Um pastor vigiava o seu rebanho, quando notou que este em determinadas ocasiões se mostrava mais alegre, saltando com enorme vivacidade. A repetição do fato aguçou-lhe a observação e o pastor notou que a energia de suas ovelhas se manifestava quando elas pastavam essas terras, as quais eram ricas de uma determinada planta cujo fruto comiam. Compreendeu então, que a reação era efeito da ingestão de tal planta. Curioso, fez uma experiência em si próprio. Tomou uma infusão que fez com os frutos da planta referida. Logo depois, sentiu um reforço de energias, bom humor, melhor disposição para o trabalho, e ao mesmo tempo, desaparecendo, o sono que o atacava quando em serviço. Tal bebida era o café e, segundo a lenda, assim começou a ser usado.
VASSOURAS, RJ
Antiga Estação Ferroviária Inaugurada em 1912 pelo então Presidente da República Marechal Hermes da Fonseca, ficou abandonada depois da extinção do ramal. Adquirida pela fundação Severino Sombra da Rede Ferroviária Federal, foi reformada em sua beleza antiga, tornando-se sede da Universidade Severiano Sombra.
PIRAI, RJ
O território do município de Piraí foi desbravado em conseqüência do trânsito realizado entre a região das Minas Gerais e Rio de Janeiro, através do Rio Paraíba.O núcleo primitivo desenvolveu-se junto à pequena capela de Santanna do Piraí, erguida por volta de 1772. A localidade rapidamente progrediu, atraindo iNúmeros colonos que buscavam terras férteis para seu cultivo. Nos meados do século XX a inauguração da Rodovia Presidente Dutra, ligando o Rio de Janeiro a São Paulo foi um importante acontecimento, pois essa rodovia passa justamente pela sede do município. Isso acabou inserindo Piraí numa rota fundamental da economia brasileira.
VALENÇA, RJ
Em 1789, foi iniciada a catequese dos habitantes de vários aldeamentos indígenas. Uma das primeiras providências tomadas pelos colonizadores foi a de construir uma tosca e pequena capela, no principal aldeamento dos Coroados e a sua 1ª missa em 1803, foi dedicada à Nossa Senhora da Glória de Valença em 1903. Com a abolição da escravatura o perfil sócio-econômico do Município foi redesenhado - a decadência da produção cafeeira deu lugar a criação de gado, transformando o Município em um dos maiores fornecedores de leite e exportador de laticínios. O setor industrial representa importante fonte de absorção de mão-de-obra. Valença tem também um forte potencial turístico, representado por seu clima, suas cachoeiras, rios e especialmente por suas antigas fazendas de café.
BARRA DO PIRAI, RJ
A cidade se chama Barra do Piraí, pois Barra quer dizer foz de um rio. E como em Barra do Piraí, o rio Piraí se lança no rio Paraíba do Sul, formando assim a foz do rio Piraí. Logo como Barra do Piraí é uma cidade cortada por dois rios; o rio Paraíba do Sul e o Piraí, nada mais adequado do que o seu nome. A origem de Barra do Piraí remonta aos meados do século XIX, quando se formaram dois povoados: São Benedito e Sant’ Ana. Elevada a município em 1890, começou a tornar-se importante e a desenvolver-se em 1864, com a chegada da estrada de ferro Dom Pedro II – mais tarde denominada Central do Brasil.A partir daí, progressivamente, Barra do Piraí cresceu e tornou-se o maior centro comercial da região cafeeira. Por Barra do Piraí circulava grande parte da riqueza do país.
VALE DO CAFÉ
O Vale do Café fluminense é a opção para quem quer manter distância das cidades grandes. Repleta de fazendas coloniais da época do ciclo cafeeiro, a região oferece oportunidades para casais apaixonados aproveitarem o frio e solteiros errantes tentarem encontrar suas caras-metades. O Vale do Café é o destino mais procurado por turistas no estado do Rio quando o frio chega, informa a Associação Brasileira de Agências de Viagens.
Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.
Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir.
Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil.
Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.
Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.
Parafraseio o Alberto Caeiro:
Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito.
É preciso também que haja silêncio dentro da alma.
Daí a dificuldade:
A gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor...
Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.
Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...
E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.
Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade.
No fundo, somos os mais bonitos....
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.
Contou-me de sua experiência com os índios: Reunidos os participantes, ninguém fala.
Há um longo, longo silêncio.
Vejam a semelhança...
Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio...
Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas.
Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala.
Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.
Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos...
Pensamentos que ele julgava essenciais.
São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.
Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades.
Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza..
Na verdade, não ouvi o que você falou.
Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.
Falo como se você não tivesse falado.
