5.17.2010

Aos 67 anos, morre Ronnie James Dio

Dio em ação em São Paulo
Morreu na manhã deste domingo, dia 16, aos 67 anos Ronald James Padavona, mais conhecido entre os fãs como Ronnie James Dio. Diagnosticado com um câncer de estomago em novembro de 2009, Dio vinha lutando contra a doença desde então.
Nascido em 10 de julho de 1942, Dio iniciou sua carreira nos anos 50 com a banda Ronnie and The Red Caps, com a qual lançou seu primeiro single em 1958.
Devido ao estado de saúde do cantor, no início deste mês o Heaven & Hell havia anunciado o cancelamento de todas as apresentações marcadas para a Europa durante o verão do hemisfério norte. A turnê começaria no dia 13 de junho, na Áustria.
Há exatamente um ano, Dio esteve no Brasil em turnê com o Heaven & Hell, que passou por Belo Horizonte, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

Pedro Luís e a Parede


Sábado, dia 22 de Maio 2010

Foi no palco do Espaço Cultural Sérgio Porto, no Rio de Janeiro, dentro do projeto CEP 20.000, organizado pelo poeta Chacal e o ator e apresentador Michel Melamed, que Pedro Luís e A Parede se apresentaram pela primeira vez, em 1996. De lá para cá, o grupo carioca formado por Pedro Luís (voz, violão e guitarra), Mário Moura (baixo), C.A. Ferrari, Sidon Silva e Celso Alvim (bateria e percussão), lançou seis CDs e dois DVDs.
Depois do sucesso da turnê Vagabundo (2004) com Ney Matogrosso e dos shows com o Monobloco por todo o país, o grupo voltou à estrada para mostrar o novo trabalho. A turnê de lançamento do disco Ponto Enredo começou em setembro, no Rio de Janeiro, e já passou por São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte. O álbum apresenta músicas de diversos gêneros, todas de autoria de Pedro Luís, algumas em parceria com Zé Renato, Lenine, Lula Queiroga, Roque Ferreira, Carlos Rennó e Suely Mesquita e ainda o poema Cantiga, de Manuel Bandeira, extraído da obra “Estrela da Vida Inteira”, musicado por Pedro.
No repertório do show no Circo Voador, a banda mostrará as novas canções do disco, como Ela Tem a Beleza que Nunca Sonhei, Ponto Enredo, 4 Horizontes, Santo Samba, Luz da Nobreza, Mandingo e Tem Juízo Mas Não Usa. O show também inclui sucessos antigos como Menina Bonita, Caio no Suingue, Miséria no Japão e Seres Tupy.

Sábado, dia 22 de Maio 2010
Abertura dos portões: 21h. Início dos shows: 23h
R$ 20 Estudante
R$ 40 Inteiro
Classificação: 18 anos (12 a 17 anos somente acompanhados dos pais).
http://www.ingresso.com.br/
Mais informações: Circo Voador Tel.: 021.2533-0354 Rua dos Arcos, S/N - Lapa

SHOWS RIO DE JANEIRO

Abba The Show
A semelhança entre os integrantes do conjunto cover e os do grupo original já causou confusão entre os fãs brasileiros. Trata-se de um tributo à banda sueca que marcou época na história da disco music com megahits como Dancing Queen, Mamma Mia e Waterloo. A banda toca na companhia de dez músicos, com regência do inglês Matthew Freeman. 16 anos. Vivo Rio (2 200 pessoas). Avenida Infante Dom Henrique, 85, Aterro do Flamengo, 2272-2900. Sexta (21), 21h30. R$ 100,00 (setor 3) a R$ 350,00 (camarote A e setor VIP). Bilheteria: 12h/21h (seg. a qui.); a partir das 12h (sex.). Estac. c/manobr. (R$ 12,00). IR. http://www.vivorio.com.br/.

