18 e 19 de março de2011 - Sexta e sábado
O pianista Marvio Ciribelli e a cantora carioca Thaís Motta, a Miss Ritmo, estarão em Visconde de Mauá, no Terra da Luz Jazz Club apresentando o Show Influência da Bossa com músicas de grandes compositores brasileiros, em especial, Chico Buarque e Vinicius de Moraes. Thaís Motta é intérprete da Bossa Nova e sua legítima representante, principalmente quando o assunto é renovação e qualidade. Com arranjos de Ciribelli, Thaís vai mostrar suingadas interpretações de músicas como Apelo (Baden Powell e Vinicius de Moraes); Corrente (Chico Buarque), João e Maria (Chico Buarque e Sivuca); Amor em Paz (Tom Jobim e Vinicius de Moraes); A Volta do Malandro (Chico Buarque) e Valsinha (Chico Buarque e Vinicius de Moraes).
Marvio Ciribelli estudou com craques da bossa como Luiz Eça (Tamba Trio) e Antônio Adolfo (Trio 3D) e gravou onze discos, sendo três deles, ao vivo, no famoso Montreux Jazz Festival (Suiça), e outro, em parceria com o cantor inglês John Lawton (ex-Uriah Heep) e com o guitarrista holandês Jan Dumée (Ex-Focus).
Terra da Luz Jazz Club (Visconde de Mauá).
18 e 19 de março de2011, sexta e sábado às 22h30.
R$ 30,00. Terra da Luz Jazz Club (60 pessoas). Reta Maringá-Minas, s/nº. (Visconde de Mauá-Maringá). Classificação etária: 18 anos.
informações: (24) 3387-1545 ou (24) 3387-1306
3.14.2011
Isabella Taviani
Dias 17,18 e 19 de março de 2011 - Quinta a sábado
Isabella Taviani apresenta o repertório de seu CD “Meu Coração Não Quer Viver Batendo Devagar”
A jornada, que começou nos bares da noite carioca em 1992, tem levado a cantora e compositora Isabella Taviani a conquistar seu lugar de destaque na música popular brasileira. Nos últimos dois anos, foram mais de 70 mil discos vendidos, vários sucessos de rádio, temas de novelas e um público maior a cada dia, que vem lotando suas apresentações pelo Brasil.
Desde o lançamento de seu novo CD, em setembro de 2009, Isabella Taviani está vivendo à toda velocidade. Depois de se apresentar no Rio, São Paulo, Recife, Salvador, Curitiba e Brasília, a cantora e compositora participa do Circuito Cultural do SESI, levando o repertório do álbum “Meu Coração Não Quer Viver Batendo Devagar” a cinco municípios do estado do Rio de Janeiro, sendo duas apresentaçãoes na capital: começando pelo Centro e fechando em Jacarepaguá, dia 23. Os shows de Isabella Taviani, em formato de trio de violões, terão preços populares e passarão também por Macaé, Campos, Itaperuna e Caxias.
Quem conhece Isabella Taviani entende bem o nome de seu novo álbum. A cantora e compositora de sucessos como “Digitais”, “Luxúria” e “Diga sim pra mim”, gosta de emoções fortes e agora se arrisca em parcerias com amigos. “Meu coração não quer viver batendo devagar” tem 14 faixas, sendo que 13 levam sua assinatura, como o primeiro single “Presente-passado”. A única música que não é de sua autoria ou coautoria é “Sob medida”, de Chico Buarque, gravada por ela especialmente para a novela “Caminho das Índias” e que entrou neste CD como faixa bônus.
Produzido por Rodrigo Campello e Jr Tostoi (MiniStereo), o álbum é a base do repertório deste show. Além de sucessos de sua carreira como “Digitais”, Luxúria” “Diga Sim Pra Mim” e “Passado-Presente”, estão garantidas as músicas “Borboletas e risos” e “Arranjo”. O trio de violões será formado pela própria Isabella, Marco Vasconcellos e Vinícius Rosa.
