4.23.2009

Susan Boyle é ironizada no 'South Park' enquanto gravação sua de dez anos atrás cai na rede


SÃO PAULO - Uma gravação de Susan Boyle feita há dez anos acaba de ser descoberta e já está na internet. A porta-voz da cantora revelada no programa "Britain's got talent" confirmou na manhã desta quinta-feira que a versão de "Cry me a river" no YouTube é da escocesa de 47 anos. Susan gravou o blues para um álbum beneficente de 1999, finaciado parcialmente pela Whitburn Community Council de West Lothian, onde ela vive. Foram feitas apenas 1000 cópias do disco. A gravação já rendeu inúmeros elogios à cantora.
Veja Susan Boyle cantando 'Cry me a river' Vídeo abaixo

Citação no 'South Park'

A súbita fama de Susan Boyle chamou a atenção dos criadores da animação "South Park". No episódio exibido na noite de quarta-feira nos Estados Unidos, Ike diz que a cantora é o motivo para que ele e Cartman fujam e se juntem aos piratas da Somália.

Ele escreve para seus pais uma carta: "Queridos mãe e pai, estou fugindo. Todos na escola são idiotas e se mais uma pessoa me falar sobre a performance de Susan Boyle da música de "Os miseráveis", vou vomitar minhas bolas".



-vou nesta primeira coluna (Branco no Preto) falar do:
"Dia que me transformei em Botafoguense".

A HISTÓRIA:

Há muito tempo atrás ...
Meu pai (tricolor), tinha um amigo (botafoguense) que um dia o chamou para ir a Barra do Piraí ver o Botafogo.
Mesmo pequeno, fui nesta também.
Pra que!
Neste dia conheci um tal de Mané e fiquei enlouquecido com a mágica de seus dribles e a plasticidade e simplicidade de passar por cima de seus adversários.

O jogo foi 6x1 para o Fogão e a partir desta noite, descobri que o Botafogo estaria para sempre correndo em minhas veias... até a morte

-Consegui uma foto deste jogo e coloquei no filme que fiz sobre o Mané.
Um filme que gravei com o lateral do vasco, Coronel (um dos "joaõs" que tentou marcá-lo).

"o cara não escolhe ser Botafogo, o Botafogo é que escolhe o cara"

ORLANDIVO - 50 ANOS BRINCANDO DE SAMBA E BOSSA

Sábado 25, 21h. O Restaurante Bossa Lounge no Leme terá show com Orlandivo, mestre do sambalanço. Orlandivo veio de Itajaí para o Rio aos 9 anos e ao atingir a maioridade iniciou sua carreira, fez diversas composições de sucesso, atuou como cronner, suas canções já foram interpretadas por artistas como:Cauby Peixoto,Ângela Maria, João Donato, Elza Soares, Jorge Ben entre outros, além de atuar em diversos programas de Tv como: Chico Anisio Show na tv Tupi, Faça amor não faça guerra e balança mais não cai da Tv Globo, entre outros. Nesse show, Orlandivo comemora 50 anos de carreira com o tema “Orlandivo- 50 anos brincando de samba e bossa”. Nele, Orlandivo irá apresentar clássicos de sua carreira como “Onde anda o meu amor”, “Bolinha de Sabão”, “Samba Toff”, “Sambadinho”, “Tamanco no Samba” e as bossas “Doralice”, “A Vizinha”, “Izaura” e se apresentará ao lado de seu trio: Haroldo Cazes (baixo), Rubinho Moreira (bateria) e Paulo Midosi (teclado). Desde 2006 Orlandivo não se apresenta na Zona Sul carioca.

Bossa Lounge: Avenida Atlântica 994 – Leme
Informações 2543-3051 - (130 pessoas). Sábado 25, 21h. R$30,00. Cc.: todos.

Com Açúcar, Com Afeto

Composição: Chico Buarque

Com açúcar, com afeto, fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa, qual o quê!
Com seu terno mais bonito, você sai, não acredito
Quando diz que não se atrasa
Você diz que é um operário, sai em busca do salário
Pra poder me sustentar, qual o quê!
No caminho da oficina, há um bar em cada esquina
Pra você comemorar, sei lá o quê!
Sei que alguém vai sentar junto, você vai puxar assunto
Discutindo futebol
E ficar olhando as saias de quem vive pelas praias
Coloridas pelo sol
Vem a noite e mais um copo, sei que alegre ma non troppo
Você vai querer cantar
Na caixinha um novo amigo vai bater um samba antigo
Pra você rememorar
Quando a noite enfim lhe cansa, você vem feito criança
Pra chorar o meu perdão, qual o quê!
Diz pra eu não ficar sentida, diz que vai mudar de vida
Pra agradar meu coração
E ao lhe ver assim cansado, maltrapilho e maltratado
Ainda quiz me aborrecer? Qual o quê!
Logo vou esquentar seu prato, dou um beijo em seu retrato
E abro os meus braços pra você.


