7.20.2009

Carla Bruni canta para Nelson Mandela em Nova York

NOVA YORK - Carla Bruni-Sarkozy participou no sábado à noite, em Nova York, de um concerto organizado para celebrar o aniversário do líder sul-africano Nelson Mandela. A primeira-dama da França, que cantou em público pela primeira vez depois de seu casamento com o presidente Nicolas Sarkozy em fevereiro de 2008, foi acompanhada por Dave Stewart, ex-membro do Eurythmics. Sarkozy assistiu à apresentação.
Aretha Franklin, Stevie Wonder, Queen Latifah e Cindy Lauper também estiveram, entre outros artistas, no Radio City Music Hall, para celebrar os 91 anos de Mandela, primeiro presidente da África do Sul depois do apartheid.
Mandela não esteve presente, mas enviou uma mensagem que foi exibida em um telão.
Fonte Reuters

Zélia Duncan, Léo Jaime e Leoni encabeçam manifesto que defende fã que baixa música

Leonardo Lichote

RIO - O tom é contundente: "Quem baixa música não é pirata, é divulgador!". Extraída do manifesto Música Para Baixar (MPB), a frase sintetiza o teor do texto que, no ar há uma semana, já arregimentou mais de 800 assinaturas on-line. Entre elas, as de artistas como Zélia Duncan (que reforçou seu apoio com o recado "é fundamental que isso aconteça", ao lado de seu nome), Léo Jaime, André Abujamra, Ritchie, Roger Moreira (Ultraje a Rigor) e Leoni - um dos idealizadores do manifesto (leia na íntegra) .
- Existe um discurso oficial das gravadoras de que nós, artistas, somos prejudicados pela chamada pirataria digital. Queríamos mostrar que há uma outra forma de se olhar para a situação - explica Leoni. - O fã que baixa divulga nossa música de graça. Um ótimo exemplo é o caso do compositor americano Corey Smith, que põe suas músicas disponíveis de graça em seu site e à venda no iTunes. Ele fez um teste e tirou as canções do seu site. As vendas delas no iTunes caíram. E voltaram a crescer quando ele voltou a disponibilizá-las gratuitamente.
O manifesto nasceu no 1º Fórum Música Para Baixar, realizado no mês passado em Porto Alegre , como parte da programação do Fórum de Software Livre. Entre suas propostas, o movimento MPB defende a isenção de impostos para a música. Quer ainda debater junto ao Ministério da Cultura a flexibilização dos direitos autorais.
- Os direitos autorais nasceram para incentivar os artistas a produzirem sua obra para a sociedade. Hoje, isso se perdeu em distorções - avalia Leoni. - Uma escola pública de Taubaté foi impedida de fazer sua festa junina porque o Ecad cobrou direitos das músicas que seriam executadas. Eles não tinham dinheiro. Mas uma escola particular tem. Nesse caso, os direitos autorais servem para aumentar a distância entre o ensino público e o privado.

Assinado também por artistas novos emergentes como Macaco Bong e Teatro Mágico (outro que está entre os organizadores do documento), o manifesto define o movimento MPB como uma "reunião de artistas, produtores(as), ativistas da rede e usuários(as) da música em defesa da liberdade e da diversidade musical que circula livremente em todos os formatos e na internet".
- Estão aparecendo propostas perigosas de cercear a internet, criar uma vigilância sobre os usuários. É certo acabar com a liberdade de troca de informação da rede em nome de um negócio que está acabando? - pergunta o compositor, referindo-se às gravadoras e ao modelo fonográfico tradicional. - E, na internet, todo cuidado é inútil. É melhor eu pôr minhas músicas no meu site que encontrá-las no Lime Wire (site de compartilhamento) atribuída a outros autores, com qualidade baixa ou vírus.

Cafe de Los Maestros se apresenta no Rio


RIO - O projeto Cafe de Los Maestros, idealizado pelo produtor e músico argentino Gustavo Santaolalla, reúne veteranos do tango na Argentina que atuam desde as décadas de 40 e 50. Eles se apresentam no Rio de Janeiro, no Vivo Rio, na quarta-feira,(22) às 22h.

