5.04.2009

Fi fiu fi fiu

William Furneaux. Alguém aí se lembra do William Furneaux? Só um louco - e um velho louco - sabe de quem se trata. William Furneaux era um músico. Maestro. E assobiador. Sim, assobiador. Grande assobiador. Lembro-me de ouvi-lo assobiando (mas também podem chamar de assoviar) aos sábados de tarde no Programa César de Alencar, na Rádio Nacional, PRE-8. Idos dos anos 40 e 50.
Sou franco: considero-me um ser musical. Nunca suportei, no entanto, dois instrumentos, a gaita e o acordeão. Edu da Gaita, o Art Van Damme e o extraordinário cantor Joe Mooney (que além do mais, apesar de cego, tinha um danado de um swing no órgão) logo me reconciliaram com um e outro instrumento. Edu da Gaita, com a vantagem, de ser um excelente papo sobre coisas e graças do comunismo ortodoxo. Mas essa é outra conversa, são outras notas e acordes.
Em terceiro lugar, sempre detestei assobios. Daquele "fi fiu" que se dava para as pobres das moças que, na época, chamavam de "boazudas", ao indivíduo que se considerava um virtuoso e caprichava em sua versão boquinha redonda e sonzão trinado da Aquarela do Brasil, para ficar num exemplo.
Os assobiadores amadores, que nós os tínhamos às pencas, passavam, felizmente, mal dando tempo para uma irritação maior. À exceção daquele camaradinha que gostava de assobiar e assoviar na intimidade forçada e sem graça das pessoas estranhas reunidas pelo maldito acaso num elevador. Esse tipo, além do mais, se fazia acompanhar batucando na parede sonora de um Otis ou Schindler. Nós outros não tínhamos como assassiná-lo. Ou seria eu apenas que não tinha? Ao que parece, os brasileiros continuam assobiando alegres do Oiapoque ao Chuí. Aqui em Londres, quando alguém assobia, principalmente caprichando, recebe imediata ordem de prisão. Acho. E me parece justo.
No entanto... No entanto, havia William Furneaux. Fazia da prática - para mim odiosa, para a maior parte das pessoas inócua, quando muito - uma arte. Atenção que eu não emprego o termo "arte" a qualquer provocação estética. William Furneaux assobiando Stardust ainda ronda o elevador, aí sim, generoso de minha memória. Já procurei disco de William Furneaux. Não encontrei. Nem na época dos bolachões de 78rpm nem depois com o CD.
Ele assobia apenas na minha memória. Googlei, tuitei, tudo. Nada do Furneaux. Terá deixado escola, me pergunto? Se o Mário Mascarenhas, raios que o partam! deixou, por que não "O Trovador do Assobio", como, à maneira de um antigo animador de auditório, acabo de batizá-lo?
Desses mistérios, desses mergulhos com salto mortal no passado, sou feito e com eles passo meus dias bobocas e minhas noites sérias de insônia. Apraz-me pensar que, em alguma parte, William Furneaux continue assobiando Stardust logo depois da apresentação de Romário, o Homem-Dicionário, como nos programas do César de Alencar.
Colaboração Angela Chaloub

Edu Lobo e Marília Medalha cantam "Porta-Estandarte" no programa "Fantástico" (Globo) em 1978.


