4.25.2009

O Movimento Que Não Terminou: Tropicália


Exposição no Rio de Janeiro mostra como a idéia lançada por artistas como Hélio Oiticica e Caetano Veloso influencia a cultura brasileira até hoje - e começa a repercutir em escala mundial

Marcelo Rezende

No início há uma palavra, Tropicália, e um encontro mítico: Hélio Oiticica e Caetano Veloso. O ano é 1967. Oiticica era um agente provocador das artes brasileiras e Caetano, um cantor jovem disposto a pôr suas idéias em circulação. Em abril, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro recebia a exposição Nova Objetividade Brasileira, e nela Oiticica apresentava a instalação Tropicália, um ambiente em forma de labirinto com plantas, areia, araras, um aparelho de TV e capas de Parangolé (um tipo de obra de arte feita para ser usada como roupa). Depois de "Tropicália, a obra", surge "Tropicália, a música". "Ouvi primeiro o nome Tropicália, sugerido como título para minha canção, do cineasta Luís Carlos Barreto, que me ouviu cantá-la em São Paulo e se lembrou do trabalho de um tal Hélio Oiticica. Resisti a pôr em minha música o nome da obra de um cara que eu nem conhecia", lembra Caetano Veloso. Depois da canção, "Tropicália, o disco". Lançado em 1968, o LP Tropicália: ou Panis et Circenses reúne Gilberto Gil, Caetano, Tom Zé, Gal Costa, Os Mutantes e Nara Leão. Tropicália foi ainda a moda colorida, um jeito feliz de namorar e um programa de domingo pela televisão. Surgia, assim, "Tropicália, o movimento". A história continua, 40 anos depois, com "Tropicália, a exposição". Tropicália — Uma Revolução na Cultura Brasileira (1967-1972) chega ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (o mesmo onde Hélio Oiticica, morto em 1980, aos 43 anos, exibiu sua obra fundadora) neste mês, após ter passado pelos Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra. A exposição foi elaborada pelo Museu de Arte Contemporânea de Chicago e o Museu do Bronx, de Nova York, na esteira da redescoberta do trabalho e do pensamento de Oiticica a partir de meados da década passada. Os tropicalistas brasileiros conseguiram algo raro e poderoso na cultura: uma inesperada trapaça com o tempo. Hoje, a Tropicália interessa ao mundo. Do mesmo modo que Marcel Duchamp faz mais sentido para a arte agora do que Pablo Picasso (com sua concepção de que uma idéia é já uma criação artística), o Tropicalismo ganha neste início de século um caráter mundial. Mas o que aconteceu para que algo tão brasileiro passasse a ser tão sedutor?

A resposta começa com a globalização e a Internet. Num mundo cada vez mais multicultural e interativo, a colagem de gêneros e a participação do espectador preconizadas pela Tropicália fazem total sentido. Assim, para o curador da exposição, o argentino Carlos Basualdo, o Tropicalismo é algo que continua e oferece várias possibilidades. Por isso há na mostra o consagrado e o novo, e assim os brasileiros Oiticica e Lygia Clark estão confortáveis ao lado da artista contemporânea francesa Dominique Gonzalez-Foerster. E há também uma aproximação entre Gilberto Gil e Caetano Veloso com estrelas jovens da música pop atual, como o norte-americano Beck e a banda inglesa High Llamas.

"A Tropicália pode ser um item nostálgico numa revista de onda rock britânica: algo que foi'. Mas ela é algo 'que é' quando nem precisa ser lembrada pelo seu nome", diz Cae-tano Veloso. "Para mim, o próprio fato de esse acontecimento da cultura brasileira só ter começado a ser assimilado internacionalmente depois de décadas é prova de que sua complexidade exigirá trabalho de quem quer que se aproxime ", diz o cantor sobre esse ressurgimento no qual se misturam ineditismo, nostalgia e estratégias de mercado.

Revolta política
Para a cultura brasileira, a Tropicália foi um momento único. Para músicos e artistas de diferentes lugares, quatro décadas depois, é uma espécie de mapa em um planeta no qual as culturas se misturam e os valores culturais, morais e políticos parecem menos sólidos. (Leia ensaio sobre a Tropicália musical na pág. 38). Como afirma o norte-americano Beck, em sua canção Tropicalia, do álbum Mutations (1998): "Você não saberia o que dizer para si mesmo/ amor é a pobreza que não se vende/ a miséria espera em hotéis vagos/ser expulsa". Beck, que assume ter sido influenciado pela Tropicália, é um dos grandes inovadores da música pop atual. Seu último álbum foi lançado no final do ano passado pela internet, e os ouvintes poderiam fazer suas próprias versões das canções. É uma obra completamente interativa da música pop. Num certo sentido, nada mais tropicalista. E, aqui, Beck faz um cumprimento a Hélio Oiticica.