Cafe de Los Maestros -
Vivo Rio: Av. Infante Dom Henrique 85, Aterro do Flamengo - 4003-1212 (Ingresso Rápido). Qua, às 22h. R$ 30 (frisa), R$ 150 (setor 3), R$ 200 (setor 2), R$ 250 (camarote B) e R$ 300 (camarote A e setor VIP). Não recomendado para menores de 16 anos.


Veja aqui trecho do filme de Gustavo Santaolalla sobre o Cafe de Los Maestros:
Café de los Maestros - Trailer


Fonte O Globo

Batida Diferente

por Durval Ferreira e Maurício Einhorn

Durval Ferreira (foto) foi um compositor, violonista, guitarrista, arranjador e produtor musical brasileiro. Como músico, em 1962 acompanhou o saxofonista estadunidense Cannonball Adderley e tocou com Sérgio Mendes no concerto do Carnegie Hall. Mais tarde dedicou-se à produção de discos comerciais. Como produtor, lançou os cantores Emílio Santiago, Joanna e Sandra de Sá. Apesar da longa carreira, só em 2004 ele gravou seu único disco solo, Batida Diferente. Morreu vítima de câncer. Maurício Einhorn é um gaitista brasileiro. Filho de judeus poloneses, também gaitistas, começou a tocar o instrumento aos cinco anos de idade. Dos cinco aos treze anos apresentava-se no Colégio Franco-brasileiro, onde estudava. Aos 10 anos, Einhorn começou a participar dos renomados programas radiofônicos de calouros da época.
"Batida Diferente" é música de Durval Ferreira.
Clique aí do lado esquerdo desta página em cima do ícone Estação Jazz & Tal e ouça pouco mais de cinco mil músicas divididas em cinco canais: música brasileira, música americana, música de filmes, música de Tom Jobim, e o canal que toca tudo misturado. Para ouvir esse último, basta clicar em cima do nome da estação e deixar rolar. Para ouvir os outros, depois que se abrir a cartela da rádio, clique em cima do que preferir.

Veja o vídeo
Em junho de 2005, Durval Ferreira se apresentou no "Parque dos Patins", na Lagoa (RJ), ao lado de Leny Andrade, com Fernando Merlino ao piano, Adriano Giffoni no baixo, e Márcio Bahia na bateria.


OBESIDADE

A Obesidade é reconhecida hoje como importante problema de saúde pública. É doença crônica, progressiva, fatal, geneticamente relacionada e caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura e desenvolvimento de outras doenças. O número de obesos no Brasil e no mundo tem aumentado com muita rapidez.

Um estudo comparativo do Setor de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP mostrou que, em apenas duas décadas (entre 1974 e 1997), o número de pessoas obesas no Brasil quase triplicou. Outra pesquisa, feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS), indicou que o aumento da obesidade é um problema que atinge vários países.

A obesidade é uma doença que depende de vários fatores para se desenvolver: a genética da pessoa, fatores culturais e étnicos, sua predisposição biológica, estilo de vida e principalmente hábitos alimentares.

As pessoas, no entanto, engordam por uma simples questão: consomem mais calorias do que gastam. Em outras palavras, não se alimentam de forma equilibrada e muitas levam uma vida sedentária. Se o corpo não usa a energia que ingeriu, por meio de atividades físicas, essa energia se transforma em gordura e se acumula no corpo, causando o aumento de peso.

Como a perda de peso é algo que requer muita força de vontade e disciplina, melhor do que combater é prevenir. O cuidado com a obesidade começa já na infância.

Além dos problemas psicológicos, a obesidade está relacionada a problemas de saúde que incluem: Diabetes tipo 2, Doenças Cardiovasculares, Hipertensão Arterial, Colelitíase ( calculo de vesícula) e Esteatose Hepática (acumulo de gordura no fígado), complicações nas articulações como osteoartrite e gota, problemas pulmonares incluindo apnéia do sono e no sistema reprodutivo de mulheres. A obesidade também está relacionada a taxas mais altas de incidência de certos tipos de câncer.

Uma dieta saudável deve ser incentivada desde a infância, evitando que a criança apresente peso acima do normal. Além disso, atividades físicas, lazer são a melhor forma de prevenir a obesidade.

