7.29.2009

Por Angela Chaloub

Elis Regina e Milton Nascimento Canção do Sal

VÍDEO:
Elis Regina - grávida de Maria Rita - participa do especial do amigo Milton Nascimento para a TV Bandeirantes

Canção Do Sal
Composição: Milton Nascimento

Trabalhando o sal
É amor, o suor que me sai
Vou viver cantando
O dia tão quente que faz
Homem ver criança
Buscando conchinhas no mar
Trabalho o dia intei...ro
Pra vida de gente levar
Água vira sal lá na sali...na
Quem diminuiu água do mar
Água enfrenta o sol lá na sali...na
Sol que vai queimando até queimar
Trabalhando o sal
Pra ver a mulher se vestir
E ao chegar em casa
Encontrar a família a sorrir
Filho vir da escola
Problema maior,estudar
Que é pra não ter meu trabalho

Começa mais uma edição do Festival Brasileiro de Cinema Universitário

Cena de "O Fim da Picada"

RIO - Luz, câmera e... uma boa história contada em até 30 minutos. Foi assim que 44 estudantes brasileiros e 36 estrangeiros tiveram seus curtas-metragens selecionados, entre outros 1.250, para o 14º Festival Brasileiro de Cinema Universitário (FBCU), a partir desta quarta-feira (29.07) no Rio. Até 9 de agosto, as produções que participam das mostras competitivas nacional e internacional terão exibições no Centro Cultural Correios, na Caixa Cultural e no Oi Futuro.

Criado para dar oportunidade a futuros cineastas, o evento tem filmes já exibidos até fora do Brasil. "Chapa", de Thiago Ricarte, da Faap-SP, figurou na mostra Cinéfondation, do Festival de Cannes, dedicada a trabalhos realizados em faculdades. Já o curta "Dez elefantes", de Eva Randolph, aluna da UFF, foi parar em terras suíças no Festival de Locarno. Por aqui, quem fez sucesso foi o filme "Como comer um elefante", de outro aluno da UFF, Jansen Raveira, exibido no Anima Mundi.
Com uma câmera miniDV nas mãos (a maioria deixou de lado a gravação em película por conta dos custos), os universitários colocaram à prova suas histórias para concorrer a uma das sete premiações concedidas pelo júri do festival. Isso sem contar a disputa para ser o destaque pelo voto popular. Já os filmes que ficaram de fora do grupo selecionado também terão seu lugar nas telas.
- Nós sempre exibimos todas as produções inscritas. Assim, os alunos poderão ter a oportunidade de discutir os curtas que fizeram - afirma Aleques Eiterer, um dos coordenadores do evento.
Além de conferir as exibições, quem comparecer ao festival poderá participar de debates, oficinas e palestras. Uma delas contará, inclusive, com a presença de Mogens Rukov, um dos pais do Dogma 95, movimento de vanguarda lançado a partir da Dinamarca, em meados da década passada, por um cinema mais realista e menos comercial.
Para conferir toda a extensa programação do festival, é só dar uma espiada em www.fbcu.com.br. Pode se animar: todas as atividades são de graça.

Lily Allen confirma shows no Rio e em São Paulo em setembro


RIO - Desbocada e talentosa, a jovem popstar britânica Lily Allen desembarca sem setembro para dois shows no Brasil: dia 16 na Via Funchal, em São Paulo, e no dia seguinte no HSBC Arena, Rio de Janeiro. As apresentações fazem parte da turnê de lançamento de seu segundo disco, "It's not me, it's you", lançado no início de 2009 e que já emplacou nas rádios, TVs e internet os hits "The fear" (tema da novela "Caras e bocas") e "F**** you".
Lily Allen surgiu em 2006, percorrendo um caminho cada vez mais comum (ou menos incomum), de páginas na internet, onde disponibilizou suas primeiras composições, para a grande mídia e os grandes festivais de rock. Seu primeiro disco, "Allright, still", do sucesso mundial "Smile", chegou ao primeiro lugar na concorrida parada do Reino Unido. Ela é conhecida, além das letras provocantes e músicas de forte acento pop, pela personalidade irascível e uma coleção de excessos cometidos em público - seria uma espécie de Amy Winehouse (quase sempre) sob controle. Além do Brasil, Lily Allen estenderá a turnê até a Argentina.

