7.28.2009

Comando do PT negocia trégua da bancada no Senado sobre situação de Sarney

MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

A direção do PT vai tentar negociar uma trégua com a bancada do partido no Senado em torno da permanência do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), no cargo. O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), deve convocar uma reunião com os senadores petistas na semana que vem e defender que não é papel da bancada discutir a saída ou afastamento de Sarney.
Segundo interlocutores, a avaliação de Berzoini é que, como o PT não apoiou a candidatura do peemedebista ao comando do Senado, não tem responsabilidade pelas ações dele no cargo.
O presidente do PT teria dito que foi surpreendido com a nota divulgada pelo líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), por acreditar que não existem novos motivos para pressionar o peemedebista. No documento, Mercadante afirmou que a divulgação das gravações da Polícia Federal que indicariam envolvimento de Sarney na negociação da contratação do namorado da neta era "grave, porque há indícios concretos da associação do peemedebista com atos secretos".
Para a direção do PT, a nota foi precipitada. Alguns senadores petistas disseram à Folha Online que a iniciativa de Mercadante foi isolada, apesar de representar o posicionamento defendido pela bancada no início do mês. O líder do PT não foi localizado pela reportagem.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) afirmou, no entanto, que se houvesse a consulta, pelo menos seis ou sete senadores apoiariam o texto. "Temos defendido essa questão publicamente. Não podemos negar que é preciso que o presidente do Senado se afaste para dar credibilidade às investigações e até para oxigenar os trabalhos da Casa", disse.
Suplicy conversou na sexta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o afastamento de Sarney, mas não conseguiu reverter o apoio do governo a manutenção de Sarney na presidência do Senado. O governo está preocupado com a governabilidade, com a CPI da Petrobras e com o apoio do PMDB nas eleições de 2010.
O senador petista chegou a comentar com o presidente Lula que uma conversa que teve semanas atrás com o vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), na qual o tucano se comprometeu, no caso de um afastamento de Sarney, comandar o Senado sem prejuízos para o governo. "O presidente ficou de refletir sobre o assunto", disse.
A nota de Mercadante gerou mal-estar no governo. O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) disse hoje que o governo manteria o apoio a Sarney e afirmou que o governo avaliaria a nota de Mercadante para saber se tinha o aval da bancada. "O que nós avaliamos é que isso não é um movimento do PT. Nós imaginamos que seja o posicionamento de um ou dois senadores", afirmou.

Projeto 'Aos pés do Santa Marta' reúne oficinas, música e cinema

RIO - Deste sábado (25.07) até 2 de agosto (domingo) o morro Santa Marta vai ter atrações de jazz, forró, choro, rap, samba, cinema e dança, no projeto "Aos pés do Santa Marta", da ong Atitude Social e da Secretaria Municipal de Cultura. Para participar basta levar um quilo de alimento não perecível para a Creche Mundo Infantil.
O show de abertura terá a participação do grupo de forró Se riscar pega fogo, da banda de rock Sonnica e do rapper Fiell. A ideia surgiu em 2007, em um encontro dos músicos de choro Luis Cláudio e Mauro Montezuma, que queriam levar ao morro outros gêneros de música brasileira além do funk. A Ong Atitude Social oferece cursos e oficinas, e conta com a participação do projeto Villa Lobinhos. Mais informações sobre o evento estão no site
www.agendadosantamarta.blogspot.com.

Fundação CSN abre inscrições para Oficinas Culturais

As inscrições para o Projeto Oficinas Culturais da Fundação CSN estarão abertas a partir da próxima semana, em Volta Redonda. Ao todo serão oferecidas 1.212 vagas para diversos cursos gratuitos nas áreas de artes cênicas, música e artes visuais. Os interessados podem se inscrever na próxima quinta (30) para as oficinas na área de música e artes visuais e na sexta-feira (31) para o Ballet, das 8h às 12h e das 14h às 17h, no Centro Cultural Fundação CSN.

O projeto é aberto para toda comunidade e tem como objetivo principal democratizar e socializar a arte e a cultura. As aulas vão começar no dia 10 de agosto (exceto o ballet, que começa em setembro), de segunda a sábado, e serão ministradas por profissionais da própria Fundação.

