11.16.2009



BATUCADAS BRASILEIRAS

Orquestra de percussão do projeto social do músico Robertinho Silva, o conjunto apresenta o espetáculo Quando o Samba Não Tem Cor. À frente, além de Silva, estão Carlos Negreiros e Aleh Ferreira. Releituras de composições de Pixinguinha e Capiba, entre outros, vão contar com a participação de Moacyr Luz, BNegão, Carlos Malta, Wagner Tiso, Raul de Souza e Roberto Mendes. 16 anos. Teatro Rival Petrobras (472 lugares). Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, 2240-4469, metrô Cinelândia. Terça (17) e quarta (18), 19h30. R$ 40,00. Bilheteria: 13h30/19h30 (seg.); a partir das 13h30 (ter. e qua.). TT. www.rivalbr.com.br.

CASUARINA

Segue a turnê do grupo, inspirada no bom repertório do seu primeiro DVD, lançado pela MTV. Ao vivo, o quinteto esbanja irreverência e foge do lugar-comum juntando composições próprias, como Vaso Ruim, Arco-Íris e Certidão, às antigas Já Fui uma Brasa, de Adoniran Barbosa, Jornal da Morte, de Miguel Gustavo, e Cabelos Brancos, de Herivelto Martins e Marino Pinto. 18 anos. Estrela da Lapa (400 pessoas). Avenida Mem de Sá, 69, Lapa, 2507-6866. Quinta (19), 23h. R$ 30,00. www.estreladalapa.com.br.


CELSO FONSECA

Autor de sucessos como Slow Motion Bossa Nova e Sorte, esta com Ronaldo Bastos, o artista apresenta parte das canções de seu segundo DVD. Podem aparecer regravações de Caso Sério, de Rita Lee e Roberto de Carvalho, e Um Dia de Domingo, de Michael Sullivan e Paulo Massadas. 18 anos. Posto 8 (386 pessoas). Avenida Rainha Elizabeth, 769, Ipanema, 2523-1703. Quinta (19), 21h30. R$ 80,00. Bilheteria: 16h/20h (ter. e qua.); a partir das 16h (qui.). IC. www.posto8.blogspot.com

DETONAUTAS

Liderado pelo engajado Tico Santa Cruz, o grupo lança o disco Acústico em formato intimista. Estão no repertório o novo hit O Inferno São os Outros, além de Até Quando Esperar, da Plebe Rude, e Mais Uma Vez, de Renato Russo. Antes da apresentação tem sessão de autógrafos. Livre. Livraria DaConde (40 lugares). Rua Conde Bernadotte, 26, loja 125, Leblon, 2274-0359. Quarta (18), 18h. Grátis. Distribuição de senhas duas horas antes.

DINO RANGEL

Na companhia do baterista Marcio Bahia, do baixista Mazinho Ventura e do saxofonista Zé Canuto, o guitarrista apresenta as músicas de Partir... Voltar. Entre obras próprias, eles interpretam Di Menor, de Guinga, Chorinho pra Você, de Severino Araújo, e Frevo em Maceió, de Hermeto Paschoal. Livre. Centro Cultural Ibeu (110 lugares). Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 690, 11º andar, Copacabana, 3816-9400, metrô Siqueira Campos. Quinta (19), 18h30. Grátis. Distribuição de senhas uma hora antes.

ENCONTRO DE RITMOS

Possantes baterias do Carnaval carioca se reúnem em noite dedicada ao baticum: de um lado, surdos, repiques e tamborins da Beija-Flor; do outro, o bloco de inspiração pernambucana Rio Maracatu, com participação dos cantores Moyséis Marques e Anna Ratto (novo nome artístico de Anna Luisa). 18 anos. Fundição Progresso (1 000 pessoas). Rua dos Arcos, 24, Lapa, 2220-5070. Quinta (19), 0h. R$ 40,00 e R$ 50,00. Bilheteria: 10h/13h30 e 14h/18h (seg. a qua.); a partir das 12h (qui.). www.fundicaoprogresso.com.br.

