem ao compositor Ataulfo Alves, que completaria 100 anos este mês . O evento, com a participação do grupo de choro Nós Nas Cordas e convidados, tem entrada franca e acontece na próxima quarta-feira, dia 13, às 19 horas, no Plenário Jorge Miguel Jayme.
Mineiro de Mirai, Ataulfo Alves mudou-se para o Rio de Janeiro aos 17 anos, iniciando sua história no samba. No currículo do compositor, estão sucessos como “Ai que saudades de Amélia” (em parceria com Mário Lago), “Laranja Madura”, “Leva Meu Samba”, “Meus Tempos de Criança”, “Na Cadência do Samba” e “Pois é”. O sambista foi um dos primeiros artistas a criar sua própria editora, a ATA DISCOS, e chegou a ser eleito um dos dez homens mais elegantes do Brasil em um famoso concurso feito pelo colunista Ibrain Sued, na década de 50. O Plenário Jorge Miguel Jayme fica na Rua Padre Couto, 10, no Centro Histórico
CASAMENTO?
E no mês das noivas, o Cine Clube Câmara Cultural apresenta filmes que têm o casamento como tema central. Sempre às segundas-feiras, o projeto irá exibir os filmes “Casamento Grego” (dia 11), de Joel Zwick; “Vestida Para Casar” (dia 18), de Anne Fletcher; e “O Casamento de Muriel” (dia 25), de P.J. Hogan. As apresentações têm entrada franca e acontecem no Plenário Jorge Miguel Jayme (Rua Padre Couto, 10, Centro), sempre às 19 horas.
Sucesso de crítica e de público, “Casamento Grego” tem como protagonista uma descendente de gregos na faixa dos 30 anos, cujo pai sonha em ver casada com um conterrâneo. Ela, por sua vez, quer algo além do casamento e convence o pai a pagar-lhe aulas de informática. Ao longo do curso, a moça conhece e se apaixona por um inglês, que se vê obrigado a mergulhar nas tradições gregas para se casar com ela.
Já “Vestida Para Casar”, conta a estória de Jane, uma mulher idealista e romântica que tem uma paixão secreta pelo chefe. No entanto, é sua irmã mais nova quem conquista o coração dele. Diante disso, Jane decide repensar sua vida, uma vez que sempre conseguiu fazer a felicidade das pessoas a sua volta, mas nunca a sua própria.
“O Casamento de Muriel”, por sua vez, tem Toni Colette no papel de uma jovem cujo maior sonho é se casar. Desprezada pelo pai e pelas amigas, ela se refugia nas músicas do Abba e em catálogos de vestidos de noiva, enquanto espera pelo seu grande dia. A nada convencional comédia australiana também se destaca pela trilha sonora, que, além de Abba, traz The Carpenters, Blondie e The Turtles.
VEM AÍ... O Festival de Teatro das Agulhas Negras - FESTAN - vai rolar entre os dias 23 e 30 de maio. Serão apresentados 10 espetáculos gratuitos em Resende, Itatiaia, Quatis e Porto Real.
É difícil encontrar um qualificativo quando se trata de definir ações premeditadas do jornal O Globo, e de boa parte de seu quadro de dirigentes de redação, no sentido de distorcer os fatos da vida real. Sempre, é claro, protegendo seus cúmplices nas altas esferas do grande capital, e procurando difamar os que, na vida pública, se alinham com os interesses dos que vivem do trabalho e do salário.
Não. Não estamos retomando a vergonhosa e parcial cobertura dos episódios relativos a Gilmar Mendes, e o inexplicável habeas corpus a Daniel Dantas, versus a corajosa intervenção do ministro Joaquim Barbosa; ou a operação Satiagraha, conduzida pelo delegado Protógenes. Nesses episódios já ficou bastante claro de que lado se colocou o jornalão. E ficou claro, também, seu fracasso na tentativa de manipulação da opinião pública.