As oficinas foram criadas em 2006 para atender a demanda por cursos gratuitos nos segmentos da cultura, principalmente por pessoas que procuram um envolvimento com a arte e incremento sócio cultural. O projeto serve também para estimular o crescimento e expressão artística.

- O projeto descobriu muitos talentos. Mas o que nos deixa felizes é que as oficinas comunitárias permitem uma inserção da comunidade no mundo da cultura - frisa a coordenadora do Centro Cultural, Ana Amélia Costa, acrescentando que, durante o curso, serão realizadas oficinas, palestras e workshops com profissionais renomados das mais diversas áreas.

Além disso, uma vez por semana, serão realizadas apresentações no anfiteatro do Centro Cultural, o ‘Quarta Cultural', gerando oportunidade para artistas da região e dando visibilidade ao trabalho desenvolvido na FCSN.

O Centro Cultural Fundação CSN, fica localizado na Rua 21, nº 402, em frente ao Recreio do Trabalhador, na Vila Santa Cecília.

As inscrições serão feitas por ordem de chegada, mediante a apresentação de duas fotos 3x4, identidade, CPF, e comprovante de renda. Para os menores é indispensável a presença do responsável, não sendo permitido a realização da inscrição por adulto que não seja o responsável legal.

Quinta-feira (30) - Inscrições nas áreas de música e artes visuais das 8h às 17h.

Sexta-feira (31) - Inscrições para o ballet clássico e contemporâneo das 8h às 17h.

Mais informações sobre a relação de vagas e horários dos cursos através do telefone: (24) 3343-3990.

Hatoum disseca Leite derramado

Hatoum e Chico na Flip: métodos, influências e brincadeiras (divulgação)

Não há nada como a companhia de um bom livro. Exceto, talvez, poder trocar ideias sobre ele com quem entende do assunto. Pois a partir desta terça (28) o escritor amazonense Milton Hatoum conduzirá o Clube do Livro aqui no site. Os leitores poderão conversar com o autor de Órfãos do Eldorado e Relato de um certo Oriente sobre tema, tom, estrutura e personagens de diversos livros.

Funciona assim: a cada nova edição, Hatoum propõe três livros. Os membros do site votam e o livro escolhido é dissecado em detalhes durante seis semanas, cada uma delas dedicada a uma questão específica do fazer literário.

O escolhido para o pontapé inicial, com 44,2% dos votos, é Leite derramado, quarto romance de Chico Buarque e best-seller há meses no Brasil. O livro conta a história de Eulálio, um velho que revisita suas memórias no leito de morte. Se quiser ir esquentando os motores, uma boa prévia são os vídeos da mesa que Hatoum e Chico dividiram na última Festa Literária Internacional de Parati, e que podem ser vistos abaixo. Chico e Hatoum leem trechos de suas obras, falam de seus métodos e chegam a brincar um com o outro: "Li o livro dele e pensei: esse cara me plagiou!", disse Chico.

Mesa 10 - Chico Buarque e Milton Hatoum - parte 2 - FLIP 2009
http://www.youtube.com/watch?v=9BNdMD9rWZk

Para quem quiser participar do clube do livro ,aqui está o link do site:
http://www.conhecaolivreiro.com.br/noticias/165-hatoum-disseca-leite-derramado

Espetáculo em homenagem a Vinicius de Moraes completa 15 anos na região

A apresentação "Vinicius de Moraes... É Demais!", que completou 15 anos em cartaz na região, voltou com novidades, em Resende. Produzido e dirigido por André Whately, que ainda atua, o espetáculo poético e musical conta histórias de Vinicius, por meio de suas obras e parceiros musicais, como Tom Jobim, Baden Powell e Toquinho.

No show de pouco mais de 90 minutos, fala-se da música, da poesia e do jeito do poeta. Passeia então, entre a emoção e a diversão, assim como fazia a alma do grande gênio. Além de ser mais uma homenagem, "Vinicius de Moraes... É Demais!" é uma forma de fazer presente a obra e a vida do diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta, compositor e ainda boêmio.

A ideia do espetáculo, que transita harmonicamente entre um recital de poesia, uma apresentação musical e um bate-papo descontraído, surgiu por volta de 1993, quando Whately reuniu um grupo de artistas de Resende para levar ao palco um pouco da vida e da obra do "Poetinha", como também era conhecido.

