7.30.2009

o 'Jogando no quintal' leva campeonato de improvisação para o Teatro Clara Nunes



Ana Carolina Morett

RIO - No futebol, é comum que os mais belos lances surjam de um simples improviso, às vezes quando a jogada é considerada praticamente impossível. Que tal, então, uma "partida" em que o vencedor é aquele que faz as melhores improvisações? No espetáculo "Jogando no quintal", essa receita deu tão certo que após sete anos de apresentações em São Paulo seus integrantes fizeram as malas para uma turnê nacional, que chega ao Rio nesta quinta-feira (30.07), no Teatro Clara Nunes. Em campo, ou melhor, no palco, seis palhaços divididos em dois times criam cenas a partir de temas escolhidos pelo público, que dá o apito final e julga quem é melhor no improviso.

Toda a atmosfera é de um jogo de futebol. Além das equipes azul e laranja, temos um árbitro e uma banda, que cria melodias ao vivo. Nos vestimos como atletas, mas a bola são os temas sugeridos pela plateia. Temos até aquecimento, só que é feito com distribuição de caipirinhas. A improvisação hoje em dia está na moda, mas o nosso caso é diferente porque ela é feita por palhaços - explica César Gouvêa, um dos fundadores do grupo.
O espetáculo é dividido por rodadas. Em uma delas, por exemplo, cada time tem que improvisar uma cena em dez segundos a partir de uma palavra sugerida pelo público. Em outra, um objeto é a fonte de inspiração. Segundo estimativas do ator e palhaço profissional, mais de 180 mil pessoas já conferiram o resultado desta ideia, que foi colocada em prática pela primeira vez no seu próprio quintal:
- Encontrei meu amigo Marcio Ballas no projeto Doutores da Alegria, do qual fazíamos parte, e falei sobre meu interesse em fazer teatro de forma autônoma, alternativa. Ele tinha acabado de voltar da Europa e me falou sobre campeonatos de improvisão. Começamos a pesquisar essa linguagem, e convidamos outros palhaços. Até que montamos o espetáculo e fizemos a estreia na minha casa mesmo, para 75 pessoas.
Depois de alguns meses "jogando no quintal", o grupo começou a fazer apresentações em locais alugados, como a quadra de uma escola pública e até mesmo um circo. Em 2007, eles conseguiram patrocínio, começaram a ter retorno financeiro, e o espetáculo ganhou sua temporada aos finais de semana. No ano passado, foram convidados para o XI Festival Ibero Americano de Teatro de Bogotá, na Colômbia, onde venceram o Campeonato Mundial de Match de Improvisação.
- Lá não estávamos caracterizados. Era um formato diferente, com o qual não estávamos acostumados, porque tivemos que jogar de acordo com as regras do campeonato. Mas nós usamos essa relação com o público que temos como palhaços, e surpreendentemente vencemos - diz Gouvêa.
Mais notícias no site do Rio Show. Confira

"Jogando no quintal" - Teatro Clara Nunes. Rua Marquês de São Vicente, 52 / 3º piso - Shopping da Gávea. Tel: 2274-9696. De quin (30.07) a dom (02.08). Quin a sáb, 21h; dom, 20h30m. R$ 30

Ana Cañas existe


Enviado por Leonardo Lichote -

O CD de estreia de Ana Cañas, cantora que vinha de temporada badalada no Baretto (SP) e chegava com o aval de Chico Buarque, foi um balde de água fria nas boas expectativas. As composições eram ingênuas e a sonoridade MPálidaB, exangue.
Foi, portanto, sem expectativa nenhuma que ouvi o recém-lançado "Hein?". O efeito foi exatamente o oposto. O disco tem problemas e a falta de maturidade de Ana como compositora e artista ainda aparece (curiosamente, em algumas canções assinadas com o veterano Arnaldo Antunes). Mas corre sangue nas veias do CD e, comparado com a estreia, é um salto gigantesco. Pela primeira vez, a cantora mostra personalidade. Não há mais momentos de ingenuidade rasgada como havia no primeiro. E há boas canções, redondas, bem cantadas e tocadas. Como "Esconderijo", que acaba de ganhar um clipe com direção de Selton Mello. Você pode assisti-lo aqui.
Enfim, Ana Cañas - ao contrário do que nos fazia crer seu primeiro CD - existe.
Por Angela Chaloub

Raul Seixas entrevistado por Nelson Motta
Na década de 70, na época do lançamento do LP "Há dez mil anos atrás". Depois da entrevista Raul canta "Os números", parceria com Paulo Coelho


'À deriva', de Heitor Dhalia, estreia em meio à luta dos filmes autorais por espaço nas telas


Rodrigo Fonseca

RIO - Aplaudido no Festival de Cannes, "À deriva", de Heitor Dhalia, estreia nesta sexta-feira, em meio à alegria de produtores que comemoram os 10,5 milhões de espectadores contabilizados pelo cinema nacional entre 1 de janeiro e 30 de junho. Esse total de público corresponde a um crescimento de 167% em relação à venda de ingressos de 2008, limitada a 8.820.000 pagantes. Os números atuais podem até dar orgulho a todas as tribos de realizadores, mas, na prática, aplicam-se mais a blockbusters do que ao chamado "filme de arte", cuja ambição estética não se dobra a regras mercadológicas.

