7.28.2009

Por Angela Chaloub

FOLKLORE E BOSSA NOVA DO BRASIL



Característica: vocal e instrumental

Gravadora:

MPS Records
Produtor:Joachim E. Berendt
Formatos:(LP/1966), (CD/1998)
Primeiro disco:1966
Observação:Gravado na Alemanha

SHOW FOLKLORE E BOSSA NOVA DO BRASIL
PARTICIPAÇÃO:

Sylvia Telles
Edu lobo
Rosinha de Valença
&
Dom Salvador Trio:
Chico Batera
Jorge Arena
Rubens Bassini
&
J.T.Meirelles

A rebelião dos mansos contra o criador

Villas Bôas Corrêa

Dono de partido não é uma novidade na rolagem da política, desde a queda da ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1945, com a exceção dos quase 21 anos da ditadura militar dos cinco generais presidentes.
Marcas da República Velha, em que os coronéis e fazendeiros dominavam a política municipal e elegiam quem queriam com as mágicas do emprenhamento de urnas e dos papeluchos com os resultados oficiais.
A fase dourada da democracia, de 1945 até a mudança da capital do Rio para Brasília, foi como o sábado do jardineiro da casa de Nelson Rodrigues, “uma ilusão” ,em que a população acreditou até a frustração do golpe militar, para recuperar a crença com a eleição indireta, pelo Colégio Eleitoral, do presidente Tancredo Neves, que morreu por erro médico e medo do bisturi, antes de tomar posse.
O que foi salvo dos incêndios da liberdade e da democracia não chegou até os tempos de Lula. Nem a UDN dos lenços brancos e da decadência com o apoio à ditadura militar - com as exceções que não resgatam o mito decaído - conseguiu renascer. O AI-2 do presidente udenista, general Castelo Branco, acabou com os partidos tradicionais para impor na marra, o bipartidarismo de circo para a montagem da chantagem da ARENA, que defini em palestra, em Natal (RG) como “a filha da UDN que caiu na zona”.
A lambança partidária, fruto podre da mudança da capital do Rio para Brasília antes de estar pronta, em 21 de abril de 1960, foi rápida e radical. O Congresso, aos trancos e solavancos, teve o seu momento em meio à turbulência do incompetente governo do vice João Goulart - que substitui o amalucado Jânio Quadros, que renunciou esperando “voltar nos braços do povo”. E pagou todos os seus pecados na ditadura militar, quando foi tratado como um traste, castigado com cassações de mandatos, recessos parlamentares, a criação do senador biônico, a censura à imprensa e a repressão à margem da lei aos comunistas, com a tortura dos Dois Codis, que matou, aleijou e inutilizou centenas, mas de milhar de militantes, estudantes e suspeitos de adversários do Governo.
É este Congresso que recaiu na esbórnia com a eleição do presidente Fernando Collor de Mello e que retornou como senador por Alagoas e amigo de infância do presidente.
Enfim, chegou a vez de Lula. O maior líder operário do país, que comandou a mobilização dos trabalhadores de São Bernardo do Campo, fundou o Partido Trabalhista (PT), foi deputado Constituinte em 88, perdeu três eleições para presidente da República – duas para Fernando Henrique Cardoso e uma para Fernando Collor- que, cassado foi substituído pelo seu vice, Itamar Franco - quando chegou a vez de Lula, eleito e reeleito para os oito anos dos dois mandatos, que termina em 31 de dezembro de 2010 - e não em 2015, como registrei no artigo de quinta-feira, 23, e que mereceu justos puxões de orelha de leitores atentos.
O exercício da presidência ensinou muita coisa ao Lula. O gosto pelas viagens domésticas e internacionais é um curso incompleto sobre a política internacional. Com desembaraço inflado pela vaidade, o presidente é um personagem reverenciado pelo mundo, conhecido pelos dirigentes de todos os países.
Mas, do PT só tem colhido decepções. O Partido dos Trabalhadores endoidou com a vitória e se considera dono de todas as sinecuras e empregos públicos. Na Petrobrás, pendurada na CPI que não deve dar em nada, são mais de 10 mil petistas e outros tantos na fila de espera das vagas nos poços miraculosos do fundo do oceano.
Até ai chega a tolerância do presidente. Mas, a rebelião dos mansos do PT passou da conta. Lula tem como meta para encerrar os dois mandatos, a eleição da ministra Dilma Rousseff. E tem lá as suas razões. O PT do caixa dois, do mensalão, das ambulâncias, dos Correios e agora no envolvimento com a crise do Senado não tem um candidato confiável. É o PT que agora vira a casaca e adere aos tucanos e aos Democratas no apoio à proposta dos senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Pedro Simon (PMDB-RS) de antecipar a convocação do Conselho de Ética do Senado, ainda no recesso, para investigar com rigor a participação do presidente José Sarney na edição de atos secretos.
Os sinais de rebeldias se espalham por vários Estados, do Rio Grande do Sul a São Paulo, Minas e outros focos com mais fumaça do que fogo.
Lula sem o PT é um espanto de derrubar queixo. Mas, o PT sem Lula é uma legenda sem voto.