A primeira montagem surgiu a partir de uma conversa com um amigo músico, foi feita com um elenco maior e uma concepção de espetáculo diferente da atual. Era apresentado com músicos e bailarinos e este perfil foi encenado até o ano de 2000.

Whately explica que, depois de ler outros livros e de uma pesquisa mais aprofundada, foi criada uma nova versão, mais acústica e com apenas três pessoas em cena. Além do teatro, passaram a se apresentar em bares, restaurantes e até clubes. E, comprovando a sua funcionalidade, o show se adaptou a todos os lugares, cobrindo com a mesma eficiência as mensagens contidas em cada obra do poeta que os artistas ressaltam no palco.

Nos bares e restaurantes, compete a atenção dos espectadores com as bebidas e petiscos à mesa. Mas não importa o local, as apresentações têm o mesmo propósito, e cada desafio vencido contribui para o sucesso e a continuidade do espetáculo.

- Não imaginava que a peça teria esta longevidade. Mas é muito prazeroso perceber que mesmo depois de 15 anos o espetáculo continua encantando o público - diz Whately, que nos palcos encarna o poeta. E acrescenta: "O espetáculo deve continuar, sempre, porque Vinicius é imortal. Como devem ser todos os verdadeiros artistas que dignificam seu povo, sua gente, e por isso não devem ser esquecidos nunca".

A versão atual

A versão atual da apresentação traz um cenário bastante simples, uma mesa de bar e uma cadeira. No figurino, as roupas de um Vinicius elegante, que se vestia bem. Nada muito extravagante, para que o interessante sejam as palavras. As novidades seguem com a estreia da cantora Thaís Motta em Resende, jovem de swing perfeitamente encaixado na batida da bossa nova, e com a homenagem aos 50 anos da peça "Orfeu da Conceição", um dos grandes sucessos de Vinicius que conta a história do mito grego de Orfeu transposto à realidade das favelas cariocas. A apresentação do monólogo de Orfeu na abertura do espetáculo foi acompanhada por Thiago Zaidan no violão e a gravação histórica e rara de Elizete Cardoso cantando à capela "Poema dos Olhos da Amada".

Além de André Whately, responsável pela parte poética, o show conta também com as participações dos músicos Luiz Lima (o Japão), na percussão, Thiago Zaidan e Thaís Motta.

Assistir à apresentação é a oportunidade de conhecer um pouco mais da alma imensa e versátil de um dos maiores nomes dos poemas, das letras e da música brasileira.

Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 19 de outubro de 1913. Notabilizado por seus belos sonetos, participou de toda renovação da música brasileira. Viveu rompendo convenções e imposições sociais, e também literárias. Passou da poesia culta para a popular e misturava ritmos de uma forma impecável.

Escandalizava a sociedade sempre com um copo na mão. E seus biógrafos garantem que o inconstante no amor teve, oficialmente, nove mulheres.

Quem é quem no espetáculo

* André Whately:
- Pesquisa
- Roteiro
- Direção
- Interpretação
* Thaís Motta:
- Voz
* Thiago Zaidan:
- Violão
* Luis Lima
- Percussão
Por Angela Chaloub

FOLKLORE E BOSSA NOVA DO BRASIL



Característica: vocal e instrumental

Gravadora:

MPS Records
Produtor:Joachim E. Berendt
Formatos:(LP/1966), (CD/1998)
Primeiro disco:1966
Observação:Gravado na Alemanha

SHOW FOLKLORE E BOSSA NOVA DO BRASIL
PARTICIPAÇÃO:

Sylvia Telles
Edu lobo
Rosinha de Valença
&
Dom Salvador Trio:
Chico Batera
Jorge Arena
Rubens Bassini
&
J.T.Meirelles