Porta-Estandarte

Composição: Geraldo Vandré

Olha que a vida tão linda se perde em tristezas assim

Desce o teu rancho cantando essa tua esperança sem fim

Deixa que a tua certeza se faça do povo a canção

Pra que teu povo cantando teu canto ele não seja em vão


Eu vou levando a minha vida enfim

Cantando e canto sim

E não cantava se não fosse assim

Levando pra quem me ouvir

Certezas e esperanças pra trocar

Por dores e tristezas que bem sei

Um dia ainda vão findar

Um dia que vem vindo

E que eu vivo pra cantar

Na avenida girando, estandarte na mão pra anunciar

Chico Buarque faz participação especial em versão de 'Budapeste' para o cinema

Chico Buarque faz participação especial em 'Budapeste', versão para os cinemas de seu livro homônimo, que chega aos cinemas em 22 de maio. Segundo o próprio Chico, o inusitado dessa participação foi o principal motivo de ele ter aceitado:
- Eu tenho o papel de mim mesmo, sou eu mesmo pedindo autógrafo ao protagonista do meu livro. A única dificuldade é que eu tenho que falar uma pequena frase em húngaro - explica.
O diretor Walter Carvalho relata a reação de Chico Buarque, ao receber o convite: "Queria que você desse uma de Hitchcock no filme", disse o diretor. O cantor prontamente respondeu: "Mas você não quer que eu cante, né?", Walter retrucou "Não, de forma alguma, mas você vai descobrir mais tarde o que é, só mais tarde.".
Chico conta ainda que só conheceu a cidade de Budapeste, na Hungria, depois de ter escrito o livro:
- Eu tinha uma idéia onírica da cidade. E quando eu vim, fiquei com medo de encontrar na realidade uma coisa que imaginei tanto, e foi engraçado porque muita coisa que eu tinha sonhado, realmente, correspondia à realidade, embora o livro nunca tenha tido essa intenção porque não é um livro realista. Mas tem muitas coisas que foi me surpreendendo nesse sentido. Parece que eu tinha adivinhado mais do que sonhado com a cidade.
No cinema, Chico Buarque já foi visto em "Quando o carnaval chegar" e "Vai trabalhar, vagabundo", entre outros filmes.



Fonte: O Globo

Coração Americano, 35 anos do Clube da Esquina


Julio Daio Borges

Depois de classificar três canções no 2º Festival Internacional da Canção (entre elas, "Travessia"), e depois de uma breve passagem por São Paulo, Milton Nascimento retornaria à sua cidade natal, o Rio de Janeiro, após uma vida inteira em Três Pontas e uma carreira meteórica de crooner, em Belo Horizonte. Mesmo estabelecido no Rio, nunca perderia o contato com a cena cultural da capital mineira e, para isso, teria sempre como guias os talentosos irmãos Borges, primeiro Márcio e depois Salomão, o "Lô". Como uma forma de reconhecimento, gravaria, por exemplo, "Para Lennon e McCartney" e "Clube da Esquina" (as duas com letra de Márcio e música de Lô), no disco Milton, de 1970. Mas Milton Nascimento enxergava, em Lô, mais que um adolescente que recém completara o segundo grau e, naquele início dos anos 70, resolveu convidá-lo para um álbum duplo, em que cada um comporia metade da obra. Era a centelha do Clube da Esquina (1972). Como "banda base", Milton convocaria o Som Imaginário, de Wagner Tiso, Tavito, Luíz Alves e Robertinho Silva; e, como exigência de Lô Borges, embarcaria também seu amigo, na mesma idade pré-vestibular, Beto Guedes. O apartamento de Milton no Rio, com sua agitação, atrapalharia o acesso às musas, logo, o núcleo de compositores decidiria buscar inspiração em Mar Azul, Niterói/RJ, onde comparecia ainda Ronaldo Bastos (que ficaria também encarregado da produção do disco) e para onde despachariam remotamente letras Fernando Brant e, claro, Márcio Borges. Depois de um ano na praia, os músicos seguiram, enfim, para os estúdios da Odeon, novamente no Rio, com o amparo dos guitarristas Toninho Horta e Nelson Ângelo e do técnico de gravação Nivaldo Duarte. Os arranjos de base ficariam a cargo de Wagner Tiso e os de orquestra, nas mãos de Eumir Deodato. Ah, fora a regência, em alguns momentos, de Paulo Moura, e a participação, em uma única faixa, de Alaíde Costa. Dessa coletividade, no mínimo, exuberante (e da qual é possível esquecer sempre algum nome), nasceria Clube da Esquina - Documento Secreto nº 5 (cujo subtítulo o artista gráfico Cafi cortaria fora da capa), um dos discos mais importantes da música popular brasileira, segundo gente como Tom Jobim, Edu Lobo e Caetano Veloso... Essa e outras histórias, de uma realização sem par, quem nos conta é Rodrigo James, na cronologia do livro comemorativo organizado por Andréa Estanislau, depois de mais de 30 anos do encontro, nas "esquinas da vida", entre Milton, Lô e todos os outros.

VALOR NUTRICIONAL DO PEIXE

Além do saboroso, o consumo de peixe é muito nutritivo e deveria estar sempre em nossa alimentação.

É excelente substituto da carne, sendo de mais fácil digestão por possuir pouca gordura. É rico em proteínas, sais minerais (como o cálcio, fósforo, iodo e cobalto) e vitaminas A, D e B, responsáveis pelo bom desenvolvimento do organismo. O cálcio e o fósforo são importantes para o cérebro, evitando assim o cansaço mental.

Para que não perca suas propriedades nutritivas, o peixe descongelado não pode ser novamente congelado. Ele deve ser descongelado na geladeira, podendo estragar se for descongelado na água corrente.

algumas espécies desse alimento são gordurosas, como o Salmão que é rico em Ômega 3, uma gordura saudável que eleva o bom colesterol (HDL) e diminui o mal colesterol (LDL), diminui o risco de doenças cardíacas, aterosclerose (endurecimento das artérias) e ajuda no combate das inflamações, no desenvolvimento cerebral e na regeneração das células nervosas. Mas, em geral, o peixe tem bem menos gordura do que carne vermelha e frango.

