Um pastor vigiava o seu rebanho, quando notou que este em determinadas ocasiões se mostrava mais alegre, saltando com enorme vivacidade. A repetição do fato aguçou-lhe a observação e o pastor notou que a energia de suas ovelhas se manifestava quando elas pastavam essas terras, as quais eram ricas de uma determinada planta cujo fruto comiam. Compreendeu então, que a reação era efeito da ingestão de tal planta. Curioso, fez uma experiência em si próprio. Tomou uma infusão que fez com os frutos da planta referida. Logo depois, sentiu um reforço de energias, bom humor, melhor disposição para o trabalho, e ao mesmo tempo, desaparecendo, o sono que o atacava quando em serviço. Tal bebida era o café e, segundo a lenda, assim começou a ser usado.
VASSOURAS, RJ
Antiga Estação Ferroviária Inaugurada em 1912 pelo então Presidente da República Marechal Hermes da Fonseca, ficou abandonada depois da extinção do ramal. Adquirida pela fundação Severino Sombra da Rede Ferroviária Federal, foi reformada em sua beleza antiga, tornando-se sede da Universidade Severiano Sombra.
PIRAI, RJ
O território do município de Piraí foi desbravado em conseqüência do trânsito realizado entre a região das Minas Gerais e Rio de Janeiro, através do Rio Paraíba.O núcleo primitivo desenvolveu-se junto à pequena capela de Santanna do Piraí, erguida por volta de 1772. A localidade rapidamente progrediu, atraindo iNúmeros colonos que buscavam terras férteis para seu cultivo. Nos meados do século XX a inauguração da Rodovia Presidente Dutra, ligando o Rio de Janeiro a São Paulo foi um importante acontecimento, pois essa rodovia passa justamente pela sede do município. Isso acabou inserindo Piraí numa rota fundamental da economia brasileira.
VALENÇA, RJ
Em 1789, foi iniciada a catequese dos habitantes de vários aldeamentos indígenas. Uma das primeiras providências tomadas pelos colonizadores foi a de construir uma tosca e pequena capela, no principal aldeamento dos Coroados e a sua 1ª missa em 1803, foi dedicada à Nossa Senhora da Glória de Valença em 1903. Com a abolição da escravatura o perfil sócio-econômico do Município foi redesenhado - a decadência da produção cafeeira deu lugar a criação de gado, transformando o Município em um dos maiores fornecedores de leite e exportador de laticínios. O setor industrial representa importante fonte de absorção de mão-de-obra. Valença tem também um forte potencial turístico, representado por seu clima, suas cachoeiras, rios e especialmente por suas antigas fazendas de café.
BARRA DO PIRAI, RJ
A cidade se chama Barra do Piraí, pois Barra quer dizer foz de um rio. E como em Barra do Piraí, o rio Piraí se lança no rio Paraíba do Sul, formando assim a foz do rio Piraí. Logo como Barra do Piraí é uma cidade cortada por dois rios; o rio Paraíba do Sul e o Piraí, nada mais adequado do que o seu nome. A origem de Barra do Piraí remonta aos meados do século XIX, quando se formaram dois povoados: São Benedito e Sant’ Ana. Elevada a município em 1890, começou a tornar-se importante e a desenvolver-se em 1864, com a chegada da estrada de ferro Dom Pedro II – mais tarde denominada Central do Brasil.A partir daí, progressivamente, Barra do Piraí cresceu e tornou-se o maior centro comercial da região cafeeira. Por Barra do Piraí circulava grande parte da riqueza do país.
VALE DO CAFÉ
O Vale do Café fluminense é a opção para quem quer manter distância das cidades grandes. Repleta de fazendas coloniais da época do ciclo cafeeiro, a região oferece oportunidades para casais apaixonados aproveitarem o frio e solteiros errantes tentarem encontrar suas caras-metades. O Vale do Café é o destino mais procurado por turistas no estado do Rio quando o frio chega, informa a Associação Brasileira de Agências de Viagens.
RIO - Na "Discolândia" desta terça-feira, o crítico Antônio Carlos Miguel analisa os novos trabalhos de dois mestres da canção pop: Leonard Cohen e Bob Dylan. Cohen acaba de lançar "live in London" (Sony), registro, em dois CDs, de um triunfal concerto na O2 Arena londrina, em 17 de julho de 2008. A plateia reage ao bardo em êxtase, sejam sucessos ("Suzanne", "Bird on the wire", "Hallelujah"), lados B... falas, suspiros de um mito, hoje, até mais cultuado do que Dylan - que o digam discípulos como Nick Cave, Bono, Michael Stipe, Rufus Wainwright e o finado Jeff Buckley.
Bob Dylan, por sua vez, lança o álbum de estúdio "Togheter through life" (Sony), novamente produzido por Jack Frost (o pseudônimo adotado por Dylan desde "Time out of mind", disco de 1997 que marca sua renascença artística). Musicalmente, ele sabe o que quer, cercado de cinco instrumentistas, entre gente de sua banda e nomes como David Hidalgo (dos Lobos, o acordeonista que colore com sotaque chicano muitas das canções) e Mike Campbell (guitarra e bandolim, dos Heartbreakers de Tom Petty). Ouça 'I feel a change comin'on', de Bob Dylan Já os Titãs têm nova música nos ares, "Antes de você". É a primeira de seu próximo CD, "Sacos plásticos", estreia do grupo no selo Arsenal Music, de Rick Bonadio.