Sandra Helena Mathias Motta
Nutricionista
Centro - (24) 3322-3715
Vila Nova - (24) 3326-5487

Quando o Rio queria ser Paris

Nessa belíssima composição da Revista Life vemos uma muitíssima bem cuidada Quinta da Boa Vista num dos seus pontos mais conhecidos, o lago.

José Castello

16.01.2006 | Parece muito distante, hoje, é quase um conto de fadas, o “Rio Europeu” imaginado por parte expressiva da elite carioca, na virada do século 19 para o 20. Sonho que, de certa forma, se concretizou com a reforma urbana liderada, entre 1902 e 1906, pelo prefeito Pereira Passos, esforço que visava transformar a cidade em uma pequena Paris. Eliminando cortiços, alargando ruas e avenidas, e atraindo investimentos estrangeiros, ele deu origem ao mito da Cidade Maravilhosa, que os governantes de hoje se empenham, ofegantes, em sustentar.

Era uma idéia que, já naquela época, não combinava com a realidade, e que teve como estratégia secreta a eliminação dos miseráveis e a ocultação da pobreza. Uma quimera que, ainda assim, mudou a face do Rio de Janeiro e que se transformou no grande tema dos cronistas da virada do século. Tempo de grandes cronistas, como Machado, Carlos de Laet, Raul Pompéia e o poeta Olavo Bilac, fundadores de um gênero que, mais tarde, seria praticado, entre outros, por Rubem Braga, Paulo Mendes Campos e Carlos Drummond de Andrade.

Este sonho de um Rio Parnasiano, com todas as contradições que comporta, é o grande tema de Olavo Bilac em suas crônicas, que de resto tratam também de grandes homens como Julio Verne, José do Patrocínio e Eça de Queiroz, e de temas universais como o suicídio, a longevidade e o vício literário. Crônicas que se oferecem aos governantes de hoje, quem sabe, como vacina contra suas invencionices e quixotadas. Elas ganham, agora, um volume especial na Coleção Melhores Crônicas, da Global Editora, dirigida por Edla Van Steen (“Melhores crônicas de Olavo Bilac”, seleção e prefácio de Ubiratan Machado, Global Editora, 192 páginas, R$ 28,00).

A destruição do passado

Fala-se em Bilac e logo lembramos do “príncipe dos poetas”, o grande líder do movimento parnasiano, que propunha, contra a literatura realista e naturalista, um retorno à herança clássica, erguendo, no lugar da desagradável realidade e suas imperfeições, os ideais europeus do Belo e da perfeição. Mas Bilac foi, além de poeta, um cronista inspirado. Começou a escrever crônicas em 1897, aos 32 anos, como substituto de Machado de Assis no posto de cronista dominical da “Gazeta de Notícias”. Publicou crônicas, ainda, na “Cidade do Rio” e no “Diário Mercantil”, de São Paulo.

A geração de Bilac experimentou uma grande aceleração do tempo, uma agitação inédita na história do país. Passou pela abolição da escravatura, pela proclamação da República, e pelos primeiros governos republicanos. Viu o Brasil crescer e se modernizar. Bilac retratou a Belle Époque carioca, que tinha como utopia um Rio regido pela beleza, pela limpeza, pela higiene e pelo equilíbrio. Ele escreveu crônicas até falecer, em 1918.

O sonho parnasiano, mesmo em uma cidade que não tinha mais que 700 mil habitantes, era, porém, inábil e exagerado. Para construir o novo Rio, para implantar ousados projetos de urbanização, saneamento e higiene, grande parte da herança arquitetônica e do passado foi destruída. Em seu lugar, as modas efêmeras, os arremedos do estilo europeu, os exageros de retórica passaram a dar as cartas e a distinguir as reputações.

As crônicas de Bilac revelam a posição ambígua que muitos intelectuais tiveram diante do sonho urbano parnasiano. Como bom príncipe do Parnaso, Bilac admirava o equilíbrio clássico e a cultura européia. Ainda assim, ele soube criticar os exageros, as manias, as poses geradas pela onda modernizadora. Como cronista, exercitou um humor leve e delicado e, ao contrário de Machado de Assis, sempre evitou o sarcasmo e a ironia. Enquanto Machado foi um cronista crítico, que fez da ironia uma arma para desmontar a pose alheia, Bilac foi um impressionista, um homem que se detinha nas impressões e nas sensações, mas que nunca perdia a delicadeza.