7.28.2009

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Shows da semana

8VB
O 8VB (lê-se Oitava Abaixo) é o projeto autoral do baixista, compositor e arranjador Bruno Migliari e do guitarrista e compositor Chester Harlan

Entre os músicos, é a abreviação de "oitava abaixo". Este é o projeto autoral do baixista, compositor e arranjador Bruno Migliari, que acompanha Ana Carolina e Frejat e tem no currículo trabalhos com Lobão, Moska, Fernanda Abreu, Marcos Valle e Lulu Santos. Migliari sobe ao palco ao lado do baterista Xande Figueiredo, do saxofonista Henrique Band, do tecladista Vitor Gonçalves e do guitarrista Bernardo Bosisio para apresentar composições que estão no disco Amicizia. Faixas como Lusco Fusco, Miss Freyer, Amélia e Me Visite em Sonhos dosam lirismo e groove em arranjos sintonizados com o jazz contemporâneo. 18 anos. Cinematheque Música Contemporânea (240 lugares). Rua Voluntários da Pátria, 53, Botafogo, 2286-5731, Metrô Botafogo. Quarta (29), 21h. R$ 20,00. Cc.: todos. Cd.: todos. www.matrizonline.com.br




ARRANCO DE VARSÓVIA

Destacado pela dedicação ao samba, o grupo revisita a obra do grande compositor Angenor de Oliveira, o Cartola (1908- 1980), no espetáculo Samba de Cartola. Formado por Muri Costa, Paulo Malaguti, Andréa Dutra, Cacala e Elisa Queirós, o conjunto confere ricos arranjos vocais a clássicos do poeta mangueirense. Além de As Rosas Não Falam, Tive Sim e O Sol Nascerá, o Arranco vai exibir pérolas menos conhecidas como A Vila Emudeceu, em homenagem a Noel Rosa, e Ciência e Arte, samba-enredo em parceria com Carlos Cachaça. Bar do Tom (350 lugares). Rua Adalberto Ferreira, 32, Leblon, 2274-4022. Quinta (30), 21h30. R$ 30,00 a R$ 50,00. Bilheteria: 9h/22h (seg. a qua.); a partir das 9h (qui.). Cd.: todos. Estac. c/manobr. www.plataforma.com.


BRUCE HENRI

O contrabaixista nova-iorquino radicado no Rio desde a década de 70 está na estrada com o disco Villa's Voz, uma homenagem a Heitor Villa-Lobos. A apresentação segue o roteiro do CD. Obras como O Canto do Cisne Negro e Prelúdio nº 3 ganharam arranjos ousados com espaço de sobra para improvisos. Também estão garantidas no recital Floresta do Amazonas e Pequena Suíte para Violino e Piano. Henri recebe dois convidados especiais: Frejat e Ney Matogrosso. Livre. Espaço Tom Jobim (500 lugares). Rua Jardim Botânico, 1008, Jardim Botânico, 2274-7012. Quinta (30), 20h30. Bilheteria: 14h/18h (seg. a qua.) e 14h/20h30 (qui.). R$ 50,00. Estac. grátis a partir de 17h.wCINEBONDE. Sexteto instrumental, o Bondesom lançou um disco dançante e autoral no ano passado. Agora, empresta seu toque latino a trilhas sonoras clássicas do cinema. Eles vão tocar atrás de uma tela translúcida onde serão projetadas imagens dos filmes com intervenção do VJ Juliano Gomes. No repertório ganham destaque os temas do filme A Pantera Cor-de-Rosa, que virou um samba-jazz delicioso, e da série Star Wars, este interpretado no melhor estilo de Luiz Gonzaga, o rei do baião. Há ainda versões para a música de O Poderoso Chefão, Os Caça-Fantasmas e Amarcord. Cine Glória. Praça Luís de Camões, s/nº, subsolo, Glória, 2556-0781, Metrô Glória. Sexta (31), 23h. R$ 15,00.


