6.08.2009

'Pasquim' celebra 40 anos de sua primeira edição com livro que relembra capas históricas


Ricardo Calazans

RIO - O 'Pasquim' viu a luz do dia num período de trevas. A primeira edição do jornal carioca foi para as bancas no dia 26 de junho de 1969, em pleno "regime de exceção" (leia-se prisões, torturas e "desaparecimentos" de opositores) da ditadura militar brasileira. Em sua estreia, 'O Pasquim' estampou uma foto preto-e-branca e sem foco do colunista social de O GLOBO Ibrahim Sued e a primeira de uma série única de provocações políticas e comportamentais: "Aos amigos, tudo; aos inimigos, justiça". Este mês, chega às livrarias, em papel bem mais chique que os das edições originais, "O Pasquim - 40 anos!" (Desiderata, 40 páginas, R$ 39,90), compilação de 80 capas emblemáticas do carioquíssimo "jornaleco", bem-vinda "má influência" na imprensa brasileira a partir dos anos 70.
Veja capas históricas do 'Pasquim' e desenhos de Jaguar, Ziraldo, Millôr...
- O nosso negócio era ser do contra - relembra Jaguar, um dos abusados editores do 'Pasquim', num dos textos de apresentação do livro. - Contra a ditadura, contra as capas (não confundir com contracapa) e a linguagem solene dos jornalões no final dos anos 1960.
"O Pasquim" era dado a manchetes sensacionalistas, como a da edição 105. Em letras garrafais, o jornal garantia: "Todo paulista é bicha". Na edição 151, o título da capa, "Homem é uma delícia", foi encaixado dentro da bocarra de Elke Maravilha. A atriz Leila Diniz e a transsexual Rogéria também garantiram boas vendas com a instigante série de "entrevistas coletivas". "O Pasquim" também lucrava com as ilustrações "sujas", os palavrões escritos sem cerimônia e a coragem para cutucar temas como a morte de Salvador Allende no Chile, o escândalo de Watergate em Washington e as (abuso supremo) truculências dos militares brasileiros, sempre por um ponto de vista inusitado. Nada escapava a seus desenhos e textos mordazes.

Rapidamente, a originalidade e humor do jornalismo feito pelo "Pasquim" tornou-o sucesso de público e alvo preferencial da censura - que Jaguar e outro de seus editores, Ivan Lessa, tratavam de driblar na base da conversa. O militar Juarez Paz Pinto, pai da "garota de Ipanema" Helô Pinheiro, geralmente aceitava os argumentos dos jornalistas, mas depois de sua destituição, em 1973,eles tiveram que quebrar ainda mais a cabeça para aprovar textos de gente como Sérgio Augusto e Paulo Francis ou de "convidados" como Chico Buarque e Rubem Fonseca. O time à frente do jornal ainda incluía Ziraldo, Millôr Fernandes e Henfil, integrantes da equipe de editores nos primeiros e influentes anos do "Pasquim". A fase que o jornal atravessou neste período intransigente da ditadura está compilado na terceira série da "Antologia O Pasquim" (Desiderata, 376 páginas, R$ 79,90), que também chega às livrarias em junho.
- Na verdade influenciávamos o Brasil inteiro, porque não vivíamos no Brasil, vivíamos no Rio de Janeiro, ou melhor, em Ipanema - escreve Millôr no livro, antes de listar as várias trocas de endereço do "Pasquim". - Na verdade estávamos fugindo mais do fisco, da burocracia, do que do aparelho repressor armado - explica Millôr, que criou uma capa especialmente para a compilação.

Sérgio Augusto, em mais um texto escrito para o livro, analisa as razões de "O Pasquim" ter se tornado este fenômeno - ele conta 1.072 edições em seus "22 anos de (r)existência".
- E nesses quarenta anos não surgiu outro "Pasquim". Por quê? Porque o Brasil e o mundo mudaram; aliás, até o universo mudou (Plutão ainda era um planeta em 1969, lembra?); a ditadura militar caiu; a censura acabou; a grande imprensa absorveu parte dos encantos, da linguagem solta (inclusive os palavrões) e dos profissionais (por assim dizer) do "Pasquim".

PÁTRIA MADRASTA VIL'

Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro -


Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?

Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.
Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'

A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO

FAMÍLIA CAYMMI


Na foto Dori e Danilo Caymmi

Nana, Dori e Danilo Caymmi se reúnem pela primeira vez desde a morte do pai no show para reverenciar o progenitor. No show Para Caymmi de Nana, Dori e Danilo – 90 Anos, em companhia de Cristóvão Bastos, no piano, e João Lyra, no violão, entre outros, os herdeiros de Dorival apresentam canções famosas, como Acontece que Sou Baiano, Marina e Vatapá, e outras nem tanto, como Severo Pão. Livre.
Teatro Tom Jobim (500 lugares). Rua Jardim Botânico, 1008, Jardim Botânico, 2274-7012. Sexta (12), 20h30. Bilheteria: 14h/18h. R$ 50,00. Estac. grátis a partir de 17h.


OS CABRAS

Em clima de São João, o grupo comandado por Marcelo Mimoso (voz e triângulo) e Cesinha (acordeom) apresenta muito xote e baião. Bebendo na fonte de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos e Sivuca, eles procuram manter a fidelidade e as tradições do autêntico forró pé de serra. 18 anos.
Carioca da Gema (300 pessoas). Avenida Mem de Sá, 79, Lapa, 2221-0043. Terça (9), 21h. R$ 16,00.


Terça com Frank Aguiar em Quatis


O cantor Frank Aguiar será a grande atração desta terça-feira, 9, na boate Appaloosa, em Quatis. O show será no dia 9, terça-feira, a partir das 21h. Quem também sobe ao palco é a dupla Alan & Rodrigo. Nos intervalos Dj Cruel comanda a pista. O valor dos convites não foi divulgado.
Mais informações pelo telefone (24) 3353-6049.Classificação: 18 anos
Appaloosa - Avenida Roberto da Silveira, nº 343, Barrinha
Telefone:(24) 3353-6049 - Quatis/RJ


Dia dos Namorados com Molejo em Volta Redonda


Na sexta-feira, 12, (Dia dos Namorados) Molejo é a grande atração do Aero Clube, em Volta Redonda. Dito & Feito abre o Baile dos Namorados.
Os convites são vendidos a R$ 15 (antecipados).
Mais informações pelo telefone (24) 3341-1370.
Classificação: 18 anos
Aero Clube
Rua Ministro Salgado Filho, nº 420, Aero
Telefone:(24) 3337-3999
Volta Redonda/RJ


Exposição fotográfica

Até dia 30 de junho está em cartaz a exposição fotográfica sobre pássaros do Parque Nacional de Itatiaia, no Corredor Cultural Cecil Wall, da Faculdades Dom Bosco, em Resende. A mostra é comemorativa da semana do Meio Ambiente e foi organizada pela direção da Faculdade e por um “resendense” adotado, Luis Carlos Ribenboim.

Alimentos transgênicos

Os alimentos transgênicos são aqueles cujas sementes foram alteradas com o DNA (material genético localizado no interior das células) de outro ser vivo (como uma bactéria ou fungo) para funcionarem como inseticidas naturais ou resistirem a um determinado tipo de herbicida. Surgiram no início dos anos 80, quando cientistas conseguiram transferir genes específicos de um ser vivo para outro.

A comercialização de transgênicos ainda é polêmica. Empresas, produtores e cientistas que defendem a nova tecnologia dizem que ela vai aumentar a produtividade e baratear o preço do produto, além de permitir a redução dos agrotóxicos utilizados.

Os que a atacam, como os ambientalistas e outra parcela de pesquisadores afirmam que o produto é perigoso: ainda não se conhece nem os seus efeitos sobre a saúde humana nem o impacto que pode causar ao meio ambiente.

Apesar de proibida a produção destes alimentos no Brasil, nada garante que o consumidor já não esteja comendo produtos transgênicos sem saber. Eles podem estar chegando a partir da importação de alimentos e matérias-primas de países como a Argentina e os Estados Unidos, que já cultivam e comercializam os transgênicos há alguns anos.

Alimentos Transgênicos
Pontos positivos dos alimentos transgênicos
Aumento da produção de alimentos

Melhoria do conteúdo nutricional, desenvolvimento de nutricênicos (alimentos que teriam fins terapêuticos);

Maior resistência e durabilidade na estocagem e armazenamento

Pontos negativos dos alimentos transgênicos
Aumento das reações alérgicas;

As plantas que não sofreram modificação genética podem ser eliminadas pelo processo de seleção natural, pois, as transgênicas possuem maior resistência às pragas e pesticidas;

Aumento da resistência aos pesticidas e gerando maior consumo deste tipo de produto;

Apesar de eliminar pragas prejudiciais à plantação, o cultivo de plantas transgênicas pode, também, matar populações benéficas como abelhas, minhocas e outros animais e espécies de plantas.

