4.20.2009


Colaboração Angela Chaloub

Vejam que lindo esse vídeo, que foi apresentado pelo Fantástico em 1978!
Caetano & Gal,então tropicalistas, cantam "Alguém Cantando" composição de Caetano.

Alguém Cantando
Caetano Veloso
Alguém cantando longe daqui
Alguém cantando longe, longe
Alguém cantando muito
Alguém cantando bem
Alguém cantando é bom de se ouvir
Alguém cantando alguma canção
A voz de alguém nessa imensidão
A voz de alguém que canta
A voz de um certo alguém
Que canta como que pra ninguém
A voz de alguém quando vem do coração
De quem mantém toda a pureza
Da natureza
Onde não há pecado nem perdão

"Kind of blue"

Essa edição especial de "Kind of blue" traz um DVD com ótimo documentário sobre o clássico disco de Miles Davis (e Bill Evans, John Coltrane, Cannonball Adderley, Jimmy Cobb, Paul Chambers e, numa faixa, Wynton Kelly) e ainda um programa de TV gravado no mesmo ano de 1959, com Miles e orquestra regida por Gil Evans. Além do disco original, o CD 1 traz os poucos takes alternativos daquelas duas sessões, nas quais Miles procurou a espontaneidade. No CD 2 temos um concerto de Miles e grupo também em 1959.

Biscoito Fino (re)edita 'Jobim Violão', de 2007

Lançado originalmente em 2007, o cult primeiro CD solo do violonista Arthur Nestrovski, Jobim Violão, está sendo reeditado pela gravadora Biscoito Fino neste mês de abril de 2009. Dedicado à obra de Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994), o álbum apresenta 14 registros do repertório do Maestro Soberano em arranjos para violão, adaptados por Nestrovski a partir das partituras para piano publicadas no Cancioneiro Jobim (2000). A seleção inclui Luiza, Lígia, Insensatez, Por Toda a Minha Vida, Se Todos Fossem Iguais a Você e o obscuro tema instrumental Rancho nas Nuvens.

Autor: Chico Damaso

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgou, na última quarta-feira, 15 de abril, um alerta sobre a contaminação de agrotóxicos nos alimentos vendidos nos supermercados. Por meio de um estudo, foram avaliadas 17 culturas entre frutas, verduras e legumes. Das 1.173 amostras coletadas, 15,29% estavam irregulares quanto aos resíduos de agrotóxicos.

O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, aproveitou sua participação no lançamento da sétima edição do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) para destacar o alerta dado pelo governo, profissionais de saúde pública e entidades médicas para a sociedade sobre a necessidade de mudança do padrão alimentar. Segundo Temporão, comer menos gordura e aumentar a quantidade de frutas, legumes e verduras são importantes desde que os alimentos sejam seguros para o consumo.

Ingredientes proibidos

Os resultados insatisfatórios referem-se tanto à quantidade de resíduos, que excedem os limites máximos estabelecidos em legislação, ou à presença de agrotóxicos não autorizados para aquele alimento.

Entre 2002 e 2006, foram proibidos os ingredientes ativos benomil, heptacloro, monocrotofós, lindano e pentaclorofenol. Outros, como captana, folpete, carbendazim, clorpirifós e metamidofós, tiveram restrição de uso.

Durante o ano de 2008, o trabalho de reavaliação de agrotóxicos utilizados no país foi marcado por longa batalha judicial. Foi necessário derrubar liminares favoráveis às empresas, que impediam a avaliação de seus produtos. Só assim a Anvisa pode dar continuidade ao seu trabalho.

Os campeões de irregularidades

O pimentão foi o alimento que apresentou o maior índice de irregularidades, presentes em 64% das amostras analisadas. Depois dele vêm morango, cenoura e uva, com índices de irregularidades superiores a 30%.

A boa notícia trazida pelo estudo foi que as irregularidades encontradas foram menores que aquelas verificadas no estudo anterior. O tomate, por exemplo, baixou de 44,72% para 18,27%, entre 2007 e 2008, enquanto que a batata caiu de 22% para 2%, no mesmo período. A banana foi de 6,53% para 1,03%.

Outros itens como arroz, feijão, manga, batata, banana, cebola e maçã, não tiveram irregularidades em mais de 4,5% da mostra.
Prevenção

Para prevenir a ingestão excessiva de agrotóxicos, deve-se lavar muito bem, em água limpa e corrente, frutas, verduras e legumes, e deixá-los de molho em uma solução de hipoclorito de sódio. A lavagem deve então ser repetida.

