4.12.2010

Chico Violão' rebobina cancioneiro de Buarque

Após revisitar o repertório de Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994) no CD Jobim Violão, Arthur Nestrovski se volta para o cancioneiro de Chico Buarque em Chico Violão, disco editado pela gravadora Biscoito Fino neste mês de abril de 2010. As 15 músicas foram formatadas em arranjos para violão solo. Com obras-primas como Tatuagem (1973), Beatriz (1983) e Futuros Amantes (1993), a seleção de Nestrovski abrange período que vai de 1972 (Soneto) a 2005 (Embebedado e Porque Era Ela, Porque Era Eu - tema feito pelo compositor para a trilha sonora do filme A Máquina que foi lançado em disco na coletânea Chico no Cinema). Os arranjos ouvidos em Chico Violão são baseados nas partituras do livro Cancioneiro Chico Buarque, editado em 2008 pela Jobim Music. CD já está à venda.

Caetano, Takai, Elza e Baleiro na lírica de Nilo

Mauro Ferreira
Já lançado pela prefeitura de Fortaleza no Carnaval de 2010, por ora com circulação restrita ao Ceará, o tributo Quando Fevereiro Chegar - Uma Lírica de Fausto Nilo apresenta 12 gravações inéditas de músicas letradas por Nilo - compositor, poeta e cearense de Quixeramobim. O CD, ainda à espera de edição comercial, conta com produção de Robertinho de Recife e alinha na ficha técnica nomes como Caetano Veloso (Coisa Acesa, parceria de Nilo e Moraes Moreira que deu título ao álbum lançado por Moraes em 1982), Elza Soares (Santa Fé, tema da trilha sonora da novela Roque Santeiro), Fernanda Takai (O Elefante, parceria lúdica de Fausto Nilo com Robertinho de Recife), Ivan Lins (Pão e Poesia - o samba lançado por Simone em 1981), Zeca Baleiro (Eu Também Quero Beijar, hit de Pepeu Gomes nos anos 80), Jorge Vercillo (Zanzibar, parceria de Nilo e Armandinho, propagada pelo grupo A Cor do Som), Carlinhos Brown (Chão da Praça, clássico atemporal da fase pré-industrializada do Carnaval da Bahia), Zé Ramalho (Periga Ser, galope popularizado na voz de Amelinha) e Fagner (Chorando e Cantando, parceria com Geraldo Azevedo de cuja letra foi extraído o verso que batiza o disco). Principais parceiros de Nilo, Moraes Moreira e Geraldo Azevedo marcam presença no tributo. Moraes faz rolar novamente Pedras que Cantam, parceria de Nilo e Dominguinhos, lançada por Fagner em 1981. Já Geraldo abre o tributo com seu registro de Vida Boa, parceria com Armandinho. Quando Fevereiro Chegar encerra com o poeta celebrado, intérprete de Bloco do Prazer, o sedutor frevo lançado em 1981 por Nara Leão (1942-1989) e popularizado por Gal Costa em 1982.