FRASE DO DIA

“A posição do partido é de que o que está denunciado seja apurado. Mas fazer qualquer movimentação para constranger o presidente Sarney a se licenciar é fazer parte do jogo daqueles que sempre querem retirar a pessoa do cargo.”
Ricardo Berzoini, presidente do PT

7.27.2009

Roda de choro é segredo das noites de segunda-feira no bar Estrelato

Juarez Becoza

RIO - Impossível entrar no Estrelato, pequenino bar na Travessa dos Tamoios, sem notar a imensa bandeira do Brasil bordada no toldo que protege as mesinhas na calçada em frente. Trata-se de pano de fundo acolhedor para um dos segredos mais bem guardados da Zona Sul: um boteco familiar, com duas décadas de vida, que tem entre seus fiéis frequentadores alguns dos mais refinados músicos da cidade. Terá a descrição despertado alguma lembrança familiar ao leitor que rima música com botequim? Pois então, é isso mesmo: o Estrelato é quase um Bip Bip do Flamengo.
Com algumas diferenças, claro: em vez do famoso e temperamental Alfredinho do bar de Copacabana, aqui temos a Lenice, sorridente até em dia de inundação na Marquês de Abrantes. No lugar da cerveja em lata, chope razoável e algumas boas opções gastronômicas, com destaque para o caldinho de feijão temperadíssimo e delicioso, servido em copo americano, e para a picanha na chapa.
A semelhança entre os bares fica, é claro, no espírito musical. Se no Bip as rodas rolam quase diariamente, no Estrelato o dia nobre é a segunda-feira, quando uma turma da pesada se reúne para beber e tocar chorinho. Às sextas tem voz e violão. Tudo informal mesmo, armado pelos próprios clientes, que fazem questão de perpetuar o espírito da casa.
Como fica embaixo de um edifício residencial, o Estrelato fecha cedo. A música sempre termina às 23h, meia-noite no máximo, quando o choro está bom demais. Quem manda parar é sempre o Zinho, guardião da chopeira e dos bons costumes. Eventualmente, seu humor peculiar lembra até o do Alfredinho. Taí, aliás, mais uma semelhança entre os dois botecos.
@@@@@@
Estrelato: Travessa dos Tamoios 32, Flamengo - 2205-0149. Seg a sáb, das 18h às 23h. C.C.: Todos.

Secretaria de Cultura divulga novas atrações do Cultura para Todos

Foto Felipe de Souza
Como costuma acontecer toda manhã de segunda-feira, hoje (27) uma fila se formou em frente ao Cine 9 de Abril, na Vila Santa Cecília, para a retirada de convites do Cultura para Todos. Amanhã (28), será apresentado o espetáculo Terapia do Riso, às 19h e 21h - a abertura fica por conta da cantora Mariângela Leal.

Para trocar o convite, centenas de pessoas enfrentam a manhã nublada e levaram leite do tipo longa vida. É permitida a troca de até dois convites e é necessário levar um litro de leite para cada ingresso. A distribuição, que começou às 10h, segue até às 19h e caso não esgotem os convites, o trabalho continua amanhã, no mesmo horário.