Segunda: Ouvi o que você falou.. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo.
É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.
O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.
E, assim vai a reunião.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.
E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência...
E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.
A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.
Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia...
Que de tão linda nos faz chorar.
Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também.
Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.
A Orquestra Sinfônica de Barra Mansa (OSBM) vai participar entre sexta-feira (26) e domingo (28), do 1º Encontro de Orquestras - Sudeste Brasileiro, em Campos dos Goytacazes. O evento é resultado de uma parceria do Centro de Cultura Musical de Campos e da ONG Orquestrando a Vida, com diversas orquestras de cidades da Região Sudeste.
Com apresentações no Teatro Municipal Trianon e na Praça do Santíssimo Salvador, o encontro terá entrada franca em todos os concertos. Mais de 500 músicos irão se apresentar. Entre as orquestras participantes, a Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, composta por cerca de 105 músicos, entre professores e monitores do Projeto Música nas Escolas, terá destaque em duas apresentações durante o evento, sob a regência do maestro Vantoil de Souza Júnior. A primeira será na sexta-feira (26), às 19h, no Teatro Trianon, e no sábado (27), por volta das 12h, no mesmo local.
No primeiro concerto a OSBM terá no repertório obras como: "Carmen Suíte nº. 1", de Bzet, "Sinfonia nº5", de Beethoven, "Suíte a Bela Adormecida", de Tchaikovsky e "Força do Destino", de Verdi. No outro dia a orquestra apresenta as seguintes peças: "Mestres Cantores de Nuremberg", de Richard Wagner, "Bachianas Brasileiras nº. 4", de Vila-Lobo e "Brazilian Festival", de Howard Cable
“A História da Discografia da MPB de 1916 Aos Dias de Hoje”
O espetáculo traça o caminho dos grandes sucessos da nossa música com seus maiores clássicos. História e estórias deliciosamente contadas e cantadas pelo grupo Seresta Moderna. O roteiro começa em 1916 com o primeiro samba oficialmente gravado no país de autoria de Donga e Mauro de Almeida. Passa por Carinhoso de Pixinguinha e Braguinha, relata o surgimento de Carmem Miranda em 1930 e exalta a riqueza da composição brasileira naquela década com grandes sucessos de Assis Valente, Zequinha de Abreu, Almirante, Noel Rosa e Ari Barroso, os anos 40 com Dorival Caymmi, Ataulfo Alves e a chegada ao sudeste de Luis Gonzaga, os anos 50 do maestro Villa Lobos, Monsueto, a Bossa Nova de Tom Jobim e Vinícius de Morais, e segue década em década até os dias de hoje.
Formação: João Francisco Neves, Voz, violão e direção geral. Manu Santos, Voz | Juli Mariano, Voz | João Gabriel, Piano | Tiago Oliveira, Percussão e voz
C.M.R.M.C (Centro Municipal de Referência da música Carioca) (146 lugares). Rua Conde de Bonfim, 824 – Tijuca/RJ. Contato: Tel.: 3238-3880. Sex. 26 e Sáb 27 de junho, 19h. R$ 10,00 5,00. Bilheteria: a partir de 17h (estudantes e maiores de 60 anos). Censura livre. Duração 1h20.
Entre os dias 30 de junho e 2 de agosto, acontece no Centro Cultural dos Correios a exposição “Moro na Favela”. A mostra vai reunir imagens dos fotógrafos Deise Lane, Nando Dias, Rodrigues Moura, Tony Barros, Walter Mesquita, Kita Pedroza e Sandra Delgado sob Curadoria da equipe Viva Favela e de Peter Lucas.
"Moro na Favela" traz uma seleção de imagens produzidas de 2001 a 2006 pela equipe de fotógrafos do portal Viva Favela e pelas antigas editoras de fotografia da página, Kita Pedroza e Sandra Delgado. A mostra apresenta favelas vivas, de forma humana e espontânea, abrindo espaço para abordar problemas, mas sem intensificar o contexto miséria-violência, tão explorado pela mídia em geral.
Imagem comentada Também como parte dos eventos do FotoRio 2009, João Roberto Ripper, que realiza sua primeira exposição individual até o dia 12 de agosto na Caixa Cultural, promove o debate Imagens Humanas, no dia 24 de junho às 19h. Algumas fotos expostas foram selecionadas e através delas será proposto uma reflexão sobre aspectos artísticos e sociais da obra de Ripper. Farão parte do debate o fotógrafo Milton Guran, o curador da mostra Dante Gastaldoni e a coordenadora da vertente Direitos Humanos do Observatório de Favelas Raquel Willadino. O debate será apresentado por Mariana Marinho, produtora da exposição.