Adriana Partimpim
Personagem inventada por Adriana Calcanhotto para entreter a criançada — e, por tabela, seus pais —, Partimpim está de volta para gravar DVD com o repertório do disco Dois. Ao lado de uma banda de respeito, formada por Davi Moraes, Moreno Veloso (guitarras), Domenico Lancelotti, Rafael Rocha (bateria e percussão) e Alberto Continentino (baixo), ela toca todas as faixas do CD, entre elas Alexandre, de Caetano Veloso, e O Homem Deu Nome a Todos os Animais, versão assinada por Zé Ramalho para música de Bob Dylan, além de Um Leão Está Solto nas Ruas, gravada por Roberto Carlos em 1964. Livre. Vivo Rio (2 200 pessoas). Avenida Infante Dom Henrique, 85, Aterro do Flamengo, 2272-2900. Sábado (22) e domingo (23), 17h. R$ 70,00 (setor 3) a R$ 150,00 (camarote A). Bilheteria: 12h/21h (seg. a sex.); a partir das 12h (sáb. e dom.). Estac. c/manobr. (R$ 12,00). IR. http://www.vivorio.com.br/.

Celso Fonseca
Gravado no Estrela da Lapa no ano passado, o CD e DVD Voz e Violão, que chega às lojas, serve de base para a apresentação. Além das autorais Slow Motion Bossa Nova, Febre e Sorte, o repertório tem contribuições de Rita Lee, Banda Eva e Claudinho e Buchecha. 14 anos. Modern Sound (120 lugares). Rua Barata Ribeiro, 502, loja D, Copacabana, 2548-5005, a Siqueira Campos. Segunda (17), 19h. Grátis. É necessário fazer reserva. Estac. c/manobr. (R$ 6,00 a primeira hora).

Chico Batera
Craque no instrumento que adotou como sobrenome, o músico que tocou no Beco das Garrafas e acompanhou Sergio Mendes nos Estados Unidos celebra cinquenta anos de carreira dedicado à bossa e ao samba-jazz. Ao vivo, ao lado da Orquestra Suburbana, ele interpreta Chico Buarque, Dori Caymmi e Gilberto Gil, além de duas próprias: Santeria, parceria com Paulo César Pinheiro, e Quem Me Ensinou Sabia. 14 anos. Modern Sound (120 lugares). Rua Barata Ribeiro, 502, loja D, Copacabana, 2548-5005, a Siqueira Campos. Terça (18), 19h. Grátis. É necessário fazer reserva. Estac. c/manobr. (R$ 6,00 a primeira hora).

Chris Brown
Aos 20 anos, o músico acumula duas indicações ao Grammy e um grande vexame: bateu na então namorada, a cantora Rihanna, depois de uma briga. Da nova geração de rappers americanos, mostra no Rio as canções de Graffiti, seu disco mais recente, e sucessos como Run It!, Yo (Excuse Me Miss), Gimme That, With You, Forever e Kiss Kiss. 15 anos. Citibank Hall (8 432 pessoas). Avenida Ayrton Senna, 3000, Barra (Shopping Via Parque). Informações, 0300 7896846 (9h/21h). Sexta (21), 22h. R$ 150,00 (pista) a R$ 300,00 (camarote e pista premium). Bilheteria: 12h/20h (seg. a qui.); a partir das 12h (sex.). Cc: todos. Cd: R e V. TM. Estac. (R$ 4,50). http://www.citibankhall.com.br/.

Cristina Braga e Dado Villa-Lobos
No show A Harpista e o Roqueiro, Cristina divide o palco com o ex-guitarrista da banda Legião Urbana para mostrar as canções de seu próximo disco, Feito um Peixe. Nessa nova incursão da instrumentista pela música popular entram faixas autorais em parcerias com Moacyr Luz, Ricardo Medeiros, Jorge Mautner e Arthur Verocai. Ela ainda acompanha o guitarrista em Índio, sucesso da Legião. 10 anos. Sesc Ginástico (513 lugares). Avenida Graça Aranha, 187, Centro, 2279-4027, a Carioca. Quarta (19), 19h. R$ 20,00. Bilheteria: 13h/18h (ter.); a partir das 13h (qua.). www.sescrio.org.br.