O primeiro DVD (e novo CD) de Vanessa da Mata, "Multishow ao vivo", foi feito bem aos moldes da cantora. Com cenário pensado por ela, vestido costurado com tecidos comprados durante suas viagens pelo mundo, o show inspirado no repertório do álbum "Sim" e em sucesos da carreira foi gravado em Paraty, cidade escolhida justamente por não ter um número significativo de fãs. O objetivo era que tudo acontecesse naturalmente, como tudo na vida da cantora criada em Alto Garças, município com cerca de 10 mil habitantes no Mato Grosso. - Eu podia ter ido para uma casa de shows incrível, mas quis um DVD com calor humano. Dá para ver que tem pessoas ali chegando, algumas cantando, mas muitas só observando. Não é uma plateia de fãs enfeitiçados. Tem crianças com balões, vendedores de rua... - conta.
E chuva. A garoa caiu no momento em que Vanessa cantava "Ai, ai, ai" ("O que a gente precisa é tomar um banho de chuva"). Para a equipe de produção, parecia maldição. Para a cantora, foi uma bênção. " Eu ainda faço simpatia e rezo todas as noites. Ainda boto uma flor de verdade no cabelo "
- Não era para ser um DVD dominado pela indústria fonográfica. Ela estava li a favor de mim e da música. A gravação aconteceu durante aquele período das enchentes de Santa Catarina e todo mundo ficou preocupado. Eu adorei, porque foi um tal de as pessoas fazerem simpatia. Eu queria isso - diz. Simpatia? Sim... Vanessa confessa manter ainda hoje hábitos típicos das cidade do interior: - Eu ainda faço simpatia e rezo todas as noites. Não acredito nos sentidos, pois sou muito pé no chão, mas ainda boto uma flor de verdade no cabelo. Vanessa teve que deixar de ser macrobiótica porque não conseguia seguir a dieta durante as turnês de shows. Hoje, a cantora é adepta da ioga e da boa alimentação. Além disso, evita noitadas para preservar a voz. Morando entre o Rio e São Paulo, ela diz que, na Cidade Maravilhosa, fica mais fácil cuidar da saúde. - O Rio me tranquiliza e me incentiva a viver o dia. Sempre fui de fazer minhas coisas de noite, mas a vida com regras faz bem para a voz - comenta. A cantora acha que, no CD/DVD "Multishow ao vivo", sua voz está mais madura. E diz que os novos arranjos são um presente para o público: - Canto melhor, de forma mais pura, por causa da estrada (shows). Hoje, não faço aqueles malabarismos dos tempos "Essa boneca tem manual". E os novos arranjos estão lindos. Não gosto de fazer igual, porque acho que o público não quer ouvir a mesma coisa. Reproduzir do mesmo jeito, é automatizar e tornar o disco frio. É injusto, pois é como se eu não me dedicasse à música. Até "Ai, ai, ai" está com uma roupa diferente. "Amado" ficou linda e os reggaes parecem mais soltos - diz, referindo-se a "Vermelho", "Absurdo" e "Ilegais". Estes contam com a participação da dupla jamaicana Sly Dunbar (bateria) e Robbie Shakespeare (baixo e voz). Com uma inédita e duas regravações no repertório - "Acode" (Vanessa da Mata), "As rosas não falam" (Cartola) e "Um Dia um Adeus" (Guilherme Arantes) - o disco foi produzido pela dupla Kassin e Mario Caldato.
Meu pai cresceu numa Ipanema tranqüila, com poucas casas e muitos terrenos baldios, onde a vegetação de restinga ainda predominava. Nos fundos da casa havia um terreno que dava na beira da lagoa, cristalina, onde ele nadava e pescava. No canal que liga a lagoa ao mar ele gostava de ver a água entrar na subida da maré e sair na descida. Eram grandes quantidades de peixe que entravam para desovar e depois saiam. Eram robalos, tainhas, mamarres, camarões etc.
Na praia de Ipanema pegava jacaré de peito, mergulhava e pescava muito. Gostava de observar as mudanças do tempo, a virada dos ventos e a chegada da frente fria e da ressaca. Na volta do colégio, o bonde passava pela praia e ele já podia checar as ondas. O avô era professor do exército, amigo do General Rondon e grande andarilho. Ele o levava pra grandes passeios, subiam o Cantagalo, o Pão de Açúcar e a Pedra da Gávea. Nas férias costumava ir para Leme e Garças, no interior de São Paulo, onde caçava com os primos e onde aprendeu a imitar o pio dos pássaros. Ele entrava na lagoa e ficava com água pelo pescoço, escondido e piando. Conhecia os marrecos, irerês, garças, pato-pretode-asa-branca, paturi etc. Na mata descrevia os grandes salões, com pouca vegetação rasteira devido à ausência de luz, os grandes jequitibás, paus de abraço que precisavam de vários homens para poder abraçá-los, as grotas-noruegas, frias e úmidas, onde o sol nunca bate. Sabia o pio dos inhambús, xororó e assú, que em São Paulo tem o nome de xintã e xororó, como a dupla sertaneja. Imitava a chegada do macho, o levante da fêmea, a xororocada do macuco e do xororó, o bando de capoeiras, a saracura, jacú, jurity, grilos,micos, perdiz, jaó, irerê (fí fí fíu, que era o assobio usado pela família para chamar uns aos outros). Nas músicas O Boto, gravada por ele, e Borzeguim, com o Quarteto em Cy,ele gravou vários destes pios .
