4.11.2009
Boa mesa com cachaça e chorinho no Vale do Café
RIO - Vem aí uma chance imperdível de desafiar um mito brasileiro: provar uma combinação de manga com leite e sair vivo (e feliz) dessa. A sobremesa, uma musse batizada de Sabor Proibido, será ensinada a turistas em visita ao Vale do Café entre os próximos dias 17 e 21, durante oficinas gastronômicas. As aulas, que incluirão outras receitas de comidas do interior, como bolinhos de feijoada, serão apenas uma das novidades da sexta edição do Circuito de Outono - Café, Cachaça e Chorinho.
O evento, organizado por empresários do Vale do Café em parceria com o Sebrae/RJ e a TurisRio, terá atrações especiais durante o período, em dez cidades da região (Barra do Piraí, Barra Mansa, Engenheiro Paulo de Frontin, Mendes, Miguel Pereira, Paracambi, Paty do Alferes, Piraí, Valença e Vassouras). Serão shows de chorinho, degustações e passeios por circuitos históricos na região (que devem ser agendados com guias cadastrados listados no site do evento). Esta edição marca a estreia de oficinas organizadas por estudantes de gastronomia da Unisuam, oferecidas em praças públicas e centros culturais.
A programação inclui também a possibilidade de experimentar almoços e jantares temáticos em fazendas históricas; conhecer os processos de fabricação e armazenamento da cachaça; e ver mais de perto o cultivo do café. Além disso, foram criados dez programas de turismo cultural, como as rotas Romântica, Sabor Cana-café e Grão do Vale, com atividades que destacam a arquitetura, os costumes, o folclore e o artesanato local.
- As rotas começaram a ser oferecidas no ano passado, e este ano foram reforçadas. O objetivo é fazer com que o turista circule na região. Às vezes, o viajante fica fiel a determinadas cidades e não conhece os arredores. Queremos deixá-lo curioso para explorar novidades. Os municípios do circuito, em sua maioria, ficam a no máximo 20km de distância uns dos outros - diz Ana Lúcia Matoso Furtado, presidente do Conselho de Turismo da Região do Ciclo do Café e coordenadora do evento.
Atividades como shows de chorinho, com cerca de 20 artistas regionais, terão como cenário as fazendas de café do século XIX que se espalham pelo vale. Entre as estreantes no projeto está a Fazenda União, em Rio das Flores, que data de 1836 e hoje tem dez quartos disponíveis a turistas www.fazendauniao.net . A programação do festival estará no site www.cafecachacaechorinho.com .
O evento, organizado por empresários do Vale do Café em parceria com o Sebrae/RJ e a TurisRio, terá atrações especiais durante o período, em dez cidades da região (Barra do Piraí, Barra Mansa, Engenheiro Paulo de Frontin, Mendes, Miguel Pereira, Paracambi, Paty do Alferes, Piraí, Valença e Vassouras). Serão shows de chorinho, degustações e passeios por circuitos históricos na região (que devem ser agendados com guias cadastrados listados no site do evento). Esta edição marca a estreia de oficinas organizadas por estudantes de gastronomia da Unisuam, oferecidas em praças públicas e centros culturais.
A programação inclui também a possibilidade de experimentar almoços e jantares temáticos em fazendas históricas; conhecer os processos de fabricação e armazenamento da cachaça; e ver mais de perto o cultivo do café. Além disso, foram criados dez programas de turismo cultural, como as rotas Romântica, Sabor Cana-café e Grão do Vale, com atividades que destacam a arquitetura, os costumes, o folclore e o artesanato local.
- As rotas começaram a ser oferecidas no ano passado, e este ano foram reforçadas. O objetivo é fazer com que o turista circule na região. Às vezes, o viajante fica fiel a determinadas cidades e não conhece os arredores. Queremos deixá-lo curioso para explorar novidades. Os municípios do circuito, em sua maioria, ficam a no máximo 20km de distância uns dos outros - diz Ana Lúcia Matoso Furtado, presidente do Conselho de Turismo da Região do Ciclo do Café e coordenadora do evento.
Atividades como shows de chorinho, com cerca de 20 artistas regionais, terão como cenário as fazendas de café do século XIX que se espalham pelo vale. Entre as estreantes no projeto está a Fazenda União, em Rio das Flores, que data de 1836 e hoje tem dez quartos disponíveis a turistas www.fazendauniao.net . A programação do festival estará no site www.cafecachacaechorinho.com .