DNA.

Carol Feghali, Beto Filho, Kikinho Neto e Bruno Galvão levam adiante o pop romântico difundido por seus pais, integrantes das bandas Roupa Nova, Golden Boys e Trio Esperança. A pegada teen das composições levou a música Casaco Marrom, de Renato Correa, Danilo Caymmi e G. Guarabyra, à trilha sonora da novela Amor e Intrigas, da Record. Outra que faz sucesso é Amando pra Valer. Não vão faltar homenagens aos progenitores, que participaram de perto da produção do disco. Teatro Rival Petrobras (450 lugares). Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, 2240-4469, Metrô Cinelândia. Quarta (29), 19h30. R$ 30,00. Bilheteria: 13h30/19h30 (seg. a qua.). TT. www.rivalbr.com.br.


DOIS EM UM
Luisão Pereira e Fernanda Monteiro são músicos e formam um casal. Além de juntar as escovas de dentes, dividem o projeto que rendeu o elogiado disco homônimo. Ele é ex-guitarrista da banda Penélope e produtor musical. Ela, violoncelista da Orquestra Sinfônica da Bahia. Ao vivo, eles desfiam canções do álbum, a exemplo de E Se Chover?, Deixa, Florália e Vai que de Repente. A presença do violoncelo confere ares eruditos ao som pop da dupla. Livre. Sala Funarte Sidney Miller (250 lugares). Rua da Imprensa, 16, térreo, Centro, 2240-5151, Metrô Cinelândia. Sexta (31), 19h. R$ 5,00.


GABRIEL IMPROTA E RODRIGO LESSA
O bandolinista que tocou no Pagode Jazz Sardinha's Club é o convidado do guitarrista Gabriel Improta para uma jam session com muita música instrumental brasileira. Com o baixista Rodrigo Villa e o baterista Victor Bertrami, a dupla apresenta clássicos de Baden Powel, Vinicius de Moraes e Milton Nascimento, além composições próprias. 18 anos. Semente (80 lugares). Rua Joaquim Silva, 138, Centro. Informações, 9781-2451. Quinta (30), 21h30. R$ 16,00.



HAMILTON DE HOLANDA QUINTETO

Virtuose do choro moderno, o bandolinista começou a tocar aos 6 anos e, ainda menino, conquistou a admiração de medalhões como Armandinho e Altamiro Carrilho. Desde 2000, seu instrumento oficial tem dez cordas – assim ele alcança tons graves que não são possíveis no bandolim convencional. Como quinteto, Hamilton apresenta o repertório de seu último disco, Brasilianos 2, com composições inspiradas em gente do porte de Hermeto Pascoal, Pixinguinha, Baden Powell e Raphael Rabello. Livre. Auditório do BNDES (300 lugares). Avenida Chile, 100, Centro, 2172-7757, Metrô Carioca. Quinta (30), 19h. Grátis. Distribuição de senhas uma hora antes.




KIKO CONTINENTINO

Pianista, arranjador e compositor mineiro, integrante da banda de Milton Nascimento há mais de doze anos, Continentino comemora 40 anos de idade com uma apresentação especial. Ao lado de Jefferson Lescowich (baixo) e Victor Bertrami (bateria), o músico recebe parceiros e amigos para canjas especiais. A apresentação retoma a sonoridade de órgãos que está voltando à baila: o fender rhodes e o hammond organ, muito usados no fusion jazz do Azymuth na década de 70. No repertório, Round About Midnight, Donna Lee, Blue Monk, Partido Alto e Nada Será como Antes. Santo Scenarium (120 lugares). Rua do Lavradio, 36, Centro, 3147-9007. Sexta (31), 20h30. R$ 8,00. Cc.: todos. Cd.: todos. santoscenarium.blogspot.com.