Estamos nos referindo à desonestidade do destaque dado na edição de sábado, 9 de maio, à noticia sobre a utilização de passagens por parte da Senadora Heloisa Helena.
Este jornalão sem vergonha, com uma história marcada pela cumplicidade com o que houve de mais grave em ataques à democracia em nosso país, resolveu fazer manchete de página com a informação de Heloisa ter utilizado sua cota de bilhetes para deslocamento, entre Maceió e Brasília, de seu filho Ian.
Reparem bem o roteiro de viagem. Não se trata de Paris, nem Havaí. Trata-se de deslocamentos do filho da senadora, entre Maceió e Brasília, sua base de trabalho como presidente do PSOL.
Mas o jornalão não opera pela lógica do fato objetivo ou da isenção em relação aos fatos. O que não é de surpreender, tendo em vista o descaramento com que atacou entidades simbólicas - OAB e ABI - na luta contra a ditadura que apoiou durante todo o tempo, marcando o Jornal Nacional como porta-voz do regime autoritário. O que não é de surpreender, tendo em vista o descaramento na omissão de qualquer notícia positiva sobre a senadora e o PSOL.
O jornalão não cita em destaque, nem estampa fotos, quando as pesquisas mantêm a senadora em excelente posição nas pesquisas presidenciais, sempre à frente de Aécio Neves ou Dilma Roussef. Pelo contrário, cita e publica as fotos dos que vêm depois dela.
Algum leitor do jornalão tomou conhecimento dos atos de mobilização promovidos pelo partido da Senadora, o PSOL, como o ato contra o ministro Gilmar Mendes, em frente ao STF, com mais de 500 presentes? Não. Mas recebeu a resposta, como sempre agressiva e oligárquica, que o ministro deu no dia seguinte, quando afirmou que juiz não deve ouvir o "qualquer um da esquina".
Os leitores do jornalão não souberam também que, na cidade onde o jornalão é editado, um comício na Cinelândia com mais de 1500 participantes se realizou, por iniciativa do PSOL e da Fundação Lauro Campos, em protesto contra as manobras do capital, com apoio do governo Lula, para transferir aos trabalhadores o ônus da crise. Um comício onde se prestou solidariedade ao delegado Protógenes pelo combate a que se entregou contra o verdadeiro crime organizado em nosso País. Mais importante para o jornalão era, naquele mesmo dia, noticiar que o senador Dornelles havia sido reeleito para a presidência de seu inexpressivo partido.
Lamentavelmente, na mesma noite, o noticiário televisivo da Bandeirante mostrava sua submissão ao concorrente, operando a notícia com a mesma desonestidade que o jornal o fizera na manhã. Enquanto o próprio Jornal Nacional se omitia sobre o fato, o jornal da Band dava destaque somente a Heloisa Helena no novo "furo de reportagem." E mentindo, quando informou ter ela se recusado a dar entrevista. A Senadora não havia sido contatada.
A Fundação Lauro Campos e o PSOL não reconhecem ao jornal o Globo e à TV Bandeirantes, porta-voz do agronegócio predador, nenhum papel de fiscal da moralidade pública. Pelo contrário. Lamenta que ambos, com a cumplicidade de alguns dirigentes das redações, repetimos, tratem a informação como mercadoria a ser comprada ou vendida. E por isso se empenham na luta constante pela transformação qualitativa de nossa sociedade, na qual o conceito de democracia se afirme não pela cretinice da "liberdade de opinião" dos donos de empresas de comunicação, mas, sim, da liberdade de opinião da cidadania como um todo, contra o poder manipulador desses proprietários de meios de comunicação.
Declaração de Heloísa Helena
Heloísa Helena"Tenho a minha CONSCIÊNCIA ABSOLUTAMENTE TRANQUILA pois TUDO que foi feito durante o meu HONRADO Mandato de Senadora está TOTALMENTE de acordo com a Legalidade Institucional vigente. NUNCA fiz nenhuma Ilegalidade ou Imoralidade na minha vida Pública ou Privada. Repito NUNCA!! NÃO faço parte de nenhum dos Bandos Políticos de Alagoas e Brasília que fazem orgias, políticas e sexuais, com dinheiro público roubado. NUNCA patrocinei passagens aéreas para Marginais que viajam para articular o Propinódromo da Roubalheira do Eixo Alagoas/Brasília.
