7.05.2009

Madonna homenageia o rei do pop em seu show


Madonna prometeu e cumpriu: a cantora fez um tributo a Michael Jackson no último sábado, em Londres, no mesmo local onde o rei do pop realizaria sua última turnê, ao dançar com um sósia os tradicionais passos de Michael.

Cerca de 23 mil pessoas assistiam ao show, quando um sósia da fase jovem de jovem Michael Jackson subiu ao palco, usando jaqueta, camiseta, luva e meias brancas. Neste momento a música mudou para "Wanna Be Starting Something", de Jackson. Após acabar a canção, Madonna pediu: "Vamos aplaudir um dos maiores artistas que o mundo já conheceu". No número final, Madonna e seus dançarinos também apareceram com luvas e jóias na mão direita, como tributo ao apetrecho usado pelo cantor.

Funeral

Em Los Angeles, nos Estados Unidos, o site de Internet do Staples Center, que vai acolher uma cerimónia pública de homenagem a Michael Jackson, recebeu 1,6 milhões de inscrições.
Os fãs inscreveram-se na Internet na esperança de fazer parte dos 8.750 eleitos que vão conseguir bilhetes para assistir à cerimônia, programada para terça-feira. Os vencedores do sorteio serão informados neste domingo. Cada vencedor terá direito a dois lugares.
Ao todo, onze mil pessoas vão assistir à cerimônia ao vivo no Staples Center, enquanto outras 6.500 pessoas serão convidadas a ver a sua transmissão num na sala vizinha do Nokia Theater.

7.04.2009

Flip 2009: Ross lamenta não ter citado melhor Villa-Lobos

Enviado por Melina Dalboni, de Paraty -

Alex Ross, o crítico de música da revista "The New Yorker", lamentou não ter citado melhor os compositores clássicos brasileiros. Na mesa "O dissonante século XX", em que conversou com o cronista e jornalista Arthur Dapieve, ele contou que chegou a escrever parágrafos para seu livro "O resto é ruído", lançado este ano no Brasil, sobre o diálogo entre a música popular brasileira, por meio de compositores como Pixinguinha, Ernesto Nazareth e os do movimento da bossa nova, com a música clássica.

- Tenho certeza de que alguns leitores brasileiros ficaram chateados - disse Ross, um pouco sem jeito, quando perguntado sobre a rápida menção que faz a Villa-Lobos no livro. - Lamento, porque a música é maravilhosa. Mas tive que fazer escolhas... e estou sentado aqui agora, diante de vocês. O livro nada mais é que uma introdução, um portão para que as pessoas descubram outras músicas - justificou o autor, depois de citar também Camargo Guarnieri e Marlos Nobre.

Ao som de "A sagração da primavera", composta por Igor Stravinsky, que tocava no seu laptop Mac, o crítico leu um trecho de seu livro sobre a escandalosa estreia do balé coreografado por Nijinski em 1923, em Paris, e falou sobre os principais pontos e personagens da publicação, que traça um paralelo entre a música clássica e a História no século XX.

- O livro faz com que a gente queira ouvir música - comentou Dapieve.

Formado em literatura pela Harvard, Ross falou da falta que sente que sente do tempo em que os compositores, como Strauss e Puccini, eram grandes celebridades, no início do século passado. Para o crítico, a internet e as novas tecnologias tornam a música mais acessível, apesar de não haver uma comporvação disso. Ele também reclamou da apatia do público hoje diante de algum concerto ou show do qual não goste.

- Todo mundo está tão educado. Se não gostam, dão apenas uma tossidinha ou saem mais cedo. Uma pena, porque eu adoraria ver esse tipo de reação. Acho que o público é inseguro. Se pudesse fazer mais barulho, seria melhor - disse Ross.

Ross, que ganhou com seu livro o National Book Critics Circle Award e foi finalista do Pulitzer, falou também sobre rejeição dos compositores clássicos aos músicos afro-americanos no século passado.