Exposição Moro na Favela Quando: 30/06 a 02/12 Onde: Centro Cultural dos Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 ¤ Centro, Corredor Cultural
SÃO PAULO - Caberá ao Supremo Tribunal Federal decidir se é crime pagar por sexo com menores de idade que se prostituem. Porém, apesar da gravidade do tema, não há qualquer previsão de prazo para o julgamento dos dois réus inocentados da acusação de exploração sexual contra duas adolescentes do Mato Grosso do Sul. Os dois réus foram inocentados pelo Tribunal de Justiça do Estado e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) porque os magistrados entenderam que cliente ou usuário de serviço oferecido por prostituta não se enquadra no crime previsto no artigo 244-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A decisão revoltou magistrados, promotores e defensores dos direitos da Criança e do Adolescente. A Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul já recorreu da decisão do STJ. Segundo o processo, os dois réus, que não tiveram os nomes revelados, contrataram os serviços de três garotas de programa que estavam em um ponto de ônibus, mediante o pagamento de R$ 80 para duas adolescentes, que na época tinham 12 e 13 anos, e R$ 60 para uma mulher. O programa foi realizado em um motel, em 2006. O Tribunal de Mato Grosso do Sul absolveu os dois por considerar que as adolescentes já eram prostitutas reconhecidas, mas ressaltou que a responsabilidade penal dos apelantes seria grave caso eles tivessem iniciado as vítimas na prostituição. Para especialistas em Direito da Criança e do Adolescente, a decisão abre um precedente perigoso. Na semana passada, o ministro Arnaldo Esteves Lima, relator do caso, e os demais ministros da Quinta Turma do STJ, mantiveram a decisão do Tribunal de Justiça. - É uma aberração, uma interpretação equivocada e absurda do Estatuto da Criança e do Adolescente. O estatuto é claro ao afirmar que a exploração de menores é um crime permanente. Não importa quem iniciou o processo, mas todos aqueles que se utilizam ou participam do esquema têm de ser punidos - afirma Ariel de Castro Alves, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). Para a procuradora Ariadne Cantú Silva, que, na época foi promotora do processo, os tribunais desconsideraram que as duas menores já tinham sofrido. - O processo deixou muito claro que as meninas não tinham qualquer domínio de sua liberdade sexual. Não era uma opção. Elas entraram na prostituição por viverem em situação de risco. A decisão levou em conta apenas um Código Penal ultrapassado e desprezou o ECA, que é uma legislação moderna e mundialmente reconhecida - afirma Ariadne. Segundo a procuradora, não há qualquer esperança de que o caso seja julgado rapidamente pelo Supremo. Ela explica que processos deste tipo podem ser arrastar por anos dentro da instituição
Esta big band pernambucana segue com a turnê de lançamento do elogiado disco de estreia, batizado com o nome do conjunto. Idealizada pelo percussionista Gilú, a orquestra tem doze integrantes de diferentes formações. Entre grooves latinos, afro beats e ritmos pernambucanos, conseguiu construir uma identidade própria. A introdução de tuba de Canto da Sereia é um dos pontos altos do show que ainda tem Tá Falado, Ladeira, Joga do Peito e Brigitti. O DJ Bruno Pedrosa toca na abertura. 16 anos. Teatro Rival Petrobras (450 lugares). Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, 2240-4469, Metrô Cinelândia. Quarta (24), 20h30. R$ 40,00. Bilheteria: 13h30/19h30 (seg. a sex.); a partir das 15h (sáb.). www.rivalbr.com.br.
RIO - Dona Ivone Lara, sambista da Velha Guarda do Império Serrano, encerra nesta quarta-feira (24.06) o projeto "MPB 12:30 em ponto", no Centro Cultural Light (CCL). A dama do samba, aos 88 anos, sendo 62 de carreira, canta sucessos de autoria própria como "Sonho meu" e "Acreditar". No mesmo dia, às 18h15m. Chico Anysio dá sequência ao espetáculo de humor "Rindo à toa com Chico Anysio e seus amigo". Também no CCL na hora do almoço (12h30m), nesta terça, é a vez de Ivo Meirelles, novo presidente da Mangueira, se apresentar com o Funk n'Lata. No repertório, sucessos de Jorge Vercilo, Marcelo D2, Mc Leozinho, Tim Maia, Jorge Benjor, Lulu Santos, Kid Abelha e versões de "Maria, Maria" de Carlos Santana e "Burguesinha" (que na versão de Ivo virou "Pobrezinha") de Seu Jorge.