Na Sinfonia de Brasília se ouve o diálogo da perdiz e do jaó. Diziam os candangos que aperdiz e o jaó foram casados e depois se separaram, indo a perdiz para o cerrado e o jaó para os capões de mato próximos às águas. Então a perdiz grita: “Ei, vamos voltar!”, e o jaó responde: “Eu, nunca mais”.
Conhecia também gaviões: uirassu, apacanim, pega macaco, casaca de couro, pombo,peneira, do rabo branco, carcará, pinhé, carijó etc. Também os falcões, como o peregrino,que voa todo ano do Canadá até a Argentina, sem passaporte, passando pelo Rio, onde um costumava se hospedar no relógio da Mesbla, de onde caçava os pombos do Passeio Público. Uma vez dei a ele um mapa com as rotas aéreas dos pássaros migratórios, que Ana enquadrou e colocou junto ao piano.
Dos urubus, ele gostava do camiranga ou jereba, marrom e de cabeça vermelha, que quase nunca bate as asas, mestre do vôo e das correntes ascendentes, onde flutua como ninguém. Tem hábitos solitários, caçador e curioso, quase sempre que te vê no mato desaparece, para depois aparecer subitamente num rasante para te observar de perto. Ele escreveu um texto muito bonito sobre este urubu.
Em Ipanema, com a chegada de um piano para o colégio que sua mãe tinha em casa,começou o interesse dele pela música. Voltava da praia e ia para a garagem investigar os intervalos. Uns alegres outros tristes, consonantes ou dissonantes. Começou os estudos com o professor Koelreuter, que trouxe o atonalismo para o Brasil e lhe deu uma formação geral de música. Tom era um grande fã da tonalidade, dava voltas e mais voltas por diversos tons e acabava voltando à tônica. Dizia ele que era a volta para casa. Um bom exemplo disso é a música Matita Perê, que descreve a fuga de um homem,mudando de nome, de montaria e de rumo, onde a música passa por quase todas as tonalidades, e no final volta para a tônica.
O samba Chega de Saudade – feito quando ele comprou um método de violão do Canhoto para dar a uma moça que cantava bem, lá no sítio do Poço Fundo – é um ótimo exemplo dos caminhos da tonalidade: Tônica,Dominante e Subdominante (primeira, segunda e terceira do tom). Tonalidade maior e menor, relativo maior e menor etc. Quando eu estava estudando atonalismo, ele fez algumas músicas com a técnica de doze sons, que surpreendentemente soavam bastante tonais. Estão na trilha dos filmes Tempo do Mar e da Casa Assasinada.
Apesar das harmonias sofisticadas, ele gostava de arranjos bem simples e claros, como os que fez nos primeiros discos com João Gilberto. Muitas vezes suas harmonias eram de apenas três vozes e ele protestava se alguém acrescentasse mais vozes. Outras vezes, acrescentava várias vozes como num acorde vocal do Sabiá,que tem nove ou dez sons diferentes. Gostava muito de acrescentar tríades perfeitas sobre harmonias diferentes. Dizia que os atonalistas se revoltavam com os acordes perfeitos,que chamavam de malditos clarões. São estas algumas das muitas lembranças que tenho de meu pai e queria dividir com vocês.
(Paulo Jobim) Primogênito de Tom Paulo é fruto do casamento desse com Thereza Hermany, com quem Tom teve também Elizabeth(Beth) que como Paulo partipou também da Banda Nova no quesito voz. Paulo é violonista,compositor ,Fez parte da Banda Nova,Quarteto Jobim Morelenbaum e do Trio Jobim acompanhando Milton .