Luiz Melodia
Enquanto prepara o próximo disco de inéditas, o cantor e compositor apresenta um repertório instigante, com Tudo Foi Ilusão, de Anísio Silva, Leros, Boleros, de Sérgio Sampaio, e Nada Tenho a Perder, de Roberto Carlos. 16 anos. Teatro Rival Petrobras (472 lugares). Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, 2240-4469, a Cinelândia. Quinta (20) a sábado (22), 19h30. R$ 50,00 (setor B) e R$ 60,00 (setor A). Bilheteria: 13h30/19h30 (seg. a qua.); a partir das 13h30 (qui. a sáb.). TT. www.rivalpetrobras.com.br.

Orquestra Lunar
Formado por dez mulheres, o conjunto encerra temporada de sua bem costurada fusão de choro, samba, bolero, baião, bossa nova e maxixe. As crooners Áurea Martins e Vika Barcellos dividem canções como Água de Cachoeira, de Jovelina Pérola Negra, e Grande Hotel, de Chico Buarque. 18 anos. Casa Rosa (800 pessoas). Rua Alice, 550, Laranjeiras, 2557-2562. Sexta (21), 23h. Mulheres: R$ 20,00. Homens: R$ 30,00. Cc: M e V. http://www.casarosa.com.br/.

Patty Ascher
Intérprete de jazz, a cantora participou de duas turnês do maestro francês Michel Legrand. Agora, sobe ao palco para mostrar Deu Jazz no Samba, CD com clássicos dos dois gêneros. 18 anos. Bar do Tom (350 lugares). Rua Adalberto Ferreira, 32, Leblon, 2274-4022. Sexta (21) e sábado (22), 22h. R$ 40,00 (setores par e ímpar) a R$ 60,00 (palco). Bilheteria: 9h/22h (seg. a qui.); a partir das 12h (sex. e sáb.). Cd: todos. Estac. c/manobr.

5.16.2010

O DRUIDA É NOSSO

Hermeto Pascoal, mesmo sem saber surfar, pegou um tubo grande. E saiu sorrindo

Paulo Lima
Como fazer para se manter, em plena oitava década de vida, reconhecido como uma das mais criativas e inovadoras figuras num firmamento mais chapado de estrelas do que o céu de uma noite de verão em Arapiraca? Fato é que, se alguém conhece esse segredo, atende pelo nome de Hermeto Pascoal. Tornar-se uma quase unanimidade no congestionado panteão da música brasileira (e planetária), que para felicidade mundial produziu e produz figuras geniais em quantidade semi-industrial, definitivamente não é pouca coisa. De Miles Davis a um jumento rinchador, do assistente de som que roncava desavisado no estúdio a uma abelha nervosa, todo tipo de ser ou objeto capaz de produzir som já de alguma forma serviu de parceiro a esse legítimo misto de bardo e druida brasileiro.
E, se esse segredo existir, passa certamente pela capacidade de se manter aberto, escancarado até, para tudo o que está ao nosso alcance, mas que passa despercebido a 99% dos mortais comuns. A imagem que você contempla aqui foi feita em 1987, pelo fotógrafo e hoje mago das lentes do cinema Paulo Vainer. Hermeto, então com 51 anos de idade, topou sem pestanejar a proposta de vestir uma roupa de borracha de mergulho que cobria seu corpo dos tornozelos ao pescoço e produzia um calor fenomenal. Como se não bastasse, portava numa das mãos, uma prancha de surfe nova em folha. Nossa ideia era colocá-lo num tubo.
O cenário não poderia ser mais desajeitado e insalubre:
a estreita passarela que corre colada à parede do túnel da avenida 9 de Julho, artéria paulistana largamente conhecida e permanentemente obstruída.
O que seria dessa ideia no mundo de hoje, quando qualquer fulano com duas musiquinhas no MySpace já exige toalhas, proseccos e iogurtes nos camarins?
Hermeto não só topou como adorou, gritava com os carros que passavam, se deliciava com o ruído ensurdecedor dos motores, escapamentos e buzinas. Enquanto todos ouviam barulho, ele lia sinfonias, sorria, se divertia como se estivesse na Lua, um cosmonauta russo pisando em Plutão.
Saindo dali, ainda teve tempo de botar as barbas de molho. Não no sentido figurado, mas molhando mesmo os fios brancos de sua farta pelagem facial num singelo copo d’água, esticando um chumaço da barba, como se fosse uma harpa, e tocando “Parabéns a Você” claro
e bom som. Não duvide, saiu afinado e está gravado.
Hermeto é genial. E faz tempo.
 