A rebelião dos mansos contra o criador

Villas Bôas Corrêa

Dono de partido não é uma novidade na rolagem da política, desde a queda da ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1945, com a exceção dos quase 21 anos da ditadura militar dos cinco generais presidentes.
Marcas da República Velha, em que os coronéis e fazendeiros dominavam a política municipal e elegiam quem queriam com as mágicas do emprenhamento de urnas e dos papeluchos com os resultados oficiais.
A fase dourada da democracia, de 1945 até a mudança da capital do Rio para Brasília, foi como o sábado do jardineiro da casa de Nelson Rodrigues, “uma ilusão” ,em que a população acreditou até a frustração do golpe militar, para recuperar a crença com a eleição indireta, pelo Colégio Eleitoral, do presidente Tancredo Neves, que morreu por erro médico e medo do bisturi, antes de tomar posse.
O que foi salvo dos incêndios da liberdade e da democracia não chegou até os tempos de Lula. Nem a UDN dos lenços brancos e da decadência com o apoio à ditadura militar - com as exceções que não resgatam o mito decaído - conseguiu renascer. O AI-2 do presidente udenista, general Castelo Branco, acabou com os partidos tradicionais para impor na marra, o bipartidarismo de circo para a montagem da chantagem da ARENA, que defini em palestra, em Natal (RG) como “a filha da UDN que caiu na zona”.
A lambança partidária, fruto podre da mudança da capital do Rio para Brasília antes de estar pronta, em 21 de abril de 1960, foi rápida e radical. O Congresso, aos trancos e solavancos, teve o seu momento em meio à turbulência do incompetente governo do vice João Goulart - que substitui o amalucado Jânio Quadros, que renunciou esperando “voltar nos braços do povo”. E pagou todos os seus pecados na ditadura militar, quando foi tratado como um traste, castigado com cassações de mandatos, recessos parlamentares, a criação do senador biônico, a censura à imprensa e a repressão à margem da lei aos comunistas, com a tortura dos Dois Codis, que matou, aleijou e inutilizou centenas, mas de milhar de militantes, estudantes e suspeitos de adversários do Governo.
É este Congresso que recaiu na esbórnia com a eleição do presidente Fernando Collor de Mello e que retornou como senador por Alagoas e amigo de infância do presidente.
Enfim, chegou a vez de Lula. O maior líder operário do país, que comandou a mobilização dos trabalhadores de São Bernardo do Campo, fundou o Partido Trabalhista (PT), foi deputado Constituinte em 88, perdeu três eleições para presidente da República – duas para Fernando Henrique Cardoso e uma para Fernando Collor- que, cassado foi substituído pelo seu vice, Itamar Franco - quando chegou a vez de Lula, eleito e reeleito para os oito anos dos dois mandatos, que termina em 31 de dezembro de 2010 - e não em 2015, como registrei no artigo de quinta-feira, 23, e que mereceu justos puxões de orelha de leitores atentos.
O exercício da presidência ensinou muita coisa ao Lula. O gosto pelas viagens domésticas e internacionais é um curso incompleto sobre a política internacional. Com desembaraço inflado pela vaidade, o presidente é um personagem reverenciado pelo mundo, conhecido pelos dirigentes de todos os países.
Mas, do PT só tem colhido decepções. O Partido dos Trabalhadores endoidou com a vitória e se considera dono de todas as sinecuras e empregos públicos. Na Petrobrás, pendurada na CPI que não deve dar em nada, são mais de 10 mil petistas e outros tantos na fila de espera das vagas nos poços miraculosos do fundo do oceano.
Até ai chega a tolerância do presidente. Mas, a rebelião dos mansos do PT passou da conta. Lula tem como meta para encerrar os dois mandatos, a eleição da ministra Dilma Rousseff. E tem lá as suas razões. O PT do caixa dois, do mensalão, das ambulâncias, dos Correios e agora no envolvimento com a crise do Senado não tem um candidato confiável. É o PT que agora vira a casaca e adere aos tucanos e aos Democratas no apoio à proposta dos senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Pedro Simon (PMDB-RS) de antecipar a convocação do Conselho de Ética do Senado, ainda no recesso, para investigar com rigor a participação do presidente José Sarney na edição de atos secretos.
Os sinais de rebeldias se espalham por vários Estados, do Rio Grande do Sul a São Paulo, Minas e outros focos com mais fumaça do que fogo.
Lula sem o PT é um espanto de derrubar queixo. Mas, o PT sem Lula é uma legenda sem voto.