Encontro de Adoniran Barbosa e Elis Regina.

Músicas: "Iracema", "Um samba no Bexiga" e "Saudosa Maloca".
Bar da Carmela
Bairro: Bexiga
Cidade: São Paulo
1978

4.22.2009

MARVIO CIRIBELLI RECEBE MICHAEL CARNEY NO JAZZ VILLAGE BISTRÔ

Neste sábado, dia 25, o pianista e produtor niteroiense Marvio Ciribelli, acompanhado por Guilherme Gonçalves (bateria), Guilherme Vianna (saxofone) e Alex Rocha (contrabaixo), recebe no Jazz Village Bistrô, em Penedo (Itatiaia), o refinado percussionista, vibrafonista e professor norte-americano Michael Carney(FOTO), que é responsável pelos estudos de percussão da California State University, Long Beach, desde 1981; e já tocou com John Patitucci e Bobby McFerrin, entre outros grandes nomes.
O show, que encerra a programação de abril, tem como destaque o stell drum, instrumento de origem caribenha parecido com uma panela. A apresentação começa às 21 horas, os ingressos custam R$ 35,00 e podem ser adquiridos antecipadamente na loja Tênis.com (Resende Shopping) ou na recepção do Hotel Pequena Suécia, onde funciona o Jazz Village bistrô.

Serviço
Jazz Village Bistrô
Hotel Pequena Suécia
Rua Toivo Suni, 33
Penedo – Itatiaia -RJ
Fone: (24) 3351-1275

Susan Boyle é uma escocesa tímida de 47 anos, antítese do glamour televisivo: feia, acima do peso, sem charme, brega e desengonçada. Simpática e solitária diz que nunca foi beijada.

Esta Gata Borralheira virou Cinderela na mídia, depois que criou coragem e se inscreveu para participar do “Britain’s got talent”, um programa estilo “Ídolos”, da TV inglesa. A canção escolhida foi “I dreamed a dream”, do musical “Les miserables”.

Antes de começar a interpretar “I dreamed a dream” no palco, Susan Boyle se vê obrigada a responder algumas perguntas de Simon Cowell, um dos jurados e conhecido por maltratar aspirantes a celebridade no programa “American Idol”.

A cada resposta que dava a Simon, a platéia ficava na expectativa e na certeza de que estavam diante de um grande mico, e muitos risadas iriam soltar.

Susan então finalmente começa a cantar e simplesmente arrasa, calando o riso na boca de todos! Veja a versão dublada aqui.


Em 2009, o Brasil vai comemorar o centenário de nascimento de um mestre do samba: o compositor mineiro Ataulfo Alves.

Comedido e chique – eleito, na década de 1950, um dos 10 homens mais elegantes do Brasil em concurso promovido pelo colunista social Ibrahim Sued –, marcas também de sua poética, Ataulfo compôs os clássicos Ai que saudades da Amélia, Na cadência do samba, Laranja madura, Meus tempos de criança e Pois é. Pérola do cancioneiro brasileiro, Leva meu samba será o tema da festa de 100 anos do cantor e compositor.

Conheça mais sobre a história do compositor e as comemorações neste site.


Oscar Niemeyer aos 101 anos vai trabalhar do outro lado da Baía de Guanabara.

A partir do dia 29, ele começa a trabalhar, um dia por semana, no seu novo escritório, no Memorial Roberto Silveira, um dos prédios do Caminho Niemeyer, que o prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, pretende retomar com a ajuda do arquiteto. Segundo o prefeito, Niemeyer não se limitará a acompanhar seus projetos. Ele também vai dar palestras e receber estudantes de arquitetura.

Depois que Niemeyer se instalar em Niterói, a prefeitura vai anunciar mudanças no projeto original do Caminho Niemeyer, que acompanha a orla do Centro e dos bairros São Domingos e Boa Viagem. As obras estão orçadas em R$ 10 milhões.


Fonte: Jornal O Globo

O Combustível da Autoconfiança

(por Kau Mascarenhas)

Desarrumada e mal vestida, a menina negra,magra pela fome e não pela anorexia,desceu o morro carioca para tentar a sorte no programa de calouros de Ary Barroso.
Era o momento áureo do rádio que,dos anos de 1930 a 1950, revelou grandes nomes da MPB.