Apesar de suas oscilações de humor (ele mesmo se classificava como um “neuraustênico”) e das dificuldades que enfrentou por conta disso em sua vida pessoal, o poeta foi, em geral, um otimista que, entre outros arroubos cívicos, se engajou com entusiasmo em campanhas como as da vacinação e a do serviço militar obrigatório - de que o Exército o transformou, depois, em patrono.

Em suas crônicas, ele debocha da gente elegante do Rio que, nas noites abafadas, enfrentava uma maratona de corridas, regatas, o corso e os bailes e, para não perder a pose, chegava sempre exausta, na manhã seguinte, ao trabalho. Estar na moda, acompanhar a velocidade dos novos dias, cansava muito. De um amigo, que cochilava no escritório, ele ouve e registra o desabafo: “O Rio de Janeiro é atualmente uma cidade que morre de sono!” Fardo de uma elite que, precisando ganhar o pão de cada dia em horário comercial, à noite devia cumprir o ritual da nova moda.

O favorito das platéias

Outra tradição das elites que Bilac se apressa a criticar é a nova tendência irrefreável à oratória, inclinação, na verdade, de herança nordestina, como observou muitos anos depois o poeta João Cabral de Melo Neto; mas que parece ter encontrado no Rio parnasiano seu cenário ideal. A crônica tem um título saboroso: “A eloqüência de sobremesa”. Sempre interessado em classificar a desordem do mundo, Bilac escreve: “A bebida do orador político é o champagne; a do orador dos clubes, é o vinho do Porto”. Mas nenhum deles o empolga.

Ele confessa, então, que seu orador preferido era certo comendador que, ao ser eleito presidente de uma sociedade beneficente e recreativa, prometeu à platéia um discurso notável de posse. Antes dele, doze oradores discursaram, e o comendador os ouviu em profundo silêncio. Quando chegou sua vez, assombrou a platéia com uma declaração viril: “Eu cá nunca fui orador! Comigo, é pão-pão, queijo-queijo...”

Não se pode esquecer, contudo, que o próprio Olavo Bilac se tornaria depois, também, o príncipe dos conferencistas. Graças a seus dotes retóricos, ele foi escolhido, em 1906, secretário-geral da 3a Conferência Pan-Americana. Quando a moda das conferências literárias se espalhou pela cidade, arrastando multidões para os salões do Instituto Nacional de Música, o poeta logo se tornou o favorito das platéias. “O público tem os seus conferencistas preferidos”, escreve Ubiratan Machado em seu prefácio. “Olavo Bilac, com a sua voz empostada, bela dicção e talento de ator, supera a todos”.

Fascinado pelo mundo europeu - é em Paris que Bilac, para fugir de uma depressão, se refugia por dois meses em 1916, indiferente ao início da primeira grande guerra -, o príncipe do Parnaso carioca, ao ver a cidade devastada pelo Bota-Abaixo, sofre, ele também, de saudosismo. Dedica uma de suas crônicas, por exemplo, ao Grito de Sogra, um vagabundo que, durante anos, perambulou pela Avenida Central e que, certo dia, o poeta se dá conta, desapareceu. “Desapareceu o último dos nossos velhos tipos de rua”, ele se lamenta. “Já lá se foram o Vinte e Nove, o Tangerina, o Pai da Criança, o Caxuxa, sem falar dos velhíssimos, como o Castro Urso, o Natureza e o Oba.”

Bilac viu o Grito de Sogra, pela última vez, em plena Avenida, “ao sol da tarde, muito velho, muito sujo, muito murcho, vendendo balões de borracha”. Entristecido, lamenta que o Rio tenha banido de suas ruas essas figuras exóticas (que ele vê, na verdade, mais como personagens de romance de que como seres de carne e osso). “Daqui a pouco aparecerão outros”, consola-se, o eterno otimista. “Não há cidade que não possa viver sem os seus tipos de rua, sem as suas celebridades grotescas, ou sérias”. O desaparecimento do Grito de Sogra lhe inspira, ainda, uma amarga reflexão a respeito da transitoriedade: “Daqui a um mês, já ninguém se lembrará do Grito de Rua; daqui a cem anos, já ninguém se lembrará de nós - ó meus companheiros de fugaz nomeada, ó poetas, ó políticos, ó artistas, ó agitadores de idéias”.