Outra dica é dar preferência a produtos de época, que geralmente contêm menos resíduos de agrotóxicos, assim como os certificados, tais como orgânicos e com indicação de origem, que são alternativas mais seguras.

Outros resultados

Confira a tabela de índices encontrados em cada um dos grupos de alimentos avaliados, bem como o comparativo entre as análises feitas desde 2002. No caso do abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva, não houve avaliação nos anos anteriores.

Os resultados referem-se aos estados do Acre, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.


Anvisa faz alerta sobre alimentos contaminados

Fonte: Agência Saúde

N = Análises não realizadas

* Grupo químico ditiocarbamato não analisado na cultura da alface em 2008

Referência(s)

Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos – PARA. Nota Técnica para divulgação dos resultados do PARA de 2008. Disponível em www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2009/pdf/150409_para.pdf. Acessado em 15.04.2009.

Sandra Helena Mathias Motta
Nutricionista
Cel. 8813-4072
sandranutti@yahoo.com.br

4.19.2009

Nana Caymmi lança CD como um 'presente' para os pais Dorival e Stella Maris


RIO - Chega às lojas o novo disco de Nana Caymmi, o 29º em 49 anos de carreira. "Sem poupar coração", quase todo de canções inéditas, é o primeiro trabalho da cantora após as mortes dos pais, Dorival Caymmi e Stella Maris.
"É muito difícil fazer um álbum que, pela primeira vez, não tem a opinião deles", diz Nana no material de divulgação do disco. "Isso fez muita falta".
A cantora diz que "Sem poupar coração" não é uma homenagem aos pais, "mas um presente a eles".
"A tristeza faz parte, mas o álbum fica no meio termo", completa Nana.
São 14 canções de vários compositores (de Fátima Guedes a Paulo César Pinheiro e Chico Buarque), com arranjos do irmão Dori Caymmi e do amigo Cristóvão Bastos. Em destaque, uma parceria nos vocais com Erasmo Carlos na faixa "Não se esqueça de mim", (composta por Tremendão e Roberto Carlos.

4.17.2009


A partir de hoje estaremos sempre apresentando um achado da nossa Música Popular Brasileira. Com a colaboração de nossa amiga Angela Chaloub

Gal Costa e Som Imaginário - Programa Ensaio 1970 - Ao anunciar que iria interpretar "Assum Preto" (Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira), Gal Costa em sua leveza juvenil, comete uma grande gafe ao dizer que "Acauã", de Zé Dantas, era de Luiz Gonzaga. Enganos à parte, ela está no auge do seu esplendor de cantora que se abria para o sucesso. A canção iria fazer parte do seu próximo show, o mítico "Gal a Todo Vapor" e, consequentemente, do disco registrado ao vivo. Aqui uma pré-estréia do que viria!

Assum Preto

Composição: Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira

Tudo em vorta é só beleza
Sol de Abril e a mata em frô
Mas Assum Preto, cego dos óio
Num vendo a luz, ai, canta de dor (bis)
Tarvez por ignorança
Ou mardade das pió
Furaro os óio do Assum Preto
Pra ele assim, ai, cantá de mió (bis)
Assum Preto veve sorto
Mas num pode avuá
Mil vez a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse oiá (bis)
Assum Preto, o meu cantar
É tão triste como o teu
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meus
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meus.

Ivaldo Bertazzo leva o encanto da Broadway à Nova Iguaçu com espetáculo 'Noé Noé'