Alguns países que cultivam alimentos transgênicos
Estados Unidos: melão, soja, tomate, algodão, batata, canola, milho.
União Européia: tomate, canola, soja, algodão.
Argentina: soja, milho, algodão.
No mundo todo, pesquisadores e cientistas estão desenvolvendo pesquisas sobre quais são as reais consequências da utilização de alimentos genéticos no organismo humano e no meio-ambiente. Consumidores de países onde já ocorre a comercialização de alimentos transgênicos exigem a sua rotulagem, assim como estão sendo feito com os orgânicos, para que possam ser distinguidos na hora da escolha do alimento.

Rotulagem dos alimentos transgênicos
Um outro tema abordado quando se discute os alimentos transgênicos é o da rotulagem dos produtos. Todo o cidadão tem o direito de saber o que irá consumir. Por isto, a descrição da composição do alimento e o gene que foi inserido no produto, devem ser informados. Além dos rótulos dos produtos nacionais é necessário que sejam analisados os produtos importados produzidos através da biotecnologia.

No meio de todas as discussões, uma certeza reina entre cientistas, representantes do governo e da defesa do consumidor: é preciso investir em pesquisa e aprimorar os estudos.

Fontes:
www1.uol.com.br
Cartilha Novas Tecnologias - Procon-PBH
Publicação do IDEC/SP

Sandra Helena Mathias Motta
Nutricionista
Centro – 3322- 3715
Vila Nova – 3326 -5487
sandranutti@yahoo.com.br

PAIS, MÃES E EDUCADORES, LEIAM !

Palestra do Içami Tiba, em Curitiba:

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório.
Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se
pode castigar alguém com internet, som, tv, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento
errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser
passar o dia todo em hospital de queimados.

4. Confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que
professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além
das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após
o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem.
Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento
da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem
mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer
comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a
próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as
regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai
(e nas punições também) e vice-versa. Se o pai disse que não ganhará
doce, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar
um delinquente. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se
ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto tem que dizer QUAL É A
HORA de se comer e o que comer.

7. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que
estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir,
decorado. Tem que entender.

8. Temos que produzir o máximo que podemos, pois na vida não podemos
aceitar a média exigida pelo colégio. Não podemos dar 70% de nós, ou
seja, não podemos tirar 7,0.

9. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os
adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente,
pois aquela informação, de que droga faz mal, não está gerando
conhecimento.

10. A gravidez é um sucesso biológico, e um fracasso sob o ponto de
vista sexual.

11. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são,
mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para da droga
fazer uso. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as
agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia.
Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.

12. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse
fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali,
não a respeita.

13. Homem não gosta quando a mulher vem perguntar: 'E aí, como foi o
seu dia?'. O dia, para o homem, já foi, e ele só falará se tiver
alguma coisa relevante. Não quer relembrar todos os fatos do dia..

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não
deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer
discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3,
4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão
suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar
nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é
obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o
vestibular, ele o perderá se desistir ou for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na
educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite.
Nunca.

18. Mães, muitas são loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).

19. Se a mãe engolir sapos do filho, a sociedade terá que engolir os dele.

20. Videogames são um perigo. Os pais têm que explicar como é a
realidade. Na vida real, não existem 'vidas', e sim uma única vida.
Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o
botão e zerar a dívida.

21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas
bater cartão.

22. Pai não pode explorar o filho por uma inabilidade que o próprio
pai tenha. 'Filho, digite tudo isso aqui pra mim porque não sei ligar
o computador'. O filho tem que ensiná-lo para aprender a ser líder. Se
o filho ensina o líder (pai), então ele também será um líder. Pai tem
que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo
Skype, é inconcebível o pai pagar para falar com o filho que mora
longe.

23. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da
casa. Não há hierarquia. O filho não pode ser a razão de viver de um
casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no
máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando
alguém é educado achando-se o centro do universo.

24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

25. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar
palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a
geladeira, terá que saber qual é o consumo (KWh) da que ele indicar.
Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto que
isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

26. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Tem que controlar e
ensinar a gastar.

Palestra ministrada pelo Dr. Içami Tiba, Psiquiatra, em Curitiba,
23/07/08. Médico pela Faculdade de Medicina da USP. Psiquiatra pelo
Hospital das Clínicas da FMUSP.. Professor-Supervisor de Psicodrama de
Adolescentes pela Federação Brasileira de Psicodrama. Membro da Equipe
Técnica da Associação Parceria Contra Drogas - APCD.
Membro Eleito do Board of Directors of the International Association
of Group Psychotherapy. Conselheiro do Instituto Nacional de
Capacitação e Educação para o Trabalho "Via de Acesso". Professor de
diversos cursos e workshops no Brasil e no Exterior.
Criou a Teoria Integração Relacional, na qual se baseiam suas
consultas, workshops, palestras, livros e vídeos.
Em pesquisa realizada em março de 2004, pelo IBOPE, entre os
psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados
colocaram o Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e
admiração - o primeiro nacional.