Uma raça de namoradores

Com delicadeza, mas sem esconder sua simpatia, Bilac debocha do namorador de esquina, tipo carioca que “encostado ao lampião do gás, com o olhar erguido para uma janela”, se dedica a admirar sua musa. “Nós somos uma raça de namoradores”, diz o poeta que, em seguida, se põe a classificar a linhagem de galanteadores que se espalha pelo Rio parnasiano, divididos por ele entre o “namoro de bonde”, o “namoro de sala”, o “namoro de rua”, o “namoro à janela”, entre outros. Tipos, eles também, fadados ao desaparecimento.

Mas o saudosismo de Bilac se fixa, sobretudo, nos restos do Rio Imperial, na cidade elegante da Corte e da pompa, na nobreza expulsa pela República. Um dia, ele sente saudades da palmeira real que D. João VI plantou no Jardim Botânico. Apressa-se em visitá-la. Ao vê-la, se pergunta por que motivos poetas ainda não cantaram sua glória centenária. Bilac encara o progresso com pessimismo. É sem espanto, por exemplo, que ele vê, na cidade que se moderniza, a sobrevivência das antigas cartomantes. “Há quem pense que, com o progredir da civilização, diminui o número de supersticiosos”, escreve. “Completa ilusão. Nunca houve tantos supersticiosos e tantas superstições como agora”.

Olha com desconfiança, também, as novas modas e manias - como a do café-cantante. “Tereis notado, certamente, que, em menos de seis meses, o Rio de Janeiro ficou abarrotado de teatrinhos equívocos”, escreve. “Não há rua, por mais esconsa, por menos freqüentada, que não possua o seu café-cantante”. Toda aquela velocidade e volatilidade não combinam com os ideais pétreos do classicismo, que está sempre pronto a defender. Cheio de si, ele vocifera: “Ai! Vamos ver quanto há de durar a nova mania! E, depois desta, que outra virá?”

Em outra crônica, Bilac, agora menos amargo, exalta o gosto antigo dos cariocas pela dança, que nem os novos ventos europeus puderam apagar. “Nós somos um povo que vive dançando”, ele diz. Mas, sempre apegado ao equilíbrio e à clareza, o poeta se apressa em classificar a dança que, a seu ver, varia de bairro a bairro, nunca é a mesma. “Dançai, rapazes e raparigas! A vida é curta, o mundo é mau, o dinheiro anda arisco, a carne custa os olhos da cara, e a morte é certa”, ele escreve, em um desabafo no qual a alegria e o pessimismo se tornam uma coisa só.

Alma Carioca, em Botafogo, é uma boa surpresa


Leonardo Aversa

RIO - Confesso que tinha a maior implicância. Pela localização, pelas TVs de plasma que via da calçada... Algo me fazia resistir a entrar no Alma Carioca. "Mil vezes o Baixo Botafogo", pensava eu, com um desdém altivo que só aqueles que se julgam do lado "correto" se permitem sentir. Ainda assim, nunca deixei de admirar o projeto do bar, moderno e bonito.
No começo da semana, porém, fui lá com um amigo que se encontrava nas redondezas. Era para ser coisa rápida, uma sad hour que talvez nem chegasse a se estender pelos 60 minutos regulamentares. Reclamar da vida e tomar uns drinques, nada mais. Foi aí que, entre boas caipivodcas de lima e frutas vermelhas (R$ 12, com matéria-prima nacional), pedimos um caldinho de feijão (R$ 8): estava ótimo. "É feijão do bom e está muito bem temperado", disse o meu amigo.
Mas não era só isso. Além de bem temperado e espesso, a porção era de respeito, servida num bowl e acompanhada por torresmo e alho picadinho. "Caldinho", no caso, é apenas força de expressão: "caldão" seria mais apropriado. Entusiasmados, decidimos arriscar a porção de linguiça mineira acebolada (R$ 15) e tivemos, mais uma vez, uma farta surpresa. Para garantir que realmente estava tudo ótimo, repetimos o feijão...
O ótimo atendimento, o lugar bonito e agradável (as TVs são mantidas sem som, salve, salve!), a comida boa, o álcool - tudo, enfim, contribuiu para tornar happy uma hour que se pretendia sad. Ponto para o Alma Carioca.