Por isso, o peixe é um excelente alimento para o desenvolvimento escolar de crianças e adolescentes, pode ser introduzido na alimentação da criança (juntamente com carne de boi e frango) assim que esta, começar a receber os alimentos complementares (em torno de 6 meses de idade), exceto se houver historia familiar de alergia a peixe. Neste caso, sua introdução pode esperar mais um pouco e, quando realizada, deve ser ofertado um tipo de peixe de cada vez e a criança deve ficar sob observação. Uma ótima alternativa é o cação, devido não ter espinhos. A introdução de peixe na alimentação da criança é importante, para garantir o suprimento de ferro e proteger-lhe do risco de anemia.
E não pode faltar na alimentação dos idosos, já que diminui o risco de desenvolvimento do mal de Alzheimer, demência e cansaço mental.

SALMÃO LIGHT

Por: Eliane Costa Cruz Cunha Peixoto

INGREDIENTES

1 kg de salmão em filés
Suco de um limão
Alecrim
100 g de manteiga light Itambé
Alcaparras
Sal a gosto
2 colheres de shoyo

MODO DE PREPARO

Tempere o salmão com limão e sal. Coloque em uma forma para ir ao forno. Jogue por cima o alecrim, as alcaparras e a manteiga em pedaços. Pré-aqueça o forno. Cubra o salmão temperado com papel alumínio e deixe no forno alto por 15 minutos. Retire o papel alumínio, regue com o shoyo e deixe no forno até terminar de dourar. Sirva com arroz branco e batatas sautée.

Sandra Helena Mathias Motta
Nutricionista

Centro: 3322-3715
Vila Nova: 3326-5487
Cel: 8813-4072
sandranutti@yahoo.com.br

5.03.2009

5.02.2009

Festival internacional terá 82 recitais em 25 palcos do Rio

Bajaly Suso

RIO - Os franceses do Quinteto Les Alizées abriram o Festival nesta sexta-feira (01.05), no Centro Cultural Banco do Brasil, na quarta edição do RioHarp Festival, evento promovido pelo projeto Música no Museu com quase cem concertos gratuitos. No programa de abertura do CCBB, um dos 25 palcos do Rio que receberão, até o início de junho, 32 harpistas de 25 países, obras de Mozart e Haendel, entre outros.
Este fim de semana, com seis apresentações, tem o harpista Bajaly Suso, da Gâmbia, que vai tocar música folclórica africana no Pão de Açúcar - lá, é preciso pagar pelo bondinho.
- Receberemos grandes nomes mundiais - diz Sergio da Costa e Silva, diretor do evento.
Além dos 82 concertos cariocas, o evento promove até junho nove apresentações em cidades como Belém e Manaus.

Confira a programação desta semana:

Sexta (01.05):
14h - Abertura do festival - CCBB: Quinteto Les Alizées
17h - Marielle Nordmann
Sábado (02.05):
14h - CCBB: Trio D'Ambrósio
17h - CCBB: Jana Bouskova (harpa), Zdenek Svab, trompa - Rep. Tcheca e Gisele Diniz, voz - Brasil
Domingo (03.05):
14h - CCBB: Quinteto Les Alizées
17h - Pão de Açúcar: Bajaly Suso - Gâmbia
Segunda (04.05):
12h30 - Biblioteca Nacional. Rua México, s/n: Quinteto Les Alizées
18h - BNDES- Auditório da Av. Chile , 100: Orquestra Brasileira de Harpas
Terça (05.05):
14h - Igreja Santa Cruz dos Militares (Rua Primeiro de Março, 36): Aurelie Viegas (harpa) e Priske Dehandschutter (soprano) - Bélgica
19h: Igreja da Sé (Rua Primeiro de Março): Florence Sitruk - Alemanha
Quarta (06.05):
12h30 - Paço Imperial (Praça XV de Novembro, 48): Aurelie Viegas (harpa) e Priske Dehandschutter (soprano) - Bélgica
12h30 - Estação do Metrô - Estação Carioca: Alfonzo Fabian Do Koricillo - Peru
17h: Paço Imperial - Sala dos Archeiros (Praça XV de Novembro, 48): Bajaly Suso - Gâmbia
Quinta (07.05):
12h30 - Real Gabinete Português de Leitura (Rua Luis de Camões, 30): Sirin Pancaroglu (harpa) e Elif Yurdakul (flauta) -Turquia
17h - Real Gabinete Português de Leitura (Rua Luis de Camões, 30): José Enrique Guzman - México
Sexta (08.05):
12h30 - Centro Cultural Light (Rua Marechal Floriano, 168): Aurelie Viegas (harpa) e Priske Dehandschutter (soprano) - Bélgica
17h30 - Centro Cultural Light (Rua Marechal Floriano, 168): Gwyneth Wentink - Holanda