O próprio Dhalia dirigiu um longa que é um exemplo de surpresa no "filme de arte": "O cheiro do ralo", que, em 2007, chegou a 170 mil pagantes quando se esperavam apenas 20 mil - diz Pedro Butcher, editor do site Filme B, que analisa o mercado exibidor brasileiro. - O problema é que exemplares do chamado "filme de arte", nicho que antes fazia média de mil pagantes por cópia, hoje custam a alcançar essa marca.
Neste ano em que as comédias "Se eu fosse você 2", "Divã" e "A mulher invisível" exponenciaram a renda da cinematografia brasileira às cifras do milhão, o conceito de "filme de arte" passou a ser aplicado nos mais variados projetos. O rótulo é dado tanto às radicalíssimas experiências de cineastas como Julio Bressane - cujo longa-metragem mais recente, "A erva do rato", patina há quase um mês à cata de telas - quanto a obras pautadas pela delicadeza como o drama de locações litorâneas dirigido por Dhalia. Só que enquanto o primeiro, rodado por um veterano do cinema marginal, vai viajar o Brasil com uma única cópia, o longa do diretor de "O cheiro do ralo" chega com 40 cópias, ou seja, com energia para brigar.
" Será que os filmes não têm público ou é a gente que não chega a esse público? "
- Truffaut acreditava que a maturidade de um diretor vem quando ele consegue falar o que quer e ainda assim fazer sentido para uma grande audiência. O que eu estou buscando é fazer cinema de qualidade artística, mas acessível. Não sou contra um cinema mais radical, árido. Até por que um filme acha seu público tenha ele o tamanho que tiver - diz Dhalia, que exibirá "À deriva" no dia 3 no 19 Cine Ceará, em disputa pelo troféu Mucuripe.
Depois de "Nina" (2004) e "O cheiro do ralo" (2006), o cineasta pernambucano de 39 anos narra em "À deriva" as turbulências que cercam a adolescência de Filipa (Laura Neiva), jovem que acompanha a separação de seus pais: Clarice (Débora Bloch) e Matias (o astro francês Vincent Cassel, de "O ódio").
- Eu nunca vou saber onde "O cheiro do ralo" seria capaz de chegar se saísse com cem cópias e não com 20. E se "À deriva", que está circulando pelo mundo e já foi vendido para, no mínimo, 15 países, viesse com 80 cópias, e não 40? - questiona Dhalia, que concorreu com o drama de Filipa na mostra Un Certain Regard de Cannes.
No início da Retomada, filmes que hoje seriam tratados como iguarias para poucos, como "Central do Brasil" ou "Carlota Joaquina", foram além da fronteira do milhão. Este ano, dos filmes na linhagem de "À deriva", o mais bem-sucedido foi "Budapeste", de Walter Carvalho, com 85 mil pagantes.
- "Em meu lugar", de Eduardo Valente, que estreia em outubro também entra nessa categoria - diz Pedro Butcher, da Filme B. - E há "Tempos de paz", de Daniel Filho, que por ser um filme de época, baseado em uma peça, limita o público.

Diretor do maior sucesso da Retomada, "Se eu fosse você 2", Daniel Filho entra em circuito em 14 de agosto com a adaptação de "Novas diretrizes em tempos de paz", do dramaturgo Bosco Brasil, questionando a noção de filme de arte:
- A classificação como arte é pretensiosa. Por que não tem pintura de arte, teatro de arte, música de arte, balé de arte etc?
E o que dizer do cinema de Bressane, grife de autoralidade há quatro décadas?
- "A erva do rato" não tem distribuição no Brasil, mas estamos em cartaz na França há seis semanas - diz Marcello Maia, produtor do longa de Bressane. - Será que os filmes não têm público ou é a gente que não chega a esse público?

7.29.2009

Ney Matogrosso é o vencedor do Prêmio Shell de Música 2009


RIO - Ney Matogrosso é o ganhador do Prêmio Shell de Música 2009. O resultado foi anunciado pela organização do prêmio na manhã desta terça-feira. Pelo segundo ano consecutivo, o reconhecimento é conferido a um artista por sua contribuição ao cenário musical brasileiro, desde que o regulamento foi alterado no ano passado, permitindo que intérpretes, além de compositores, ganhem o troféu.
Ney Matogrosso foi escolhido pelo júri formado pelos jornalistas Antônio Carlos Miguel (O Globo) e Marcus Preto (Folha de S.Paulo), pelos produtores Bruno Levinson e Liminha, a cantora Roberta Sá, o jornalista e crítico musical Tárik de Souza e o músico e compositor Léo Gandelman. A entrega do Prêmio será realizada em um show no Rio de Janeiro, ainda sem data confirmada.
- Escolhemos o Ney pela sua atemporalidade e forma como trabalha com diferentes estilos musicais. Ele pode ser considerado um cantor-produtor devido à cuidadosa escolha do repertório que interpreta e dos músicos que o acompanham, além de trazer à cena novos compositores - justificou Roberta Sá.
Ney de Souza Pereira adotou seu nome artístico (Ney Matogrosso) em 1971, ano em que passou a integrar o grupo Secos e Molhados. O cantor tornou-se mais conhecido com o sucesso da banda, chamando a atenção pela voz e atuação sempre teatral no palco. Alguns anos depois, seguiu carreira solo, sendo até hoje conhecido pela performance executada em seus shows.
Fonte O Globo
Por Angela Chaloub