RIO - O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) apresenta a partir desta terça-feira (12.04) a série de espetáculos "Alô...Alô?: 100 anos de Carmen Miranda", em homenagem ao centenário de nascimento da artista. Serão quatro edições, com direção artística e musical de Luís Filipe de Lima. Na estreia, Roberta Sá e Pedro Luis interpretam sucessos da carrreira da Pequena Notável, com apresentação de Ruy Castro. Nas outras semanas, haverá shows de Eduardo Dussek, Marcos Sacramento, Verônica Ferriani, Pedro Miranda, Rita Ribeiro e Beatriz Faria. As edições serão sempre às terças-feiras. A série percorre, em quatro repertórios, canções muito conhecidas e outras menos famosas. O objetivo é mostrar ao público as diversas facetas do repertório de Carmen, desde seus primeiros anos de carreira até a projeção internacional conquistada em Hollywood e na Broadway, passando por seus maiores sucessos no Brasil, os repertórios carnavalesco e junino. Também há destaque para os compositores mais próximos da cantora em toda a sua trajetória - Ary Barroso e Assis Valente. A banda é formada por Eduardo Neves (sax e flauta), Luís Filipe de Lima (violão de sete cordas), Henrique Cazes (cavaquinho) e Paulino Dias (percussão).
Confira a programação:
12.05: Roberta Sá e Pedro Luís: "A pequena notável" (apresentador: Ruy Castro) 19.05: Beatriz Faria e Marcos Sacramento: "Brazilian bombshell" (apresentador: Sérgio Cabral) 26.05: Verônica Ferriani e Pedro Miranda: "É disso que eu gosto" (apresentador: Sérgio Cabral) 02.06: Rita Ribeiro e Eduardo Dussek: "O que é que a baiana tem?" (apresentador: Ruy Castro)
'Alô...Alô: 100 anos de Carmen Miranda' - Dias 12.05, 19.05, 26.05 e 02.06 - às 12h30m e 18h30m. CCBB Rio - Rua 1º de Março, 66 - Tel: 3808-2007 - Centro. Teatro 2. R$ 6
Colaboração Angela Chaloub
Maria Bethânia e Paulinho da Viola são entrevistados para o Documentário Francês de 1969 "Saravah", de Pierre Barouh.
Eles cantam "Rosa Maria" de Eden Silva e Anibal Silva, "Tudo é Ilusão" (canção de Eden Silva e Tufy Lauar ) e "Pecadora" (Jair do Cavaquinho e Joãozinho).
Bethânia nesse trecho faz referências ao disco "Tempo de amor" de Dalva de Oliveira, lançado naquele ano com a faixa "Tudo é Ilusão" além de "Tem Mais Samba" de Chico Buarque de Hollanda.
Saravah
Documentário de 1969 com Maria Bethânia, Paulinho da Viola, Pixinguinha, João da Baiana e Baden Powell, entre outros.
Foi no mês de fevereiro de 1969 que o diretor de cinema francês Pierre Barouh desembarcou no Rio de Janeiro disposto a registrar em película momentos de uma música que, embora conhecesse pouco, o fascinava intensamente. O olhar do estrangeiro, de coração aberto para a música brasileira, capturou imagens que durante 36 anos permaneceram desconhecidas no país.
Foi lançado agora, em DVD, o filme Saravah, resultado das sessões de filmagem de Barouh com os ancestrais Pixinguinha e João da Baiana, então octagenários, os jovens Maria Bethânia (aos 21 anos) e Paulinho da Viola, tendo Baden Powell como elo de ligação entre gerações tão distantes e fundamentais da arte brasileira.