Ideias feitas

Enviado por Luiz Fernando Verissimo -
Crônica
Pode-se supor que o descobrimento do Brasil estava entre as notícias que inspiraram Thomas More a inventar sua “Utopia”, a ilha perfeita em algum lugar do Novo Mundo.
Jean-Jacques Rousseau também usou os nativos da América, incluindo os do Brasil, nas suas teorizações sobre nobres selvagens e suas sociedades puras.
De um jeito ou de outro — e culminando com Claude Lévi-Strauss — todos os que fantasiaram ou especularam na mesma linha sobre os incivilizados deste lado do mundo os estavam desagravando, tentando resgatá-los das ideias feitas das suas respectivas épocas a respeito do selvagem.
Até o começo do século vinte ainda se debatia a natureza dos seres primitivos que habitavam a África e as Américas colonizadas, se eram humanos ou não, mas para uma certa tradição intelectual europeia eles não apenas eram humanos, mas humanos superiores.
O próprio Lévi-Strauss, que estava longe de ser um romântico atrás da inocência do primitivo, atribuiu a tribos indígenas brasileiras uma sofisticação cultural que afrontou ideias convencionais que ainda persistiam na Europa sobre o selvagem.
Hoje, para o imaginário europeu, o Lula — só para pegar o selvagem mais à mão — é tudo que os românticos e os pensadores anticonvencionais diziam sobre aqueles estranhos habitantes do Novo Mundo e poucos acreditavam.
A ideia feita na Europa agora é que o Lula é o cara e o Brasil, se não é a Utopia sonhada, está mais perto dela do que qualquer outro país comparável.
Enfrentou a crise econômica melhor do que ninguém, tem mais riqueza a ser explorada do que qualquer outro, tem um líder simpático com apoio quase universal — e isso sem falar no carnaval!
Enfim, somos não apenas humanos, mas humanos superiores, certamente superiores aos chochos europeus. E você fica tentado a pedir calma e reflexão: também não é bem assim, gente.
Não somos mais antropofágicos, a não ser em casos especialíssimos, mas o que temos ainda não pode ser chamado de civilização.
Temos problemas, temos guerra nas ruas, temos... Mas não adianta. A atual ideia feita sobre a nossa excepcionalidade é tão arraigada quanto era a ideia feita sobre os tupinambás.
PÔ!
Me chamem de megalômano mas tive a nítida certeza de que o apagão era contra mim. Souberam que nós estávamos voltando e apagaram todas as luzes para que o avião não encontrasse o Brasil. Se não queriam que eu voltasse das férias era só dizer, pô.

11.15.2009

Vinte anos depois do Lula-lá, Lula, Collor e Sarney estarão juntos na campanha eleitoral


BRASÍLIA - A eleição presidencial de 1989 foi marcada por agressões e ataques pessoais dos três principais personagens: os candidatos Fernando Collor de Mello (PRN), que seria eleito presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou em segundo lugar, e o então presidente da República, José Sarney. Era ladrão para lá, corrupto para cá e ditador de opereta para acolá. Collor ameaçava pôr os corruptos do governo Sarney na cadeia, se eleito. Sarney processou Collor por injúria e difamação. No calor da campanha, o alagoano xingou Lula de cambalacheiro. Foi eleito e não botou ninguém na cadeia. Acabou ele próprio apeado do cargo após dois anos de poder.
Depois de 20 anos, com Lula na Presidência, os três arqui-inimigos políticos transformaram-se em aliados em torno da base do governo petista, o que surpreendeu até os governistas, mostra reportagem de Gerson Camarotti e Maria Lima, publicada neste domingo pelo jornal O GLOBO. As declarações de cada um para justificar a repentina amizade se baseiam na alegação de que todos foram alvo de campanhas difamatórias e injustiças. Outra argumentação é que não foram eles que mudaram, mas o tempo e a política. De forma reservada, interlocutores de Lula dizem o que mais mudou nessas duas décadas: o pragmatismo e a necessidade de governabilidade.
A relação de Lula com Sarney foi construída de forma gradual e, aparentemente, sem grandes traumas. Em 2002, o atual presidente do Senado apoiou a eleição de Lula. Mas a aproximação de Lula com Collor foi um processo mais lento e "difícil" para o presidente, segundo relato de Lula a um interlocutor.
Lula até hoje tem na memória os ataques de Collor na campanha, na qual foi atingido com um golpe abaixo da linha da cintura: a acusação de tentativa de aborto da filha Lurian. Sarney também foi alvo de Lula e Collor, que acusaram seu governo de corrupção.