- Foi uma tragédica cultural. É triste ver que os afro-americanos não tiveram acesso à música clássica, mas a tristeza dura pouco porque o jazz é maravilhoso.

A Tragédia de Michael Jackson, Rei do Pop

THEÓFILO SILVA

Parece o título de uma das peças de Shakespeare. Não é, mas os elementos que compõem essa trágica história bem que poderiam ter sido escritos pelo Bardo.
Ralph Waldo Emerson disse que: “entre os homens, o gênio é o ser mais desprotegido”. A ninguém uma frase pode se aplicar tão bem como a Michael Joseph Jackson, o geniozinho negro, duma família de nove irmãos artistas. Só estou citando sua cor porque ela teve um peso enorme em sua triste vida.
Dizem que Michael Jackson “coisificou-se”, já que perdeu sua identidade: não era homem nem mulher, nem criança nem adulto, nem negro nem branco, nem pai nem marido... e por aí vai! Sua mulher não era sua nem seus filhos eram seus! Essa realidade não é difícil de identificar. Complexo é entender como isso aconteceu! Por que o menino que conquistou multidões com seu talento não mais cresceu e não conseguiu enfrentar o mundo dos adultos? Tornou-se um infeliz Peter Pan, personagem de J.M.Barrie, denominando sua própria casa de Terra do Nunca.
Michael não é o primeiro gênio - sua genialidade repousa na dança - atormentado, a galeria é grande, não precisamos voltar a um passado distante, podemos ficar na segunda metade do século XX mesmo, com jovens pertencentes a sua atividade, seu país e sua época. Janis Joplin, Jimmi Hendrix,Jim Morrison, Kurt Cobain, Heath Ledger todos vitimados por drogas, lícitas e ilícitas, e mortos antes dos trinta anos. Todos esses, viveram pouco mais da metade da vida de Michael. Mas, Michael morreu por aí também. Pois, depois dos trinta anos, sua vida se tornou um tormento. Já que ele desumanizou-se e desmoralizou-se com essa idade. Virou uma tragédia viva.
Quando Michael iniciou sua caminhada de autodestruição, encontrou um forte aliado na ciência pervertida: a medicina estética e os psicotrópicos. Ou seja, aqueles que deveriam reverter seu processo destrutivo, trabalharam para matá-lo. Foram várias dezenas de caríssimas cirurgias plásticas para branqueá-lo e modificá-lo!
Essa nova turnê arranjada para seu retorno triunfal, após um longo ocaso, foi o que bastou para matá-lo. A rotina exaustiva de alguém doente que se punha de pé a custa de doses cavalares de medicamentos parou seu coração.
Sua derrota é de origem paterna. Michael foi amado e idolatrado pelo mundo todo, menos por aquele que tinha a obrigação de amá-lo, o pai! O homem que odiava o nariz do filho! O carrasco que criou um deus matando o homem. A criança sensível e genial necessitava do amor do pai. Não precisamos de Freud pra saber disso. Se seus irmãos escaparam da tragédia, eu não sei; ele, o gênio, não conseguiu. Sua vida se parece com a história e as estórias de Franz Kafka, outra figura arrasada pelo pai.
Hamlet, outro gênio marcado pela paternidade, pensava na excelência do ser humano: “Que obra prima é o homem, como é nobre pela razão! Como é infinito em faculdades! Em forma e movimentos, como é expressivo e admirável!” Eis aí o Michael! “Nas ações, como se parece com um anjo! Na inteligência, como se parece com um Deus! A maravilha do mundo! Protótipo dos animais”!
Michael Jackson quebrou as outras regras de Hamlet - suas ações não foram racionais nem inteligentes - e os que agem assim não sobrevivem, estão fadados à destruição! Shakespeare achava isso, e nós também!

Theófilo Silva é presidente da Sociedade Shakespeare de Brasília e colaborador da Rádio do Moreno.