Paulo Lima é fundador da editora e da revista Trip

Maior violonista brasileiro, Hélio Delmiro se queixa de preconceito por ser pastor evangélico

Antônio Carlos Miguel
RIO - Hélio Delmiro diz que tem um problema. Se a conversão ao credo evangélico, há 24 anos, ajudou-o em muitas questões particulares, hoje, profissionalmente, ele se sente "limado", vítima de preconceito, esquecido por cantoras e produtores:
- Eu não sou mais "o cara", virei "um dos" - comenta, sem falsa modéstia, pouco antes de subir ao pequeno palco do Lapinha e mostrar que continua sendo... o cara, o maior violonista/guitarrista brasileiro.

Artistas de diferentes gerações avalizam. Ed Motta diz adorar Delmiro, e justifica:

- Acho que, no Brasil, o primeiro solo de guitarra no idioma jazzístico foi o que ele fez, brilhantemente, no LP "O som brasileiro de Sarah Vaughan". O tema é "Preciso aprender a ser só", de Marcos Valle, e o solo de Hélio é histórico.

O autor desse clássico, Marcos Valle, faz coro:

- O solo de Hélio em "Preciso aprender a ser só" é lindo, seu violão é memorável.

5.15.2010

Discos imperdíveis

Pithecanthropous Erectus, de Charles Mingus
 
Felix Baigon
Contrabaixista de expressiva importância para o jazz mundial, Charles Mingus estudou piano, composição e regência antes de tocar com grandes nomes, como Duke Ellington – com quem atuou durante anos e aprendeu todos os macetes da boa orquestração, Miles Davis e Charlie Parker.
Gravado em 1956, com a participação dos músicos Jackie McLean (sax alto), J.R.Montrose (sax tenor), Mal Waldron (piano) e Willie Jones (bateria), o álbum Pthecanthropous Erectus é a síntese do que foi a carreira desse gênio do contrabaixo. Suas composições, verdadeiras obras de arte, quase não foram gravadas na íntegra por outros músicos dada a dificuldade de execução. Mingus misturava elementos da música clássica com o jazz de uma forma inimaginável para sua época e ainda incluía sons urbanos e efeitos criados a partir dos saxofones, provocando sensações inéditas aos ouvintes. Exemplo disso é o clássico A Foggy Day, de Gershwin, onde ele também faz um dos mais criativos solos de contrabaixo da história da música instrumental.
A faixa Pithecanthropous Erectus abre com um caótico arranjo escrito para o quinteto soar como uma Big Band. Coisa de gênio. Os solos de sax alto de Jacke McLean e do piano de Mal Waldron valorizam ainda mais esse belo tema. É Mingus e sua banda sem limites para criar. Incompreendido pelo mercado, Charles Mingus terminou por abrir sua gravadora, anos depois, onde fez sua arte com total liberdade.
Figura de difícil trato no meio artísitico, Mingus tinha a fama de resolver as paradas na base da força. Demitiu músicos famosos de sua banda e, por diversas vezes, saiu no braço com músicos, donos de clubes de jazz e empresários maus pagadores.

Felix Baigon é baixista e está tocando no musical “Vicente Celestino”, que está em cartaz no Teatro SESC Ginástico até 23 de maio, no Rio de Janeiro.