A nova missão artística francesa empreendida por Barouh se inicia no desfile da Mangueira no carnaval daquele ano. Do glamour da avenida, a ação se desloca para um bar do subúrbio carioca, na rua Pixinguinha, registrando o encontro entre o genial maestro e Baden Powell, intermediado pelo cineasta. Pixinguinha lembra a viagem dos Oito Batutas a Paris, na década de 20, e chega a cantarolar a música tema do grupo com o qual se apresentou durante oito meses na capital francesa.
Interessado nas intervenções culturais e religiosas da presença da África no Brasil, Barouh entrevista João da Baiana que, acompanhado por Baden ao violão, sapateia e toca prato e faca, enquanto entoa Okekerê, de sua autoria, e Yaô, de Pixinguinha. Um momento em que a história atemporal do Brasil é materializada em imagens pelas lentes de Barouh.
História esta que se manifestava espontaneamente diante do diretor europeu. A seqüência que mostra Maria Bethânia quase menina ao lado do também muito jovem Paulinho da Viola é para figurar em qualquer antologia da música brasileira. A ação se passa numa mesa de bar, ao ar livre, com a presença de vários amigos e uma atmosfera que combinava descontração e reverência.
Bethânia e Paulinho interpretam sambas de Jair do Cavaquinho (Pecadora), Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito (Pranto de Poeta), além de criações do próprio Paulinho, como Coração Vulgar e Coisas do Mundo minha Nega. Paulinho teoriza sobre o universo das escolas-de-samba e suas influências, diante da cumplicidade e contemplação de Bethânia e de um diretor em êxtase.
A seqüência seguinte mostra uma jam session de Bethânia, ao lado de músicos como o trombonista Raul de Souza e o pianista Luis Carlos Vinhas, interpretando canções de Caetano Veloso – Baby e Tropicália – então exilado em Londres. Da Bahia cosmopolita para um Pernambuco nostálgico, Bethânia recria o Frevo número 1 do Recife, de Antonio Maria, e Pra Dizer Adeus, de Edu Lobo e Torquato Neto, em imagens raríssimas onde a própria cantora se acompanha ao violão, executando a harmonia intrincada de Lobo.
É a hora do encontro entre Baden e Pixinguinha, lá no começo do filme, desdobrar-se inevitavelmente em música, através de uma acachapante versão de Lamentos, de Pixinguinha, com o maestro estabelecendo contrapontos em seu saxofone para o violão de Baden. Quando o espectador já não tem mais fôlego para tanto impacto visual e sonoro, entra a seqüência do Baden Powell Quarteto, com a participação da cantora Márcia, interpretando a mesma Lamentos, agora com a letra de Vinicius de Moraes, parceiro de Baden nas canções que se seguem: Formosa e Tempo de Amor. Para finalizar, o próprio Barouh entoa Samba Saravah, versão em francês do Samba da Bênção, de Baden e Vinicius, também com Baden ao violão.
Nos extras, uma visita de Barouh ao morro do Cantagalo, no Rio, em 2003, acompanhado do cineasta Walter Salles Junior, na casa do compositor Adão Xalebarada, e a gravação da cantora Bia, acompanhada por Sivuca, de La Nuit de mon Amour, versão de A Noite do meu Bem, clássico de Dolores Duran, vertida para o francês por Pierre Barouh.
O que era privilégio de franceses e japoneses (que tiveram anteriormente acesso a edições em DVD), passa a patrimônio brasileiro, com o lançamento de Saravah. Se o som direto às vezes pode deixar a desejar para o espectador mais exigente, o valor documental impõe a obra como um dos mais impactantes lançamentos da música brasileira na era do DVD.