4.09.2009
'Zii e Zie'

RIO - Na transcrição de uma conversa com o guitarrista Pedro Sá em seu blog "Obra em progresso", Caetano Veloso revelou detalhes de seu novo CD, "Zii e Zie". No blog, o compositor postou também a capa e a contracapa do disco, que terá 12 faixas e está previsto para chegar às lojas na próxima terça-feira (14 de abril). E pelo que o bate-papo entre eles deu a entender, Caetano continua ligado no rock - pelo menos conceitualmente.
Caetano fala de rock e diz que esnobou parceria com David Bowie
O disco sucederá o elogiado "Cê", de 2006, e tem a mesma formação do trabalho anterior: Pedro Sá nas guitarras, Ricardo Dias Gomes nos teclados e contrabaixo e Marcello Callado na bateria, além de Caetano no violão. A capa, com uma imagem noturna do Leblon, é acompanhada pelos subtítulos "transambas" e "transrock", frutos do diálogo híbrido do compositor com a Banda Cê, nomeada na contracapa.
São ao todo 12 músicas: "A cor amarela", "Base de Guantánamo", "Falso Leblon", "Lapa", "Incompatibilidade de gênios", "Tarado ni você", "Perdeu", "Lobão tem razão", "Sem cais", "Menina da Ria", "Diferentemente" e "Ingenuidade". Na imagem da contracapa, "Perdeu" aparece escrita duas vezes. Caetano avisa, porém, que a ordem das faixas ainda não é definitiva.
Quase todas foram apresentadas ao público durante a temporada do show "Obra em progresso", ano passado, numa espécie de processo público de composição. A conversa postada no blog do artista funciona como um balanço desse período.
- Como é que você sente "Zii e Zie" em relação a "Cê"? - perguntou Caetano a Pedro Sá.
- São muito diferentes. Quando eu estava fazendo o "Zii e zie", eu achava que ele é melhor. Mas outro dia alguém pôs alguma coisa do "Cê" e eu achei o "Cê" do caralho. Então ficou mais difícil. Agora, tem uma coisa assim: o trabalho de Marcelo e Ricardo amadureceu muito e isso dá uma maturidade à banda, à gente tocando, que aparece no "Zii e Zie" - respondeu o guitarrista.
A Janela dos Outros
Martha Medeiros
Gosto dos livros de ficção do psiquiatra Irvin Yalom (Quando Nietzsche Chorou, A Cura de Schopenhauer) e por isso acabei comprando também seu Os Desafios da Terapia, em que ele discute alguns relacionamentos padrões entre terapeuta e paciente, dando exemplos reais. Eu devo ter sido psicanalista em outra encarnação, tanto o assunto me fascina..
Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai. Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem. Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e degradação de um córrego que acompanhava a estrada. A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney. E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida.. Seguiram a viagem sem trocar mais palavra.
Muitos anos depois, esta mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada,desta vez com uma amiga. Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se:do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista.
E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o então comentário de seu pai, que a esta altura já havia falecido.
Parece uma parábola, mas acontece todo dia: a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro. O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente.
A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta. Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso. Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança. Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias.
Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade.
Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem.
Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho. Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vista, mas, em contrapartida,me tira a certeza de tudo. Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar. Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios.. E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise. É o triunfo da dúvida.
Aproveite a semana para olhar a vida por outras janelas!
Gosto dos livros de ficção do psiquiatra Irvin Yalom (Quando Nietzsche Chorou, A Cura de Schopenhauer) e por isso acabei comprando também seu Os Desafios da Terapia, em que ele discute alguns relacionamentos padrões entre terapeuta e paciente, dando exemplos reais. Eu devo ter sido psicanalista em outra encarnação, tanto o assunto me fascina..
Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai. Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem. Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e degradação de um córrego que acompanhava a estrada. A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney. E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida.. Seguiram a viagem sem trocar mais palavra.
Muitos anos depois, esta mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada,desta vez com uma amiga. Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se:do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista.
E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o então comentário de seu pai, que a esta altura já havia falecido.
Parece uma parábola, mas acontece todo dia: a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro. O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente.
A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta. Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso. Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança. Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias.
Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade.
Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem.
Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho. Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vista, mas, em contrapartida,me tira a certeza de tudo. Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar. Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios.. E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise. É o triunfo da dúvida.
Aproveite a semana para olhar a vida por outras janelas!
Gal Costa & Guinga - Chega de Saudade
Gal Costa & Guinga - Chega de Saudade - Kaiser Bock Winter Festival - São Paulo - 1997
Palace - São Paulo
19/junho/1997
Banda Mantiqueira
Gal Costa: Voz
Sérgio Santos: Voz/Violão
Guinga: Voz/ Violão
Palace - São Paulo
19/junho/1997
Banda Mantiqueira
Gal Costa: Voz
Sérgio Santos: Voz/Violão
Guinga: Voz/ Violão
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4.08.2009
Circo Voador
Localizado no Rio de Janeiro, mais especificamente sob os Arcos da Lapa, o Circo Voador é uma casa de shows famosa e histórica do Rio. O nome do lugar veio da sua semelhança com um circo, com uma lona cobrindo todo o espaço. Com 4 mil m², e capacidade para 2 mil pessoas, o local é simples, composto pelo palco, bar e uma pista onde o público eclético comparece para ver os shows.Além dos shows de rock pelos quais a casa se tornou famosa à partir dos anos 80, o Circo Voador abriga também performances de dança, teatro, poesia, pintura, cinema e vídeo. A maioria das principais bandas do rock brasileiro já passou por lá, e diversos shows internacionais também. Outros estilos de música marcam presença no Circo, como música eletrônica, MPB, samba, pagode e funk carioca
Endereço / Bilheteria
Rua dos Arcos, s/n
Bairro da Lapa - Rio de Janeiro - Rj
Telefones: (21) 2533-0354 / 2533-5873
4.07.2009
Bateria na Música Clássica
Por Marcelo Biffe
Ontem, dia 6 de abril,no auditório do Teatro Gacems em Volta Redonda,o baterista Luis Fernando Pereira, mais conhecido como Lufe apresentou um Workshop focando o lançamento de seu último trabalho, o DVD Drummed On Classics. O evento, que foi transmitido ao vivo pela internet, teve a abertura com os guitarristas Timoteo e Pedro, músicos da região, e participação do superbaixista Felipe Andreole, integrante da banda Angra. Com um repertório baseado em obras de Mozart, Bethoven, List, Mussorgsky e outros conteporâneos do mesmo escalão, Lufe conseguiu brilhantemente adaptar os clássicos para uma interpretação roqueira evidenciando o trabalho da bateria não só como instrumento de acompanhamento, mas como parte integrante da melodia das peças. Com arranjos bem amarrados e uma execução perfeita, Lufe também se destacou pela disposição com que atacava os tambores. Grandes bandas do rock progressivo já tinham trilhado por esse caminho mas criar arranjos para partes de bateria em peças que muitas delas nem percussão tinham me parece ser inédito. Segundo Lufe, ex-integrante do grupo gospel Oficina G-3, a idéia amadureceu depois que ele mostrou algumas gravações desse trabalho para o seu chefe – para quem não sabe Lufe também é funcionário público- e este o incentivou a levar adiante a idéia. Vale destacar que Lufe tocou um medley da banda Dream Theatre de aproximadamente 12 minutos de maneira sensacional. O músico também deu uma lição de humildade quando perguntado sobre sua técnica de toque duplo nos pedais e ele mostrou que ainda estava em fase de estudos citando o grande batera Virgil Donati como referência nesse quesito. Outro fato que chamou a atenção foi o músico ter contado que no começo da carreira participou da banda Katsbarnea mas foi dispensado por falta de experiência. Ao invés de ter desanimado Lufe continuou trabalhando, deu a volta por cima e foi convidado para reintegrar a banda, onde ficou por dois anos.
Abaixo, Lufe responde às perguntas em um ping-pong inédito para o blog. www.botecosdovaledocafe.blogspot.com
Quem fez os arranjos? Houve alguma edição?- Na verdade eu adaptei os arranjos para uma pegada de rock, mas sempre respeitando o original. Apenas editei algumas partes pois havia muito trecho que se repetia e deixava a peça muito longa.
Você escreveu ou decorou as partes?-Para te ser sincero, como sou auto-didata, fiz apenas algumas aulas com o professor Fuca Gomes, não sou muito de escrever.
