7.22.2009



Femupi (Festival de Música Popular de Piraí)

- As inscrições gratuitas podem ser feitas até o dia 31, na Secretaria de Cultura. Cada participante pode concorrer com duas músicas originais e inéditas. Jorge Vercilo e Luís Melodia (foto) serão as atrações do Festival, nos dias 28 e 29 de agosto. Rua Comendador Sá, 105, no Centro.


* 22º Salão Nacional de Humor de Volta Redonda -

O Papa Bento XVI com expressão nazista. Uma criança na fila do desarmamento entregando o cinto usado por seu pai. O técnico Parreira numa interpretação bizarra. Uma visão crítica nada sutil sobre a arte contemporânea. Tudo isso, e muito mais, o público poderá conferir na exposição dos trabalhos selecionados para o “XVIII Salão Nacional de Humor de Volta Redonda”.

Promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Volta Redonda. Visitação: até o dia 2 de agosto, diariamente, de 10 às 19 horas, no Espaço das Artes Zélia Arbex. Rua 14, Vila Santa Cecília.


Caravana de Arte e Cultura neste sábado em Vassouras


Neste sábado, 25, das 10h30 às 18h30, o Centro de Tecnologia do Senai/Vassouras recebe a Caravana itinerante de Arte e Cultura do Sesi Rio. O projeto oferece várias atividades artísticas e culturais, como exposição de artes visuais, contadores de histórias, teatro, cinema e show.
A entrada é 1 Kg de alimento não perecível. A classificação é livre. Mais informações pelo telefone 0800-0231231.


Ivete Sangalo no VR Folia

No sábado (8 de agosto), Ivete Sangalo comanda o VR Folia 2009, na Ilha São João, em Volta Redonda. No repertório sucessos como "Dalila" e "Abalou". O show começa às 23h. Os portões serão abertos às 19h. A banda Águia de Fogo encerra a noite.Valores Abadá: R$ 45 (1º lote)


Angra com exposição fotográfica até sexta

A exposição Paisagem Sonora está disponível ao público no Centro Cultural Theophilo Massad, em Angra dos Reis, até sexta-feira, 24. Os trabalhos do fotógrafo Antuan Henne ressaltam as peculiaridades de Angra e Paraty, como os prédios, a Mata Atlântica e o Litoral da região. A mostra pode ser visitada de terça a domingo, das 10h às 22h. A entrada é de graça.

Saiba mais: nos dias 25 e 26 (sábado e domingo), será a vez da Casa de Cultura de Paraty receber as fotografias.
O Centro Cultural fica na praça Guilherme Greenhalgh, no bairro São Bento.

e-mail para esta coluna botecosdovaledocafe@gmail.com

Gonzaga e Lobo: a história musical de duas famílias é cantada pelos netos Daniel e Bena


José Raphael Berrêdo

RIO - Dois sobrenomes, três gerações, seis compositores, 18 músicas. A história musical das famílias Lobo e Gonzaga será cantada e contada no show "Tradição", no Espaço Tom Jobim nesta quinta-feira, às 20h30m, por Bena Lobo - filho de Edu e neto de Fernando - e Daniel Gonzaga - herdeiro de Gonzaguinha e neto de Luiz Gonzaga.
Em ordem cronológica, Bena e Edu, acompanhados por banda de cinco músicos, vão começar o show com canções de Gonzagão, seguido por Fernando e Edu Lobo, depois Gonzaguinha. Depois, apresentam três parcerias, uma solo cada um e fecham o show misturando o repertório.
Os ritmos variam entre baião, frevo, marcha, xote e samba, poucas diferenças de arranjos para as canções originais. "Que nem jiló" é uma das clássicas de Gonzagão. De seu filho, entra a não menos conhecida "O que é, o que é?". "Chuvas de verão" e "Nêga maluca" mostram um pouco das composições de Fernando Lobo. De Edu, destacam-se "Ponteio" e "Arrastão", esta última em parceria com Vinícius de Moraes. Sem contar as músicas autorais dos netos, incluindo as três compostas em dupla. A direção do show é de Ernesto Piccolo.
Edu, o único dos homenageados vivos, é presença quase certa no Espaço Tom Jobim. Uma canja, no entanto, não parece estar nos planos.
- Meu pai certamente vai ao show, mas ele é plateia e homenageado - desconversa Bena, que é amigo de Daniel desde 1995.
O primeiro da série de shows do projeto foi em 4 de junho, em Porto Alegre. O tom familiar predominou no ambiente, com um clima intimista e grande conhecimento do repertório por parte do público.
- Eu e o Daniel já temos intimidade, assim como a banda que já toca junto há um tempo. No show, a gente ri, conta histórias e como as músicas são conhecidas, aproxima a plateia.