Ana Carolina Morett

RIO - Será que chove neste fim de semana? Para o coreógrafo Ivaldo Bertazzo, tanto faz. Independentemente da previsão do tempo, ele pretende encantar o público carioca, em especial o da Baixada Fluminense, com a estreia neste sábado (18.04) do espetáculo "Noé Noé", em Nova Iguaçu. No entanto, em vez da conhecida arca de Noé, é o cenário de um luxuoso transatlântico que vai tomar conta de uma quadra poliesportiva no Sesc do município, para onde a equipe de Bertazzo levou toda a iluminação e figurinos originais.
(Confira as fotos do espetáculo)
- A história é muito divertida, é um navio que parte sem destino, cheio de personagens distintos, e cada um acha que está indo para um lugar diferente. Teremos olhinhos bastantes curiosos, que voltarão para casa sonhando. O glamour e encanto das noites da Broadway estarão aqui em Nova Iguaçu - disse o coreógrafo, logo após um dos ensaios.
"Noé Noé!", que começa em meio à confusão de um cais movimentado, com trabalhadores, sindicalistas, prostitutas e um repórter, é encenado por 30 integrantes Cia. Teatro Dança Ivaldo Bertazzo, todos moradores da periferia de São Paulo. Mas há também participações especiais, como a da cantora lírica Regina Elena Mesquita e a da bailarina indiana Kanchan Maradan, que veio diretamente de Nova Delhi para o espetáculo. Nesta mistura há ainda os dançarinos-clows do Grupo Namakaca e os atores-cantores Ricardo Pettine e Edgar Bustamante.
- O objetivo é quebrar fronteiras. E quem sabe a gente não esteja abrindo espaço para que o teatro, no futuro, não esteja apenas ao redor do centro cultural da cidade. Comecei essa história quando tinha um projeto de dança com jovens da Maré. Descobrimos novos artistas, que podem virar bailarinos, comediantes, e se apresentar em qualquer lugar do mundo.
Após as apresentações no Rio, segundo Bertazzo, o espetáculo deve seguir para outras capitais, como Salvador e Porto Alegre, sempre em temporadas populares. Ah, e quem realmente ficou preocupado com a previsão do tempo, pode ficar tranquilo, pois a quadra poliesportiva é coberta.

"Noé Noé" -
Sesc Nova Iguaçu.
Rua Dom Adriano Hipólito, 10 - Moquetá (altura do km 14,5 da Rodovia Presidente Dutra).
Tel: 2797-3001.

Temporada: 18 de abril a 10 de maio; sex e sab, 20 h; dom, 17h. R$ 3 (estudantes, comerciários, idosos e portadores de deficiência física) e R$ 6

4.16.2009

O estilo interpretativo de Jacob do Bandolim


Raquel do Carmo Santos

O chorinho brasileiro deve muito de sua forma e estrutura a Jacob do Bandolim (1918-1969), que adotou no nome artístico o instrumento de sua paixão. Apontado pela crítica como um dos mais importantes defensores do choro tradicional, o compositor e instrumentista não cedeu às tendências de mercado e a modismos, caracterizando o gênero com a interpretação de músicas que emocionam várias gerações, como Sofres porque queres, de Pixinguinha, e Receita de Samba, dele mesmo.
O estilo interpretativo de Jacob do Bandolim foi o objeto de pesquisa do músico Almir Côrtes, que levou em frente o desejo de estudar os elementos musicais que faziam do bandolinista uma figura singular. Para a dissertação de mestrado no Instituto de Artes, orientada pelo professor Esdras Rodrigues Silva, Côrtes transcreveu seis interpretações de Jacob. Também entrevistou companheiros do compositor, como do conjunto Época de Ouro, que ele criou: César Faria, Carlinhos Leite, Déo Rian, Joel Nascimento.
“Entre os vários fatores que contribuíram para o êxito na carreira, está o timbre que ele conseguiu extrair do bandolim: um som bonito, bem acabado, refinado. Sua interpretação era criteriosa e bem pensada. Mesmo com recursos precários, fazia gravações primorosas”, observa Almir Côrtes. Para o autor da dissertação, o compositor era ainda um formador de opinião. “Ele elaborava arranjos sem tirar a essência do gênero, mantendo a característica dabrasilidade num período em que o país sofria grande influência da música norte-americana e a bossa nova estava em ascensão”, lembra.
Sobre as transcrições, Côrtes preocupou-se em tornar a leitura acessível para o instrumentista sem familiaridade com o choro. De Pixinguinha, ele transcreveu Ingênuo, Lamentos e Sofres porque queres; e de Ernesto Nazaré, as peças Odeon, Brejeiro e Apanhei-te, cavaquinho.

Este é o único vídeo de Jacob do Bandolim de que se tem notícia....

'Final de um tempo'