Alma Carioca Bar e Grill:
Praia de Botafogo 470, Botafogo - 2266-3245. Diariamente, do meio-dia às 2h. C.C.: Todos
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7.19.2009

Paul McCartney faz show histórico em Nova York

O ex-Beatle Paul McCartney em momento do show em Nova York. (Foto: AP)

Músico se apresentou no Citi Field, onde os Beatles estiveram em 1965.Banda é considerada a precursora dos concertos de rock em estádios.

Paul McCartney fez uma apresentação histórica no estádio dos Mets, em Nova York, na noite de sexta-feira (17). Foi a primeira vez que o músico se apresentou no Citi Field, o sucessor do Shea Stadium, onde os Beatles fizeram um show em 1965, que é considerado como a precursor dos concertos de rock em estádios.
“Faz tanto tempo desde que estive aqui", brincou o McCartney, recebido calorosamente pelo público.
A fã Patty Parker assistiu ao espetáculo e relembrou o show que acompanhou em 1965. “Estava bem próxima ao palco. Eu tinha apenas 10 anos! Acho que Paul continua o mesmo", opinou, emocionada.

Fãs também acompanharam a performance de Paul McCartney no telão do estádio. (Foto: AP)
Em alguns momentos da apresentação, McCartney recordou fatos da noite de 44 anos atrás. "A primeira vez que nos apresentamos aqui, não podíamos ouvir nada porque todas as garotas gritavam muito”.
O show da última sexta teve menos histeria e foi animada por fogos no momento em que o ex-Beatle cantou a música "Live and Let Die".

McCartney apresentou mais de 30 canções, dos Beatles, dos Wings e de seu repertório.

Confira a programação do Quitandinha no Festival de Inverno do Sesc Rio

RIO - Até o dia 2 de agosto, o Sesc Rio promove o Festival de Inverno em Petrópolis e Teresópolis no tradicional Palácio Quitandinha. Aberto em 1944, o espaço passou por reforma e foi reaberto com uma agitada programação.
A ocupação vai do teatro, passando pelo Café Concerto, pela torre, pelo salão social, pela cúpula, sala de convenções, biblioteca e gramado do palácio. Haverá música, dança, teatro, cinema, artes plásticas e literatura, tudo de graça.
A Revista O Globo relembra histórias marcantes o Palácio Quitandinha, que foi frequentado por celebridades, como Josephine Baker, Eva Perón, Orson Welles e Walt Disney.

Confira abaixo a programação até o próximo domingo (26.07) no Quitandinha durante o Festival de Inverno (programação completa do festival no site www.sescrio.org.br ).

TEATRO:

DOMINGO (19.07)
Teatro Quitandinha
20h - "Ensina-me a viver"
Com Glória Menezes. Direção de João Falcão.
Não recomendado para menores de 12 anos.
Café Concerto Quitandinha
18h - "Z.É. - Zenas Emprovisadas"
Comédia teatral de improviso, com Fernando Caruso, Marcelo Adnet, Gregório Duvivier e Rafael Queiroga.
Não recomendado para menores de 12 anos.
TERÇA (21.07),
Teatro Quitandinha
21h - "É samba na veia, é candeia"
Escrito por Eduardo Rieche e dirigido por André Paes Leme, com direção musical de Fábio Nin.
Não recomendado para menores de 14 anos.
QUINTA (23.07)
Teatro Quitandinha
21h - "Apareceu a margarida"
Monólogo encenado por Marilia Medina, com direção de Bruno Garcia.
Não recomendado para menores de 14 anos.
Café Concerto Quitandinha
19h - "De perto, ela não é normal"
Escrito e interpretado por Suzana Pires.
Não recomendado para menores de 12 anos.
SÁBADO (25.07)
Café Concerto Quitandinha
19h - "Faço minhas as suas palavras com Bianca Ramoneda"
Jogo cênico criado por Bianca Ramoneda e pelo diretor Márcio Abreu.
Não recomendado para menores de 12 anos.
Teatro Quitandinha
21h - "Dona Flor e seus dois maridos
Com Pedro Vasconcelos, Marcelo Faria e Fernanda Paes Leme.
Não recomendado para menores de 16 anos.