Teatro Rival Petrobras (472 lugares) -
Rua: Álvaro Alvim, 33/37 - Cinelândia. Tel.: 2524-1666
Dias 17,18 e 19 de março – Quinta a Sábado às 19h30
Ingressos: R$ 60,00(Inteira). R$ 50,00(Os 100 primeiros pagantes). R$ 30,00(Meia).
Classificação: 16 - www.rivalpetrobras.com.br
Isabella Taviani apresenta o repertório de seu CD “Meu Coração Não Quer Viver Batendo Devagar”
A jornada, que começou nos bares da noite carioca em 1992, tem levado a cantora e compositora Isabella Taviani a conquistar seu lugar de destaque na música popular brasileira. Nos últimos dois anos, foram mais de 70 mil discos vendidos, vários sucessos de rádio, temas de novelas e um público maior a cada dia, que vem lotando suas apresentações pelo Brasil.
Desde o lançamento de seu novo CD, em setembro de 2009, Isabella Taviani está vivendo à toda velocidade. Depois de se apresentar no Rio, São Paulo, Recife, Salvador, Curitiba e Brasília, a cantora e compositora participa do Circuito Cultural do SESI, levando o repertório do álbum “Meu Coração Não Quer Viver Batendo Devagar” a cinco municípios do estado do Rio de Janeiro, sendo duas apresentaçãoes na capital: começando pelo Centro e fechando em Jacarepaguá, dia 23. Os shows de Isabella Taviani, em formato de trio de violões, terão preços populares e passarão também por Macaé, Campos, Itaperuna e Caxias.
Quem conhece Isabella Taviani entende bem o nome de seu novo álbum. A cantora e compositora de sucessos como “Digitais”, “Luxúria” e “Diga sim pra mim”, gosta de emoções fortes e agora se arrisca em parcerias com amigos. “Meu coração não quer viver batendo devagar” tem 14 faixas, sendo que 13 levam sua assinatura, como o primeiro single “Presente-passado”. A única música que não é de sua autoria ou coautoria é “Sob medida”, de Chico Buarque, gravada por ela especialmente para a novela “Caminho das Índias” e que entrou neste CD como faixa bônus.
Produzido por Rodrigo Campello e Jr Tostoi (MiniStereo), o álbum é a base do repertório deste show. Além de sucessos de sua carreira como “Digitais”, Luxúria” “Diga Sim Pra Mim” e “Passado-Presente”, estão garantidas as músicas “Borboletas e risos” e “Arranjo”. O trio de violões será formado pela própria Isabella, Marco Vasconcellos e Vinícius Rosa.
Teatro Rival Petrobras (472 lugares) -
Rua: Álvaro Alvim, 33/37 - Cinelândia. Tel.: 2524-1666
Dias 17,18 e 19 de março – Quinta a Sábado às 19h30
Ingressos: R$ 60,00(Inteira). R$ 50,00(Os 100 primeiros pagantes). R$ 30,00(Meia).
Classificação: 16 - www.rivalpetrobras.com.br
Teresa Cristina
18 de março de 2011 - Sexta
Teresa Cristina recebe Casuarina e Cordão do Boitatá para espantar a ressaca do carnaval no Circo Voador
Representante da nova geração do samba e umas das principais responsáveis pela revitalização da Lapa, a cantora e compositora Teresa Cristina volta ao palco do Circo Voador, dia 18 de março, e recebe os amigos do Casuarina e do Cordão do Boitatá para encerrar com chave de ouro o Carnaval Carioca de 2011. O grupo Sereno da Madrugada abre o palco da noite na lona voadora.