'Avenida Q' recebe cinco indicações ao Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro



SÃO PAULO - A peça "Avenida Q" lidera as indicações da 22ª edição do Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro, referente às peças que estrearam no primeiro semestre do ano.
Em São Paulo, 'Raptada pelo raio' lidera as indicações
O espetáculo de Charles Möeller concorre em cinco categorias, incluindo direção, melhor atuação feminina e masculina (Sabrina Korgut e André Dias) e melhor Iluminação (Paulo César Medeiros). Claudio Botelho ainda foi indicado na categoria especial, pela versão brasileira da trilha sonora.
Logo em seguida, a peça que recebeu mais indicações foi "Farsa da boa preguiça". Além de disputar com "Avenida Q" nas categorias direção (João das Neves) e atriz (Bianca Byington), o espetáculo concorre pelo melhor figurino (Rodrigo Cohen) e música (Alexandre Elias).
Também na categoria atriz, está na disputa do prêmio Marília Pêra, pela atuação em "Gloriosa". A peça ainda teve mais uma indicação no quesito figurino, pelo trabalho de Kalma Murtinho.
O espetáculo "Todo mundo é mundo" rendeu ao Galpão Aplauso a indicação na categoria especial, pela inclusão social no teatro de forma dinâmica e produtiva. Além dele, a Cia. Movimento Carioca de Teatro concorre ao troféu pelo projeto de montagem de "Espia uma mulher que se mata" por sua importância para o intercâmbio cultural com o teatro latino-americano.
Os vencedores de cada categoria receberão uma premiação individual de R$ 8 mil. O júri do Rio de Janeiro é formado por Fabiana Valor (atriz e bailarina), Jorginho de Carvalho (iluminador), João Madeira (diretor do grupo AfroReggae), Sérgio Fonta (dramaturgo, diretor e ator) e Tania Brandão (pesquisadora e professora de História do Teatro Brasileiro).
Em janeiro serão conhecidos os indicados do segundo semestre e, no início de 2010, os vencedores do Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro.

Confira os indicados do 1° semestre ao Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro:
Autor:
Lícia Manzo por "A história de nós 2"
Rodrigo Nogueira por "Play"
Diretor:
Charles Möeller por "Avenida Q"
Enrique Diaz por "In on it"
João das Neves por "Farsa da boa preguiça"
Ator:
André Dias por "Avenida Q"
Fernando Eiras por "In on it"
Otávio Augusto por "Rock n' roll"
Atriz:
Bianca Byington por "Farsa da boa preguiça"
Marília Pêra por "Gloriosa"
Sabrina Korgut por "Avenida Q"
Cenário:
Alberto Renault por "Dois irmãos"
Carlos Alberto Nunes por "A chegada de lampião no inferno"
Figurino:
Kalma Murtinho por "Gloriosa"
Rodrigo Cohen por "Farsa da boa preguiça"
Iluminação:
Paulo César Medeiros por "Avenida Q"
Renato Machado por "A chegada de lampião no inferno"
Música:
Alexandre Elias por "Farsa da boa preguiça"
Liliane Secco por "Esta nossa canção"
Categoria especial:
Claudio Botelho pela versão das músicas de "Avenida Q"
Galpão Aplauso pela inclusão social no teatro de forma dinâmica e produtiva, através do espetáculo "Todo mundo é mundo"
Cia. Movimento Carioca de Teatro pelo projeto de montagem de "Espia uma mulher que se mata" por sua importância para o intercâmbio cultural com o teatro latino-americano

Sarney, o homem incomum

Leandro Fortes

Salve a governabilidade!

Há anos, nem me lembro mais quantos, os principais colunistas e repórteres de política do Brasil, sobretudo os de Brasília, reputam ao senador José Sarney uma aura divinal de grande articulador político, uma espécie de gênio da raça dotado do dom da ponderação, da mediação e do diálogo. Na selva de preservação de fontes que é o Congresso Nacional, estabeleceu-se entre os repórteres ali lotados que gente como Sarney, ou como Antonio Carlos Magalhães, em tempos não tão idos, não precisa ser olhada pelas raízes, mas apenas pelas folhagens. Esse expediente é, no fim das contas, a razão desse descolamento absurdo do jornalismo brasiliense da realidade política brasileira e, ato contínuo, da desenvoltura criminosa com que deputados e senadores passeiam por certos setores da mídia.