@@@ Centro Cultural Light. Av. Marechal Floriano 168, Centro (próximo ao metrô da Presidente Vargas) - 2211-4515. Grátis - Fonte O Globo
Nesta quinta-feira, 25, a Banda Sinfônica de Barra Mansa se apresenta no Rotary Clube. O concerto terá como atração o trompetista Maxwell Heleno de Paula, na peça “Estrela de Friburgo”, de Joaquim Antônio Naegele. Diversas obras serão interpretadas durante o evento, como: "Suite Francesa", de Darius Milhaud, "Quatro Danças Brasileiras", de Hudson Nogueira, “The Hounds of Spring”, de Alfred Reed, entre outras. O evento é de graça e começa às 20h.
O Rotary Clube fica na Rua Rotary Clube, nº 54, no Ano Bom. Mais informações pelo telefone (24) 2106-3425.
Apresentado Maritmo, podemos agora partir para a canção objeto da nossa análise: "Vamos comer Caetano". “Vamos comer Caetano / Vamos desfrutá-lo / Vamos comer Caetano / Vamos começá-lo” “Vamos Comer Caetano”, título da canção, também serve de verso estruturador da letra da música e faz uma espécie de convite coletivo para “desfrutá-lo”, para usufruir do valor nutritivo e da riqueza cultural dessa fruta rara da música popular brasileira. Em “Vamos começá-lo”, a anfitriã que oferece o prato principal, parece autorizar e estimular que os convidados se sirvam e dêem início à apetitosa refeição. “Vamos comer Caetano / Vamos devorá-lo / Deglutí-lo, mastigá-lo / Vamos lamber a língua” Nessa segunda estrofe, fica mais explícito e evidente o caráter canibal e antropofágico que, simbolicamente, devora, mastiga, degluti, enfim, que assimila ao “lamber língua”, o salivar gosto da língua pátria de Caetano, numa clara referência à música Língua, na qual o compositor canta: “gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões.” A partir desse momento da letra, a ambiguidade de significados potencializa-se, assim como acontece em Caetano, entre o sentido representativo dos usos da língua, enquanto linguagem, e a conotação sexual implícita que a imagem sugere. “Nós queremos bacalhau / A gente quer Sardinha / O homem do pau-brasil / O homem da Paulinha / Pelado por bacantes / Num espetáculo / Banquete-ê-mo-nos / Ordem e orgia /Na super bacanal / Carne e carnaval” Nessa terceira parte da letra, o nós reivindica “bacalhau”, peixe cuja carne seca e salgada caracteriza a culinária portuguesa, que reforça o “lamber a língua” anterior e serve para amplificar o duplo sentido da posterior palavra “Sardinha”, escrita com a letra maiúscula, que remete a um outro peixe e ao bispo D. Pero Fernandes Sardinha que foi devorado, juntamente com 91 náufragos, pelos índios Kaeté em 1554, fato, cuja alusão, encerra o Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade, publicado no primeiro número da Revista de Antropofagia, em 01 de maio de 1928. Da mesma forma, “O homem do pau-brasil”, nos sugere três sentidos possíveis: a adaptação do nome de um dos primeiros shows montados por Adriana, o já citado A mulher do pau-brasil, uma referência à brasilidade de Caetano associada à madeira que deu origem ao nome final do nosso país, e mais uma referência a Oswald de Andrade, autor do Manifesto da Poesia Pau3 Brasil, lançado no Correio da Manhã, em 18 de março de 1924. “O homem da Paulinha” faz referência à ex-mulher de Caetano Veloso, na época a esposa Paula Lavigne. Em “Pelado por bacantes num espetáculo”, há uma clara referência a um episódio verídico, que teve ampla repercussão midiática na época do ocorrido. Trata-se da tragédia grega de Eurípedes, As Bacantes, adaptada pelo do polêmico diretor José Celso Martinez e o grupo Oficina em 19964 A tragédia original narra a tentativa de Penteu, rei de Tebas, de reprimir e impor a sua autoridade sobre as bacanais e desordens associadas ao culto de Dionísio, deus do vinho, da fartura, do prazer e também do teatro. Na “tragycomédiaorgya” de Zé Celso, os limites do teatro tradicional foram rompidos e transformados numa celebração orgiástica dos conflitos do Brasil contemporâneo, misturando música brasileira, paixão, religião, rito e Carnaval. No fatídico episódio,Caetano Veloso que foi assistir a uma das apresentações de As Bacantes, é surpreendido pelos atores da peça que o levam para o palco, e, naturalmente com o seu consentimento, começam a tirar as suas roupas deixando-o nu. Esse acontecimento estabelece uma relação direta com os últimos quatro versos da terceira parte, com o adendo e destaque para a erudição sintática de “banquete-ê-mo-nos”, que também pode impelir ao banquete antropofágico, e no verso “na super bacanal”, que remete às bacanais realizadas pelas antigas sacerdotisas de Baco ou Dionísio e também a música Super Bacana, de autoria de Caetano. “Pelo óbvio / Pelo incesto / Vamos comer Caetano / Pela frente / Pelo verso /Vamos comê-lo cru” Pela obviedade da sua qualidade que salta aos olhos e aos ouvidos, pela “não-ilícita” atração e ligação “sexual-artística” de parentesco que vincula Adriana a Caetano, pela frente, por trás, ou pela sua poesia, de todas as formas é recomendável degustar esse manjar, inclusive