Alceu Valença, em única apresentação, na Fundição Progresso


Alceu Valença apresenta em primeira mão na Fundição Progresso, sábado, 17 de abril, às 22h, o show que se tornará seu terceiro DVD ao vivo, a ser gravado no final deste ano no Marco Zero, em Recife. Depois de realizar um carnaval arrebatador na capital pernambucana, Alceu volta ao Rio e retoma seu repertório pop – com os sucessos “Tropicana”, “Anunciação”, “Estação da Luz”, “Pelas Ruas que Andei”, “Como dois Animais”, “La Belle du Jour” - acrescido de composições de seus álbuns mais recentes e obras menos conhecidas lapidadas ao longo de sua trajetória.
Dentre estas estão “Deusa da Noite” e “Amor que vai”, recriadas em seu mais novo disco de estúdio, “Ciranda Mourisca”, além de “Anjo de Fogo”, lançada em um de seus primeiros álbuns, “Espelho Cristalino”. De safras mais recentes aparecem “Embolada do Tempo” (inicialmente composta para a trilha sonora de “A Luneta do Tempo”, sua primeira incursão como diretor de cinema), “No Tempo em que me querias” e “Ai de ti Copacabana”.
A alegria de voltar à Lapa inspirou o compositor a incluir no repertório um samba inédito feito em homenagem ao Rio de Janeiro – e jamais apresentado anteriormente em qualquer show ou disco de Alceu: “Era verão na cidade de São Sebastião” celebra umbigos, pernas e pandeiros da cidade que transforma qualquer brasileiro em carioca por adoção.
Alceu Valença será acompanhado por sua banda, formada por Paulo Rafael e Rissachi Honda (guitarra), Mauricio Oliveira (baixo), Cássio Cunha (Bateria), Tovinho (teclados), Rafael (saxofone) e Edwin (percussão). Com promoção da rádio MPB FM, a noite conta ainda com o show de abertura da banda 4 Cabeça, formada pelos músicos Baia, Rogê, Luis Carlinhos e Gabriel Moura, este último parceiro de Alceu no “Frevo da Lua”, canção composta especialmente para o carnaval 2010 de Pernambuco.
Fundição Progresso (5 000 pessoas). Rua dos Arcos, 24, Lapa, telefone 2220-5070. Sábado (17), 22h. R$ 40,00 (1º lote) a R$ 60,00 (3º lote). Bilheteria: 10h/13h30 e 14h/18h (seg. a qui.); a partir das 14h (sex. e sáb.). www.fundicaoprogresso.com.br Classificação: 18 anos

Abertura: Banda "4 Cabeça" Sábado, 17 de abril de 2010

SHOWS RIO DE JANEIRO

Luiza Dionizio
Luiza Dionizio não é, como se já fosse pouco, apenas a maior cantora inédita em disco do Brasil. Não é somente a melhor voz de uma Lapa cheia de vozes novas. Não é só a bola da vez. Nem aquela cantora que quem é malandro mesmo já identificou. Senão pergunte ao poeta Wilson Moreira (“o brilho de uma linda cor com toda a virtuosidade”), consulte tecnicamente a professora Fátima Guedes (“É uma das cantoras mais elegantes e exatas que eu conheço Ou, ainda, lembre de quem é a voz que o genial Luiz Carlos da Vila gostava tanto de ouvir nos seus momentos de entrega total à música, fora dos holofotes, num quintal da Vila da Penha natal de ambos... 16 anos. Teatro Rival Petrobras (472 lugares). Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, Tel. 2240-4469, a Cinelândia. Quarta (14), 19h30. R$ 30,00. Bilheteria: 13h30/19h30 (seg. e ter.); a partir das 13h30 (qua.). TT. www.rivalpetrobras.com.br.

Arranco de Varsóvia
Com repertório dedicado a Martinho da Vila, o grupo formado por Andrea Dutra, Cacala Carvalho e Elisa Queirós (vocais), Muri Costa (violão) e Paulo Malaguti (piano) lança o primeiro DVD, Pãozinho de Açúcar, gravado ao vivo. Em meio aos clássicos aparecem a inédita Disritmou, parceria do bamba com Carlinhos Vergueiro, e Amigo Martinho, de Monarco e Ratinho. 14 anos. Teatro Carlos Gomes (685 lugares). Praça Tiradentes, 19, Centro, Tel. 2224-3602, a Carioca. X Terça (13), 19h. R$ 10,00. Bilheteria: 14h/18h (seg.); a partir das 14h (ter.).

Celebrare
Revelado no comando de bailões no extinto Ballroom, no Humaitá, o grupo exibe o repertório de Dance +, seu segundo DVD. Nele cabem clássicos da dance music como YMCA, Dancing Queen e Sex Machine. 15 anos. Canecão (2 000 lugares). Avenida Venceslau Brás, 215, Botafogo, Tel. 2105- 2000. X Sábado (17), 22h. R$ 70,00 (poltrona numerada) a R$ 200,00 (camarote). Bilheteria: 12h/21h20 (seg. a sex.); a partir das 12h (sáb.). http://www.canecao.com.br/.