Olhassem Sarney como ele é, um coronel arcaico, chefe de um clã político que há quatro décadas domina a ferro e fogo o Maranhão, estado mais miserável da nação, os jornalistas brasileiros poderiam inaugurar um novo tipo de cobertura política no Brasil. Começariam por ignorar as mentiras do senador (maranhense, mas eleito pelo Amapá), o que reduziria a exposição de Sarney em mais de 90% no noticiário nacional. No Maranhão, a família Sarney montou um feudo de cores patéticas por onde desfilam parentes e aliados assentados em cargos públicos, cada qual com uma cópia da chave do tesouro estadual, ao qual recorrem com constância e avidez. O aparato de segurança é utilizado para perseguir a população pobre e, não raras vezes, para trucidar opositores. A influência política de Sarney foi forte o bastante para garantir a derrubada do governador Jackson Lago, no início do ano, para que a filha, Roseana, fosse reentronizada no cargo que, por direito, imaginam os Sarney, cabem a eles, os donatários do lugar.

José Sarney é uma vergonha para o Brasil desde sempre. Desde antes da Nova República, quando era um político subordinado à ditadura militar e um representante mais do que típico da elite brasileira eleita pelos generais para arruinar o projeto de nação - rico e popular - que se anunciava nos anos 1960. Conservador, patrimonialista e cheio dessa falsa erudição tão típica aos escritores de quinta, José Sarney foi o último pesadelo coletivo a nós impingido pela ditadura, a mesma que ele, Sarney, vergonhosamente abandonou e renegou quando dela não podia mais se locupletar. Talvez essa peculiaridade, a de adesista profissional, seja o que de mais temerário e repulsivo o senador José Sarney carregue na trouxa política que carrega Brasil afora, desde que um mau destino o colocou na Presidência da República, em março de 1985, após a morte de Tancredo Neves.

Ainda assim, ao longo desses tantos anos, repórteres e colunistas brasileiros insistiram na imagem brasiliense do Sarney cordial, erudito e mestre em articulação política. É preciso percorrer o interior do Maranhão, como já fiz em algumas oportunidades, para estabelecer a dimensão exata dessa visão perversa e inaceitável do jornalismo político nacional, alegremente autorizado por uma cobertura movida pelos interesses de uns e pelo puxa-saquismo de outros. Ao olhar para Sarney, os repórteres do Congresso Nacional deveriam visualizar as casas imundas de taipa e palha do sertão maranhense, as pústulas dos olhos das crianças subnutridas daquele estado, várias gerações marcadas pela verminose crônica e pela subnutrição idem. Aí, saberiam o que perguntar ao senador, ao invés de elogiar-lhe e, desgraçadamente, conceder-lhe salvo conduto para, apesar de ser o desastre que sempre foi, voltar à presidência do Senado Federal.

Tem razão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao afirmar, embora pela lógica do absurdo, que José Sarney não pode ser julgado como um homem comum. É verdade. O homem comum, esse que acorda cedo para trabalhar, que parte da perspectiva diária da labuta incerta pelo alimento e pelo sucesso, esse homem, que perde horas no transporte coletivo e nas muitas filas da vida para, no fim do mês, decidir-se pelo descanso ou pelas contas, esse homem comum é, basicamente, honesto e solidário. Sarney é o homem incomum. No futuro, Lula não será julgado pela História somente por essa declaração infeliz e injusta, mas por ter se submetido tão confortavelmente às chantagens políticas de José Sarney, a ponto de achá-lo intocável e especial. Em nome da governabilidade, esse conceito em forma de gosma fisiológica e imoral da qual se alimenta a escória da política brasileira, Lula, como seus antecessores, achou a justificativa prática para se aliar a gente como os Sarney, os Magalhães e os Jucá.