A ideia surgiu em Minas Gerais. Durante um festival de gastronomia, Kátia Barbosa e Kadu Tomé, donos, respectivamente, dos pés-limpos Aconchego Carioca e Bracarense, provaram juntos um inédito bolinho de feijoada. E, também juntos, ficaram com aversão: apesar da receita genial, na boca ele era um desastre total. Foi aí que a dona do Aconchego decidiu colocar a mão na massa e recriar o petisco, que, se não foi o primeiro da cidade, ostenta a fama de um dos melhores - e mais copiados. O bolinho de massa de feijoada recheado com couve à mineira frequenta altas rodas: foi uma das estrelas do almoço de casamento do chef Claude Troisgros. - O segredo é congelar a massa. Depois, fritar em óleo quentíssimo, para alcançar o recheio e não deixar a couve gelada - ensina Kátia Barbosa, que serve o bolinho no prato de cerâmica branca, com duas fatias de laranja, cubos de torresmo e um copo de batida de limão (R$ 15, a porção). - Ela até demorou a acertar o ponto, mas quando chegou lá, estourou - elogia Kadu, dono também do Mas Será o Benedito, na Lapa. Avesso a cópias, Kadu não esconde que se inspirou no bolinho do Aconchego para criar um para seu novo bar. A massa também é de feijoada, com linguiça e paio, além de recheio de couve (R$ 10, a porção): - Mas, para não virar um plágio descarado, fazemos o nosso redondo, e a casquinha é empanada antes de fritar. A mineira Sueli Gama, dona do 1881, também aderiu à onda. E penou para chegar lá. Foram quatro tentativas (frustradas) até a fórmula perfeita: combinou a massa de feijão com farinha de mandioca para dar liga e neutralizar a carne salgada da feijoada. A porção (R$ 8) vem com um molho de feijão levemente apimentado. É o mais pedido da happy hour da casa, nos arredores da Praça Quinze. No Couve-Flor, no Horto, o bolinho de feijoada é envolto em tempura, massa levinha oriental, crocante. Faz parte do bufê: R$ 38,90 (de segunda a sexta) e R$ 48,50 (sábados e domingos). Antes da moda, o petisco de feijão já fazia sucesso em Santa Teresa. Diógenes Paixão, do tradicional Bar do Mineiro, conta a estranheza que foi quando colocou no cardápio, há quatro anos, o pastel com recheio de feijoada - ninguém pedia. - Hoje, é uma das nossas atrações - conta ele, que vende a porção por R$ 18. Depois de render um ótimo caldo, a feijoada agora anda batendo um bolão. Ou melhor, bolinho. 1881: Rua do Mercado 37, Centro. Tel: 2509-3970. Seg e ter, das 11h30m às 17h; qua, das 11h30m às 20h; qui e sex, das 11h30m às 22h30m. C.C.: Todos. Aconchego Carioca: Rua Barão de Iguatemi 388, Praça da Bandeira. Tel: 2273-1035. Ter a sex, do meio-dia à meia-noite; sáb e dom, do meio-dia às 18h. C.C.: Todos. Cinematheque Música Contemporânea: Rua Voluntários da Pátria 53, Botafogo. Tel: 2539-0216. Ter a dom, do meio-dia às 17h. C.C.: Todos. Bar do Mineiro: Rua Paschoal Carlos Magno 99, Santa Teresa. Tel: 2221-9227. Ter a qui, das 11h às 2h; sex e sáb, das 11h às 3h; dom, das 11h à 1h. C.C.: Todos. Couve-Flor: Rua Pacheco Leão 724, Horto. Tel: 2239-2191. Seg a sex, do meio-dia às 16h; sáb, do meio-dia às 23h; dom, do meio-dia às 21h. C.C.: Todos. Mas Será o Benedito: Av. Gomes Freire 599, Centro. Tel: 2232-9000. Seg a sáb, das 11h às 16h e das 17h às 3h. C.C.: M e V.
O Estádio de General Severiano em 1938, na época do Botafogo Football Club
NA INAUGURAÇAO DE GENERAL SEVERIANO, TIME DAS LARANJEIRAS CONHECE A FORÇA DE PATESKO
No dia 28 de agosto de 1938, quando o ainda Botafogo Football Club recebeu o Fluminense Football Club para uma partida amistosa na inauguração do Estádio de General Severiano. Na oportunidade, a diretoria havia conseguido fazer inúmeras obras e apresentou, para a cachorrada da época, um estádio com capacidade para oito mil pessoas e gramado com um moderno sistema de drenagem. A solenidade contou com a presença do presidente Getúlio Vargas e várias personalidades do meio político e social do Rio de Janeiro. A celebração teve momentos de muita emoção, como a colocação no centro do gramado de um mapa do Brasil com os estados desenhados com cores diferentes. Em cada um foram depositadas pequenas quantidades de terra trazidas de cada estado.
O JOGO - O adversário começou melhor, mas a defesa composta por Nariz, Bibi e Canalli não dava a menor chance. Aos 20 minutos, o Botafogo Football Club abriu o marcador. Paschoal cruzou com perfeição para Patesko. O ponta avançou, driblou Moisés e chutou firme, sem defesa para Batatais. O primeiro tempo terminou com 1 a 0 para o Glorioso de General Severiano. Porém, as melhores emoções estavam guardadas para o segundo tempo. O Botafogo entrou forte e com disposição para
liquidar o adversário. Théo cobrou escanteio da direita, Carvalho Leite ajeitou de cabeça para Patesko, que fez 2 a 0. Logo depois, Bioró fez o primeiro do Fluminense. Mas foi o Botafogo, que voltou a crescer no jogo para fazer 3 a 1. Um golaço de Perácio, que dominou na entrada da área, venceu cinco adversários e na saída de Batataes, deu um toque de categoria na bola. Nos minutos finais, Sandro fez o segundo do Fluminense.
Amistoso
Inauguração do Estádio de General Severiano
Botafogo: Aymoré Moreira; Bibi e Nariz; Zezé Moreira, Martim (Del Popolo) e Canalli; Théo, Paschoal (Nélson), Carvalho Leite, Perácio e Patesko.
Fluminense: Batataes; Moisés e Guimarães (Machado); Santamaria, Brant e Orozimbo; Bioró (Novelli), Romeu, Sandro, Tim e Hércules.
Data: 28/8/1938 Local: Estádio de General Severiano Árbitro: José Ferreira Lemos Gols: Patesko, aos 20 do primeiro tempo. Pakesto, Perácio, Bioró e Sandro, todos no Segundo tempo.