Músicos e teóricos discutem o fim da canção

Leonardo Lichote

RIo - A tese já corria aqui e ali, mas ganhou notoriedade para valer quando Chico Buarque declarou que a canção, como a conhecemos, pode ter se esgotado e estar encerrando seu ciclo na História. Desde então, a ideia atravessou discos ("Danç-êh-sá", de Tom Zé), filmes (o documentário "Palavra (en)cantada") e inúmeros debates filosóficos em mesas de bar. Batizada exatamente de "O fim da canção", a série de aulas-show que Arthur Nestrovski e José Miguel Wisnik apresentam desde o dia 7 de abril, no Instituto Moreira Salles, joga outra luz sobre a questão.
E você? Acha que a canção como a conhecemos vai acabar?
E, para o desapontamento dos apocalípticos, o tal fim, pelo menos aqui, não é algo tão objetivo assim:
- O "fim da canção" aqui ganha vários sentidos: propósito e ponto de chegada, final de um tempo e "finalidade sem fim" - explica Nestrovski, por e-mail. - Quem melhor definiu as coisas foi Lorenzo Mammì, no ensaio de apresentação ao "Cancioneiro Chico Buarque". Diz ele: "Os jovens compositores que se dedicam hoje ao gênero canção (...) não são candidatos ao estatuto que vigorava há 30 ou 40 anos. (....) A canção de autor já não é o motor principal da indústria fonográfica, mas apenas um nicho cultural. (...) Hoje se espera o lançamento de um disco de Chico Buarque como se espera a publicação de um livro de contos de um escritor importante. A canção já tem espessura, sutileza, história para tanto e já é abordada (...) como uma 'literatura'".
" A canção brasileira não está perto do fim em nenhum sentido objetivo. Ela não cessa de dar evidências contundentes de originalidade e maestria, nos gêneros mais diversos "
Na visão apresentada no curso, portanto, não se vislumbra a possibilidade de extinção da canção.
- A canção brasileira não está perto do fim em nenhum sentido objetivo. Ela não cessa de dar evidências contundentes de originalidade e maestria, nos gêneros mais diversos. Impossível dizermos que a canção brasileira perdeu força, confrontados com os discos recentes de Chico Buarque, Arnaldo Antunes, Adriana Calcanhotto, Caetano Veloso, Luiz Tatit, Zélia Duncan, Fernanda Takai etc. - lista Nestrovski, que este mês reedita pela Biscoito Fino seu disco "Jobim violão", de 2007.
Wisnik acrescenta:
- E Tom Zé, Lenine, Guinga, Marcelo Camelo, Moreno, Domenico, Kassin e novos que estão surgindo, como Kristoff Silva, Celso Sim, Marcelo Jeneci, Iara Rennó...
O curso é composto de quatro aulas-show. O objetivo da série, Wisnik ressalta, não é dar um panorama histórico da música brasileira. Em cada módulo, a dupla se detém sobre um aspecto dessa arte no país, destrinchando - com auxílio do piano e do violão - canções que o ilustrem.
- Não é uma história da canção na sequência linear temporal, mas um mergulho em certos temas históricos que se dá na profundidade das canções - diz Wisnik.
Leia a matéria na íntegra no Globo Digital para assinantes

4.14.2009



Danilo Gentili Júnior (Santo André, 27 de setembro de 1979) é um publicitário, humorista, escritor, cartunista e repórter brasileiro. Faz parte da nova geração de humor, a da stand-up comedy, tendo recebido críticas positivas tanto da imprensa como do público.

Um trecho bem humorado do texto que escreveu, como colunista convidado para a Revista - O Globo nº 245, sob o título Um Paulista no Rio:

"Em São Paulo o sol não queima. A camada de fumaça protege. Se paulista quer que a pele arda vai pro Rio. Se quer que ardam olhos e nariz, volta pra São Paulo."

Fontes:
Wikipédia e Revista o Globo.

LUCAS NEVES
Enviado da Folha a Nova Iguaçu (RJ)

O acaso tem sempre a última palavra, disse certa vez a filósofa francesa Simone de Beauvoir (1908-1986). Um de seus desígnios recentes foi o de reconduzir aos palcos a atriz Fernanda Montenegro, 79, depois de um hiato de sete anos, no papel mesmo da intelectual feminista e artífice do existencialismo.

O monólogo "Viver sem Tempos Mortos", que apresenta o pensamento e os amores de Beauvoir a partir da correspondência dela com o marido, o também filósofo Jean-Paul Sartre (1905-1980), teve sua primeira apresentação em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

A peça integra um projeto de formação de plateias, que inclui a exibição comentada de filmes com Fernanda Montenegro, um documentário sobre Beauvoir e debates. A "caravana" cruzará a Baixada Fluminense e a região serrana do Rio antes de chegar a São Paulo, em 21/5.


Você também está tentando adaptar-se ao novo contexto ortográfico?

Sobre a reforma ortográfica brasileira, publicado na Revista - O Globo nº 245 e 246 -

Na coluna Entreouvido por aí:

"Minha filha, eu já passei por umas três reformas ortográficas, já nem sei mais escrever." (senhorinha de uns 80 anos conversando com uma jovem num consultório médico)

"Sabe aquilo tudo que a professora te tirava de ponto na prova de redação? Pois é, agora não tira mais." (Menino explicando a reforma para a irmã.)

Fotos: reprodução


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