cru. “Vamos comer Caetano / Vamos começá-lo / Vamos comer Caetano / Vamos revelarmo-nus / A última estrofe da letra finaliza retomando e reforçando a primeira estrofe, com exceção do último verso que incita o coletivo a se desnudar, a se desvencilhar das máscaras e das roupas que impedem de visualizar a nossa frágil, mas verdadeira interioridade. Feita a abordagem do parâmetro poético, podemos agora partir para análise da performance musical da canção. Ao iniciar a audição da música, somos impelidos a consultar a ficha técnica da faixa e verificamos que a canção foi produzida por meio de uma programação de samples realizada por Sacha Amback. Segundo José Miguel Wisnik, “samplers são aparelhos que podem converter qualquer som gravado em matriz de múltiplas transformações operáveis pelo teclado (...) O sampler registra, analisa,transforma e reproduz ondas sonoras de todo tipo, e superou de vez a já velha polêmica inicial entre a música concreta e a eletrônica.” Associando os dois termos, sampler e sample, pode-se concluir que a base musical sobre a qual Adriana canta a melodia, foi produzida por meio de um sampler que sampleou, ou seja, recortou fragmentos de vinte e três músicas gravadas por Caetano Veloso, e programou, ou em outras palavras, reordenou esses recortes, dando origem a uma nova textura musical. Apesar de ser possível identificar na introdução a presença de harmonia por meio da intervenção de uma guitarra elétrica, quando Adriana começa a cantar a melodia da canção, ouve-se apenas uma base rítmica constituída exclusivamente por instrumentos de percussão que vão sendo sobrepostos no desenvolvimento da canção, podendo classificá-la como uma levada de axé-music. Segundo Luiz Tatit “o primeiro aspecto a levar em conta quando se trata de avaliar a sonoridade brasileira na forma de canção (...) é a oscilação entre o canto e a fala” É possível identificar na escuta do canto de Adriana Calcanhoto, o princípio entoativo destacado por Tatit, que consiste em uma adequação, em uma perfeita acoplagem, entre a melodia e a letra, ou seja, a melodia mimetiza a entoação da fala respeitando a prosódia e até mesmo a duração do som das palavras na fala, através de uma correspondência quase direta entre sílaba e nota musical. Adriana ajusta a sua voz ao volume da fala cotidiana, entretanto, certos momentos de sofisticação da sua letra não correspondem a uma linguagem coloquial. Uma outra tensão se verifica entre a melodia “alegre” e festiva que gira em torno de uma tonalidade de Si maior e o timbre “triste” e melancólico característico da voz de Adriana, reconhecível nas suas canções passionais de amores distantes. Antes de concluir, procurarei apresentar uma breve perspectiva da Antropofagia de Oswald de Andrade e do Tropicalismo de Caetano Veloso, de modo a estabelecer um fio condutor que liga e desemboca na obra de Adriana Calcanhoto. Segundo Benedito Nunes em Oswald Canibal, os modernistas brasileiros assumiram uma atitude de diálogo com as vanguardas européias por meio de uma receptividade crítica que rejeita, seleciona e assimila. O estudo das influências no Modernismo brasileiro não pode ser orientado segundo uma perspectiva unilateral que atribua ao nosso movimento a posição de receptor passivo de empréstimo de fora. Quando os receptores também são agentes, quando a obra que realizam atesta um índice de originalidade irredutível é que o empréstimo gerou uma relação bilateral mais profunda, por obra da qual o devedor também se torna credor. A consciência de “assimilação produtiva” busca um diálogo entre aspectos primitivos da cultura popular brasileira e a influência moderna das vanguardas européias. Se o manifesto Pau-Brasil propôs uma assimilação espontânea e harmoniosa entre cultura nativa e cultura intelectual, o Antropofágico radicaliza, ao realizar uma crítica agressiva à cultura histórica oficial que justifica a sociedade patriarcal brasileira,herdeira de um passado colonial oligárquico e escravista, apontando para uma utopia civilizatória tropical originalmente brasileira, o “Matriarcado de Pindorama”, a síntese entre os valores matriarcais simbolizados pela liberdade sexual e os valores modernos,representados pela sociedade industrial. Nesse sentido, a consciência da originalidade do primitivismo da cultura brasileira, a assimilação e seletividade das influências estrangeiras, a justaposição e a síntese das contradições brasileiras entre o arcaico e o moderno,constituem características fundamentais da antropofagia oswaldiana, que têm como pano de fundo, as transformações modernizantes do Brasil no início do século XX e a crise da República oligárquica. O Tropicalismo, por sua vez, situa-se historicamente em um contexto de recrudescimento da ditadura militar e da Guerra Fria, geradora de uma mentalidade maniqueísta que se refletiu no surgimento da própria sigla MPB, que acolhia ou desqualificava uma canção pelo coeficiente ideológico de comprometimento com a causa política das esquerdas. Foi nesse “ambiente de festival”, demarcado por música engajada, nacionalista, alienada ou ingênua, que emergiu o tropicalismo de Caetano Veloso e Gilberto Gil para implodir esse projeto de patrulhamento e exclusão musical. Por meio de uma apropriação e atualização do procedimento antropofágico oswaldiano, os tropicalistas canibalizaram tudo de novo que fervilhava na década de 60 em um Brasil à beira da ruptura. Nesse sentido, o tropicalismo assimilou na sua “geléia geral”, as vanguardas artísticas, representadas pelo modernismo dos anos 20 e a poesia concreta dos anos 50, as influências da contra-cultura do pop-rock anglo-americano e o iê-iê-iê ingênuo e descompromissado da Jovem Guarda, mas em diálogo com a tradição musical do morro e do sertão, sem abrir mão da depuração e conquistas cosmopolitas da bossa nova, além de incorporar as temáticas das modernidades científicas, tecnológicas e filosóficas e a questão dos meios de comunicação de massa e a sociedade de consumo. Coincidência ou não, não poderia deixar de destacar que, simultaneamente a emergência do tropicalismo, José Celso Martinez e o Teatro Oficina, exibiam a peça O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, que rompeu com o debate político da época, atacando a direita e desprezando o dogmatismo da esquerda, libertando o teatro brasileiro do ideário nacional-popular. Para concluir, procurarei identificar a temática da canção, utilizando como chave de interpretação o conceito geral de “assimilação-mistura” extraído das breves perspectivas do Modernismo e do Tropicalismo, em diálogo com a trajetória da cantora e compositora. Vamos comer Caetano, não trata sobre Caetano Veloso, mas sim sobre o procedimento que personifica a sua valiosíssima obra: a antropofagia. Trata-se do gesto essencial de assimilação e mistura que dá origem a um novo híbrido que caracteriza a cultura brasileira como um todo. Em Adriana Calcanhoto, tal gesto pode ser identificado na sua trajetória e na sua obra, no conteúdo e na forma das suas canções. A começar pela sua própria família,da qual herdou o seu gosto pela música e dança. Na adolescência, a influência da música popular brasileira e da literatura modernista, através da reverência aos seus ícones masculinos, mas com a referência de figuras femininas do porte de Tarsila do Amaral, Pagú, Maria Betânia e Elis Regina. Assimila a influência do teatro e das artes plásticas e aprofunda a sua relação com a literatura ao se aproximar e estabelecer parcerias com poetas. Devido ao seu talento, originalidade e iniciativa desenvolve a sua discografia de sucesso e se vê ao lado, em pé de igualdade com os seus ídolos que demonstram reciprocidade na admiração. Toda essa trajetória de assimilação e mistura de influências parece culminar em Maritmo, no qual Vamos comer Caetano, pode ser considerada a canção-conceito do disco. Nela, Adriana canibal come,mastiga, degluti, enfim devora o antropófago Caetano Veloso, que por sua vez, constitui uma presa privilegiada que sintetiza uma constelação de influências descritas anteriormente. Caetano não é o inimigo,o adversário cuja virtude pretende assimilar; também não é o pai no qual ela busca uma filiação de submissão musical e artística. Ao digerir Caetano, Adriana torna-se autora de uma obra cuja originalidade estabelece uma relação de mão dupla que a torna também credora do seu devedor. Nesse sentido, Adriana se irmana com Caetano, através da sua capacidade de nos induzir a olhar não para ele, mas com ele na direção apontada por ela. No conteúdo da canção podemos identificar a assimilação, seletividade e mistura do cardápio – o canibalismo dos ameríndios brasileiros, a produção musical de Caetano, os manifestos literários de Oswald, o teatro dionisíaco de Zé Celso, o rito do Carnaval, a poligamia às avessas – que Adriana nos oferece no seu banquete antropofágico. Na forma da canção, podemos perceber a modernidade tecnológica do sampler, que canibaliza a percussividade primitiva da música brasileira, para oferecer uma base na qual a perfeita sincronia da letra e melodia do canto de Adriana pode sobrevoar um desenho simples e belo. Adriana Calcanhoto pode ser classificada como uma neotropicalista que se vincula a uma linhagem de artistas surgida nos anos 60, que busca aproximar e misturar de uma forma orgânica, a chamada cultura de “alto repertório” (poesia de vanguarda, música experimental, teatro, artes plásticas) com a cultura popular de massas, considerada de “baixo repertório” (música comercial para tocar no rádio e nas novelas televisivas). Apesar da sua reconhecida timidez e aparente fragilidade, é Adriana que cria as suas canções, define interpretações, colabora nos arranjos e se responsabiliza pelos projetos gráficos dos cds e da direção dos seus shows. Tentei nesse texto comer Adriana. Chegando ao final, espero ter decifrado o enigma para não ser devorado por ela: Adriana Calcanhoto é a personificação da mulher do pau-brasil que nos alimenta e liberta com a utopia do Matriarcado de Pindorama.