Mais uma celebridade hollywoodiana está no Brasil. Depois do astro Hugh Jackman - que desembarca no Rio no fim da tarde desta terça (mais cedo ele foi ao Corinthians, em SP) - o ator Brad Pitt passeia em Bonito, no Mato Grosso do Sul, informa a prefeitura da cidade.
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o norte-americano está sozinho na cidade, sem a mulher, Angelina Jolie, e os filhos. Na terça-feira, Brad fez passeio pelo Rio da Prata. Ele está hospedado no Eco-Resort Zagaia.
Brad está no Brasil para rodar o filme "The lost city of Z" ("A cidade perdida de Z", em tradução literal). As filmagens acontecem em Cuiabá, no vizinho Mato Grosso. Em Bonito o ator só faz turismo.
Ele vai protagonizar a produção, baseada na história real do soldado e espião britânico Percy Fawcett, que desapareceu em 1925 com seu filho no Mato Grosso. O aventureiro e o filho acabaram se perdendo quando buscavam uma civilização perdida chamada Z.
Brad também assina a produção do longa-metragem do estúdio Paramount. Ele comprou os direitos do filme antes mesmo de o livro com a história ("The lost city of Z - A tale of deadly obsession in the Amazon", de David Grann) ser lançado, o que aconteceu há apenas um mês e meio nos EUA.
Com os prêmios de melhor filme pelo júri oficial e pelo público, o documentário "Alô, alô, Terezinha", de Nelson Hoineff, foi o grande vencedor do Cine-PE 2009. O filme, um mergulho no jeito irreverente do apresentador Chacrinha, recebeu ainda os troféus Gilberto Freyre (de longa com mais identidade nacional) e de melhor montagem. Já o filme "Praça Saens Peña", de Vinícius Reis, cuja exibição foi realizada em DVD, por problemas técnicos, recebeu cinco prêmios: atriz (Maria Padilha), ator (Chico Diaz), atriz coadjuvante (Isabela Meireles), melhor longa pela crítica e direção.
Abaixo, alguns dos premiados.
MELHOR LONGA-METRAGEM PELO JÚRI: "Alô, alô, Terezinha" MELHOR LONGA PELO PÚBLICO: "Alô, alô, Terezinha" MELHOR LONGA PELA CRÍTICA: "Praça Saens Peña" PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: "Um home de moral", de Ricardo Dias DIREÇÃO: Vinícius Reis, por "Praça Saens Peña" ROTEIRO: RIcardo Dias, por "Um homem de moral" FOTOGRAFIA: Alziro Barbosa, por "Mistéryos" ATOR: Chico Diaz, por "Praça Saens Peña" ATRIZ: Maria Padilha, por "Praça Saens Peña" ATOR COADJUVANTE: Leonardo Miggiorin, por "Mistéryos" ATRIZ COADJUVANTE: Isabela Meireles, por "Praça Saens Peña" MONTAGEM: "Alô, alô, Terezinha" EDIÇÃO DE SOM: "Um homem de moral" TRILHA SONORA: André Moraes, por "Estranhos" DIREÇÃO DE ARTE: "Mistéryos" TROFÉU GILBERTO FREYRE: "Alô, alô, Terezinha" MELHOR CURTA-METRAGEM EM 35mm PELO JÚRI OFICIAL: "Superbarroco", de Renata Pinheiro MELHOR CURTA em 35mm PELO PÚBLICO: "Blackout" MELHOR CURTA em 35mm PELA CRÍTICA: "Muro" MELHOR CURTA DIGITAL PELO JÚRI : "A ilha" MELHOR CURTA DIGITAL PELO PÚBLICO: "Manual para se defender de alienígenas, zumbis e ninjas" MELHOR CURTA DIGITAL PELA CRÍTICA: "A ilha" PRÊMIO AQUISIÇÃO CANAL BRASIL PARA CURTA: "Muro" PRÊMIO AQUISIÇÃO TV CULTURA PARA CURTA: "Superbarroco
Brasil perdeu 750 mil empregos em três meses
O mercado de trabalho nacional perdeu 750 mil vagas de emprego formal de dezembro a fevereiro, segundo um estudo divulgado no último dia 23 de abril, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O levantamento da entidade mostra que a perda representa um corte de 2,3% do total de postos de trabalho do país e é um dos impactos da crise mundial na economia brasileira.
Projeto 'Eu Ajudo' realizará campanha para doação de sangue em Volta Redonda
O Projeto Eu Ajudo, em parceria com o hospital Vita, lança neste sábado (9), em Volta Redonda, uma campanha de doação de sangue. A ação intitulada "Eu Ajudo Doando Sangue" acontece no hospital colaborador, de 8h às 11h.
De acordo com um dos coordenadores do projeto, o engenheiro Daniel Causin Azevedo, a divulgação da campanha está sendo feita através de distribuição de panfletos e folders informativos. Além disso, a previsão é de que pelo menos mais quatro campanhas sejam lançadas ainda neste ano. Todas de ação social.
Rio de Janeiro candidato ao título Patrimônio da Humanidade
A candidatura do Rio de Janeiro a Patrimônio da Humanidade na categoria paisagem cultural, título conferido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), foi formalizada em 04/05/09.
Durante o evento, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes assinaram um termo de cooperação para viabilizar a campanha. Se conquistar o título, a capital fluminense será a primeira cidade em todo o mundo a ser enquadrada nessa categoria.