Celtic Legends
Uma trupe de belas dançarinas e um desfile de instrumentos musicais pouco usuais chamam atenção no palco. Inspirado em canções tradicionais irlandesas, o espetáculo tem entre seus idealizadores a diretora musical Liz Knowles, primeiro-violino dos espetáculos Riverdance e The Pirate Queen, da Broadway. Livre. Canecão (1 457 lugares). Avenida Venceslau Brás, 215, Botafogo, Tel. 2105-2000. X Sexta (16), 22h. R$ 60,00 (poltrona numerada) a R$ 140,00 (setor A). Bilheteria: 12h/21h20 (seg. a qui.); a partir das 12h (sex.). www.canecao.com.br.

Claudette Soares
Na ativa desde a década de 40, na época de ouro do rádio, a cantora abraçou a bossa nova vinte anos depois. Ao lado do pianista Tibor Fittel, ela exibe sucessos de Vinicius de Moraes, Carlos Lyra e Tom Jobim. Feita em sua homenagem, De Tanto Amor, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, também está prevista. Livre. Sala Baden Powell (508 lugares). Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360, Copacabana, Tel. 2548-0421, a Cardeal Arcoverde. Segunda (12), 19h30. R$ 20,00.

Claudia Telles
Filha de Sylvia Telles (1934-1966) e também cantora, Claudia mostra ao vivo as composições do disco Quem Sabe Você. A bossa nova domina o repertório, que traz inéditas de Johnny Alf, Ai Saudade, e de Roberto Menescal, autor da faixa-título. Em homenagem à mãe, ela desfia Sem Você pra que, parceria de Sylvinha com Chico Anysio. 14 anos. Modern Sound (120 lugares). Rua Barata Ribeiro, 502, loja D, Copacabana,Tel. 2548-5005, a Siqueira Campos. Segunda (12), 19h. Grátis. É necessário fazer reserva. Estac. c/manobr. (R$ 6,00 a primeira hora). www.modernsound.com.br.

Alexandre Penezzi
Virtuose do violão, Penezzi mostra o repertório de seu último disco, o delicado Sentindo. No programa há nove músicas de sua autoria, além da valsa Sinuosa, que será executada com a participação do autor, e também violonista, Maurício Carrilho. Outros convidados esperados são o clarinetista Alexandre Ribeiro e o violonista Yamandu Costa. Livre. Sala Cecília Meireles (835 lugares). Largo da Lapa, 47, Lapa, Tel. 2332-9160. Terça (6), 20h. R$ 20,00. Bilheteria: 13h/18h (seg.); a partir das 13h (ter.).


Violeiro Nara Leão & Sidney Miller Festival de 1967

Violeiro de Sidney Miller, que foi defendida no I II Festival da Canção Popular (1967),por: Nara Leão & Sidney Miller


4.11.2010

Confraternizacao -

Solidão !!!!
Você está se sentindo sozinho?
Está sem um ombro amigo?
Sem sentir o calor de outro corpo?

Seus problemas acabaram!

Dá uma passadinha lá na estação Ipanema do
Metrô !


TALVEZ SUA SOLIDÃO ESTEJA NO FIM....