Elis Regina e Milton Nascimento Canção do Sal

VÍDEO:
Elis Regina - grávida de Maria Rita - participa do especial do amigo Milton Nascimento para a TV Bandeirantes

Canção Do Sal
Composição: Milton Nascimento

Trabalhando o sal
É amor, o suor que me sai
Vou viver cantando
O dia tão quente que faz
Homem ver criança
Buscando conchinhas no mar
Trabalho o dia intei...ro
Pra vida de gente levar
Água vira sal lá na sali...na
Quem diminuiu água do mar
Água enfrenta o sol lá na sali...na
Sol que vai queimando até queimar
Trabalhando o sal
Pra ver a mulher se vestir
E ao chegar em casa
Encontrar a família a sorrir
Filho vir da escola
Problema maior,estudar
Que é pra não ter meu trabalho

Começa mais uma edição do Festival Brasileiro de Cinema Universitário

Cena de "O Fim da Picada"

RIO - Luz, câmera e... uma boa história contada em até 30 minutos. Foi assim que 44 estudantes brasileiros e 36 estrangeiros tiveram seus curtas-metragens selecionados, entre outros 1.250, para o 14º Festival Brasileiro de Cinema Universitário (FBCU), a partir desta quarta-feira (29.07) no Rio. Até 9 de agosto, as produções que participam das mostras competitivas nacional e internacional terão exibições no Centro Cultural Correios, na Caixa Cultural e no Oi Futuro.

Criado para dar oportunidade a futuros cineastas, o evento tem filmes já exibidos até fora do Brasil. "Chapa", de Thiago Ricarte, da Faap-SP, figurou na mostra Cinéfondation, do Festival de Cannes, dedicada a trabalhos realizados em faculdades. Já o curta "Dez elefantes", de Eva Randolph, aluna da UFF, foi parar em terras suíças no Festival de Locarno. Por aqui, quem fez sucesso foi o filme "Como comer um elefante", de outro aluno da UFF, Jansen Raveira, exibido no Anima Mundi.
Com uma câmera miniDV nas mãos (a maioria deixou de lado a gravação em película por conta dos custos), os universitários colocaram à prova suas histórias para concorrer a uma das sete premiações concedidas pelo júri do festival. Isso sem contar a disputa para ser o destaque pelo voto popular. Já os filmes que ficaram de fora do grupo selecionado também terão seu lugar nas telas.
- Nós sempre exibimos todas as produções inscritas. Assim, os alunos poderão ter a oportunidade de discutir os curtas que fizeram - afirma Aleques Eiterer, um dos coordenadores do evento.
Além de conferir as exibições, quem comparecer ao festival poderá participar de debates, oficinas e palestras. Uma delas contará, inclusive, com a presença de Mogens Rukov, um dos pais do Dogma 95, movimento de vanguarda lançado a partir da Dinamarca, em meados da década passada, por um cinema mais realista e menos comercial.
Para conferir toda a extensa programação do festival, é só dar uma espiada em www.fbcu.com.br. Pode se animar: todas as atividades são de graça.

Lily Allen confirma shows no Rio e em São Paulo em setembro


RIO - Desbocada e talentosa, a jovem popstar britânica Lily Allen desembarca sem setembro para dois shows no Brasil: dia 16 na Via Funchal, em São Paulo, e no dia seguinte no HSBC Arena, Rio de Janeiro. As apresentações fazem parte da turnê de lançamento de seu segundo disco, "It's not me, it's you", lançado no início de 2009 e que já emplacou nas rádios, TVs e internet os hits "The fear" (tema da novela "Caras e bocas") e "F**** you".
Lily Allen surgiu em 2006, percorrendo um caminho cada vez mais comum (ou menos incomum), de páginas na internet, onde disponibilizou suas primeiras composições, para a grande mídia e os grandes festivais de rock. Seu primeiro disco, "Allright, still", do sucesso mundial "Smile", chegou ao primeiro lugar na concorrida parada do Reino Unido. Ela é conhecida, além das letras provocantes e músicas de forte acento pop, pela personalidade irascível e uma coleção de excessos cometidos em público - seria uma espécie de Amy Winehouse (quase sempre) sob controle. Além do Brasil, Lily Allen estenderá a turnê até a Argentina.