Shows da Expo BM começam na próxima quinta-feira
Barra Mansa
Com uma programação que reúne pagode, sertanejo, forró e rock, a 19ª Expo-BM pretende agradar a diferentes gostos com shows nacionais e regionais. A festa, com entrada gratuita, é uma realização da Prefeitura Municipal de Barra Mansa em parceria com a Apronam (Associação dos Produtores Rurais de Nossa Senhora do Amparo).
A abertura será na próxima quinta-feira (7) e as atrações seguem até o domingo (10), no Parque da Cidade. A expectativa dos organizadores é atrair cerca de 200 mil pessoas nos quatro dias de festa.
O evento conta com exposição e leilão de gado, além de torneio leiteiro.
Programação
Na quinta, o prefeito de Barra Mansa faz a abertura oficial e a atração da noite é o cantor Belo. Na sexta-feira, dia 08, é a vez do sertanejo com a dupla Chitãozinho e Xororó.
No sábado, a banda Titãs faz um show para quem gosta de rock nacional. A festa será encerrada com a dupla Jorge e Matheus.
Bandas regionais se apresentam antes e depois dos shows principais em outro palco montado no Parque da Cidade. Nos intervalos o som fica por conta de DJ Junior.
Shows regionais
Na quinta-feira (7), os shows regionais serão dos grupos de pagode Empolga Samba e Jeito Carioca. Na sexta-feira será a vez do grupo de forró Os Danados e da dupla Alan e Rodrigo.
Tony Madeira e banda Felds fazem o som de sábado e o grupo Os Milionários fecha as apresentações regionais, no domingo.
Ingressos
Para quem quer curtir os shows do camarote, os ingressos individuais serão vendidos a R$30. Outra atração no Parque será a Boate CocoLux, com entrada paga.
Fonte: Diário do Vale Fotos: reprodução
Sucesso Real
Terreno Baldio com sua formação original
O caminho estreito é o que leva a salvação. Isso se aplica a tudo na vida, inclusive na música. Se o trabalho é mais elaborado, por melhor que seja, acaba ignorado pela mídia. Sobra o prazer, que leva à salvação. Por isso também que o grupo Terreno Baldio não tem e não teve nunca seu trabalho devidamente reconhecido no Brasil. Com base no rock progressivo e buscando qualidade acima de tudo, essa banda foi referência na minha vida, juntamente com a banda inglesa Gentle Giant, a meu ver fonte de inspiração do Terreno. O trabalho do grupo destacava os contrapontos de repetição muito comuns no Giant, mas no segundo e último vinil, Além das Lendas Brasileiras, o grupo procurava mesclar o progresssivo com a música brasileira. Tinha até uma música do Chico Buarque, Passaredo e um baião, Caipora, mostrando que a banda procurava uma identidade. Infelizmente a banda durou pouco, talvez por não atender às exigências do mercado vigente. Atualmente a banda ainda realiza algumas apresentações e eu tive acesso a um vídeo que não sei se é oficial, com qualidade ruim ,mas que me levou de volta àquela época, às aventuras no Berra Treze ouvindo Pássaro Azul.
TERRENO BALDIO
Grupo de rock progressivo formado em São Paulo, SP por João Carlos Kurk (flauta, vocal), Mozart de Mello (guitarra), Ronaldo Lazzarini (teclados), Ascenção (contrabaixo) e Joaquim (bateria). Em 1975 lançaram um LP independente sem título, com tiragem de mil cópias; as fitas matrizes acabariam sumindo, e com o tempo surgiriam edições piratas em CD na Europa e Japão feitas a partir do vinil. Em 1976 o grupo foi contratado pela Continental, que exigiu uma gravação inspirada no folclore brasileiro; então o grupo gravou Além das Lendas Brasileiras, com novo baterista, Ayres Braga. Em 1993 o grupo (desta vez formado por Mozart, Kurk e Lazzarini) se reuniu para, a exemplo do Recordando o Vale das Maçãs, regravar o primeiro LP para o selo Progressive Rock Worldwide com as letras em inglês porém usando a capa original!
5.04.2009
A coragem é considerada a virtude dos heróis – e quem não admira os heróis?
"Quando você não está feliz, é preciso ser forte para mudar, resistir à tentação do retorno. O fraco não vai a lugar algum." Ayrton Senna
Tive a idéia de escrever sobre a coragem quando recordei, através da TV, da morte de Ayrton Senna, em um dia primeiro de maio, há 15 anos. Ele é ainda hoje considerado pelo povo brasileiro, e até de outros países, um verdadeiro herói. Que falta ele nos faz nas manhãs de domingo! Trazia alegria e esperança com sua postura corajosa na busca da vitória, e como precisamos destes sentimentos! Nossa vida é marcada por pontos críticos, previsíveis ou não. Nestas horas, em que chegamos a sentir-nos no olho do furacão, precisamos de boas doses de coragem para enfrentar e conseguir superar o sofrimento, a dor e as crises. A coragem é um dos sentimentos mais reconhecidos e admirados em todas as civilizações porque nos ajuda a reagir diante dos perigos que nos ameaçam. Enfrentar situações desafiadoras sempre requer uma atitude corajosa. Nem sempre as pessoas percebem o quanto são corajosas para cumprir a rotina do viver, algumas pessoas costumam dizer: ”Preciso matar um leão por dia”. E é certo que todos nós precisamos encarar nossos leões, entretanto, não sei se precisamos exatamente matá-los, mas com certeza precisamos apaziguá-los e/ou amansá-los.