Seu Jorge aborda Michael em show e CD de estúdio


Seu Jorge aborda o repertório de Michael Jackson (1958 - 2009) em show - que vai ser gravado ao vivo para exibição no canal de TV Multishow - e em álbum de estúdio. Já finalizado, o disco tem produção de Mario Caldato e inclui regravação de Rock with You, música lançada por Michael em 1979 no álbum Off the Wall, marco inicial da obra adulta do Rei do Pop. Ainda sem previsão de lançamento, o CD alinha no repertório temas de Jorge Ben Jor (Errare Humanum Est, 1974), Tim Maia (Cristina, parceria com Carlos Imperial, lançada pelo Síndico em 1970) e da parceria de Baden Powell com Vinicius de Moraes, de quem Jorge revive o Samba do Veloso (Tempo de Amor), gravado pelo Zimbo Trio em 1967. O álbum foi feito com a banda Almaz, que tem na formação dois integrantes do grupo Nação Zumbi: o guitarrista Lúcio Maia e o baterista Pupillo. Do Kraftwerk, The Model é a surpresa do disco.

Margareth edita Naturalmente ao Vivo em 2010


Em 2010, Margareth Menezes (em foto de Guto Costa) vai lançar outro registro ao vivo - já o quarto desde 2003. Naturalmente ao Vivo vai ser editado nos formatos de CD e DVD. Turbinado com participações especiais ainda não reveladas, o roteiro agrega músicas inéditas na voz da cantora, mas a base é o repertório do disco de estúdio Naturalmente, lançado em setembro de 2008. Neste seu primeiro álbum pela MZA Music, a cantora de afro-pop-baiano incursionou pelo universo da MPB e do pop rock nacional.
 
Chega ao Brasil o DVD de Simon com os amigos

Mauro Ferreira
Em 23 de maio de 2007, o inspirado Paul Simon teve sua obra celebrada por um bom grupo de artistas que subiu ao palco do Warner Theatre, em Washington (EUA), para cantar temas como Graceland. O show foi gravado para edição em DVD, intitulado Paul Simon & Friends e ora lançado no Brasil neste mês de novembro de 2009 pela gravadora Coqueiro Verde, que tem mantido o (bom) hábito de legendar em português as falas dos DVDs que edita no mercado nacional. Entre os números do show, há o reencontro de Simon com Art Garfunkel - em Bridge over Troubled Water - e a reunião do anfitrião com Stevie Wonder em Me and Julio Down by the Schoolyard e em Loves me Like a Rock (este com a adição do grupo de gospel Dixie Hummingbirds). O elenco inclui James Taylor (Still Crazy After All These Years, tema que deu título a disco solo editado por Simon nos anos 70) e Philip Glass (cool, como de hábito, em Sounds of Silence). Justo tributo!!

Chicas desafiam a crise e lançam primeiro DVD


Três anos após editar o seu primeiro CD, Quem Vai Comprar Nosso Barulho? (de 2006), o grupo Chicas desafia a apatia da indústria do disco e apresenta seu primeiro registro ao vivo de show, gravado no Teatro Rival (RJ). Em Tempo de Crise Nasceu a Canção chega às lojas - pela Biscoito Fino - nos formatos de CD e de DVD. Além de rebobinar dez músicas do primeiro álbum, as Chicas cantam músicas inéditas em suas vozes. Casos de Divino Maravilhoso (Caetano Veloso e Gilberto Gil) e de Androginismo, música obscura de Kledir Ramil, lançada nos anos 70 pelo grupo Almôndegas. Nos extras do DVD (e também no CD), há Caras e Bocas, o tema de abertura da novela homônima, cuja gravação das Chicas deu projeção nacional ao quarteto formado em 1996 por Amora Pêra, Fernanda Gonzaga, Isadora Medella e Paula Leal.

11.14.2009

Madonna fará Show Grátis no Reveillon do Rio de Janeiro


A mega pop star Madonna volta ao Brasil para fazer um mega show gratuito no Rio de Janeiro. Quem confirmou a boa notícia nesta sexta-feira foi o prefeito Eduardo Paes. A cantora deverá se apresentar no Reveillon 2010/2011 na praia de Copacabana, que a cada final de ano atrai mais de dois milhões de pessoas para suas areias.
Em sua página no Twitter, o prefeito disse que Madonna aceitou seu convite para fazer um Show no Rio durante o jantar que ambos tiveram ontem à noite na casa do milionário brasileiro Eike Batista. A imprensa brasileira disse ainda que o prefeito estendeu o convite para que a Madonna participe da abertura dos Jogos Olímpicos de 2016, mas esta possibilidade ainda não foi confirmada pela equipe da cantora.