OFICINAS DE TEATRO

QUINTA (30.07) E SEXTA (31.07)
Torre Quitandinha
13h às 19h
"Máscaras balinesas"
Com Fabianna Mello e Souza
Não recomendado para menores de 18 anos.

SHOWS:

TERÇA (21.07), 19h
Café Concerto Quitandinha
19h - Heitor Peres Trio
Projeto de música instrumental brasileira idealizado por Heitor Peres (guitarra), em duo com Ricardo Sixel (baixo)
Não recomendado para menores de 16 anos.
QUARTA (21.07)
Café Concerto Quitandinha
19h - Villa's Voz
Com Bruce Henri (contrabaixo), Leo Ortiz (violino), Fernando Moraes (piano) e Cesar Conti (bateria).
Não recomendado para menores de 12 anos.
SEXTA (24.07)
Teatro Quitandinha
21h - "Romance Vol. II"
Com Marisa Orth
Show em que a atriz Marisa Orth volta aos palcos misturando música, texto, improvisação, emoção e humor. No roteiro, canções que vão de Hildon a Tim Maia.
Não recomendado para menores de 16 anos.
Café Concerto Quitandinha
19h - 3M (Melamed, Mautner, Macalé)
Encontro inédito entre Jorge Mautner, Macalé e Michel Melamed, com música, dança, recitais, polêmicas e filosofias.
Não recomendado para menores de 16 anos.
DOMINGO (26.07)
Teatro Quitandinha
20h - Toni Garrido convida Thalma de Freitas
Encontro inédito, com repertório que vai do funk tradicional ao samba, passando pelos ritmos de afoxé.Livre.
Café Concerto Quitandinha
18h - Carlos Malta e Pife Muderno Livre.

OFICINAS DE MÚSICA

SÁBADO (25.07, 15H) E DOMINGO (26.07, 10H)
Torre Quitandinha
Oficina de música com Carlos Malta e Pife Muderno
Livre.

EXPOSIÇÕES

Cúpula Quitandinha
Franz Weissman
Cerca de 12 peças de grandes dimensões do mais importante escultor construtivista brasileiro, pertencentes ao acervo da família.
Até 30 de agosto - De terça a sábado, das 10h às 18h, e domingo, das 10h às 17h.
Livre.
Salão Social Quitandinha
"Ziraldo, um brasileiro"
Comemorando os 60 anos da carreira do artista, a exposição apresenta 60 obras ligadas ao tema "Brasil".
Até 30 de agosto - De terça a sábado, das 10h às 18h, e domingo, das 10h às 17h
Livre.

DANÇA

QUARTA (22.07)
Teatro Quitandinha
21h - "Faladores" - Cia Mário Nascimento
Livre.

LITERATURA-PALESTRA

QUINTA (23.07) Sala Convenções Quitandinha
18h - "A palavra da moda"
Com Marília Carneiro (figurinista da tv globo) e Eleonora Alves (jornalista, mestre em imagem e mídia, professora e pesquisadora da moda)
Uma conversa sobre a influência e inspiração das obras literárias na moda e na criação de figurinos.
Não recomendado para menores de 16 anos.
DOMINGO (26.07)
Biblioteca
17h - Palestra com Ziraldo
Conversa em torno do tema da exposição "Brasil". Livre.

INFANTIL

DOMINGO (19.07)
Sala de Convenções Quitandinha
15h - 15 Anos de Irmãos Brothers
Humor, magia, muito movimento e uma dramaturgia recheada de comédia. Livre.

Quitandinha: End: Av. Joaquim Rolla 2, Quitandinha - Petrópolis (24) 2245-2020
Fonte: O Globo .

7.18.2009