Quero nomear algumas situações que exigem coragem
Doenças graves Mortes Separações Assumir uma posição ou ponto de vista Lutar por um objetivo Mudar padrões de comportamento Mudar de estilo de vida (profissão, país, cidade, etc.) Falar verdades (às vezes dói para quem fala e para quem ouve) Reconhecer um erro Buscar o autoconhecimento Fazer escolhas Socorrer uma vítima Doação pessoal em prol de uma causa social Perdoar uma traição, e muitas outras. São tantas as situações que esta lista poderia não ter fim, o importante é que tenhamos a percepção do quanto precisamos ser resilientes para viver. Ser resiliente é ter a capacidade de reagir e recuperar o equilíbrio mesmo diante de situações difíceis. Algumas pessoas desenvolvem mais esta aptidão do que outras e reagem melhor diante dos desafios. O resiliente é como uma árvore no meio de um vendaval, seus galhos flexíveis se dobram, mas não quebram. O corajoso aprende com as crises e tem interesse por si mesmo. Sua principal característica é a capacidade de superação, que torna possível o enfrentamento dos medos e das limitações, muitas vezes à custa de sacrifícios e sofrimentos. Essa capacidade, aperfeiçoada no transcorrer da vida- especialmente durante a infância e a adolescência, é estreitamente ligada ao quanto de amor próprio cada um de nós desenvolve. Situações do nosso cotidiano demonstram que a coragem pode ser uma grande companheira quando o destino, os preconceitos e outros elementos parecem torcer contra nós. Não são raros os casos de pessoas com os mais diferentes projetos de vida, que se viram diante de grandes obstáculos, cuja coragem foi fundamental. Temos vários exemplos conhecidos – Herbert Viana, Lars Grael, Marcelo Yuka e outros. Para suportar, superar e enfrentar os desafios é preciso fortalecer alguns aspectos de nossa personalidade:
·Auto - respeito – reconhecer os próprios limites. ”Até onde posso ir?” ·Autonomia – poder caminhar a seu modo, mesmo que este não seja o melhor aos olhos dos outros. Flexibilidade – aceitar os próprios erros e acertos e os das demais pessoas. Senso de humor – ajuda a aliviar o medo e a angústia, facilita a mudança de pontos de vista. Empatia – desenvolver a capacidade de compreender, com respeito e tolerância, o sentimento e as vivências de outros. Reflexão: Você se sente corajoso (a)? Você é visto (a) como corajoso (a)? Que situação exige, ou exigiu, que você fosse corajoso (a)?
O Festival Vale do Café foi criado em 2003, sendo idealizado por Cristina Braga primeira harpista da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e dirigido por Turíbio Santos, considerado um dos maiores violonistas clássicos da atualidade. O festival acontece anualmente na região Sul-Fluminense no chamado Vale do Café, que é composto pelas cidades de: Vassouras, Valença, Rio das Flores, Piraí, Engenheiro Paulo de Frontin, Paty do Alferes, Paracambi, Miguel Pereira, Mendes, Barra do Piraí, Pinheiral, Barra Mansa, Paraíba do Sul e Volta Redonda.
O festival apresenta concertos de música nas fazendas, shows em praça pública e promove oficina de música com crianças da região. Também são realizados curso de música que ensinam instrumentos como Clarineta, Violino, Trompete e Piano.
Em 2009 foi realizado entre os dias 17 e 26 de julho, com a proposta de "resgatar fortemente o patrimônio imaterial, estimulando o amor à natureza e divulgar o patrimônio histórico e arquitetônico abrangendo os diversos municípios da região do Vale do Café".
Até 2009, mais de 450 mil pessoas já haviam participado das cinco edições do evento.
http://www.festivalvaledocafe.com/
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FAZENDAS DE BARRA MANSA
Fazenda Bocaina
Localizada na Estrada Barra Mansa / Bananal, possui arquitetura rural do século XIX. Apresenta um estado de conservação muito bom e um portão de acesso ao jardim, cujo trabalho de serralheria merece destaque.
Fazenda Santo Antônio
Construída no início do século XIX, apresenta planta e fachada bem características das fazendas de café. Encontra-se em precário estado de conservação e precisa de obras urgentes de recuperação.
Fazenda da Posse
A primeira construção erguida em Barra Mansa data de 1764. Trata-se de um casarão em estilo colonial, totalmente restaurado, um marco do surgimento do município. Atualmente, funciona como Centro Cultural, abrigando cursos e exposições de arte.
Fazenda Criciúma
A Fazenda foi construída em 1872, pelo fazendeiro de café e empresário, com atividades comerciais na França, Manoel Gomes de Carvalho (Barão do Rio Negro). Criciúma foi uma das mais importantes produtoras de café da região. Ao longo dos anos, a construção histórica sofreu pequenas modificações, mantendo algumas linhas arquitetônicas que lembram o Palácio Rio Negro de Petrópolis.