Que memória hein?-Obrigado
4.06.2009
Solidariedade
Este é um comercial hindu que não vende nenhum produto.
Fala da diferença que faz ter iniciativa.
Fala da força que nasce da união.
Fala da solução pela colaboração de todos, não importa o tamanho do problema.
Fala de objetivos.
Fala de exemplos.
Algo que o mundo precisa bastante e, como mostra o filme, é tão
simples de conseguir.
Tudo começa com uma atitude...de um menino
Veja o Vídeo:
Fala da diferença que faz ter iniciativa.
Fala da força que nasce da união.
Fala da solução pela colaboração de todos, não importa o tamanho do problema.
Fala de objetivos.
Fala de exemplos.
Algo que o mundo precisa bastante e, como mostra o filme, é tão
simples de conseguir.
Tudo começa com uma atitude...de um menino
Veja o Vídeo:

Esta semana não responderei a uma pessoa somente, mas há várias que escreveram perguntando se existe alguma fórmula, algum exercício mental para mudar comportamentos e/ou sentimentos que se repetem e fazem sofrer.
O momento não poderia ser mais oportuno, já que estamos na semana da Páscoa, uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo.
E o que é a ressurreição se não a restituição do morto à vida, a nova vida, o novo vigor.
A mudança de qualquer situação estabelecida implica em transformar, mudar a forma, revisar padrões. Ressurgir!
É simples, é fácil? Com certeza, não!Por isto ficamos tanto tempo “mortos” numa situação, paralisados, acomodados. Mesmo sofrendo já conhecemos o caminho das pedras, temos as nossas defesas e criamos estruturas em torno do “incômodo”.
Mas, e a mudança? Implica em movimento, em risco, em desbravar novos horizontes. Mudar traz consigo o desconhecido, o medo do novo. Tantas pessoas me perguntam: “já sei o que faço, como reajo, e não sei como mudar”. “E eu sempre respondo não existe mudança sem esforço, sem atenção ao que se repete”. Só repetimos porque esquecemos, apagamos temporariamente dos nossos registros conscientes aquilo que está trazendo dor.
Portanto, ATENÇÃO! Dois ingredientes são fundamentais para a transformação - a consciência do problema e a coragem para mudar.
A Páscoa cristã nos revela que somos capazes de mudar,
que existe esperança para superar a dor.
Páscoa é dizer sim ao amor e à vida.
É investir na fraternidade.
É lutar por um mundo melhor.
É vivenciar a solidariedade.
Páscoa é ajudar, é compartilhar, é ter compaixão pelo próximo.
É buscar a libertação, romper com o que nos aprisiona a alma.
É crer na vida que transcende a morte.
Páscoa é renascimento, é recomeço.
É uma nova chance pra gente melhorar.
FAÇA A SUA PÁSCOA! FELIZ RENOVAÇÃO!
Mande sua pergunta para conversandocomvocebotecos@gmail.com
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Conversando com você
Chega de Verdade
José Flávio Junior
Caetano Veloso fala de suas letras cheias de nomes, do futuro de seu “boteco virtual”, o blog obraemprogresso, pagode baiano, Lobão e seu gosto por shows. Confira a íntegra da entrevista que o artista, que lança Zii e Zie, concedeu a BRAVO! por e-mail ao editor de música José Flávio Junior
Bravo! - Por que você decidiu mudar o nome do disco de Transamba para Zii e Zie (ainda que o primeiro estivesse mais para um nome de trabalho provisório)?
Caetano - O título nunca foi Transamba. Lancei a palavra como uma sugestão de definição do que estávamos fazendo. Descobri depois que havia o disco de Marcos Moran e Samba Som Sete chamado Transamba. Achei legal. Mas sempre pensei em pôr um título em italiano, possivelmente com uma expressão em que um som se repetisse em duas palavras. Lembrei de "pian, piano", coisas assim, embora soubesse que não seria uma dessas. Fiquei maravilhado ao ler "zii e zie" em meio a uma frase de Istambul, de Orhan Pamuk, na tradução italiana (uma moça me deu o livro na Itália). Não tem nada a ver com Pamuk ou com Istambul. Era a língua italiana. A repetição do som "zi" condizia com o que eu buscava - e ser "tios e tias" tornava ainda mais profundo o sentido íntimo de saudade de São Paulo que venho sentindo na feitura de disco tão carioca.