IV RioHarp Festival.Centro Cultural Banco do Brasil (Teatro 1):
Rua Primeiro de Março 66, Centro - 2253-8645 (informações). Sex, às 14h e às 17h. Sáb, às 14h e às 17h. Dom, às 14h. Livre. Grátis.

Pão de Açúcar: Praia Vermelha s/n - 2253-8645 (informações). Dom, às 17h. Bondinho: R$ 44 (por pessoa). Livre.

5.01.2009

Confira os shows internacionais que vêm por aí


E a oferta de shows internacionais continua na cidade. Ainda estão por vir as apresentações de Oasis, Heaven & Hell, Jonas Brothers e outros. O site do Rio Show preparou para o leitor os serviços já divulgados destes concertos, com os locais das apresentações, preços dos ingressos e pontos de venda. Confira:

Oasis:
Oasis @ Citibank Hall. Av. Ayrton Senna 3000, Shopping Via Parque, Barra da Tijuca. (07 de maio). 21h30m. Pista comum: R$ 180; Poltrona: R$ 300; Pista vip e Camarote: R$ 400
Oasis @ Arena Anhembi. Av. Olavo Fontoura 1209, Pq. Anhembi, Santana. 22h. (09 de maio). Pista comum: R$ 180; Pista vip: R$ 400
O grupo se apresenta ainda em Curitiba (10 de maio) e Porto Alegre (12 de maio). Clique aqui para conferir os pontos de venda.

Dionne Warwick convida Gal Costa:

Dionne Warwick @ Vivo Rio. Av.
Infante Dom Henrique, 85. Pq. do Flamengo. (07 de maio). Tel: 2221-8898. R$ 260 (VIP); R$ 150 (setor 3); R$ 180 (setor 2); R$ 220 (setor 1); R$ 120 (frisas); R$ 220 (camarote B); R$ 260 (camarote A)

Bajofondo:

Bajofondo @. Vivo Rio. (09 de maio, 22h). Tel: 2221-8898. R$ 220 (VIP); R$ 90 (setor 3); R$ 130 (setor 2); R$ 180 (setor 1); R$ 60 (frisas); R$ 120 (camarote B); R$ 220 (camarote A)

Robert Cray:

Robert Cray - HSBC Arena. Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3401 - Barra da Tijuca. (09 de maio, 22h). R$100 (mesa VIP); R$200 (mesa premier)

Heaven & Hell:
Heaven & Hell @ Credicard Hall. Av. das Nações Unidas 17.955, São Paulo. (15 e 16 de maio). 22h. Platéia Superior 3: R$ 90; Platéia Superior 2: R$ 120; Platéia Superior 1: R$ 130; Pista VIP: R$ 300; Pista comum: R$ 170; Camarote Setor 2: R$ 300; Camarote Setor 1: R$ 350. Classificação etária indicativa: 14 e 15 anos acompanhados dos pais ou responsável legal. Não será permitida a entrada de menores de 14 anos
Heaven & Hell @ Citibank Hall. Av. Ayrton Senna 3000, Shopping Via Parque, Barra da Tijuca. (17 de maio). 20h. Poltrona: R$ 200; Pista VIP: R$ 250; Pista comum: R$ 150. Camarote: R$ 300. Classificação etária indicativa: permitida a entrada e permanência de adolescentes a partir de 15 anos (inclusive), desacompanhados.
O grupo se apresenta ainda em Belo Horizonte (10 de maio) e Brasília (13 de maio). Ingressos: Ticketmaster Brasil

Jonas Brothers:
Jonas Brothers @ Praça da Apoteose. Av. Marquês de Sapucaí s/n, Praça Onze. (23 de maio). Abertura dos portões: 15h. Show: 19h30m. Classificação etária: menores de 14 anos de idade somente acompanhados por pai, mãe, tutor, guardião ou maior de 18 anos devidamente autorizado. Início das vendas: 31.03. Pista 1: R$ 480; Pista 2: 190; Arquibancada ímpar e par: R$ 220. Pontos de venda: Ginásio do Maracanãzinho Bilheteria 1 (das 10h às 18h todos os dias - em dias de jogos no Maracanã o horário de funcionamento se encerra 3h antes do início dos jogos). www.livepass.com.br
Jonas Brothers @ Estádio do Morumbi. Praça Roberto Gomes Pedrosa s/n, São Paulo. (24 de maio). Abertura dos portões: 14h. Show: 18h30m. Classificação etária: 14 anos (menores de 14 anos acompanhados dos pais ou responsável legal). Início das vendas: 04.04. R$ 100 (meia-entrada) a R$ 600 (inteira). Pontos de venda: de 04.04 a 08.04 no Estádio do Morumbi Bilheteria 3 (das 10h às 18h todos os dias). www.livepass.com.br