Pelo apoio de José Sarney, o presidente entregou à própria sorte as mais de seis milhões de almas do Maranhão, às quais, desde que assumiu a Presidência, em janeiro de 2003, só foi visitar esse ano, quando das enchentes de outono, mesmo assim, depois que Jackson Lago foi apeado do poder. Teria feito melhor e engrandecido a própria biografia se tivesse descido em São Luís para visitar o juiz Jorge Moreno. Ex-titular da comarca de Santa Quitéria, no sertão maranhense, Moreno ficou conhecido mundialmente por ter conseguido erradicar daquele município e de regiões próximas o sub-registro civil crônico, uma das máculas das seguidas administrações da família Sarney no estado. Ao conceder certidão de nascimento e carteira de identidade para 100% daquela população, o juiz contaminou de cidadania uma massa de gente tratada, até então, como gado sarneyzista. Por conta disso, Jorge Moreno foi homenageado pelas Nações Unidas e, no Brasil, viu o nome de Santa Quitéria virar nome de categoria do Prêmio Direitos Humanos, concedido anualmente pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República a, justamente, aqueles que lutam contra o sub-registro civil no País.

Em seguida, Jorge Moreno denunciou o uso eleitoral das verbas federais do Programa Luz Para Todos pelos aliados de Sarney, sob o comando, então, do ministro das Minas e Energia Silas Rondeau este um empregado da família colocado como ministro-títere dentro do governo Lula, mas de lá defenestrado sob a acusação, da Polícia Federal, de comandar uma quadrilha especializada em fraudar licitações públicas. Foi o bastante para o magistrado nunca mais poder respirar no Maranhão. Em 2006, o Tribunal de Justiça do Maranhão, infestado de aliados e parentes dos Sarney, afastou Moreno das funções de juiz de Santa Quitéria, sob a acusação de que ele, ao denunciar as falcatruas do clã, estava desenvolvendo uma ação político-partidária. Em abril passado, ele foi aposentado, compulsoriamente, aos 42 anos de idade. Uma dos algozes do juiz, a corregedora (?) do TRE maranhense, é a desembargadora Nelma Sarney, casada com Ronaldo Sarney, irmão de José Sarney.

Há poucos dias, vi a cara do senador José Sarney na tribuna do Senado. Trêmulo, pálido e murcho, tentava desmentir o indesmentível. Pego com a boca na botija, o tribuno brilhante, erudito e ponderado, a raposa velha indispensável aos planos de governabilidade do Brasil virou, de um dia para a noite, o mascate dos atos secretos do Senado. Ao terminar de falar, havia se reduzido a uma massa subnutrida de dignidade, famélica, anêmica pela falta da proteína da verdade. Era um personagem bizarro enfiado, a socos de pilão, em um jaquetão coberto de goma.

Na mesma hora, pensei no povo do Maranhão.

Leandro Fortes é jornalista e o artigo foi publicado em seu blog “Brasília, eu vi”

7.21.2009

Espetáculo 'Hairspray' mantém o tom e o humor exigidos


Barbara Heliodora

RIO - Nos últimos anos, o sucesso do musical "Hairspray" tem sido ligado principalmente ao gimmick de ter um ator (no caso da versão de 2007 para o cinema, por exemplo, o mais que famoso John Travolta) no papel de Edna, mãe da gordinha adolescente que sonha em ser estrela de um show de televisão. Escrito nos anos 1980, no entanto, de início o musical ficava ainda mais americano do que é: tudo se passa no início da década de 1960, em Baltimore, parte integrante do Sul racista, justamente no tempo em que os movimentos e eventos em favor da integração racial estavam atingindo o auge e fazendo suas mais significantes vitórias.
(Elenco e diretor falam sobre adaptação do espetáculo da Broadway)
O preconceito contra a obediência a qualquer exagero da moda (como os casos de fenomenal engenharia capilar sustentada pelo generoso uso do laquê do título), assim como a exclusão do sonhado sucesso social em função da gordura, emprestavam a "Hairspray" uma modesta relevância, hoje perdida. Sobram o puro jogo teatral, a música e a dança, em torno da ideia da luta pelo sucesso em condições adversas. Tudo é levado para o exagero na criação dos personagens, principalmente os cabelos, um exagero alegre e sorridente. Os autores americanos foram muito bem traduzidos e adaptados por Miguel Falabella, o que permite a fluência de espetáculo.
" direção de Miguel Falabella é firmemente voltada para o tom e o humor que "Hairspray" exige e resulta alegre e divertida "
A encenação, em cartaz no Teatro Casa Grande, é fiel ao original, como é indispensável que seja, com Renato Scripilitti criando cenários de fácil mobilidade e clara identificação de locais, o fundo correto para as cores e exageros dos figurinos de Marcelo Pies, tudo buscando evocação de época, com o original por guia. É boa a luz de Maneco Quinderé, mas o desenho de som de Tocko Michelazzo é um tanto exagerado no volume. Da Broadway veio Jeff Whitting, que já era dono da coreografia e obtém ótimo rendimento de todo o elenco. Felipe Senna é o responsável pela direção musical e tem boa execução.
A direção de Miguel Falabella é firmemente voltada para o tom e o humor que "Hairspray" exige e resulta alegre e divertida, mantendo o tom americano, essencial, mas deixando-o simpático aos olhos e ouvidos brasileiros. O elenco está rendendo bem. No grupo central, Edson Celulari e Simone Gutierrez dão boa conta do recado; já Danielle Winits rende menos que Arlete Salles e Jonatas Faro. No numeroso elenco de apoio (que tem ótima atuação de conjunto), Ivana Domenico marca presença em três papéis, Heloisa de Palma cresce para o final, Bené Monteiro é uma revelação, e as três Dinamites, Corina Sabbas, Karin Hils e Bia Martins, são um dos pontos mais altos do espetáculo.
A popularidade dos musicais parece irrecusável, e "Hairspray" é um espetáculo alegre e atraente.