Bravo! - Tenho notado que você se dedica bastante ao blog ordemeprogresso, a ponto de ler todos os muitos comentários que cada novo post seu desperta. Mas a experiência fascinante de ter um canto seu na web não pode se tornar prejudicial, principalmente agora que você lançará um disco? Se alguns jornais falarem mal do trabalho (como Folha e Estado falaram do show com o Roberto, iniciando uma das primeiras polêmicas do blog) você usará o espaço para se defender e/ou analisar as críticas?
Caetano - Como assim prejudicial? Não entendi. O show com Roberto não precisava de defesa. Eu, tendo um blog dedicado a este outro disco, não ia deixar de fazer o que sempre fiz. Antigamente eu comentava as críticas no palco do show. Era superengraçado. Mas o obraemprogresso foi criado para acabar quando o disco saísse. E assim será. Pode virar outra coisa ou simplesmente sumir. Depende do que Hermano combinar comigo. Continuar sendo o boteco virtual onde a gente conversa e discute é que não vai.
Bravo! - Você ficou intrigado quando um crítico americano disse que as letras de Cê eram as melhores que você havia concebido em muito tempo (opinião que compartilho). Em Cê, apesar da música para Wally Salomão, você não citava outros artistas nem soava como se estivesse mandando recados para outras pessoas públicas. Por que abandonar tão rápido esse estilo de composição, uma vez que Zii e Zie traz referências a Kassin, Lobão, Madonna, Guinga, Pedro Sá, Seu Jorge, Los Hermanos, Condoleezza Rice e tantos outros? Você chegou a declarar que havia se esforçado muito para alcançar a simplicidade lírica de Cê. Não quis se esforçar de novo?
Caetano - Tenho até um disco chamado Cores, Nomes. De Clever Boy Samba a Lapa, passando por Alegria, Alegria, Ele me Deu um Beijo na Boca, A Voz do Morto ou Fora da Ordem, minhas canções estão sempre cheias de nomes de pessoas (célebres ou não), de cidades, de países, de ruas, de filmes, de personagens. O importante na nova safra de canções era ter matéria prima para desenvolver levadas de samba com timbre elétrico forte. Em Cê havia a necessidade de soar urgente, sem referências, direto ao ponto. Fiz um esforço e consegui algo nesse sentido. Mas minha inclinação natural é assim: se eu não me proíbo de antemão, as letras vêm naturalmente cheias de nomes. Isso não quer dizer que eu desdenhe de Peter Gast ou de Lobão Tem Razão. Achei curioso que Ben Ratliff, o crítico no New York Times, tenha percebido a diferença mesmo sem saber português. Ressaltei essa ignorância dele, brincando, quando nos falamos em Nova Iorque. Mas sei que, de um certo ponto de vista, ele está certo. Mas Zii e Zie não precisa dessa característica.
Bravo! - Para Pedro Sá, Zii e Zie talvez seja até superior a Cê por ter um lado experimental mais nítido. Como você enxerga esse disco na sua discografia e no momento artístico que você está atravessando?
Caetano - Cê foi concebido quase como um disco de heterônimo. Foi pensado e realizado com o fito de criar uma banda de rock com som e repertório originais. É um lance só, de ponta a ponta. Agora o que aconteceu foi que fizemos um disco com essa banda já existente e amadurecida. Aí a banda vem com mais inventividade e soltura. A nova abordagem de aspectos do samba é sempre em torno do óbvio mas é radical. Experimento. Mas não tenho uma visão de conjunto tão nítida, já que fui escrevendo as canções e mostrando-as em shows semanais e pela internet.
Bravo! - Você escreveu, até como forma de provocação, que não há nada melhor do que pagode baiano. Ver o Psirico em cena reforça sua vontade de tirar do campo das idéias a tal antologia da axé music? Esse pode ser seu próximo álbum? Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado, que passeiam pelos ritmos urbanos da Bahia no Do Amor, estariam dentro do projeto?
Caetano - Tenho esse sonho. Mas não sei se chegou o tempo. Sim, eu tocaria com Ricardo e Marcelo. E com Pedro Sá, Moreno (Veloso) e Davi Moraes. Além de Du e Jó, os irmãos gêmeos percussionistas geniais de Salvador. Talvez também fizesse sozinho com meu violão.