Gênero: Documentário
Diretor: Pierre Barouh
Duração: 62 minutos
Ano de Lançamento: 1969
País de Origem: Brasil
Idioma do Áudio: Português/Francês
Qualidade de Vídeo: DVD Rip
Formato de Tela: Tela Cheia (4x3)
Tamanho: 700 Mb
Legendas: No torrent
O Festival Vale do Café foi criado em 2003, sendo idealizado por Cristina Braga primeira harpista da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e dirigido por Turíbio Santos, considerado um dos maiores violonistas clássicos da atualidade. O festival acontece anualmente na região Sul-Fluminense no chamado Vale do Café, que é composto pelas cidades de: Vassouras, Valença, Rio das Flores, Piraí, Engenheiro Paulo de Frontin, Paty do Alferes, Paracambi, Miguel Pereira, Mendes, Barra do Piraí, Pinheiral, Barra Mansa, Paraíba do Sul e Volta Redonda.
O festival apresenta concertos de música nas fazendas, shows em praça pública e promove oficina de música com crianças da região. Também são realizados curso de música que ensinam instrumentos como Clarineta, Violino, Trompete e Piano.
Em 2009 foi realizado entre os dias 17 e 26 de julho, com a proposta de "resgatar fortemente o patrimônio imaterial, estimulando o amor à natureza e divulgar o patrimônio histórico e arquitetônico abrangendo os diversos municípios da região do Vale do Café".
Até 2009, mais de 450 mil pessoas já haviam participado das cinco edições do evento.
http://www.festivalvaledocafe.com/
Hotel Extratos - maps.google.com.br - (0xx)24 3343-4824 -
Dexter Hotel - www.dexterhoteis.com.br - (0xx)24 3345-3000 -
FAZENDAS DE BARRA MANSA
Fazenda Bocaina
Localizada na Estrada Barra Mansa / Bananal, possui arquitetura rural do século XIX. Apresenta um estado de conservação muito bom e um portão de acesso ao jardim, cujo trabalho de serralheria merece destaque.
Fazenda Santo Antônio
Construída no início do século XIX, apresenta planta e fachada bem características das fazendas de café. Encontra-se em precário estado de conservação e precisa de obras urgentes de recuperação.
Fazenda da Posse
A primeira construção erguida em Barra Mansa data de 1764. Trata-se de um casarão em estilo colonial, totalmente restaurado, um marco do surgimento do município. Atualmente, funciona como Centro Cultural, abrigando cursos e exposições de arte.
Fazenda Criciúma
A Fazenda foi construída em 1872, pelo fazendeiro de café e empresário, com atividades comerciais na França, Manoel Gomes de Carvalho (Barão do Rio Negro). Criciúma foi uma das mais importantes produtoras de café da região. Ao longo dos anos, a construção histórica sofreu pequenas modificações, mantendo algumas linhas arquitetônicas que lembram o Palácio Rio Negro de Petrópolis.
Fazenda Sant’ana do Turvo
Construída em 1826, por Joaquim Manuel de Carvalho (Primeiro Barão de Amparo), foi a maior produtora de café na região. Na época, ocupando uma área de 700 alqueires e possuindo 250 escravos, chegou a produzir, anualmente, 180 mil arrobas de café. Em bom estado de conservação, é um dos bons exemplos da arquitetura rural do século XIX, contando com 12 quartos, três salões e outras dependências. Localiza-se no limite com o distrito de Nossa Senhora do Amparo, o que faz com que seja considerada parte daquele distrito. Floresta da CicutaUma área ecológica destinada a preservação da fauna, mananciais, vegetação, estudos e recreação. A floresta encontra-se na Fazenda Santa Cecília, de propriedade da Companhia Siderúrgica Nacional e ocupa uma área de aproximadamente 132 hectares.
Mata do Pavão
Situada no distrito de Rialto, é uma das áreas remanescentes mais representativas da Mata Atlântica e encontra-se em excelente estado de conservação. Segundo moradores locais, ainda podem ser encontrados representantes da fauna ameaçados de extinção, como a onça parda (Felix sussuarana), porco do mato (Cateto), várias espécies de aves, além da exuberante flora nativa.