Teresa Cristina apresentará sambas clássicos de grandes escolas como Portela, Mangueira e União da Ilha, além de marchinhas de carnaval como “Jardineira” (Benedito Lacerda/ Humberto Porto) e “Aurora” (Mario Lago/ Roberto Roberti), que irão transformar o Circo num grande baile de carnaval. Também estarão no repertório sucessos de sua carreira como “Candeeiro” e “Cantar” (ambas de sua autoria) e “Beijo Sem” (Adriana Calcanhoto) que está na trilha da novela Insensato Coração da TV Globo e no seu mais novo trabalho “Melhor Assim”.
Teresa se apresenta acompanhada pelos músicos do Grupo Semente – João Callado (cavaquinho), Bernardo Dantas (violão) e Mestre Trambique (percussão) – com a colaboração de peso de Bruno Cunha (percussão e voz); Paulino Dias (percussão); Quininho da Serrinha (percussão); Pretinho da Serrinha (percussão) e Alexabdre Caldi (sopros).
No próximo dia 29, Teresa Cristina receberá o premio de “Melhor Cantora de Música Popular” do conceituado júri da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Artes)
18 anos. Circo Voador (2.600 pessoas). Arcos da Lapa, s/nº, Lapa
tel. 2533-0354. sexta, dia 18 de Março 2011, às 22h. R$ 25,00 Estudante | R$ 50,00 Inteiro
Classificação: 18 anos (12 a 17 anos somente acompanhados dos pais). www.ingresso.com.br
Pagamento somente em dinheiro. http://www.circovoador.com.br/.
Teresa Cristina recebe Casuarina e Cordão do Boitatá para espantar a ressaca do carnaval no Circo Voador
Representante da nova geração do samba e umas das principais responsáveis pela revitalização da Lapa, a cantora e compositora Teresa Cristina volta ao palco do Circo Voador, dia 18 de março, e recebe os amigos do Casuarina e do Cordão do Boitatá para encerrar com chave de ouro o Carnaval Carioca de 2011. O grupo Sereno da Madrugada abre o palco da noite na lona voadora.
Teresa Cristina apresentará sambas clássicos de grandes escolas como Portela, Mangueira e União da Ilha, além de marchinhas de carnaval como “Jardineira” (Benedito Lacerda/ Humberto Porto) e “Aurora” (Mario Lago/ Roberto Roberti), que irão transformar o Circo num grande baile de carnaval. Também estarão no repertório sucessos de sua carreira como “Candeeiro” e “Cantar” (ambas de sua autoria) e “Beijo Sem” (Adriana Calcanhoto) que está na trilha da novela Insensato Coração da TV Globo e no seu mais novo trabalho “Melhor Assim”.
Teresa se apresenta acompanhada pelos músicos do Grupo Semente – João Callado (cavaquinho), Bernardo Dantas (violão) e Mestre Trambique (percussão) – com a colaboração de peso de Bruno Cunha (percussão e voz); Paulino Dias (percussão); Quininho da Serrinha (percussão); Pretinho da Serrinha (percussão) e Alexabdre Caldi (sopros).
No próximo dia 29, Teresa Cristina receberá o premio de “Melhor Cantora de Música Popular” do conceituado júri da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Artes)
18 anos. Circo Voador (2.600 pessoas). Arcos da Lapa, s/nº, Lapa
tel. 2533-0354. sexta, dia 18 de Março 2011, às 22h. R$ 25,00 Estudante | R$ 50,00 Inteiro
Classificação: 18 anos (12 a 17 anos somente acompanhados dos pais). www.ingresso.com.br
Pagamento somente em dinheiro. http://www.circovoador.com.br/.
3.13.2011
Não Tem Tradução
José Miguel Wisnik
Me preparando para escrever um ensaio sobre Vinicius de Moraes letrista, li durante o carnaval o “Samba falado”, livro que reúne suas crônicas musicais. Como pude ter dado tantos cursos e palestras sobre canção brasileira sem ter lido esse livro?Seus escritos na revista “Flan”, na altura de 1953, estão cheios de sinais daquele estado de latência que precede a bossa nova. Mostrando, aliás, que a famosa expressão já estava mais do que no ar àquela altura, anos antes da eclosão do movimento, e na sua própria boca Vinicius diz da pianista Tia Amélia que ela é “uma ressurreição de Chiquinha Gonzaga”, mas “com bossas novas”.