Na fila de inscrições estavam lindas jovens bem vestidas e a menina favelada olhava para elas sem qualquer medo.
Tinha apenas treze anos e já era mãe.Seu bebê estava doente e ela precisava fazer algo para conseguir algum dinheiro.
No corredor os calouros aguardavam o chamado e em seguida entravam trêmulos.
- Elza Gomes da Conceição, sua vez!
Após ouvir seu nome, a menina cruzou a porta do estúdio.
Cerca de mil pessoas a aguardavam.
O programa era o maior sucesso na época e no palco estava o grande Ary Barroso,autor de "Aquarela do Brasil",pois ele próprio acompanhava os calouros ao piano.

Ao ver a menina com no máximo 35 quilos, subindo ao palco completamente desengonçada,usando uma roupa emprestada e ajustada com alfinetes para conter as sobras de pano,duas marias-chiquinhas, a platéia explodiu na risada.
O apresentador do programa arrumou os óculos e disse, friamente:
- Aproxime-se.
Ela ignorou as gargalhadas e foi até ele.
- O que você veio fazer aqui? - perguntou intrigado.
- Ué, eu vim cantar. - disse ela com o ar mais inocente desse mundo.
- Mas quem disse a você que você canta?
- Eu! - falou com voz firme.
- Diga-me uma coisa: de que planeta você veio?
questionou de forma ácida.
Ela respirou fundo e lhe respondeu:
- Eu vim do planeta-fome, seu Ary.
Do mesmo planeta de onde o senhor veio.

Nesse momento o auditório se calou.
Ali estava uma adolescente cheia de bravura,desafiando o grande ícone da música brasileira,lembrando que ele próprio também tivera um berço pobre e que havia passado por dificuldades acerbas como as que ela no momento passava.

Silencioso, Ary apontou para ela o microfone e deslizou seus dedos no teclado em seguida.

A menina então começou a cantar com a voz afinada e ao mesmo tempo arranhada, rouca, única,apresentando efeitos que ninguém jamais tinha ouvido.

No final, o mesmo público que riu tanto dela em sua chegada vibrou de emoção e encheu o estúdio de palmas.
Ela as recebeu chorando, abraçada com Ary que, igualmente muito emocionado, disse:
- Senhoras e senhores, nesse exato momento acaba de nascer uma estrela.
Elza Soares, em seu livro "Cantando para não Enlouquecer",narra sua história repleta de momentos de superação como esse.
Podemos nos perguntar: o que faz alguém como ela chegar à vitória,vencendo obstáculos tidos com intransponíveis, atravessando oceanos de dificuldades?

O que move uma alma na direção da excelência em qualquer área,fazendo com que até mesmo os maiores problemas se transformem numa espécie de combustível para vôos mais altos?

O que produz essa certeza de que não há porque recuar e que vale seguir adiante?
Resposta: Auto-confiança.

Ter convicção do nosso próprio potencial e sentir que é
possível fazer algo valioso,com aquilo que já guardamos em nosso interior,é uma espécie de elemento mágico que promove a química do sucesso.

Pessoas que não acreditam em si mesmas acabam não deixando aflorar o imenso poder que já possuem.
Mas aqueles que têm convicção das suas habilidades e talentos e que, por outro lado,também são capazes de reconhecer seus pontos fracos,se colocam no caminho do crescimento.
Ter auto-conhecimento para perceber aquilo que podemos melhorar não significa sentir-se pequeno,fraco, mas representa poder de percepção para melhorar continuamente.

Portanto, se confiamos em nós mesmos podemos ver, com tranqüilidade,aquilo que nos falta,ao mesmo tempo em que notamos aquilo que já possuímos de bom.

Esse duplo foco nos desperta uma grande energia na busca dos nossos propósitos.
Como dizia Henry Ford:
"Se você acredita que pode ou se você acredita que não pode,
de qualquer jeito estará certo".

Estou convicto de que a história de Elza Soares,
essa fantástica cantora da nossa terra,pode ser inspiradora para você.

Ela nos lembra o quanto podemos fazer diferença no mundo quando, diante das dificuldades, respiramos fundo, acessamos recursos latentes e seguimos firmemente na direção dos nossos sonhos.

Vou dizer algo para você e espero que lembre sempre disso.Duas palavras bem simples mas que expõe a minha crença de que você tem grande força interior,bem como o meu desejo de que mostre ao mundo seu potencial.

As palavras são: Você pode!