Hoje, nas mais diferentes bienais, não importa de qual nação, está presente o conceito de que arte significa não apenas o que se pinta, esculpe ou filma. Oiticica, já nos anos 60, punha essa idéia em movimento: "Sob a luz dos desenvolvimentos artísticos dos anos 1990 e 2000, o trabalho de Oiticica aparece como um precursor-chave", diz a crítica inglesa Claire Bishop, organizadora de Participation (2006), um volume com textos de autores que pregavam o fim da atitude passiva do espectador diante da obra de arte — em sintonia com o que, na esfera da música pop, Beck preconiza em seu trabalho. No livro está Oiticica: "Eu o escolhi porque seu trabalho continua como uma das mais bem resolvidas expressões de forma estética e revolta política realizadas na arte", diz ela.

Revolta e política, como diz Claire. E também poesia e beleza. Esses foram os elementos presentes em toda a trajetória de Hélio Oiticica, que em 1964 — ano do golpe militar no Brasil — se torna passista da Mangueira e passa a conviver intensamente com a comunidade do morro. Nos anos seguintes, reivindica uma arte que promova uma relação com aquele que a observa. Isto é, a grande arte é feita quando se constrói relações com quem a vê, e todas as diferenças, sobretudo de classe social, são abolidas. Um instante marcante é quando Oiticica cria a bandeira com a frase "Seja Marginal, Seja Herói", uma homenagem ao bandido Cara de Cavalo, assassinado pelo esquadrão da morte em 1966. O crítico Mário Pedrosa, no mesmo ano, no jornal Correio da Manhã, explica essa aproximação de Oiticica com a favela: "Foi durante a iniciação ao samba que o artista passou da experiência visual, em sua pureza, para uma experiência do tato, do movimento". Essa lição dada pelo samba está viva e presente na cena artística atual. Um exemplo: a 27a Bienal de Arte de São Paulo, realizada no ano passado, exibiu uma produção que reivindica o fato de que toda arte é política. Como no trabalho do artista tailandês Rirkrit Tiravanija (presente na mesma bienal), que apresenta em suas "exposições" jantares preparados por ele mesmo. Sua obra é promover encontros: "Não é o que você vê o mais importante, mas o que acontece entre as pessoas", diz. Oiticica é um dos precursores dessa idéia, a de que aproximar pessoas é uma forma de engajamento político.

A exposição no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro se compõe de mais de 250 objetos (obras, cartazes, poesia, roupas), divididos entre teatro, artes visuais, arquitetura e o impacto comportamental gerado pela Tropicália. Seu sucesso em Londres foi imenso, e provocou a reaparição de Caetano Veloso e Gilberto Gil na capital britânica, e foi até a ocasião para um reencontro dos Mutantes, que resultou num CD ao vivo. Mas esse ambiente de quase total aceitação pode conter ainda alguns problemas. Entre eles, o modo como a arte brasileira passa ser vista no exterior. "A crítica americana e européia, hoje em dia, é incapaz de escrever um só artigo sobre qualquer artista contemporâneo nacional, sem mencionar — sem a menor razão — o nome da Lygia Clark ou do Hélio Oiticica", diz o artista plástico Vik Muniz, um dos brasileiros mais reconhecidos no circuito mundial da arte. "Lygia e Hélio se transformaram na Carmen Miranda e no Pelé das artes plásticas no circuito internacional."

Outros artistas vêem algo positivo nesse interesse pela arte brasileira. "Acho que o mundo está se 'abrasileirando'. Na área cultural o ambiente internacional já sabe que existe uma produção de qualidade e originalidade feita nos trópicos", diz a artista brasileira Beatriz Milhazes, que tem seu trabalho identificado com o Tropicalismo, uma referência assumida por ela. "Pesquisas têm sido feitas para levantar possibilidades desenvolvidas por aqui, e que podem ser capitalizadas pelo pensamento europeu ou norte-americano. Tudo está ainda no começo", diz.

Música pop para o novo milênio, movimento definidor — para o bem e para o mal — de uma nova imagem do Brasil lá fora. Como resumir e explicar o Tropicalismo, cada vez mais atraente? Carlos Basualdo, curador da exposição Tropicália — Uma Revolução na Cultura Brasileira, diz que "cada vez que procuro definir o que é, falo algo diferente. Tropicália é a tentativa de buscar um lugar entre a indústria cultural, a vanguarda e a cultura popular". Para Cae­tano, a redescoberta mostra que a questão foi e permanece a mesma, de 1967 a 2007. A busca e a necessidade de invenção: " 'Uma criança sorridente, feia e morta estende a mão', como diz a letra da canção Tropicália. Porque a América Latina não tem futuro, a língua portuguesa não tem futuro, a África não tem futuro: então temos de inventar tudo". E o mundo parece agora ter o desejo de imaginar qual futuro poderá ser esse.