McFly:

McFly @ Vivo Rio. (30 de maio, 20h). Tel: 2221-8898. R$ 250 (pista VIP); R$ 150 (pista); R$ 200 (camarote B); R$ 300 (camarote A); R$ 150,00 (pista superior)
Colaboração Angela Chaloub

Os Novos Baianos interpretam Brasil Pandeiro de Assis Valente

Brasil Pandeiro

Composição: Assis Valente

Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor
Eu fui na Penha, fui pedir ao Padroeiro para me ajudar

Salve o Morro do Vintém, Pendura a saia eu quero ver
Eu quero ver o tio Sam tocar pandeiro para o mundo sambar

O Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada
Anda dizendo que o molho da baiana melhorou seu prato

Vai entrar no cuzcuz, acarajé e abará.
Na Casa Branca já dançou a batucada de ioiô, iaiá

Brasil, esquentai vossos pandeiros
Iluminai os terreiros que nós queremos sambar

Há quem sambe diferente noutras terras, noutra gente
Num batuque de matar

Batucada, Batucada, reunir nossos valores
Pastorinhas e cantores
Expressão que não tem par, ó meu Brasil

Brasil, esquentai vossos pandeiros
Iluminai os terreiros que nós queremos sambar
Ô, ô, sambar, iêiê, sambar...

Queremos sambar, ioiô, queremos sambar, iaiá

Festival de Cinema Brasileiro de Paris homenageia a bossa nova

Imagem do documentário 'A casa do Tom, mundo, monde, mondo'. (Foto: Divulgação)

11ª edição traz longas de ficção e documentários sobre 50 anos de bossa.
'Romance' de Guel Arraes abre festival, que tem oito filmes em competição.


Trinta filmes de todos os gêneros estão no programa do 11º Festival do Cinema Brasileiro de Paris, que, de 29 de abril a 12 de maio, convida os espectadores a uma viagem pela cinematografia do Brasil e celebra o os cinquenta anos da bossa nova.

Organizado pela associação Jangada, o Festival tem como objetivo promover o cinema brasileiro na França.

Esta edição é realizada em um famoso cinema, o Latina, recentemente revitalizado com o nome de Novo Latina, nome bem apropriado, já que há mais de duas décadas o local é dedicado à descoberta e à promoção das obras cinematográficas dos países latinos na capital francesa.

"Romance" de Guel Arraes abrirá o festival, cuja primeira semana será dedicada aos filmes de ficção, com oito longa-metragens em competição e quatro fora de concurso.

A segunda semana será dedicada aos documentários, com cerca de vinte obras programadas.

Bossa nova

Em ocasião do aniversário de cinquenta anos do nascimento da bossa nova, as duas mostras dedicam um amplo espaço a esse estilo musical emblemático do Brasil.

O Festival apresentará três documentários que narram sua história ou a de seus mais conhecidos nomes: "Coisa mais linda - Histórias e casos da bossa nova", de Paulo Thiago. "A casa do Tom, mundo, monde, mondo", de Ana Jobim, e "Vinícius", de Miguel Faria Jr.

A bossa também estará presente na competição de filmes de ficção em obras como "Os desafinados", de Walter Lima Jr, uma crônica do Brasil dos anos 60 e 70 através da história dos músicos de um grupo de bossa nova, ou "Chega de saudade", de Laís Bodanzky, que conta as histórias de um salão de baile de São Paulo que serve de ponto de encontro para homens e mulheres que dançam para fugir da solidão.

"Feliz Natal", de Selton Mello, "Meu nome não é Johnny", de Mauro Lima, "Se nada mais der certo", de José Eduardo Belmonte, "Um romance de geração", de David França Mendes, "Todo mundo tem problemas sexuais", de Domingos Oliveira, e "Verônica", de Maurício Farias, completam a seleção em competição.

"Palavra (en)cantada", de Helena Solberg, terá no dia 12 de maio a honra de encerrar o Festival, no qual a música será também a protagonista principal com a participação de grandes músicos e cantores brasileiros.