JORGE VERCILLO

O cantor volta ao Rio com a turnê de Trem da Minha Vida para debutar na Fundição. Da nova safra, Vercillo apresenta a faixa-título, uma mistura de reggae e xote, Toda Espera, Devaneio e Voo Cego. Também estão garantidos sucessos antigos, Fênix e Homem-Aranha, ao lado de duas músicas do bem-sucedido projeto Coisa de Jorge: São Jorges, em parceria com Jorge Aragão, e Líder dos Templários, com Aragão e Jorge Ben Jor. 18 anos. Fundição Progresso (5?000 pessoas). Rua dos Arcos, 24, Lapa, 2220-5070. Sábado (1º), 0h. R$ 40,00 a R$ 70,00. Bilheteria: 10h/13h30 e 14h/18h (seg. a sex.) e a partir das 12h (sáb.). www.fundicaoprogresso.com.br.




MARCELO D2

Rap e samba, a mistura que consagrou D2, ganham a companhia de outros gêneros no recém-lançado A Arte do Barulho. Depois que o rapper desfiar, entre outras, Desabafo/Deixa Eu Dizer e a balada romântica Vem Comigo que Eu Te Levo pro Céu, a noite continua, até as 2 horas, com a festa LUV. Canecão (2?000 lugares). Avenida Venceslau Brás, 215, Botafogo, 2105- 2000. Sexta (31) e sábado (1º), 22h. R$ 60,00 a R$ 120,00. Bilheteria: 12h/21h20 (seg. a qui.); a partir das 12h (sex. e sáb.). Cd.: todos. www.canecao.com.br.



MARIA GADÚ

Aposta da gravadora Som Livre, que lançou seu disco de estreia, a cantora e compositora paulistana de voz levemente rouca apresenta ao público o hit Shimbalaiê, sucesso nas rádios que ela criou aos 10 anos. Boa parte do programa é autoral, mas também estão previstas versões para Ne Me Quitte Pas, de Jacques Brel, e A História de Lily Braun, de Chico e Edu. Do disco, outra candidata a hit é a versão blues do pancadão Baba, Baby, de Kelly Key. 16 anos. Varanda do Vivo Rio (1?000 lugares). Rua Infante Dom Henrique, 85, Aterro do Flamengo, 2272-2900. Quinta (30), 20h30. R$ 25,00. Bilheteria: 12h/2h (seg. a qua.); a partir das 12h (qui.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. Estac. c/manobr. (R$ 12,00). IR. www.vivorio.com.br.


ORA PRO NOBIS
O nome da banda, emprestado da folha típica da culinária mineira, entrega as origens do som que mistura elementos barrocos e sinfônicos à MPB. No palco, o grupo toca as treze canções do disco de estreia, Eclipse Total, além de versões para, entre outros, Mutantes, Secos & Molhados e Cássia Eller. Um violino elétrico integra a formação do quinteto. 12 anos. Rio Rock Blues (200 lugares). Rua do Riachuelo, 20, Lapa 3684-1091. Sábado (1º), 22h. R$ 20,00. Cc.: M e V. www.riorockebluesclub.com.br



TETÊ E ALZIRA ESPÍNDOLA E DAM FELIX

No projeto Nossa Língua, Nossa Música, uma atração brasileira e outra de algum dos países da comunidade de língua portuguesa dividem o palco. Nessa edição, as irmãs Tetê e Alzira partem da música regional e cabocla para exibir uma sonoridade mais contemporânea. Travando um dueto de vozes, craviola e violão, as duas cantoras exibem intimidade com suas raízes pantaneiras. Convidado da vez, o fadista da Ilha da Madeira Dam Felix tem trinta anos de carreira. Livre. Teatro II do CCBB (155 lugares). Rua Primeiro de Março, 66 (Centro Cultural Banco do Brasil), Centro, 3808-2020. Terça (28), 12h30 e 18h30. R$ 6,00. Bilheteria: a partir de 10h (ter.).