· 1º- lugar: Sigmund Freud;

· 2º- lugar: Gustav Jung;

· 3º- lugar: Içami Tiba.


Você não pode evitar que os problemas batam à sua porta, mas não há
necessidade de oferecer-lhes uma cadeira"
(Joseph Joubert)

6.06.2009

Eles foram para Petrópolis, de Ivan Lessa e Mario Sergio Conti

Era o início do novo milênio e os amigos Ivan Lessa e Mario Sergio Conti, missivistas de longa data, foram convidados pelo UOL para trocar uma correspondência pública através da internet. Ainda se acreditava que grandes nomes do jornalismo poderiam atrair muita audiência, e patrocínios, logo a ideia era "repiclar" o modelo, de correspondência, com outros autores, se desse certo - mas o projeto durou um ano, apenas. E, agora, quase dez anos depois, é publicado, em livro, pela Companhia das Letras. Além da correspondência oficial, ainda hoje no ar, o volume foi enriquecido com os e-mails, trocados "in private", pelos missivistas, comentando a própria correspondência e outros fatos da vida. Um ato de coragem, na verdade, porque Lessa e Conti não poupam comentários ferinos acerca de empregadores, colegas de trabalho e até amigos. Quanto ao estilo, é uma aula de Ivan Lessa, do começo ao fim, que, apesar do péssimo humor (bastante notório, aliás), tem imaginação de ficcionista e deixa desnorteado mesmo o sóbrio diretor da atualmente impecável Piauí. No fim, o próprio Lessa reconheceria que, fora do Pasquim, nunca tinha tido tamanha liberdade para escrever. Conti tenta se impor pela cultura, e pela capacidade analítica, mas não consegue ser tão divertido, obrigando o leitor, muitas vezes, a pular sua parte da dita correspondência. Diogo Mainardi, num de seus exageros, proclamou, certa vez, que Ivan Lessa era um dos maiores escritores brasileiros vivos. Como em tudo, não dá para levar ao pé da letra, mas Eles foram para Petrópolis, para os cultores da língua, revela-se imperdível - e Luiz Schwarcz vai encontrando maneiras de lançar Ivan Lessa entre capas o máximo possível
Colaboração Angela Chaloub


Gravação ao vivo do CD "Casa da Bossa" (Universal -- 1997)
Especial Multishow TV

Johny Alf e Fafá de Belém(vocais)
Cesar Camargo Mariano (piano)
Nico Assumpção (baixo)
Romero Lubambo (violão)
Téo Lima (bateria)

Ilusão à toa
Composição: Johnny Alf

Eu acho engraçado
Quando um certo alguém
Se aproxima de mim
Trazendo exuberância
Que me extasia

Meus olhos sentem
Minhas mãos transpiram
É um amor que eu guardo há muito
Dentro em mim
E é a voz do coração que canta assim
Assim

Olha, somente um dia
Longe dos teus olhos
Trouxe a saudade do amor tão perto
E o mundo inteiro fez-se tão tristonho

Mas embora agora eu tenha perto
Eu acho graça do meu pensamento
A conduzir o nosso amor discreto
Sim, amor discreto pra uma só pessoa
Pois nem de leve sabes que eu te quero
E me apraz essa ilusão à toa

O maestro Silvio Barbato

Por Andreas Kisser, colunista do Yahoo! Brasil

O acidente com o avião da Air France que ocorreu nesta semana foi chocante, aliás sempre um acidente aéreo é muito chocante, principalmente porque muita gente utiliza o transporte aéreo hoje em dia. Mas um nome confirmado na lista de passageiros do voo 447 me deixou em choque, era um conhecido, uma recente e crescente amizade: o maestro Silvio Barbato.