Não estou aqui, no entanto, para resenhar o livro, nem para gastar tinta com especulações sobre a paternidade das expressões consagradas. Quero apenas fazer algumas divagações pós-carnavalescas e sentimentais sobre a minha leitura do livro. Mas como não dizer que, nessas crônicas de 1953, a bossa nova está ali num estado de querer vir a ser que a gente quase adivinha às avessas no modo como Vinicius fala sobre o tango, sobre a “bolerização” latino-americana, e, principalmente, na sua surpreendente sociologia do “novo samba”?
O “novo samba”, no caso, é o samba de classe média do início dos anos 1950 (Antonio Maria, Luiz Bonfá, Paulinho Soledade, Fernando Lobo), o samba-canção pré-bossa nova, cujas contradições e limites Vinicius vê ao mesmo tempo com amor e com surpreendente lucidez. O panorama é, segundo ele mesmo, o do pós-guerra que deu lugar a Sinatra, Sarah Vaughan, Perez Prado e Ary Barroso; o da eclosão de Copacabana (“Esse imenso cortiço com fumaças de grã-finismo onde se formou, premida pela falta de espaços, de educação e de numerário, uma geração desencantada , golpista e fria”); o do “intimismo escapista” que encontra sua forma no pequeno bar noturno. A princípio não esperaríamos do grande lírico uma análise assim cortante das ilusões de classe, nem esta precursora síntese técnica dos elementos precipitadores daquele universo cancional específico: “Sinatra, Copacabana, bebop, boate, microfone.”
Acontece que as ilusões de classe são inseparáveis da verdade de classe, e é esta que tem que ser atravessada por dentro. Antecipando-se à sua futura discussão com Lucio Rangel sobre a autenticidade da bossa nova, e a todas as infindas polêmicas levantadas por Tinhorão sobre autenticidade do samba (errado,
diz Vinicius, é “compositor da Rua Bolívar quere bancar o Nelson Cavaquinho”), o poeta manifestava a intenção de assumir o samba de classe média na sua verdade, de transformá-lo dandolh um choque de realidade (a ponto de tentar incluir desafiadorament “copo de uísque” numa letra) e de revirálo tornando-o “mais afirmativo” e “menos lamuriento”.
Não serão poucas nem pequenas as ambições deste que gestava em silêncio o “Orfeu da Conceição” (de
1956), que quis juntar nele aGrécia com o morro, ind além dos limites da sua classe, da separação racial e da tal geração “desencantada, golpista e fria”; deste que se tornou por isso mesmo parceiro de Tom Jobim, que viu bem ou mal o seu “Orfeu” correr mundo num filme famoso e, entre tudo o que tinha de ser, deu a nascer de mãe norte-americana apaixonada pelo Brasil que viu no cinema o presidente dos Estados Unidos filho de um africano. Quem ainda não sabe? O Rio de Janeiro terá de viver esse encontro.
Essa ordem de grandeza vai se manifestando no livro com o correr das crônicas de várias épocas, que entram pelos anos 1960 (acompanhando a internacionalização das canções) e, mais raras, pelos 1970 (em que a ordem de preocupações, ou de despreocupações, já era outra). O que me prende no livro, no entanto, não é o arco da grande História que já conhecemos, mas a proximidade permitida pela crônica às pequenas histórias únicas, não sabidas, inseparáveis daquela sensibilidade e daquela escrita. Os retratos de amigos amados, todos eles modelos insuperáveis de paixão, de antiostentação, de fidelidade ao desejo: Jayme Ovalle, Antonio Maria, Ciro Monteiro, Dorival Caymmi. Os parceiros e os bastidores das canções O tecido íntimo dessas narrativas, mais pontuais do que poemas e canções, mas ainda assim rebatidas sobre um fundo etéreo.