Bravo! - Esse encontro com Chico para a capa de Bravo! levou você a pensar de alguma forma nos caminhos distintos que ambos seguiram? Por que o seu interesse na canção não morre, sua vontade de ir a shows não diminui e seu prazer por tocar com músicos novos não acaba, enquanto muitos artistas chegam aos sessenta desestimulados com a música pop ou mais empolgados com outras formas de arte?
Caetano - A tendência a ouvir menos música na velhice eu já registrei em texto. Mas gosto de canção sempre. E de ir a shows. Shows me deixam excitado e sempre idéias vêm à minha cabeça quando estou na platéia de um show de Bethânia, dos Racionais ou do Radiohead. Não sei se Frank Sinatra ou Louis Armstrong, Roberto Silva ou Riachão tinham menos prazer em tocar quando chegaram aos 60: todos esses passaram dos 70 tocando com entusiasmo. Mesmo em minha geração há muitos. Gosto de tocar com esses músicos com quem toco porque todo o projeto nasceu de minhas conversas com Pedro Sá quando fazíamos (os discos) Noites do Norte e A Foreign Sound. Nossas inteligências convergem. Ele sugeriu Ricardo e Marcelo. Vi que não podia ter feito escolha melhor.
Bravo! - Após Lobão lançar Para o Mano Caetano, sua obra coincidentemente passou a ficar mais interessante para muita gente. Você gravou o disco com Jorge Mautner, soltou o quase unânime Cê e mostrou as canções de Zii e Zie antes que elas ficassem prontas na turnê Obra em Progresso, premiada por Bravo!. Exercitou até seu lado stand-up comedy (ou sit-down comedy) nessa temporada de shows, inclusive comentando uma entrevista de Lobão para o Jornal do Brasil. Você acha que deu um tempo com as verdades e viveu alguns enganos nesse período, como diz a música de Lobão?
Caetano - Amo a frase de Lobão para mim: "Chega de verdade". Toda hora me vejo precisando repeti-la para mim mesmo. Em Jeito de Corpo (do álbum Outras Palavras, que, aliás tem os nomes de todos os Trapalhões) eu digo: "Falta aprender a mentir/ Entro até numas por ti". Continuo tentando.

Um café com notícias muito interessantes!O ensaio de Josi entrou no ar no Paparazzo neste sábado, 4.
Café com creme: Violão, piano, várias referências musicais... o cenário escolhido para o ensaio sensual de Josi para o Paparazzo não podia ter mais a ver com a cantora, que deixou a casa do BBB no domingo, 29. Mas desde que se deparou com os instrumentos, a loirinha não sossegou!
E ela não resistiu. Entre uma foto e outra, a ex-BBB sentou-se ao piano da casa que serve de locação para o ensaio, na Zona Sul do Rio, e deu um show. "
Enquanto o namorado é radical em sua opinião, Ana comenta que não tem pudores em ficar nua e que dependendo da proposta, pode sim aceitar posar como veio ao mundo: “Não tenho pudores de ficar pelada. Para eu ficar nua, a proposta precisa ser boa. No momento, não tenho idéia do que seria uma proposta boa", comentou Ana .
Café quente: No que depender de Walter Eduardo, namorado da ex-BBB Ana, eliminada na noite deste domingo, 5, com 58% dos votos, as revistas masculinas podem perder as esperanças em ter a loira estampada em suas páginas.
Pinga com mel: Susana Vieira aproveitou esta quarta-feira, 25, para curtir um passeio solitário.. De vestidinho, (num estilo balão, meio equivocado, pois achatou sua silhueta) a atriz foi clicada em uma lanchonete do Leblon. Simpática, ela ainda parou para conversar com uma fã e depois seguiu pelas ruas do bairro sem se importar com os fotógrafos.
Café frio: Márcio Garcia "desmunhecando"?... O ator Márcio Garcia foi clicado em um momento curioso durante partida de futevôlei na Praia do Pepê, Rio, neste sábado, 28. A foto, tirada no exato momento em que Márcio se preparava para matar uma bola no peito, faz parecer que o ator estava "desmunhecando".
Fotos: reprodução
Fonte: Ego - Notícias
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