Fazenda Sant’ana do Turvo
Construída em 1826, por Joaquim Manuel de Carvalho (Primeiro Barão de Amparo), foi a maior produtora de café na região. Na época, ocupando uma área de 700 alqueires e possuindo 250 escravos, chegou a produzir, anualmente, 180 mil arrobas de café. Em bom estado de conservação, é um dos bons exemplos da arquitetura rural do século XIX, contando com 12 quartos, três salões e outras dependências. Localiza-se no limite com o distrito de Nossa Senhora do Amparo, o que faz com que seja considerada parte daquele distrito. Floresta da CicutaUma área ecológica destinada a preservação da fauna, mananciais, vegetação, estudos e recreação. A floresta encontra-se na Fazenda Santa Cecília, de propriedade da Companhia Siderúrgica Nacional e ocupa uma área de aproximadamente 132 hectares.
Mata do Pavão
Situada no distrito de Rialto, é uma das áreas remanescentes mais representativas da Mata Atlântica e encontra-se em excelente estado de conservação. Segundo moradores locais, ainda podem ser encontrados representantes da fauna ameaçados de extinção, como a onça parda (Felix sussuarana), porco do mato (Cateto), várias espécies de aves, além da exuberante flora nativa.
Fazenda Rochinha
Cuidadosamente restaurada, mantém as características da arquitetura do final do século XVIII, quando o chamado estilo colonial marcava as construções rurais. Desde 1902, destaca-se pela excelência de sua cachaça artesanal, ROCHINHA, comercializada atualmente em todo o Brasil e com adiantados projetos de exportação.
Fazenda São Lucas Brandão
Pertenceu inicialmente ao comendador Lucas Antônio Monteiro de Barros, benfeitor da cidade que deu início à construção da Câmara Municipal de Barra Mansa. Durante o ciclo do café, destacou-se como uma das principais produtoras da região. Sua sede data do final do século XIX, encontrando-se em bom estado de conservação.
Hotel Fazenda Sertãozinho
Sua construção foi iniciada em 1833 e concluída 54 anos mais tarde. No local havia uma capela e, desde essa data, vem recebendo reparos e reformas que, possivelmente, podem ter alterado as linhas arquitetônicas da fachada. O interior conserva o traçado original.
Igreja Nossa Senhora do Amparo
Construída por iniciativa do Visconde do Rio Bonito, então Presidente da Província do Rio de Janeiro, sua fachada elegante e sem excessos de adornos é um bom exemplo da arquitetura neoclássica religiosa. O prédio mantém-se em bom estado de conservação e não sofreu nenhuma alteração interna ou externa.
Artesanato Stella Carvalho
Construído pela Associação das Damas de Caridade de Amparo, em 1981. Entre seus objetivos estão o incentivo às habilidades artesanais e a facilitação do acesso ao mercado de vendas, cujos resultados revertem para as artesãs, como uma espécie de cooperativa. O projeto foi do Engenheiro Luiz Roberto Correia Reche e mostra uma fachada com esquadria em estilo colonial, mantendo o clima do cenário histórico de Amparo. As colchas de retalhos produzidas pelo artesanato são famosas, conhecidas inclusive em outros países, tornando-se um referencial de Amparo.
Fazenda Ribeirão Claro
Foi construída em 1845, por João Chrisóstomo de Vargas, no melhor estilo da época. Um imponente solar mantém o traçado e mobiliário originais, conservando sua autenticidade pelas gerações seguintes.
O Rio também tem roça
Nem mesmo os cariocas sabem que o estado sediou inúmeras fazendas históricas (cerca de 170 de acordo com o Preservale) que iniciaram o rico Ciclo do Café no pais. Foi por volta de 1810 que as primeiras fazendas iniciaram suas culturas cafeeiras, encontrando na região do Vale do Rio Paraíba do Sul, as melhores condições climáticas e de solo. O apogeu do ciclo do café deu-se na maior parte do séc. XIX. Era tempo de Barões poderosos e das Sinhás aristocráticas e seus solares. Tempo dos escravos no eito, o café secando no interior, a roda d’água girando, as sacas de muitas arrobas em lombo de mulas serra abaixo, até o porto do Rio de Janeiro.
Contudo, o século finda, e os descendentes dos barões - que viveram o apogeu do Ciclo do Café - vêem acontecer o que mais temiam: a abolição do sistema escravagista em 1888 e o fim da Monarquia com o advento da República um ano após.
Com a queda do ciclo fluminense do café, a produção expandiu-se para o interior de São Paulo que se transforma na capital oficial do café, tendo como pólos principais as cidades de Campinas e Ribeirão Preto, que já utilizavam mão-de-obra assalariada. No estado do Rio, muitas fazendas do estado são então abandonadas após a abolição, terminando hipotecadas ao Banco do Brasil. Em meados do séc. XX, muitas delas se convertem em fazendas de gado leiteiro, suas terras servindo de pasto. Atualmente várias estão sendo restauradas com a ajuda do instituto Preservale e transformadas em atrações turisticas, pousadas e hotéis, no circuito histórico chamado "Vale do Café" que esta sendo considerado pelos profissionais de turismo como o "Vale do Loire Brasileiro"."
FAZENDA RESGATINHO
Fazenda Resgatinho - Rod.SP 64 Km 323 - Estância Histórica e Ecológica de Bananal-SP