O Festival Vale do Café foi criado em 2003, sendo idealizado por Cristina Braga primeira harpista da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e dirigido por Turíbio Santos, considerado um dos maiores violonistas clássicos da atualidade. O festival acontece anualmente na região Sul-Fluminense no chamado Vale do Café, que é composto pelas cidades de: Vassouras, Valença, Rio das Flores, Piraí, Engenheiro Paulo de Frontin, Paty do Alferes, Paracambi, Miguel Pereira, Mendes, Barra do Piraí, Pinheiral, Barra Mansa, Paraíba do Sul e Volta Redonda.
O festival apresenta concertos de música nas fazendas, shows em praça pública e promove oficina de música com crianças da região. Também são realizados curso de música que ensinam instrumentos como Clarineta, Violino, Trompete e Piano.
Em 2009 foi realizado entre os dias 17 e 26 de julho, com a proposta de "resgatar fortemente o patrimônio imaterial, estimulando o amor à natureza e divulgar o patrimônio histórico e arquitetônico abrangendo os diversos municípios da região do Vale do Café".
Até 2009, mais de 450 mil pessoas já haviam participado das cinco edições do evento.
http://www.festivalvaledocafe.com/
Hotel Extratos - maps.google.com.br - (0xx)24 3343-4824 -
Dexter Hotel - www.dexterhoteis.com.br - (0xx)24 3345-3000 -
FAZENDAS DE BARRA MANSA
Fazenda Bocaina
Localizada na Estrada Barra Mansa / Bananal, possui arquitetura rural do século XIX. Apresenta um estado de conservação muito bom e um portão de acesso ao jardim, cujo trabalho de serralheria merece destaque.
Fazenda Santo Antônio
Construída no início do século XIX, apresenta planta e fachada bem características das fazendas de café. Encontra-se em precário estado de conservação e precisa de obras urgentes de recuperação.
Fazenda da Posse
A primeira construção erguida em Barra Mansa data de 1764. Trata-se de um casarão em estilo colonial, totalmente restaurado, um marco do surgimento do município. Atualmente, funciona como Centro Cultural, abrigando cursos e exposições de arte.
Fazenda Criciúma
A Fazenda foi construída em 1872, pelo fazendeiro de café e empresário, com atividades comerciais na França, Manoel Gomes de Carvalho (Barão do Rio Negro). Criciúma foi uma das mais importantes produtoras de café da região. Ao longo dos anos, a construção histórica sofreu pequenas modificações, mantendo algumas linhas arquitetônicas que lembram o Palácio Rio Negro de Petrópolis.
Fazenda Sant’ana do Turvo
Construída em 1826, por Joaquim Manuel de Carvalho (Primeiro Barão de Amparo), foi a maior produtora de café na região. Na época, ocupando uma área de 700 alqueires e possuindo 250 escravos, chegou a produzir, anualmente, 180 mil arrobas de café. Em bom estado de conservação, é um dos bons exemplos da arquitetura rural do século XIX, contando com 12 quartos, três salões e outras dependências. Localiza-se no limite com o distrito de Nossa Senhora do Amparo, o que faz com que seja considerada parte daquele distrito. Floresta da CicutaUma área ecológica destinada a preservação da fauna, mananciais, vegetação, estudos e recreação. A floresta encontra-se na Fazenda Santa Cecília, de propriedade da Companhia Siderúrgica Nacional e ocupa uma área de aproximadamente 132 hectares.