O projeto, que começou no início de maio, segue agora para a segunda fase. As apresentações divulgadas pela secretaria de Cultura, quando o Cultura para Todos começava, terminam amanhã. A lista dos novos de artistas que subirão ao palco do Cine 9 de Abril para dar prosseguimento já está disponível:

04/08 - Kleiton e Kleidir
Abertura: Armando Bandeira

11/08 - Nerson da Capitinga
Abertura: Joca Otoni

18/08 - Neguinho da beija-flor
Abertura: Talles Dias e convidados

25/08 - Ivan Lins
Abertura: Ranieri e os pintos

01/09 - Leila Pinheiro
Abertura: Vicente Lima e seu violino

08/09 - Aonde está você agora - Peça com Bruno Gagliasso
Abertura: Auriston

15/09 - Malu Magalhães
Abertura: Figurótico e banda

22/9 - Comédia em Pé
Abertura: Jorge Guilherme

29/09 - Elba Ramalho
Stael de Oliveira e cia Arte em Cena

----

As atrações de outubro e novembro serão decididas com base na enquete disponível no site da prefeitura de Volta Redonda - www.portalvr.com.
Fonte Diário do Vale

O continente negro: No Nelson Rodrigues, um teatro dramático escrito em forma de contraponto


Barbara Heliodora

RIO - No Teatro Nelson Rodrigues está em cartaz "O continente negro", do chileno Marco Antonio de la Parra. Primeira obra do autor montada no Brasil - o texto é objeto de uma brilhante tradução de Silvia Gomez -, a peça do dramaturgo chileno é uma intrigante experimentação, um teatro dramático escrito em forma de contraponto.
Duas atrizes e um ator criam os 12 personagens que se entrelaçam para compor a complexa rede que narra varias histórias, nenhuma delas dominante, todas elas fragmentos de um todo que cobre chegadas e partidas, ilusões e desencantos. Essa estrutura exige de início muita atenção. Porém, uma vez que o espectador identifica o jogo, tudo fica mais fácil e compreensível. Não há preocupação com elaboração de tensões crescentes, pois os vários componentes afloram e desaparecem alternadamente, cumprindo suas missões na composição do todo.
Trilha sonora cria ambientes distintos
A encenação é dominada por um vasto cenário - que, por sua vez, apresenta múltiplas possibilidades, disciplinadas em um todo -, criado por André Cortez, também responsável pelos figurinos que individualizam os vários personagens. A ótima iluminação é de Telma Fernandes, e a trilha sonora, que cria ambientes distintos, é de Dr. Morris.
A direção é de Aderbal Freire-Filho, que manipula com firmeza o desenho físico dos vários componentes da ação e, com igual segurança, estabelece climas e personalidades que dão vida ao complexo espetáculo.
O elenco é composto por Débora Falabella, Yara Novaes e Angelo Antônio que com pequenas mas claras mudanças de postura e tom dão vida a 12 personagens de maior ou menor peso, muito embora não se trate aqui de uma narrativa, como já tem acontecido em outros espetáculos de Aderbal. Há toques de depoimento crítico muito importantes para a natureza do espetáculo.
"O continente negro" é uma fascinante experimentação dramatúrgica.

@@@
'O continente negro'.
Texto: Marco Antonio De La Parra.
Direção: Aderbal Freire-Filho.
Elenco:Débora Falabella, Ângelo Antônio e Yara de Novaes.

O amor platônico, uma mãe ausente e fútil e um marido infiel são temas abordados para retratar a dificuldade dos relacionamentos amorosos.
Teatro Nelson Rodrigues: Caixa Cultural. Av. Chile 230, Centro - 2262-8152. Qui a sáb, às 20h. Dom, às 19h. R$ 20. 60 minutos. Até 2 de agosto.

HORTELÃ


A hortelã estimula o aparelho digestivo e tem também propriedades anestésicas", devido a isso, é chamada de antiespasmódico, basta ferver 3 g de hortelã em 100 mL por não mais de cinco minutos. "O chá combate dores de barriga e prisão de ventre."

A hortelã é rica em vitaminas C e A, cálcio, fósforo, potássio e ferro. "A vitamina C é um antioxidante poderoso e ajuda a sintetizar o colágeno. A vitamina A faz bem para a pele, os cabelos e os ossos. O cálcio atua na formação de ossos e dentes, e o ferro essencial para formação de hemoglobina (proteína que carrega oxigênio para tecidos), fósforo (participa no metabolismo de açúcares) e potássio (participa da atividade neuromuscular)

No entanto, não adianta achar que o consumo de hortelã vai suprir as necessidades desses nutrientes. "A erva pode ser usada apenas como complemento nutricional, pois uma quantidade muito pequena é usada no preparo dos alimentos".