Onde e Quando
Tropicália- Uma Revolução na Cultura Brasileira. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (av. Infante Dom Henriques, 85, Rio de Janeiro, tel. 0++/21/ 2240-4944). De 3a a dom., das 12h às 18h. De 8/8 a 30/9. O catálogo da exposição, com ensaios e textos de época, é editado pela Cosac Naify (376 págs., R$ 120).

4.24.2009

carlota joaquina terça insana

Orquestra Sinfônica do YouTube faz sua estreia no mundo real

Formada por cerca de 90 músicos recrutados ao redor do mundo pela internet, a Orquestra Sinfônica do YouTube finalmente teve sua estreia física, na noite de quarta-feira,do último dia 16, no Carnegie Hall, em Nova York. Entre os músicos selecionados para a orquestra, há duas brasileiras: a violoncelista Larissa F. Mattos e uma violinista que atende pela alcunha de 60K4E. Regida pelo maestro Michael Tilson Thomas, a orquestra executou obras de Bach, Gabrieli, Mozart, Brahms, John Cage e do brasileiro Villa-Lobos.

A seleção para a formação do grupo foi feita, logicamente, pela internet. Mais de três mil vídeos foram enviados por candidatos, amadores e profissionais, de 70 países diferentes. Destes, 200 foram pré-selecionados por um júri. Uma votação entre internautas definiu a formação final da orquestra.

- Bem-vindos ao encontro de dois mundos diferentes: o mundo do tempo real e o mundo online - disse o maestro Michael Tilson Thomas, no início do concerto.

A proposta da Orquestra Sinfônica do YouTube era, além de incentivar a música clássica, unir performances individuais numa sinfonia global. O chinês Tan Dun, autor de trilhas de filmes como "O tigre e o dragão", compôs a música "Eroica", especificamente para este objetivo. A música, evidentemente, entrou no programa da estreia em carne e osso da orquestra, que teve apenas três dias de ensaio conjunto para a apresentação em Nova York. Até então, os membros da orquestra ensaiaram em suas casas, individualmente.

Assista à sinfonia virtual 'Eroica', com a Orquestra Youtube

- Alguns eram músicos muito experientes, tanto em música de câmara como de orquestra. Outros eram bem menos experimentados - contou Michael Tilson Thomas, que também dirige a Sinfônica de São Francisco.

Além de músicos profissionais, há, entre os integrantes da orquestra, jogadores de pôquer, físicos e analistas financeiros. Antes mesmo de sua estreia, a Orquestra Sinfônica do YouTube já havia se convertido em uma das mais populares do mundo. Desde dezembro, quando seu canal na internet foi inaugurado, recebeu mais de 15 milhões de visitantes.




Holofote – Diga-me com quem andas...?


por Claudio Szynkier

Não fique com medo: banda do D2 faz rock de bom berço; baixe e leia tudo sobre o Cabeza de Panda

Marcelo D2, embora tenha gente que não leve musicalmente a sério, sempre esteve cercado por artistas... hmm... Existe melhor termo do que sérios? Bom, o fato é que no Planet Hemp, o então militante botânico era acompanhado por Bnegão e Rafael Crespo, e hoje, a já simbólica cara do mainstream-das-ruas brasileiro, tem a seu lado os rapazes do Cabeza de Panda. Bom, por favor, antes que você feche esta página ou clique outra matéria, devemos dizer que os meninos fazem um bom trabalho. Um rock vigoroso de origens cascudas (Neil Young, Queens of The Stone Age, Cream portanto), baseado nas sonoridades setentistas e primais da guitarra mas permissivo a melodias bem calculadas e modernices que soam coerentes e temperam bem o todo. Formada meio na brincadeira, o Cabeza, surpreendentemente, acaba de finalizar um álbum homônimo, que você pode escutar inteiro no perfil e ainda, dele, baixar 6 faixas. Leia e aproveite.

Quando surgiu e como surgiu a banda?
A banda surgiu no início de 2007. Eu (Lourenço), Mauro e Vaz já nos conhecíamos desde alguns anos antes, já havíamos tocado juntos por aí, e desde 2004 fazemos parte da banda que acompanha o Marcelo D2 em shows e nos dois discos mais recentes dele. Ficávamos fazendo piadas e músicas de brincadeira, criando riffs em passagens de som e ouvindo música em hotéis e viagens. Nós três temos muito em comum no gosto musical, no senso de humor e gostamos de tocar juntos, basicamente.