Barbara Heliodora: Débora Duarte brilha em 'Adorável desgraçada'



RIO - Débora Duarte está interpretando no Teatro Solar de Botafogo o monólogo "Adorável desgraçada", de Leilah Assumpção, prêmio de melhor texto de 1994 pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). O monólogo é um excepcional exemplar de veículo para intérprete, contando com brilho, humor e dor a biografia de Guta, a pequena e feiosa Augusta, que no momento espera a visita - após sete anos de silêncio - de sua alta e bonita "melhor amiga", Maribel. Tímida, religiosa, pudica, Guta passa a vida perdoando os incontáveis e bem-sucedidos "maus passos" da amiga, perdão esse que na realidade vai acumulando um vasto acervo reprimido de inveja, ressentimento e condenação moral e religiosa. A solidão de Guta é patética, mesmo quando descrita com muita graça, enquanto os delírios da interpretação pessoal do que seja da religião são muito bem usados para construir a personalidade da protagonista, misturados com seus fervorosos sonhos de felicidade pessoal e, admitamos, desgraça alheia.
Direção de arte, de Bia Lessa, é irretocável
A encenação de "Adorável desgraçada" é exemplar: a direção de arte de Bia Lessa é irretocável, seja pelo belo cenário que fala de preservação de um mundo retrógrado, com o requinte da cortina de chuva que completa o isolamento, seja pelo figurino, uma simples camisola coberta por um robe decorado com anjos e santos, lindo e definidor da personagem. A luz de Lauro Escorel é de primeira qualidade, enriquecedora e imaginativa, e o mesmo se deve dizer da trilha de Dany Roland.
A direção de Otavio Müller é excelente, precisa, aproveitando da melhor forma o material que tem em mãos, texto e atriz.
E que atriz! Após longa ausência dos palcos cariocas, Débora Duarte volta com um trabalho maravilhoso. Quando sobe a luz e ela entra para "apresentar" os vários personagens da ação, já chega o impacto de uma atriz que sabe o que faz, que o faz muito bem e que abraça a plateia para incorporá-la ao círculo de mágica de seu trabalho. A criação de Guta é um trabalho de ourivesaria, rica em detalhes e autocrítica, pensada, controlada, que nos apresenta uma patética figura humana que, usando muito bem o texto, consegue reunir em uma só todas as solitárias Gutas interioranas que vivem na cidade grande presas aos valores trazidos de casa.
O texto e a encenação de "Adorável desgraçada" têm grandes qualidades. Mas são, em última análise, a bela moldura para o brilho da atuação de Débora Duarte, sem dúvida um dos grandes
Adorável desgraçada
Texto Leilah Assumpção.
Direção Otávio Müller.
Com Débora Duarte.
Solar de Botafogo.Rua General Polidoro 180, Botafogo.
Tel.: 2543-5411. Sextas e sábados, 21h30. Domingos, 20h30. R$ 60. Não recomendado para menores de 14 anos. Até dia 20 de novembro