Pensamento do Ano

Congresso Nacional:
se gradear vira zoológico,
se murar vira presídio,
se colocar uma lona em cima vira circo,
se colocar lanternas vermelhas vira prostíbulo,
se der descarga não sobra ninguém...

Gilberto Gil grava música tema do filme 'Besouro'


SÃO PAULO - O cantor e compositor Gilberto Gil gravou em seu estúdio no Rio de Janeiro a música tema do filme "Besouro", dirigido por João Daniel Tikhomiroff.

"Besouro" é um filme que mistura cenas de luta ao estilo de "O tigre e o dragão" com capoeira. A previsão de estreia da super produção nacional, com orçamento de R$ 10 milhões, é em 30 de outubro.
O filme conta a história do lendário capoeirista Besouro Mangangá. O coreógrafo de ação Hiuen Chiu Ku, responsável por coreografar as lutas de filmes como "Matrix", "O tigre e o dragão" e "Kill Bill" veio da China trabalhar em "Besouro".
Baseado em fatos reais,o filme relata a luta de Besouro nos anos 1920 contra a discriminação e a opressão de negros libertos da escravidão.


João Gilberto cancela shows


SÃO SEBASTIÃO - João Gilberto, considerado um dos criadores da bossa nova, cancelou todos os seus shows de julho. O motivo do cancelamento é que o artista se submeterá a uma cirurgia para retirada de uma hérnia.
Entre as apresentações canceladas estão um show no Heineken Jazzaldia de São Sebastião, marcado para 24 de julho, assim como outros em Madri e Barcelona, confirmaram organizadores.
Os médicos aconselharam o músico de 78 anos, que ajudou a popularizar a canção "Garota de Ipanema'', a fazer repouso e não viajar durante um mês.
João Gilberto voltou aos palcos no ano passado, com uma série de shows para celebrar os 50 anos da bossa nossa.

7.03.2009

DIOGO NOGUEIRA NO CANECÃO


Canecão - Sábado 4, 22h, e domingo 5 20h30.

No ano passado, o sambista filho de João Nogueira recebeu indicação na categoria revelação do prêmio Grammy Latino. Agora, lança um novo disco, Tô Fazendo Minha Parte, que conta com canções inéditas de Chico Buarque e Ivan Lins (Sou Eu) e Arlindo Cruz (Não Dá) em parceria com Wilson das Neves. Na cervejaria, além das novidades, Diogo apresenta o sucesso Malandro É Malandro e Mané É Mané, de Bezerra da Silva, da trilha sonora de Caminho das Índias, e também interpreta Lama nas Ruas e Portela na Avenida. O dançarino Carlinhos de Jesus faz intervenção dançante em um momento do espetáculo dedicado à Lapa. 15 anos. Canecão (2 000 lugares). Avenida Venceslau Brás, 215, Botafogo, 2105-2000. Sábado (4), 22h, e domingo (5), 20h30. R$ 60,00 a R$ 120,00. Bilheteria: 12h/21h20. Cd.: todos.www.canecao.com.br.

Assista aos ensaios do astro dois dias antes de morrer


Disposto, animado e disciplinado. Este era Michael Jackson dois dias antes de morrer, nos ensaios da turnê batizada de "This Is It", que o cantor preparava, no Staples Center, em Los Angeles. A emissora dos EUA, CNN, divulgou nesta tarde de quinta-feira um vídeo que mostra o "Rei do Pop" cantando e dançando, já vestido com alguns dos figurinos que usaria nos shows. Estes ensaios foram gravados com qualidade suficiente para ser lançado como um disco póstumo do astro.