@Oi Casa Grande.
Rua Afrânio de Melo Franco 290, Leblon.
@Tel: 2511-0800.
@Qui e sex, às 21h. @Sáb, às 18h e às 21h30m.@ Dom, às 19h.
@Qui e sex: R$ 40 (balcão setor 3), R$ 80 (balcão setor 2), R$ 100 (plateia setor 1) e R$ 120 (plateia VIP e camarotes). @Sáb e dom: R$ 60 (balcão setor 3), R$ 100 (balcão setor 2), R$ 120 (plateia setor 1) e R$ 150 (plateia VIP e camarotes). 180 minutos (com intervalo).
Até 4 de outubro. Livre.

Sinfônica de Barra Mansa apresenta concertos no Festival Vale do Café

Em Barra Mansa: A orquestra se apresenta hoje na Igreja Matriz de São Sebastião, no Centro

A Orquestra Sinfônica de Barra Mansa fará cinco concertos na 7ª edição do Festival Vale do Café, que acontece desde sexta-feira (17) até domingo (26), em diversos municípios da região do Vale do Paraíba. Idealizado por Cristina Braga em 2003, o festival tem como objetivo criar um polo turístico cultural e acelerar o desenvolvimento econômico do interior do estado do Rio de Janeiro.

Todos os concertos da OSBM têm como solista um dos maiores violinistas clássicos da atualidade, Turíbio Santos, que também é diretor artístico do festival.

As apresentações começaram no último sábado (18), na Praça Barão de Campo Belo, em Vassouras. Ontem (20) foi a vez da população de Barra do Piraí receber a OSBM, na Igreja São Benedito, na Praça Nilo Peçanha. Em Barra Mansa a orquestra se apresenta hoje (21), na Igreja Matriz de São Sebastião, no Centro. Já na sexta-feira (24) o concerto acontece em Piraí, na Igreja Sant'Anna. Para finalizar o festival, no próximo domingo (26), a OSBM realiza um concerto de encerramento em Três Rios, no Teatro Nilo Peçanha, na Praça São Sebastião. Todas as apresentações são gratuitas e começam às 20h.

A OSBM, composta por cerca de 105 músicos, entre professores e monitores do Projeto Música nas Escolas, se apresentará sob a regência do maestro Guilherme Bernstein.