5.14.2010


Anúncio de Lucio Maia sobre o futuro da Nação Zumbi causa comoção nos fãs

O guitarrista Lucio Maia, da banda Nação Zumbi, deu um susto nos fãs nesta quarta-feira, 12, ao públicar uma mensagem em sua conta no Twitter. Pouco antes das 11h00 o músico publicou uma mensagem dizendo “Amigos, a Nação Zumbi acabou...”. Como era de se esperar, a repercussão foi proporcionalmente inversa ao tamanho do texto.
Mas logo em seguida o guitarrista completou a notícia: “...ACABOU DE ASSINAR COM A CAFUNÉ PRODUÇÕES!!!”, terminando assim com a inquietação dos fãs que bombardearam o músico com mensagens sobre o suposto anúncio de término da banda.
Durante todo o dia o assunto foi comentado pelo Twitter, com alguns fãs inclusive irritados pela brincadeira. “Galera, chazinho de boldo com camomila... Agradeço à todos vcs que são entusiasta desta banda que só tem um compromisso: música e diversão”. Maia contou também que ainda este ano a Nação Zumbi deve lançar um novo álbum de estúdio e um DVD.
“Existe melhor jeito de divulgar uma notícia? Hahahaha... 216 RTs!!! Desculpem a brincadeira. Com apenas a notícia da assinatura, duvido que teria tantos RTs. Beijos pras minas, abraços pros manos e um dedo médio pros nervosinhos”. Parece que o músico estava certo, visto a repercussão da brincadeira.

Roça ‘n’ Roll 2010: ingressos promocionais estarão à venda em breve

Começa no próximo dia 20 de maio a venda de ingressos promocionais para a 12º edição do festival Roça ‘n’ Roll. Até o dia 06 de junho, quem comprar o ingresso promocional a R$ 60,00 (interia) leva também a camiseta oficial do evento. O valor sem a camiseta é de R$ 30,00.
A nova edição do Roça ‘n’ Roll será realizada no dia 12 de junho na Fazenda Estrela, na zona rural da cidade mineira de Varginha. Sim amigo, a cidade do famoso ET brasileiro... Além dos shows com bandas de estilos diferenciados dentro do Metal, o festival terá diversas outras atividades. Estão programados campeonatos de Guitar Hero, air guitar, e o já tradicional Torneio de Truco.
A programação musical deste ano conta com as apresentações das bandas Almah, Bittencourt Project, Torture Squad, Tuatha De Danann, Salário Mínimo, Agouro, Agrotóxico, Corpse Grinder, Kamala, Hammurabi, Murder Ride, Alpha Scorpii, Lothloryen, Unliver, Mercuryio Projectile e Ravenland.
Em breve a organização do evento também vai divulgar os nomes dos grupos que tocarão na tenda Aqui o Bixo Pega. Confira:

12/06/2010 - Varginha/MG
Fazenda Estrela - Rod. Varginha - Monsenhor Paulo, km 2
Ingressos: R$ 60,00 (inteira com camiseta do Roça) e R$ 30,00 (meia-entrada)
Postos de vendas: lojas Tribo S.A. e Wanger (Varginha/MG) e Cabelo Tattoo (Alfenas/MG).
Venda pela internet: ticketroca@gmail.com e info@rocainroll.com.
Informações:   http://www.rocainroll.com/
 
Lucas Silveira faz show intimista e sessão de autógrafos na próxima segunda

O vocalista Lucas Silveira, integrante da banda Fresno, tem um encontro marcado com os fãs na próxima segunda-feira, 17, em São Paulo. O cantor fará um show intimista apresentando ao público as músicas do primeiro álbum de seu projeto solo, o Beeshop.
A apresentação será realizada na Livraria Cultura do shopping Market Place e, além do show, Lucas fará uma sessão de autógrafos. Mas a produção do evento avisa aos fãs que apenas serão autografados os CDs “Rise and Fall of Beeshop” e não outros trabalhos do cantor.
O ingresso para o evento será trocado por 1 kg de alimento não perecível. A troca será feita às 18h00, uma hora antes do início do show. Apenas 99 senhas serão disponibilizadas.