Me ocorre uma comparação extravagante. Vinicius de Moraes, diplomata, e Clarice Lispector, mulher de diplomata, tiveram ambos que passar, cada um a seu modo e quase ao mesmo tempo, po uma dolorosa mutação que implicava liberar -se do mundo da diplomacia para expandir seus universos pessoais e artísticos, e os nossos. Desse homem e dessa mulher saltados dos trilhos veio uma literatura feminina potente, dentro e fora dos “Laços de família”, aberta à “Legião estrangeira”, e uma canção que não tinha vergonha de cobrir todo o arco da nossa vida mental e sentimental.
Tom mandava notícias de Los Angeles sobre as aventuras e desventuras que cercavama versão das canções para o inglês. Começa que os tradutores não queriam traduzir poeticamente as palavras, mas inventar outra letra, muitas vezes infame. Quando tentavam, diz Tom, esbarravam em “certas frases e pensamentos brasileiros que não têm tradução possível ou aceitável em inglês”. Mais que isso: “Não só por causa de palavras ou expressões idiomáticas, mas também porque certos pensamentos não existem aqui!”
Ainda bem que a bossa nova era, como dizia o poeta, “mais um olhar que um beijo; mais uma ternura que uma paixão; mais um recado que uma mensagem”.
Me preparando para escrever um ensaio sobre Vinicius de Moraes letrista, li durante o carnaval o “Samba falado”, livro que reúne suas crônicas musicais. Como pude ter dado tantos cursos e palestras sobre canção brasileira sem ter lido esse livro?Seus escritos na revista “Flan”, na altura de 1953, estão cheios de sinais daquele estado de latência que precede a bossa nova. Mostrando, aliás, que a famosa expressão já estava mais do que no ar àquela altura, anos antes da eclosão do movimento, e na sua própria boca Vinicius diz da pianista Tia Amélia que ela é “uma ressurreição de Chiquinha Gonzaga”, mas “com bossas novas”.
Não estou aqui, no entanto, para resenhar o livro, nem para gastar tinta com especulações sobre a paternidade das expressões consagradas. Quero apenas fazer algumas divagações pós-carnavalescas e sentimentais sobre a minha leitura do livro. Mas como não dizer que, nessas crônicas de 1953, a bossa nova está ali num estado de querer vir a ser que a gente quase adivinha às avessas no modo como Vinicius fala sobre o tango, sobre a “bolerização” latino-americana, e, principalmente, na sua surpreendente sociologia do “novo samba”?
O “novo samba”, no caso, é o samba de classe média do início dos anos 1950 (Antonio Maria, Luiz Bonfá, Paulinho Soledade, Fernando Lobo), o samba-canção pré-bossa nova, cujas contradições e limites Vinicius vê ao mesmo tempo com amor e com surpreendente lucidez. O panorama é, segundo ele mesmo, o do pós-guerra que deu lugar a Sinatra, Sarah Vaughan, Perez Prado e Ary Barroso; o da eclosão de Copacabana (“Esse imenso cortiço com fumaças de grã-finismo onde se formou, premida pela falta de espaços, de educação e de numerário, uma geração desencantada , golpista e fria”); o do “intimismo escapista” que encontra sua forma no pequeno bar noturno. A princípio não esperaríamos do grande lírico uma análise assim cortante das ilusões de classe, nem esta precursora síntese técnica dos elementos precipitadores daquele universo cancional específico: “Sinatra, Copacabana, bebop, boate, microfone.”