Por que ela surgiu exatamente e por que o nome Cabeza de Panda?
Quando as idéias musicais foram ficando mais nítidas, começamos a gravar umas jam sessions pra poder ouvir depois e não perder possíveis acertos. No início, instrumental mesmo, até alguém começar a esboçar uma melodia. Achamos que aquilo parecia promissor, várias jams já tinham cara de canção e nós resolvemos investir naquele repertório que ainda não existia, continuar juntando idéias, fazer melodias e letras e virar uma banda. Dessas primeiras jams saíram músicas como "Sem ar", "Melhor amigo do Rei", "Au revoir Cecile" e "Quanto tempo mais".

Sobre o nome Cabeza de Panda, nós temos um amigo que sobreviveu a um ataque de urso relativamente ileso, mas ficou com uma marca de mordida na testa. O urso não era Panda e a cabeça mordida não foi a do urso, mas através de uma associação vaga chegamos a este nome. O fato ocorreu na época da formação da banda, então tinha a ver.

Principais influências?
Zeppelin, Who, Blind Faith, Buffalo Springfield , Nirvana, Soundgarden, Smashing Pumpkins, Jeff Buckley, Morphine, Radiohead, New Order, Maximo Park, Arctic Monkeys, Spoon, Kings of Leon, Of Montreal , Fiona Apple, Tori Amos, Joni Mitchell, Neil Young, Bob Dylan, Van Morrison, Alan Moore, Frank Miller, Neil Gaiman, Moebius, Kubrick, Darren Aronofsky, roteiros do Charlie Kauffman ou do David Mamet, Ry Cooder, Nino Rota, Vangelis, Playstation, cerveja, amigos, musas, problemas e alegrias do cotidiano. Tudo isso e mais um pouco.

Como define o som da banda?
É rock, injetado de elementos diferentes, um pouco de eletrônica, um pouco de tudo. Gostamos de riffs pesados e passagens climáticas, de letras claras e metafóricas, e o resultado é um som que passeia por tudo isso, objetivo e viajante ao mesmo tempo. As músicas têm uma assimilação rápida, mas sempre existem detalhes a serem descobertos pelos ouvintes mais atentos.

Por que vale a pena ouvir a banda?
Porque fazemos um som de qualidade e os sons mais interessantes do momento vêm das bandas independentes. Sem a mediação da indústria fonográfica, a curiosidade dos ouvintes nunca foi tão importante, e as bandas têm que batalhar pra serem ouvidas no meio da bagunça.

Como fazer para o Cabeza dar certo, ou melhor: o que é dar certo para vocês?
Dar certo é continuar tendo prazer em tocar e compor músicas juntos, e para isso é necessário ter paciência, respeito e bom humor. Suco de tangerina ajuda bastante.

Uma idéia de show ideal
Show ideal? No aspecto musical, um show em que a gente se comunique bem, entre nós e com o público. No aspecto material, que ao menos seja sem preju! Um som bom sempre ajuda!!!

Vocês tem algum álbum ou EP gravados? Conte.
Acabamos de finalizar nosso primeiro álbum, Cabeza de Panda. As faixas estão disponíveis na Trama Virtual, seis delas com download liberado.


Festival Internacional de Curtas abre inscrições para filmes brasileiros

Café com Leite foi um dos vencedores em 2008

Estão abertas as inscrições para a 20ª edição do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo. Este ano, o evento ocorre de 20 a 28 de agosto.
Por enquanto, estão abertas as inscrições para curtas nacionais até 10 de junho. Poderão participar curtas digitais (com duração entre 3 a 20 minutos) e em 35mm (com duração até 35 minutos).
Os curtas brasileiros poderão participar dos panoramas Mostra Brasil, Panorama Paulista, Cinema em Curso e Formação do Olhar KinoOikos

4.23.2009

Susan Boyle é ironizada no 'South Park' enquanto gravação sua de dez anos atrás cai na rede


SÃO PAULO - Uma gravação de Susan Boyle feita há dez anos acaba de ser descoberta e já está na internet. A porta-voz da cantora revelada no programa "Britain's got talent" confirmou na manhã desta quinta-feira que a versão de "Cry me a river" no YouTube é da escocesa de 47 anos. Susan gravou o blues para um álbum beneficente de 1999, finaciado parcialmente pela Whitburn Community Council de West Lothian, onde ela vive. Foram feitas apenas 1000 cópias do disco. A gravação já rendeu inúmeros elogios à cantora.
Veja Susan Boyle cantando 'Cry me a river' Vídeo abaixo

Citação no 'South Park'

A súbita fama de Susan Boyle chamou a atenção dos criadores da animação "South Park". No episódio exibido na noite de quarta-feira nos Estados Unidos, Ike diz que a cantora é o motivo para que ele e Cartman fujam e se juntem aos piratas da Somália.