17/05/2010 - São Paulo/SP
Livraria Cultura - Av. Chucri Zaidan, 902 (Market Place Shopping Center)
Horário: 19h00 (show)
Ingressos: 1 kg de alimento não perecível
Informações: 11 3474-4033

Velhas Virgens agitam a ‘saudosa maloca’ na Virada Cultural

O homenageado Adoniran
A banda Velhas Virgens é uma das muitas atrações da nova edição da Virada Paulista que será realizada neste final de semana na cidade de São Paulo. Para este ano, o grupo prepara um show inédito prestando uma homenagem a um dos maiores nomes da música paulista, João Rubinato, o Adoniran Barbosa.
Neste show o grupo vai apresentar alguns dos maiores clássicos de Adoniran em arranjos Rock n’ Roll, seguindo o mesmo esquema que já fizeram em seu álbum “Carnavelhas”, com marchinhas carnavalescas. “Malvina”, “As Mariposa”, “Tiro ao Álvaro” e “Samba do Arnesto” são algumas das músicas preparadas pelas Velhas.
A homenagem a Adoniran Barbosa será no palco Rock montado na Avenida São João, próximo a Rua General Osório, de frente para a Av. Ipiranga. O show será na madrugada de domingo, 16, às 03h30.

País sem pianos

RUY CASTRO.
RIO DE JANEIRO - Notícia desta semana alerta para um fato preocupante: a queda a quase zero no interesse pelo piano entre os jovens brasileiros. Em vários Estados, concursos importantes, destinados a formar futuros solistas, deparam com um número insignificante de inscrições. E não se trata de desinteresse pela música -porque outros instrumentos, talvez mais imediatos, continuam prestigiados.
O Brasil e o piano têm uma bela história juntos. Os dois conquistaram seu espaço quase ao mesmo tempo no século 19: o piano, sobre o cravo; o Brasil, sobre a sua condição de colônia. O próprio príncipe dom Pedro era pianista. Em pouco tempo, o piano tornou-se um móvel obrigatório nas nossas casas, tanto quanto o toucador e a escarradeira. Permitiu também que muitos escravos, que o aprenderam, levassem vida melhor.
Desde então, num país em que o violão sempre pareceu onipresente, a grande música, do ponto de vista do compositor, passou decisivamente pelo piano. É só citar Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Freire Junior, Zequinha de Abreu, Sinhô, Ary Barroso, Custodio Mesquita, Alcyr Pires Vermelho, Vadico, Johnny Alf, Tom Jobim, Marcos Valle, Francis Hime, Edu Lobo, João Donato. E os arranjadores, os solistas, os acompanhadores?
Um motivo para o declínio do piano nas casas brasileiras pode ter sido a verticalização das cidades -não é fácil transportar um piano para o 10º andar. Outro pode estar no fato de que leva mais tempo para formar um pianista do que um médico ou engenheiro, sem nenhuma garantia de que um dia ele possa viver das pretinhas. Mas todo estudante de piano precisa chegar a profissional? A educação musical, por si, não deveria ser suficiente?
Tom Jobim me disse que o piano fez o homem acabar de descer da árvore. Mas talvez a árvore seja o nosso destino.

5.13.2010

2 SHOWS com MILTON NASCIMENTO no centro do país (maio 2010)

Milton Nascimento & Quarteto convidam
Lô Borges

13/05/2010 - 21:00s
Teatro Rio Vermelho do Centro de Convenções - GOIÂNIA
Endereço: Rua 4, 1400 - Centro
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MILTON NASCIMENTO
&
Quarteto

15/05/2010 - 23:00s
Evento: AVA MARANDU - CAMPO GRANDE / MS
PRAÇA DO RÁDIO CLUBE (Entre as Ruas Pedro Celestino e Padre João Crippa e Afonso Pena c/ Barão do Rio Branco)
***
QUARTETO:
Kiko Continentino, Wilson Lopes, Gastão Villeroy (Bruno Migliari em Cpo. Grde.), Lincoln Cheib
***

ENTREVISTA COM MARCUS MODESTO

JORNALISMO

Qual é sua especialidade? De que assuntos você trata?
Blog voltado para a divulgação de Eventos Culturais,Shows,Relação de Bares,Restaurantes, Pousadas,Hoteis e Fazendas da Região do Vale do Café