TONI PLATÃO

O cantor está em boa fase da carreira. Seu Pros que Estão em Casa levou o Prêmio da Música Brasileira de melhor DVD do ano. Platão sobe ao palco com a banda que gravou o álbum: Sergio Diab (violão e guitarra), Bruno Wanderley (bateria), Wlad (baixo) e Rodrigo Ramalho (acordeão). No repertório, Impossível Acreditar que Perdi Você, Nasci para Chorar e Calígula Freejack. Outro destaque é Em Segredo, versão do músico para In My Secret Life, de Leonard Cohen, que está no disco Negro Amor. 18 anos. Posto 8 (386 pessoas). Avenida Rainha Elizabeth, 769, Ipanema, 2523-1703. Quinta (30), 21h30. R$ 30,00. Bilheteria: 16h/22h (ter. e qua.); a partir das 16h (qui.).



SCOTT FEINER

O pandeirista americano acaba de voltar de turnê por seu país-natal e pelo México. Ele é a atração do mês do Auditório Cinematheque, espaço da casa dedicado a shows gratuitos. Acompanhado pelo pianista Vitor Gonçalves e o violonista Bernardo Bosisio, Feiner cria uma inusitada mistura entre o jazz e o pandeiro brasileiro. O repertório é composto de músicas de seus dois últimos discos, Dois Mundos e Pandeiro Jazz. 18 anos. Cinematheque Música Contemporânea (240 lugares). Rua Voluntários da Pátria, 53, Botafogo, 2286-5731, Metrô Botafogo. Quinta (30), 20h. Grátis. www.matrizonline.com.br.


4º PENEDO WINTER JAZZ
Aproxima-se o último fim de semana para curtir o friozinho da serra ao som de boa música instrumental no Jazz Village Bistrô. Na sexta (31), sobem ao palco o pianista Marvio Ciribelli e o violonista Mauro Costa Jr, especialista na música flamenca e em ritmos latinos. Os músicos contam com a participação de Flavinho Santos, na bateria, e Francisco Falcon, no contrabaixo. No repertório, Jamaica, Mantra, Santa Morena e Guantanamera. Encerram o evento, no sábado (1º), Gilson Peranzzetta e Mauro Senise. Estão programadas músicas do mais recente disco do duo, Extase, além de composições de Edu Lobo, Ary Barroso e João Bosco. Livre. Jazz Village Bistrô (60 lugares). Rua Toivo Suni, 33 (Hotel Pequena Suécia), Penedo, (24) 3351-1275. Sexta (31) e sábado (1º), 21h. R$ 50,00. Cc.: todos. Cd.: todos. www.jazzvillage.com.br.

MONOBLOCO NA FUNDIÇÃO PROGRESSO

Fundição Progresso - Sexta 31, 23h

Pedro Luís, Renato Biguli e Pedro Quental dão voz a temas brasileiros acompanhados por dez ritmistas. A receita tem dado tão certo que só no ano passado o grupo rea-lizou oficinas de percussão na Irlanda, na Inglaterra e na Dinamarca. A versão reduzida do bloco – que durante o Carnaval ganha 150 integrantes – levanta a galera em músicas de Cartola, Clara Nunes, Alceu Valença e do próprio Pedro Luís. Um pot-pourri dedicado a Jorge Ben Jor inclui Fio Maravilha, País Tropical, Taj Mahal e Santa Clara Clareou. 18 anos.

Fundição Progresso (5 000 pessoas). Rua dos Arcos, 24, Lapa, 2220-5070. Sexta (31), 23h. R$ 40,00 a R$ 70,00 (mulher) e R$ 50,00 a R$ 80,00 (homem). Bilheteria: 10h/13h30 e 14h/18h (seg. a qui.); 10h/13h30 e a partir das 14h (sex.). www.fundicaoprogresso.com.br.

OLHA O QUE O CARA FAZ COM CAIXAS DE TIC TAC

Recebemos um vídeo muito interesante do leitor Luiz Carlos, do Rio de Janeiro.