Acontece que as ilusões de classe são inseparáveis da verdade de classe, e é esta que tem que ser atravessada por dentro. Antecipando-se à sua futura discussão com Lucio Rangel sobre a autenticidade da bossa nova, e a todas as infindas polêmicas levantadas por Tinhorão sobre autenticidade do samba (errado,
diz Vinicius, é “compositor da Rua Bolívar quere bancar o Nelson Cavaquinho”), o poeta manifestava a intenção de assumir o samba de classe média na sua verdade, de transformá-lo dandolh um choque de realidade (a ponto de tentar incluir desafiadorament “copo de uísque” numa letra) e de revirálo tornando-o “mais afirmativo” e “menos lamuriento”.
Não serão poucas nem pequenas as ambições deste que gestava em silêncio o “Orfeu da Conceição” (de
1956), que quis juntar nele aGrécia com o morro, ind além dos limites da sua classe, da separação racial e da tal geração “desencantada, golpista e fria”; deste que se tornou por isso mesmo parceiro de Tom Jobim, que viu bem ou mal o seu “Orfeu” correr mundo num filme famoso e, entre tudo o que tinha de ser, deu a nascer de mãe norte-americana apaixonada pelo Brasil que viu no cinema o presidente dos Estados Unidos filho de um africano. Quem ainda não sabe? O Rio de Janeiro terá de viver esse encontro.
Essa ordem de grandeza vai se manifestando no livro com o correr das crônicas de várias épocas, que entram pelos anos 1960 (acompanhando a internacionalização das canções) e, mais raras, pelos 1970 (em que a ordem de preocupações, ou de despreocupações, já era outra). O que me prende no livro, no entanto, não é o arco da grande História que já conhecemos, mas a proximidade permitida pela crônica às pequenas histórias únicas, não sabidas, inseparáveis daquela sensibilidade e daquela escrita. Os retratos de amigos amados, todos eles modelos insuperáveis de paixão, de antiostentação, de fidelidade ao desejo: Jayme Ovalle, Antonio Maria, Ciro Monteiro, Dorival Caymmi. Os parceiros e os bastidores das canções O tecido íntimo dessas narrativas, mais pontuais do que poemas e canções, mas ainda assim rebatidas sobre um fundo etéreo.
Me ocorre uma comparação extravagante. Vinicius de Moraes, diplomata, e Clarice Lispector, mulher de diplomata, tiveram ambos que passar, cada um a seu modo e quase ao mesmo tempo, po uma dolorosa mutação que implicava liberar -se do mundo da diplomacia para expandir seus universos pessoais e artísticos, e os nossos. Desse homem e dessa mulher saltados dos trilhos veio uma literatura feminina potente, dentro e fora dos “Laços de família”, aberta à “Legião estrangeira”, e uma canção que não tinha vergonha de cobrir todo o arco da nossa vida mental e sentimental.
Tom mandava notícias de Los Angeles sobre as aventuras e desventuras que cercavama versão das canções para o inglês. Começa que os tradutores não queriam traduzir poeticamente as palavras, mas inventar outra letra, muitas vezes infame. Quando tentavam, diz Tom, esbarravam em “certas frases e pensamentos brasileiros que não têm tradução possível ou aceitável em inglês”. Mais que isso: “Não só por causa de palavras ou expressões idiomáticas, mas também porque certos pensamentos não existem aqui!”
Ainda bem que a bossa nova era, como dizia o poeta, “mais um olhar que um beijo; mais uma ternura que uma paixão; mais um recado que uma mensagem”.
3.12.2011
Paul McCartney faz show no Rio de Janeiro
A produtora Planmusic, responsável pela vinda do ex-Beatle Paul McCartney ao Brasil no ano passado, confirmou que o músico volta a se apresentar no Brasil em 2011.
Dessa vez, Paul McCartney deve fazer show na cidade do Rio de Janeiro ainda no primeiro semestre. Não há data ou local definido para essa apresentação e não foi divulgado se será apenas uma ou mais apresentações no Rio.
Em 2010, o músico se apresentou em Porto Alegre, no estádio Beira Rio, e realizou dois show na capital paulista, no estádio do Morumbi. Os três shows tiveram os ingressos esgotados.