Em que meios você trabalhou?
Televisão e Jornais Diários

Um endereço web onde possamos ver algo sobre você?
www.botecosdovaledocafe.blogspot.com

O que é noticia?
Uma série de fatores envolve o processo que transforma uma pauta em notícia.
Claro que o bom senso do jornalista é o que determina o que será ou não notícia, pois o profissional analisa a realidade dos fatos e a transmite para o público. Portanto, nem tudo o que acontece torna-se notícia

O que é para você a objetividade?
Ser claro, honesto e objetivo

Qual é a melhor manchete que você leu?
Sinceramente eu não sei...talvez Obama na Casa Branca...

Qual é a manchete que você gostaria de ver algum dia nos jornais?
Acabou a impunidade no Brasil

Que jornal você compra aos domingos? Onde você o lê?
não compro

A liberdade de expressão acaba onde começa a linha editorial da mídia?
Sim. A liberdade de expressão sempre termina quando começam os interesses dos proprietários do veículo e seus interesses comerciais.

O jornalismo de analise e investigação está se perdendo?

Acredito que sempre haverá espaço para o jornalismo de análise, principalmente para um público mais exigente que busca uma informação mais apurada.
Quanto ao jornalismo investigativo penso que está cada vez mais escasso. Muitos profissionais não querem arriscar suas vidas por causa de uma notícia.

Com uma câmera em cada telefone, cada cidadão se transforma em um correspondente?
Não. Não são os aparelhos tecnológicos que transformam um cidadão comum em um jornalista correspondente. É necessário um olhar crítico sobre a realidade a ser avaliada, o que só pode ser feito com qualidade por um profissional da comunicação.

Como você explica o auge do jornalismo dedicado ao show business?
Porque tem público e porque é um tipo de jornalismo extremamente barato de ser produzido. Basta colocar um fotojornalista em qualquer lugar da moda e esperar a primeira celebridade de ocasião aparecer e está feita uma notinha.

Qual é sua posição sobre o direito dos famosos a sua intimidade?
A fama tem seu preço e só estão nela àqueles que realmente se dispuseram a pagar o que ela pede. Sua intimidade passa a pertencer ao público, como regra de contrato pela glória e pelo glamour recebido.

O que você pode nos ensinar sobre a arte da entrevista?
Entrevistar não é fácil, exige treino, preparo, mas principalmente sensibilidade. Depende muito também do entrevistado, mas é básico saber: entrevistas devem fluir como uma conversa. Por isso é importante que o jornalista esteja à vontade e deixe o entrevistado mais à vontade ainda, assim, ele diz mais do que pretendia dizer, e isso transforma a matéria, leva além.
Mas para que o jornalista fique à vontade, é importante que ele se prepare bem antes de partir para a entrevista, estudando bem a pessoa com quem irá conversar, saber de sua história, sua trajetória, os fatos mais marcantes. Além disso, é imprescindível ter claro na mente o que se quer revelar desta personalidade, tirar dela o que as pessoas querem realmente saber. Quando se faz isso com transparência e honestidade, fica fácil e prazeroso.

Pessoas famosas que você entrevistou
Mieli,Lula,Francis Hime, José Dirceu, MPB4, etc....etc....

O jornalismo blog está revolucionando a profissão?
Sim, levando em conta que o jornalista tem maior liberdade para opinar sobre questões que, em um veículo normal, não poderia.

O jornalismo de papel desaparecerá?
Não acredito nisto

O que você pensa de imprensa gratuita que se distribui nas cidades?
Devido aos recursos limitados, costuma ser de baixa qualidade na grande maioria (existem exceções). No entanto, acredito que quanto maior o alcance da imprensa, mais democrática ela se torna e, para isso, a gratuidade às vezes é um item importante.

Qual é o livro que você gostaria de escrever?
Algo sobre ciclismo

Algum lema ou principio ético esclarece suas decisões em momentos de confusão?
A verdade

Que conselho você dá a alguém que acaba de sair da faculdade e quer se introduzir na profissão?
Sempre conferir a fonte e publicar a verdade

Entrevista publicada