Fazenda Rochinha
Cuidadosamente restaurada, mantém as características da arquitetura do final do século XVIII, quando o chamado estilo colonial marcava as construções rurais. Desde 1902, destaca-se pela excelência de sua cachaça artesanal, ROCHINHA, comercializada atualmente em todo o Brasil e com adiantados projetos de exportação.
Fazenda São Lucas Brandão
Pertenceu inicialmente ao comendador Lucas Antônio Monteiro de Barros, benfeitor da cidade que deu início à construção da Câmara Municipal de Barra Mansa. Durante o ciclo do café, destacou-se como uma das principais produtoras da região. Sua sede data do final do século XIX, encontrando-se em bom estado de conservação.
Hotel Fazenda Sertãozinho
Sua construção foi iniciada em 1833 e concluída 54 anos mais tarde. No local havia uma capela e, desde essa data, vem recebendo reparos e reformas que, possivelmente, podem ter alterado as linhas arquitetônicas da fachada. O interior conserva o traçado original.
Igreja Nossa Senhora do Amparo
Construída por iniciativa do Visconde do Rio Bonito, então Presidente da Província do Rio de Janeiro, sua fachada elegante e sem excessos de adornos é um bom exemplo da arquitetura neoclássica religiosa. O prédio mantém-se em bom estado de conservação e não sofreu nenhuma alteração interna ou externa.
Artesanato Stella Carvalho
Construído pela Associação das Damas de Caridade de Amparo, em 1981. Entre seus objetivos estão o incentivo às habilidades artesanais e a facilitação do acesso ao mercado de vendas, cujos resultados revertem para as artesãs, como uma espécie de cooperativa. O projeto foi do Engenheiro Luiz Roberto Correia Reche e mostra uma fachada com esquadria em estilo colonial, mantendo o clima do cenário histórico de Amparo. As colchas de retalhos produzidas pelo artesanato são famosas, conhecidas inclusive em outros países, tornando-se um referencial de Amparo.
Fazenda Ribeirão Claro
Foi construída em 1845, por João Chrisóstomo de Vargas, no melhor estilo da época. Um imponente solar mantém o traçado e mobiliário originais, conservando sua autenticidade pelas gerações seguintes.
O Rio também tem roça
Nem mesmo os cariocas sabem que o estado sediou inúmeras fazendas históricas (cerca de 170 de acordo com o Preservale) que iniciaram o rico Ciclo do Café no pais. Foi por volta de 1810 que as primeiras fazendas iniciaram suas culturas cafeeiras, encontrando na região do Vale do Rio Paraíba do Sul, as melhores condições climáticas e de solo. O apogeu do ciclo do café deu-se na maior parte do séc. XIX. Era tempo de Barões poderosos e das Sinhás aristocráticas e seus solares. Tempo dos escravos no eito, o café secando no interior, a roda d’água girando, as sacas de muitas arrobas em lombo de mulas serra abaixo, até o porto do Rio de Janeiro.
Contudo, o século finda, e os descendentes dos barões - que viveram o apogeu do Ciclo do Café - vêem acontecer o que mais temiam: a abolição do sistema escravagista em 1888 e o fim da Monarquia com o advento da República um ano após.
Com a queda do ciclo fluminense do café, a produção expandiu-se para o interior de São Paulo que se transforma na capital oficial do café, tendo como pólos principais as cidades de Campinas e Ribeirão Preto, que já utilizavam mão-de-obra assalariada. No estado do Rio, muitas fazendas do estado são então abandonadas após a abolição, terminando hipotecadas ao Banco do Brasil. Em meados do séc. XX, muitas delas se convertem em fazendas de gado leiteiro, suas terras servindo de pasto. Atualmente várias estão sendo restauradas com a ajuda do instituto Preservale e transformadas em atrações turisticas, pousadas e hotéis, no circuito histórico chamado "Vale do Café" que esta sendo considerado pelos profissionais de turismo como o "Vale do Loire Brasileiro"."
FAZENDA RESGATINHO
Fazenda Resgatinho - Rod.SP 64 Km 323 - Estância Histórica e Ecológica de Bananal-SP