A dieta lulista emagrece o PT

Villas Boas Corrêa

A crise de debilidade que atacou o Partido dos Trabalhadores, fundado pelo maior líder operário do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, quando presidente do Sindicato dos Trabalhadores em São Bernardo do Campo, apresenta a singularidade, embora não seja o caso único da legenda que perde importância quando chega ao poder, enquanto os aliados, como o insaciável guloso PMDB incham como bola de soprar.
É exato que o PT começou a incomodar o presidente Lula com os escândalos iniciais da longa e interminável temporada, com os escabrosos casos do mensalão, para comprar adesões que fortalecessem a base parlamentar do governo e que foi qualificado como dos maiores da crônica do Congresso e do caixa dois para financiar a campanha da turma de casa.
Mas, o presidente tratou o seu partido como dono, alternando a generosidade na distribuição de empregos público, desde o inchaço com o maior ministério de todos os tempos, todos com vagas para acomodar os companheiros em dificuldades com momentos de irritação para a gula petista reconhecia a necessidade de atender aos aliados.
Se ao menos para engambelar o distinto público, o governo tivesse o pudor de discutir programas, avaliar a competência das indicações políticas teria evitado esta imagem da mistura caótica de bom e razoáveis escolhas, com outras que chegam ao ridículo.
E na véspera da campanha que bate a porta dos outros, pois o presidente disparou na frente, saltando o obstáculo dos prazos constitucionais, na campanha da candidatura da ministra Dilma Rousseff, da sua escolha pessoal e que o PT com muitos fazenda, os sinais dos ressentimentos começam a ocupar espaço no noticiário político.
No mais ostensivo dos exemplos, na realização do 19° Encontro Estadual do PT do Rio Grande do Sul. Sem meias palavras, começou por ignorar a orientação da direção nacional recomendando que não fosse antecipado o calendário eleitoral para atropelar as articulações de alianças nos estados.
O PT gaúcho não apenas mandou às favas o adiamento que só interessa à ministra-candidata a presidente da República como lançou a candidatura do ministro da Justiça, Tarso Genro e tornar pública a decisão de convidar o PDT brizolista para indicar o candidato a vice-governador.
No entusiástico discurso, o candidato-ministro Tarso Genro ressalvou que a seção gaúcha não tem nenhuma objeção a qualquer partido que queira aderir à candidatura de Dilma, “mas o palanque do PT, aqui é de esquerda e conversa com o centro, Saiba Dilma que o palanque que pode dar vitória é o do PT”.
E estamos conversados

"Casamento é o destino tradicionalmente oferecido às mulheres pela sociedade. Também é verdade que a maioria delas é casada, ou já foi, ou planeja ser, ou sofre por não ser." (Simone de Beauvoir)

Quero aproveitar esta citação de Simone Beauvoir para concluir a divulgação dos dados da Pesquisa/ Mulheres: Amor x Profissão.
O que mais chamou minha atenção no levantamento dos dados foi a enorme necessidade que, ainda hoje, a mulher tem de ter um companheiro que a sustente e seja seu protetor. Isto reforça a minha percepção constante de que grande parte da infelicidade feminina reside na expectativa do casamento. Portanto, hoje não quero escrever muito, apenas deixar um poema sobre o Amor. O mais fica para sua reflexão e elaboração.
Continuo aguardando seus comentários. conversandocomvocebotecos@gmail.com
Obrigada. Um abraço.
Márcia Modesto (Psicóloga/ Psicanalista/ Terapeuta Familiar Sistêmica)

Para Viver um Grande Amor
Carlos Drummond de Andrade

É preciso abrir todas as portas que fecham o coração.
Quebrar barreiras construídas ao longo do tempo,
Por amores do passado que foram em vão
É preciso muita renúncia em ser e mudança no pensar.
É preciso não esquecer que ninguém vem perfeito para nós!
É preciso ver o outro com os olhos da alma e se deixar cativar!
É preciso renunciar ao que não agrada ao seu amor...
Para que se moldem um ao outro como se molda uma escultura,
Aparando as arestas que podem machucar.
É como lapidar um diamante bruto para fazê-lo brilhar!
E quando decidir que chegou a sua hora de amar,
Lembre-se que é preciso haver identificação de almas!
De gostos, de gestos, de pele...
No modo de sentir e de pensar!
É preciso ver a luz iluminar a aura,
Dando uma chance para que o amor te encontre
Na suavidade morna de uma noite calma...
É preciso se entregar de corpo e alma!
É preciso ter dentro do coração um sonho
Que se acalenta no desejo de: amar e ser amada!
É preciso conhecer no outro o ser tão procurado!
É preciso conquistar e se deixar seduzir...
Entrar no jogo da sedução e deixar fluir!
Amar com emoção para se saber sentir
A sensação do momento em que o amor te devora!
E quando você estiver vivendo no clímax dessa paixão,
Que sinta que essa foi a melhor de suas escolhas!
Que foi seu grande desafio... e o passo mais acertado
De todos os caminhos de sua vida trilhados!
Mas se assim não for...
Que nunca te arrependas pelo amor dado!
Faz parte da vida arriscar-se por um sonho...
Porque se não fosse assim, nunca teríamos sonhado!
Mas, antes de tudo, que você saiba que tem aliado.
Ele se chama TEMPO... seu melhor amigo.
Só ele pode dar todas as certezas do amanhã...
A certeza que... realmente você amou.
A certeza que... realmente você foi amada