SALADA DE LENTILHA COM HORTELÃ

Ingredientes:
9 colheres (sopa) de azeite extra-virgem
3 colheres (sopa) de vinagre branco
3 colheres (sopa) de hortelã picada
500 G de lentilha
1 unidade de cebola
1 dente de alho
1 maço de cheiro-verde
Sal à gosto
pimenta-do-reino branca à gosto
Preparação:
Prepare o molho: misture todos os ingredientes (menos a hortelã).

Prepare a salada: em uma panela, junte a lentilha, a cebola, o alho e o maço de cheiro-verde.
Tempere com sal e pimenta-do-reino.
Cozinhe em água suficiente até as lentilhas ficarem macias.
Retire do fogo e escorra.
Coloque a lentilha em uma saladeira, tempere com o molho e deixe na geladeira por 4 horas.
Momentos antes de servir, junte a hortelã e enfeite com ovos cozidos em rodelas.

Rendimento:
4 porções

Mostra 'Homenagem a Hélio Silva' exibe 27 filmes no CCBB

RIO - O Centro Cultural Banco do Brasil realiza até 2 de agosto a mostra "Homenagem a Hélio Silva", com a exibição de 27 filmes, celebrando o aniversário do diretor de fotografia, que completaria 80 anos em 2009.
Além de títulos consagrados, o projeto também vai recuperar obras esquecidas pela historiografia e, no dia 28 de julho, será promovido o debate "Hélio Silva e a fotografia do cinema brasileiro moderno".
(Assista a trecho do filme 'Rio Zona Norte', que será exibido na mostra)
Para que o público possa ter melhor compreensão da obra de Hélio Silva, a mostra foi dividida em nove blocos: "Realismo urbano", "Diante da luz do sertão", "O preto-e-branco suave das cidades", "O preto-e-branco áspero das tragédias", "As primeiras experiências em cor" (e a prevalência do marrom), "A profusão de cores da comédia erótica", "A luz dramática dos filmes policiais", "Algumas experiências isoladas na década de 1980" e "O olhar documental".

Confira a programação:

TERÇA-FEIRA (28.07):
13h - "Rio zona norte", de Nelson P. dos Santos, 1957, P&B, 35mm, 86 min., Livre
18h- "Mandacaru vermelho", de Nelson P. dos Santos, 1960, P&B, 35mm, 76 min., 14 anos
20h - Debate
QUARTA-FEIRA (29.07):
13h- "Banana mecânica" (Braz Chediak, 1974, cor, 35mm, 97 min, 18 anos)
18h- "A dívida da vida", de Octávio Bezerra, 1992, cor, vídeo, 115 min., 12 anos
20h - "O lado certo da vida errada", de Octávio Bezerra, 1996, cor, vídeo, 90 min., 14 anos
QUINTA-FEIRA (30.07):
13h- "Amenic", de Fernando Silva, 1985, cor, 35mm, 95 min., 16 anos
17h- "Boca de ouro", de Walter Avancini, 1990, cor, vídeo, 108 min., 18 anos
SEXTA-FEIRA (31.07):
13h- "Crueldade mortal", de Luiz Paulino dos Santos, 1976, cor, 35mm, 92 min., 18 anos
18h- "Escalada da violência", de Milton Alencar, 1982, cor, 35mm, 92 min., 18 anos
20h- "Dois perdidos numa noite suja", de Braz Chediak, 1975, cor, 16mm, 100 min., 18 anos
SÁBADO (01.08):
16h- "El justicero", de Nelson Pereira dos Santos, 1966, P&B, 35mm, 80 min., 14 anos
18h- "Lance maior", de Sylvio Back, 1968, P&B, 35mm, 100 min., 12 anos
20h- "O homem nu", de Roberto Santos, 1967, P&B, vídeo, 118 min., 14 anos
DOMINGO (02.08):
12h- "Banana mecânica", de Braz Chediak, 1974, cor, 35mm, 97 min., 18 anos
18h- "Amenic", de Fernando Silva, 1985, cor, 35mm, 95 min., 16 anos
20h- "Nzinga", de Octávio Bezerra, 2006, cor, vídeo, 83 min., Livre

'Homenagem a Hélio Silva' -
Centro Cultural Banco do Brasil(CCBB),
Rua Primeiro de Março 66, Centro. Tel: 3808-2020. R$ 6
Fonte O Globo