Mata do Pavão
Situada no distrito de Rialto, é uma das áreas remanescentes mais representativas da Mata Atlântica e encontra-se em excelente estado de conservação. Segundo moradores locais, ainda podem ser encontrados representantes da fauna ameaçados de extinção, como a onça parda (Felix sussuarana), porco do mato (Cateto), várias espécies de aves, além da exuberante flora nativa.
Fazenda Rochinha
Cuidadosamente restaurada, mantém as características da arquitetura do final do século XVIII, quando o chamado estilo colonial marcava as construções rurais. Desde 1902, destaca-se pela excelência de sua cachaça artesanal, ROCHINHA, comercializada atualmente em todo o Brasil e com adiantados projetos de exportação.
Fazenda São Lucas Brandão
Pertenceu inicialmente ao comendador Lucas Antônio Monteiro de Barros, benfeitor da cidade que deu início à construção da Câmara Municipal de Barra Mansa. Durante o ciclo do café, destacou-se como uma das principais produtoras da região. Sua sede data do final do século XIX, encontrando-se em bom estado de conservação.
Hotel Fazenda Sertãozinho
Sua construção foi iniciada em 1833 e concluída 54 anos mais tarde. No local havia uma capela e, desde essa data, vem recebendo reparos e reformas que, possivelmente, podem ter alterado as linhas arquitetônicas da fachada. O interior conserva o traçado original.
Igreja Nossa Senhora do Amparo
Construída por iniciativa do Visconde do Rio Bonito, então Presidente da Província do Rio de Janeiro, sua fachada elegante e sem excessos de adornos é um bom exemplo da arquitetura neoclássica religiosa. O prédio mantém-se em bom estado de conservação e não sofreu nenhuma alteração interna ou externa.
Artesanato Stella Carvalho
Construído pela Associação das Damas de Caridade de Amparo, em 1981. Entre seus objetivos estão o incentivo às habilidades artesanais e a facilitação do acesso ao mercado de vendas, cujos resultados revertem para as artesãs, como uma espécie de cooperativa. O projeto foi do Engenheiro Luiz Roberto Correia Reche e mostra uma fachada com esquadria em estilo colonial, mantendo o clima do cenário histórico de Amparo. As colchas de retalhos produzidas pelo artesanato são famosas, conhecidas inclusive em outros países, tornando-se um referencial de Amparo.
Fazenda Ribeirão Claro
Foi construída em 1845, por João Chrisóstomo de Vargas, no melhor estilo da época. Um imponente solar mantém o traçado e mobiliário originais, conservando sua autenticidade pelas gerações seguintes.
O Rio também tem roça
Nem mesmo os cariocas sabem que o estado sediou inúmeras fazendas históricas (cerca de 170 de acordo com o Preservale) que iniciaram o rico Ciclo do Café no pais. Foi por volta de 1810 que as primeiras fazendas iniciaram suas culturas cafeeiras, encontrando na região do Vale do Rio Paraíba do Sul, as melhores condições climáticas e de solo. O apogeu do ciclo do café deu-se na maior parte do séc. XIX. Era tempo de Barões poderosos e das Sinhás aristocráticas e seus solares. Tempo dos escravos no eito, o café secando no interior, a roda d’água girando, as sacas de muitas arrobas em lombo de mulas serra abaixo, até o porto do Rio de Janeiro.
Contudo, o século finda, e os descendentes dos barões - que viveram o apogeu do Ciclo do Café - vêem acontecer o que mais temiam: a abolição do sistema escravagista em 1888 e o fim da Monarquia com o advento da República um ano após.
Com a queda do ciclo fluminense do café, a produção expandiu-se para o interior de São Paulo que se transforma na capital oficial do café, tendo como pólos principais as cidades de Campinas e Ribeirão Preto, que já utilizavam mão-de-obra assalariada. No estado do Rio, muitas fazendas do estado são então abandonadas após a abolição, terminando hipotecadas ao Banco do Brasil. Em meados do séc. XX, muitas delas se convertem em fazendas de gado leiteiro, suas terras servindo de pasto. Atualmente várias estão sendo restauradas com a ajuda do instituto Preservale e transformadas em atrações turisticas, pousadas e hotéis, no circuito histórico chamado "Vale do Café" que esta sendo considerado pelos profissionais de turismo como o "Vale do Loire Brasileiro"."
FAZENDA RESGATINHO
Fazenda Resgatinho - Rod.SP 64 Km 323 - Estância Histórica e Ecológica de Bananal-SP