FRASE DO DIA

“A posição do partido é de que o que está denunciado seja apurado. Mas fazer qualquer movimentação para constranger o presidente Sarney a se licenciar é fazer parte do jogo daqueles que sempre querem retirar a pessoa do cargo.”
Ricardo Berzoini, presidente do PT

7.27.2009

Roda de choro é segredo das noites de segunda-feira no bar Estrelato

Juarez Becoza

RIO - Impossível entrar no Estrelato, pequenino bar na Travessa dos Tamoios, sem notar a imensa bandeira do Brasil bordada no toldo que protege as mesinhas na calçada em frente. Trata-se de pano de fundo acolhedor para um dos segredos mais bem guardados da Zona Sul: um boteco familiar, com duas décadas de vida, que tem entre seus fiéis frequentadores alguns dos mais refinados músicos da cidade. Terá a descrição despertado alguma lembrança familiar ao leitor que rima música com botequim? Pois então, é isso mesmo: o Estrelato é quase um Bip Bip do Flamengo.
Com algumas diferenças, claro: em vez do famoso e temperamental Alfredinho do bar de Copacabana, aqui temos a Lenice, sorridente até em dia de inundação na Marquês de Abrantes. No lugar da cerveja em lata, chope razoável e algumas boas opções gastronômicas, com destaque para o caldinho de feijão temperadíssimo e delicioso, servido em copo americano, e para a picanha na chapa.
A semelhança entre os bares fica, é claro, no espírito musical. Se no Bip as rodas rolam quase diariamente, no Estrelato o dia nobre é a segunda-feira, quando uma turma da pesada se reúne para beber e tocar chorinho. Às sextas tem voz e violão. Tudo informal mesmo, armado pelos próprios clientes, que fazem questão de perpetuar o espírito da casa.
Como fica embaixo de um edifício residencial, o Estrelato fecha cedo. A música sempre termina às 23h, meia-noite no máximo, quando o choro está bom demais. Quem manda parar é sempre o Zinho, guardião da chopeira e dos bons costumes. Eventualmente, seu humor peculiar lembra até o do Alfredinho. Taí, aliás, mais uma semelhança entre os dois botecos.
@@@@@@
Estrelato: Travessa dos Tamoios 32, Flamengo - 2205-0149. Seg a sáb, das 18h às 23h. C.C.: Todos.

Secretaria de Cultura divulga novas atrações do Cultura para Todos

Foto Felipe de Souza
Como costuma acontecer toda manhã de segunda-feira, hoje (27) uma fila se formou em frente ao Cine 9 de Abril, na Vila Santa Cecília, para a retirada de convites do Cultura para Todos. Amanhã (28), será apresentado o espetáculo Terapia do Riso, às 19h e 21h - a abertura fica por conta da cantora Mariângela Leal.

Para trocar o convite, centenas de pessoas enfrentam a manhã nublada e levaram leite do tipo longa vida. É permitida a troca de até dois convites e é necessário levar um litro de leite para cada ingresso. A distribuição, que começou às 10h, segue até às 19h e caso não esgotem os convites, o trabalho continua amanhã, no mesmo horário.

O projeto, que começou no início de maio, segue agora para a segunda fase. As apresentações divulgadas pela secretaria de Cultura, quando o Cultura para Todos começava, terminam amanhã. A lista dos novos de artistas que subirão ao palco do Cine 9 de Abril para dar prosseguimento já está disponível:

04/08 - Kleiton e Kleidir
Abertura: Armando Bandeira

11/08 - Nerson da Capitinga
Abertura: Joca Otoni

18/08 - Neguinho da beija-flor
Abertura: Talles Dias e convidados

25/08 - Ivan Lins
Abertura: Ranieri e os pintos

01/09 - Leila Pinheiro
Abertura: Vicente Lima e seu violino

08/09 - Aonde está você agora - Peça com Bruno Gagliasso
Abertura: Auriston

15/09 - Malu Magalhães
Abertura: Figurótico e banda

22/9 - Comédia em Pé
Abertura: Jorge Guilherme

29/09 - Elba Ramalho
Stael de Oliveira e cia Arte em Cena

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As atrações de outubro e novembro serão decididas com base na enquete disponível no site da prefeitura de Volta Redonda - www.portalvr.com.
Fonte Diário do Vale