Ele escreve para seus pais uma carta: "Queridos mãe e pai, estou fugindo. Todos na escola são idiotas e se mais uma pessoa me falar sobre a performance de Susan Boyle da música de "Os miseráveis", vou vomitar minhas bolas".



-vou nesta primeira coluna (Branco no Preto) falar do:
"Dia que me transformei em Botafoguense".

A HISTÓRIA:

Há muito tempo atrás ...
Meu pai (tricolor), tinha um amigo (botafoguense) que um dia o chamou para ir a Barra do Piraí ver o Botafogo.
Mesmo pequeno, fui nesta também.
Pra que!
Neste dia conheci um tal de Mané e fiquei enlouquecido com a mágica de seus dribles e a plasticidade e simplicidade de passar por cima de seus adversários.

O jogo foi 6x1 para o Fogão e a partir desta noite, descobri que o Botafogo estaria para sempre correndo em minhas veias... até a morte

-Consegui uma foto deste jogo e coloquei no filme que fiz sobre o Mané.
Um filme que gravei com o lateral do vasco, Coronel (um dos "joaõs" que tentou marcá-lo).

"o cara não escolhe ser Botafogo, o Botafogo é que escolhe o cara"

ORLANDIVO - 50 ANOS BRINCANDO DE SAMBA E BOSSA

Sábado 25, 21h. O Restaurante Bossa Lounge no Leme terá show com Orlandivo, mestre do sambalanço. Orlandivo veio de Itajaí para o Rio aos 9 anos e ao atingir a maioridade iniciou sua carreira, fez diversas composições de sucesso, atuou como cronner, suas canções já foram interpretadas por artistas como:Cauby Peixoto,Ângela Maria, João Donato, Elza Soares, Jorge Ben entre outros, além de atuar em diversos programas de Tv como: Chico Anisio Show na tv Tupi, Faça amor não faça guerra e balança mais não cai da Tv Globo, entre outros. Nesse show, Orlandivo comemora 50 anos de carreira com o tema “Orlandivo- 50 anos brincando de samba e bossa”. Nele, Orlandivo irá apresentar clássicos de sua carreira como “Onde anda o meu amor”, “Bolinha de Sabão”, “Samba Toff”, “Sambadinho”, “Tamanco no Samba” e as bossas “Doralice”, “A Vizinha”, “Izaura” e se apresentará ao lado de seu trio: Haroldo Cazes (baixo), Rubinho Moreira (bateria) e Paulo Midosi (teclado). Desde 2006 Orlandivo não se apresenta na Zona Sul carioca.

Bossa Lounge: Avenida Atlântica 994 – Leme
Informações 2543-3051 - (130 pessoas). Sábado 25, 21h. R$30,00. Cc.: todos.

Com Açúcar, Com Afeto

Composição: Chico Buarque

Com açúcar, com afeto, fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa, qual o quê!
Com seu terno mais bonito, você sai, não acredito
Quando diz que não se atrasa
Você diz que é um operário, sai em busca do salário
Pra poder me sustentar, qual o quê!
No caminho da oficina, há um bar em cada esquina
Pra você comemorar, sei lá o quê!
Sei que alguém vai sentar junto, você vai puxar assunto
Discutindo futebol
E ficar olhando as saias de quem vive pelas praias
Coloridas pelo sol
Vem a noite e mais um copo, sei que alegre ma non troppo
Você vai querer cantar
Na caixinha um novo amigo vai bater um samba antigo
Pra você rememorar
Quando a noite enfim lhe cansa, você vem feito criança
Pra chorar o meu perdão, qual o quê!
Diz pra eu não ficar sentida, diz que vai mudar de vida
Pra agradar meu coração
E ao lhe ver assim cansado, maltrapilho e maltratado
Ainda quiz me aborrecer? Qual o quê!
Logo vou esquentar seu prato, dou um beijo em seu retrato
E abro os meus braços pra você.


Encontro de Adoniran Barbosa e Elis Regina.

Músicas: "Iracema", "Um samba no Bexiga" e "Saudosa Maloca".
Bar da Carmela
Bairro: Bexiga
Cidade: São Paulo
1978