JUDAS, IMPRENSA E PODER

Carlos Alberto Di Franco

Em entrevista à "Folha de São Paulo", Lula afirmou que o papel da imprensa não é o de fiscalizar, e sim de informar. "Não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. É informar. Para ser fiscal, tem o Tribunal de Contas da União, a Corregedoria Geral da República, tem um monte de coisas. A imprensa tem de ser o grande órgão informador da opinião pública", disse Lula.
O presidente da República questiona um dos pilares da democracia: o papel fiscalizador da imprensa. E, como Lula não é tonto, o falso disjuntivo (informação versus fiscalização) tem uma finalidade precisa: limitar o papel fiscalizador dos jornais e desacreditá-los. Na verdade, caro leitor, Lula manifesta crescente desconforto com aquilo que é rotineiro em qualquer democracia: o necessário contrapoder exercido pela imprensa.
Afinal, qual é a perversidade que deve ser debitada na conta dessa imprensa tão questionada pelo presidente da República? A denúncia de recorrentes atos de corrupção que cresceram como cogumelos à sombra da leniência presidencial? A veiculação de reportagens mostrando um presidente que dá olímpicas bananas à legislação eleitoral? Os jornais, por exemplo, sem uso de adjetivos e com textos sólidos, mostraram o que aconteceu recentemente às margens do São Francisco: uma fantástica operação de marketing montada pelo presidente da República e por sua candidata num explícito confronto à legislação eleitoral. Ou será que a azia de Lula é provocada pelo desnudamento de suas aparentes contradições? Recentemente, Lula criticou o criminoso vandalismo do MST, mas seu govern o continua irrigando o caixa da entidade e seu partido, o PT, quer o MST na elaboração do programa de Dilma.
Eu, e outros colegas da imprensa, estávamos em 2006 na Costa Rica. Lá, participamos de um seminário promovido pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). O encontro foi aberto por Oscar Arias, presidente da República e Prêmio Nobel da Paz em 1987. Impressionou-me a qualidade intelectual e a entranha democrática do presidente Arias. Suas palavras foram um panegírico à liberdade de imprensa: "Junto com eleições periódicas e com a separação dos poderes, a liberdade de imprensa é o instrumento mais poderoso para realizar, efetivamente, uma das grandes conquistas da civilização ocidental: a ideia de que o poder político, se pretende ser legítimo, deve estar submetido a limites, e que o poder absoluto, como intuía Lord Acton, não é senão uma forma absoluta de corrupção. Quanto mais livre for a imprensa, mais limitado estará o exercício do poder e maior será a probabilidade de que nossas liberdades individuais permaneçam a salvo", sublinhou o presidente.
O discurso de Arias tem a força da coerência. Na Costa Rica a democracia é sólida e operativa. Dois ex-presidentes, julgados e condenados por crime de corrupção, estão na cadeia. Guerra à impunidade e educção de qualidade fizeram daquele pequeno país um belo modelo de democracia possível. Trata-se do único binômio capaz de transformar uma sociedade. Crescimento econômico é importante. Mas sem ética, sem normas e sem lei, a história não acaba bem. No Brasil, não obstante os bons indicadores da economia, poderemos trombar com as consequências funestas de um populismo que encolheu a oposição, estimulou o cinismo, encurralou algumas togas e tenta algemar as redações.
O presidente da República, esgrimindo sua retórica direta, deu outro recado carregado de pragmatismo aético. Segundo Lula, nenhum dos vencedores das eleiç ões de 2010 poderá fazer um governo "fora da realidade política". "Se Jesus Cristo viesse para cá e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão." Lula não fez nada para mudar esse quadro. Ao contrário, seu estilo de governança fortaleceu o que de pior existe na vida pública brasileira. O oportunismo de Lula foi a arma de defesa de José Sarney. Mas o realismo presidencial, talvez num ato falho, levou Lula a reconhecer que seus aliados têm os traços de um Judas tupiniquim.
O Brasil depende, e muito, da qualidade ética da sua imprensa e de sua indispensável força fiscalizadora.

11.13.2009


Roupa Nova apresenta novo show em São Paulo e no Rio de Janeiro


O grupo Roupa Nova apresenta o show da turnê "Roupa Nova em Londres" em São Paulo, dias 27 e 28 de novembro, e no Rio de Janeiro, dias 11 e 12 de dezembro.
"Roupa Nova em Londres" é o mais recente lançamento da banda que chegou nos formatos CD e DVD com 10 canções inéditas e algumas regravações, incluindo "She's Leaving Home", de John Lennon e Paul McCartney, gravada originalmente no álbum "Sgt. Pepper" de 1967.
Além das canções que foram sucesso na carreira da banda, o repertório do show trará algumas das canções do projeto gravado no Abbey Road Studios e também no AIR Lyndhurst Hall, em Londres (Inglaterra). Confira o serviço dos shows:
27 e 28/11/2009 - São Paulo/SP
Credicard Hall - Av. das Nações Unidas, 17.955
Horário: 22h00
Ingressos: de R$ 60,00 a R$ 150,00 (valores inteiros)
Vendas online: www.ticketmaster.com.br
Classificação etária: Não será permitida a entrada de menores de 14 anos; 14 anos e 15 anos: permitida a entrada (acompanhados dos pais ou responsáveis legais); 16 anos em diante: permitida a entrada (desacompanhados)
Informações: 11 2846-6010
11 e 12/12/2009 - Rio de Janeiro/RJ
Citibank Hall/RJ - Av. Ayrton Senna, 3000
Horário: 22h00
Ingressos: de R$ 70,00 a R$ 140,00 (valores inteiros)
Vendas online: www.ticketmaster.com.br
Classificação etária: livre; menores de 15 anos devem estar acompanhados
Informações: 0300-7896846 / www.citibankhall.com.br