Conheci o maestro há mais ou menos três anos, quando fui convidado a participar de um evento no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Vários músicos estava no evento, que apoiava, principalmente, a inclusão da música no currículo escolar. O maestro Barbato regeu uma orquestra de jovens pobres de diferentes partes mais do Brasil, escolhidos pelo próprio maestro, uma preocupação social e um projeto que ele tinha um grande prazer em organizar.
Nós fizemos um tema do compositor Heitor Villa-Lobos, "O Trenzinho do Caipira", uma das obras mais conhecidas do grande mestre da nossa música erudita, com a guitarra fazendo a melodia principal e a orquestra acompanhando. Foi magistral, eu lembro da empolgação do Silvio com aquela junção da guitarra distorcida e pesada com os intrumentos de uma orquestra. Foi uma sensação fantástica.
Eu comecei a admirar muito o maestro por sua postura em relação à música. Geralmente, grandes maestros não são favoráveis à junção da música erudita com outros estilos. Na verdade, existe um grande preconceito por parte deles, muitos desprezam outras maneiras de expressão musical. O Silvio não. Ele era muito aberto a novos experimentos, mantendo a classe e a técnica da música erudita, mas sempre buscando novos caminhos. Ele me deixou muito à vontade e, apesar de ter sido a primeira vez que eu tocava com uma orquestra, estava muito confiante. Foi uma experiência inesquecível!
Depois deste concerto, tocamos novamente em Brasília, durante comemoração de 200 anos do jornal Correio Brazilense, que foi também uma homenagem ao tenor Luciano Pavarotti. Foi uma grande noite, além do tema do Villa-Lobos, tocamos também "Ave Maria" de Shubert, tema que Pavarotti cantava como ninguém.
Eu e o maestro Sílvio Barabato estávamos preparando um concerto, com guitarra e orquestra, que seria isnpirado na floresta amazônica, tema sempre muito atual e brasileiro. Desde o ano passado, ja escrevíamos algumas ideias e procurávamos patrocínio para a empreitada.
A última vez que vi o maestro foi na sexta-feira, dias antes do acidente, no show que o Sepultura fez no Canecão, no Rio de Janeiro. Ele estava muito animado porque tinha encontrado pessoas que poderiam patrocinar o nosso projeto. Nos falamos depois do show nos camarins e ele partiu para se preparar para a sua viagem, corriqueira, à Europa.
Fica a saudade e o exemplo de um homem da música a serviço da música. Foi um privilégio conhecê-lo e poder ter trabalhado junto com este grande maestro.

Deixo também algumas informações sobre o maestro Silvio Barbato.
- Diretor Musical e Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro em Brasília e Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Silvio Barbato estudou composição e regência com Claudio Santoro.
- No Conservatório Giuseppe Verdi, em Milão, recebeu o Diploma de Alta Composição na classe de Azio Corghi. Ainda na Itália freqüentou a classe de Franco Ferrara, colaborando com o maestro Romano Gandolfi no Teatro Alla Scala. Em Chicago, realizou seu PhD em Ópera Italiana sob a orientação de Philip Gossett.
- No Teatro Nacional Claudio Santoro está na sua nona temporada como Diretor Musical. Com a Orquestra do Teatro regeu concertos em Roma (Piazza Navona), Lisboa (Mosteiro dos Jerônimos), nos Teatros Municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro e em diversas capitais brasileiras. Suas gravações com a Orquestra incluem as Sinfonias Brasil - 500 Anos e os Clássicos do Samba, com Jamelão, Ivone Lara e Martinho da Vila.
- Entre seus trabalhos com artistas internacionais, destacam-se: Aprile Millo, Montserrat Caballé, e Roberto Alagna e Angela Gheorghiu.
No centenário de Carlos Gomes, a convite de Placido Domingo, foi o curador da ópera "O Guarani", que abriu a temporada da Washington Opera.
- Diretor musical do filme "Villa Lobos, Uma Vida de Paixão", foi premiado com o "Grande Prêmio Brasil de Cinema 2001", na categoria de melhor trilha musical. Em 2003 compôs o balé "Terra Brasilis" que se apresentará, ainda em 2004, na Itália.
- Pelo trabalho que vem realizando na área cultural, Silvio Barbato recebeu inúmeras condecorações do governo brasileiro, tendo sido promovido ao grau de Comendador da Ordem do Rio Branco, além de ter recebido a Medalha do Mérito Cultural da Presidência da República.
- O maestro ainda se apresenta regularmente como regente convidado de diversas orquestras européias e americanas. Neste ano, era presença garantida no Festival de Spoletto (EUA) com uma nova produção de Capuleti e Montecchi, de Bellini. Em julho, estaria no Festival Europeu de Roma regendo o Requiem de Verdi.
Abraço
Andreas Kisser

Andreas Kisser, casado, três filhos, músico, guitarrista do grupo Sepultura. Espera debater e, principalmente instigar novas idéias e caminhos usando a música como inspiração para a busca de entendimento e tolerância.