3.11.2011
3.10.2011
Shakira não fará show na casa do 'BBB 11'
Foto: Reuters
Shakira inicia sua turnê pelo Brasil no dia 15 de marçoDe acordo com a coluna Zapping, do jornal Agora São Paulo, a cantora colombiana Shakira não fará show na casa do BBB 11.
Boninho disse à publicação que chegou a conversar com ela, mas a incompatibilidade de agendas prevaleceu. Shakira inicia sua turnê de shows pelo Brasil na próxima terça-feira (15) em Porto Alegre, depois passa por Brasília no dia 17 e encerra em São
Inscrições abertas para nova edição do festival ForCaos 2011
Estão abertas as inscrições para as bandas interessadas em se apresentarem na 13ª edição do festival ForCaos. Este ano o evento será realizado nos dias 21, 22 e 23 de junho, simultaneamente, no Centro Cultural Banco do Nordeste e no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza.Seis vagas estão disponíveis para bandas que vão compor a programação do CCBNB - Fortaleza. Os organizadores farão duas seletivas em municípios do interior do Ceará. O processo seletivo vai apontar dois grupos para integrar o cast do palco do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.
As inscrições estarão abertas até o dia 15 de abril. Os interessados devem enviar CD ou DVD, release, mapa de palco, ficha técnica e termo de renúncia. O material deve ser enviado para Rua Azevedo Bolão, 733, Pq Araxá, Fortaleza/CE, CEP 60455-160. Outras informações: www.accrock.org.
Nova turnê de Richie Kotzen pelo Brasil começa nesta sexta
Começa amanhã, 11, a nova turnê do guitarrista Richie Kotzen pelo Brasil. O músico norte-americano dá início à série de apresentações com um show acústico no palco do Blackmore Rock Bar, em São Paulo.
A turnê continua pelo país passando por Rio de Janeiro, Porto Alegre, Jundiaí, Goiânia, Brasília e termina com outra apresentação na capital paulista, dessa vez com a participação da banda Tempestt e no palco do Carioca Club.
Confira abaixo as datas e locais das apresentações:
11/03/2011 - São Paulo/SP
Blackmore Bar - Al. dos Maracatins, 1.317
Ingressos: R$ 80,00 (pista) e R$ 140,00 (camarote)
Informações: www.blackmore.com.br
12/03/2011 - Rio de Janeiro/RJ
Hard Rock Café - Av. das Américas, 700, 3º andar
Horário: 17h00
Ingressos: R$ 70,00
Pontos de venda: lojas Headbanger (Tijuca), Sherazade (Tijuca), Sempre Música (Catete), Sempre Música (Ipanema), Undreground Rock Wear (Bangu) e Rock and Roll (Barra da Tijuca).
Informações: www.hardrockcafebrasil.com.br
13/03/2011 - Porto Alegre/RS
Beco 203 - Av. Independência, 936
Horário: 21h00
Ingressos: R$ 50,00 (1º lote promocional), R$ 60,00 (2º lote promocional) e R$ 80,00.
16/03/2011 - Jundiaí/SP
Lounge Club
17/03/2011 - Goiânia/GO
Bolshoi Pub - Rua T-53/T-2, n 1140, Setor Bueno
Informações: www.bolshoipub.com.br
18/03/2011 - Brasília/DF
América Rock Club - QS 03, Cj 13, Lj 2B - Taguatinga Sul
Horário: 21h00
Ingressos: R$ 70,00
Pontos de vendas: Unidades da GTR - Instituto de Guitarra (111 sul e 708/9 norte)
Informações: www.americarockclub.com.br
19/03/2011 - São Paulo/SP
Carioca Club - Rua Cardeal Arcoverde, 2.899
Ingressos: R$ 60,00 (pista) e R$ 100,00 (camarote)
A turnê continua pelo país passando por Rio de Janeiro, Porto Alegre, Jundiaí, Goiânia, Brasília e termina com outra apresentação na capital paulista, dessa vez com a participação da banda Tempestt e no palco do Carioca Club.