4.21.2009

'Feijoada completa', de Chico Buarque, ganha versão em húngaro na trilha de 'Budapeste'


RIO - Em "Budapeste", longa-metragem baseado no livro de Chico Buarque, a dualidade entre um homem dividido entre o Rio e a capital da Hungria também se reflete na trilha sonora. Uma particularidade é a música "Feijoada completa", composta por Chico Buarque, e que no filme é cantada por Ary Byspo e o grupo de pagode Toque de Prima, também cantada pelo jovem cantor húngaro András Domján.
Os versos rimados de Chico Buarque foram traduzidos para o húngaro pelo próprio tradutor do livro "Budapeste" e também do roteiro, o professor Pál Ferenc.
Outros destaques da trilha são o canto da húngara Emese Tóth, que foi descoberta pela produtora do filme, Rita Buzzar, na Igreja ao lado da estátua do Escritor Anônimo no Parque da Cidade, em Budapeste; e a participação do grupo húngaro de rock pesado Moby Dick.
Mas para o filme também foi composta uma trilha sonora original, sob responsabilidade de Leo Gandelman ("O engenho de Zé Lins") e com participações de Jacques Morelembaum ("Central do Brasil" e autor de uma das músicas do filme), Leo Brandão e David Feldman.
Com estreia prevista para 22 de maio, "Budapeste" tem direção de Walter Carvalho e é estrelado por Leonardo Medeiros, Giovanna Antonellie a atriz húngara Gabriella Hármori.
No filme, José Costa (Medeiros) é um ghost-writer. Na volta de um congresso, ele é obrigado a fazer uma escala imprevista na cidade de Budapeste, o que desencadeará uma série de eventos envolvendo-o em uma surpreendente história.

Publicada em O Globo
21/04/

Infidelidade: é o fim do casamento?

Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te. Friedrich Nietzsche

Para iniciar este assunto delicado e tão doloroso para quem o vive ou viveu é necessário definir o que é infidelidade:
É o descumprimento de um compromisso de fidelidade, a desconsideração de acordos, regras e limites mutuamente combinados em um relacionamento.
O mais comum é relacionar a fidelidade à sexualidade, ao pacto de manter relações amorosas somente com um único parceiro.
A anulação do pacto de fidelidade, gerada pelo ato de trair, é uma das forças mais fragmentadoras de um casamento, depois da morte de pessoas queridas, a traição aparece em terceiro lugar nos estudos sobre as grandes dores. Mesmo assim, apesar deste caráter demolidor nem sempre ela leva à separação.
A crise emocional que se estabelece a partir da descoberta da infidelidade pode sacudir o casal e retirá-lo de um estado de apatia, onde várias questões estão encobertas e ignoradas na relação.
Sabemos que vários fatores interferem na vida do casal, o importante é que haja espaço para rever os pontos sensíveis, partilhar dúvidas e elaborar as decepções que vão aparecendo ao longo da vida a dois, se não há cuidado e investimento nesta sociedade pode acontecer que um dos parceiros procure como solução um caso extraconjugal.
Mirian Goldenberg, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisa o tema há quase 20 anos e é autora dos livros A OUTRA e INFIEL (ambos da Editora Record), ela diz: “A ala masculina considera que a infidelidade faz parte de sua natureza poligâmica. Os homens podem amar a esposa e desejar outras mulheres sem grande conflito. Já as mulheres, tradicionalmente educadas para associar sexo e amor, consideram que traição só é possível quando não se ama mais o parceiro, e sim outra pessoa.
O traidor, para não ser descoberto, precisa se apoiar em segredos e mentiras, o que complica, e muito, a situação conjugal neste caso.
Quando ocorre a infidelidade muitos sentimentos e expectativas são feitos em pedaços, a dor é imensa, a raiva, a culpa, o medo da perda, tudo vem como um turbilhão, arrastando o amor e a confiança para longe.
A reconstrução do casamento depende da capacidade para falar honestamente sobre os sentimentos associados à relação extraconjugal. Só depois disso é possível negociar exigências, fazer planos e voltar a confiar.
Voltar a acreditar no outro e no casamento só poderá acontecer se o perdão entrar nesse cenário, ele é a condição fundamental para a recuperação da relação e, essencialmente, da confiança pessoal e conjugal.
Perdoar não é a negação dos sentimentos de mágoa, ira e rancor. Perdoar é analisar, lembrar do que aconteceu, não para punir ou massacrar o outro, mas para servir de marcador para um novo momento.
Perdoar não é desculpar o erro da pessoa, quem desculpa tira a culpa, no caso da traição a culpa é real. Perdoar não é esquecer a ofensa recebida.
Perdoar é deixar para trás, no seu devido lugar no tempo, o fato que o magoou.
A depressão, a tristeza, o sofrimento cultivado, muitas vezes, estão relacionados à quantidade de lixo emocional que carregamos na nossa bagagem.
A busca de ajuda de um especialista no assunto pode ser bastante importante para o casal que vive o processo da infidelidade.

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conversandocomvocebotecos@gmail.com