Ken Ehrlich, um executivo da AEG que acompanhou os ensaios, afirmou que Michael estava “em grande forma e cheio de energia”. "Ele definitivamente estava dando tudo de si nos ensaios, parecia bem saudável. O vídeo prova isso, é só ver como ele estava contente em poder voltar aos palcos" completou Ehrlich ao site da revista "People". Para assistir trechos do penúltimo ensaio realizado por Michael Jackson, dois dias antes de vir a falecer,

Canto e interpretação a céu aberto para o autor de Os Sertões durante a FLIP

Ruas de Paraty se transformam em palcos para homenagem ao centenário da morte de Euclides da Cunha; realização é de artistas do Sul Fluminense

Poesias e canto em meio à literatura vão movimentar as ruas de Paraty na noite do dia 3 de julho, sexta-feira, durante a 7ª Edição da Flip - Festa Literária Internacional de Paraty. Desdobramento do livro ‘Quatro Cantos de Euclides’, de Thiago Cascabulho, o espetáculo teatral ‘Cantos de Euclides’ vai representar e relatar quatro fases da vida do escritor, cujo centenário de morte é completado em agosto deste ano.
Quando o relógio marcar 21 horas e 30 minutos desta sexta-feira, as principais ruas da cidade serão tomadas por quarenta artistas - atores, músicos, dançarinos - que seguirão em meio ao público, que poderá optar por interagir ou apenas contemplar a homenagem. Serão cinco paradas/etapas. Cada uma representa uma fase da vida e obra do autor de Os Sertões.
O espetáculo se inicia em frente à Igreja do Rosário, com o maculelê que apresenta os personagens. Elenco e público partem para a frente da Casa da Cultura, onde uma roda de samba – que conta os primeiros anos do militar e engenheiro Euclides – aguarda. Em seguida, todos são levados até a Igreja de Santa Rita para conhecer o baião que fala sobre Os Sertões. Ao final da canção, o público é convidado a olhar para a orla, onde um barco passa com violeiros que tocam a moda de viola que narra as aventuras de Euclides da Cunha na Amazônia. Mais adiante, no próprio gramado da Santa Rita, o espetáculo culmina em uma grande roda de ciranda, representação tradicional do imaginário popular brasileiro. “ A ciranda arrisca a suspender o quinto tempo, o quinto canto a Euclides: a celebração festiva em sua memória. Um coletivo de guerreiros”, define o ator Rafael Crooz, membro do Coletivo Sala Preta.
Quem protagoniza, e relata, essa estória é um sobrevivente da Guerra de Canudos. “Na volta da campanha de Canudos, Euclides traz consigo um sobrevivente, um órfão de seis anos. Décadas depois, no ano do centenário da morte do escritor, a voz do Jaguncinho canta a vida e a obra de seu salvador pelas ruas da histórica Paraty , explica Crooz.

As canções, compostas por Bianco Marques exclusivamente para o espetáculo, fazem referência direta ou indireta aos textos do próprio Euclides da Cunha ou a acontecimentos de sua vida. Por exemplo: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte”, presente nos versos 1 e 2.

Cantos de Euclides é uma realização do Coletivo Teatral Sala Preta, com direção artística assinada pelos integrantes Bianco Marques, Danilo Nardelli e Rafael Crooz e direção de produção de Marcelo Bravo. A produtora carioca Caraminholas assina a co-produção. Diversos grupos artísticos da Região Sul Fluminense participam com percussão, interpretação, coral e quarteto de cordas.

Entre as participações: Grupo de Estudo de Percussão do ECFA, Grupo As Bastianas, Projeto Música nas Escolas de Barra Mansa (Prefeitura Municipal), além dos atores: Thiago Delleprane, intérprete de Euclides da Cunha, Luana Dhickman, Suzana Zana, Sara Bentes, Marinêz Fernandes , Lúcio Roriz, Aline Mara, Clarissa Anastácio, Diane Tavares, Elisa Carvalho, Jessica Zelma e Lucas Fagundes.
Patrocínio : UBM -Centro Universitário de Barra Mansa e Transporte Generoso.

-A programação pode ser conferida no site do evento (www.flip.org.br).
Tanto o livro Quatro Cantos de Euclides quanto o espetáculo teatral integram o Movimento 100 anos sem Euclides (www.projetoeuclides.iltc.br), que promove enumeras atividades por todo o Brasil no ano de 2009.