Confira abaixo as datas e locais das apresentações:
11/03/2011 - São Paulo/SP
Blackmore Bar - Al. dos Maracatins, 1.317
Ingressos: R$ 80,00 (pista) e R$ 140,00 (camarote)
Informações: www.blackmore.com.br
12/03/2011 - Rio de Janeiro/RJ
Hard Rock Café - Av. das Américas, 700, 3º andar
Horário: 17h00
Ingressos: R$ 70,00
Pontos de venda: lojas Headbanger (Tijuca), Sherazade (Tijuca), Sempre Música (Catete), Sempre Música (Ipanema), Undreground Rock Wear (Bangu) e Rock and Roll (Barra da Tijuca).
Informações: www.hardrockcafebrasil.com.br
13/03/2011 - Porto Alegre/RS
Beco 203 - Av. Independência, 936
Horário: 21h00
Ingressos: R$ 50,00 (1º lote promocional), R$ 60,00 (2º lote promocional) e R$ 80,00.
16/03/2011 - Jundiaí/SP
Lounge Club
17/03/2011 - Goiânia/GO
Bolshoi Pub - Rua T-53/T-2, n 1140, Setor Bueno
Informações: www.bolshoipub.com.br
18/03/2011 - Brasília/DF
América Rock Club - QS 03, Cj 13, Lj 2B - Taguatinga Sul
Horário: 21h00
Ingressos: R$ 70,00
Pontos de vendas: Unidades da GTR - Instituto de Guitarra (111 sul e 708/9 norte)
Informações: www.americarockclub.com.br
19/03/2011 - São Paulo/SP
Carioca Club - Rua Cardeal Arcoverde, 2.899
Ingressos: R$ 60,00 (pista) e R$ 100,00 (camarote)
ReVamp no Brasil: ingressos já estão à venda
Já estão disponíveis para compra os ingressos para o único show da banda ReVamp no Brasil. O grupo liderado pela vocalista Floor Jansen vem ao país pela primeira vez para uma única apresentação no dia 02 de julho, sábado, no palco do Carioca Club, em São Paulo.
Os ingressos estão à venda via internet através do site www.ingressorapido.com.br e custam R$ 150,00 (camarote 1º lote) e R$ 90,00 (pista 1º lote).
A turnê que passa pelo Brasil também tem uma apresentação agendada em Buenos Aires, na Argentina, no dia 24 de junho. Esta é a primeira vez que Floor Jansen volta ao Brasil depois do fim do After Forever e com sua nova banda. O ReVamp divulga o primeiro álbum, homônimo, lançado no ano passado.
02/07/2011 - São Paulo/SP
Carioca Club - Rua Cardeal Arcoverde, 2.899
Horário: 20h00
Classificação etária: 16 anos
Ingressos: R$ 90,00 (pista 1º lote) e R$ 150,00 (camarote 1º lote).
Vendas pela internet: www.ingressorapido.com.br
Os ingressos estão à venda via internet através do site www.ingressorapido.com.br e custam R$ 150,00 (camarote 1º lote) e R$ 90,00 (pista 1º lote).
A turnê que passa pelo Brasil também tem uma apresentação agendada em Buenos Aires, na Argentina, no dia 24 de junho. Esta é a primeira vez que Floor Jansen volta ao Brasil depois do fim do After Forever e com sua nova banda. O ReVamp divulga o primeiro álbum, homônimo, lançado no ano passado.
02/07/2011 - São Paulo/SP
Carioca Club - Rua Cardeal Arcoverde, 2.899
Horário: 20h00
Classificação etária: 16 anos
Ingressos: R$ 90,00 (pista 1º lote) e R$ 150,00 (camarote 1º lote).
Vendas pela internet: www.ingressorapido.com.br