4.10.2010

Beatles: DVD com o lendário show do Shea Stadium, em 1965, é lançado no Brasil

Antônio Carlos Miguel
RIO - Num 10 de abril, há exatamente 40 anos, Paul McCartney surpreendeu seus três camaradas nos Beatles ao distribuir um comunicado oficial para a mídia anunciando seu desligamento do grupo. Em lance de oportunismo, que abriu profunda ferida entre eles, o anúncio coincidiu com a distribuição para a imprensa de cópias de seu primeiro disco solo, "McCartney". Após a separação, em maio, eles ainda lançaram um derradeiro álbum, "Let it be", que fora gravado antes de "Abbey Road" (este, editado em 1969), mas o fim já fora decretado pela saída de Paul.
Fim que, por ter acontecido com os Beatles ainda no auge e não ter tido volta, após as mortes de John Lennon (em 1980) e George Harrison (em 2001), contribuiu para aumentar a mística em torno do grupo e de sua admirável obra. Tanto que, quatro décadas após, não só seu catálogo oficial como muitas raspas de tacho são reeditados periodicamente, beneficiados pelas efemérides que se sucedem. Um exemplo entre essas sobras acaba de sair no Brasil, o DVD "The Beatles: Live at Shea" (Coqueiro Verde), com o histórico concerto em 15 de agosto de 1965 no estádio em Nova York, quando se apresentaram para o público então recorde de 55 mil pessoas. Na grande maioria, ensandecidas fãs, protagonizando o ritual de histeria que marcou a beatlemania na primeira metade da carreira do grupo.
Em 1965, a indústria de grandes shows de rock engatinhava. As caixas de 100 watts utilizadas pelo quarteto no palco montado no centro do gramado eram insuficientes para atingir a plateia que se espalhava pelas arquibancadas, e os produtores também tiveram que apelar para o precário sistema de som do estádio. O resultado? Os sucessos dos Beatles soavam como saídos de um rádio de pilha e eram abafados pela gritaria dos fãs. O DVD "Live at Shea" traz o programa que a produtora de Ed Sullivan (então um dos principais apresentadores da TV americana e, desde 1964, importante aliado do quarteto e de seu empresário, Brian Epstein, para a conquista dos EUA) fez para a rede ABC exibir em 1966. Em janeiro daquele ano, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr entraram num estúdio em Londres, e, com as imagens do show sendo projetadas, gravaram o áudio que foi utilizado no especial. Isso explica a razoável qualidade desse registro "ao vivo". Como também era comum no período, a apresentação é curta, constando de 11 canções em apenas 30 minutos. O DVD traz dois inflados extras: "Bastidores", que reprisa boa parte do show, acrescido de cenas de bastidores e comentários em off dos quatro; e "Depoimentos dos Beatles", com mais reprise do concerto e entrevistas com eles, provavelmente feitas nos anos 1990 para o documentário "Anthology". Ou seja, limpando as canções que são repetidas nos extras, sobra cerca de uma hora de conteúdo. Mas com curiosidades, principalmente nos "Bastidores", com trechos de algumas das atrações de abertura, incluindo os Discoteque Dancers - cinco garotas e um rapaz em coreografias patéticas -, o ótimo grupo do saxofonista King Curtis, a cantora soul Brenda Halloway e a datada banda Sounds Incorporated.
O show dos Beatles é aberto por "Twist and shout", e, entre as 11 músicas, duas, "She's a woman" e "Everybody's trying to be my baby", não trazem imagens em movimento, são ilustradas por fotos da noite. Estão ainda no repertório alguns de seus principais sucessos na época, como "Can't buy me love", "A hard day's night", "Help" e, no grand finale, com John Lennon pela primeira vez tocando órgão ao vivo (até com os cotovelos), uma demolidora e pra cima "I'm down".
O DVD pouco acrescenta, mas poderá interessar a betleamaníacos, antes de começar nova sequência de efemérides, a partir de 2012, quando se completarão os 50 anos da estreia do grupo em disco.



Aos 70, Astrud tem raro DVD editado no Brasil

Aos 70 anos, festejados em 29 de março de 2010, a reclusa Astrud Gilberto tem lançado no Brasil um raro registro audiovisual da década - a de 80 - em que montou uma banda e partiu em turnê mundial. Editado no Brasil neste mês de abril de 2010, pela gravadora Coqueiro Verde, o DVD Astrud Gilberto Festival exibe show feito em 2 de julho de 1985 pela cantora baiana - radicada desde 1963 nos Estados Unidos - no Lugano Jazz Festival. No roteiro, Astrud - que encerrou sua carreira em 2001 - prioriza clássicos do repertório de Antonio Carlos Jobim (como Águas de Março, Dindi, Água de Beber e A Felicidade) entre música de João Donato (A Rã, em registro instrumental) e afro-samba de Baden Powell & Vinicius de Moraes (Canto de Ossanha). O repertório do show inclui , claro, The Girl from Ipanema, a música que projetou a voz de Astrud - e a própria Bossa Nova - em escala mundial em 1964, na célebre gravação do álbum Getz/Gilberto (de Stan Getz e João Gilberto).