Com Depp, Tim Burton explora 'Alice no País das Maravilhas'


Por John Gaudiosi

SAN DIEGO (Reuters) - O trailer 3D de Tim Burton para "Alice no País das Maravilhas," da Walt Disney Pictures, tem sido o assunto da Comic-Con, graças em parte à aparição surpresa de Johnny Depp em um painel na quinta-feira.
Depp interpreta o Chapeleiro Maluco no novo filme, que estreia nos cinemas em março de 2010. Burton fez sua primeira aparição na grande convenção de quadrinhos e cultura pop desde a década de 1970, quando o Comic-Con envolveu trechos do filme "Super-Homem."
O diretor brincou que trouxe trechos de suas férias por não ter muitos trechos do novo "Alice no País das Maravilhas." Ele sentou-se com a Reuters para conversar sobre o filme.
Reuters:Você pode explicar sua visão sobre Alice no País das Maravilhas?
Tim Burton: Não, porque eu ainda tenho muito a fazer (risadas). Digo, estamos tentando fazer um filme. Eu apenas pego versões e... porque é como gostar de material em quadrinhos, embora eu não sei se verei em algum momento um filme que realmente gostei baseado neles, porque sempre parece ser uma série de acontecimentos estranhos. Todo mundo é louco e é um tipo de garotinha passiva vagueando de episódio em episódio. Então, mesmo que os livros e as histórias sejam icônicos, nunca senti que houve um filme que realmente se fez um filme, traduzido da história para um filme. Então essa é a tentativa.
Reuters: O que você tirou do material de Lewis Caroll?
Tim Burton: É baseado em todo o material de Lewis Caroll, incluindo o "Poema Jabberwocky." Outros filmes de "Alice" sempre eram apenas uma garota vagueando passivamente com um monte de personagens estranhos. Tentamos tramar uma história que tenha emoção e faça sentido.
Reuters: Você assistiu aos outros filmes de "Alice?"
Tim Burton: Vi muitas das diferentes versões de "Alice" pelos anos. Eu sei que houve um filme musical pornô que eu lembro de ter assistido nos anos 70. E muitas outras diferentes versões.
Reuters: Você pensa sobre uma audiência antes de fazer o filme?
Tim Burton: Não exatamente (risadas). Digo, porque acho que você não pode. Quando fiz "O Estranho Mundo de Jack", as pessoas pensaram que ele era muito estranho para crianças, mas as crianças gostaram muito. Você sabe que fiz material de Roald Dahl e ele é sempre estranho, mas as crianças gostam disso. Pais frequentemente esquecem que crianças gostam de coisas estranhas. Então você tenta fazer isso para todos, creio.
Reuters: Que tipos de tecnologia você está desenvolvendo para "Alice?"
Tim Burton: Bem, parece mais uma combinação de coisas. Estamos usando técnicas que foram usadas antes. Estamos apenas misturando-as de forma um pouco diferente, então isso é o que torna um pouco diferente para mim: a combinação de atuação e animação.
Reuters: Como essa experiência tem sido para você até agora?
Tim Burton: Esta é a primeira vez que uso tela verde. É difícil quanto você não tem muitos sets. Você tenta manter isso o mais vivo possível para que os atores possam interagir o máximo com os outros. Velocidade e energia são importantes. Você realmente começa a enlouquecer depois de um tempo, não apenas para os atores, mas para mim e a equipe. Você começa a pensar: "quem somos novamente, onde estamos?."
Reuters: O que Johnny Depp trouxe ao Chapeleiro Maluco?
Tim Burton: Ele gosta de se enfeitar. Pensei nos personagens de "Alice no País das Maravilhas", eles sempre são retratados como loucos sem significado, e acho que ele tentou trazer algo, uma qualidade humana à loucura. Ele tentou entender um pouco mais... Tentamos dar a cada personagem sua loucura particular. Ele é bom para explorar isso, acho que por ele ser louco. Não sei.
Reuters: Como é sua relação com Depp?
Tim Burton: Nós nos damos bem e trabalhei com ele muitas vezes. É sempre empolgante ver o que ele acrescenta. E é divertido trabalhar com ele porque é como se sempre haverá algo diferente e novo.