Justiça nega pedido de pensão de Joe Jackson

Michael e Joe Jackson
A Justiça dos Estados Unidos negou o pedido de pensão solicitado na semana passada pelo pai de Michael Jackson, Joe Jackson. O patriarca da família Jackson havia pedido uma pensão mensal no valor de 15 mil dólares alegando que o falecido astro pop o sustentava há anos.
O pedido de pensão foi negado pelo juiz Mitchell Beckloff baseado no testamento deixado por Michael Jackson. Segundo o documento, a herança de Jackson deveria ser destinada à mãe do cantor, Katherine, e aos três filhos. O pai Joe Jackson não é mencionado no documento.“Joe Jackson não terá nada de sua herança. Essa foi uma decisão que o seu filho tomou”, declarou o juiz.

Grupo português Clã lança álbum e faz shows no Brasil

A banda portuguesa Clã volta ao Brasil para apresentar ao vivo suas canções e lançar seu primeiro trabalho em terras brasileiras. A turnê terá duas apresentações em São Paulo, nos dias 27 e 28 de novembro, no palco da Choperia do SESC Pompéia. Na apresentação do dia 27 o grupo terá no palco a participação especial de Zeca Baleiro. No dia seguinte os convidados serão John Ulhoa e Fernanda Takai, do Pato Fu.
O grupo é formado por Manuela Azevedo (voz), Miguel Ferreira e Pedro Biscaia (teclados), Pedro Rito (baixo), Fernando Gonçalves (bateria) e Hélder Gonçalves (baixo e guitarra). O Clã já tem lançado seis discos em Portugal e agora lançam no Brasil a coletânea “Catalogue Raissoneé”, que chega às lojas via Allegro Discos / Tratore.

O Clã tem estreitos laços com artistas brasileiros, tendo canções compostas com Arnaldo Antunes e com o pessoal do Pato Fu. Para conhecer o trabalho da banda acesse o site oficial http://www.cla.pt/.

27 e 28/11/2009 - São Paulo/SP
SESC Pompéia - Rua Clélia, 93
Classificação etária: 18 anos
Horário: 21h00
Ingressos: R$ 28,00, R$ 14,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante) e R$ 7,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
Informações: 11 3871-7700 / www.sescsp.org.br

Aerosmith não vai esperar por Steven Tyler

Se enganou quem achou que a novela do Aerosmith tinha acabado com a afirmação de Steven Tyler dizendo que continua na banda. O guitarrista Joe Perry voltou a dar declarações que indicam desencontros nos interesses do grupo e do vocalista.
Em entrevista para a Billboard, Perry disse que o Aerosmith não vai esperar por Tyler, já que o vocalista pretende fazer algo solo, mas sem a intenção de deixar a banda. “O Aerosmith quer trabalhar”, disse o guitarrista. “Vamos trabalhar e vamos fazer algo - ainda não sei exatamente o quê, mas a banda é algo muito bom para ficar parada. Não vamos esperar por Steven”.
Sobre a aparição de Tyler em um show solo de Perry, na última terça-feira, 10, foi algo inesperado. “Ele era a última pessoa que eu esperava [ver no show]. Ele apareceu e estava realmente ansioso para tocar. Ele tem sido meu parceiro por 40 anos, então achei que devia deixá-lo se divertir e dar um agrado extra para os fãs”.
Na ocasião a dupla apresentou no palco a música “Walk this Way”. Antes de começar a cantar Steven Tyler afirmou que não estava deixando o Aerosmith.

Britney Spears responde às criticas sobre shows na Austrália


A cantora Britney Spears se manifestou sobre as críticas que recebeu pelo uso de playbacks e pela falta de animação na primeira de uma série de apresentações pela Austrália. Um comunicado assinado pela cantora foi distribuído para a imprensa australiana explicando que o foco da turnê são os fãs.
“Ouvi dizer que há muita controvérsia na mídia em relação ao meu show. Alguns jornalistas disseram que o adoraram, e outros, não. Eu vim para a Austrália por meus fãs”
No final de semana passado Britney fez o primeiro show da turnê na Austrália e alguns jornais publicaram declarações de fãs dizendo que a apresentação estava chata, sem animação e que a cantora estava usando playback. Segundo a imprensa australiana, muitos fãs deixaram o local do show logo nas primeiras músicas.
O empresário de Britney e o promotor da turnê saíram em defesa da cantora e disseram que ela estava “muito chateada” com os comentários. A turnê de Britney Spears pela Oceania termina no próximo dia 29 de novembro.